18 julho 2009

CLAC - CIDADÃOS POR LISBOA COM ANTÓNIO COSTA

Instantâneo do encontro, hoje, às 13h, no salão nobre da Câmara Municipal de Lisboa, de uma delegação do CLAC, com António Costa (clique na imagem). À direita vêem-se Vítor Matias Ferreira e Maria Armandina Maia. A foto é de Margarida Martins

É bom que os lisboetas não se esqueçam dos perigos que rondam Lisboa, (a cidade que todos os portugueses amam), com a presença de um tal senhor-toupeira, pertencente a uma organização muito permissiva, senhor que ganhou o hábito de andar por aí à solta e sempre pronto para dar largas à sua lúdica forma de viver... e encarar o mundo.




14 julho 2009


AUTO-BIOGRAFIA DE MANUEL ALEGRE

QUASE UM AUTO-RETRATO Por Manuel Alegre Aos vinte e poucos anos escrevi: “meu poema rimou com a minha vida”. Era ainda muito cedo, não sei sequer se é verdade, embora muitas coisas me tivessem já acontecido: amores, partidas, guerra, revoltas, “prisões baixas”. O que mais tarde me levaria a dizer: “biografia a mais”. Muito antes, lá pelos vinte, tinha lido uma frase de André Gide que me impressionou. Dizia ele:“ a análise psicológica deixou de me interessar desde o dia em que cheguei à conclusão de que cada um é o que imagina que é.” Até que ponto sou o que me imaginei ser? Se soubesse pintar ( mas não sei ) faria o meu auto-retrato a olhar para ontem, ou para dentro, ou para outro lado. Distraído-concentrado, presente-ausente, um não sei quê. Acusam-me de altivez e narcisismo. É sobretudo reserva, timidez e uma incapacidade física de praticar uma certa forma portuguesa de hipocrisia e compadrio. Ou talvez um tique que herdei de família: levantar a cabeça, olhar a direito. Tenho desde pequeno a obsessão da morte. Não o medo, mas a consciência aguda e permanente, sentida e vivida com todo o meu ser, de que tudo é transitório e efémero e não há outra eternidade senão a do momento que passa. Talvez por isso seja um homem de paixões. Mas não vivi nunca póstumo, nem me construí literariamente. Sei que nenhum verso vence a morte. E não acredito sequer na literatura. Na poesia, sim. Mas como ritmo, como música interior, canto e encanto, incantação, exorcismo, uma forma de relação mágica com o mundo. A um professor brasileiro que trabalhava numa tese sobre mim, respondi: “Escrita e vida são inseparáveis. Embora eu entenda a poesia como experiência mágica, algo que está aquém e além da literatura.” Penso, como Texeira de Pascoais, que “o ritmo é a substância das cousas” e que “a poesia nasceu da dança.” Talvez por isso eu goste de flamenco, a música e a dança que estão mais perto do ritmo primordial, da batida do coração e da própria pulsação da terra. Gosto de flamenco e de um certo tipo de fado e dos tangos de Francisco Canaro. E também de Bach e Mozart. Pelas mesmas razões: o ritmo. E da poesia de Lorca que, ao contrário de ideias feitas, nada tem de folclórico ou regionalista, antes se aproxima das energias primitivas e essenciais e é quase, como diria ainda o autor de Marânus, “um bailado de palavras.” Não sei se, como queria Rimbaud, consegui fazer “coincidir a essência da poesia com a existência do poema.” Cantei, canto. Demanda, errância. Não há senão esse procurar. Na vida, na escrita. Quando faço aquilo de que gosto, faço-o intensamente. A pesca, por exemplo. Ou a viagem. Ou a partilha: um bom jantar em família com alguns amigos, uma reunião conspirativa, a camaradagem na nunca perdida ilusão de que a revolução ainda é necessária e possível. Diria que é outra forma de escrita. Intensa, densa, tensa. Como o amor. E talvez a morte. Herdei de minha mãe uma certa energia, o gosto da intervenção. De meu pai, o desprendimento, uma irresistível e por vezes perigosa tendência para o desinteresse. Inclusivamente pelos bens materiais. Não é por acaso que só me prendo realmente ao que poderia chamar as minhas armas: espingardas propriamente ditas, “gostei muito de caçar”, canas de pesca, carretos, canetas, livros ( alguns livros ), discos. Os grandes espaços: o deserto, o Atlântico, o Alentejo. E sítios. Certas cidades. Outrora agora: Coimbra, Paris, Roma, Veneza, Lisboa. Certos lugares: o Largo do Botaréu, em Águeda, o rio, a ria ( de Aveiro ), Barra, Costa Nova. Mais recentemente: Foz do Arelho, Barragem de Santa Clara. Certos recantos: a minha casa de Águeda, o solar, já perdido, da minha avó, em S. Pedro do Sul, as casas da minha tia e meus primos na Anadia, a casa de Sophia, a minha casa em Lisboa. A minha mulher, os meus filhos, a minha irmã, os meus amigos. Uma grande saudade dos que morreram, principalmente de meu pai, a quem, por pudor e reserva (somos parecidos), nunca cheguei a dizer em vida o que gostaria de lhe dizer aqui. BIOGRAFIA DE MANUEL ALEGRE Manuel Alegre de Melo Duarte nasceu a 12 de Maio de 1936 em Águeda. Estudou Direito na Universidade de Coimbra, onde foi um activo dirigente estudantil. Apoiou a candidatura do General Humberto Delgado. Foi fundador do CITAC – Centro de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra, membro do TEUC – Teatro de Estudantes da Universidade de Coimbra, campeão nacional de natação e atleta internacional da Associação Académica de Coimbra. Dirigiu o jornal A Briosa, foi redactor da revista Vértice e colaborador de Via Latina. A sua tomada de posição sobre a ditadura e
Estranho não haver aqui a mais leve referência a dez anos de Argel e à militância no Partido Comunista... bem como éque foipossívelAlegre tornar-se um histórico do P.S. e a sua referência?! Que factos sustentam isso, bem como o assumido estatuto de Pai, Mãe, tutor, polícia de costumes e... proprietário moral do mesmo partido. Onde entram Mário Soares. Zenha, e a longa lista de democratas fundadores do PS., da qual não consta o poeta!!! Não será exagero afirmar-se que, a par de muito pretenciosismo há nisto alguma tentativa de usurpação . Pelo menos parece uma ocupação selvagem do tipo PREC. Acho deplorável esta usurpação violenta de um espaço que cabe à direcção do partido.Como fundar um partido dá muito trabalho e este senhor, com fama de preguiçoso,ocupou o que o acolheu. Mas faz mal porque entre os seus seguidores há gente muito capaz e que se esforçariam se concordassem com a ideia. Mas a custo estariam contra os sugeridos chutos de Carl0s Candal.

