02 março 2009

CADA PAÍS TEM A COMUNICAÇÃO SOCIAL QUE MERECE...




É certo que a semana já se rarefazia à minha volta. Quando o mundo se sintetiza no cão-d'água que ascendeu à Casa Branca e no meu país é notícia que uma carrinha da EMEL apanhou com o chumbo de uma espingarda de pressão de ar, só uma sólida formação filosófica, moral e cívica é que nos pode pôr a salvo das mais excruciantes interrogações acerca do sentido da vida. » [Diário de Notícias]
Nuno Brederode dos Santos

28 fevereiro 2009

O GRANDE ESTRATEGA - AUSENTE

Já é habitual Manuel Alegre chamar a si o protagonismo dos congresso do PS através das ausências, depois de se entreter a criticar o seu partido deixa tudo em suspenso não dizendo se vai aos congressos. No ano passado lá apareceu a meio, este ano esperou por sábado à tarde para comunicar que não ia.
Pelos vistos Manuel Alegre gosta mais de exibir as suas ideias* em conclaves com a extrema-esquerda, onde todos o elogiam na esperança de dividir o PS, mas na hora de defender as suas ideias dentro do seu(?!) próprio partido não aparece
in O JUMENTO
*Falta saber se tem ideias que se aproveitem para exibir fora do âmbito dos apóstolos que o seguem como individualidade providencial.

HORAS DA RÁDIO






INSTALEI-ME EM CASA COM A RDP-ANTENA UM SINTONIZADA PARA ACOMPANHAR O QUE SE PASSA NO CONGRESSO DOS SOCIALISTAS. AZAR O MEU! NÃO SEI SE POR INFLUÊNCIA OU NÃO DO TORQUEMADA, A VERDADE É QUE QUASE SÓ OUVI PERORAÇÕES DO PCP E DO BLOCO DE ESQUERDA SOBRE A HECATOMBE QUE OS DA MÃOZINHA ESTÃO A REALIZAR NO PAÍS, DA QUAL NEM A ANTENA UM ESCAPARÁ. CHEGUEI A PENSAR QUE SE TRATARIA DO CONGRESSO DESSES PATRIÓTICOS PARTIDOS MAS PARECE QUE APENAS ABANCARAM EM QUALQUER LUGAR ESTRATÉGICO PARA LANÇAREM O SEU VISTOSO FOGO DE ARTIFÍCIO, FESTA PARA A QUAL CONVIDARAM GENTILMENTE AQUELA PRESTIMOSA RÁDIO QUE EU TENHO A MÁ SINA DE CUSTEAR. PODE TAL DISPONIBILIDADE SER UM PRENÚNCIO DE QUE ESTARÃO PRÓXIMOS OS AMANHÃS QUE CANTAM OU, QUEM SABE, UM PREC PURIFICADOR QUE RESTITUA A COISA AO POVO UNIDO?...

O QUE FAZ ALEGRE...


Veio o Congresso da entronização de Sócrates, como se esperava, e Alegre com angústia ou sem ela, aceita a Comissão de Honra. O que, em teoria, o obrigava a comparecer em Espinho, sem mais drama ou capricho. Ora, precisamente, até hoje (6.ª feira), Alegre ainda não esclareceu se ilustra ou não ilustra o Congresso com a sua gloriosa presença. Aparecer em Espinho é a sua submissão ao PS de Sócrates. Não aparecer é uma rejeição pública quase imperdoável. Alegre compreensivelmente balança. Vive da ambiguidade e, sem ela, acaba. Só que hoje o tempo da ambiguidade é curto. Ou ele se decide depressa ou depressa deixa de importar o que ele decida. A vida passa bem sem ele.VPV
Correcto e objectivo!!

BENEFITS SUPERVISOR SLEEPING


O milionário Abramovich adquiriu este "Benefits supervisor sleeping", obra de Lucien Freud, pela módica quantia de 21,33 milhões de euros, pintura que se exprime pela representação de uma matrona descomposta, mas que nada tem a ver com o erotismo da Criação do Mundo de Coubert e que tanta celeuma suscitou pela acção policial bracarense, que terá cumprido os ditames de quem acha sacríloga a exposição de em belo sexo feminino, representando a beleza transcendente daquilo que materializa a existência da humanidade.
Obra valiosa, mas sem a representatividade erótica que a de Coubert transporta, é porém uma dramática e simbólica representação da mulher na sua decadência física e não causando, por certo, nenhum clic inquisitorial às becas de Braga, não correndo eu, porventura, o risco de ser queimado vivo por esta publicação. Mas é, nesta obra de Lucien Freud, nas suas formas deformadas pela usura da vida, o ocaso da mulher em todo o seu esplendor!

PACHECO NO SEU ABRUPTO DAS LAMENTAÇÕES

Diz Pacheco lacrimoso:

Sequência nos noticiários da TSF: voz de Santos Silva respondendo a alhos com bugalhos, sobre a falta do Primeiro-ministro à reunião europeia contra a crise; voz de Manuela Ferreira Leite criticando o Primeiro-ministro por trocar uma festa de encerramento de um congresso pela ida à reunião. A sequência cronológica é a inversa, mas pode justificar-se O que não se justifica é o que se passa a seguir. A quem é que a TSF dá a última palavra neste assunto? Imaginem? Francisco Louçã, numa intervenção jocosa sobre a pouca importância do assunto e a irrelevância da reunião da UE... O balanço final é que é o PS a ter razão, dada por Louçã, num tom jocoso e de desprezo para Manuela Ferreira Leite...É assim que se trata um assunto claramente incómodo para o PS e Sócrates.. (ainda bem que o ridículo não mata!)

27 fevereiro 2009

FERREIRA LEITE NÃO CONSEGUE MAIS DO QUE ISTO



Por muito que os jornais de hoje silenciem o Congresso Nacional do Partido Socialista é incontornável a relevância política do acontecimento que se inicia esta tarde em Espinho. O Partido Socialista é, independentemente da sua liderança, o grande motor político de Portugal e a reunião magna dos seus militantes merece atenção e análise.
ManuelaFerreira Leite já veio a terreno falar dele e, uma vez mais fazendo-se de política não política, entrou pelo enlameado em que se atola cada vez que fala. Diz a senhora ser imperdoável que Sócrates falte a uma reunião europeia onde se debaterá a crise internacional para estar presente no Congresso Nacional do seu Partido.
Sabemos que Ferreira Leite não consegue mais do que isto, até porque ainda nos lembramos do pouco que fez quando foi poder, mas conseguir tão pouco, isto é, não reconhecer a importância da presença de um líder no seu Congresso Nacional, justifica muito do estado em que, com o contributo dela, se transformou o PSD de hoje.
Foi por raciocínios como o de MFL que Durão Barroso abandonou o lugar com que os portugueses o honraram pelo voto em troca do cargo que lhe foi oferecido por meia-dúzia de iluminados.
Este Congresso Nacional do PS até poderá ser apelidado de Missa Solene para hossanas a um Deus menor, mas nunca poderá ser desvalorizado como um acto político menor no Portugal democrático.
Palavras criteriosas e certeiras (dizemos nós)

26 fevereiro 2009

UM OBAMA JUSTICEIRO?


