14 fevereiro 2009

PORTUGAL É QUASE UMA NITREIRA

Mas sobre isto não há "levantamentos institucionais"
nem virgens impolutas que se insurjam contra a imoralidade
E tudo roda sobre esferas
Evidentemente que quem tem aptidões persecutórias
e apurado sentido canino para farejar e elevar
à máxima potência qualquer miasma
exalado das suas próprias entranhas
aproveita para as atribuir a outros
tentando esconder o fedor que o rodeia.
Não se sabe onde isto irá parar...
Mas está a ficar nauseabundo!
Ao pé dos mil e oitocentos milhões do buraco fraudulento do BPN qualquer caso de corrupção é uma brincadeira de crianças. É a maior fraude realizada em Portugal? Há quem diga que sim e os seus intervenientes são altas figuras do PSD. No topo estão duas das mais notáveis personalidades dos governos de Cavaco Silva: Oliveira e Costa e Dias Loureiro.
Começa a tornar-se claro e cristalino
o inusitado
processo freeportiano
e a
metralha mobilizado para o brutal
FOGO DE DIVERSÃO UTILIZADO

PSD - PARTIDO DE IRRESPONSÁVEIS?

"O CULPADO"
O PSD cada vez mais se afirma como um agrupamento político de irresponsáveis. Se essa característica começa a ser uma marca identificativa, parece que ninguém por lá se preocupa em desvanecer essa imagem colada a um partido que tem sido um dos pilares do regime democrático e que se afasta cada vez mais dessa condição. Confiados na verborreia do arrivista Pacheco e nos ansiados milagres da santa Manuela, parece que por ali deixou de se pensar e tudo depende de qualquer acaso que traga a fortuna ao laranjal. O argumento é sempre o que estiver à mão de semear...

Entre muitos episódios esclarrecedores desta situação é o caso do Banco Português de Negócios, pertença da fina flôr do PSD e do cavaquismo, cujo descalabro não querem assumir, usando a estratégia do "passa culpas" para outrem, ao jeito do bandido que alega em sua defesa que a responsabilidade é da polícia que não o impediu de cometer o crime.

Com efeito assiste-se a um espectáculo indecoroso ao pretenderem que a culpa da situação se deve ao Banco de Portugal, procedendo como se Vitor Constâncio fosse, de facto, o Administrador do BANCO PORTUGUES DE NEGÓCIOS e não o regulador a quem os responsáveis pela respectiva gestão e administração da coisa lesada teriam sonegado, porventura maliciosamente, as informações obrigatórias por lei. E fazem-no com a desfaçatez do mentiroso compulsivo que adoptou a irresponsabilidade quase como lema de vida.

Que credibilidade terá um partido onde reina uma certa falta de vergonha, estilo pachequismo, para se apresentar como alternativa de governo? Faz falta um PSD com espinha dorsal e cabeça sã. Por onde anda o antigo e escorreito PSD?

QUEM TEM MEDO É MARIQUINHAS

Parece que, a avaliar pelos relatos da imprensa, há gente «com medo» no PS e pessoas que prezam que haja «medo no PS». Ambas as posições não merecem muito crédito. O medo, em democracia, combate-se falando alto e bom som, coisa que não se podia fazer durante a ditadura, com imprensa silenciada. Se é medo de «perder o emprego», talvez aconteça que o emprego tenha sido oferecido em troca de silêncio (regra de ouro do sistema «job for the boys»), e deve (num rasgo de coragem pessoal, muito admirável) denunciar-se publicamente, mesmo se se perder o emprego (logo veremos); se é medo de violência física, tipo «eles batem-me pela calada da noite» ou «dão-me um tiro no joelho», pois que se denuncie abertamente, publicamente, diante do Presidente, do PGR, da imprensa -- com provas, papéis, documentos, ameaças visíveis e invisíveis. Quem está aí, entre gente crescida, que tenha medo? Medo de não ter subsídio ou dos chefes na repartição? Medo de Augusto Santos Silva? Que mariquinhas.
O medo é um dos inimigos da democracia; deve combater-se com dignidade e voz à altura. Apregoar aos sete ventos que «estou cheio de medo» não é uma garantia do denunciante; é uma amostra de mariquice. Medo? Não me lixem. Se têm medo, falem!
In "Origem das espécies" de F.J.Viegas

12 fevereiro 2009

ESTRATÉGIAS EMPRESARIAIS...


