14 julho 2009

AUTO-BIOGRAFIA DE MANUEL ALEGRE

QUASE UM AUTO-RETRATO Por Manuel Alegre Aos vinte e poucos anos escrevi: “meu poema rimou com a minha vida”. Era ainda muito cedo, não sei sequer se é verdade, embora muitas coisas me tivessem já acontecido: amores, partidas, guerra, revoltas, “prisões baixas”. O que mais tarde me levaria a dizer: “biografia a mais”. Muito antes, lá pelos vinte, tinha lido uma frase de André Gide que me impressionou. Dizia ele:“ a análise psicológica deixou de me interessar desde o dia em que cheguei à conclusão de que cada um é o que imagina que é.” Até que ponto sou o que me imaginei ser? Se soubesse pintar ( mas não sei ) faria o meu auto-retrato a olhar para ontem, ou para dentro, ou para outro lado. Distraído-concentrado, presente-ausente, um não sei quê. Acusam-me de altivez e narcisismo. É sobretudo reserva, timidez e uma incapacidade física de praticar uma certa forma portuguesa de hipocrisia e compadrio. Ou talvez um tique que herdei de família: levantar a cabeça, olhar a direito. Tenho desde pequeno a obsessão da morte. Não o medo, mas a consciência aguda e permanente, sentida e vivida com todo o meu ser, de que tudo é transitório e efémero e não há outra eternidade senão a do momento que passa. Talvez por isso seja um homem de paixões. Mas não vivi nunca póstumo, nem me construí literariamente. Sei que nenhum verso vence a morte. E não acredito sequer na literatura. Na poesia, sim. Mas como ritmo, como música interior, canto e encanto, incantação, exorcismo, uma forma de relação mágica com o mundo. A um professor brasileiro que trabalhava numa tese sobre mim, respondi: “Escrita e vida são inseparáveis. Embora eu entenda a poesia como experiência mágica, algo que está aquém e além da literatura.” Penso, como Texeira de Pascoais, que “o ritmo é a substância das cousas” e que “a poesia nasceu da dança.” Talvez por isso eu goste de flamenco, a música e a dança que estão mais perto do ritmo primordial, da batida do coração e da própria pulsação da terra. Gosto de flamenco e de um certo tipo de fado e dos tangos de Francisco Canaro. E também de Bach e Mozart. Pelas mesmas razões: o ritmo. E da poesia de Lorca que, ao contrário de ideias feitas, nada tem de folclórico ou regionalista, antes se aproxima das energias primitivas e essenciais e é quase, como diria ainda o autor de Marânus, “um bailado de palavras.” Não sei se, como queria Rimbaud, consegui fazer “coincidir a essência da poesia com a existência do poema.” Cantei, canto. Demanda, errância. Não há senão esse procurar. Na vida, na escrita. Quando faço aquilo de que gosto, faço-o intensamente. A pesca, por exemplo. Ou a viagem. Ou a partilha: um bom jantar em família com alguns amigos, uma reunião conspirativa, a camaradagem na nunca perdida ilusão de que a revolução ainda é necessária e possível. Diria que é outra forma de escrita. Intensa, densa, tensa. Como o amor. E talvez a morte. Herdei de minha mãe uma certa energia, o gosto da intervenção. De meu pai, o desprendimento, uma irresistível e por vezes perigosa tendência para o desinteresse. Inclusivamente pelos bens materiais. Não é por acaso que só me prendo realmente ao que poderia chamar as minhas armas: espingardas propriamente ditas, “gostei muito de caçar”, canas de pesca, carretos, canetas, livros ( alguns livros ), discos. Os grandes espaços: o deserto, o Atlântico, o Alentejo. E sítios. Certas cidades. Outrora agora: Coimbra, Paris, Roma, Veneza, Lisboa. Certos lugares: o Largo do Botaréu, em Águeda, o rio, a ria ( de Aveiro ), Barra, Costa Nova. Mais recentemente: Foz do Arelho, Barragem de Santa Clara. Certos recantos: a minha casa de Águeda, o solar, já perdido, da minha avó, em S. Pedro do Sul, as casas da minha tia e meus primos na Anadia, a casa de Sophia, a minha casa em Lisboa. A minha mulher, os meus filhos, a minha irmã, os meus amigos. Uma grande saudade dos que morreram, principalmente de meu pai, a quem, por pudor e reserva (somos parecidos), nunca cheguei a dizer em vida o que gostaria de lhe dizer aqui. BIOGRAFIA DE MANUEL ALEGRE Manuel Alegre de Melo Duarte nasceu a 12 de Maio de 1936 em Águeda. Estudou Direito na Universidade de Coimbra, onde foi um activo dirigente estudantil. Apoiou a candidatura do General Humberto Delgado. Foi fundador do CITAC – Centro de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra, membro do TEUC – Teatro de Estudantes da Universidade de Coimbra, campeão nacional de natação e atleta internacional da Associação Académica de Coimbra. Dirigiu o jornal A Briosa, foi redactor da revista Vértice e colaborador de Via Latina. A sua tomada de posição sobre a ditadura e
Estranho não haver aqui a mais leve referência a dez anos de Argel e à militância no Partido Comunista... bem como éque foipossívelAlegre tornar-se um histórico do P.S. e a sua referência?! Que factos sustentam isso, bem como o assumido estatuto de Pai, Mãe, tutor, polícia de costumes e... proprietário moral do mesmo partido. Onde entram Mário Soares. Zenha, e a longa lista de democratas fundadores do PS., da qual não consta o poeta!!! Não será exagero afirmar-se que, a par de muito pretenciosismo há nisto alguma tentativa de usurpação . Pelo menos parece uma ocupação selvagem do tipo PREC. Acho deplorável esta usurpação violenta de um espaço que cabe à direcção do partido.Como fundar um partido dá muito trabalho e este senhor, com fama de preguiçoso,ocupou o que o acolheu. Mas faz mal porque entre os seus seguidores há gente muito capaz e que se esforçariam se concordassem com a ideia. Mas a custo estariam contra os sugeridos chutos de Carl0s Candal.

11 julho 2009

A ESCOLHA É SIMPLES: UM DESTES SERÁ O FUTURO PRIMEIRO MINISTRO(A) E NÃO HÁ VOLTA A DAR...



