18 janeiro 2009

AFINAL DEMITIU-SE. - OU FOI DEMITIDO?



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Afinal o Professor abandonou o Governo por sua iniciativa ou foi o Sócrates que lhe passou a guia de marcha? A extensa enrevista ao professor pelo Correio da Manhã, a qual, abaixo reproduzimos na íntegra , não ajuda muito à nossa curiosidade mas permite-nos concluir, com alguma certeza, que Campos e Cunha não deixou de ser Sr.Ministro por sua vontade... Nem os tratos de polé dos esquisitos do bloco de esquerda, por causa da taluda pensão do B.Portugal, ao contrário do que se dizia, poderia ter influenciado, minimamente, a decisão de quem resolveu mandar o académico dar aulas aos futuros grandes economistas portugueses. Só!! O senhor não se ajeitava nada para a coisa e Sócrates demitiu-o de mansinho. Claro, foi para a SEDES...
A ENTREVISTA
Correio da Manhã/Rádio ClubeArrependeu-se de ser ministro?
Campos e Cunha – Já me fizeram essa pergunta uma vez. É evidente que se eu soubesse que teria de sair passado pouco tempo não teria aceite, naturalmente. O País precisa de estabilidade e em particular o ministro das Finanças é para estar uma legislatura. Quando eu entrei, entrei para estar quatro anos.
ARF – Exacto.
- Mas entrei com a disposição de que se fosse necessário só estaria quatro meses. Foi necessário, estive quatro meses.
LO – Só lhe fizeram uma vez a pergunta?
- Não me recordo bem, mas pelo menos uma. Pelo menos uma.
LO – Mas de qualquer maneira, quando se aceita, e sobretudo um cargo como ministro das Finanças é natural que se tenha a expectativa de ficar quatro meses?
- Não, claro que não. Eu estava na expectativa eu aceitei, como disse, na expectativa de que iria estar quatro anos. Mas tem que se estar na disposição, tem que se ter um desprendimento. Quem está na política deve ter um desprendimento muito grande. A minha vida, a minha profissão, a minha carreira não é a política. E portanto eu tenho um total desprendimento. Eu estive seis anos no banco central como vice-governador, passei momentos difíceis, foram momentos de muito trabalho.
LO - E resistiu.
- Resisti, obviamente. Mas a situação também seria diferente. Mas de qualquer forma, fi-lo com gosto e com orgulho e no período em que lá estive a trabalhar penso ter feito uma contribuição importante para o conjunto de actividades que o banco desempenha e, em particular, a entrada de Portugal na moeda única. Eu entrei três anos antes da moeda única, ainda o euro não se chamava euro, chamava-se apenas moeda única e saí de lá um mês depois de termos trocado os escudos por euros na rua.
LO – E já estava a sua missão cumprida.
- A minha missão estava cumprida. Eu estaria disposto a continuar, foi uma decisão política e a decisão política da altura foi não ser reconduzido.
LO – A pergunta que não lhe fizeram ainda: Ok, ao fim de quatro meses sair do Governo, mas ao fim de quanto tempo depois de ter entrado percebeu que não ia dar?
- Eu olhando para trás...
LO
– Um mês, um mês e meio?
- Olhando para trás penso que já havia sinais muito cedo. Evidentemente que uma pessoa, quando está no meio do turbilhão, não tem consciência e tem muita dificuldade em analisar as árvores e procura ver na floresta. Mas isso são águas passadas.
ARF – Mas a ruptura acontece por causa das grandes obras públicas. No célebre artigo no Público em que diz de forma muito clara que estava contra alguns empreendimentos públicos.
LO – Ao fim de três anos continua exactamente a mesma agenda política.
- Julgo que apesar de tudo não vejo exactamente a mesma agenda. Eu hoje vejo uma grande discussão à volta das grandes obras públicas, coisa que não havia na altura. Na altura os jornais, toda a comunicação social tecia os maiores elogios à capacidade de empreendimento do Governo, de realização, de determinação, e portanto os grandes projectos foram todos eles muito bem recebidos pela opinião pública em geral, contrariamente ao que seria de esperar. Não houve perguntas. No meu artigo a única coisa que eu dizia é que todos os projectos, grandes e pequenos, mas em particular os grandes, que põem mais em causa a saúde do País, devem ser analisados e ser feita uma análise de custo/benefício. Mesmo assim muitas vezes erramos.
ARF
– Há uma coisa que as pessoas não perceberam. Fez esse artigo no Público porque não era ouvido no Governo?
- Não quero falar disso. Estou disposto a falar dos grandes projectos mas sobre isso não. Já passaram três anos. Já é história.
LO – Apesar das águas não passarem duas vezes sob a mesma ponte como é que estaria o País se não tivesse saído do Governo?
- Não sei. Como se recordará, na altura aprovámos um programa de estabilidade e crescimento, a meio do ano. Era, no fundo, uma espécie de grande programa económico e financeiro. Nesse contexto introduziram-se um conjunto amplo de medidas e eu estava no centro, como deve imaginar, por inerência de funções, desse programa. O programa de estabilidade era a parte mais dura da questão e mais financeira em que houve um aumento de impostos, congelamento de progressões automáticas. Foram um conjunto de medidas do lado da despesa e do lado da receita muito importantes. Nesse ano já se podia fazer pouco do lado da despesa, porque estávamos em Junho. Havia o Orçamento Rectificativo, mas basicamente era pôr um pouco de verdade nas contas. Houve medidas que tinham efeitos imediatos, como é o caso do aumento do IVA, mas, de facto, o grande impacto dessas medidas foram em 2006. E se olhar para 2006 há uma quebra muito substancial e muito dramática do défice orçamental. Diminui a despesa primária, a despesa primária em percentagem do PIB caiu substancialmente. Esse programa tinha uma segunda fase, que apenas era lá indicada, não era tão detalhada. Tinha a ver com a reforma da administração pública e uma redução da despesa pública.
LO – Essa segunda fase não foi concretizada?
- Essa segunda fase não se materializou. Em 2007 a despesa pública ainda cai, mas já cai pouco, em 2008 a despesa pública primária está a subir, subiu, e em 2009 voltava a subir substancialmente. Aliás, os dados do Orçamento de Estado com o cenário macroeconómico do Governo apresentado em Outubro do ano passado, do Orçamento que está neste momento em vigor, a despesa pública em 2009, com o cenário do Governo, com os dados do Governo ia para níveis que eram semelhantes aos de 2005.
ARF – Semelhantes aos de 2005?
- Aos de 2005. O que significava um aumento muito grande da despesa pública em percentagem do PIB. E não está cá pacote anti-crise nenhum.
LO – Há uma perda de oportunidade.
- Eu julgo que sim. Foi o que disse a Standard & Poor’s agora, que pôs o rating português com um aviso negativo. Na prática já é para os mercados uma redução do rating da República. Enquanto a redução anterior, que já se materializou no meu tempo, embora tenha vindo de trás, era resultado de uma situação herdada, mas esta já é da responsabilidade deste Governo.
ARF – No documento que a SEDES fez em Julho de 2008 já se dizia que o Governo estava a pensar nas eleições de 2009. Um documento muito atacado pelo Governo.
- Foi mais as pessoas do que o documento. Mas de qualquer forma foi de facto um documento que teve um grande impacto na comunicação social e na opinião pública. Mas infelizmente atacam-se as pessoas e não as ideias.
ARF – Disseram que o professor ainda estava despeitado e outras coisas.
- Pois. Curiosamente o documento foi organizado de uma forma muito participada e procurámos até exemplificar com dois ou três aspectos. A Educação, a Saúde e o mercado de trabalho. Eram três áreas em que achávamos que havia claramente um retrocesso, uma paragem, expectativas que não eram cumpridas. Enfim, são três áreas muito importantes para o País, para o desenvolvimento económico do País a prazo. Nada disso foi discutido quando saiu o documento.
LO – Também acha que os Governos governam meio tempo e no outro preparam a sua reeleição?
- Nenhum sistema é perfeito e preparar-se para eleições é uma coisa que acontece em todos os países democráticos. O papel da sociedade civil é tentar penalizar esse tipo de comportamentos. Chamando à atenção que o comportamento está a ser eleitoralista. Isso faz parte do jogo democrático e nós estamos a jogar o jogo democrático pleno e aberto. Nós reconhecemos que um sistema democrático tem esse problema, como é evidente, em todos os países do mundo. Se nós tivermos uma opinião pública avisada e uma opinião pública mais informada, digamos que podemos minimizar os aspectos menos positivos do sistema, como seja os Governos estarem a preparar as eleições, especialmente com um grande período de antecedência. Ao menos que seja um mês antes ou dois meses antes e não um ano e meio antes.
ARF – Esta crise, que afecta o mundo, o País e os portugueses foi percebida pelo Governo muito tarde? Já se estava a desenhar há muito tempo nos EUA e aqui em Portugal ainda se fez um Orçamento de Estado com dados macroeconómicos completamente desfasados da realidade. O Governo percebeu tarde a crise ou não quis dizer aos portugueses que havia crise?
- Essa resposta exacta só os próprios a podem dar. Se não tinham percebido ou se pura e simplesmente estavam a tentar ocultar. É um bocadinho difícil pensar que as autoridades não perceberam. Porque nos mercados internacionais, nas grandes instituições já havia previsões e pelo menos alguns palpites claros de que 2009 seria um ano muito severo, provavelmente os finais de 2008 seriam já bastante maus. Já se falava de deflação, já se falava de recessão, a dúvida é saber se vamos entrar numa recessão ou numa depressão. Isso já eram discussões que estavam em cima da mesa.
LO – Do ponto de vista psicológico já estamos deprimidos.
- Cerca de um mês depois The Economist já tinha uma previsão de menos um por cento para 2009 para Portugal. Em princípios de Dezembro. Dois meses depois já tinha menos um por cento, ora menos um por cento em 2009 para os 0,6 que o Governo prometia vai uma diferença abissal. E o Governo tem certamente muito mais informação do que tem The Economist. Houve uma gigantesca operação de ocultação da crise. Mas mais grave do que 2009 é 2008. Porque 2008, em Oandava à volta de 0,7, 0,8.
ARF utubro, já se sabia o primeiro semestre. E o crescimento do primeiro semestre – Exacto.
- Toda a gente já sabia, já havia muitos indicadores sobre o terceiro trimestre. E toda a gente percebia que o terceiro e o quarto trimestres seriam substancialmente piores do que o primeiro semestre. O que significa que com o crescimento homólogo do primeiro semestre à volta dos 0,8 obviamente que o segundo daria uma taxa de crescimento em 2008 substancialmente mais baixa do que os 0,8. Uma parte disto já estava na mesa. Dizer que o segundo semestre seria substancialmente pior do que o primeiro qualquer pessoa, não é preciso ser economista, percebia que isso ia acontecer. E basicamente o Governo veio dizer é que o segundo semestre ia ser melhor ou semelhante ao primeiro. E isso obviamente não era verdade.
ARF – É uma situação grave?
- Foi grave porque foi um sinal brutal de descrédito. E depois é importante que as pessoas acreditem no Governo do País. O Governo deve ser o mais cauteloso de todos os intervenientes, deve ter as previsões mais baixas que estão no mercado.
