19 janeiro 2009

AS MULHERES DA POLÍTICA QUE CADA PAÍS MERECE?

CARLA BRUNI 1ª. DAMA DE FRANÇA

MARA - A MINISTRA da Família de Itália - ARGUMENTA BEM

O MINISTÉRIO ITALIANO COM MARA E OUTRAS COMPANHEIRAS



AS NOSSAS - É O MELHOR QUE SE PODE ARRANJAR... Bem bom!













SÃO OU FORAM MINISTRAS DE PORTUGAL, ESPANHA FRANÇA E ITÁLIA
VEJAM AS DIFERENÇAS E CONCLUAM SE CADA PAÍS NÃO
TEM AS MINISTRAS QUE MERECE

CARFAGNA EM CIMA E EM BAIXO!!! ITÁLIA É UM PAÍS ALEGRE!!

CARFAGNA



CARFAGNA

A FRANCESA
A NOSSA EDUCADORA

ARRIBA ESPANHA OLÉ!!
espanholitas



UM PAÍS TRISTONHO
CARFAGNA DE COSTAS, SOZINHA, GANHA-NOS

O CAMPEONATO






















MARIA DE LOURDES RODRIGUES
MINISTRA DA EDUCAÇÃO
Assim não conseguimos vencer a crise!!!!


Pois


Mirem isto e comparem












Não há direito de tanta fartura para uns...

















































































































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QUO VADIS PPD/PSD?


Ela e o seu orientador
espitritual maoista con-
convertido

Quando foi ministra de Estado e das Finanças do governo de Durão Barroso, Manuela Ferreira Leite concordou com a tese do então primeiro-ministro e vá de bradar aos sete ventos a construção do festejado TGV, anunciando que o obra representaria um valor acrescentado bruto de cerca de 15 mil milhões de euros, com vantages de grande vulto para a indústria nacional. Acrescentando a tudo isso a criação, se não estou em erro, 90 e 100 mil novos postos de trabalho directos e indirectos. Como na altura se vangloriaram da façanha, o governo de Barroso triplicou, salvo o erro, o número de linhas de alta velocidade (a construir) previstas no plano inicial de Guterres. Passaram cinco anos e, como é costume, a actual líder do PSD, de pouco escorreito poder de raciocínio arrebenta com tudo e nunca sai daquela cabeça algo que perdure de positivo que nos fique na lembrança. E esperem sentados à espera que a Sra dê alguma explicação plausível sobre a negacão dos projectos e do rasgar vergonhoso dos acordos por si assumidos com Espanha.
Miguel Frasquilho, o presidente da comissão parlamentar de Obras Públicas, acompanhado do madeirense Guilherme Silva, apareceram inopinadamente a participar em Zamora no 1.º Forum Parlamentar Luso-Espanhol, de preparação da cimeira da próxima semana, ao que tudo indica por iniciativa própria, pois a velha senhora não mandadaria lá os coitados fazer fugura de ursos para subscrever qualquer papel que vise pôr rapidamente em execução a rede de alta velocidade entre Portugal e Espanha, como se julga ... E Rilhafoles ali tão perto!
O nível da gestão política e dos assuntos relevantes País estão a ser tratados no PSD com muita ligeireza e grande irresponsabilidade. Se a culpa é do Pacheco ou de outros abencerragens d semelhante proveniência não sabemos. A verdade é que começa a ser aterrador pensar que poderá ser uma equipa destas que nos pode calhar neste momentoso estado em que o Mundo e o país se encontram. O PSD, depois da fuga de Durão Barroso e da retirada envergonhada de muito boa gente que por ali andava, ficou, como soe dizer-se, entregue à bicharada. A actual líder, gasta e cansada, mal aconselhada, a revelar o peso da idade, tem-se limitado a tentar fazer e dizertudo ao contrário do que o PS faz ou propõe, nisso esgotando a sua acção, não estando à altura das responsabilidades de uma credível alternativa. Os erros do PSD são muito nefastos para o País e para aqualidade da alternativa credível que tem a abrigação de desenvolver de modo muito diverso do Partido Comunista e Bloco de Esquerda, partidos de contestação e anti-poder. Se a atracção pelo leninismo esteve sempre presente na organização e acção do PPD, é altura de mudar! Se por ali não existe capacidade para tanto, os portugueses não deixarão de notar e agir em conformidade. É pena o CDS estar entregue áquele rapazola esquisito e amacacado...