Já é demasiado evidente que os meios de comunicação do senhor Pinto Balsemão foram estrategicamente mobilizados para uma luta sem quartel contra o governo de José Sócrates e não deixando cair a sanha iniciada com o caso freeport, está em marcha a fase seguinte. E tal sanha apenas se pode justificar por razões de negócios e interesses afectados e jamais por pouco lucrativas razões de carácter cívico, como é a causa das liberdades!!! E a imagem superior que guardávamos do militante número um do PSD, também começa a desvanecer-se e a vislumbrarmos uma espécie de cantineiro africanista cujo projecto é extrair o maior proveito possível das situações que, eventualmente, lhes possam ser facultadas pelo poder político reinante
Investiu muito na promoção de Sócrates, juntamente com Santana Lopes, apresentando-os internacionalmente como líderes com potencial e o do PS, na primeira oportunidade, arranja-lhe um 5º. canal de televisão concorrente do seu império. Assim se conclui que Sócrates ou é palerma ou um homem corajoso. Pelo menos já arranjou dois "cantineiros" de peso como inimigos, sendo o da SONAI porque não lhe terá facilitado a compra da Portugal Telecom e o da IMPRESA porque lhe quer arranjar um concorrente estratégico com a atribuição do quinto canal de televisão. Neste caso bem o avisou Marcello R.de Sousa que com essa do novo canal iria comprar uma guerra com o senhor Balsemão. Ela aí está em pleno desenvolvimento... e com pressa que o tempo urge e as eleições estão à porta.
Este fogo de barragem continuou ontem de manhã com o convidado na SIC-Notícias o sr. Pires de Lima, antigo Bastonário da Ordem dos Advogados, retirado lá de uma qualquer prateleira onde se "arquivou" para descansar da sua vida activa (politicamente muito trauliteiro) para dar corpo à estratégia de revelar ao povo distraído que em Portugal não há liberdade e se vive em ditadura!! Com uma senhora "jornalista" Lourenço (nitidamente bem industriada) insistindo no tema da falta de liberdades lá induziu o estimável senhor a esforçar-se para lhe fazer a vontade mas... sem ser convincente. Tentou fazer o papel... mas contrariado. Um frete.
Assistam ao bacanal de notícias e comentários, ao indecoroso esforço dos empregados da IMPRESA para agradar ao patrão, qual deles o mais empenhado nessa degradante sabujice e reparem a que nível se chegou na luta para destronar o corajoso Sócrates e o PS do Poder. As tristes figuras que alguns fazem, nomeadamente o sr.CRESPO das SALMONELAS. Lamentável...mas é a vida e os tempos não estão fáceis para afirmações de carácter.
Na área da concreta actuação política é evidente que, estrategicamente, a aposta de Balsemão é no Bloco de Esquerda e na sua capacidade de aproveitar, em seu favor, o desgaste do PS provocado pela vertente da informação de que cuida o pessoal da casa. Só tem duvidas quem não está atento. Com efeito, o PSD está de rastos e a Sra Leite é um caso perdido. Assim, com o apoio a Louçã, procurar-se-á fragilizar o Sócrates e, enquanto Bloco e PS se esfrangalham (com eleições próximas, PS sem maioria e com o Louçã às canelas - temos antecipadas pela certa) o PSD "enterra" a D.Maria Leite e faz emergir um salvador da pátria. É a liberdade que se pretende...

11 fevereiro 2009

LOUÇÃ - UM EXTRATERRESTRE

O CURRICULUM de Francisco Louçã


Escreveu ou fez crónicas de rádio em diversos órgãos de comunicação social (O Jornal, Público, TSF, Antena 1, etc.)Frequentou a escola pública em Lisboa no Liceu Padre António Vieira (prémio Sagres para os melhores alunos do país), o Instituto Superior de Economia (prémio Banco de Portugal para o melhor aluno de economia), onde ainda fez o mestrado (prémio JNICT para o melhor aluno) e onde concluiu o doutoramento em 1996. Em 1999 fez as provas de agregação (aprovação por unanimidade) e em 2004 venceu o concurso para Professor Associado, ainda por unanimidade do júri. É professor no ISEG (Universidade Técnica de Lisboa), onde tem continuado a dar aulas e onde preside a um dos centros de investigação científica (Unidade de Estudos sobre a Complexidade na Economia).Recebeu em 1999 o prémio da History of Economics Association para o melhor artigo publicado em revista científica internacional. É membro da American Association of Economists e de outras associações internacionais, tendo tido posições de direcção em algumas; membro do conselho editorial de revistas científicas em Inglaterra, Brasil e Portugal; "referee" para algumas das principais revistas científicas internacionais (American Economic Review, Economic Journal, Journal of Economic Literature, Cambridge Journal of Economics, Metroeconomica, History of Political Economy, Journal of Evolutionary Economics, etc.). Foi professor visitante na Universidade de Utrecht e apresentou conferências nos EUA, Inglaterra, França, Itália, Grécia, Brasil, Venezuela, Noruega, Alemanha, Suíça, Polónia, Holanda, Dinamarca, Espanha.Publicou artigos em revistas internacionais de referência em economia e física teórica e é um dos economistas portugueses com mais livros e artigos publicados (traduções em inglês, francês, alemão, italiano, russo, turco, espanhol, japonês).Terminou em Agosto um livro sobre "The Years of High Econometrics", que será publicado brevemente nos EUA e em Inglaterra." - conforme biografia de Wikipedia (ver aqui) Puuufff...

Com um curruculum destes, é muita distração nossa não aproveitarmos os saberes deste extraterrestre para traçar os planos do nosso desenvolvimento económico, rumo ao topo dos países ricos do Mundo?! Por outro lado, apreciando as propostas deste sábio dirigente político do partido daquela gente esquisita, pródigo em demagogia, verificamos que esssas propostas apenas se debruçam sobre a distribuição da miserável riqueza existente, não se vislumbrado qualquer abordagem sobre o forma ideal de a produzir melhor. Mas aguardemos que Louçã, ainda em botão, desabroche..e ponha as suas teorias económicas ao serviço da Pátria. Mas é capaz de ser curriculum a mais...