11 julho 2009

A ESCOLHA É SIMPLES: UM DESTES SERÁ O FUTURO PRIMEIRO MINISTRO(A) E NÃO HÁ VOLTA A DAR...



Sócrates e Ferreira Leite são as únicas personalidades que podem vir a ocupar o cargo de Primeiro- -Ministro.
José Sócrates, Manuela Ferreira Leite, Francisco Louçã, Jerónimo de Sousa e Paulo Portas – são estes os líderes dos partidos que podem sonhar com o cargo de Primeiro-Ministro. Comecemos pelos últimos. Alguém acha que Paulo Portas ou Jerónimo de Sousa podem ocupar o lugar em São Bento? Julgo que não haverá um único português que responda "sim". É completamente óbvio que o CDS, com valores na ordem dos 6%, e o PCP, com resultados que não ultrapassaram os dois dígitos, não podem ambicionar tal lugar.
Claro que em democracia as pessoas votam em quem querem – mas é um facto incontroverso que a votação no CDS e a do PCP não contribuem minimamente para resolver qualquer problema nacional. Estes dois partidos não têm condições de participar na escolha do Primeiro-Ministro. Nem sequer de um simples secretário de Estado. São os partidos das ‘cassetes’ e estão sempre a pôr-se em bicos de pés para serem vistos. São os partidos da má-língua e não conseguiram progressos nenhuns. É inteiramente justo que as pessoas digam que é o partido em que sempre votaram e ninguém tem nada com isso. Mas Portugal vive uma crise internacional terrível, e a minha pergunta é: nem mesmo nestas circunstâncias encaram a possibilidade de votar no partido mais bem colocado para chegar à liderança do Governo? Francisco Louçã fez uma subida auspiciosa. Conseguiu chegar aos 10% de votos, tornou-se a terceira força política na Assembleia da República. Mas o BE, liderado por Francisco Louçã, não é um partido de poder. Como o Bloco não está empenhado na resolução de nenhum problema do povo português, pode sempre entreter-se a criticar e a construir uma estratégia sistemática de ‘bota-abaixismo’ de que o povo não retira qualquer proveito.
O Bloco recusa-se até a fazer qualquer coligação com outros partidos para proporcionar as melhorias que tanto apregoa. Ou seja passar das palavras aos actos. É muito cómodo estar na oposição sem pagar o ónus das reformas. O BE assim não cometeu nenhum erro até agora... Vai ajudando a direita a tomar o poder... Restam-nos Sócrates e Manuela Ferreira Leite. Sem mais, apenas por instinto, você votava em Sócrates ou em Manuela Ferreira Leite para conduzir a vida do País na parte final da crise e no pós-crise? Sócrates e Manuela Ferreira Leite são, de facto, as únicas personalidades que podem vir a ocupar o cargo de Primeiro-Ministro depois das eleições de Setembro próximo. Ninguém mais poderá estar nessa disputa. Os outros pertencem à segunda divisão. Neste contexto, você escolhe Manuela ou Sócrates? É este o dilema que os portugueses vão viver até Setembro.