ARF – Deve ser mais cauteloso.
- Na dúvida deve ser o mais conservador nas suas previsões. Dentro de um realismo mínimo. Porque assim temos mais surpresas positivas do que negativas. Mesmo assim a vida prega-nos partidas. É muito importante que tudo isto seja feito com uma grande transparência, nunca perder a oportunidade de explicar um número, para responder a um problema, até para que as pessoas, que têm uma intuição de como a economia está a evoluir, não sintam que os seus governantes estão completamente desfasados do dia a dia.
ARF – Não falam verdade.
- A grande vantagem do que veio dizer o governador do Banco de Portugal é que provavelmente no final de 2008 já estávamos em recessão e este ano vamos ter recessão. Uma recessão que será significativa. A previsão é de menos 0,8, mas todos os sinais apontam para um valor pior. Pela primeira vez uma autoridade veio dizer aquilo que em certo sentido a maior parte dos portugueses já sentia.
LO - O senhor é um grande defensor de Vítor Constâncio numa altura em que o Governador do Banco de Portugal é fortemente atacado. Porquê?
- Conheço bem o doutor Vítor Constâncio, trabalhei com ele, admiro o seu patriotismo, é uma pessoa que está sempre a pensar nos portugueses e é uma figura com grande prestígio internacional.
ARF – Mas os casos do BCP, BPN e BPOP não abalaram o seu papel de supervisor?
- Não há País nenhum da Europa em que casos destes, nos últimos meses, não tenham acontecido. Nenhum. No mesmo dia em que o BPN e depois o BPP houve um banco austríaco que também teve um destino semelhante. Na França existiram vários casos, na Alemanha existiram vários casos, com tonalidades diferentes aqui e acolá, mas em todos os países da União Europeia houve problemas. E a reacção dos portugueses foi voltar-se contra o bombeiro ou contra o polícia em vez de se voltar contra o ladrão. E isso é único. Eu julgo que isso é único por uma razão muito simples.
LO – Isso é ser português.
- Isso não é ser português. Julgo que isso é a situação em que estamos a viver. Nós estamos a viver, e os senhores são da Comunicação Social, mas nem todas as universidades cumprem e também nem todos os jornais ou rádios cumprem. E a verdade é que nós estamos a viver uma situação do ponto de vista político muito complicada. Porque se olhar à sua volta e se comparar a classe política hoje, de todos os partidos, aqui não é uma questão partidária é uma preocupação de regime. Se olharmos para a situação actual e compararmos as pessoas que estão a ocupar diversos lugares hoje com o que era há quinze ou vinte anos atrás, ou se quiser ir à Assembleia Constituinte ainda tem um choque maior, e de facto há uma degradação da qualidade dos gestores da coisa pública. Há evidentemente honrosas excepções, mas em média a qualidade das pessoas que estão na política decaiu muito nos últimos anos. Isto é gravíssimo. São pessoas que estão a gerir metade do que nós ganhamos, grosso modo. Metade do nós ganhamos é gerido pelo Estado.
LO – O que é que se pode fazer para alterar a situação?
- Deixe-me só acabar. E portanto esta combinação de uma Justiça que não funciona, uma Comunicação Social, não direi integralmente mas muito dominada por sensacionalismos, leva a uma má qualidade da classe política, em média, há honrosas excepções, tanto na Comunicação Social como na classe política, a verdade é que isto leva a uma situação explosiva. O sistema odeia pessoas integras, honestas e capazes. E portanto é preciso acabar com elas. E é isso que nós estamos a assistir. O caso do doutor Vítor Constâncio, é o caso do doutor Manuel Sebastião, por exemplo, é preciso acabar com estas pessoas dentro do regime. Estas pessoas são incómodas e portanto a melhor maneira é atirar lama para cima delas. De uma maneira ou de outra. E eu estou a assistir a isto com muita preocupação. Já não são propriamente cargos de nomeação política, mas são pessoas que estão ao serviço da causa pública. E isso é muito importante nós termos capacidade de atrair os melhores. E se as pessoas ou porque compram um carro ou porque almoçam num restaurante são imediatamente postas e enxovalhadas num jornal ou numa rádio pensam duas vezes antes de irem para esses lugares. E isso normalmente acontece com os melhores, com as pessoas mais independentes, com as pessoas que não fazem dessa posição a sua carreira.
LO- Aliás aconteceu logo consigo quando foi conhecida a sua nomeação para ministro das Finanças por causa da pensão do Banco de Portugal.
- Não foi logo. Mas é que é muito mais grave. Não foi logo. Foi muito mais tarde. Eu fui dos primeiros a apresentar a minha declaração de rendimentos, estava lá tudo, não fui tido nem achado sobre o assunto, a regra de aposentação já existia. Ao contrário do que foi insinuado, não foi dito, foi insinuado, que tinha sido o próprio conselho a dar a si próprio. Mentira, foi o ministro da altura, que infelizmente já faleceu, e quem de facto me deu foi a doutora Manuela Ferreira Leite não me reconduzindo. E aquilo foi instituído em substituição de uma outra anterior. Um mês e meio depois de estar noticiado e de estar público é que vieram os ataques. Não foi por acaso. Eu estou apenas a partilhar convosco uma grande responsabilidade que todos nós temos na sociedade portuguesa. E a Comunicação Social tem uma grande responsabilidade nisso.
ARF – Não queimar os melhores?
- É importante as pessoas perceberem que é preciso termos os melhores na gestão da coisa pública e para isso não se podem atacá-los por coisas acessórias e muitas vezes histórias mal contadas.
ARF – Neste processo todo dos bancos, o engenheiro João Cravinho dizia que os paraísos fiscais, as off-shores são de facto um bom instrumento para os malfeitores do sistema financeiro. Qual é a sua posição sobre isso?
- Os off-shores não tiveram um papel fundamental na crise actual. A crise actual é uma coisa diferente e não convém confundir as coisas. Ou não percebemos nada. Os off-shores foram criados curiosamente pelos ingleses e pelos americanos, que agora se sentem muito pudicamente ofendidos com a existência deles. E depois os outros países foram forçados a terem-nos também. É algo que tem de ser banido, do meu ponto de vista, e deve ser fechado, mas não é algo que não esteja na capacidade do nosso Governo ou de outro qualquer. Mas se eu pudesse carregar num botão e todos os off-shores desaparecessem, evidentemente que eu não hesitava um segundo em fazê-lo.
ARF – Como é que vê a actuação do Governo perante esta crise? Apoios ao sector automóvel, muito dinheiro para cima da crise, obras públicas, grandes investimentos. Como é que vê isto tudo?
- Penso que o Governo, porque não quis reconhecer que nós poderíamos ter recessão, tem tirado coelhos da cartola. De vez em quando há um debate parlamentar e saca mais três medidas e depois há outro debate parlamentar sobre outro assunto e saca mais méis dúzia de medidas. Tudo muito desgarrado e não se percebendo a lógica interna. O que se sabe é que é mais despesa pública e mais nada. E sem se perceber qual é o cenário com que está a trabalhar, qual é a metodologia, qual é o programa, qual é o pacote, digamos. Isso transpareceu na opinião pública.
ARF – Tudo muito de forma anárquica.
- Não gosto de intervenções em sectores. Porque é que um burocrata do Terreiro do Paço, com que direito é que está a defender um sector contra outro? Porque é que há-de ser o sector automóvel e não há-de ser o turismo? E porque é que há-de ser o turismo e não os têxteis? É preferível ter intervenções de apoio que sejam neutras entre sectores. Porque eu não tenho razão nenhuma para pensar que o burocrata que está no Terreiro do Paço tenha capacidade para isso.
ARF – Mas que intervenção defende?
- Primeiro há a intervenção do lado da despesa e a intervenção do lado da receita no Orçamento. Eu julgo que não deve haver cortes de impostos para ricos, não deve haver cortes de impostos permanentes nem generalizados. Mas vejo do lado da receita do Orçamento dois tipos de intervenção que podiam ser positivos. Um seria dar à classe média um pequeno desconto no IRS. E isso pode ser feito amanhã. É muito rápido e fácil de implementar. De um mês para o outro pode ser implementado porque há as retenções na fonte e é deduzido logo ali. A Espanha fez isso. E a classe média, média baixa vai sofrer particularmente com esta crise.
ARF – E as empresas?
- Ainda do lado das receitas do Estado julgo que é importante a redução temporária da taxa social única. Isso reduziria os custos do trabalho para a empresa e teria algum impacto na evolução do desemprego.
ARF – E no lado da despesa?
- Já dei sugestões concretas. Por exemplo, a ideia das obras nas escolas ou nos hospitais. Tudo o que seja grandes obras públicas acho má ideia por uma razão muito simples.
ARF – É óbvio que TGV e aeroporto nunca?
- Eu TGV nunca. Aeroporto, se é aquele ou outro, tenho dúvidas.
- O programa para combater a crise deve assentar em pequenos projectos, muitos, disseminados no País. E devíamos nestes pequenos projectos perspectivar já o futuro. O que é que o País quer ser, como é que o País quer ser visto cá dentro e lá fora quando acabar a crise.
ARF – Essa visão estratégica não existe. Não existe hoje como não existiu ontem.
- Eu julgo que não, mas é pena.
LO – Porque é que, no meio disto tudo, José Sócrates está á beira de uma nova maioria absoluta?
- É preciso haver uma alternativa. E é muito difícil entrar um novo partido no sistema político português. É uma área em que a concorrência está muito fechada. O que leva os que lá estão a acomodar-se, porque sabem que mais tarde ou mais cedo o partido da alternância vai chegar ao poder. É apenas deixá-lo cair. Se não é agora é daqui a quatro anos. Nós estamos a ver é que, de facto, não há alternativas. Quando o PS está no poder a alternativa é o PSD.
LO – E Pedro Passos Coelho? É uma aposta?
- Pedro Passos Coelho, li as entrevistas dele, pode ser que venha a ser uma alternativa e é bom que haja caras novas na política, pareceu-me ainda imaturo.
ARF – O Estado está mesmo a asfixiar a sociedade? Mais ainda com esta crise?
- Esse é um risco que podemos correr. Daí eu estar a chamar a atenção que os apoios à economia não deviam ser fruto de uma decisão arbitrária do Terreiro do Paço, mas devia ser através de regras gerais e transparentes, em que todas as empresas deviam ter acesso.
PERFIL
Luís Manuel Moreira Campos e Cunha nasceu em 1954, licenciou-se em Economia pela Universidade Católica Portuguesa em 1977 e em 1985 terminou o doutoramento em Economia pela Columbia University de Nova Iorque com uma tese sobre economia internacional. Professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa desde 1985, foi também docente da Universidade Católica.
Director da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa, foi vice-governador do Banco de Portugal entre 1996 e 2002, altura em que Manuela Ferreira Leite não o reconduziu no cargo. Convidado por José Sócrates para ministro de Estado e das Finanças do actual Governo socialista, apresentou a sua demissão quatro meses depois por não concordar com o programa de grandes obras públicas, nomeadamente o TGV e o aeroporto.