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, propôs perto de 1 bilião de dólares (780,5 mil milhões de euros) em aumentos de impostos para os 2,6 milhões de americanos com maiores rendimentos, bem como profissionais da área financeira em Wall Street, multinacionais sedeadas nos EUA e petrolíferas. A ideia é que "patrocinem" as reduções de impostos para quem ganha menos.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, propôs perto de 1 bilião de dólares (780,5 mil milhões de euros) em aumentos de impostos para os 2,6 milhões de americanos com maiores rendimentos, bem como profissionais da área financeira em Wall Street, multinacionais sedeadas nos EUA e petrolíferas. A ideia é que "patrocinem" as reduções de impostos para quem ganha menos.
A proposta de Orçamento para 2010, apresentada hoje por Obama, prevê restabelecer em 2011 as duas mais elevadas percentagens de tributação de 36% e de 39,6% aplicadas na era Clinton, contra as taxas de 33% e de 35% que os americanos mais ricos pagam actualmente, salienta a Bloomberg.A proposta projecta igualmente um aumento dos impostos sobre os ganhos de capital e dividendos para 20%, para os americanos com os rendimentos mais elevados, contra os 15% definidos por George W. Bush em 2003.Estes aumentos de impostos, que Obama prometeu na sua campanha eleitoral da corrida à presidência, serão os primeiros a ser aplicados sobre os americanos mais ricos desde 1993 e inverterão um caminho tomado por Bush – que consistiu em reduzir a carga fiscal para os cidadãos mais abastados do país, refere a Bloomberg.
“Trata-se de um claro repúdio da política de Bush”, comentou à Bloomberg um economista da Universidade de Maryland, Peter Morici. “É um Obama Robin dos Bosques”, acrescentou.
Ler mais Jornal de negócios

FARPAS DA MADEIRA

Porque será que tudo em Ferreira Leite me faz lembrar uma telenovela portuguesa dos anos 70? "Farpas da Madeira"

BRUXELAS APROVA MEDIDAS DO GOVERNO

Comissão Europeia aprovou em Bruxelas, e propôs à apreciação do Conselho o seguinte:

- "O Governo Português aprovou significativas medidas fiscais discricionárias em resposta à desaceleração econômica. O pacote-estímulo para 2009, adoptada em Dezembro de 2008, está em consonância com o Plano de Valorização Económica Europeia (EERP) acordado em Dezembro de 2008 pelo Conselho Europeu e representa uma resposta adequada à desaceleração económica. Isso representa um pacote temporário de apoio à actividade económica em 2009 e será descontinuado em 2010. As medidas incidem principalmente sobre os investimentos, o apoio às empresas exportadoras, ao emprego e à protecção social. Este esforço orçamental está conjugado com uma antecipação de fundos comunitários de cerca de ½% do PIB, que é neutro para o equilíbrio orçamental. Estas medidas, somadas a outras, ascendem a um total de 0,4% do PIB e já tinham sido anunciado ao longo de 2008 para apoiar famílias e empresas. As referidas medidas são oportunas, segmentadas e temporárias, visando responder amplamente aos principais objectivos da política em termos de curto prazo e aos desafios colocados pela desaceleração.
Além disso, o pacote inclui diversas medidas estruturais que o apoio a longo prazo potencia a reforma política, na medida em que eles podem ajudar a aumentar o crescimento potencial do PIB, reforçando a competitividade e emprego, bem como rendimentos para apoiar os grupos desfavorecidos, por exemplo, financiamento de upgrades infra-estruturas físicas, contratação de pessoal ou reduzir custos. Estas medidas estão também relacionadas com a agenda da reforma a médio prazo e as recomendações específicas, por país, proposto pela Comissão em 28 de Janeiro de 2009 no âmbito da Estratégia de Lisboa para o Crescimento e o Emprego.
Operações financeiras também são apresentadas no programa, nomeadamente destinadas a subsidiar linhas de crédito para as empresas.
As voltas que a gente de alguns partidos vai dar à moleirinha para convencer os portugueses que isto não é verdade... QUE É SÓ PROPAGANDA!!! É A VIDA...

25 fevereiro 2009

OBAMA É UMA LUZ QUE BRILHA NO HORIZONTE


Palavras de Obama no seu primeiro discurso perante o Congresso depois da posse do cargo de Presidente, feito na madrugada do dia 25. Palavras de optimismo e exortação bem necessárias e, parece claro, a envolver a União Europeia nessa estratégia. Esperemos que não apareça um francês qualquer com os nacionalismos serôdios do costume, pois os tempos difíceis que estão aí requerem uma forte e profícua conjugação de esforços. E que viva OBAMA!!!

SOBRE O PACHECO TORQUEMADAS


O grande educador
Para quem se preocupa, como o Dr Pacheco Pereira, com a baixa qualidade do debate político e berra, indignado, contra a importância que se dá aos soundbytes e minudências, não deixa de ser surpreendente a sanha contra uma possível incorrecção ou falha menor de um actor político, num tema que importa tanto ao debate como um pente a um careca. Por outro lado é entendível. No fundo, é normal em alguém que pensa que a verdade – a dele, claro está – é um programa político e que se promove a inquisidor-mor dos jornais e jornalistas a quem tenta impor a agenda certa, ou seja, a dele. Para ele, que vive no “universo mediático-político” mas, por qualquer razão que me escapa tem de viver no meio desses ignorantes – coitado -, não chega tentar espalhar a verdade. No intervalo dessa missão encontra tempo para explicar como se deve ou não ler uma determinada obra. Ficamos a saber que determinados livros não podem ser lidos pela fresca da tarde. Já que estava com a mão na massa podia educar os ignorantes que vivem longe da realidade e que não sabem que existe pobreza, desemprego, insegurança, doença e morte – oh, quanta soberba - que tipo de bebida ou tabaco devem acompanhar os livros do Sartre ou Heidegger.
(Estava tão curioso para saber qual seria o nível de situacionismo a que tinha chegado a entrevista da Dra Manuela Ferreira Leite ao Correio da Manhã ou a do Dr Passos Coelho ao sério e verdadeiro Público mas, pelos vistos, não deve ter havido tempo)
de 31 da Armada-P.M.Lopes