Sócrates e Ferreira Leite são as únicas personalidades que podem vir a ocupar o cargo de Primeiro- -Ministro.
José Sócrates, Manuela Ferreira Leite, Francisco Louçã, Jerónimo de Sousa e Paulo Portas – são estes os líderes dos partidos que podem sonhar com o cargo de Primeiro-Ministro. Comecemos pelos últimos. Alguém acha que Paulo Portas ou Jerónimo de Sousa podem ocupar o lugar em São Bento? Julgo que não haverá um único português que responda "sim". É completamente óbvio que o CDS, com valores na ordem dos 6%, e o PCP, com resultados que não ultrapassaram os dois dígitos, não podem ambicionar tal lugar.
Claro que em democracia as pessoas votam em quem querem – mas é um facto incontroverso que a votação no CDS e a do PCP não contribuem minimamente para resolver qualquer problema nacional. Estes dois partidos não têm condições de participar na escolha do Primeiro-Ministro. Nem sequer de um simples secretário de Estado. São os partidos das ‘cassetes’ e estão sempre a pôr-se em bicos de pés para serem vistos. São os partidos da má-língua e não conseguiram progressos nenhuns. É inteiramente justo que as pessoas digam que é o partido em que sempre votaram e ninguém tem nada com isso. Mas Portugal vive uma crise internacional terrível, e a minha pergunta é: nem mesmo nestas circunstâncias encaram a possibilidade de votar no partido mais bem colocado para chegar à liderança do Governo? Francisco Louçã fez uma subida auspiciosa. Conseguiu chegar aos 10% de votos, tornou-se a terceira força política na Assembleia da República. Mas o BE, liderado por Francisco Louçã, não é um partido de poder. Como o Bloco não está empenhado na resolução de nenhum problema do povo português, pode sempre entreter-se a criticar e a construir uma estratégia sistemática de ‘bota-abaixismo’ de que o povo não retira qualquer proveito.
O Bloco recusa-se até a fazer qualquer coligação com outros partidos para proporcionar as melhorias que tanto apregoa. Ou seja passar das palavras aos actos. É muito cómodo estar na oposição sem pagar o ónus das reformas. O BE assim não cometeu nenhum erro até agora... Vai ajudando a direita a tomar o poder... Restam-nos Sócrates e Manuela Ferreira Leite. Sem mais, apenas por instinto, você votava em Sócrates ou em Manuela Ferreira Leite para conduzir a vida do País na parte final da crise e no pós-crise? Sócrates e Manuela Ferreira Leite são, de facto, as únicas personalidades que podem vir a ocupar o cargo de Primeiro-Ministro depois das eleições de Setembro próximo. Ninguém mais poderá estar nessa disputa. Os outros pertencem à segunda divisão. Neste contexto, você escolhe Manuela ou Sócrates? É este o dilema que os portugueses vão viver até Setembro.

10 julho 2009

MFL - A MANSA


A presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, afirmou hoje que quer fazer "transformações profundas" em clima de consenso, mas quanto às medidas sociais disse concordar com as que foram anunciadas por este Governo.Em declarações aos jornalistas, a meio de uma sessão do "Fórum Portugal de Verdade", a decorrer num hotel de Lisboa, Manuela Ferreira Leite foi questionada sobre que políticas sociais pretende "rasgar" - expressão que utilizou há duas semanas referindo-se a "todas as soluções que têm estado a ser adoptadas em termos de política económica e social".Hoje, a presidente do PSD afirmou que, em concreto, "rasgar, ninguém vai rasgar nada" e que, se vencer as eleições legislativas, quer "fazer transformações profundas, mas nunca em agressão às pessoas, nunca criando crispação na sociedade portuguesa, sempre em colaboração com as pessoas, com aquele consenso que é necessário para se fazerem transformações"."É absolutamente essencial é que nós entremos numa fase de grande tranquilidade, a tranquilidade que leva a que as pessoas colaborem", defendeu Manuela Ferreira Leite.Quanto à questão sobre as políticas sociais, respondeu: "Não há nenhuma medida anunciada por este Governo com a qual eu discorde. Eu nunca disse que rasgaria políticas sociais. Não há nenhuma medida a que o PSD se tenha oposto ou que tenha criticado sequer".A presidente do PSD pôs, contudo, em causa a execução dessas medidas: "Critico que a maioria delas não tenha passado de anúncio, isso sim. Se as medidas que o engenheiro Sócrates anunciou tivessem execução na prática o país não estaria como está"."O engenheiro Sócrates é um grande perito em anúncios. Eu não anuncio. Sendo responsável pelo Governo faço, executo. Vai ser essa a diferença", acrescentou.Interrogada sobre, então, "o que é que o PSD vai rasgar", Manuela Ferreira Leite considerou que "rasgar é uma palavra que não tem sentido assim em pormenor"."Rasgar, ninguém vai rasgar nada. De resto há um ponto que muito defenderei: é que as alterações às políticas que têm sido seguidas por este Governo - e que evidentemente muitas delas vão ter de ser alteradas porque estão a dar efeitos negativos e não positivos - sê-lo-ão feitas de uma forma cordata com as pessoas, sem agressões, sem crispação, em consonância com todos, em colaboração com todos", acrescentou.Ainda quanto às políticas sociais, Manuela Ferreira Leite reivindicou ter sido "a primeira pessoa" a defender que estas eram necessárias "para a actual situação", quando foi eleita presidente do PSD, há cerca de um ano."As preocupações sociais do PSD toda a vida elas foram expressas. Pela parte desta direcção, foram expressas em primeiro lugar por mim, há muito tempo, e só posteriormente o engenheiro Sócrates veio atrás de mim e começou a perceber que tinha de anunciar medidas de natureza social", alegou.No dia 25 de Junho, durante um jantar com o grupo parlamentar do PSD, Manuela Ferreira Leite defendeu ser necessário um "novo modelo de desenvolvimento" e acrescentou: "Nós vamos repudiar todas as receitas que o PS tem estado a adoptar para o país""Nós vamos rasgar e romper com todas as soluções que têm estado a ser adoptadas em termos de política económica e social, para que tenhamos resultados diferentes", reforçou, na altura, a presidente do PSD.
Esta mansidão prenuncia canonização no final da legislatura com hossanas cantados pelas convertidas e amansadas hostes do Partido Comunista. E vai escorrer o mel neste venturoso País.
Mas...
Rasgar, repudiar e romper
Só foi necessário que os eleitores tivessem penalizado o Governo para que Manuela Ferreira Leite, igualmente em forte penalização (ao nível da que aconteceu com Santana Lopes), começasse a relembrar aos portugueses o seu estilo arrogante e autoritário. Bastou-lhe o cheiro do poder para perder a compostura de humildade ensaiada desde a sua chegada à fraca liderança do PSD para que ódios antigos, contas por ajustar e ressabiamentos diversos começassem a dar sinal de si. É bom que assim seja porque será este caminho que vai avivar a memória para a sua desastrosa passagem pela Educação, com os resultados conhecidos, e para o seu mandato interrompido nas Finanças onde primou pela venda de tudo que havia para vender, incluindo os incobráveis do fisco que ainda hoje estamos a pagar a alto custo, o achincalhamento, a desvalorização e o congelamento do sector público e a execução da famosa política da tanga que levou o seu mentor a abandonar o lugar de eleição em troca de boxers mais confortáveis, enquanto ela varria para baixo do tapete a mentira do deficit resolvido que acabou por ser desmascarada por Bruxelas.Manuela prepara-se agora para rasgar, repudiar e romper mais quatro anos de vida dos portugueses, anunciando a política da terra queimada e o retorno à tanga interrompida, enquanto se desfaz em mel com aqueles a quem acusou de tudo e a quem recusou solidariedade, companheirismo e apoio num momento em que o cherne já se servia nos banquetes da infâmia do Iraque ao compasso dos primeiros acordes de cavaquinho na rambóia dos cartazes impossíveis.O cheiro a bafio começa a evadir-se dos armários trancados há anos. Já se vêem em muitas varandas as colchas traçadas a arejar, enquanto que a corte empoa cabeleiras e prepara o beija-mão para a festa da reentre. Pode ser que se enganem e que em vez do tango da tanga se abra o baile com uma valsa.LNT