10 julho 2009

MFL - A MANSA


A presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, afirmou hoje que quer fazer "transformações profundas" em clima de consenso, mas quanto às medidas sociais disse concordar com as que foram anunciadas por este Governo.Em declarações aos jornalistas, a meio de uma sessão do "Fórum Portugal de Verdade", a decorrer num hotel de Lisboa, Manuela Ferreira Leite foi questionada sobre que políticas sociais pretende "rasgar" - expressão que utilizou há duas semanas referindo-se a "todas as soluções que têm estado a ser adoptadas em termos de política económica e social".Hoje, a presidente do PSD afirmou que, em concreto, "rasgar, ninguém vai rasgar nada" e que, se vencer as eleições legislativas, quer "fazer transformações profundas, mas nunca em agressão às pessoas, nunca criando crispação na sociedade portuguesa, sempre em colaboração com as pessoas, com aquele consenso que é necessário para se fazerem transformações"."É absolutamente essencial é que nós entremos numa fase de grande tranquilidade, a tranquilidade que leva a que as pessoas colaborem", defendeu Manuela Ferreira Leite.Quanto à questão sobre as políticas sociais, respondeu: "Não há nenhuma medida anunciada por este Governo com a qual eu discorde. Eu nunca disse que rasgaria políticas sociais. Não há nenhuma medida a que o PSD se tenha oposto ou que tenha criticado sequer".A presidente do PSD pôs, contudo, em causa a execução dessas medidas: "Critico que a maioria delas não tenha passado de anúncio, isso sim. Se as medidas que o engenheiro Sócrates anunciou tivessem execução na prática o país não estaria como está"."O engenheiro Sócrates é um grande perito em anúncios. Eu não anuncio. Sendo responsável pelo Governo faço, executo. Vai ser essa a diferença", acrescentou.Interrogada sobre, então, "o que é que o PSD vai rasgar", Manuela Ferreira Leite considerou que "rasgar é uma palavra que não tem sentido assim em pormenor"."Rasgar, ninguém vai rasgar nada. De resto há um ponto que muito defenderei: é que as alterações às políticas que têm sido seguidas por este Governo - e que evidentemente muitas delas vão ter de ser alteradas porque estão a dar efeitos negativos e não positivos - sê-lo-ão feitas de uma forma cordata com as pessoas, sem agressões, sem crispação, em consonância com todos, em colaboração com todos", acrescentou.Ainda quanto às políticas sociais, Manuela Ferreira Leite reivindicou ter sido "a primeira pessoa" a defender que estas eram necessárias "para a actual situação", quando foi eleita presidente do PSD, há cerca de um ano."As preocupações sociais do PSD toda a vida elas foram expressas. Pela parte desta direcção, foram expressas em primeiro lugar por mim, há muito tempo, e só posteriormente o engenheiro Sócrates veio atrás de mim e começou a perceber que tinha de anunciar medidas de natureza social", alegou.No dia 25 de Junho, durante um jantar com o grupo parlamentar do PSD, Manuela Ferreira Leite defendeu ser necessário um "novo modelo de desenvolvimento" e acrescentou: "Nós vamos repudiar todas as receitas que o PS tem estado a adoptar para o país""Nós vamos rasgar e romper com todas as soluções que têm estado a ser adoptadas em termos de política económica e social, para que tenhamos resultados diferentes", reforçou, na altura, a presidente do PSD.