António Ribeiro Ferreira, Correio da Manhã, Luís Osório, Rádio Clube
































































































16 janeiro 2009

O ASSESSOR E O COVEIRO


Este país do Faz de Conta é cada vez mais uma anedota pegada. Atentem bem nestas pérolas publicadas no Diário da República nº.255 de 06NOV2008:
-EXEMPLO UM - No aviso nº 11 466/2008 (2ª Série), declara-se aberto concurso no I.P.J.para um cargo de "ASSESSOR", cujo vencimento ronda os 3500 EUR (700contos). Na alínea 7:..."Método de selecção a utilizar é o concurso de prova pública que consiste na... Apreciação e discussão do currículo profissional do candidato.EXEMPLO DOIS No aviso simples da pág. 26922, a Câmara Municipal de Lisboa lança concurso externo de ingresso para "COVEIRO", cujo vencimento anda à roda de 450EUR (90contos) mensais.Método de selecção:Prova de conhecimentos globais de natureza teórica e escrita com a duraçãode 90 minutos. A prova consiste no seguinte:1. - Direitos e Deveres da Função Pública e Deontologia Profissional; 2. -Regime de Férias, Faltas e Licenças; 3. - Estatuto Disciplinar dosFuncionários Públicos.Depois vem a prova de conhecimentos técnicos: Inumações, cremações,exumações, trasladações, ossários, jazigos, columbários ou cendrários.Por fim, o homem tem que perceber de transporte e remoção de restos mortais.Os cemitérios fornecem documentação para estudo. Para rematar, se ocandidato tiver:- A escolaridade obrigatória somará + 16 valores;- O 11º ano de escolaridade somará + 18 valores;- O 12º ano de escolaridade somará + 20 valores.No final haverá um exame médico para aferimento das capacidades físicas e psíquicas do candidato.ISTO TUDO PARA UM VENCIMENTO DE 450 EUROS MENSAIS!Enquanto o outro, com 3,500!!! Só precisa de uma cunha. E viva PORTUGAL, a Monarquia e a República, bem como os nossos governantes, do presentes e do passado!... O futuro não é risonho...
POR ESTAS E POR OUTRAS É QUE HÁ COVEIROS CULTOS E ASSESSORES ESTÚPIDOS.... (Recolha de J.A.Lima)

O APRIMORADO VISUAL DE MANUELA


A NOSSA MANUELA ESTÁ UM MIMINHO
NINGUEM DIRIA QUE JÁ É AVÓ!















Está linda e rejuvenescida! Na foto de baixo, sacada do EXPRESSO, está mais favorecida assim, vista de perfil. E o matiz alourado do cabelo que bem que lhe fica... E ao contrário do para aí se diz, ela não recorreu a toneladas de cremes para melhorar a aparência! Talvez meio quilo... não mais. Mas acreditamos que, com este novo visual, vamos finalmente ter a líder da oposição que o Alberto João exige e, por essa razão, o nosso Imperador Madeirense deixar-se-á ficar por lá sossegadinho, não sendo assim obrigado a cumprir a ameaça de vir para o contenente fazer escarcéu. Bravo Manuela! ...E nada de butox porque é muito mais perigoso que o Sócrates.

15 janeiro 2009

ALEGRE E JARDIM-ESTRATÉGIAS COMUNS



A estratégia de Alegre em relação ao PS não é nova. É em tudo semelhante à de Alberto João em relação à República.

Formam de facto uma bela parelha, qual deles
o mais destro a fazer chantagem.
Mas o melhor é visitar O Jumento
que sustenta esta análise


da qual só os respectivos fãs

não estarão de acordo. E
sabe-se da racionalidade
dos fãs.
Fã só do Sporting
E... tem dias

14 janeiro 2009

Sabem que o PSD, que diz ser a favor da avaliação de desempenho dos professores, acaba por defender a suspensão da mesma avaliação, reeditando iniciativas da extrema-direita e da extrema-esquerda, sem nunca ter apresentado nenhuma alternativa ao processo em andamento? Saberão os entendidos, a meias com o batalhão de presunçosos que enxameiam o PSD que estão a lançar o partido numa crise de credibilidade que lhe retirará qualquer hipótese de contar para a governação durante muito tempo? A esmagadora maioria dos eleitores não lê os cronistas de plantão que se esgotam a fazer fogos de barragem, quais quixotes a pelejar contra moinhos de vento, mas vão tomando nota da acção dos dirigentes responsáveis que revelam não terem qualquer perspectiva para as causas da governação do país, tornando o partido num mero empecilho do tipo BE/PCP de cariz anti-poder. Cita-se a questão da avaliação dos professores por ser um caso exemplar da forma como o actual PPD/PSD se comporta, provavelmente a fiar-se nas ajudas do Tio Aníbal... que lá vai fazendo o que pode. Mas os portugueses são cada vez em menor número os que fazem a cruzinha, acefalamente, no que antes se dizia "o meu partido". Portanto...

ARMANDO VARA OUTRA VÊZ

"Armando Vara anda de novo nas bocas do mundo. Desta vez porque a Caixa Geral de Depósitos indexou o seu lugar de origem ao nível salarial mais alto, tendo-o feito cinco ou seis semanas depois de ter abandonado a instituição (uma medida com reflexos no momento da reforma, quando ela chegar; Vara tem hoje 54 anos). Ponto prévio: Vara saiu mesmo da CGD, ou seja, quebrou o vínculo laboral. Não foi para a administração do Millennium BCP à boleia de licença sem vencimento ou requisição. Já uma vez escrevi que todo este burburinho à volta de Vara radica em pressupostos de casta. Vara nasceu em Lagarelhos, não acabou o curso de filosofia e começou a vida como empregado de balcão da CGD. No país dos doutores, os media não perdoam: como é que um homem destes, depois de ter sido várias vezes eleito deputado, foi duas vezes secretário de Estado e outras duas ministro (uma delas como adjunto do primeiro-ministro), tendo chegado a administrador da CGD e do Millennium BCP, os dois colossos do sistema bancário? Sim, houve o episódio rocambolesco da Fundação para a Prevenção e Segurança, que ditou a sua saída do governo de Guterres, mas, na impossibilidade de provar hipotéticas irregularidades, o Ministério Público mandou arquivar o processo, reconhecendo que Vara «não violou a Lei». Pertencesse Vara ao círculo dos happy few do eixo Lisboa-Cascais, ou viesse das famílias com pedigree... e os media metiam a viola no saco, como metem sempre (o recente imbróglio do BPP é eloquente), assobiando na direcção do vento."
Texto retirado de o "Da Literatura" que constitui uma síntese perfeita do que se pode dizer de um homem de valor que os invejosos e pretensos herdeiros do Palheiro do rei Carlos não concebem que ocupe lugares que julgam pertencer-lhes por direito natural. Aliás, a razão primeira da pequenez que nos limita...
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PERGUNTA MUITO PERTINENTE