23 fevereiro 2009

CRISE NA ESQUERDA EUROPEIA

















O Jornal El País traça um quadro bem negro da esquerda europeia que fenece nas suas multiplas contradições, abrindo caminho às forças políticas da direita que, atentas, começam a surgir como senhores da hegemonia social, deixando o que resta dessa esquerda em verdadeiro estado comatoso. Na Itália, a direita de Berlusconi já enterrou toda a esquerda que, quais ratos das Galápagos, se foram afogando nos seus radicalismos e contradições. E, neste caso, não sabemos se ficarão exemplares suficientes para conservar a espécie. Em França o quadro há muito tempo que é parecido e na Alemanha a senhora Markle já reduziu o Partido Social-democrata à expressão do nosso BE. Mas o esvaziamento da esquerda está a ser feito em favor da direita pura e dura em consequência dos estragos feitos pelos comunistas e afins que pululam por aí a fazer o mesmo e pior. É necessário começar a responsabilizá-los pelas suas malfeitorias. O caso dos professores (uma classe algo privilegiada) é um exemplo recente das espúrias alianças que o PCP consegue estabelecer com a finalidade pura de potenciar a agitação pela agitação; desestabilizar e sabotar... Há que recuperar do estigma do anti-comunismo que essas forças conseguiram fixar nos meios da esquerda democrática e que tem constituido um abrigo para os ditos e uma limitação... para quem se tem submetido a esses predadores sociais.(Claro,este é um discurso anticomunista!)
Entre nós ainda há uma réstea de esperança com um partido de esquerda no poder e que, renovado e regressado à sua verdadeira matriz, expurgado de radicalismos alegristas e socráticos, se apresente como alternativa a si próprio, progressista e dialogante, mas... não cedendo, nos limites da sua autoridade democrática, perante as cassandras e pardais predadores que pululam acantonados nos "seus territórios" e, normalmente, aliados com as mais sectárias e destrutivas forças políticas (PCP e quejandos) que são, aliás, quem escancara as portas à direita... com o reles e sistemático discurso anti-PS, a estratégica sabotagem do sistema produtivo e o bloqueamento estruturado dos serviços públicos.
Será por isso altura de agir no sentido de restaurar a confiança no ainda muito significativo espaço da esquerda democrática, não adepta de radicalismos revolucionários que promovem a miséria, sobre a qual se promete construir miríficos amanhãs que cantam.
Será também tempo de, em Portugal, a esquerda séria e fiável, em sintonia com os seus parceiros de Espanha, desenvolverem políticas sociais e de redistribuição adequadas ao produto, de molde a poderem tornar-se um farol para a anémica e desorientada esquerda europeia. Só falta que à causa se entregue gente adulta, desprendida e generosa que não se esgote em projectos de mera afirmação pessoal.

22 fevereiro 2009

POIS... MANUEL ALEGRE É O QUÊ?


"Se não houvesse medo, um qualquer dos destacados militantes socialistas que periodicamente nos avisam do grave perigo que atravessa a sociedade portuguesa teria tido a coragem suficiente para abandonar a sua zona de conforto e enfrentar José Sócrates. Pelo menos, ter-se-iam evitado estes embaraçosos 96,43%, muito pouco europeus. Além de que se teria ganho uma excelente oportunidade para perceber o que vale, a nível interno, a sensibilidade que há muito pressiona o partido do Governo.Obviamente, Manuel Alegre não tinha interesse em que ficasse à vista o peso interno da sua corrente no PS.
De forma hábil, ele tem construído o essencial da força de negociação perante Sócrates no destaque que as suas posições, assentes em propostas e críticas de natureza social, vão recolhendo no País e não no partido
."
João Marcelino - Diário de Noticias

21 fevereiro 2009

A BELA JOANA




Esta história do Magalhães no Carnaval de Torres Vedras revela o clima de controlo que o governo socialista conseguiu instalar no país. O computador tornou-se numa marca deste executivo, usado e explorado até à náusea. Mas a repressão também, como referi na quarta-feira, a propósito dos presidentes dos Conselhos Executivos das Escolas terem sido chamados a revelar a sua posição relativamente aos docentes que não entregaram os objectivo individuais, numa manobra intimidatória inaceitável, tal como foi chamar a polícia aos sindicatos, entre outros episódios de má-memória. Assim, o lápis azul sobre o Magalhães em Torres não podia ser mais simbólico destes quatro anos de Sócrates que se assinalam hoje. Propaganda e censura.A pressa com que o MP agiu e as consequências deste acto para o futuro,como já assinalou Medeiros Ferreira, são também de destacar. E não deixa de ser extraordinário que este governo, que foi o primeiro a fazer do Magalhães um Carnaval, nomeadamente propondo aos professores que, em acções de formação, cantassem loas ao computador, adaptando músicas como a do "Malhão, Malhão", não seja agora o primeiro demarcar-se publicamente desta atitude."

O texto acima é uma postagem de JOANA AMARAL DIAS publicada no "Bicho Carpinteiro" do Professor Doutor Medeiros Ferreira. Note-se a descabelada leveza das acusações, a latente irresponsabilidade, bem como a desonestidade intelectual aqui demonstradas pela bela Joana, talvez reveladoras das razões da atitude de Louçã relativamente à exclusão da senhora do órgão máximo do seu partido...Bem me enganou! Provavelmente será um desesperado excesso de zelo para reganhar as graças do líder do B.E. que, provavelmente, nem apreciará estas estouvadas intemperanças.




ELISA FERREIRA - A FORTE CANDIDATA À PRESIDÊNCIA DA CÂMARA DO PORTO

ELISA, a invencível, à INVICTA!-DA ANA GOMES

Uma boa notícia para a cidade do Porto a candidatura de Elisa Ferreira à presidência da respectiva Câmara Municipal. Não só pela sua valia técnica, política e intelectual, mas por, desta forma, os portuenses terem a oportunidade de fazer escolhas sem riscos, caso o actual presidente Rui Rio renove a sua candidatura. O PSD talvez não tenha outra alternativa para opor à alta fasquia a que o PS colocou a disputa deste importante cargo. Não parece fácil arranjar alternativa a este peso-pesado do PS.
Mas o passado demonstra que no Porto, ao contrário de Lisboa, não tem andado à mercê de arrivistas nem de políticos menores e têm sempre gente à altura das circunstancias. Parabens ao Porto e, já agora, ao P.S. pela excelente escolha.
NOTA: -A foto exibida é do J.N., a qual também consta do ABRUTO do P.Pereira a documentar as suas análises do "situacionismo". É evidente o mal estar que estas coisas provocam ao desditado homem que tem a responsabilidade de promover MFL, com o exito que se conhece.