Esta mansidão prenuncia canonização no final da legislatura com hossanas cantados pelas convertidas e amansadas hostes do Partido Comunista. E vai escorrer o mel neste venturoso País.
Mas...
Rasgar, repudiar e romper
Só foi necessário que os eleitores tivessem penalizado o Governo para que Manuela Ferreira Leite, igualmente em forte penalização (ao nível da que aconteceu com Santana Lopes), começasse a relembrar aos portugueses o seu estilo arrogante e autoritário. Bastou-lhe o cheiro do poder para perder a compostura de humildade ensaiada desde a sua chegada à fraca liderança do PSD para que ódios antigos, contas por ajustar e ressabiamentos diversos começassem a dar sinal de si. É bom que assim seja porque será este caminho que vai avivar a memória para a sua desastrosa passagem pela Educação, com os resultados conhecidos, e para o seu mandato interrompido nas Finanças onde primou pela venda de tudo que havia para vender, incluindo os incobráveis do fisco que ainda hoje estamos a pagar a alto custo, o achincalhamento, a desvalorização e o congelamento do sector público e a execução da famosa política da tanga que levou o seu mentor a abandonar o lugar de eleição em troca de boxers mais confortáveis, enquanto ela varria para baixo do tapete a mentira do deficit resolvido que acabou por ser desmascarada por Bruxelas.Manuela prepara-se agora para rasgar, repudiar e romper mais quatro anos de vida dos portugueses, anunciando a política da terra queimada e o retorno à tanga interrompida, enquanto se desfaz em mel com aqueles a quem acusou de tudo e a quem recusou solidariedade, companheirismo e apoio num momento em que o cherne já se servia nos banquetes da infâmia do Iraque ao compasso dos primeiros acordes de cavaquinho na rambóia dos cartazes impossíveis.O cheiro a bafio começa a evadir-se dos armários trancados há anos. Já se vêem em muitas varandas as colchas traçadas a arejar, enquanto que a corte empoa cabeleiras e prepara o beija-mão para a festa da reentre. Pode ser que se enganem e que em vez do tango da tanga se abra o baile com uma valsa.LNT

08 julho 2009

AS VERDADES NÃO REVELADAS







Estamos
Há que tempos...
Sentadinhos à espera
Que a Senhora se digne
revelar as verdades prometidas
Mas está difícil!!!
Parece que um tal António Borges,
O conselheiro
para os assuntos financeiros e quejandos
ainda não terá conseguido explicar a coisa.
Pois...
E a Senhora anda
nitidamente
confusa... Aos papeis
como sóe dizer-se...
Parece que só o
Martim i
ainda acredita
!!!




07 julho 2009

PINHO, CHORA E O LOUÇÃ



Declarações de Manuel Pinho são mensagem de esperança e recado - diz António Chora
O coordenador da Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa, António Chora, admitiu hoje que as declarações do ministro Manuel Pinho sobre a empresa são, simultaneamente, "uma mensagem de esperança e um recado para os trabalhadores".
"O senhor ministro Manuel Pinho lança sempre uma mensagem de esperança e isso é importante neste momento", disse à agência Lusa António Chora, reconhecendo, no entanto, que as declarações do governante são também o recado para que se consiga uma maior flexibilidade na fábrica de Palmela.
"Pela nossa parte, estamos disponíveis para discutir a nossa última proposta que vai ao encontro das pretensões da casa-mãe da Autoeuropa", acrescentou António Chora, defendendo que a prioridade, neste momento, é conseguir que a administração da empresa volte á mesa das
negociações.