18 janeiro 2009

PARTIDO TROCA-TINTAS// DECLARAÇÕES DE M.F.LEITE RECEBIDAS COM SURPRESA EM ESPANHA








Madrid, 16 Jan (Lusa) - Líderes de vários partidos espanhóis criticaram hoje os comentários da presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite sobre o TGV, afirmando que o projecto é essencial para as ligações entre Portugal e Espanha e que deve avançar.
Ouvidos pela Lusa, os representantes das várias forças políticas declararam-se surpreendidos pelos comentários da líder social-democrata, com um responsável do PP a considerar mesmo que o PSD se deve "retratar".
Em entrevista à Lusa, Anton Louro, deputado do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) considerou os comentários da líder social-democrata "surpreendentes e contracorrente" e representando "apenas uma minoria dentro do PSD".
"Não dou crédito a que uma líder que aspira ou pretende alcançar a confiança do povo português possa comentar com frivolidade estes dois projectos que são de interesse estratégico para Espanha e Portugal", afirmou à Lusa.
"São projectos que têm o aval da UE e que comprometeram as principais forças politicas de Portugal e de Espanha, incluindo o PSD", sustentou.
O deputado socialista espanhol recordou que tanto governos conservadores como socialistas dos dois países deram o aval aos projectos, "que começaram a tomar forma a partir de 2003, na cimeira da Figueira da Foz. (com o PSD a des-governar! Este é o mais completo exemplo do DES-GOVERNO)
"Os dois governos, e antes eram governos conservadores, comprometeram-se a trabalhar com rigor nestes projectos, que melhoram a mobilidade e a integração hispano-portuguesa", disse.
"Por isso fico surpreendido que em Portugal ou em Espanha alguém possa dizer o que a líder do PSD pode estar a dizer. Não acredito que possamos dar marcha-atrás neste projecto", acrescentou.
Para Anton Louro, quem agir contra estes projectos "não terá a confiança nem em Espanha nem em Portugal".
Questionado pela Lusa, Andrés Ayala, porta-voz do PP na Comissão de Fomento do parlamento espanhol, considerou os comentários de Manuela Ferreira Leite "incompreensíveis e surpreendentes" já que vão contra compromissos de sucessivos governos dos dois países.
"É uma opinião incompreensível. Este é um projecto prioritário da rede transeuropeia de transporte, onde há oportunidade de aplicar fundos europeus", disse.
"É um projecto vital para a permeabilidade fronteiriça entre Portugal e Espanha e para canalizar os tráficos não apenas de passageiros mas de mercadorias, visto que afecta também os projectos europeus de conectar Sines e o porto de Algeciras com Paris", frisou.
O deputado popular considera que o projecto do TGV "é uma questão de Estado" acima de questões partidárias, foi inicialmente negociado por governos do PSD, em Portugal e do seu partido em Espanha e foi aprovado por subsequentes governos.
Nesse sentido considera que o PSD se deve "retratar" e que o governo espanhol não pode usar os comentários para "atrasar ainda mais o troço espanhol da ligação" onde "já se verificam atrasos".
Para Francisco Rodrigues, deputado do Bloco Nacionalista Galego (BNG), as declarações de Manuela Ferreira Leite são "especialmente inadequadas" e devem ser vistas "muito negativamente".
Em declarações à Lusa, o deputado galego afirmou que a posição de suspender as ligações de alta velocidade representam "que se querer enfrentar o problema da necessidade de abertura territorial entre Galiza e Portugal" com "um modelo ferroviário adequado ao início do século 21".
"As declarações da líder do PSD são especialmente inadequadas e merecem críticas. Esperamos, naturalmente que o governo português continue a apostar neste projecto", frisou.
"É um projecto fundamental do ponto de vista económico e do ponto de vista das relações económicas, politicas e sócias entre Portugal e Espanha e, no nosso caso, entre Portugal e a Galiza", disse.
Manuela Ferreira Leite afirmou quinta-feira que se formar Governo riscará o investimento na rede ferroviária de alta velocidade (TGV) por considerar, em entrevista á RTP que "na situação actual do país, que está com um nível de endividamento absolutamente incomportável, não é possível fazer investimentos - sejam eles quais forem - que impliquem grandes importações".
Os comentários de Manuela Ferreira Leite foram feitos horas depois de parlamentares portugueses e espanhóis terem aprovado, em Zamora (Espanha), um documento conjunto em que instam os dois governos a acelerarem os projectos de ligações ferroviárias e rodoviárias entre Portugal e Espanha.
Este documento
foi assinado no 1º Forum Parlamentar Luso-Espanhol, de preparação para a cimeira luso-espanhola da próxima semana, em que participaram delegações lideradas no caso português por Guilherme Silva (PSD), vice-presidente da Assembleia da República e Ana Pastor (PP), vice-presidente do Congresso de Deputados espanhol.
Depois dessa reunião, Guilherme Silva disse à Lusa que apesar da pressão económica actual é vital que se continuem a intensificar as ligações ferroviárias e rodoviárias entre Portugal e Espanha, o que em muitos casos pode igualmente ajudar a desenvolver zonas transfronteiriças carências.
Especial prioridade, sustentou, deve ser dada às ligações ferroviárias de mercadorias, "para descongestionar a intensidade de tráfico rodoviário de mercadorias, entre os dois países e para o resto da Europa".
Ana Pastor disse na quinta-feira à Lusa que o comunicado final do fórum insta os dois governos a "acelerar a execução dos projectos", incluindo com "aumentos das dotações orçamentais", para que se possam cumprir "os projectos da rede transeuropeia de transportes".
Anton Louro, que também participou no encontro de Zamora, recordou que na reunião "os deputados espanhóis e portugueses das várias cores politicas, incluindo PSD, mostraram uma total coincidência de critérios nesta matéria".
"Há que romper barreiras, baixar fronteiras, e fazer muitos e melhores caminhos, que nos permitam conhecer mais e melhor, que nos permitam trocas comerciais, e levar e trazer produtos e mercadorias", afirmou.
Andrés Ayala relembra que os deputados do PSD que participaram no encontro de Zamora não só assinaram o documento final "em que se incentiva os governos a fazerem maiores investimentos para cumprir estes projectos" mas "manifestaram-se de acordo que deveria fazer-se especial finca-pé em avançar com todos os projecto de conexão viária e ferroviária".
(
Apenas não sabem que o PSD, na actualidade, é um partido do FAZ DE CONTA sem credibilidade. UMA VERGONHA!!!
(acima--MAPA DO TGV aprovado pelos des-governos do PSD -Durão/MFLeite e do governo PP Espanhol do Sr Aznar)

AFINAL DEMITIU-SE. - OU FOI DEMITIDO?