20 fevereiro 2009

UMA OPINIÃO DE PROENÇA DE CARVALHO


Francisco Proença de Carvalho no blog 31 da Armada: “Ao contrário de muitos, penso que mais perigoso do que o poder político interferir no poder judicial, são os órgãos judiciais fazerem política. A razão é simples: os políticos nós elegemos, censuramos nas urnas, podemos criticar abertamente. Um político corrupto, desonesto ou incompetente, mais tarde ou mais cedo, acaba, pelo menos, julgado pelo povo. Relativamente aos agentes judiciais nada disso acontece… Em Portugal, sob o pretexto da total independência, temos um sistema judicial profundamente anti-democrático. Somos obrigados a partir do princípio que todos os políticos são uns malandros e, em contraposição, todos os senhores procuradores e juízes são uns santos. Mas se não forem? Quem os julga? Quem os fiscaliza? (...) (...) Numa verdadeira Democracia, é inaceitável que exista um poder tão importante como o judicial, que esteja totalmente à margem da fiscalização popular”

SIMPLES, CONCISO E CONCLUDENTE

Posso perceber que pessoas tão diversas como o Nuno Miguel Guedes, o Paulo Pinto de Mascarenhas, a Ana Sá Lopes ou o Rodrigo Moita de Deus achem que o Bloco de Esquerda “é importante” porque se está a tornar “um partido como os outros” – e isso significa, como bem escreve Medeiros-Ferreira, “entre um partido de campanhas (...) e uma força para-governamental”.
Mas daí ao voto, ao peso eleitoral, vai um certa distância – espero e acredito.
Assim sendo, confesso (e convém notar que esta confissão vem de uma pessoa que já terá sido de esquerda, no sentido mais ortodoxo da palavra...): tendo José Sócrates desiludido a minha expectativa neste mandato, não me passa pela cabeça votar “alternativamente” no Bloco de Esquerda. O drama daqueles que acreditaram numa certa ideia moderada do PS de Sócrates está exactamente aí: não se revêem à esquerda nos aventureirismos de Alegre, nas ambições arrivistas do Bloco, ou na “aldeia gaulesa” onde resiste o PCP; nem, por outro lado, encontram alternativa séria e credível neste PSD, nos novos Movimentos pretensamente humanistas e pueris, ou no discurso zig-zag do CDS.
A esquerda que o Bloco pode herdar (ou capitalizar, numa linguagem mais modernaça...) é aquela que ainda não percebeu que está num beco sem saída. A outra, a que porventura sinto pertencer, anda à procura daquilo que perdeu:
a confiança (
Pedro Rolo Duarte)

19 fevereiro 2009

O MURO DAS LAMENTAÇÕES

...M'ESPANTO ÀS VEZES , OUTRAS M'AVERGONHO Muro das lamentações de PACHECO
Entre ontem e hoje, o Ministro Santos Silva, cujo papel no governo é o do ataque e da resposta agressiva à oposição, deu duas longas entrevistas, à RTP e à TSF. Pelo menos, que eu saiba. Nem a TSF no Forum, nem a RTP deu nem dará à oposição qualquer coisa que se assemelhe ao mesmo tempo que o governo tem para conduzir uma pura actividade política em ano eleitoral. Uns minutos dispersos e contraditórios são uma fraca alternativa frente a longas entrevistas que o governo tem quando quer e quando precisa. Tem-nas no tempo certo, quase sempre com a última palavra e com uma desproporção de meios total. E tem-nas com a colaboração de muitos órgãos da comunicação social, que são subservientes ao poder. Se somarmos a isto, as sucessivas declarações políticas diárias do Primeiro-ministro que se desloca onde for preciso para ter um cenário para fazer declarações contra a oposição, em particular na televisão, que equilíbrio pode ter a vida política com esta hegemonia do "melhor" espaço público para o governo e o PS?

MANOBRAS "ENTRISTAS" DO BLOCO DE ESQUERDA

SIMBOLOS DE PARTIDOS PARTIIPANTES DO REGIME PÓS 25 DE ABRIL-74
Não estou de acordo com o Pedro Rolo Duarte no parêntesis em que afirma que franjas do MES terão estado na origem do Bloco de Esquerda. As relações históricas entre o MES, a UDP e a LCI, em conjunto ou separado, revelam uma profunda incapacidade de gerar consensos duradoiros em prol da criação de uma frente política. Na verdade só ocorreram encontros de ocasião. Vou escrever um dia destes, com mais detença, acerca deste assunto.
Por isso não posso deixar de sorrir quando o Bloco de Esquerda, hoje, se reclama da Esquerda Socialista. Quanto muito foi o MES, por puro mimetismo, na época remota dos “amanhãs que cantam”, que se deslocou para o campo da esquerda revolucionária, ou extrema-esquerda, que é o verdadeiro campo político das organizações que deram origem ao Bloco.
O Bloco, ou interpostos ideólogos por ele, quando reivindica o ideário da esquerda socialista ensaia uma manobra, seguindo a velha táctica “entrista”, típica dos partidos trotskistas, visando capturar parte da “inteligência afecta ao PS”. O tom beatífico do seu líder é a face pós moderna da extrema-esquerda, já falecida, de cujos programa, e ideologia, a esmagadora maioria dos antigos acólitos do MES, por estarem vivos, se separaram há muito.
Não quer isto dizer que no Bloco não se possam encontrar meia dúzia de antigos filiados no MES, como também os há no PSD, mas, com toda a estima e consideração, são o que eu chamo de activos tóxicos. É no que dá a bendita liberdade … Haja saúde!
ABSORTO

Este texto é da autoria de EDUARDO GRAÇA, detentor do excelente, sério e circunspecto Blogue ABSORTO, histórico membro do extinto MES (Movimento da Esquerda Socialista), organização política de boa memória, dada a qualidade intelectual e humana dos homens e mulheres que o integravam, elementos que, muitos deles, se projectaram ao mais alto nível da representação política do nosso País. Todos os que viveram de perto essa experiência do M.E.S. sabem que, admitindo excepções, não tinham ali acolhimento ideias, estratégias e comportamentos que tipificaram agrupamentos que se fundiram no Bloco de Esquerda, tais como UDP, PSR e outros. Por outras palavras, raros seriam os aderentes do MES com perfil para, na hora da sua extinção, se juntarem a esse caldo de cultura, maoista, trotskista, estalinista etc, que constituirá a súmula ideológica do actual Bloco de Esquerda. Neste contexto seria importante que Pedro Rolo Duarte revelasse quais as franjas do MES que deram origem o B.E. e se não se tratará de elementos dispersos sem representatividade assinalável. A maioria e de forma mais ou menos organizada, naturalmente, aderiu ao P.S.
Hoje em dia parece adquirido que, de gente actualmente no PS, só poucos elementos, oriundos do PCP, se disponibilizarão para cooperar com o Bloco de Esquerda, como é o caso de M.Alegre.
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18 fevereiro 2009