Por sua vêz o..... Mefistófeles...

do Bloco de Esquerda (BE), conhecido por Francisco Louçã, demarcou-se da apreciação do responsável da comissão de trabalhadores da Autoeuropa, António Chora, sobre Manuel Pinho no jantar de despedida do ex-ministro.
António Chora, que integra a comissão política do BE, participou sábado à noite num jantar de despedida do ex-ministro Manuel Pinho, em Lisboa, e afirmou, segundo o "Diário de Notícias", que o ex-governante "fez muito pela indústria do país".
Em declarações à Lusa, Francisco Louçã frisou que as palavras de António Chora não foram ditas "em representação do Bloco de Esquerda" e em nada significam divisões no seio da comissão política bloquista sobre a actuação de Manuel Pinho.


A DIREITA IMPOLUTA



BPN
Oposição acusa PS de "branquear" Banco de Portugal
Tudo o que o PS admite no relatório final do inquérito ao caso BPN é que poderia ter havido do Banco de Portugal "uma acção mais incisiva e mais diligente". A oposição promete votar contra, acusando os socialistas de "branqueamento" da acção da supervisão bancária. Vêm aí, como é hábito nas comissões parlamentares de inquérito, conclusões alternativas para todos os gostos e interesses...
Os piquenos da direita parlamentar, muito zelozos dos interesses dos seus maiores (aqueles que têm acesso à burra), porfiam em concentrar o fogo de barragem no Banco de Portugal, isto é, no polícia, para que esqueçamos o ladrão. E com a colaboração da boa imprensa e o descaramento do rapazinho muito lindinho dos cartazes do CDS (que nem é nada com eles mas se esforçam para, por certo,no futuro, garantirem lugar à mesa do orçamento...), é possível que alcancem os seus intentos. Isto se os portugueses estiverem mesmo muito distraídos... Porque o descaramento é enorme!

05 julho 2009

CAVACO ADMIRA MARIA JOÃO PIRES

O Presidente da República reagiu esta noite ao facto de a pianista Maria João Pires ter renunciado à nacionalidade portuguesa, devido à decepção pela falta de apoio governamental ao projecto educativo de Belgais. Questionado pela Antena 1, o Chefe de Estado mostrou-se surpreendido com a notícia. Cavaco Silva ressalvou que não tem informação suficiente para comentar este assunto, mas disse que tem uma grande admiração pela pianista e que espera que os seus problemas possam ser ultrapassados.
Pelos vistos o senhor Presidente, que evitou pronunciar-se por desconhecer o caso, sabia que havia problemas que poderiam ser ultrapassados. Saberia mais que todos e mais alguém. Ficou-se porém pela grande admiração de alguém para quem a nacionalidade se troca por pedaços do orçamento do Estado. Pois que vá para onde ela quizer porque não lhe devo nada. Para ouvir as suas sonatas de Chopin, de que gosto muito, tive de comprar os CD's.

04 julho 2009

UM SENHOR QUE NUNCA SERÁ MINISTRO

Como ousa falar um despeitado que se comporta como uma bicha de rabiar...

O antigo dirigente socialista Henrique Neto considerou hoje que Manuel Pinho “já devia ter sido demitido pelo menos há três anos”, alegando que o agora ex-ministro da Economia “prejudicou o país várias vezes”.
Em declarações aos jornalistas à margem da apresentação de um estudo da SEDES, em Lisboa, o empresário e histórico(?!) do PS disse ser “um bocado dramático” que a demissão de Manuel Pinho tenha ocorrido “por uma circunstância que, em termos relativos, é grave do ponto de vista da boa educação, mas que não tem gravidade económica”.
O simpático senhor, a quem Guterres não contemplou com o lugar de ministro, tem passado a vida a demolir a acção dos que têm ocupado o cargo pelo qual tanto tem porfiado. Entretanto...
Como podem constatar o senhor faz tudo em grande. Nem a economia do mundo escapa ao seu olho clínico. E perdeu-se a oportunidade de aproveitar este talento durante a sua vida activa... Agora vamos perde-lo para o mundo. Ou melhor, o Mundo terá ganho uma sumidade...