A pergunta é esta: «Mas porque é que o Continente há-de ainda continuar a subsidiar a Madeira, se a sua riqueza já está bem acima da média nacionalPelo contrário, em vez de o Continente continuar a subsidiar a Madeira, que já beneficia de todas as receitas fiscais nela cobradas, deve ser esta que deve começar a pagar a sua quota-parte nas despesas gerais da República (desde as forças armadas à representação diplomática, desde a justiça às contribuições para as Nações Unidas e a União Europeia, etc.), despesas para as quais as regiões autónomas não contribuem, constituindo encargo exclusivo dos contribuintes do Continente.Em vez de ter todos os benefícios e nenhum encargo, era bom que a Madeira começasse a comparticipar nos encargos nacionais comuns. Causa-nossa



ALBERTO ACREDITA QUE HÁ PETRÓLEO NO BEATO




Alberto João Jardim critica "grupos do partido" que impediram a sua candidatura à liderança do PSD nacional, acto que visaria unir o partido e ganhar o poder em Lisboa. Têm um verdadeiro "salvador da pátria" e também do partido e rejeitam o cavalheiro que tem as soluções?!

Certamente terão descoberto a estratégia do Imperador da Madeira de se introduzir na sede onde se fazem os orçamentos e cuidar, a seu modo, dos aprovisionamentos que entenda necessários para acabar de esburacar a Madeira com túneis de todos os gostos e feitios de modo a que os pópós andem por lá, qual planície, sempre em estrada plana. E isso custa barris de massa.
E se não sabem fiquem sabendo: O Alberto João é daqueles que acreditam que há petróleo no Beato e ninguém no PSD, nem o Professor Cavaco na sua triunfal viagem aos domínios de Jardim, consegue convencer o homem que essa coisa é uma paródia revisteira muito antiga... do grande Raúl Solnado.

13 janeiro 2009

O GARGANTA FUNDA DE BELEM SERÁ MESMO A OPOSIÇÃO EM PORTUGAL?!


Desde que Cavaco Silva é Presidente da República que muito dos debates sobre o que o Presidente pensa não têm por base aquilo que disse mas sim o que o garganta funda de Belém assegura aos jornalistas geralmente bem informados que é o que Cavaco Silva diz em privado. De vez em quando, quando as coisas ultrapassam os limites, lá sai um comunicado da Presidência da República a assegurar que o que o garganta funda disse não ouviu ao Presidente. Sucedeu quando o garganta funda disse que Cavaco preferia Manuela Ferreira Leite como líder do PSD, informação que a Presidência desmentiu mas o Expresso manteve, e agora com a questão das datas das eleições.Na verdade as peripécias que se têm verificado com as misteriosas "fontes de Belém" que distribuem mensagens pelos jornais de forma mais ou menos selectiva e nunca assumidas mas, que me lembre, também não desmentidas categoricamente. "O JUMENTO", com a habitual argúcia, tratou de chamar os bois pelos seus nomes e a fonte está devidamente caracterizada:É O GARGANTA FUNDA DE BELÉM. Mas para quem sempre se quiz afirmar na vida política como um "apolítico" (contradição insanável), esta vaga de politiquice é surpreendente porque agora Cavaco Silva é o Presidente de todos os portugueses (e não só dos do PSD) e o garante do regular funcionamento das instituições democráticas. Mas para amenizar a coisa vamos admitir, por hipotese muito remota que a culpa é daquele baixinho que lê os comunicados... o Nunes Liberato, que passa por ser uma excelente cabecinha pensadora. Foi brilhante no Gov. Reg. dos Açores sob a presidência de Mota Amaral, na área económica.
Exibe-se acima a provável figura do misterioso mensageiro belenense e não se esqueçam de visitar o apreciado "O JUMENTO" para saberem mais sobre as características da calhandreira criatura. É só seguir o link. (Em baixo o senhor Nunes Liberato, Chefe da Casa Civil, político muito bem apessoado)

RONALDO - O MELHOR DO MUNDO

RONALDO MERECE
E
NÓS
TAMBÉM
MUITOS PARABÉNS AO RONALDO
AINDA HÁ QUEM DÊ ALEGRIAS
A ESTE POVO SOFREDOR
DA BOLA

12 janeiro 2009

A VERDADE QUE OS PROFESSORES ESCAMOTEIAM

Nas carreiras da Administração Pública em que não é aplicado o SIADAP* aplicam-se sistemas mais exigentes, com mais categorias e mais restrições para atingir o topo da carreira (onde há menor percentagem de lugares). É o caso da carreira docente do Ensino Superior e de outras, como a judicial e a militar. Os soldados podem ser todos excelentes, mas nem todos são generais.
Os docentes do Ensino Superior podem ser todos muito bons, mas nem todos são Catedráticos ou Coordenadores e, para se chegar ao topo, é obrigatório obter graus (Mestrado, Doutoramento, Agregação) e concorrer em Concursos Públicos. Um Assistente que não obtenha o grau académico necessário e não tenha no Quadro lugar de Professor é excluído da carreira, mesmo com 6 a 10 anos de bom serviço.(…)
(…)Mas a situação emerge nas ruas e nos Sindicatos como uma contestação à avaliação, por vezes dita “modelo” de avaliação — e aqui têm pouca razão. Muitos dos problemas e excessos foram criados nas próprias Escolas, em reuniões improdutivas ou que produziam mal porque os professores já estavam de má vontade; os professores e os Sindicatos deveriam ter apresentado propostas concretas de melhoria, remoção de injustiças, solução de problemas específicos.
Mas o pior é que a actual situação no EBS e a sua emergência nas ruas e nos Sindicatos, no fundo, no fundo, tem sobretudo a ver com motivos nos quais professores não têm razão alguma: existência de quotas e categorias; efeito da avaliação no progresso e na promoção.
No sentido acabado de referir,
a actual situação de movimentações, protestos, jogadas político-partidárias e político-sindicais, crise, constitui um embuste(…)
Do Artigo de opinião de António A. Silva (Professor no ESE IP do Porto) publicado no site http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=28515&op=all - O título é nosso
(a foto exibida é do Professor António A.Silva)
*Sistema Integrado de Gestão e Avaliação de Desempenho na Admnistração Pública



COMO PODE SÓCRATES ACEITAR ISTO?




Galp aumenta preços dos combustíveis – parece mentira mas é verdade! Na vertigem da queda do preço do petróleo a Galp consegue vislumbrar uma nesga para fazer um aumento intercalar. É obra! Cambada de bandidos. Não têm dó nem piedade. Livre concorrência? Não funciona!!!! E este Governo parece que se dá muitíssimo bem com isto. Estes casos precisam mesmo de um verdadeiro animal feroz no Governo. Com esta gente Sócrates parece mesmo um gatinho de colo. Irra!!!!!!!



MAIS VALE TER TRABALHO DO QUE NÃO TER


O que vou escrever vai por os cabelos em pé a muita gente. Mas nestes dias de crise mais vale ter emprego, mesmo que mau, desprotegido, sem direitos, precário, do que não ter emprego nenhum. E é por isso que o reforço dos direitos laborais, o aumento das contribuições sociais, a dificuldade de contratar a recibo verde, a penalização do trabalho “negro”, têm um enorme preço em deixar mais gente na miséria. Em teoria nada há de mais aceitável, na prática nada há de mais injusto, porque em nome de quem tem trabalho e direitos adquiridos, penaliza-se quem quer qualquer trabalho, porque não encontra um trabalho decente. Para além disso é ineficaz, porque muita gente que não aceitaria trabalhar em condições de precariedade está hoje disposta a fazê-lo em quaisquer condições. A necessidade obriga e a necessidade tem muita força.É um retrocesso em termos sociais? Certamente que é, mas a alternativa é um retroceso ainda maior, é a pobreza. Não estamos em períodos de normalidade, precisamos de soluções excepcionais, mesmo que temporárias, indexadas por exemplo, aos indicadores de desemprego e de pobreza. Porque na prática, há por aí muita procura de trabalho que não se materializa, porque empregar sai demasiado caro.

O texto supra é da autoria de Pacheco Pereira com o qual, nas actuais circunstâncias, só os comunistas e quejandos que, face aos seus objectivos "revolucionários", lhes interessa que o desemprego cresça e a miséria se dissemine. Concordam, batem palmas e farão tudo para dar uma ajudinha com greves e manifestações. E para isso até conseguem a colaboração dos que têm emprego garantido e ordenado, sem falhas, no fim do mês na conta bancária. O caso dos professores é paradigmático! Um social-democrata verdadeiro (há para aí tanto gato por lebre...) não ficará com os cabelos em pé mas muito preocupado e a aceitar alguns sacrifícios pelos outros, esperando que o Estado Democrático esteja apetrechado de meios e condições para acorrer aos que mais precisam, tendo para tanto criado os necessários suportes , decidido e implementado os mecanismos necessários para uma justa distribuição da riqueza e não ficarem com os cabelos em pé quando não se baixam os impostos aos que melhor os podem pagar. E sobretudo não pretender que um país pobretanas seja um paraíso de banqueiros a quem os mais pobres vão pagar os monstruosos déficites de exploracão nem de "jovens turcos" que pretendem ser Bill Gates à sombra do O.E. Isto, pelo menos, para que os cidadãos se sintam protegidos e com alguma esperança no futuro. Entretanto não se semeie também a descrença e não se dê curso a este fatalismo fadista dos nossos opinadores profissionais, sempre na ponta da lígua e da caneta com o discurso da desgraçadinha no gamanço.