08 julho 2009

AS VERDADES NÃO REVELADAS







Estamos
Há que tempos...
Sentadinhos à espera
Que a Senhora se digne
revelar as verdades prometidas
Mas está difícil!!!
Parece que um tal António Borges,
O conselheiro
para os assuntos financeiros e quejandos
ainda não terá conseguido explicar a coisa.
Pois...
E a Senhora anda
nitidamente
confusa... Aos papeis
como sóe dizer-se...
Parece que só o
Martim i
ainda acredita
!!!




07 julho 2009

PINHO, CHORA E O LOUÇÃ



Declarações de Manuel Pinho são mensagem de esperança e recado - diz António Chora
O coordenador da Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa, António Chora, admitiu hoje que as declarações do ministro Manuel Pinho sobre a empresa são, simultaneamente, "uma mensagem de esperança e um recado para os trabalhadores".
"O senhor ministro Manuel Pinho lança sempre uma mensagem de esperança e isso é importante neste momento", disse à agência Lusa António Chora, reconhecendo, no entanto, que as declarações do governante são também o recado para que se consiga uma maior flexibilidade na fábrica de Palmela.
"Pela nossa parte, estamos disponíveis para discutir a nossa última proposta que vai ao encontro das pretensões da casa-mãe da Autoeuropa", acrescentou António Chora, defendendo que a prioridade, neste momento, é conseguir que a administração da empresa volte á mesa das
negociações.

Por sua vêz o..... Mefistófeles...

do Bloco de Esquerda (BE), conhecido por Francisco Louçã, demarcou-se da apreciação do responsável da comissão de trabalhadores da Autoeuropa, António Chora, sobre Manuel Pinho no jantar de despedida do ex-ministro.
António Chora, que integra a comissão política do BE, participou sábado à noite num jantar de despedida do ex-ministro Manuel Pinho, em Lisboa, e afirmou, segundo o "Diário de Notícias", que o ex-governante "fez muito pela indústria do país".
Em declarações à Lusa, Francisco Louçã frisou que as palavras de António Chora não foram ditas "em representação do Bloco de Esquerda" e em nada significam divisões no seio da comissão política bloquista sobre a actuação de Manuel Pinho.


A DIREITA IMPOLUTA



BPN
Oposição acusa PS de "branquear" Banco de Portugal
Tudo o que o PS admite no relatório final do inquérito ao caso BPN é que poderia ter havido do Banco de Portugal "uma acção mais incisiva e mais diligente". A oposição promete votar contra, acusando os socialistas de "branqueamento" da acção da supervisão bancária. Vêm aí, como é hábito nas comissões parlamentares de inquérito, conclusões alternativas para todos os gostos e interesses...
Os piquenos da direita parlamentar, muito zelozos dos interesses dos seus maiores (aqueles que têm acesso à burra), porfiam em concentrar o fogo de barragem no Banco de Portugal, isto é, no polícia, para que esqueçamos o ladrão. E com a colaboração da boa imprensa e o descaramento do rapazinho muito lindinho dos cartazes do CDS (que nem é nada com eles mas se esforçam para, por certo,no futuro, garantirem lugar à mesa do orçamento...), é possível que alcancem os seus intentos. Isto se os portugueses estiverem mesmo muito distraídos... Porque o descaramento é enorme!

05 julho 2009

CAVACO ADMIRA MARIA JOÃO PIRES

O Presidente da República reagiu esta noite ao facto de a pianista Maria João Pires ter renunciado à nacionalidade portuguesa, devido à decepção pela falta de apoio governamental ao projecto educativo de Belgais. Questionado pela Antena 1, o Chefe de Estado mostrou-se surpreendido com a notícia. Cavaco Silva ressalvou que não tem informação suficiente para comentar este assunto, mas disse que tem uma grande admiração pela pianista e que espera que os seus problemas possam ser ultrapassados.
Pelos vistos o senhor Presidente, que evitou pronunciar-se por desconhecer o caso, sabia que havia problemas que poderiam ser ultrapassados. Saberia mais que todos e mais alguém. Ficou-se porém pela grande admiração de alguém para quem a nacionalidade se troca por pedaços do orçamento do Estado. Pois que vá para onde ela quizer porque não lhe devo nada. Para ouvir as suas sonatas de Chopin, de que gosto muito, tive de comprar os CD's.

04 julho 2009

UM SENHOR QUE NUNCA SERÁ MINISTRO

Como ousa falar um despeitado que se comporta como uma bicha de rabiar...

O antigo dirigente socialista Henrique Neto considerou hoje que Manuel Pinho “já devia ter sido demitido pelo menos há três anos”, alegando que o agora ex-ministro da Economia “prejudicou o país várias vezes”.
Em declarações aos jornalistas à margem da apresentação de um estudo da SEDES, em Lisboa, o empresário e histórico(?!) do PS disse ser “um bocado dramático” que a demissão de Manuel Pinho tenha ocorrido “por uma circunstância que, em termos relativos, é grave do ponto de vista da boa educação, mas que não tem gravidade económica”.
O simpático senhor, a quem Guterres não contemplou com o lugar de ministro, tem passado a vida a demolir a acção dos que têm ocupado o cargo pelo qual tanto tem porfiado. Entretanto...
Como podem constatar o senhor faz tudo em grande. Nem a economia do mundo escapa ao seu olho clínico. E perdeu-se a oportunidade de aproveitar este talento durante a sua vida activa... Agora vamos perde-lo para o mundo. Ou melhor, o Mundo terá ganho uma sumidade...