03 julho 2009

EXPRESSAMENTE PSD

É claro que os jornais têm o direito de dar voz aos colunistas que bem entendam. Mas há uma coluna de opinião num jornal de referência que me intriga: a de Manuela Ferreira Leite, no Expresso. Um verdadeiro espaço de propaganda partidária preenchido pela líder do maior partido da oposição. A continuar a publicar, sem mais, aquela coluna de opinião o Expresso terá que assumir, à semelhança da tradição americana, o apoio político expresso ao PSD. Não virá daí mal ao mundo e será uma vitória da transparência democrática. Pois não basta clamar por ela …in Absorto
Diriamos que o Expresso dá o jeito e a senhora, com o seu já habitual descaramento, aproveita sem cerimónia.
Mas não será pela qualidade desses escritos que o Expresso se sugeita ao odioso da situação de parcialidade em que incorre. Será sim porque o militante do PSD, Pinto Balsemão, o "exigirá" aos seus disponíveis ex-MRPP's... e afins!
Até porque...«As ideias da dr.ª Manuel Ferreira Leite, pelo menos as que exprime no "Expresso" e as que debita em tristes entrevistas e em melancólicos comentários radiofónicos, cabem, com perdão da palavra, num dedal de costureira.»[bb]

02 julho 2009

ENTÃO O LINO FICOU SEM O PINO?!...

Dor de corno?
Ao fazer este pronunciamento ainda mal conheço a história nem tenho a certeza a quem o gesto do Pino se destinaria. Mas em tempo de levantar a barraca da feira, tendo apreciado a esforçada acção do nosso "Pino"e parecendo-me que tal gesto poderá ter sido dirigido àquele vicioso e inconsequente canto esquerdo do Parlamento... aí vai: - APOIADO Sr.PINO!!!

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QUEM DISSE QUE A JUSTIÇA NÃO É CEGA?

Estava escrito nas estrelas que, mais cedo ou mais tarde, Dias Loureiro iria ser chamado ao Ministério Público para falar do BPN. Mas, numa primeira fase, e após uma conversa com o Presidente da República, Cavaco Silva, Dias Loureiro manteve-se no Conselho de Estado, órgão de aconselhamento presidencial. Aliás, o Presidente chegou a considerar como "suficiente" uma conversa para manter tudo como estava. À medida que que a Comissão Parlamentar de Inquérito foi revelando dados novos, a posição de Dias Loureiro no Conselho de Estado ficou insustentável. O próprio pediu a demissão. Cavaco Silva aceitou-a. A seguir, invocando o direito ao bom- -nome, o ex-conselheiro escreveu uma carta ao procurador-geral da República, Pinto Monteiro, pedindo para ser ouvido. Dois dias depois de a carta ter chegado, o PGR ordenou aos procuradores do DCIAP para ouvirem Dias Loureiro. Ontem, a ordem concretizou-se. DIÁRIO DE NOTÍCIAS
RELACIONADO
Caso de dias loureiro separado do processo bpn
Diríamos que vale a pena ter amigos como Cavaco Silva, pessoa de impoluta probidade, mas que não descarta os amigos por dá cá aquela palha. E as instituições são firmes mas não hirtas...

01 julho 2009

A ECONOMISTA PERDULÁRIA

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"Uma medida estrutural como esta [a venda da rede fixa à PT] não deveria ser tomada neste momento," já que "poderia haver dúvidas quanto à constitucionalidade da iniciativa".
Guilherme d'Oliveira Martins, Ministro das Finanças
, Diário Económico, 19 Dez. 2001
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A MENTIROSA
"O negócio da venda da rede fixa estava feito pelo PS quando eu cheguei ao Ministério das Finanças".
Manuela Ferreira Leite, 30 Jun. 2009

POR FAVOR NÃO NOS LEVEM A CRISE!

"Por favor não nos tirem a crise porque a crise é o cavalo que queremos cavalgar nesta demagogia de ataque ao Governo"

(Ministro das Finanças, perante os deputados na Assambleia da República, depois de contestada, pela oposição, a afirmação que se segue)
"Nos últimos dias podemos verificar alguns sinais económicos encorajadores e conforme já afirmei e repito, estes sinais indicam - e cito - que estaremos a passar o pior momento da crise dos últimos meses e estaremos a chegar ao final desta crise"- disse Teixeira dos Santos no Parlamento

ISOLAR UM RESPONSÁVEL É A SOLUÇÃO?