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Afinal o Professor abandonou o Governo por sua iniciativa ou foi o Sócrates que lhe passou a guia de marcha? A extensa enrevista ao professor pelo Correio da Manhã, a qual, abaixo reproduzimos na íntegra , não ajuda muito à nossa curiosidade mas permite-nos concluir, com alguma certeza, que Campos e Cunha não deixou de ser Sr.Ministro por sua vontade... Nem os tratos de polé dos esquisitos do bloco de esquerda, por causa da taluda pensão do B.Portugal, ao contrário do que se dizia, poderia ter influenciado, minimamente, a decisão de quem resolveu mandar o académico dar aulas aos futuros grandes economistas portugueses. Só!! O senhor não se ajeitava nada para a coisa e Sócrates demitiu-o de mansinho. Claro, foi para a SEDES...
A ENTREVISTA
Correio da Manhã/Rádio ClubeArrependeu-se de ser ministro?
Campos e Cunha – Já me fizeram essa pergunta uma vez. É evidente que se eu soubesse que teria de sair passado pouco tempo não teria aceite, naturalmente. O País precisa de estabilidade e em particular o ministro das Finanças é para estar uma legislatura. Quando eu entrei, entrei para estar quatro anos.
ARF – Exacto.
- Mas entrei com a disposição de que se fosse necessário só estaria quatro meses. Foi necessário, estive quatro meses.
LO – Só lhe fizeram uma vez a pergunta?
- Não me recordo bem, mas pelo menos uma. Pelo menos uma.
LO – Mas de qualquer maneira, quando se aceita, e sobretudo um cargo como ministro das Finanças é natural que se tenha a expectativa de ficar quatro meses?
- Não, claro que não. Eu estava na expectativa eu aceitei, como disse, na expectativa de que iria estar quatro anos. Mas tem que se estar na disposição, tem que se ter um desprendimento. Quem está na política deve ter um desprendimento muito grande. A minha vida, a minha profissão, a minha carreira não é a política. E portanto eu tenho um total desprendimento. Eu estive seis anos no banco central como vice-governador, passei momentos difíceis, foram momentos de muito trabalho.
LO - E resistiu.
- Resisti, obviamente. Mas a situação também seria diferente. Mas de qualquer forma, fi-lo com gosto e com orgulho e no período em que lá estive a trabalhar penso ter feito uma contribuição importante para o conjunto de actividades que o banco desempenha e, em particular, a entrada de Portugal na moeda única. Eu entrei três anos antes da moeda única, ainda o euro não se chamava euro, chamava-se apenas moeda única e saí de lá um mês depois de termos trocado os escudos por euros na rua.
LO – E já estava a sua missão cumprida.
- A minha missão estava cumprida. Eu estaria disposto a continuar, foi uma decisão política e a decisão política da altura foi não ser reconduzido.
LO – A pergunta que não lhe fizeram ainda: Ok, ao fim de quatro meses sair do Governo, mas ao fim de quanto tempo depois de ter entrado percebeu que não ia dar?
- Eu olhando para trás...
LO
– Um mês, um mês e meio?
- Olhando para trás penso que já havia sinais muito cedo. Evidentemente que uma pessoa, quando está no meio do turbilhão, não tem consciência e tem muita dificuldade em analisar as árvores e procura ver na floresta. Mas isso são águas passadas.
ARF – Mas a ruptura acontece por causa das grandes obras públicas. No célebre artigo no Público em que diz de forma muito clara que estava contra alguns empreendimentos públicos.
LO – Ao fim de três anos continua exactamente a mesma agenda política.
- Julgo que apesar de tudo não vejo exactamente a mesma agenda. Eu hoje vejo uma grande discussão à volta das grandes obras públicas, coisa que não havia na altura. Na altura os jornais, toda a comunicação social tecia os maiores elogios à capacidade de empreendimento do Governo, de realização, de determinação, e portanto os grandes projectos foram todos eles muito bem recebidos pela opinião pública em geral, contrariamente ao que seria de esperar. Não houve perguntas. No meu artigo a única coisa que eu dizia é que todos os projectos, grandes e pequenos, mas em particular os grandes, que põem mais em causa a saúde do País, devem ser analisados e ser feita uma análise de custo/benefício. Mesmo assim muitas vezes erramos.
ARF
– Há uma coisa que as pessoas não perceberam. Fez esse artigo no Público porque não era ouvido no Governo?
- Não quero falar disso. Estou disposto a falar dos grandes projectos mas sobre isso não. Já passaram três anos. Já é história.
LO – Apesar das águas não passarem duas vezes sob a mesma ponte como é que estaria o País se não tivesse saído do Governo?
- Não sei. Como se recordará, na altura aprovámos um programa de estabilidade e crescimento, a meio do ano. Era, no fundo, uma espécie de grande programa económico e financeiro. Nesse contexto introduziram-se um conjunto amplo de medidas e eu estava no centro, como deve imaginar, por inerência de funções, desse programa. O programa de estabilidade era a parte mais dura da questão e mais financeira em que houve um aumento de impostos, congelamento de progressões automáticas. Foram um conjunto de medidas do lado da despesa e do lado da receita muito importantes. Nesse ano já se podia fazer pouco do lado da despesa, porque estávamos em Junho. Havia o Orçamento Rectificativo, mas basicamente era pôr um pouco de verdade nas contas. Houve medidas que tinham efeitos imediatos, como é o caso do aumento do IVA, mas, de facto, o grande impacto dessas medidas foram em 2006. E se olhar para 2006 há uma quebra muito substancial e muito dramática do défice orçamental. Diminui a despesa primária, a despesa primária em percentagem do PIB caiu substancialmente. Esse programa tinha uma segunda fase, que apenas era lá indicada, não era tão detalhada. Tinha a ver com a reforma da administração pública e uma redução da despesa pública.
LO – Essa segunda fase não foi concretizada?
- Essa segunda fase não se materializou. Em 2007 a despesa pública ainda cai, mas já cai pouco, em 2008 a despesa pública primária está a subir, subiu, e em 2009 voltava a subir substancialmente. Aliás, os dados do Orçamento de Estado com o cenário macroeconómico do Governo apresentado em Outubro do ano passado, do Orçamento que está neste momento em vigor, a despesa pública em 2009, com o cenário do Governo, com os dados do Governo ia para níveis que eram semelhantes aos de 2005.
ARF – Semelhantes aos de 2005?
- Aos de 2005. O que significava um aumento muito grande da despesa pública em percentagem do PIB. E não está cá pacote anti-crise nenhum.
LO – Há uma perda de oportunidade.
- Eu julgo que sim. Foi o que disse a Standard & Poor’s agora, que pôs o rating português com um aviso negativo. Na prática já é para os mercados uma redução do rating da República. Enquanto a redução anterior, que já se materializou no meu tempo, embora tenha vindo de trás, era resultado de uma situação herdada, mas esta já é da responsabilidade deste Governo.
ARF – No documento que a SEDES fez em Julho de 2008 já se dizia que o Governo estava a pensar nas eleições de 2009. Um documento muito atacado pelo Governo.
- Foi mais as pessoas do que o documento. Mas de qualquer forma foi de facto um documento que teve um grande impacto na comunicação social e na opinião pública. Mas infelizmente atacam-se as pessoas e não as ideias.
ARF – Disseram que o professor ainda estava despeitado e outras coisas.