10 fevereiro 2009

JOANA - UMA MULHER!!!!

JOANA AMARAL DIAS
Alguém esperaria ver esta senhora associada ao Bloco de Esquerda?
E esteve
Mas parece que o princípio da selecção natural
Funcionou plenamente
O Bloco rejeitou-a
Faltam-lhe pilosidades a extravasar sovacos
Buços exuberantes
Ar indefinido de dúbias preferências
E outras características que Joana não tem
Para encaixar no modelo Bloco
E... é inteligente
O que deve incomodar o Louçã
Que prefere mentecaptos à sua volta
para melhor pontificar
E...
Benvinda ao mundo
das
Pessoas normais
E não demonstre apego a trupes e seres
Que não a merecem!!!!

09 fevereiro 2009

FEIOS PORCOS E MAUS??? NEM TANTO!!

FEIOS?!
SÃO OPINIÕES...
ÀS SUAS MÃEZINHAS
BONITOS LHES PARECEM
FRANCAMENTE
NÃO TENHO OPINIÃO
APENAS ACHEI GRAÇA AO CARTOON
QUE JUNTA
QUATRO SUMIDADES
DA
PÁTRIA

08 fevereiro 2009

AÍ VEM O LOUÇÃ DE GRAVATA...

OS ALIADOS NA CONJUNTURA
LOUÇÃ, COM O RESPALDO DAS ÚLTIMAS SONDAGENS QUE COLOCAM O BLOCO DE ESQUERDA COMO O TERCEIRO PARTIDO MAIS VOTADO SE HOUVESSE AGORA ELEIÇÕES, COMEÇOU JÁ A EXPLANAR AS SUAS IDEIAS PARA O FUTURO E A DEFENDER, OBJECTIVAMENTE, O FIM DA ECONOMIA DE MERCADO. NUMA VISÃO CLARAMENTE MARXISTA DO SISTEMA DE PRODUÇÃO, AFASTANDO-SE BASTANTE DA PERSPECTIVA SOCIAL-DEMOCRATA DO MERCADO E DA SOCIEDADE, DIFICULTANDO DE IMEDIATO ACORDOS DE GOVERNAÇÃO COM QUALQUER OUTRO PARTIDO QUE NÃO SEJA O P.C.P.. E ESTE, ANACRÓNICO, ANCILOSADO, ESTÁ IRREMEDIAVELMENTE ULTRAPASSADO (IRRECUPERÁVEL!)



CURIOSO É UM CERTO APADRINHAMENTO DO BLOCO DE ESQUERDA POR PARTE DO SR. PINTO BALSEMÃO, DADA UMA APARENTE PREDOMINÂNCIA DE MANIFESTOS APOIANTES DESSE PARTIDO NOS DIVERSOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO DA SUA EMPRESA. SERÁ QUE BALSEMÃO, BOM EMPRESÁRIO E ANALISTA POLÍTICO, ESTARÁ A VER MAIS LONGE OU TEM GARANTIAS QUE ESSA GENTE NÃO VENHA A NACIONALIZAR OS SEUS EMPREENDIMENTOS?! BEM, TRATA-SE DE UM PURO E ESCLARECIDO AGENTE DA ECONOMIA DE MERCADO QUE NÃO ANDARÁ A DORMIR NA FORMA. MAS É MUITO CURIOSO...



Mas apreciemos esta esclarecedora peça do jornal PÚBLICO sobre os planos de Louçã
A proibição de despedimentos em empresas que obtenham lucros e a proibição de que as empresas que recebem apoios do Estado distribuam lucros pelos seus accionistas são as duas medidas propostas por Francisco Louçã, coordenador da comissão política do Bloco de Esquerda, ao iniciar, hoje ao fim da manhã, a VI Convenção deste partido, que decorre até amanhã, no Pavilhão do Casal Vistoso, em Lisboa. Na sala a ouvir Louçã, estava o líder da CGTP e militante do PCP, Manuel Carvalho da Silva.

Elegendo o desemprego como tema central do seu discurso e o Governo como único interlocutor do BE – assumiu que iria ignorar a direita – “ninguém perde uma manhã de sábado para isso” -, Louçã avançou com as propostas que considera contribuírem para a solução da crise.

Queremos que sejam proibidos os despedimentos empresas que têm resultados”, anunciou Louçã, depois de lembrar que o desemprego pode chegar aos dez por cento este ano e de criticar atitudes de empresários como a que atribuiu a Américo Amorim que, segundo Louçã, teve “dez milhões de euros de lucro” e pretende despedir 193 trabalhadores “preventivamente”.

Louçã considerou que o país faria “melhor em despedir estes patrões”e defendeu que “o capital nada faz, é o trabalho que faz”, rematando: “Tiveram resultados? Tiveram lucros? Foi o trabalho. É tempo de devolverem.”