11 janeiro 2009

O ABRUPTO PERDIDO ALGURES EM SATURNO




Curioso de saber o que Pacheco Pereira teria opinado sobre o polémico caso da queixa da Casa Civil da Presidência da República, transmitida por carta a Francisco Balsemão, acerca da crónica de MÁRIO CRESPO, jornalista da SIC, publicada no Jornal de Notícias, na qual M.C., faz críticas contundentes ao desempenho político do Prof. Cavaco Silva, de âmbito temporal alargado, fiquei algo espantado por não encontrar no ABRUPTO do encartado opinante uma palavrinha sobre um assunto que, tivesse ele origem na esfera de acção de Sócrates, cairia o Carmo e a Trindade no Abrupto e em todos os poleiros onde Pacheco cantarola. Até pode ser um silêncio envergonhado pois encheu o blogue, nesta oportunidade, de extensas séries de bucólicas fotografias dos recentes nevões, selos de correio (interessante) e outras, destacando-se porém a magnífica imagem de SATURNO acima exposta, cuja legenda que a acompanha talvez explique tudo. Reza assim: a...imagem gigantesca estará assim durante algum tempo, perturbando todo o Abrupto para baixo. Vejam bem que até o planeta dos anéis veio perturbar a acção do indómito arauto das causas contra as manipulações e as liberdades. Na verdade só forças espaciais poderiam calar a voz de P.P. sobre um tema que lhe é tão caro e provoca verdadeiras obsessões. Pode ser que o acidente do Abrupto com o planeta cure as ideias fixas do seu autor, visto que nunca se sabe quando nos cai um pedaço de céu velho em cima da cabeça.




A QUEIXA DE LIBERATO AO PATRÃO DA SIC

Acham normal que o Chefe da Casa Civil da Presidência da República, envie uma carta ao dono de uma estação de TV, que por acaso até é militante nº 1 do PSD e Conselheiro de Estado, a fazer queixa da opinião de um funcionário dessa estação? Se uma carta desse tipo tivesse saído do gabinete do PM, a algazarra que as virgens do comentário politico, não andariam por ai a fazer, nos jornais, rádios, tv's e blogues... Tenham medo e... para a próxima façam o favor de não dividir votos para satisfazer caprichos...
Quanto ao patrão de Crespo, trata-se de um cidadão de alto gabarito que está muito acima da média em termos de comportamentos cívicos. Pinto Balsemão é um verdadeiro senador do regime democrático que, dos rincões onde me encontro, já pude testemunhar, pessoalmente, o nível desse Senhor com letra grande. A referência ao "patrão" é meramente circunstancial.

10 janeiro 2009

PRESIDÊNCIA DESMENTE ACUSAÇÕES DO JORNALISTA MÁRIO CRESPO

Em carta publicada hoje no Correio da Manhã, o Chefe da Casa Civil da P. da República assina carta, em resposta a Mário Crespo, que abaixo transcrevemos na íntegra e que se reporta ao teôr de um artigo do prestigiado jornalista publicado no J.N. e ao qual demos a melhor atenção, publicando-o também no nosso post que antecede este.
A carta em apreço é do teôr seguinte:
Exmo. Senhor
1 - Na edição de 8 do corrente do jornal dirigido por V.ª Ex.ª, é noticiado que o 'jornalista Mário Crespo acredita que as fontes presidenciais lançam notícias para a praça pública, através de jornais, para as desmentirem logo de seguida'.
2 - Cumpre-me informar que a prática imputada à Presidência da República pelo jornalista Mário Crespo é absolutamente falsa e totalmente destituída de fundamento.
3 - A emissão de juízos de valor, opiniões ou insinuações por parte de um profissional da Comunicação Social não merece, da parte da Presidência da República, qualquer comentário. No caso em apreço, porém, estamos perante afirmações de cariz factual que são totalmente inverídicas, não tendo jamais a Presidência da República utilizado os métodos que lhe são imputados pelo jornalista Mário Crespo, em afirmações que não podem deixar de se considerar extremamente graves e lesivas do bom nome de uma instituição da República, bem como da honra de todos quantos nela trabalham.
4 - É justamente em face da gravidade e da falsidade dessas afirmações que solicito a V.ª Ex.ª a divulgação da presente carta, dispensando-me para o efeito de invocar o direito de resposta legalmente previsto.
5 - Mais informo que, tendo as afirmações do jornalista Mário Crespo sido proferidas no âmbito de um programa da SIC, foi enviada àquela estação uma carta de teor similar à presente.
Com os melhores cumprimentos
O Chefe da Casa Civil, José Manuel Nunes Liberato
Segundo o Correio da Manhã, Mário Crespo, confrontado com o teor da carta do Chefe da Casa Civil da P.R., terá afirmado que ficaria mais descansado, enquanto cidadão e jornalista, se tivesse visto (na carta) que tais fontes não existem. Para o jornalista quem fica lesado com esta situação não é a instituição da República mas o comportamento das pessoas.

MÁRIO CRESPO - TENHAM MEDO

http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?opiniao=M%E1rio%20Crespo
As duas comunicações presidenciais separadas por dois dias seriam divertidas, se não fossem tão graves.
O ríspido tom de fúria admoestadora em 48 horas deu lugar a uma toada romântica de apaziguamento, compreensão e bondade que fizeram lembrar António Guterres em dia de concertação social. O Parlamento passou de uma horda "desleal" de gente que faz coisas "absurdas" com poderes "hipotecados para sempre", a um grupo de colaboradores um nadinha impertinentes, mas que depois de um bom puxão de orelhas e um raspanete em frente da família toda se consegue arrebanhar no tal "caminho estreito que existe". O que é que se teria passado nas 48 horas que separaram a comunicação do dia 29 de Dezembro e a do dia 1 de Janeiro? 29 foi segunda-feira. A sólida manchete do Sol brilhava nos escaparates dos semanários com a antecipação da "notícia" do veto presidencial ao Orçamento de Estado, dada por fonte da Presidência da República. Sol de pouca dura, fonte de pouca fidúcia. Cai a noite e o Professor Cavaco Silva desanca os socialistas d'aquém e d'além mar mais as suas legislações ordinárias e rascas, aprovadas por "interesses partidários" de ocasião. Que disparate é este? Será isto uma República? Uma democracia? A que é que querem sujeitar o Chefe do Estado? A "maiorias existentes a cada momento"? Que topete! O governo deve ter levado tudo isto a sério e deve ter implorado ao Chefe do Estado que não desfigurasse as contas públicas mais do que Teixeira dos Santos já tinha feito. O Professor Cavaco Silva, magnânimo, comoveu-se. Contrariando o Sol promulgou o Orçamento porque, afinal, esta ainda é a quadra do entendimento entre os homens de boa vontade. Levado por esse espírito, em 48 horas redigiu no mais puro materialismo dialéctico a antítese da tese que tinha apresentado dois dias antes. "É preciso deixar de lado as querelas" disse mais ou menos no local do discurso onde 48 horas antes tinha dito que estava abalado "o equilíbrio de poderes e o normal funcionamento das instituições da República". E passou às culpas de tudo isto: "A crise chegou quando Portugal regista oito anos consecutivos de afastamento em relação ao desenvolvimento médio dos seus parceiros europeus". Claro que antes houve dez anos de governo PSD em que, apesar da conjuntura mais favorável que Portugal teve desde a descoberta do caminho marítimo para a Índia, a nossa curva de desfasamento dos parceiros europeus foi não menos significativa. Apesar dos fundos estruturais, das indemnizações compensatórias e tudo o mais, Portugal não arrancou, mas arrancou-se a vinha e afundaram-se frotas de pesca. Tudo em troca de biliões de ECU. Que década inesquecível. Vai estar connosco por muito e muito tempo. Mas para quê trazer ao Ano Novo fantasmas de décadas passadas se podemos confinar todas as culpas a oitavas mais recentes? O pormenor da década de abastança e falta de crescimento ser dos governos de Cavaco Silva é circunstancial. O importante é que, por determinação presidencial, a sinistra oitava do nosso descontentamento é agora dos governos de Guterres, Durão, Santana e Sócrates. Esses são os culpados no cânone do Presidente que "deve falar a verdade". que ficou de fora a "verdade" da crise no BPN, o seu Conselheiro de Estado e a corrupção.(Crónica do J-N0tícias) os sublinhados são nossos