- Pois. Curiosamente o documento foi organizado de uma forma muito participada e procurámos até exemplificar com dois ou três aspectos. A Educação, a Saúde e o mercado de trabalho. Eram três áreas em que achávamos que havia claramente um retrocesso, uma paragem, expectativas que não eram cumpridas. Enfim, são três áreas muito importantes para o País, para o desenvolvimento económico do País a prazo. Nada disso foi discutido quando saiu o documento.
LO – Também acha que os Governos governam meio tempo e no outro preparam a sua reeleição?
- Nenhum sistema é perfeito e preparar-se para eleições é uma coisa que acontece em todos os países democráticos. O papel da sociedade civil é tentar penalizar esse tipo de comportamentos. Chamando à atenção que o comportamento está a ser eleitoralista. Isso faz parte do jogo democrático e nós estamos a jogar o jogo democrático pleno e aberto. Nós reconhecemos que um sistema democrático tem esse problema, como é evidente, em todos os países do mundo. Se nós tivermos uma opinião pública avisada e uma opinião pública mais informada, digamos que podemos minimizar os aspectos menos positivos do sistema, como seja os Governos estarem a preparar as eleições, especialmente com um grande período de antecedência. Ao menos que seja um mês antes ou dois meses antes e não um ano e meio antes.
ARF – Esta crise, que afecta o mundo, o País e os portugueses foi percebida pelo Governo muito tarde? Já se estava a desenhar há muito tempo nos EUA e aqui em Portugal ainda se fez um Orçamento de Estado com dados macroeconómicos completamente desfasados da realidade. O Governo percebeu tarde a crise ou não quis dizer aos portugueses que havia crise?
- Essa resposta exacta só os próprios a podem dar. Se não tinham percebido ou se pura e simplesmente estavam a tentar ocultar. É um bocadinho difícil pensar que as autoridades não perceberam. Porque nos mercados internacionais, nas grandes instituições já havia previsões e pelo menos alguns palpites claros de que 2009 seria um ano muito severo, provavelmente os finais de 2008 seriam já bastante maus. Já se falava de deflação, já se falava de recessão, a dúvida é saber se vamos entrar numa recessão ou numa depressão. Isso já eram discussões que estavam em cima da mesa.
LO – Do ponto de vista psicológico já estamos deprimidos.
- Cerca de um mês depois The Economist já tinha uma previsão de menos um por cento para 2009 para Portugal. Em princípios de Dezembro. Dois meses depois já tinha menos um por cento, ora menos um por cento em 2009 para os 0,6 que o Governo prometia vai uma diferença abissal. E o Governo tem certamente muito mais informação do que tem The Economist. Houve uma gigantesca operação de ocultação da crise. Mas mais grave do que 2009 é 2008. Porque 2008, em Oandava à volta de 0,7, 0,8.
ARF utubro, já se sabia o primeiro semestre. E o crescimento do primeiro semestre – Exacto.
- Toda a gente já sabia, já havia muitos indicadores sobre o terceiro trimestre. E toda a gente percebia que o terceiro e o quarto trimestres seriam substancialmente piores do que o primeiro semestre. O que significa que com o crescimento homólogo do primeiro semestre à volta dos 0,8 obviamente que o segundo daria uma taxa de crescimento em 2008 substancialmente mais baixa do que os 0,8. Uma parte disto já estava na mesa. Dizer que o segundo semestre seria substancialmente pior do que o primeiro qualquer pessoa, não é preciso ser economista, percebia que isso ia acontecer. E basicamente o Governo veio dizer é que o segundo semestre ia ser melhor ou semelhante ao primeiro. E isso obviamente não era verdade.
ARF – É uma situação grave?
- Foi grave porque foi um sinal brutal de descrédito. E depois é importante que as pessoas acreditem no Governo do País. O Governo deve ser o mais cauteloso de todos os intervenientes, deve ter as previsões mais baixas que estão no mercado.
ARF – Deve ser mais cauteloso.
- Na dúvida deve ser o mais conservador nas suas previsões. Dentro de um realismo mínimo. Porque assim temos mais surpresas positivas do que negativas. Mesmo assim a vida prega-nos partidas. É muito importante que tudo isto seja feito com uma grande transparência, nunca perder a oportunidade de explicar um número, para responder a um problema, até para que as pessoas, que têm uma intuição de como a economia está a evoluir, não sintam que os seus governantes estão completamente desfasados do dia a dia.
ARF – Não falam verdade.
- A grande vantagem do que veio dizer o governador do Banco de Portugal é que provavelmente no final de 2008 já estávamos em recessão e este ano vamos ter recessão. Uma recessão que será significativa. A previsão é de menos 0,8, mas todos os sinais apontam para um valor pior. Pela primeira vez uma autoridade veio dizer aquilo que em certo sentido a maior parte dos portugueses já sentia.
LO - O senhor é um grande defensor de Vítor Constâncio numa altura em que o Governador do Banco de Portugal é fortemente atacado. Porquê?
- Conheço bem o doutor Vítor Constâncio, trabalhei com ele, admiro o seu patriotismo, é uma pessoa que está sempre a pensar nos portugueses e é uma figura com grande prestígio internacional.
ARF – Mas os casos do BCP, BPN e BPOP não abalaram o seu papel de supervisor?
- Não há País nenhum da Europa em que casos destes, nos últimos meses, não tenham acontecido. Nenhum. No mesmo dia em que o BPN e depois o BPP houve um banco austríaco que também teve um destino semelhante. Na França existiram vários casos, na Alemanha existiram vários casos, com tonalidades diferentes aqui e acolá, mas em todos os países da União Europeia houve problemas. E a reacção dos portugueses foi voltar-se contra o bombeiro ou contra o polícia em vez de se voltar contra o ladrão. E isso é único. Eu julgo que isso é único por uma razão muito simples.
LO – Isso é ser português.
- Isso não é ser português. Julgo que isso é a situação em que estamos a viver. Nós estamos a viver, e os senhores são da Comunicação Social, mas nem todas as universidades cumprem e também nem todos os jornais ou rádios cumprem. E a verdade é que nós estamos a viver uma situação do ponto de vista político muito complicada. Porque se olhar à sua volta e se comparar a classe política hoje, de todos os partidos, aqui não é uma questão partidária é uma preocupação de regime. Se olharmos para a situação actual e compararmos as pessoas que estão a ocupar diversos lugares hoje com o que era há quinze ou vinte anos atrás, ou se quiser ir à Assembleia Constituinte ainda tem um choque maior, e de facto há uma degradação da qualidade dos gestores da coisa pública. Há evidentemente honrosas excepções, mas em média a qualidade das pessoas que estão na política decaiu muito nos últimos anos. Isto é gravíssimo. São pessoas que estão a gerir metade do que nós ganhamos, grosso modo. Metade do nós ganhamos é gerido pelo Estado.
LO – O que é que se pode fazer para alterar a situação?
- Deixe-me só acabar. E portanto esta combinação de uma Justiça que não funciona, uma Comunicação Social, não direi integralmente mas muito dominada por sensacionalismos, leva a uma má qualidade da classe política, em média, há honrosas excepções, tanto na Comunicação Social como na classe política, a verdade é que isto leva a uma situação explosiva. O sistema odeia pessoas integras, honestas e capazes. E portanto é preciso acabar com elas. E é isso que nós estamos a assistir. O caso do doutor Vítor Constâncio, é o caso do doutor Manuel Sebastião, por exemplo, é preciso acabar com estas pessoas dentro do regime. Estas pessoas são incómodas e portanto a melhor maneira é atirar lama para cima delas. De uma maneira ou de outra. E eu estou a assistir a isto com muita preocupação. Já não são propriamente cargos de nomeação política, mas são pessoas que estão ao serviço da causa pública. E isso é muito importante nós termos capacidade de atrair os melhores. E se as pessoas ou porque compram um carro ou porque almoçam num restaurante são imediatamente postas e enxovalhadas num jornal ou numa rádio pensam duas vezes antes de irem para esses lugares. E isso normalmente acontece com os melhores, com as pessoas mais independentes, com as pessoas que não fazem dessa posição a sua carreira.