Já a segunda medida, a não distribuição de lucros a empresas apoiadas pelo Estado, foi justificada por Louçã com o argumento de que “em anos excepcionais é que é preciso coragem”. Acusando o Governo de ter “a obsessão das privatizações”, o líder do BE marcou a diferença em relação ao seu partido: “Para José Sócrates tudo o que é estratégico deve ser negócio. Para o Bloco tudo o que é comum deve ser público.

”E classificando alguns banqueiros portugueses de “donas Brancas”, defendeu o serviço público bancário, para rejeitar a “nacionalização de prejuízos”. E como conclusão, anunciou: “Não aceitamos que as empresas que recebem benefícios, isenções ou avales do Estado, utilizem dinheiro público para pagar aos seus accionistas.

Garantindo que o BE é o partido mais plural de Portugal, Louçã apelou aos delegados para falarem abertamente e ironizando com a forma como José Sócrates se lhe costuma dirigir nos debates parlamentares, desafiou: “Não tenham tento na língua"

<><><>



É PORÉM INEGÁVEL QUE ALGUMAS DESTAS PROPOSTAS TÊM PERNAS PARA ANDAR... SOBRETUDO PORQUE MUITOS DOS NOSSOS "CAPITALISTAS" TÊM DA CAUSA SOCIAL A IDEIA DA CARIDADEZINHA E NÃO DE UM PROCESSO VIRTUOSO DE REDISTRIBUIÇÃO DA RIQUEZA PRODUZIDA. E ATÉ FAZEM GALA DE CONSTAREM DA LISTA DOS RICOS PARA SEREM MAIS ADULADOS E EMBASBACAREM A MISÉRIA CIRCUNDANTE. E é um cheirinho a Marx que adoça a social-democracia triunfante noutras paragens! Aliás, que nada tem a ver com os arremedos... do PS e muito menos com os do PPD/PSD. Os bloquistas, por ora, são linguas de trapo enfeitadas com trejeitos fadistas do estilo "cantas bem mas não me alegras"

07 fevereiro 2009

O ESTADO DE DIREITO PERIGA EM ITÁLIA



Enquanto nos recreamos com a telenovela do freeport e parece que indiferentes à crise económico-social que se enraíza, vão acontecendo coisas estranhas em países da Comunidade Europeia que nos devem alertar para os perigos que corre o estado de direito, como é o caso italiano em que Berlusconi se posiciona para enfrentar decisões dos tribunais preparando-se para governar através de decretos-lei, tornando letra morta a respectiva constituição da república. Tal decisão segue-se ao enérgico protesto da Conferência Episcopal Italiana contra a decisão judicial que permite a utilização da eutanásia a Eluana Englaro que se
encontra em coma há cerca de 17 anos. E quando a direita e a Igreja se unem o perigo espreita...

Entrevista do pai de Eluana

A direita sabe aproveitar-se destas tácitas alianças para deitar a dentuça de fora e impor os seus métodos de governação anti-democráticos. Que os nossos PC's, BE's e Alegristas preciosistas se precatem e vejam se vale a pena facilitar a ingovernabilidade do país , tornando assim esta coisa presa fácil dos berlusconistas que rapidamente proliferarão como os cogumelos. E não haverá Praça da Canção que nos valha!

06 fevereiro 2009

O FILÓSOFO DA MARMELEIRA NÃO DÁ UMA PARA A CAIXA



SONDAGEM -EXPRESSO

A maior quebra regista-se no maior partido da oposição, o PSD, que desce 1% nas intenções de voto verificando-se um resultado ao nível do que teve Santana Lopes nas legislativas de há quatro anos e que foi o pior "score" dos sociais-democratas aqui
<><><><>
Aximage (2-5 ) C.Manhã

Entre parêntesis, resultados de Janeiro:
• PS — 40,0% (39,7%)•

PSD — 24,9% (24,8%)•

BE — 12,6% (13,2%)•

CDU — 9,6% (8,6%)•

CDS — 8,1% (8,2%)•

OBN — 4,9% (5,4%)
C.Manhã
<><><><>

Pelos vistos o PS continua a merecer a primazia dos eleitores o que revela que não é fácil mudar a opinião pública com meras estratégias de ataque descabelado ao carácter das pessoas. Lá terá o eunuco mental da Marmeleira de estudar outra estratégia para se desenvencilhar da missão de levar a avozinha a primeira ministra. E isso parece uma missão difícil por duas razões:-Primeira - O produto não é vendável. Um verdadeiro pé de chumbo!-Segunda - O promotor é demasiado reles para conceber algo de positivo e apelativo. Só aparecer ao pé da senhora, com abracinhos e cochichos, tira votos à velhota. Não tarda despedido ... para se dedicar exclusivamente à introspecção estando já, para o efeito e com vista ao ingresso em qualquer convento da cristandade, a fazer exercícios sobre o pensamento de santos, desde São Francisco de Assis a Santo Agostinho. O seu "ABRUTO" dá o testemunho da mudança de cartilha de Mao Tsé Tung para a causa dos Santos da Igreja de Cristo. Ainda o veremos a subir ao altar, mercê das preces das patroas da Linha, sensibilizadas pela conversão do vermelho e irreprimível sacrílogo. O Futuro S.José de Porto de Mós