03 julho 2009

EXPRESSAMENTE PSD

É claro que os jornais têm o direito de dar voz aos colunistas que bem entendam. Mas há uma coluna de opinião num jornal de referência que me intriga: a de Manuela Ferreira Leite, no Expresso. Um verdadeiro espaço de propaganda partidária preenchido pela líder do maior partido da oposição. A continuar a publicar, sem mais, aquela coluna de opinião o Expresso terá que assumir, à semelhança da tradição americana, o apoio político expresso ao PSD. Não virá daí mal ao mundo e será uma vitória da transparência democrática. Pois não basta clamar por ela …in Absorto
Diriamos que o Expresso dá o jeito e a senhora, com o seu já habitual descaramento, aproveita sem cerimónia.
Mas não será pela qualidade desses escritos que o Expresso se sugeita ao odioso da situação de parcialidade em que incorre. Será sim porque o militante do PSD, Pinto Balsemão, o "exigirá" aos seus disponíveis ex-MRPP's... e afins!
Até porque...«As ideias da dr.ª Manuel Ferreira Leite, pelo menos as que exprime no "Expresso" e as que debita em tristes entrevistas e em melancólicos comentários radiofónicos, cabem, com perdão da palavra, num dedal de costureira.»[bb]

02 julho 2009

ENTÃO O LINO FICOU SEM O PINO?!...

Dor de corno?
Ao fazer este pronunciamento ainda mal conheço a história nem tenho a certeza a quem o gesto do Pino se destinaria. Mas em tempo de levantar a barraca da feira, tendo apreciado a esforçada acção do nosso "Pino"e parecendo-me que tal gesto poderá ter sido dirigido àquele vicioso e inconsequente canto esquerdo do Parlamento... aí vai: - APOIADO Sr.PINO!!!

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QUEM DISSE QUE A JUSTIÇA NÃO É CEGA?

Estava escrito nas estrelas que, mais cedo ou mais tarde, Dias Loureiro iria ser chamado ao Ministério Público para falar do BPN. Mas, numa primeira fase, e após uma conversa com o Presidente da República, Cavaco Silva, Dias Loureiro manteve-se no Conselho de Estado, órgão de aconselhamento presidencial. Aliás, o Presidente chegou a considerar como "suficiente" uma conversa para manter tudo como estava. À medida que que a Comissão Parlamentar de Inquérito foi revelando dados novos, a posição de Dias Loureiro no Conselho de Estado ficou insustentável. O próprio pediu a demissão. Cavaco Silva aceitou-a. A seguir, invocando o direito ao bom- -nome, o ex-conselheiro escreveu uma carta ao procurador-geral da República, Pinto Monteiro, pedindo para ser ouvido. Dois dias depois de a carta ter chegado, o PGR ordenou aos procuradores do DCIAP para ouvirem Dias Loureiro. Ontem, a ordem concretizou-se. DIÁRIO DE NOTÍCIAS
RELACIONADO
Caso de dias loureiro separado do processo bpn
Diríamos que vale a pena ter amigos como Cavaco Silva, pessoa de impoluta probidade, mas que não descarta os amigos por dá cá aquela palha. E as instituições são firmes mas não hirtas...

01 julho 2009

A ECONOMISTA PERDULÁRIA

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"Uma medida estrutural como esta [a venda da rede fixa à PT] não deveria ser tomada neste momento," já que "poderia haver dúvidas quanto à constitucionalidade da iniciativa".
Guilherme d'Oliveira Martins, Ministro das Finanças
, Diário Económico, 19 Dez. 2001
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A MENTIROSA
"O negócio da venda da rede fixa estava feito pelo PS quando eu cheguei ao Ministério das Finanças".
Manuela Ferreira Leite, 30 Jun. 2009

POR FAVOR NÃO NOS LEVEM A CRISE!

"Por favor não nos tirem a crise porque a crise é o cavalo que queremos cavalgar nesta demagogia de ataque ao Governo"

(Ministro das Finanças, perante os deputados na Assambleia da República, depois de contestada, pela oposição, a afirmação que se segue)
"Nos últimos dias podemos verificar alguns sinais económicos encorajadores e conforme já afirmei e repito, estes sinais indicam - e cito - que estaremos a passar o pior momento da crise dos últimos meses e estaremos a chegar ao final desta crise"- disse Teixeira dos Santos no Parlamento

ISOLAR UM RESPONSÁVEL É A SOLUÇÃO?

COM PERSPICÁCIA E OBJECTIVIDADE, MEDEIROS FERREIRA ALERTA O PS PARA OS EQUÍVOCOS EM QUE LABORA

Tem-se escrito muito sobre as mudanças de estilo de Sócrates, cumprindo--se assim a agenda. Mas nada ainda foi referido sobre as decisões que o PS deve tomar quanto às consequências da derrota eleitoral nas europeias.
A culpabilização implícita de Sócrates teve pois um efeito paradoxal: concentrou nele as responsabilidades do resultado mas também a resposta política capaz de alterar os dados da situação até aos actos eleitorais de Outono.
O que se afigura muito difícil para um só homem e assenta na concepção de que o PS não existe como corpo deliberativo e organizado. Fora algumas intervenções na Comissão Política ecoadas na imprensa – entre as quais avulta a de Carlos César – foi como se o partido não existisse neste período post-europeias.
Regime de partidos sim, mas estes só como comités eleitorais? Ora quer-me parecer que tanto, ou mais, do que Sócrates – que tem a sua personalidade individual – o PS também deve indagar rapidamente qual a natureza da sua presença na sociedade portuguesa se não quiser ter um triste destino nos tempos mais próximos. Ainda por cima já se percebeu o nada que a sociedade portuguesa tem a esperar de uma eventual vitória da direita nas próximas legislativas.
O PSD tarda a apresentar um programa com soluções para ultrapassar a crise, limitando-se a ler os indicadores das dificuldades, e a quedar-se aterrado no imobilismo que já fez Portugal perder décadas de desenvolvimento noutras circunstâncias.
Por tudo isto seria bom que entre José Sócrates e o PS tivesse lugar uma conversa franca sobre o melhor modo de não se oferecer à direita o poder em Portugal nas próximas legislativas.
DEBATE SOBRE OBRAS PÚBLICAS
Que tal um debate nacional sobre as obras públicas? Já se percebeu que estas serão uma escolha entre a esquerda e a direita nas eleições. Podem as obras públicas promover o desenvolvimento de um modo que as outras actividades não conseguem agarrar, e conjugar, investimento, benfeitorias e emprego? Deve o Estado lançar um grande empréstimo interno para o efeito e para que obras? Não se pode deixar só aos economistas o nosso destino
.(Dizemos nós, NÃÃÃÃÃO!!!!!!!!!!!!!!!!)
Correio da Manhã

30 junho 2009

27 junho 2009

INFERNO DOS KHMER VERMELHOS






Acabei de ler o terrível testemunho de Denise Affonço, contido no livro “No Inferno dos Khmer Vermelhos”, acerca de um dos mais sanguinários regimes políticos do século XX, de natureza comunista. Recomendo.[in Absorto]
“Esses utopistas selvagens destruíram tudo. Já não há escolas, hospitais, dinheiro, actividade comercial, tudo tem de ser reconstruído. Como se pôde conceber uma loucura destas? E pensar que esses doentes foram aconselhados e assistidos no seu delírio assassino pelo “grande irmão comunista”! E que durante todo esse tempo a comunidade internacional não mexeu nem um dedinho para parar o massacre! Porquê? Como conseguiram os Khmer Vermelhos manter tanto tempo o país hermeticamente fechado a qualquer intervenção exterior? Como fizeram para que o mundo inteiro acreditasse que tudo corria bem no país e que os seus habitantes viviam felizes num paraíso?"
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Jovens da célula comunista da auto-europa que com tanto empenho tratam do bar da Festa do Avante e com maior entusiasmo entregam os seus destinos a "gestores de ideologias perversas," não desvalorizem estes sinais que significam, com alguma graduação, a matriz de todas, mas mesmo todas as experiências de regimes comunistas tentadas pela humanidade. Regimes onde sonhar é proibido só sobrevivem por meio da repressão e de muitos condicionamentos do indivíduo. Onde tentaram humanizar a coisa, os regimes estiolaram! É da sua natureza...