UMA ANÁLISE ATENTA E ESCLARECIDA DE MIGUEL SOUSA TAVARES SOBRE A SITUAÇÃO DE PORTUGAL

http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?sid=ex.sections/23491&num=10&page=&npages0
Os fins de ano servem para balanços e tentações de mudança, as crises servem para os corajosos crescerem e os fracos se afundarem. 2008 foi um mau ano, o ano em que a crise chegou, mais uma vez matando as esperanças nascentes de um futuro próximo de paz e de crescimento. 2009 é o ano em que, sem subterfúgios, vai ser preciso pegar o mal de frente, reagir ou ser arrastado sem remissão.
Estamos, miseravelmente, à mercê de outros: não dependemos só de nós para resistir com êxito. Esta é uma má base de partida, mas pior ainda, aquilo que acentua o meu pessimismo, é constatar que, no que depende de nós, estamos longe, longíssimo, de dar sinais que entendemos: que entendemos o que aí vem e que entendemos o que é necessário fazer. Obcecado com o desemprego - que, de facto, a explodir, mergulhará o país no caos social - Sócrates lançou-se, sem hesitar, num programa de obras públicas, cuja grande maioria, não tendo o combate ao desemprego como justificação, seria simplesmente perdulária e absolutamente inútil - como o será no futuro, passada a urgência. Não precisamos de mais auto-estradas para um Interior cada vez mais despovoado por ausência de verdadeiras políticas de ocupação do território; não precisamos de um TGV para Madrid que já todos sabem que terá uma exploração deficitária; e, como eu sempre disse, está à vista que, pelo menos nos tempos mais próximos, não precisamos de um novo aeroporto em Lisboa, quando a ANA anda desesperadamente a fazer saldos de slots para atrair companhias low-cost para a Portela. Mas, não havendo tempo ou coragem para outra coisa, venham daí as obras públicas e o dinheiro dos contribuintes!
O mesmo desconhecimento do que aí vem e a mesma falta de tempo para pensar friamente, levou Sócrates e Teixeira dos Santos a atravessarem-se em auxílio de bancos de vão de escada, cuja simples certidão de óbito seria mais salutar e mais económica. A ânsia de acorrer com dinheiros ou avales públicos a todos os lugares onde há fogo, não deve, todavia, enganar-nos: o país não descobriu subitamente petróleo e alguém há-de ter de pagar a factura. Já somos um país alarmantemente endividado e as dívidas pagam-se com impostos e com o sacrifício das gerações seguintes. Não sei se um bom pai não deve começar a preparar os filhos para emigrarem, quando chegarem à idade de entrar no mercado de trabalho. Assim, quando vierem de visita à pátria, poderão usufruir dos aeroportos, TGV e auto-estradas, sem terem de se matar a trabalhar para as pagar.
Mas isso é apenas uma das coisas que nos devem preocupar e, se calhar, nem é agora a principal. Mais importante do que os erros eventualmente cometidos hoje sob pressão dos acontecimentos, é a sensação de que, milhões e milhões gastos a tentar manter-nos apenas à tona de água, não se traduzirão em nenhuma mudança essencial, que nos garanta a viabilidade do país, uma vez ultrapassada a crise mundial. Este tem sido, indiscutivelmente, o Governo que mais tentou reformar o que precisava de ser reformado, mexer nos famosos 'direitos adquiridos' das corporações que vegetam à custa do Estado e que são o factor primeiro para o nosso eterno subdesenvolvimento. Sócrates tem esse mérito, o mérito de o ter tentado, sozinho e contra todos. Mas, assim, não podia vencer e não venceu.
Vieira da Silva, talvez o melhor ministro deste Governo, conseguiu levar a cabo provavelmente a única reforma conseguida e essencial: a do financiamento da Segurança Social, que evitou que, num horizonte de não mais do que dez ou quinze anos, não houvesse dinheiro para pagar pensões a ninguém
. Mas falhou na ténue revisão da legislação laboral, que os sindicatos e o PCP combateram por todas as formas. Agora, por exemplo, o Tribunal Constitucional veio declarar a inconstitucionalidade da norma que previa o alargamento do período experimental de 90 para 180 dias, antes da passagem de um trabalhador a efectivo. Orgulhosamente, o TC defendeu os princípios do "direito ao trabalho" e da "segurança laboral", tão caros à nossa patética Constituição. Magnífico! E saberão os excelentíssimos juízes quais serão as consequências disso, num momento em que, no mundo inteiro, as empresas despedem e fecham, porque a economia estagnou e não há trocas nem o dinheiro circula? As consequências é que haverá ainda menos empresas a admitir trabalhadores ou, as que o fizerem, findo o período de 90 dias, despedem-nos ou passam-nos a recibo verde - sem direito a Segurança Social, férias, pagamento de horas extraordinárias ou quaisquer outras regalias de que beneficiam os privilegiados que, como os juízes, têm emprego certo e garantido para toda a vida e salários pagos religiosamente no final de cada mês.
Oiço também Manuel Carvalho da Silva (que tenho por pessoa séria e preparada) anunciar um ano de luta dos "trabalhadores" em defesa do aumento de salários e pensões, porque, sem isso, diz ele, a crise não será ultrapassada. Ora, ele não ignora que, com isso, é que a crise explodirá, com mais e mais empresas a falirem e mais e mais trabalhadores e famílias lançadas para o desemprego. E quando se sabe que este ano, e em resultado da crise, não há inflação a comer salários - pelo contrário, o perigo é a deflação e o desemprego - a sua proposta só pode visar uma política de terra queimada. Não por acaso, em ano de eleições.
A política de reformas e a própria necessidade de cerrar fileiras para enfrentar os tempos difíceis que aí vêm encontram pela frente uma grandiosa e organizada resistência de vários interesses contraditórios confluentes: a cartilha leninista do PCP, seguida à letra pelos sindicatos que lhe prestam obediência, num quadro político que hoje é verdadeiramente terceiro-mundista; a resistência tenaz de todas e cada uma das corporações em aceitar abrir mão de privilégios imorais e insustentáveis para o país; a cumplicidade activa de um corpo judicial que ignora como funciona o país real e que protege das reformas tentadas todas as outras corporações, com receio de que finalmente chegue a sua vez; a atitude acrítica de muita imprensa que adora a rua e o conflito como fonte de notícia e a quem os sindicatos e as corporações servem prestimosamente variadíssimas photo-oportunities e motivos de primeira página; e, enfim, a absoluta falta de sentido de Estado das oposições e, em particular, do PSD, que não resistem à mentalidade de que quanto mais complicada for a vida do governo melhor é para eles. Todos partilham da crença suicida de que pior do que tudo é o país poder tornar-se governável e alterarem-se coisa que são um adquirido nacional: termos a saúde mais cara do mundo, o maior e mais inútil desperdício de dinheiros públicos numa Educação que não funciona, uma Justiça que se arrasta em autocontemplação incapaz de cumprir o essencial daquilo que justifica a sua existência, uma produtividade laboral que é sistematicamente das mais baixas da Europa e que parece querer assim justificar uma economia com lugar para salários indecentes e livres tropelias do capital.
Numa notável entrevista ao último número do "Sol", Eduardo Barroso explica de forma arrasadora como é que as reformas tentadas pelo ex-ministro da Saúde, Correia de Campos, eram essenciais para melhorar o serviço e conter gastos. E como é que elas foram derrotadas "por pressão da rua e da imprensa". O mesmo destino terão grande parte das reformas tentadas por Maria de Lurdes Rodrigues na Educação. Não porque não tenha razão, mas precisamente porque a tem. Mas isso é o pior que pode acontecer a alguém em Portugal: ter razão contra os interesses instalados.


08 janeiro 2009

OBAMA AINDA NÃO TOMOU POSSE - MAS OUÇAMOS O QUE ELE PENSA DA CRISE E AS SOLUÇÕES QUE TERÁ

    http://www.elpais.com/articulo/internacional/Obama/aboga/fuerte/intervencion/economia/evitar/recesion/dure/anos/elpepuint/20090108elpepuint_8/Tes


    PORQUE TUDO O QUE DIGA O PRESIDENTE DOS ESTADOS UNIDOS DA AMERICA SOBRE A SITUAÇÃO DO MUNDO, TAMBÉM NOS INTERESSA E DIZ RESPEITO, AQUI SE TRANSCREVE, em tradução espanhola, O DISCURSO ESTA TARDE PROFERIDO POR OBAMA NA UNIVERSIDADE DE GERORGE MASON EM FAIRFAX (WASHINGTON) Obama considera la actuación del Estado como algo esencial y sin la cual la recesión en que está sumida la economía estadounidense podría "durar años" y las cifras del paro podrían alcanzar cifras de "dos dígitos". De hecho, la recesión ya ha provocado una ola de despidos en Europa y EE UU. El futuro mandatario ha reconocido que, a corto plazo, este gasto aumentará el déficit, que ya está por encima del billón de dólares euros, pero ha advertido de las "consecuencias de hacer demasiado poco o de no hacer nada, que nos llevarán a un mayor deficit de trabajos, ingresos y confianza en nuestra economía". "Sólo el Gobierno puede romper los círculos viciosos que están devastando nuestra economía, donde una falta de gasto lleva a la pérdida de empleos, que a su vez lleva a una reducción aún mayor del gasto; donde la incapacidad de prestar y recibir crédito detiene el crecimiento y conduce a una reducción aún mayor del crédito", ha destacado para defender su apuesta por la acción del Estado.
    Para el futuro, el presidente electo prevé una reforma del sistema regulador estadounidense, que considera "débil y desfasado". Obama promete una revisión de la regulación de los mercados financieros y actuar con fuerza contra "los temerarios y codiciosos" que actúan en Wall Street para restablecer la confianza en los mercados. La reforma debe asegurar que el sistema financiero pueda resistir las crisis económicas y, a su vez, asegurar la protección de los consumidores y los inversores. Obama, que ha criticado a "los reguladores que no hicieron la tarea para la que estaban destinados", considerban destinados", considera que hay que evitar a toda costa un "fallo catastrófico" de las instituciones financieras y para ello cree necesario un "completo arsenal de herramientas" que contribuya a recuperar el flujo de crédito entre instituciones
    Inversión pública y empleo
    Obama ha asegurado que el plan de inversión pública no consistirá "simplemente en arrojar dinero sobre nuestros problemas". "Es verdad que no podemos depender sólo del Gobierno para crear trabajos o crecimiento a largo plazo (...) pero en este momento especial sólo el gobierno puede proveer del impulso necesario a corto plazo para librarnos de una recesión profunda y severa", ha añadido el presidente electo matizando los límites de su apuesta por lo público.
    El equipo de Obama valora este plan, que debe ser aprobado por el Congreso, entre los 675.000 y los 775.000 millones de dólares (492.800 y 565.800 millones de euros), pero el presidente electo insistió en que "no se trata de un programa de obras públicas". "La mayoría de los trabajos se crearán en el sector privado a la vez que nuestro plan ahorrará al sector público policías, profesores, bomberos y otros que desempeñan servicios vitales". "Es un plan que reconoce la paradoja y la promesa de este momento, que hay millones de estadounidenses que quieren encontrar trabajo al tiempo que hay mucho trabajo por hacer", declaró el futuro mandatario, que prometió inversiones en áreas como la energía o la educación.