PAULO PORTAS QUE PAGUE A FACTURA


“O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH), jurisdição do Conselho da Europa, condenou agora Portugal por em 2004 ter proibido a entrada nas suas águas territoriais de um navio fretado por organizações favoráveis à despenalização do aborto.O TEDH considerou que Portugal violou o direito à liberdade de expressão e decidiu atribuir 2.000 euros a cada uma das três associações queixosas por prejuízo moral.” (SIC)

Este é o exemplo típico do ferrabrás a quem se dão asas para voar. Neste caso deram-lhe barcos de guerra para o rapaz arranjar um conflito naval com meia dúzia de mulheres que navegaram até perto da Figueira da Foz, num frágil e inofensivo barquito, para protestarem algo. Logo o nosso herói do mar arranjou pretexto para extravasar o seu espírito lúdico-belicoso colocando, como Ministro da Guerra, as Forças Armadas ao serviço dos que são contra-o-aborto. Desse modo envolveu as F.A. numa causa meramente ideológica, guerra essa que deveria ter sido travada apenas com as forças do CDS do Largo do Caldas.

Porque se trata da utilização abusiva de recursos do Estado este deveria ser ressarcido dos custos da operação que, pelos meios muito dispendiosos utilizados, não devem ser de pouco vulto.

Sugere-se, a quem de direito, que faça chegar ao senhor Paulo Portas a respectiva factura, para liquidação, incluindo também o valor da multa aplicada pelo TEDH. A situação é semelhante à da senhora da Câmara de Felgueiras que andava a pagar a sua defesa em tribunal com os dinheiros da autarquia. É, nos dois casos, usar meios do erário público em proveito próprio ou de terceiros. Diríamos que é a forma mais descarada (e raramente penalizada) de esbulhar o Estado. No caso de Portas ainda acrescem prejuizos não quantificáveis do desprestígio externo resultantes das macaquices feitas em nome do Estado Português.















05 fevereiro 2009

ANATOMIA DE UMA CAMPANHA DE ASSASSÍNIO POLÍTICO




2009 - Tiago Barbosa Ribeiro
1.É certo que ainda está por esclarecer inteiramente a dimensão da ofensiva em curso contra o Primeiro-Ministro e o PS, mas no essencial já percebemos a forma como as regras básicas de uma campanha desta natureza estão a ser cumpridas. E quando se fala em campanha, por mais menosprezo que isso possa gerar em alguns blogues e na opinião pública «autorizada», sintetiza-se a forma organizada e sistemática como um conjunto de notícias, factos e contra-factos são divulgados no limiar da profissionalização com o intituito de atingir politicamente o chefe do governo, independentemente do partido X, Y ou Z.

2-A principal dificuldade de qualquer defesa contra este tipo de processos de assassinato político e estou a medir bem as palavras — reside, desde logo, na impossibilidade de alguém se defender de algo de que não foi acusado. Sucede que essa impossibilidade não limita, e até cria condições ideais, para a manutenção de uma campanha de intoxicação pública com a divulgação de factos «aleatórios» que estranhamente concorrem para um enredo peculiar em que a notícia de hoje estrutura a notícia de amanhã e a notícia de depois, num continuum viral contra quem se dirige.

3-Ou seja, enumera-se um conjunto de factos cuja relação não pode ser provada, seja entre todos ou alguns deles. A selecção daqueles factos e não outros sugere ao leitor/espectador/cidadão que há efectivamente uma relação entre eles, caso contrário não estariam ali. E mais relevante do que a impossibilidade de provar uma relação entre os factos (responsabilidade de quem os enumera) é a impossibilidade de não provar uma relação entre eles (responsabilidade do receptor). Pior: qualquer tentativa de negar o que é impossível de refutar irá dar relevo ao argumento original.

4-Grosso modo, não são necessárias mais premissas para lançar uma campanha ou uma conspiração sob a espada da «verdade». O resto está inscrito em qualquer cadeia de comunicação, para mais num espaço fortemente mediatizado como é o nosso. Sucedem-se a uma velocidade vertiginosa inúmeros «factos» cuja relação não é possível de provar, mas invertendo um ónus de prova onde a não relação também pode não ser possível de provar.

5-É lamentável que alguém seja assim sujeito a uma campanha pública em que X tem de provar que não é culpado dos factos de que é acusado por Y, mesmo que esses factos sejam aleatoriamente associados numa notícia A que dará notícia B a outra notícia A e assim sucessivamente. O mesmo aconteceu noutro processo recente, utilizando até um certo blogue que seguia todas as regras para cultivar a chama de uma boa conspiração. O caso agora não envolve tantos actores, mas a mancha de óleo alastrará até que surja cansaço mediático. E, pelo caminho, como fica quem se atacou?

6-A capacidade de reproduzir e amplificar os «factos», de forma desconcentrada e fragmentada, é um dos principais alicerces desta campanha. Há dias, o Correio da Manhã fez manchete com a reforma da mãe de José Sócrates com base em informações falsas. Hoje, retractou-se da notícia: «Pelo erro, pedimos desculpa aos visados e aos leitores». Essa notícia manchou o nome de um familiar do Primeiro-Ministro e serviu para alimentar novas especulações em torno deste caso, sendo reproduzida em muitos outros jornais e centenas de blogues. A intoxicação está feita e vale por 1001 desmentidos e desculpas. Entretanto, e até ao momento, a notícia continua praticamente oculta no resto da imprensa - quantos pontos isso dará no situacionismo de JPP? - e em quase todos os blogues que têm vindo a explorar activamente esta situação. É pena.