RANGEL A PAIRAR

“Nunca comento as questões do Presidente da República e muito menos essa, que me parece não ter relevância nenhuma. É apenas um 'fait- divers' de fim-de-semana”, referindo-se ao Jornal EXPRESSO
Rangel, essa elegante figura, de mente brilhante, que traz a direita desmiolada em verdadeiro estado de euforia, vislumbrando já no baixinho um potencial prócere predestinado a conduzir a manada à terra do ouro e do mel, vive o seu sucesso, pairando, levezinho, sobre tudo que é terráqueo e obra dos homens, de tal sorte que teve o desplante de qualificar o EXPRESSO como um jornal de "fait-divers" de fim de semana quando era perguntado sobre o pilim que Cavaco arrecadou do fabuloso investimento que o seu afectuoso pessoal do Banco do PSD tratou de providenciar, facto ao qual o citado jornal se referia.
Como quase todos os baixinhos, na ânsia de ultrapassarem os seus naturais limites, Rangel também não foge à regra e um dia destes vai cair das andas e espalhar-se ao comprido (curto).

OS VOOS DE ANA GOMES, PASSÍVEIS... DE SEREM DA CIA

Vale a pena ler no i o que diz o auto de arquivamento pela Procuradoria Geral da República do processo dos chamados "voos da CIA" na Base das Lages. Os presos de Guantánamo agrilhoados e algemados que, segundo Ana Gomes, se passearam nos Açores eram, afinal, militares dos EUA aparentemente detidos por diversos delitos. Também o célebre canadiano de origem portuguesa, o estilista Orlando Cosmelli, que teria sido detido pela CIA, limitou-se a inventar uma história para os amigos.
Extraordinário é como tudo isto não tem consequências e também como a credibilidade de uma personalidade como Ana Gomes se esvasia por via destes voluntarismos de esquerdites serôdias. Haja paciência.

COISAS MUITO AGRADÁVEIS

Na segunda-feira, foram publicadas as classificações das unidades de Investigação em Economia e Gestão que existem neste país. Como em anos anteriores, o painel de avaliação que a FCT patrocinou integrou professores e investigadores internacionais de reputação imaculada, que analisaram a produção científica de cada núcleo desde 2003. Aliás, tal como aconteceu com outras áreas científicas, só assim se consegue compreender os resultados obtidos.
Na área de Economia e Gestão, submeteram-se a avaliação 28 unidades de investigação. 5 obtiveram a classificação de Excelente, 6 de Muito Bom e 7 de Bom. Todas as outras obtiveram Suficiente ou Fraco, o que as impede de obter financiamento directo por parte da FCT.
Fica aqui a lista das unidades que obtiveram melhores classificações (perdoar-me-ão a imodéstia do destaque que dou ao NIPE, unidade de investigação que me acolhe). In "Destreza das Dúvidas" de Luis Aguiar Conraria
O nosso regozijo pelo reconhecimento internacional da qualidade do Ensino Superior no nosso País. Mas que sofrimento estas boas novas devem causar às carpideiras nacionais e aos pessimistas encartados que pululam pelos mal-cheirosos poleiros de certa comunicação social do rectângulo...

OS EQUÍVOCOS DO NOSSO GARANTE

O Presidente da República afirmou hoje que os responsáveis da Portugal Telecom (PT) devem explicar aos portugueses que motivos levam esta empresa a querer comprar 30 por cento da Media Capital, por "uma questão de transparência"."Face às dúvidas fortes que neste momento estão instaladas na sociedade portuguesa, é importante que os responsáveis da empresa de telecomunicações expliquem aos portugueses o que está a acontecer entre a PT e a TVI. É uma questão de transparência", afirmou. .
Sua Excelência o Senhor Presidente da República, que tem poderes para tudo saber e conhecer neste país, antes de procurar criar "factos políticos" que favoreçam o PSD, porque não chamou primeiro à pedra os responsáveis, no lugar apropriado, a fim de se inteirar do assunto e não ajudar ao lançamento de labéus. As empresas não têm a obrigação de informar os portugueses acerca dos seus negócios, a não ser sobre os serviços que lhe prestam ou os produtos que lhe vendem. Quem, em última instância, tem obrigação de esclarecer os portugueses sobre o que verdadeiramente lhes interessa é V.Exª. como o garante do funcionamento das instituições da República. Se estamos em presença de uma situação dessas deveria fazê-lo, mas com a solenidade (respeitabilidade) necessária e não se vulgarizar no uso de "bocas" de perfil rasteiro.
Assim parece não se libertar do espartilho mental da execrável politiquice partidária.

MICHAEL JACKSON - O MITO

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Michael Jackson foi o mais inovador da popPromotora pode sofrer prejuízo de 350 milhões de eurosMorte do cantor investigada pela brigada de homicídios
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Reacções à morte do cantor com dimensão planetária
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"O que me importava era a música, a dança, a pessoa...
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"Governo japonês manifestou tristeza pela morte de Jackson
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Fãs chineses de Jackson exprimem pesar na Internet
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Promotora recorda concerto de Michael Jackson em Portugal
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Stress dos concertos pode estar na origem da morte de Jackson
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Madonna não conseguiu parar de chorar
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Jackson estava sob tratamento tendo em vista concertos de Londres
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Discografia - Michael Jackson
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Multidão de fãs chora morte de Michael Jackson
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Michael Jackson já domina ‘tops’ da Amazon
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Michael Jackson - PERFILMichael Jackson: a vida do músico em imagens

http://www.elpais.com/fotogaleria/fans/lloran/muerte/Michael/Jackson/6578-1/elpgal/

http://www.elpais.com/multigalerias/elpgal/20090626elpepucul_2/Zes

26 junho 2009

COMO VOTARAM PSD-CDS EM QUESTÕES IMPORTANTES

PARA QUE CONSTE:

Convergência dos regimes de segurança social [PSD e CDS abstiveram-se];
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Lei da Mobilidade na Administração Pública [PSD e CDS votaram contra];
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Sistema de Avaliação de Desempenho na Administração Pública [PSD e CDS votaram contra];
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Vínculos, Carreiras e Remunerações [PSD e CDS votaram contra];
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Contrato de trabalho em funções públicas [PSD e CDS abstiveram-se];
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Alteração da contribuição dos beneficiários dos subsistemas de saúde da administração pública (ADSE) [PSD e CDS votaram contra];
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Lei de Bases da Segurança Social [PSD e CDS votaram contra];
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Criação do indexante dos apoios sociais e novas regras de actualização das pensões e outras prestações sociais [PSD e CDS votaram contra];
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Lei das Finanças Locais [PSD votou contra e CDS absteve-se];
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Lei das Finanças Regionais [PSD votou contra e CDS absteve-se];
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Prorrogação do Congelamento de Carreiras [PSD e CDS votaram contra];
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Antigos combatentes [PSD e CDS votaram contra];
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Financiamento da rede rodoviária a cargo da EP [PSD e CDS votaram contra];
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Lei da Programação Militar [PSD absteve-se e CDS votou a favor]
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Orçamentos do Estado de 2006, 2007 e 2008 [PSD e CDS votaram contra];
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GOP 2005-2009 [PSD e CDS votaram contra];
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GOP 2007, 2008 e 2009 [PSD e CDS votaram contra];
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Programa de Estabilidade e Crescimento [PSD e CDS votaram contra].

CHORA - AUTOEUROPA

Quase certo é o despedimento de 250 funcionários contratados a prazo. Irresponsavelmente, a CGTP considerou acertada a decisão de chumbar o pré--acordo. Na próxima semana, a administração anunciará as medidas que vai tomar. Confesso que estou pessimista. Oxalá os trabalhadores não chorem. Nestas crises só o bom senso pode resolver as questões. O caminho escolhido foi outro. É preciso que cada um assuma as suas responsabilidades. A si, meu caro António Chora, que pena não ser você o líder da CGTP/Intersindical. Nessa central, ninguém aprendeu nada consigo e com a luta inteligente que travou até aqui. Emídio Rangel-C.Manhã
Sobre este tema diria que António Chora, se fosse da dita CGTP, não poderia ser como é... Quem ali labora não defende os trabalhadores mas zela, ex-clu-si-va-men-te pelos superiores interesses dessa espúria organização chamada PARTIDO COMUNISTA. Os trabalhadores são um mero instrumento das estratégias subversivas dessa organização de malfeitores. Eventualmente essas operações podem centra-se em justas reivindicações... mas o que dá vida ao PC é o descontentemento popular!!! Por isso o promovem de forma subreptícia e, em desespero de causa, como na Auto-europa, descaradamente!
Interessante, para se tirarem algumas conclusões, são as manifestações de regosijo da célula do PC naquela empresa depois do boicote consumado. Ler aqui.

25 junho 2009

UM ABALOZINHO - DIZ A SENHORA MANUELA

Os reflexos da crise global que nos afecta hoje são de facto terríveis a todos os niveis, não mudarão o paradigma económico em que vivemos mas abalarão durante muitos anos a confiança dos investidores nos mercados financeiros e obrigarão à mudança de muita coisa na supervisão e regulação dos mercados. Ao contrário do que diz a Sra Manuela esta crise esteve muito longe de ser um abalozinho! Esta crise atingiu Portugal de forma muito mais intensa do que quando Cavaco Silva arrasava a bolsa nacional em 1987 com a declaração do "gato por lebre", do que quando Cavaco Silva mandava cartas a todos os portugueses dizendo NÃO PODER GOVERNAR SEM UMA MAIORIA ABSOLUTA, ou quando os perdões fiscais do secretario de estado Oliveira em Costa beneficiavam empresários hoje medalhados pelo ex PM, aliás, as condições da economia global são hoje muito piores do que quando se hipotecava o futuro das receitas fiscais com a titularização da dívida pública no negócio com o Citygroup pela sra Manuela F. Leite.Mas....eppur si muove....e parece, pelo gráfico abaixo, que não estamos assim tão mal no contexto da União Europeia que sofreu com a lenta acção do sr Trichet! (Camara dos Comuns )
Clicar na imagem para ampliar

O PSD É UMA NAÇÃO...

PORTUGAL É UM CAMPO DE OPERAÇÕES
FINANCEIRAS DO PSD
ENTREGUEM-LHE AGORA O RESTO DO PODER
A Câmara Municipal de Viseu aplicou sete milhões de euros no Banco Privado Português (BPP) em depósitos a prazo, dos quais já recuperou seis milhões de euros. Neste momento, a autarquia tenta ainda levantar cerca de um milhão de euros, logo que o banco tenha a liquidez necessária para o permitir.
O facto foi confirmado ao DN pelo presidente da autarquia, Fernando Ruas. "Há dois ou três meses, tentámos levantar o dinheiro e conseguimos tirar de lá cerca de seis milhões, não tivemos qualquer problema", disse o autarca. "Estamos à espera de condições para levantar o restante, cerca de um milhão", acrescentou.
Fernando Ruas explicou que a sua câmara tinha há muito dinheiro depositado no BPP. "Fazíamos concursos públicos junto dos bancos para saber qual a instituição que oferecia a melhor taxa de juro e depois escolhíamos", refere o presidente da Câmara de Viseu
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Para desanuviar, ouçamos a divina
Diana Krall
DIANA KRALL - Cray me a River (CLIQUE NO LINQUE)

MIMOS BRASILEIROS

24 junho 2009

A SÍNDROME DE SITACIONISMO DE PACHECO

Por demasiado fastidioso, há muito tempo que não fazíamos uma visita ao psicótico Abrupto de Pacheco Pereira e... parece tudo manter-se como dantes, ou talvez pior. A doentia análise de um tal situacionismo continua a perseguir aquela alma atormentada e ficámos preocupados com os progressos do malzinho que se terá apoderado da brilhante mente do filósofo. Costuma numerar aquelas "análises" e já vai na nº.101. É coisa de demente...
Ilustra um dos relatos daqueles seus pesadelos a imagem que acima estampamos, reproduzindo estranhas marcas de mãozadas que deixam entender alguém ter andado rastejando, em busca de algo, porventura... o próprio P.P., em desesperada procura de marcas do situacionismo dos seus pesadelos. Que pena! Um homem tão inteligente e deu naquilo!? Alguém, por ele (e estou a pensar em MFL, a quem o pobre dedicou tão extrema fidelidade que até o tolheu...) deveria fazer uma promessazinha a São Bentinho da Porta Aberta... em favor do desventurado. Mas essa senhora não tem ar de piedosa...