LO- Aliás aconteceu logo consigo quando foi conhecida a sua nomeação para ministro das Finanças por causa da pensão do Banco de Portugal.
- Não foi logo. Mas é que é muito mais grave. Não foi logo. Foi muito mais tarde. Eu fui dos primeiros a apresentar a minha declaração de rendimentos, estava lá tudo, não fui tido nem achado sobre o assunto, a regra de aposentação já existia. Ao contrário do que foi insinuado, não foi dito, foi insinuado, que tinha sido o próprio conselho a dar a si próprio. Mentira, foi o ministro da altura, que infelizmente já faleceu, e quem de facto me deu foi a doutora Manuela Ferreira Leite não me reconduzindo. E aquilo foi instituído em substituição de uma outra anterior. Um mês e meio depois de estar noticiado e de estar público é que vieram os ataques. Não foi por acaso. Eu estou apenas a partilhar convosco uma grande responsabilidade que todos nós temos na sociedade portuguesa. E a Comunicação Social tem uma grande responsabilidade nisso.
ARF – Não queimar os melhores?
- É importante as pessoas perceberem que é preciso termos os melhores na gestão da coisa pública e para isso não se podem atacá-los por coisas acessórias e muitas vezes histórias mal contadas.
ARF – Neste processo todo dos bancos, o engenheiro João Cravinho dizia que os paraísos fiscais, as off-shores são de facto um bom instrumento para os malfeitores do sistema financeiro. Qual é a sua posição sobre isso?
- Os off-shores não tiveram um papel fundamental na crise actual. A crise actual é uma coisa diferente e não convém confundir as coisas. Ou não percebemos nada. Os off-shores foram criados curiosamente pelos ingleses e pelos americanos, que agora se sentem muito pudicamente ofendidos com a existência deles. E depois os outros países foram forçados a terem-nos também. É algo que tem de ser banido, do meu ponto de vista, e deve ser fechado, mas não é algo que não esteja na capacidade do nosso Governo ou de outro qualquer. Mas se eu pudesse carregar num botão e todos os off-shores desaparecessem, evidentemente que eu não hesitava um segundo em fazê-lo.
ARF – Como é que vê a actuação do Governo perante esta crise? Apoios ao sector automóvel, muito dinheiro para cima da crise, obras públicas, grandes investimentos. Como é que vê isto tudo?
- Penso que o Governo, porque não quis reconhecer que nós poderíamos ter recessão, tem tirado coelhos da cartola. De vez em quando há um debate parlamentar e saca mais três medidas e depois há outro debate parlamentar sobre outro assunto e saca mais méis dúzia de medidas. Tudo muito desgarrado e não se percebendo a lógica interna. O que se sabe é que é mais despesa pública e mais nada. E sem se perceber qual é o cenário com que está a trabalhar, qual é a metodologia, qual é o programa, qual é o pacote, digamos. Isso transpareceu na opinião pública.
ARF – Tudo muito de forma anárquica.
- Não gosto de intervenções em sectores. Porque é que um burocrata do Terreiro do Paço, com que direito é que está a defender um sector contra outro? Porque é que há-de ser o sector automóvel e não há-de ser o turismo? E porque é que há-de ser o turismo e não os têxteis? É preferível ter intervenções de apoio que sejam neutras entre sectores. Porque eu não tenho razão nenhuma para pensar que o burocrata que está no Terreiro do Paço tenha capacidade para isso.
ARF – Mas que intervenção defende?
- Primeiro há a intervenção do lado da despesa e a intervenção do lado da receita no Orçamento. Eu julgo que não deve haver cortes de impostos para ricos, não deve haver cortes de impostos permanentes nem generalizados. Mas vejo do lado da receita do Orçamento dois tipos de intervenção que podiam ser positivos. Um seria dar à classe média um pequeno desconto no IRS. E isso pode ser feito amanhã. É muito rápido e fácil de implementar. De um mês para o outro pode ser implementado porque há as retenções na fonte e é deduzido logo ali. A Espanha fez isso. E a classe média, média baixa vai sofrer particularmente com esta crise.
ARF – E as empresas?
- Ainda do lado das receitas do Estado julgo que é importante a redução temporária da taxa social única. Isso reduziria os custos do trabalho para a empresa e teria algum impacto na evolução do desemprego.
ARF – E no lado da despesa?
- Já dei sugestões concretas. Por exemplo, a ideia das obras nas escolas ou nos hospitais. Tudo o que seja grandes obras públicas acho má ideia por uma razão muito simples.
ARF – É óbvio que TGV e aeroporto nunca?
- Eu TGV nunca. Aeroporto, se é aquele ou outro, tenho dúvidas.
- O programa para combater a crise deve assentar em pequenos projectos, muitos, disseminados no País. E devíamos nestes pequenos projectos perspectivar já o futuro. O que é que o País quer ser, como é que o País quer ser visto cá dentro e lá fora quando acabar a crise.
ARF – Essa visão estratégica não existe. Não existe hoje como não existiu ontem.
- Eu julgo que não, mas é pena.
LO – Porque é que, no meio disto tudo, José Sócrates está á beira de uma nova maioria absoluta?
- É preciso haver uma alternativa. E é muito difícil entrar um novo partido no sistema político português. É uma área em que a concorrência está muito fechada. O que leva os que lá estão a acomodar-se, porque sabem que mais tarde ou mais cedo o partido da alternância vai chegar ao poder. É apenas deixá-lo cair. Se não é agora é daqui a quatro anos. Nós estamos a ver é que, de facto, não há alternativas. Quando o PS está no poder a alternativa é o PSD.
LO – E Pedro Passos Coelho? É uma aposta?
- Pedro Passos Coelho, li as entrevistas dele, pode ser que venha a ser uma alternativa e é bom que haja caras novas na política, pareceu-me ainda imaturo.
ARF – O Estado está mesmo a asfixiar a sociedade? Mais ainda com esta crise?
- Esse é um risco que podemos correr. Daí eu estar a chamar a atenção que os apoios à economia não deviam ser fruto de uma decisão arbitrária do Terreiro do Paço, mas devia ser através de regras gerais e transparentes, em que todas as empresas deviam ter acesso.
PERFIL
Luís Manuel Moreira Campos e Cunha nasceu em 1954, licenciou-se em Economia pela Universidade Católica Portuguesa em 1977 e em 1985 terminou o doutoramento em Economia pela Columbia University de Nova Iorque com uma tese sobre economia internacional. Professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa desde 1985, foi também docente da Universidade Católica.
Director da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa, foi vice-governador do Banco de Portugal entre 1996 e 2002, altura em que Manuela Ferreira Leite não o reconduziu no cargo. Convidado por José Sócrates para ministro de Estado e das Finanças do actual Governo socialista, apresentou a sua demissão quatro meses depois por não concordar com o programa de grandes obras públicas, nomeadamente o TGV e o aeroporto.