VISTE O PASSOS COELHO ?

Um delicioso comentário a uma entrevista de P. P. Coelho

Pelo Sr.Luis da Barbearia

-Viste o Passos Coelho no Mário Crespo?
Vi!
-E então, que tal?
Coisa e dal.
-Ah!, mas esteve bem?
Errr...
-E substância
Muida dranquilidade, ehhh, deve ser do Spórdengue.

LNT

VIOLAÇÃO DO SEGREDO DE JUSTIÇA/ESPECULAÇÃO E MENTIRA

Procuradora Cândida Almeida

Violação do segredo de justiça houve alguma, embora a maior parte seja especulação e mentira. Não querendo eu queimar as mãos, quase o faria com a afirmação de que não foi o Ministério Público que passou a informação”, disse Cândida Almeida à RR. Quanto às entrevistas que tem dado sobre o caso Freeport, a directora do DCIAP assegura: “Não referi nenhuns nomes que não fossem do conhecimento público e seria um pouco tonto da minha parte estar a dizer que não sabia ou que não podia dizer porque estava em segredo de justiça. O segredo de justiça tem por fim proteger a investigação e não houve violação”. Apesar das polémicas, Cândida Almeida reafirmou ainda a intenção de manter a colaboração entre Portugal e Inglaterra, a bem da rápida resolução do caso. SIC
Isto é: houve alguma violação... mas não houve! Uma no cravo e outra na ferradura! Lá vamos, cantando e rindo... E esta!!!

04 fevereiro 2009

QUANDO OS GRUNHOS SE DIVERTEM

Os grunhos andam em delírio com o Freeportgate. Os e-mails anedóticos inundam as caixas. E então ficamos a perceber que os grunhos adoram meios de comunicação que nunca seriam permitidos se fossem os deles a mandar. Os grunhos são geralmente gente de extrema-direita daquela que diz não ligar à política. A política deles é o trabalho. Só se dedicam a modernices como cidadania e outas inutilidades do género quando adivinham sangue entre os demais. Ficam de repente possuídos de honradez e armados de uma súbita sede de justiça. A este nível preferem os julgamentos televisivos e as anedotas idiotas: as mesmas que já ilustraram supostas actividades de muito boa gente da vida política, dão sempre um jeitão para achincalhar quem está na berlinda.E quem é o herói dos grunhos em delírio, quem é?Salazar, pois claro. As citações mais ignóbeis de Toninho Oliveira de Santa Comba saltam no correio electrónico. Os grunhos adoram salvadores providenciais. Os grunhos nem percebem o que lhes sucederia se um espécime como o herói das botas governasse. Claro que não percebem - os grunhos não ligam a política... (blogOperatório) Imagens e sublinhados são nossos

BIOGRAFIAS



PERFIL - António Francisco de Araújo Lima Cluny, procurador-geral-adjunto desde 1998, nasceu a 6 de Junho de 1955 no Porto. Filho de um juiz e neto de um advogado, António Cluny desistiu de ingressar em Arquitectura por falta de jeito para a Matemática e seguiu os passos do pai e do avô. Em 1977, licenciou-se em Direito, em Lisboa, e na faculdade foi militante da União dos Estudantes Comunistas. Casado e pai de três filhos, um deles também em Direito, o procurador, que exerce funções no Tribunal de Contas, está pela sexta vez à frente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público. Sem oposição, foi reeleito em Abril e, os mais entendidos, dizem que o meritíssimo tem o lugar garantido até à eternidade... Isto se, parafrasendo.., para além da morte memória desta vida se consente.
2007.10.26
Foto da direita- MFL acompanhada de Cluny
Abençoada Pátria que tão insignes e persistentes filhos tem!

UM "PRÓS E CONTRA" VISTO PELO Macroscopio

MACROSCOPIO Faz uma muito iteressante análise ao último "Prós e Contra" da RTP com a excelente caracterização dos seus intervenientes e que merece ser lido na integra, seguindo o link. O que se segue é apenas o post scriptum do texto en apreço:

PSD não esqueçam esta cara. Portou-se como um verdadeiro deputado da oposição. De resto, creio que ele não representava só o PSD, mas também o cds, o BE, o PCP. Ou seja, a tal coligação negativa que cabia dentro do "meu" porta-aviões. Apenas deixou de fora Os Verdes que, consabidamente, é um grupelho de duas ou três pessoas que parasitam o PCP e estão no Parlamento sem legitimidade própria. Ainda assim, pergunte-se ao dr. Amorim se, dans le esprit, ele não os estaria a representar.