COM PERSPICÁCIA E OBJECTIVIDADE, MEDEIROS FERREIRA ALERTA O PS PARA OS EQUÍVOCOS EM QUE LABORA

Tem-se escrito muito sobre as mudanças de estilo de Sócrates, cumprindo--se assim a agenda. Mas nada ainda foi referido sobre as decisões que o PS deve tomar quanto às consequências da derrota eleitoral nas europeias.
A culpabilização implícita de Sócrates teve pois um efeito paradoxal: concentrou nele as responsabilidades do resultado mas também a resposta política capaz de alterar os dados da situação até aos actos eleitorais de Outono.
O que se afigura muito difícil para um só homem e assenta na concepção de que o PS não existe como corpo deliberativo e organizado. Fora algumas intervenções na Comissão Política ecoadas na imprensa – entre as quais avulta a de Carlos César – foi como se o partido não existisse neste período post-europeias.
Regime de partidos sim, mas estes só como comités eleitorais? Ora quer-me parecer que tanto, ou mais, do que Sócrates – que tem a sua personalidade individual – o PS também deve indagar rapidamente qual a natureza da sua presença na sociedade portuguesa se não quiser ter um triste destino nos tempos mais próximos. Ainda por cima já se percebeu o nada que a sociedade portuguesa tem a esperar de uma eventual vitória da direita nas próximas legislativas.
O PSD tarda a apresentar um programa com soluções para ultrapassar a crise, limitando-se a ler os indicadores das dificuldades, e a quedar-se aterrado no imobilismo que já fez Portugal perder décadas de desenvolvimento noutras circunstâncias.
Por tudo isto seria bom que entre José Sócrates e o PS tivesse lugar uma conversa franca sobre o melhor modo de não se oferecer à direita o poder em Portugal nas próximas legislativas.
DEBATE SOBRE OBRAS PÚBLICAS
Que tal um debate nacional sobre as obras públicas? Já se percebeu que estas serão uma escolha entre a esquerda e a direita nas eleições. Podem as obras públicas promover o desenvolvimento de um modo que as outras actividades não conseguem agarrar, e conjugar, investimento, benfeitorias e emprego? Deve o Estado lançar um grande empréstimo interno para o efeito e para que obras? Não se pode deixar só aos economistas o nosso destino
.(Dizemos nós, NÃÃÃÃÃO!!!!!!!!!!!!!!!!)
Correio da Manhã

30 junho 2009

27 junho 2009

INFERNO DOS KHMER VERMELHOS






Acabei de ler o terrível testemunho de Denise Affonço, contido no livro “No Inferno dos Khmer Vermelhos”, acerca de um dos mais sanguinários regimes políticos do século XX, de natureza comunista. Recomendo.[in Absorto]
“Esses utopistas selvagens destruíram tudo. Já não há escolas, hospitais, dinheiro, actividade comercial, tudo tem de ser reconstruído. Como se pôde conceber uma loucura destas? E pensar que esses doentes foram aconselhados e assistidos no seu delírio assassino pelo “grande irmão comunista”! E que durante todo esse tempo a comunidade internacional não mexeu nem um dedinho para parar o massacre! Porquê? Como conseguiram os Khmer Vermelhos manter tanto tempo o país hermeticamente fechado a qualquer intervenção exterior? Como fizeram para que o mundo inteiro acreditasse que tudo corria bem no país e que os seus habitantes viviam felizes num paraíso?"
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Jovens da célula comunista da auto-europa que com tanto empenho tratam do bar da Festa do Avante e com maior entusiasmo entregam os seus destinos a "gestores de ideologias perversas," não desvalorizem estes sinais que significam, com alguma graduação, a matriz de todas, mas mesmo todas as experiências de regimes comunistas tentadas pela humanidade. Regimes onde sonhar é proibido só sobrevivem por meio da repressão e de muitos condicionamentos do indivíduo. Onde tentaram humanizar a coisa, os regimes estiolaram! É da sua natureza...