António Ribeiro Ferreira, Correio da Manhã, Luís Osório, Rádio Clube
































































































16 janeiro 2009

O ASSESSOR E O COVEIRO


Este país do Faz de Conta é cada vez mais uma anedota pegada. Atentem bem nestas pérolas publicadas no Diário da República nº.255 de 06NOV2008:
-EXEMPLO UM - No aviso nº 11 466/2008 (2ª Série), declara-se aberto concurso no I.P.J.para um cargo de "ASSESSOR", cujo vencimento ronda os 3500 EUR (700contos). Na alínea 7:..."Método de selecção a utilizar é o concurso de prova pública que consiste na... Apreciação e discussão do currículo profissional do candidato.EXEMPLO DOIS No aviso simples da pág. 26922, a Câmara Municipal de Lisboa lança concurso externo de ingresso para "COVEIRO", cujo vencimento anda à roda de 450EUR (90contos) mensais.Método de selecção:Prova de conhecimentos globais de natureza teórica e escrita com a duraçãode 90 minutos. A prova consiste no seguinte:1. - Direitos e Deveres da Função Pública e Deontologia Profissional; 2. -Regime de Férias, Faltas e Licenças; 3. - Estatuto Disciplinar dosFuncionários Públicos.Depois vem a prova de conhecimentos técnicos: Inumações, cremações,exumações, trasladações, ossários, jazigos, columbários ou cendrários.Por fim, o homem tem que perceber de transporte e remoção de restos mortais.Os cemitérios fornecem documentação para estudo. Para rematar, se ocandidato tiver:- A escolaridade obrigatória somará + 16 valores;- O 11º ano de escolaridade somará + 18 valores;- O 12º ano de escolaridade somará + 20 valores.No final haverá um exame médico para aferimento das capacidades físicas e psíquicas do candidato.ISTO TUDO PARA UM VENCIMENTO DE 450 EUROS MENSAIS!Enquanto o outro, com 3,500!!! Só precisa de uma cunha. E viva PORTUGAL, a Monarquia e a República, bem como os nossos governantes, do presentes e do passado!... O futuro não é risonho...
POR ESTAS E POR OUTRAS É QUE HÁ COVEIROS CULTOS E ASSESSORES ESTÚPIDOS.... (Recolha de J.A.Lima)

O APRIMORADO VISUAL DE MANUELA


A NOSSA MANUELA ESTÁ UM MIMINHO
NINGUEM DIRIA QUE JÁ É AVÓ!















Está linda e rejuvenescida! Na foto de baixo, sacada do EXPRESSO, está mais favorecida assim, vista de perfil. E o matiz alourado do cabelo que bem que lhe fica... E ao contrário do para aí se diz, ela não recorreu a toneladas de cremes para melhorar a aparência! Talvez meio quilo... não mais. Mas acreditamos que, com este novo visual, vamos finalmente ter a líder da oposição que o Alberto João exige e, por essa razão, o nosso Imperador Madeirense deixar-se-á ficar por lá sossegadinho, não sendo assim obrigado a cumprir a ameaça de vir para o contenente fazer escarcéu. Bravo Manuela! ...E nada de butox porque é muito mais perigoso que o Sócrates.

15 janeiro 2009

ALEGRE E JARDIM-ESTRATÉGIAS COMUNS



A estratégia de Alegre em relação ao PS não é nova. É em tudo semelhante à de Alberto João em relação à República.

Formam de facto uma bela parelha, qual deles
o mais destro a fazer chantagem.
Mas o melhor é visitar O Jumento
que sustenta esta análise


da qual só os respectivos fãs

não estarão de acordo. E
sabe-se da racionalidade
dos fãs.
Fã só do Sporting
E... tem dias

14 janeiro 2009

Sabem que o PSD, que diz ser a favor da avaliação de desempenho dos professores, acaba por defender a suspensão da mesma avaliação, reeditando iniciativas da extrema-direita e da extrema-esquerda, sem nunca ter apresentado nenhuma alternativa ao processo em andamento? Saberão os entendidos, a meias com o batalhão de presunçosos que enxameiam o PSD que estão a lançar o partido numa crise de credibilidade que lhe retirará qualquer hipótese de contar para a governação durante muito tempo? A esmagadora maioria dos eleitores não lê os cronistas de plantão que se esgotam a fazer fogos de barragem, quais quixotes a pelejar contra moinhos de vento, mas vão tomando nota da acção dos dirigentes responsáveis que revelam não terem qualquer perspectiva para as causas da governação do país, tornando o partido num mero empecilho do tipo BE/PCP de cariz anti-poder. Cita-se a questão da avaliação dos professores por ser um caso exemplar da forma como o actual PPD/PSD se comporta, provavelmente a fiar-se nas ajudas do Tio Aníbal... que lá vai fazendo o que pode. Mas os portugueses são cada vez em menor número os que fazem a cruzinha, acefalamente, no que antes se dizia "o meu partido". Portanto...

ARMANDO VARA OUTRA VÊZ

"Armando Vara anda de novo nas bocas do mundo. Desta vez porque a Caixa Geral de Depósitos indexou o seu lugar de origem ao nível salarial mais alto, tendo-o feito cinco ou seis semanas depois de ter abandonado a instituição (uma medida com reflexos no momento da reforma, quando ela chegar; Vara tem hoje 54 anos). Ponto prévio: Vara saiu mesmo da CGD, ou seja, quebrou o vínculo laboral. Não foi para a administração do Millennium BCP à boleia de licença sem vencimento ou requisição. Já uma vez escrevi que todo este burburinho à volta de Vara radica em pressupostos de casta. Vara nasceu em Lagarelhos, não acabou o curso de filosofia e começou a vida como empregado de balcão da CGD. No país dos doutores, os media não perdoam: como é que um homem destes, depois de ter sido várias vezes eleito deputado, foi duas vezes secretário de Estado e outras duas ministro (uma delas como adjunto do primeiro-ministro), tendo chegado a administrador da CGD e do Millennium BCP, os dois colossos do sistema bancário? Sim, houve o episódio rocambolesco da Fundação para a Prevenção e Segurança, que ditou a sua saída do governo de Guterres, mas, na impossibilidade de provar hipotéticas irregularidades, o Ministério Público mandou arquivar o processo, reconhecendo que Vara «não violou a Lei». Pertencesse Vara ao círculo dos happy few do eixo Lisboa-Cascais, ou viesse das famílias com pedigree... e os media metiam a viola no saco, como metem sempre (o recente imbróglio do BPP é eloquente), assobiando na direcção do vento."
Texto retirado de o "Da Literatura" que constitui uma síntese perfeita do que se pode dizer de um homem de valor que os invejosos e pretensos herdeiros do Palheiro do rei Carlos não concebem que ocupe lugares que julgam pertencer-lhes por direito natural. Aliás, a razão primeira da pequenez que nos limita...
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PERGUNTA MUITO PERTINENTE