PS: Depois de ouvir o dr. Amorim, até pela volumetria do seu pensamento, lembrei-me de quão felizes são os pais que não têm filhos. Mas adiante. Se, porventura, alguém encontrar os 4 milhões (e mais não sei quê, como diria o outro...) que a Carlyle anda à procura, e que se calhar o dr. Martins da Cruz é capaz de saber para onde foram, queiram ter a gentileza de o enviar em meu nome para este humilde espaço. Eu também "ando a virar frangos", como o José Miguel

PS1:Em 1976 aparece na tv em Portugal o Sandokan - um famoso pirata fictício de finais do século XIX. Foi protagonista de aventuras de romances e ficou celebrizado como O Tigre da Malásia. No vídeo abaixo, que fez as delícias da minha criancice, e parti muitas vezes o queixo à boleia dessas manias de voar, vemos Sandokan a matar o Tigre em pleno vôo para salvar a donzela em apuros.

Isto deve responder às angústias dr. Saldanha Sanches, que envolto numa nuvem de perdigotos, revelou a sua impotência acerca do melhor meio de escapar da crise e da catarse que estamos a viver. Ou seja, temos "um tigre" à solta entre nós, e agora alguém terá de assumir o papel de Sandokan. Mas, francamente, não estou a ver esse papel atribuído ao sr. PGR, Pinto Monteiro (que fala, fala, fala) muito menos à sua "assistente-de-locução" - que a semana passada deu uma entrevista que revelou bem o estado da "Justiça-lego" a que chegámos.

03 fevereiro 2009

NÃO HÁ VOTOS MAS HÁ VETO




Mal foi conhecido o veto de Cavaco Silva, Paulo Rangel falou: “Estamos muito satisfeitos por terem sido assegurados os direitos dos emigrantes portugueses”, afirmou Paulo Rangel, em declarações aos jornalistas no Parlamento, considerando que acabar com o voto por correspondência para a Assembleia da República seria “uma restrição inaceitável”.Convém recordar que foi no consulado de Santana Lopes que foi imposto o voto presencial para os emigrantes para o Parlamento Europeu, era então ajudante o nosso estimado Paulo Rangel. Terá sido ele a escrevinhar as alterações que constam da Lei Orgânica n.º 1/2005 de 5 de Janeiro? Se esta alteração pretendia harmonizar todo o sistema eleitoral tendo em consideração que:
a)Para as eleições para a presidência da República, a lei exige o voto presencial dos emigrantes.

b)Para as eleições para o Parlamento Europeu, a lei exige igualmente o voto presencial dos emigrantes.

C)Para as eleições para a Assembleia da República, o Presidente da República entendeu não promulgar o diploma e impor a exclusividade do voto presencial dos emigrantes

Porque razão o PSD e o seu Presidente da República se esmeram tanto em contrariar esse ajustamento coerente e justificado? O PSD É um partido... sem grande ética política. Vivem em verdadeiro estado de politiqueirice permanente, com o constante cheiro do cibo do poder a rondar-lhes as narinas, sôfregos que nem se dão conta das tristes figuras que fazem. Pressagiam alguma perda de votos e... acabou-se! Não temos votos mas temos o VETO.Aliás, ainda lhes restaria um último recurso mediante a aplicação, por analogia, do MÉTODO BORGES, a estrela que brilha, juntando à votação final(sugiro eu) o número de votos necessários para ganharem! Recursos não lhes faltam, graças a Deus!... Não se esqueçam que esse Borges já declarou que se o PS ganhar as próximas eleições, sem maioria absoluta, o seu Presidente da República deve entregar ao PSD a tarefa de governar... porque alguém lhe soprou ao ouvido que o seu partido é predestinado para conduzir as coisas da governação e se assim não acontece é porque houve usurpação. E estou certo que a ideia é mais generalizada do que parece, razão por que quando estão fora da pia do orçamento ficam mal humorados, zangam-se uns com os outros, parecem almas danadas a bramar no limbo. O paliativo Cavaco Silva, ainda que este se esforce, não compensa minimamente tanta carência!

Segue-se a legislação que alterou o voto por correspondência, passando obrigatoriamente a presencial, aprovada por um governo do PSD.

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA Lei Orgânica n.o 1/2005de 5 de Janeiro Terceira alteração à Lei Eleitoral para o Parlamento Europeu A Assembleia da República decreta, nos termos da alínea c) do artigo 161.o da Constituição, a lei orgânica seguinte:Artigo único artigo 3.o da Lei n.o 14/87, de 29 de Abril, comas alterações introduzidas pela Lei n.o 4/94, de 9 de Março, e pela Lei Orgânica n.o 1/99, de 22 de Junho,passa a ter a seguinte redacção:«Artigo 3.o[. . .]1— . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .a) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .b) Os cidadãos portugueses inscritos no recenseamento eleitoral português, residentes fora do território nacional, que não optem por votarem outro Estado membro da União Europeia;c) . . . . . . . . . . .....2 — Os cidadãos referidos na alínea b) do número anterior exercem o direito de voto directa e presencialmente,sem prejuízo do disposto na lei em relação ao voto antecipado e ao voto dos deficientes.»Aprovada em 18 de Novembro de 2004.O Presidente da Assembleia da República, João Bosco Mota Amaral.Promulgada em 16 de Dezembro de 2004.Publique-se.O Presidente da República, JORGE SAMPAIO Referendada em 22 de Dezembro de 2004.O Primeiro-Ministro, Pedro Miguel de Santana Lopes.