OS BRINQUEDOS DO DINHEIRO FÁCIL


http://www.correiomanha.pt/Noticia.aspx?

Cristiano Ronaldo sofreu esta quinta-feira de manhã um aparatoso acidente de automóvel nos arredores de Manchester. O seu Ferrari conduzido pelo internacional português embateu contra um separador quando atravessava um túnel junto ao aeroporto daquela cidade inglesa, ficando com a frente destruída.

O dinheiro fácil é sempre a razão primária deste escandaloso desbaratar de milhões por alguém que preza menos um sumptuoso FERRARI do que um pobretanas o seu pequeno boguinhas, pago a prestações, com extremas dificuldades.
Apesar da violência do embate, Ronaldo não sofreu qualquer dano (ainda bem) e o acidente teve apenas a participação do futebolista, o seu belo Ferrari e o separador da via que estava ali estorvar... a empeçar as manobras nosso herói com a sua sumptuosa máquina.
Uma testemunha citada pela BBC, que seguia atrás do Ferrari do português e assistiu ao acidente, disse que “o carro chocou directamente contra o separador"
Em tempos de crise e do aumento exponencial da miséria neste degraçado mundo de enormes e vergonhosas desigualdades, toda a ostentação e desperdícios de quem possui muitíssimo mais do que o necessário, não pode deixar de acicatar a revolta de quem nem sequer tem com que alimentar e agasalhar os os filhos.
Seria bom que todos meditassemos nesta gritante realidade

JOSÉ SÓCRATES - O PROVINCIANO ASSUMIDO

Deparei-me agora com um trabalho dos idos anos de 2006, de Ana Sá Lopes, jornalista do Diário de Notícias, do ano de 2006, relativo a algumas facetas curiosas sobre um dia vida do Primeiro Ministro José Sócrates, o jovem e ambicioso transmontano, certamente muito ufano de o ser, como todos os que tiveram a dita de nascer nesse Reino Maravilhoso que assim o nosso TORGA qualificou e glorificou.
E como reza a crónica da excelente e bela jornalista, o Primeiro Ministro, transmontano, não tem problemas em qualificar-se como provinciano, não assumindo os snobismos bacocos dos deslumbrados de qualquer proveniência. E só por isso aumenta o nosso respeito por Sócrates.(digo eu). A cronista refere que o jornalista Jean Quatremer terá ficado estupefacto quando, do gabinete do primeiro-ministro em São Bento, lhe perguntaram o que queria para o jantar. "Jean, qu'est-ce que tu veux manger?", quis saber alguém que o "Libération" identifica como "um dos próximos de José Sócrates. "Imagine-se alguém no Palácio do Eliseu a perguntar os gostos culinários a um jornalista!", escreve um espantado Quatremer, no arranque de um retrato do primeiro-ministro português, que ocupou a última página do "Libé". Não, não era uma blague. São Bento queria mesmo contentar o enviado francês, deu-lhe amêijoas de entrada e cedeu à preferência do jornalista pelo pato, em substituição do bacalhau sugerido pela "casa". Quatremer constata que Sócrates, "como bom animal político", gosta de fazer charme e a soirée durou muito mais do que o jornalista francês estava à espera, tendo em conta a pesada agenda do primeiro-ministro. Ao enviado do "Libé", Sócrates elege como modelo político o blairismo britânico: "Gosto muito dos trabalhistas britânicos que fizeram muito para a renovação do pensamento socialista na Europa." Afirma que "não se reconhece de todo" no socialismo à francesa, que considera "ultrapassado". "A afirmação dos partidos socialistas faz-se ao centro", diz. Mais, segundo Sócrates: "O que é que diferencia a esquerda da direita? A igualdade. Mas, para mim, o primeiro valor, aquele que se sobrepõe aos outros, é a liberdade. Eu sou, pois, um democrata socialista." O jornalista francês nota que "numerosos editorialistas" consideram Sócrates "provinciano". Resposta: "O meu pai, arquitecto, conseguiu escapar à miséria. É verdade, eu sou um provinciano, e fiz-me sem pedir licença a ninguém. Não tenho aliados entre os mâitres à penser e a aristocracia de esquerda." Quando fala do caso da licenciatura, enerva-se: "Tem a noção de que tive que me submeter a um inquérito de um procurador independente?", regista, perante um jornalista francês que afirma que "ao contrário de Nicolas Sarkozy, José Sócrates nunca telefona aos jornalistas".

A SEMPRE CONSTANTE E INJUSTIÇADA REGIÃO AUTÓNOMA DOS AÇORES

Tenho a honra e o prazer de conhecer bem os Açores. Diria, para começar, que os açorianos são a gente mais bonita do mundo e constituirá a sua sociedade, com alguma influência do Novo Mundo, um repositório das virtudes das gentes portuguesas de antanho que povoaram as belas Nove Ilhas, as desbravaram com mil dificuldades e nos legaram com aquele esplendor que nos emociona e enche de orgulho. Os açorianos são afectuosos, lhanos, hospitaleiros, limpos, lavados civilizados...Dificilmente suportariam um "Jardim" a governá-los por muito tempo. E jamais poriam em causa a sua nacionalidade nem abanariam, com displicência madeirense, separatismos que nunca apoiaram! E se usassem o argumentário das gentes do Alberto João, boas razões teriam para exigir independências porque além do esquecimento a que foram votados ao longo da história, em tempos de Autonomia Regional têm sido discriminados negativamente em relação à Madeira. E, por muitas e evidentes razões, os Açores merecem a maior solidariedade nacional. São uma novena de Ilhas espalhadas por um largo espaço do Atlântico, a maioria distantantes umas das outras, com acessibilidades difíceis que obrigam, para servir a sua gente, a uma enorme multiplicação de estruturas e serviços, tais como Hospitais, Centros de Saúde, Serviços Sociais, Educação, Agricultura, etc. etc. e muitos recursos humanos. Porque tudo isto envolve elevados custos financeiros, tem sido a bôa gestão dos diferentes Governos Regionais, nomeadamente os de Mota Amaral, que tem superado as parcas provisões orçamentais, sem esquecer os sacrifícios da bôa gente açoriana que não vê optimizados ou implementados serviços de que carece. Em tais circunstâncias a paridade das transferências de verbas para os Açores e Madeira é um disparate, para além de ser uma gritante injustiça. Fazer discriminação positiva, aumentando, tanto quanto possível, as verbas para os Açores é até ...uma questão patriótica!! Mas sejamos justos: com todas as dificuldades de permeio, o estado de desenvolvimento das NOVE ILHAS dos Açores de hoje nada tem a ver com os idos de 1974. Mas os Açores continuam emocionantemente lindos, deslumbrantes!!!

O PSD E O PODER


O PSD é um partido de poder puro e duro! A alternância é uma formalidade que cumpre com muita dor e sofrimento. Fora dos ministérios e suas adjacências ficam deprimidos, azedos, sem sentido de humor. Olham para quem está momentaneamente a ocupar o poder como um inimigo que lhes usurpou o território. As suas disputas internas são sempre dramáticas, quase roçar a tragédia. Às vezes parece que fica tudo em cacos... Mas quando o poder volta a afagar-lhes o regaço dá-se algo, quase como um sortilégio, que os une, os revigora e os torna felizes. As sequelas e recalcamentos ficam bem guardados para a próxima recaída... Fossemos todos nós mais caridosos... e nunca lhes retiraríamos o poder. A bem da harmonia nacional!

07 janeiro 2009

AÇORES; SUAS FESTAS SEUS CANTARES E INSTRUMENTOS MUSICAIS





Os instrumentos mais importantes das ilhas dos Açores são as violas com dois tipos distintos: A VIOLA MICAELENSE com a sua boca em forma de dois bem desenhados corações e a mui elegante e bela VIOLA TERCEIRENSE com a boca redonda.
Ambas se usam em ocasiões festivas a solo, ou a acompanhar os belos cantares e a dança, nas romarias, aos serões. Também nas festas do Espirito Santo de grande importãncia em todas as nove ilhas dos Açores, os Foliões, grupos de tocadores que acompanham os vários momentos da festa e tocam o tambor da folia juntamente com o PANDEIRO, fuste de pandeireta sem pele, na ilha de S. Miguel. Nas ilhas de S. Maria, Flores e Corvo o acompanhamento do tambor é feito com os TESTOS, pequeninos pratos metálicos que se batem um contra o outro.
É a velha alma da raça lusitana, com seus brios, as suas paixões, os seus encantos folgazões, seus usos e costumes, revive através da penumbra de mais de cinco séculos que os seus igrégios avós mirarão, garbosos e ufanos, no espelho enorme das ondas que estes rochedos banham e bordam de espumas rendilhadas.
Os cantos populares, as festas da praça, os impérios do Espírito Santo, os bodos, as folias da rez, os descantes à viola - música da jornada d'Alcacer- a poesia rústica adorável e simples, tudo isso constitui a expansão máxima da alma portuguesa e se alberga nestes retalhos avançados da Pátria.