A pergunta é esta: «Mas porque é que o Continente há-de ainda continuar a subsidiar a Madeira, se a sua riqueza já está bem acima da média nacionalPelo contrário, em vez de o Continente continuar a subsidiar a Madeira, que já beneficia de todas as receitas fiscais nela cobradas, deve ser esta que deve começar a pagar a sua quota-parte nas despesas gerais da República (desde as forças armadas à representação diplomática, desde a justiça às contribuições para as Nações Unidas e a União Europeia, etc.), despesas para as quais as regiões autónomas não contribuem, constituindo encargo exclusivo dos contribuintes do Continente.Em vez de ter todos os benefícios e nenhum encargo, era bom que a Madeira começasse a comparticipar nos encargos nacionais comuns. Causa-nossa



ALBERTO ACREDITA QUE HÁ PETRÓLEO NO BEATO




Alberto João Jardim critica "grupos do partido" que impediram a sua candidatura à liderança do PSD nacional, acto que visaria unir o partido e ganhar o poder em Lisboa. Têm um verdadeiro "salvador da pátria" e também do partido e rejeitam o cavalheiro que tem as soluções?!

Certamente terão descoberto a estratégia do Imperador da Madeira de se introduzir na sede onde se fazem os orçamentos e cuidar, a seu modo, dos aprovisionamentos que entenda necessários para acabar de esburacar a Madeira com túneis de todos os gostos e feitios de modo a que os pópós andem por lá, qual planície, sempre em estrada plana. E isso custa barris de massa.
E se não sabem fiquem sabendo: O Alberto João é daqueles que acreditam que há petróleo no Beato e ninguém no PSD, nem o Professor Cavaco na sua triunfal viagem aos domínios de Jardim, consegue convencer o homem que essa coisa é uma paródia revisteira muito antiga... do grande Raúl Solnado.

13 janeiro 2009

O GARGANTA FUNDA DE BELEM SERÁ MESMO A OPOSIÇÃO EM PORTUGAL?!


Desde que Cavaco Silva é Presidente da República que muito dos debates sobre o que o Presidente pensa não têm por base aquilo que disse mas sim o que o garganta funda de Belém assegura aos jornalistas geralmente bem informados que é o que Cavaco Silva diz em privado. De vez em quando, quando as coisas ultrapassam os limites, lá sai um comunicado da Presidência da República a assegurar que o que o garganta funda disse não ouviu ao Presidente. Sucedeu quando o garganta funda disse que Cavaco preferia Manuela Ferreira Leite como líder do PSD, informação que a Presidência desmentiu mas o Expresso manteve, e agora com a questão das datas das eleições.Na verdade as peripécias que se têm verificado com as misteriosas "fontes de Belém" que distribuem mensagens pelos jornais de forma mais ou menos selectiva e nunca assumidas mas, que me lembre, também não desmentidas categoricamente. "O JUMENTO", com a habitual argúcia, tratou de chamar os bois pelos seus nomes e a fonte está devidamente caracterizada:É O GARGANTA FUNDA DE BELÉM. Mas para quem sempre se quiz afirmar na vida política como um "apolítico" (contradição insanável), esta vaga de politiquice é surpreendente porque agora Cavaco Silva é o Presidente de todos os portugueses (e não só dos do PSD) e o garante do regular funcionamento das instituições democráticas. Mas para amenizar a coisa vamos admitir, por hipotese muito remota que a culpa é daquele baixinho que lê os comunicados... o Nunes Liberato, que passa por ser uma excelente cabecinha pensadora. Foi brilhante no Gov. Reg. dos Açores sob a presidência de Mota Amaral, na área económica.
Exibe-se acima a provável figura do misterioso mensageiro belenense e não se esqueçam de visitar o apreciado "O JUMENTO" para saberem mais sobre as características da calhandreira criatura. É só seguir o link. (Em baixo o senhor Nunes Liberato, Chefe da Casa Civil, político muito bem apessoado)

RONALDO - O MELHOR DO MUNDO

RONALDO MERECE
E
NÓS
TAMBÉM
MUITOS PARABÉNS AO RONALDO
AINDA HÁ QUEM DÊ ALEGRIAS
A ESTE POVO SOFREDOR
DA BOLA

12 janeiro 2009

A VERDADE QUE OS PROFESSORES ESCAMOTEIAM

Nas carreiras da Administração Pública em que não é aplicado o SIADAP* aplicam-se sistemas mais exigentes, com mais categorias e mais restrições para atingir o topo da carreira (onde há menor percentagem de lugares). É o caso da carreira docente do Ensino Superior e de outras, como a judicial e a militar. Os soldados podem ser todos excelentes, mas nem todos são generais.
Os docentes do Ensino Superior podem ser todos muito bons, mas nem todos são Catedráticos ou Coordenadores e, para se chegar ao topo, é obrigatório obter graus (Mestrado, Doutoramento, Agregação) e concorrer em Concursos Públicos. Um Assistente que não obtenha o grau académico necessário e não tenha no Quadro lugar de Professor é excluído da carreira, mesmo com 6 a 10 anos de bom serviço.(…)
(…)Mas a situação emerge nas ruas e nos Sindicatos como uma contestação à avaliação, por vezes dita “modelo” de avaliação — e aqui têm pouca razão. Muitos dos problemas e excessos foram criados nas próprias Escolas, em reuniões improdutivas ou que produziam mal porque os professores já estavam de má vontade; os professores e os Sindicatos deveriam ter apresentado propostas concretas de melhoria, remoção de injustiças, solução de problemas específicos.
Mas o pior é que a actual situação no EBS e a sua emergência nas ruas e nos Sindicatos, no fundo, no fundo, tem sobretudo a ver com motivos nos quais professores não têm razão alguma: existência de quotas e categorias; efeito da avaliação no progresso e na promoção.
No sentido acabado de referir,
a actual situação de movimentações, protestos, jogadas político-partidárias e político-sindicais, crise, constitui um embuste(…)
Do Artigo de opinião de António A. Silva (Professor no ESE IP do Porto) publicado no site http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=28515&op=all - O título é nosso
(a foto exibida é do Professor António A.Silva)
*Sistema Integrado de Gestão e Avaliação de Desempenho na Admnistração Pública



COMO PODE SÓCRATES ACEITAR ISTO?