O NEGRO BALANÇO DO JUIZ DESEMBARGADOR



Ninguém nega que a Comunicação Social vive tempos difíceis, de credibilidade, de afirmação, de rigor e de independência. Hoje temos jornalistas amordaçados pelo medo. E temos jornalistas que estão na bolsa de valores, que se vendem ou deixam comprar, hipotecando no mercado de interesses a sua carteira profissional. Mas daí a dizer-se que são os culpados das crises, culpados, por exemplo, do chamado caso Freeport, por destilarem notícias que não são verdadeiras, é carga a mais para os seus ombros. Ou dizer-se que são todos assim é, no mínimo, injusto e pouco sério.
Assente a poeira, façamos então um breve balanço da cobertura pelos media do caso Freeport. Mas, para isso, importa separar o trigo do joio.
Nunca alinhando nas teses da cabala e das campanhas negras, pode dizer-se, de um modo geral, que a Comunicação Social andou bem e que até fez algum trabalho de investigação. O mesmo não aconteceu com o jornal ‘Público’, com as velhas guerras contra Sócrates, que mancham a sua isenção e credibilidade e com a TVI do casal Moniz. O que a TVI e Manuela Moura Guedes têm feito, no jornal das sextas-feiras, é perseguição pura e dura a Sócrates, não é jornalismo. O casal Moniz serve-se deste órgão de Comunicação Social poderoso para fazer campanha política. É arrepiante o que se passa às sextas-feiras nesta estação, com as peças montadas e articuladas ao sabor dos comentários da pivô do jornal. Este jornal da TVI está transformado numa máquina para triturar Sócrates e para assassinar o seu carácter, sem respeito pelas garantias básicas deste cidadão, que também tem direito ao seu bom-nome. Sem prejuízo da veracidade dos factos sobre o caso Freeport, a informação não pode ser feita a qualquer preço.
Os olhos, o rosto, o fácies, os trejeitos na cadeira e a incomodação de Manuela Moura Guedes são escandalosamente visíveis. E estes também são elementos estimáveis na apreciação de uma informação séria, isenta e responsável, o que não é o caso. Incomoda este espectáculo.
E, quando assim é, Sócrates tem razão.
Rui Rangel, Juiz desembargador - C.Manhã

17 fevereiro 2009

O TORQUEMADA DO PSD EM ACÇÂO - NEM A FAMÍLIA ESCAPA À SUA SANHA


Pacheco Pereira no papel de Torquemada do PSD faz, no seu ABRUPTO, verdadeiro símbolo do Santo Ofício, exaustivas análises da imprensa escrita (e não só), tentado comprovar um determinado "situacionismo" na comunicação social - classificando-o, numericamente, de situacionismo-1, 2, 3, etc., gesto que terá como objectivo condicionar os meios de comunicação a dar mais protagonismo à sua patroa cuja qualidade da actuação não entusiasma ninguém e não se sabe porque carga de água havia de entusiasmar os jornalistas. Mas o homem, com verdadeiro e entusiástico espírito de censor (mas, graças a Deus, ainda sem o lápis azul), nem lhe escapa o espaço que essa comunicação social dá a um elemento do PSD, adversário interno da patroa, chamado Passos Coelho, considerando essa aparição (exemplificada com a imagem supra) com a classificação de situacionismo +2. O excesso de zelo pela causa da patroa é de tal ordem que nem a família escapa!!! É aquilo a que se chama fidelidade canina e actuação do estilo mastim.

UM ULTRAJE AO TRADICIONAL PSD


"Há um cartaz espalhado pelo país que se transformou num espinho cravado no debate político e ameaça a estratégia do PSD. Ao colocar nas ruas a imagem de José Sócrates retratado com o nariz comprido de Pinóquio, a JSD exibiu "irreverência" (adjectivo de Manuela Ferreira Leite), qualidade que, com complacência, se tolera nos actos das juventudes partidárias. Mas a mensagem subliminar do cartaz vai muito além da intenção de dizer com a graça dos mais novos que o primeiro-ministro é um crónico incumpridor de promessas ou um reincidente promotor de palavras falsas. Depois de as notícias dos jornais transcreverem a carta rogatória da polícia inglesa sobre o caso Freeport, na qual um tal "Pinóquio" é citado como estando no cerne de putativos pagamentos ilegais, o cartaz da JSD deixou de ser apenas uma denúncia sobre a falta de realização de promessas políticas: tornou-se também uma peça que promove em público a associação directa entre José Sócrates e as suspeitas do Freeport".
De Manuel Carvalho do PÚBLICO

Aquilo é trabalho da rapaziada do PSD orientada pelo conhecido raspador de queijo, o Pacheco, homem de moral verdejante, boa para pastagem de asininos. É o resultado de um partido fundador do regime democrático estar entregue a canalha e embusteiros políticos... chocados na extrema esquerda.

16 fevereiro 2009

O PODER E OS CÃES DANADOS


Hoje em Portugal, à semelhança do que sucede em alguns países do terceiro mundo, com regimes democráticos inconsistentes e periclitantes, existe, por indigência, uma espécie de auto-desvalorização das oposições, seja pela ausência de ideias ou de alternativas politicas credíveis, a realidade parece ocupar-se e expressar-se apenas sobre quem está a exercer o Poder. Essas oposições, sem nada para propor ao País, escondem-se no discurso rasca do constante e negativo bota-abaixo como forma de afirmação, deixando passar a imagem, com inocente crueza, das suas indigências e incapacidade de serem alternativa a quem, temporariamente, ocupa o poder. Mas de tanto se anularem e procurarem demonizar o adversário, que é poder episodicamente, acabam por passar a ideia de jamais estarem aptos para poderem assumir a responsabilidade de o exercer, por indigência própria e a consequente e explicita valorização do que combatem de forma descabelada. E, como é óbvio, ninguém segue movimentos ou organizações que se esgotam no protesto e não conseguem criar a respeitabilidade necessária para serem levados a sério. No caso concreto do PSD, tal postura não será alheia ao facto de terem adoptado um ideólogo formatado nas gloriosas lutas da extrema esquerda e para quem, bem lá no fundo, o poder está como a água para um cão danado...



OS GRUNHOS E SEUS COMPARSAS

São reflexões como estas que todos deveriamos fazer quando as tribos dos ululantes incomdam o nosso viver e reagir em conformidade com o papel profundamente negativo que esses grunhos desempenham na nossa sociedade . Os regimes democráticos dificilmente sobrevivem a estes predadores das liberdades e serão os que digerem mal as suas derrotas no confronto democrático e que, alegremente, contemporizam... e se aliam com os grunhos, as maiores vítimas da sua transigência!!! Acuse-se a extrema esquerda materializada pelo PCP, B.E. e alguns alegres comparsas vencidos da vida.

QUANDO TANTOS FALAM DE MEDO...