"BCP CONTINUA A ROUBAR E POSSO PROVAR"



Hoje-Diário de Notícias
O comendador Joe Berardo, terceiro maior accionista do BCP, teceu hoje críticas sobre o banco onde detém uma posição 6,2 por cento, voltando à carga com as acusações de "roubo" e de "aldrabice", afirmando que tem provas desses actos.
"O BCP continua a roubar ainda hoje em dia e posso provar", atirou Joe Berardo, no decorrer do 'Ideia Fórum', promovido pelo jornal 'i' e que decorreu hoje em Lisboa.
Mais tarde, na saída do encontro, o empresário madeirense que detém 6,2 por cento do BCP, de acordo com os dados compilados pela agência de informação financeira Bloomberg, afirmou que "há poucos dias, Gordon Brown [primeiro-ministro inglês] disse que o presidente executivo do Royal Bank of Scotland tinha uma reforma muito elevada, de 800 mil libras por ano. Aqui [no BCP], alguns administradores reformados ganham mais do que isso".
Joe Berardo não especificou quem são os visados nas suas declarações.
"São valores extremamente elevados. Não tenho problema de eles serem bem remunerados, mas sim com as aldrabices feitas, alterando os resultados para daí beneficiarem eles próprios", reforçou Joe Berardo.

OS SÁBIOS QUE PORTUGAL MERECE?

sábios
O problema português não é, ao contrário do que diz o 'manifesto dos 28 economistas', fazer ou não fazer o TGV ou a Ota, mas sim qual a fórmula eficaz para o País voltar a crescer dentro do sistema do euro. Dizer não ao TGV ou à Ota pode parecer credível, mas não nos responde à pergunta essencial: como é que Portugal pode deixar de 'divergir da Europa' estando no euro? Para além disso, e estando o País e o Mundo em recessão, se não for o Estado a gastar dinheiro, quem o vai gastar? Serão os 28 economistas do manifesto que, por milagre ou magia, inventarão uma população rica e empresas prósperas, capazes de nos tirar do buraco?
Salazar, o Marquês de Pombal e Fontes não perderiam um minuto com as opiniões destes 28 sábios da nação. Domingos Amaral, Director da GQ
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E se fosse "oferecido"a esses senhores VINTE E OITO poder para decidirem o que está certo e o que está errado? Nessa altura ficaria tudo completamente estragado... e a maioria deles a gaguejar... Então aquele que fugiu!...
Um comentário com o qual concordamos, de Sá Ferreira:
-Parte dos subscritores do pronunciamento contra as obras públicas visarão apenas tornar doutrina, para fins eleitorais, a caca-fónica estratégia do PSD contra as obras públicas.Tudo porque são a gente do PSD que as quer fazer... Há ali muito tintol para engrandecer a marca. Outra parte dos subscritores representam os rafeiros que estão sempre prontos a seguir os "maiores" para darem também a sua latidela em busca das sobras da matilha.
Estou a lembrar-me de vários como o Medina e também de um cujo nome não me ocorre e que queria à viva força ser ministro da indústria de Guterres e nem a um nem ao outro o mais caridoso homem do planeta ousou satisfazer os anseios desses desamparados... Agora dedicam-se a esta actividade pavloviana: babarem-se e latir esganiçado quando ouvem dizer - pêesse!!!

AÍ TEMOS O TROCA-TINTAS EM TODO O SEU ESPLENDOR

Depois de fazer gáudio em campanha com o desrespeito político das “candidatas fantasma” Ana Gomes e Elisa Ferreira, que, diga-se, apresentaram-se ao eleitorado dizendo de forma transparente ao que vinham, o Baixinho Rangel, a nova ave rara da política portuguesa, apenas uma semana depois de encabeçar a lista do PSD às europeias, já admite deixar o parlamento europeu para fazer parte de um eventual executivo laranja. Lembremos que de uma eleição para o Parlamento Europeu não resulta legitimidade idêntica à da eleição para a Assembleia da República, da qual emana o Governo, pelo que há critérios políticos a respeitar para que não se ande por aí a vender gato por lebre (especialidade que parece envolver toda a acção do dr Rangel.
Repisemos o facto de Rangel ter adoptado como base da sua argumentação de campanha para as europeias a mui dramatizada denúncia do facto de as duas candidatas referidas pretenderem também concorrer às autárquicas. Mas declararam o facto com toda a clareza! E esse seu argumentário tira-lhe toda a legitimidade política e comprova que este não é a personalidade que virá trazer alguma frescura ao nosso panorama político. O marketing sempre pode dourar a pílula, mas esse seu jeitinho de enrolar os argumentos, de uma certa esperteza saloia, repito, é característica de um TROCA-TINTAS das feiras minhotas (sem nenosprezo para os feirantes).

23 junho 2009

A LOIRA DO REGIME

A CEGUINHA DO REGIME

Só se eu estivesse cega ou fora deste mundo é que não acharia que há um Sócrates antes e outro depois das eleições”. “Numa coisa, seguramente, o meu programa vai-se distinguir daqueles que é costume apresentar ao país, é que não tenciono fazer nenhuma promessa que não tenciono cumprir, não tenciono mentir aos portugueses”, afirmou Manuela Ferreira Leite.Todos se lembram daquela famoso paradoxo do Groucho Marx em que afirmava que não podia ser sócio de um clube que o aceitasse como sócio. O mesmo se passa com os políticos que dizem que não vão mentir aos eleitores pois já estão a dizer a primeira mentira

22 junho 2009

COM O CHEIRO A PODER BABAM-SE TODOS

Nobre Guedes, do CDS, andava muito discreto nos últimos tempos.Pode dizer-se que andava mesmo desaparecido. Mas agora, após as eleições europeias, com os resultados obtidos pelo seu partido e pelo PSD e a possibilidade de se formar uma nova AD, já voltou à ribalta pedindo "participação, abertura e reconciliação". A governança voltou a ser possível e apetecível. Quem não os conhecer que os compre. E...
Uma vez que a moção de estratégia do CDS recusa expressamente coligações ou entendimentos parlamentares, Nobre Guedes sugere um congresso extraordinário, não electivo, para alteração da estratégia. JÁÁÁÁ... Apostava em como isto lhes vai sair furado!

21 junho 2009

A CÉLULA DO PCP NA AUTOEUROPA ESFALFA-SE EM ACÇÕES PARA GLÓRIA DO PARTIDO

Camaradas!!!