RASPUTINE E O "MADERA"

RASPUTINE RODEADO DAS SUAS ADMIRADORAS

Vários russos que visitaram a Madeira referiram à Lusa que lhes é contado, em restaurantes ou caves, que Gregori Rasputin, figura problemática da história da Rússia do início do século XX, fora envenenado com a ajuda de vinho da Madeira. Embora o jornalista José Milhazes não confirme a história, o moge Rasputin, homem muito influente na corte do último czar, Nicolau II, particularmente junto da czarina, seria grande apreciador do vinho da Madeira, néctar que a corte russa importava directamente da pérola do Atlântico, constando das crónicas que o célebre monge foi envenenado através do Madera.

Ora isso aconteceu lá pelos fins do século dezanove, princípios do vinte e nem mesmo um crente da reencarnação se lembraria de imputar ao Imperador Alberto João qualquer participação em actos conspirativos contra o místico monge. Agora, se pudesse usar essa arma contra os gajos do contenente, ou cubanos, (que para o dito significa o mesmo), esgotava colheitas da pomada... Nem o camarada Pacheco Pereira escaparia incólume, dado nem sempre estar solidário com o Senhor da Madeira e fazer coro com o resto da cubanagem contra os destempêros do cavalheiro. P.Pereira, a quem já trataram por Rasputine da Marmeleira e desistiram pelos nulos efeitos da sua mística junto de MFL. Perdeu o título! Mas não escapava... ao madera.



05 janeiro 2009

TEMOS A OBRIGAÇÃO DE DIZER A VERDADE AOS PORTUGUSES

http://blogoexisto.blogspot.com/2009/01/temos-obrigao

Cavaco alertou os seus insensatos súbditos para o contínuo aumento do endividamento do país ao longo dos últimos dez anos. Qual será a causa do fenómeno? Terão os portugueses perdido o juízo, ou haverá outra razão para ele?Comecemos por perguntar-nos se terá ocorrido algo extraordinário na última década. Olha, é verdade: aderimos ao euro.E que relação terá essa circunstância com o nosso endividamento? Tendo em conta as carências do país, era previsível que a descida da taxa de juro iniciada no final dos anos 90 incitasse o Estado, as empresas e os particulares a recorrerem mais ao crédito. Foi isso que aconteceu.No passado, o excesso de endividamento externo resolvia-se aumentando a taxa de juro e desvalorizando o escudo. O país padecia durante um ano, mas, depois, as coisas regressavam à normalidade. Era uma espécie de operação ao apêndice: desagradável, mas eficaz.Agora, porém, como estamos no euro, não podemos fazer isso. E, como a taxa de juro é fixada em função da situação do conjunto da zona euro, e não da nossa, estamos privados de política monetária própria.Restaria então a política orçamental. Ao cabo de seis anos, o Estado português conseguiu conter o aumento do seu endividamento (um défice de 2,5% com uma inflação da mesma ordem significa que, em termos reais, o endividamento não aumenta).Logo, o Estado fez a sua parte, mas as empresas e os particulares continuaram a endividar-se.Resta a possibilidade de as contas do Estado gerarem um excedente suficientemente grande para compensar o endividamento privado. As contas são facéis de fazer: temos este ano um défice orçamental à volta dos 2,5% e um défice da balança de transacções correntes da ordem dos 8,5% que, a não ser compensado por investimento directo estrangeiro, terá de ser financiado por empréstimos. Logo, o problema resolver-se-ia se o Estado conseguisse um superavit de 6%.Para isso, o Estado poderia aumentar os impostos num valor equivalente a 8,5% do PIB, ou, alternativamente, reduzir a sua despesa no mesmo montante. Utilizando um multiplicador moderado (qualquer coisa como 1,5), decorreria daí uma quebra do PIB da ordem dos 12%. Não é exagerado prever que o desemprego ultrapassaria os 20% da população activa.Por outras palavras: para além de ninguém saber como é possível um corte na despesa pública desta ordem, a eventualidade da sua concretização lançaria o país na ruína e no caos.Chegamos então à tal verdade que os portugueses precisam de compreender. A adesão ao euro foi, nas circunstâncias em que ocorreu, uma enorme insensatez, agravada pela elevada paridade atribuída ao escudo para ajudar o PSD a ganhar uma eleição que, afinal, até perdeu.Para agravar mais a situação, o primeiro-ministro Cavaco Silva criou um mecanismo de progressão automática na carreira dos funcionários públicos garantindo que a massa salarial cresceria mesmo quando eles não fossem aumentados. Isto sem falar de que usou os dinheiros europeus para comprar o apoio das múltiplas corporações económicas e profissionais que mantêm o país refém.Por outras palavras, Cavaco Silva fechou o cofre à chave e deitou-a fora. Agora, acusa-nos de não sermos capazes de abri-lo.Se o actual Presidente tivesse a integridade intelectual e política de Alan Greenspan, reconheceria os erros que cometeu e pediria perdão por eles. Não sendo esse o caso, candidatou-se à chefia do Estado e usa o lugar que ocupa para nos pregar sermões.No estado a que as coisas chegaram, o Estado português pouco pode fazer para facilitar e acelerar o processo de transição para uma nova estrutura empresarial mais competitiva. Resta-lhe dar tempo para que os mercados façam o seu trabalho, processo em que já consumimos toda a presente década e que ainda não sabemos ao certo quando estará concluído.Eis a triste verdade que Cavaco Silva não tem coragem para reconhecer..
Publicada por João Pinto e Castro e aqui btranscrito (com a devida vénia - a quem sabe do que fala)
(Na foto supra, Cavaco Silva e a sua super competente Ministra das Financas...) «0s sublinhados são nossos»

03 janeiro 2009

DISCURSOS DE CAVACO



Da Literatura: CITA��O, 143Para lá da crise, sobre a qual repetiu os lugares-comuns da praxe, de que ninguém discorda e toda a gente aplaude, Cavaco, por uma vez, disse o essencial: “Portugal gasta em cada ano muito mais do que aquilo que produz.” Por outras palavras, os portugueses vivem acima dos seus meios, com o que pedem emprestado lá fora. E, quando se fala aqui dos “portugueses”, de quem se fala não é de um grupo irresponsável de “especuladores”, que a esquerda resolveu diabolizar,mas do Estado, das câmaras, das famílias. [...] Infelizmente, não ocorreu ao dr. Cavaco explicar que este problema não nasceu anteontem. Desde o “25 de Abril”, não houve governo, incluindo os dele, que não desse a sua simpática contribuição para a desgraça actual (embora o de Guterres sem dúvida se distinguisse) . E mesmo o país não se pode queixar de que não o preveniram. Muita gente o avisou de que não iria suportar um Estado com 700.000 funcionários, um serviço de saúde inteiramente gratuito, um sistema de educação de massa ou uma segurança social sem um fundamente financeiro sólido. [...]Até que, no dia de Ano Novo, o dr. Cavaco apareceu, convertido às virtudes salvíficas da verdade, e pôs tudo metodicamente em pratos limpos. Muito bem. E depois? Vai com isso apagar o passado? [...] De maneira nenhuma. As pregações não mudam nada, nem ninguém. Só a experiência muda e esta, que espera os portugueses, será ardente e com certeza que não será politicamente inócua. O dr. Cavaco que se prepare
António Guterres, um dos activos participantes, na oportunidade muito mal aconselhado por Pina Moura e outros que agora andam por aí a vender as suas "doutas" ideias... teve o bom senso e a grandeza de abandonar a sua actividade política e dedicar-se à sua vocação de homem bom...

02 janeiro 2009

PSD EM JOGOS FLORAIS DO DISPARATE SOBRE OS ESTATUTOS DOS AÇORES


Como parece ser do senso comum, quem se absteve na votação na Assembleia da República, deveria fazer o mesmo agora (abster-se de dar-à-ngua). Mas tem a lata de comentar a reacção presidencial zangada, encostando-se a Sua Excelência? Duplo oportunismo sem vergonha, é o que é. Além de que há aqui um ciclo de bravatas que vai desde quem aprova até quem se zanga para iludir a incapacidade de cada um em tomar posições frontais e respectivas consequências. É o picar pela surra, próprio dos valentões de meia tigela.

01 janeiro 2009

MINHA BELA TERRA ADOPTIVA



ILHA TERCEIRA

TERRA DOS MEUS

ENCANTOS

LEVE, AMENO, SUAVE E INTENSO

VIBRANTE E ÁGIL TAL COMO O VENTO

ASSIM É QUE SINTO NO FUNDO DA ALMA

ASSIM POR TI TERCEIRA É MEU SENTIMENTO

«»

TUAS NOITES TERNAS TUAS DOCES BRISAS

INVADEM MEU SER ASSIM COMO O VENTO

NUM TURBILHÃO ARRASTAM MEUS AIS...

E ENCHEM DE GRAÇA O MEU PENSAMENTO

«»

EU SOFRO POIS SEI P'RA MINHA TRISTEZA

QUE ÉS INCONSTANTE ASSIM COMO O VENTO

MAS QUERO MESMO ESTAR AQUI ESPERANDO

ENQUANTO PUDERA TODO O MOMENTO

«»

QUANDO VOAR P'RA LONGE DE TI

É PORQUE CHEGOU MEU PROFUNDO INTENTO

DE REENCONTRAR A DONA DE MEUS AIS

QUE EM TI NASCEU E ME MANTÉM SEDENTO

CANADA DAS ALMAS,1JAN2009