Quando tantos falam no medo que teria tomado de assalto a nossa sociedade e os partidos se debatem na Assembleia da República, ao ponto de uma voz, entre os seus deputados, se distinguir ululando contra o primeiro ministro uma palavra sibilina: “palhaço”; quando a comunicação social, com tiragens, audiências e balanços mais ou menos ridentes, inunda a opinião pública com um “buffet rico” de notícias algumas delas saídas do “segredo dos deuses”; quando estão à vista três (3) eleições tornando o ano de 2009 numa orgia de escolhas políticas livres através do voto não obrigatório; quando as forças políticas se alinham à medida de regras constitucionais democráticas que, salvo Jardim, ninguém contesta, apresentando programas e lideres conforme a vontade livre de cidadãos associados em partidos políticos conforme o modelo democrático que tantas penas e sacrifícios exigiram; reparei que em La Habana o ministério do interior colocou sob vigilância policial Yoani Sanchez , do Generación Y, uma voz verdadeiramente livre, corajosa e sem medo na defesa das liberdades. Talvez seja um belo exercício de cidadania para os nossos paladinos das denúncias do medo dar uma atençãozinha aos regimes políticos que fazem do medo a sua bandeira, denunciá-los e demarcar-se deles(inAbsorto)

ENQUANTO HÁ ESPERANÇA

Espanhóis e Portugueses serão sem dúvida muito diferentes ao olhar do sociólogo, do politólogo, do astrólogo, mas nada como um bom escândalo político para desafiar a crise. E quanto maior e emaranhado o novelo, melhor. Aqui não há arguidos, há presuntos. E, como não poderia deixar de ser, fortes indícios. Madrid, Janeiro de 2009. Denúncia jornalística. Partido político. Eleições regionais à porta. Dirigentes incómodos. Escutas, suspeitas de corrupção, esquema de segurança/espionagem paralelo. Uma mala contendo documentos, cassetes, DVDs e dinheiro em paradeiro incerto. Um juiz internacionalmente conhecido, valente da direita ontem por atacar o PSOE de González com os GAL, vilão hoje por estar a montar uma cabala contra o PP.
Mais uma novela da vida real. Não tendo como pegar em jornais portugueses aqui (acreditam que não há como comprar um jornal português em Madrid? Quando alguém em escala a caminho de Lisboa me pediu que arranjasse o expresso, pensei que se tratava de um autocarro), e já perdida no novelo da internet, decidi dedicar-me ao escândalo da Comunidade de Madrid. Andei agarrada alguns dias; confesso que também já desisti.
E de repente lembrei-me da crise. E, triste associação de ideias, lembrei-me do filme “Tout va très bien Madame la Marquise”, dos anos 30. E não é que a protagonista se assemelha em muito a Esperanza Aguirre, a sobrevivente da política espanhola (a mesma que veio descalça de Bombaim sob o terror e que escapou ilesa, com Rajoy, a um acidente de helicóptero em 2005)? Foto de Esperanza Aguirre (in País Relativo)

15 fevereiro 2009

UMA SENHORA...SEM NÍVEL - DESBOCADA E CHOCARREIRA

Vi ontem, pela terceira vez (sim, confesso), um Jornal Nacional da TVI de sexta-feira e fiquei estarrecido: os 30 minutos iniciais foram um conjunto inacreditável de "peças" de ódio e perseguição, um delírio justiceiro que abrangeu toda a semana, a propósito e a despropósito. Depois houve um intervalo e o delírio voltou, repetido, como se fosse um qualquer programa de humor. Sei que não é politicamente correcto dizê-lo, e a TVI é muito mais do que "aquilo", felizmente, mas "aquilo" é a desonestidade intelectual elevada a um nível sem precedentes. Coragem é outra coisa e não precisa de ser proclamada. Já agora: na ERC e na Comissão da Carteira não há ecrãs para ver este crime de lesa-jornalismo permanente à sexta-feira? (DIRECTOR DO DN)
E JÁ AGORA TAMBÉM:
Onde estão os Filhos da P*ta, que quando Pina Moura foi para a TVI, disseram que o PS iria controlar a informação? CARLOS ALBERTO
Quando em 2007 Pina Moura foi para a administração da TVI, as oposições, à direita e à esquerda, previram que o governo iria controlar a informação da TVI. Pina Moura acaba de sair da TVI e, se mais não houvesse para ver, as noitadas de Moura Guedes com o Vasco Pulido Valente seriam suficientes para envergonhar os difamadores pelas suspeições que então lançaram (PARTINDO DO PRINCÍPIO QUE SE TRATA DE GENTE DE VERGONHA).

14 fevereiro 2009

PORTUGAL É QUASE UMA NITREIRA

Mas sobre isto não há "levantamentos institucionais"
nem virgens impolutas que se insurjam contra a imoralidade
E tudo roda sobre esferas
Evidentemente que quem tem aptidões persecutórias
e apurado sentido canino para farejar e elevar
à máxima potência qualquer miasma
exalado das suas próprias entranhas
aproveita para as atribuir a outros
tentando esconder o fedor que o rodeia.
Não se sabe onde isto irá parar...
Mas está a ficar nauseabundo!
Ao pé dos mil e oitocentos milhões do buraco fraudulento do BPN qualquer caso de corrupção é uma brincadeira de crianças. É a maior fraude realizada em Portugal? Há quem diga que sim e os seus intervenientes são altas figuras do PSD. No topo estão duas das mais notáveis personalidades dos governos de Cavaco Silva: Oliveira e Costa e Dias Loureiro.
Começa a tornar-se claro e cristalino
o inusitado
processo freeportiano
e a
metralha mobilizado para o brutal
FOGO DE DIVERSÃO UTILIZADO

PSD - PARTIDO DE IRRESPONSÁVEIS?

"O CULPADO"
O PSD cada vez mais se afirma como um agrupamento político de irresponsáveis. Se essa característica começa a ser uma marca identificativa, parece que ninguém por lá se preocupa em desvanecer essa imagem colada a um partido que tem sido um dos pilares do regime democrático e que se afasta cada vez mais dessa condição. Confiados na verborreia do arrivista Pacheco e nos ansiados milagres da santa Manuela, parece que por ali deixou de se pensar e tudo depende de qualquer acaso que traga a fortuna ao laranjal. O argumento é sempre o que estiver à mão de semear...

Entre muitos episódios esclarrecedores desta situação é o caso do Banco Português de Negócios, pertença da fina flôr do PSD e do cavaquismo, cujo descalabro não querem assumir, usando a estratégia do "passa culpas" para outrem, ao jeito do bandido que alega em sua defesa que a responsabilidade é da polícia que não o impediu de cometer o crime.

Com efeito assiste-se a um espectáculo indecoroso ao pretenderem que a culpa da situação se deve ao Banco de Portugal, procedendo como se Vitor Constâncio fosse, de facto, o Administrador do BANCO PORTUGUES DE NEGÓCIOS e não o regulador a quem os responsáveis pela respectiva gestão e administração da coisa lesada teriam sonegado, porventura maliciosamente, as informações obrigatórias por lei. E fazem-no com a desfaçatez do mentiroso compulsivo que adoptou a irresponsabilidade quase como lema de vida.

Que credibilidade terá um partido onde reina uma certa falta de vergonha, estilo pachequismo, para se apresentar como alternativa de governo? Faz falta um PSD com espinha dorsal e cabeça sã. Por onde anda o antigo e escorreito PSD?