02 fevereiro 2009

ACREDITAR NA JUSTIÇA...

QUE NÃO PODE CONSENTIR QUE A DESCREDIBILIZEM

Os jornais questionam, a justiça julga, e sempre os jornais hão-de perguntar mais e mais depressa do que a Justiça consegue avançar. Mas um jornalista não é um polícia e a justiça é feita pelos tribunais
As notícias sobre o alegado envolvimento do primeiro-ministro em actos corruptos sobrepuseram-se, esta semana, às relacionadas com a crise, conquanto o desemprego não pare de crescer e diariamente haja notícias de encerramentos e paragens de produção, num crescendo que a todos nos faz temer que 2009 seja ainda pior do que o anunciado.
Com o comunicado da Procuradoria-Geral da República e as múltiplas explicações da procuradora Cândida Almeida seria de esperar que as notícias envolvendo José Sócrates abrandassem. Entendamo-nos: o papel da Imprensa em casos como estes é questionar, questionar à exaustão. O que a Imprensa não pode é transformar suspeitas em certezas nem pode nunca deixar que o leitor embale por uma peça jornalística para chegar ao fim com a convicção de que a culpa está formada. Os jornais questionam, a Justiça julga, e sempre os jornais hão-de perguntar mais e mais depressa do que a Justiça consegue avançar, porque um e outro têm velocidades diferentes. O que não é desejável é que se deixe criar a convicção de que é tudo uma questão de tempo, ou seja, de que a justiça há-de chegar, ainda que lentamente, às conclusões que os jornais vão adiantando. Porque um jornalista não é um polícia e a verdadeira justiça - a única - é feita pelos tribunais. E é preciso que os leitores saibam que sob a capa de investigação lhe são muitas vezes presentes coisas distintas: verdadeiros trabalhos de investigação em que o jornalista foi perguntando, fazendo caminho, juntando respostas e indícios e outros trabalhos que mais não são do que a pública exposição de documentos, aparentemente comprometedores, que terceiros fizeram chegar às mãos de um jornalista que ao publicá-los serve interesses de outros, não poucas vezes cedendo-lhes o controlo da situação. Infelizmente, o jornalismo tem muitos destes justiceiros, prontos a saltar para a fama por terem tramado um político.
E, como também já se disse, há muita gente a querer tramar José Sócrates. Portugal tem um primeiro--ministro que ousou enfrentar interesses instalados e lóbis diversos. Por razões que lhe escapam, viu os seus opositores entrar em processos de autodestruição, razão que há bem poucos meses era suficiente para deixar instalada a possibilidade real de o PS vir a obter nova maioria absoluta para os próximos quatro anos. Assim se explica, do lado do primeiro-ministro, a tese da cabala, da campanha negra. E, convenhamos, a argumentação tem possibilidades de fazer caminho, pois, ainda por cima, este mesmo José Sócrates já sofreu campanhas demolidoras, uma dando-o a viver com um conhecido actor, outra questionando o seu curso de engenharia, outra, há quatro anos, com este mesmo caso Freeport.
Aqui chegados, é bem natural que a cada um de nós se coloque a questão: em quem acreditar? A resposta é simples: na Justiça. E, até agora, a Justiça nada encontrou. Sobra por isso a questão política. Tem José Sócrates condições para continuar? Para quem acredita na Justiça, a resposta é também simples: tem de ter. Tem de aguentar os embates, por mais injustos e irracionais que possam parecer, e tem de estar disponível para responder tim-tim-por tim-tim a tudo o que vier a ser dito contra ele.
Uma questão mais: este caso Freeport esteve silencioso enquanto andou em mãos inglesas. Quando eles dirigiram perguntas à Justiça portuguesa , lá se foi o segredo de justiça. O senhor procurador e outros agentes da Justiça, bem como muitos dirigentes políticos e todos quantos consideram que os jornalistas violam o segredo de justiça deveriam atentar neste caso. Quem terá, desta vez, violado o segredo?
José Leite Pereira –
Jornal de Notícias

TEORIA DA CONSPIRAÇÃO

A MAIS BELA DO MUNDO
GINA LOLLOBRIGIDA
ANOS CINQUENTA
Este post foi sorripiado na íntegra de o mui estimado O JUMENTO- 1º. porque o texto me agradou e o subscrevo; 2º. porque contém uma foto da mulher que enfeitiçou a minha adolescência e quero-a aqui comigo. (COM A DEVIDA VÉNIA E PEDIDO DE BOM ACOLHIMENTO)

Cá por mim que esta coisa do Caso Freeport foi lançada pelo próprio José Sócrates, enquanto a oposição espera em silêncio por temer ser relacionada com as fugas ao segredo de justiça ou esperando que o caso faça o milagre que as suas propostas não conseguiram, o primeiro-ministro continua a lançar as suas cerimónias e a ter o exclusivo da comunicação social.

Se as coisas correrem mal ao PSD ainda vou ver o Pacheco Pereira dizer que tudo isto foi uma manobra urdida pela central de comunicação do PS que terá adoptado o princípio da Gina Lollobrigida, não importa que falem mal, o que é necessário é que falem muito de mim. Para já, os primeiros beneficiados foram os comerciantes do Freeport.