Galp aumenta preços dos combustíveis – parece mentira mas é verdade! Na vertigem da queda do preço do petróleo a Galp consegue vislumbrar uma nesga para fazer um aumento intercalar. É obra! Cambada de bandidos. Não têm dó nem piedade. Livre concorrência? Não funciona!!!! E este Governo parece que se dá muitíssimo bem com isto. Estes casos precisam mesmo de um verdadeiro animal feroz no Governo. Com esta gente Sócrates parece mesmo um gatinho de colo. Irra!!!!!!!



MAIS VALE TER TRABALHO DO QUE NÃO TER


O que vou escrever vai por os cabelos em pé a muita gente. Mas nestes dias de crise mais vale ter emprego, mesmo que mau, desprotegido, sem direitos, precário, do que não ter emprego nenhum. E é por isso que o reforço dos direitos laborais, o aumento das contribuições sociais, a dificuldade de contratar a recibo verde, a penalização do trabalho “negro”, têm um enorme preço em deixar mais gente na miséria. Em teoria nada há de mais aceitável, na prática nada há de mais injusto, porque em nome de quem tem trabalho e direitos adquiridos, penaliza-se quem quer qualquer trabalho, porque não encontra um trabalho decente. Para além disso é ineficaz, porque muita gente que não aceitaria trabalhar em condições de precariedade está hoje disposta a fazê-lo em quaisquer condições. A necessidade obriga e a necessidade tem muita força.É um retrocesso em termos sociais? Certamente que é, mas a alternativa é um retroceso ainda maior, é a pobreza. Não estamos em períodos de normalidade, precisamos de soluções excepcionais, mesmo que temporárias, indexadas por exemplo, aos indicadores de desemprego e de pobreza. Porque na prática, há por aí muita procura de trabalho que não se materializa, porque empregar sai demasiado caro.

O texto supra é da autoria de Pacheco Pereira com o qual, nas actuais circunstâncias, só os comunistas e quejandos que, face aos seus objectivos "revolucionários", lhes interessa que o desemprego cresça e a miséria se dissemine. Concordam, batem palmas e farão tudo para dar uma ajudinha com greves e manifestações. E para isso até conseguem a colaboração dos que têm emprego garantido e ordenado, sem falhas, no fim do mês na conta bancária. O caso dos professores é paradigmático! Um social-democrata verdadeiro (há para aí tanto gato por lebre...) não ficará com os cabelos em pé mas muito preocupado e a aceitar alguns sacrifícios pelos outros, esperando que o Estado Democrático esteja apetrechado de meios e condições para acorrer aos que mais precisam, tendo para tanto criado os necessários suportes , decidido e implementado os mecanismos necessários para uma justa distribuição da riqueza e não ficarem com os cabelos em pé quando não se baixam os impostos aos que melhor os podem pagar. E sobretudo não pretender que um país pobretanas seja um paraíso de banqueiros a quem os mais pobres vão pagar os monstruosos déficites de exploracão nem de "jovens turcos" que pretendem ser Bill Gates à sombra do O.E. Isto, pelo menos, para que os cidadãos se sintam protegidos e com alguma esperança no futuro. Entretanto não se semeie também a descrença e não se dê curso a este fatalismo fadista dos nossos opinadores profissionais, sempre na ponta da lígua e da caneta com o discurso da desgraçadinha no gamanço.

11 janeiro 2009

O ABRUPTO PERDIDO ALGURES EM SATURNO




Curioso de saber o que Pacheco Pereira teria opinado sobre o polémico caso da queixa da Casa Civil da Presidência da República, transmitida por carta a Francisco Balsemão, acerca da crónica de MÁRIO CRESPO, jornalista da SIC, publicada no Jornal de Notícias, na qual M.C., faz críticas contundentes ao desempenho político do Prof. Cavaco Silva, de âmbito temporal alargado, fiquei algo espantado por não encontrar no ABRUPTO do encartado opinante uma palavrinha sobre um assunto que, tivesse ele origem na esfera de acção de Sócrates, cairia o Carmo e a Trindade no Abrupto e em todos os poleiros onde Pacheco cantarola. Até pode ser um silêncio envergonhado pois encheu o blogue, nesta oportunidade, de extensas séries de bucólicas fotografias dos recentes nevões, selos de correio (interessante) e outras, destacando-se porém a magnífica imagem de SATURNO acima exposta, cuja legenda que a acompanha talvez explique tudo. Reza assim: a...imagem gigantesca estará assim durante algum tempo, perturbando todo o Abrupto para baixo. Vejam bem que até o planeta dos anéis veio perturbar a acção do indómito arauto das causas contra as manipulações e as liberdades. Na verdade só forças espaciais poderiam calar a voz de P.P. sobre um tema que lhe é tão caro e provoca verdadeiras obsessões. Pode ser que o acidente do Abrupto com o planeta cure as ideias fixas do seu autor, visto que nunca se sabe quando nos cai um pedaço de céu velho em cima da cabeça.




A QUEIXA DE LIBERATO AO PATRÃO DA SIC

Acham normal que o Chefe da Casa Civil da Presidência da República, envie uma carta ao dono de uma estação de TV, que por acaso até é militante nº 1 do PSD e Conselheiro de Estado, a fazer queixa da opinião de um funcionário dessa estação? Se uma carta desse tipo tivesse saído do gabinete do PM, a algazarra que as virgens do comentário politico, não andariam por ai a fazer, nos jornais, rádios, tv's e blogues... Tenham medo e... para a próxima façam o favor de não dividir votos para satisfazer caprichos...
Quanto ao patrão de Crespo, trata-se de um cidadão de alto gabarito que está muito acima da média em termos de comportamentos cívicos. Pinto Balsemão é um verdadeiro senador do regime democrático que, dos rincões onde me encontro, já pude testemunhar, pessoalmente, o nível desse Senhor com letra grande. A referência ao "patrão" é meramente circunstancial.