QUEM TEM MEDO É MARIQUINHAS

Parece que, a avaliar pelos relatos da imprensa, há gente «com medo» no PS e pessoas que prezam que haja «medo no PS». Ambas as posições não merecem muito crédito. O medo, em democracia, combate-se falando alto e bom som, coisa que não se podia fazer durante a ditadura, com imprensa silenciada. Se é medo de «perder o emprego», talvez aconteça que o emprego tenha sido oferecido em troca de silêncio (regra de ouro do sistema «job for the boys»), e deve (num rasgo de coragem pessoal, muito admirável) denunciar-se publicamente, mesmo se se perder o emprego (logo veremos); se é medo de violência física, tipo «eles batem-me pela calada da noite» ou «dão-me um tiro no joelho», pois que se denuncie abertamente, publicamente, diante do Presidente, do PGR, da imprensa -- com provas, papéis, documentos, ameaças visíveis e invisíveis. Quem está aí, entre gente crescida, que tenha medo? Medo de não ter subsídio ou dos chefes na repartição? Medo de Augusto Santos Silva? Que mariquinhas.
O medo é um dos inimigos da democracia; deve combater-se com dignidade e voz à altura. Apregoar aos sete ventos que «estou cheio de medo» não é uma garantia do denunciante; é uma amostra de mariquice. Medo? Não me lixem. Se têm medo, falem!
In "Origem das espécies" de F.J.Viegas

12 fevereiro 2009

ESTRATÉGIAS EMPRESARIAIS...


Já é demasiado evidente que os meios de comunicação do senhor Pinto Balsemão foram estrategicamente mobilizados para uma luta sem quartel contra o governo de José Sócrates e não deixando cair a sanha iniciada com o caso freeport, está em marcha a fase seguinte. E tal sanha apenas se pode justificar por razões de negócios e interesses afectados e jamais por pouco lucrativas razões de carácter cívico, como é a causa das liberdades!!! E a imagem superior que guardávamos do militante número um do PSD, também começa a desvanecer-se e a vislumbrarmos uma espécie de cantineiro africanista cujo projecto é extrair o maior proveito possível das situações que, eventualmente, lhes possam ser facultadas pelo poder político reinante
Investiu muito na promoção de Sócrates, juntamente com Santana Lopes, apresentando-os internacionalmente como líderes com potencial e o do PS, na primeira oportunidade, arranja-lhe um 5º. canal de televisão concorrente do seu império. Assim se conclui que Sócrates ou é palerma ou um homem corajoso. Pelo menos já arranjou dois "cantineiros" de peso como inimigos, sendo o da SONAI porque não lhe terá facilitado a compra da Portugal Telecom e o da IMPRESA porque lhe quer arranjar um concorrente estratégico com a atribuição do quinto canal de televisão. Neste caso bem o avisou Marcello R.de Sousa que com essa do novo canal iria comprar uma guerra com o senhor Balsemão. Ela aí está em pleno desenvolvimento... e com pressa que o tempo urge e as eleições estão à porta.
Este fogo de barragem continuou ontem de manhã com o convidado na SIC-Notícias o sr. Pires de Lima, antigo Bastonário da Ordem dos Advogados, retirado lá de uma qualquer prateleira onde se "arquivou" para descansar da sua vida activa (politicamente muito trauliteiro) para dar corpo à estratégia de revelar ao povo distraído que em Portugal não há liberdade e se vive em ditadura!! Com uma senhora "jornalista" Lourenço (nitidamente bem industriada) insistindo no tema da falta de liberdades lá induziu o estimável senhor a esforçar-se para lhe fazer a vontade mas... sem ser convincente. Tentou fazer o papel... mas contrariado. Um frete.
Assistam ao bacanal de notícias e comentários, ao indecoroso esforço dos empregados da IMPRESA para agradar ao patrão, qual deles o mais empenhado nessa degradante sabujice e reparem a que nível se chegou na luta para destronar o corajoso Sócrates e o PS do Poder. As tristes figuras que alguns fazem, nomeadamente o sr.CRESPO das SALMONELAS. Lamentável...mas é a vida e os tempos não estão fáceis para afirmações de carácter.
Na área da concreta actuação política é evidente que, estrategicamente, a aposta de Balsemão é no Bloco de Esquerda e na sua capacidade de aproveitar, em seu favor, o desgaste do PS provocado pela vertente da informação de que cuida o pessoal da casa. Só tem duvidas quem não está atento. Com efeito, o PSD está de rastos e a Sra Leite é um caso perdido. Assim, com o apoio a Louçã, procurar-se-á fragilizar o Sócrates e, enquanto Bloco e PS se esfrangalham (com eleições próximas, PS sem maioria e com o Louçã às canelas - temos antecipadas pela certa) o PSD "enterra" a D.Maria Leite e faz emergir um salvador da pátria. É a liberdade que se pretende...

11 fevereiro 2009

LOUÇÃ - UM EXTRATERRESTRE

O CURRICULUM de Francisco Louçã


Escreveu ou fez crónicas de rádio em diversos órgãos de comunicação social (O Jornal, Público, TSF, Antena 1, etc.)Frequentou a escola pública em Lisboa no Liceu Padre António Vieira (prémio Sagres para os melhores alunos do país), o Instituto Superior de Economia (prémio Banco de Portugal para o melhor aluno de economia), onde ainda fez o mestrado (prémio JNICT para o melhor aluno) e onde concluiu o doutoramento em 1996. Em 1999 fez as provas de agregação (aprovação por unanimidade) e em 2004 venceu o concurso para Professor Associado, ainda por unanimidade do júri. É professor no ISEG (Universidade Técnica de Lisboa), onde tem continuado a dar aulas e onde preside a um dos centros de investigação científica (Unidade de Estudos sobre a Complexidade na Economia).Recebeu em 1999 o prémio da History of Economics Association para o melhor artigo publicado em revista científica internacional. É membro da American Association of Economists e de outras associações internacionais, tendo tido posições de direcção em algumas; membro do conselho editorial de revistas científicas em Inglaterra, Brasil e Portugal; "referee" para algumas das principais revistas científicas internacionais (American Economic Review, Economic Journal, Journal of Economic Literature, Cambridge Journal of Economics, Metroeconomica, History of Political Economy, Journal of Evolutionary Economics, etc.). Foi professor visitante na Universidade de Utrecht e apresentou conferências nos EUA, Inglaterra, França, Itália, Grécia, Brasil, Venezuela, Noruega, Alemanha, Suíça, Polónia, Holanda, Dinamarca, Espanha.Publicou artigos em revistas internacionais de referência em economia e física teórica e é um dos economistas portugueses com mais livros e artigos publicados (traduções em inglês, francês, alemão, italiano, russo, turco, espanhol, japonês).Terminou em Agosto um livro sobre "The Years of High Econometrics", que será publicado brevemente nos EUA e em Inglaterra." - conforme biografia de Wikipedia (ver aqui) Puuufff...

Com um curruculum destes, é muita distração nossa não aproveitarmos os saberes deste extraterrestre para traçar os planos do nosso desenvolvimento económico, rumo ao topo dos países ricos do Mundo?! Por outro lado, apreciando as propostas deste sábio dirigente político do partido daquela gente esquisita, pródigo em demagogia, verificamos que esssas propostas apenas se debruçam sobre a distribuição da miserável riqueza existente, não se vislumbrado qualquer abordagem sobre o forma ideal de a produzir melhor. Mas aguardemos que Louçã, ainda em botão, desabroche..e ponha as suas teorias económicas ao serviço da Pátria. Mas é capaz de ser curriculum a mais...