A Autoeuropa é apresentada como modelo e exemplo, com mistificações e com meias verdades. Tudo o que é relativo a esta multinacional é apresentado como novo: a tecnologia, a organização de trabalho, as relações entre os chamados “colaboradores” e patrão. Diz-se que existe um banco de horas. Não corresponde à verdade. E a prova evidente é que a Administração, evocando a crise internacional, se prepara para desferir um rude golpe nos direitos dos trabalhadores tentando antecipar o novo Código do Trabalho.
Desde o último Congresso o número de militantes triplicou e a célula reforçou-se significativamente. É um feito notável tendo em conta as condições concretas dentro da fábrica: trabalho em linhas de montagem com pausas muito curtas e turnos rotativos em que os trabalhadores precisam de estar sempre no posto de trabalho.
A Célula reúne regularmente e assume o seu papel de direcção. O seu funcionamento, requer um trabalho exigente, uma grande persistência e uma acção constante dos militantes do Partido. As conclusões da 2ª Assembleia da Organização da Célula definiram que o Partido dentro da Autoeuropa não pode abdicar da sua política. Com um PCP mais forte e influente, melhor serão defendidos os direitos dos trabalhadores.À medida que o Partido se foi reforçando, conquistando o seu espaço de acção e assumindo tomadas de posição em relação à vida da empresa e dos trabalhadores, as listas unitárias para os órgãos representativos dos trabalhadores também foram elegendo mais elementos. Muitos trabalhadores já não se deixam envolver pela teia do alheamento ideológico que é imposto constantemente pelo patrão e tomam em conta a opinião do Partido.
Em 2004 a lista unitária para a Comissão de Trabalhadores obteve 183 votos. Nas recentes eleições a lista unitária obteve 549, que demonstra que cada vez mais um número significativo de trabalhadores confia em nós e isto dá-nos mais força para acreditar na nossa acção.A acção da célula, fez renascer a confiança de muitos amigos do partido. A informação da célula é o único contraponto político a toda a informação que é divulgada pela administração. O Faísca” é o boletim informativo para todos os trabalhadores da Autoeuropa, elemento agitador e esclarecedor que leva a todos a opinião da célula do PCP relativa aos assuntos internos do momento e não só. “O Faísca” entra na empresa e segue caminho de volta a casa com os trabalhadores através de um simples clique na Internet. Começou-se a divulgar o “Avante!”, e na Festa do Avante a Célula assume o funcionamento do Bar “O Faísca” na sua totalidade, com os militantes e amigos do Partido durante os três dias da Festa, fazendo daquele um espaço de convívio e de grande fraternidade. O reforço da Célula não é apenas um motivo de regozijo para os comunistas. Uma Célula mais forte está em melhores condições para intervir e é com orgulho que afirmamos que hoje o Partido e as suas mensagens têm maior receptividade no seio dos trabalhadores da Autoeuropa.Viva o XVIII Congresso!Viva o Partido Comunista Português!
ISTO É ATERRADOR!!!!!!!
O que o PCP não é capaz de fazer para combater um rival (o B.E.) que o suplanta eleitoralmente? Tentam mesmo escaqueirar uma empresa. Quem, gente de bem, ainda pode dar o benefício da dúvida a um tal Carvalho da Silva* que se faz passar por um moderado, civilizado, que até parece ir à missa dominical e se confessa ao senhor padre e, ao fim e ao cabo, é ele o operacional do PCP para todas estas malfeitorias!!!?
Não será necessário actualizar o código penal?
* Recordo-me de ouvir o Dr Mário Soares a dizer algo sobre o cavalheiro no sentido, por estas ou outras palavras, que seria uma personalidade a ter em conta. Acho que sim! Mas num plano profundamente negativo! É o verdadeiro cérebro da agitação comunista nos sectores que mexem com a economia e também a personalidade que, em primeira análise, deverá ser responsabilizada, se acreditarmos que o avô cantigas anda por ali apenas a encher pneus o que não me admirava nada. Esse do bigodinho ralo da agitação dos prof. é também um rafeiro que apenas executa directivas... Mas é tudo uma canalha!

http://www.pcp.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=33018&Itemid=762

MEMÓRIA QUE NÃO CONSIGO APAGAR

Há uma razão maior que todas as outras para votar no PS nas próximas legislativas. (serve também de declaração de interesses)
Essa razão chama-se Manuela Ferreira Leite.Não me agradam as campanhas negativas, aliás neste momento nem sequer me agradam quaisquer campanhas, mas a memória não deixa esquecer a passagem de Ferreira Leite pelas Finanças, nem o estado em que ela deixou o País com as arquitecturas financeiras que inventou para esconder o desastre financeiro.
É a mesma memória que não consigo apagar que me recorda que a solução por ela inventada para a Administração Pública não passou pela reforma do Estado, nem pela redução do esbanjamento, mas só pelo congelamento dos salários dos trabalhadores, pela criação de um sistema de avaliação muito mais injusto e ineficaz do que este que agora existe e pela tomada de assalto a todos os lugares de topo da Administração Pública, saneando a torto-e-a-direito os dirigentes anteriores, insultando-os injustamente, como fez com António Nunes dos Reis na DGCI e substituindo-os por quadros piores, oriundos principalmente da banca, que tiveram o privilégio de ficar com o know-how do funcionamento do fisco.
Como a memória serve para alguma coisa, lembro-me ainda da sua anterior passagem pelo Ministério da Educação e do que resultou desse seu desempenho.
Sem remédio e sem amnésia irei votar onde ainda há uma réstia de esperança.
Espero que o Partido Socialista tenha o bom-senso de demonstrar com dados credíveis, inquestionáveis cientificamente e certificados, as vantagens de algumas políticas praticadas nos últimos anos. Por poucos que sejam, foram melhores que a herança deixada por Ferreira Leite, Durão Barroso e Santana Lopes. Se o conseguirem, em vez de se entreterem a maquilhar o carácter dos actores em cena, pode ser que muitos dos que se sentem vítimas da arrogância e do autismo de meia dúzia de iluminados que chegaram a desplantes nunca imaginados, ainda reconsiderem e troquem a vontade do coração pela da razão e pela memória.
LNT [0.478/2009]
(Com muito respeito e a devida vénia

MALFEITORIAS DE GENTE SEM PÁTRIA, SEM DEUS E SEM FAMÍLIA

ABERRANTE!!!!!! vilões-Trogloditas
O que se passa na Autoeuropa não representa mais, em última instância e na sua essência, do que a enésima tentativa das estruturas ligadas ao PCP para, na sequência de outras anteriores, combater e boicotar o mais significativo - talvez único - exemplo de sindicalismo responsável e reformista existente em Portugal ao nível das empresas industriais, também tornado possível por uma gestão moderna e “aberta” da parte dos responsáveis do grupo VW. Se surtir efeito, a Autoeuropa transformar-se-á a prazo num foco de instabilidade empresarial com o consequente aumento do desemprego, possível deslocalização da produção, destruição de um “cluster” de excelência e boas práticas industriais, diminuição das exportações e aumento do déficit externo. Mais ainda, um “excelente” exemplo negativo a ser apontado a qualquer possível futuro investimento estrangeiro em Portugal. O cenário ideal, está visto, para um “reforço da votação na CDU”, que poderá então bradar contra os malefícios do grande capital e das multinacionais, as políticas de direita do governo, o agravamento do desemprego e a “destruição do sector produtivo” e das conquistas dos trabalhadores”. “Viva la Muerte!”
ISTO, A SER PROVADO, DEVERIA LEVAR DE IMEDIATO À ILEGALIZAÇÂO DO PCP, CONSIDERANDO ESSE BANDO COMO UMA ORGANIZAÇÂO DE MALFEITORES.