10 fevereiro 2009

JOANA - UMA MULHER!!!!

JOANA AMARAL DIAS
Alguém esperaria ver esta senhora associada ao Bloco de Esquerda?
E esteve
Mas parece que o princípio da selecção natural
Funcionou plenamente
O Bloco rejeitou-a
Faltam-lhe pilosidades a extravasar sovacos
Buços exuberantes
Ar indefinido de dúbias preferências
E outras características que Joana não tem
Para encaixar no modelo Bloco
E... é inteligente
O que deve incomodar o Louçã
Que prefere mentecaptos à sua volta
para melhor pontificar
E...
Benvinda ao mundo
das
Pessoas normais
E não demonstre apego a trupes e seres
Que não a merecem!!!!

09 fevereiro 2009

FEIOS PORCOS E MAUS??? NEM TANTO!!

FEIOS?!
SÃO OPINIÕES...
ÀS SUAS MÃEZINHAS
BONITOS LHES PARECEM
FRANCAMENTE
NÃO TENHO OPINIÃO
APENAS ACHEI GRAÇA AO CARTOON
QUE JUNTA
QUATRO SUMIDADES
DA
PÁTRIA

08 fevereiro 2009

AÍ VEM O LOUÇÃ DE GRAVATA...

OS ALIADOS NA CONJUNTURA
LOUÇÃ, COM O RESPALDO DAS ÚLTIMAS SONDAGENS QUE COLOCAM O BLOCO DE ESQUERDA COMO O TERCEIRO PARTIDO MAIS VOTADO SE HOUVESSE AGORA ELEIÇÕES, COMEÇOU JÁ A EXPLANAR AS SUAS IDEIAS PARA O FUTURO E A DEFENDER, OBJECTIVAMENTE, O FIM DA ECONOMIA DE MERCADO. NUMA VISÃO CLARAMENTE MARXISTA DO SISTEMA DE PRODUÇÃO, AFASTANDO-SE BASTANTE DA PERSPECTIVA SOCIAL-DEMOCRATA DO MERCADO E DA SOCIEDADE, DIFICULTANDO DE IMEDIATO ACORDOS DE GOVERNAÇÃO COM QUALQUER OUTRO PARTIDO QUE NÃO SEJA O P.C.P.. E ESTE, ANACRÓNICO, ANCILOSADO, ESTÁ IRREMEDIAVELMENTE ULTRAPASSADO (IRRECUPERÁVEL!)



CURIOSO É UM CERTO APADRINHAMENTO DO BLOCO DE ESQUERDA POR PARTE DO SR. PINTO BALSEMÃO, DADA UMA APARENTE PREDOMINÂNCIA DE MANIFESTOS APOIANTES DESSE PARTIDO NOS DIVERSOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO DA SUA EMPRESA. SERÁ QUE BALSEMÃO, BOM EMPRESÁRIO E ANALISTA POLÍTICO, ESTARÁ A VER MAIS LONGE OU TEM GARANTIAS QUE ESSA GENTE NÃO VENHA A NACIONALIZAR OS SEUS EMPREENDIMENTOS?! BEM, TRATA-SE DE UM PURO E ESCLARECIDO AGENTE DA ECONOMIA DE MERCADO QUE NÃO ANDARÁ A DORMIR NA FORMA. MAS É MUITO CURIOSO...



Mas apreciemos esta esclarecedora peça do jornal PÚBLICO sobre os planos de Louçã
A proibição de despedimentos em empresas que obtenham lucros e a proibição de que as empresas que recebem apoios do Estado distribuam lucros pelos seus accionistas são as duas medidas propostas por Francisco Louçã, coordenador da comissão política do Bloco de Esquerda, ao iniciar, hoje ao fim da manhã, a VI Convenção deste partido, que decorre até amanhã, no Pavilhão do Casal Vistoso, em Lisboa. Na sala a ouvir Louçã, estava o líder da CGTP e militante do PCP, Manuel Carvalho da Silva.

Elegendo o desemprego como tema central do seu discurso e o Governo como único interlocutor do BE – assumiu que iria ignorar a direita – “ninguém perde uma manhã de sábado para isso” -, Louçã avançou com as propostas que considera contribuírem para a solução da crise.

Queremos que sejam proibidos os despedimentos empresas que têm resultados”, anunciou Louçã, depois de lembrar que o desemprego pode chegar aos dez por cento este ano e de criticar atitudes de empresários como a que atribuiu a Américo Amorim que, segundo Louçã, teve “dez milhões de euros de lucro” e pretende despedir 193 trabalhadores “preventivamente”.

Louçã considerou que o país faria “melhor em despedir estes patrões”e defendeu que “o capital nada faz, é o trabalho que faz”, rematando: “Tiveram resultados? Tiveram lucros? Foi o trabalho. É tempo de devolverem.”

Já a segunda medida, a não distribuição de lucros a empresas apoiadas pelo Estado, foi justificada por Louçã com o argumento de que “em anos excepcionais é que é preciso coragem”. Acusando o Governo de ter “a obsessão das privatizações”, o líder do BE marcou a diferença em relação ao seu partido: “Para José Sócrates tudo o que é estratégico deve ser negócio. Para o Bloco tudo o que é comum deve ser público.

”E classificando alguns banqueiros portugueses de “donas Brancas”, defendeu o serviço público bancário, para rejeitar a “nacionalização de prejuízos”. E como conclusão, anunciou: “Não aceitamos que as empresas que recebem benefícios, isenções ou avales do Estado, utilizem dinheiro público para pagar aos seus accionistas.

Garantindo que o BE é o partido mais plural de Portugal, Louçã apelou aos delegados para falarem abertamente e ironizando com a forma como José Sócrates se lhe costuma dirigir nos debates parlamentares, desafiou: “Não tenham tento na língua"

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É PORÉM INEGÁVEL QUE ALGUMAS DESTAS PROPOSTAS TÊM PERNAS PARA ANDAR... SOBRETUDO PORQUE MUITOS DOS NOSSOS "CAPITALISTAS" TÊM DA CAUSA SOCIAL A IDEIA DA CARIDADEZINHA E NÃO DE UM PROCESSO VIRTUOSO DE REDISTRIBUIÇÃO DA RIQUEZA PRODUZIDA. E ATÉ FAZEM GALA DE CONSTAREM DA LISTA DOS RICOS PARA SEREM MAIS ADULADOS E EMBASBACAREM A MISÉRIA CIRCUNDANTE. E é um cheirinho a Marx que adoça a social-democracia triunfante noutras paragens! Aliás, que nada tem a ver com os arremedos... do PS e muito menos com os do PPD/PSD. Os bloquistas, por ora, são linguas de trapo enfeitadas com trejeitos fadistas do estilo "cantas bem mas não me alegras"