10 outubro 2009
08 outubro 2009
AS ELITES DO PALHEIRO
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A. A. Barroso
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06 outubro 2009
RIR FAZ BEM - É O QUE VALE
CAVACO SILVA FORA DO SEU HABITAT
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FUTURO DE MARCELO PREOCUPA CHINESES
由於我們知道光是一種太陽幅射,而這個太陽幅射主宰了地球上各種生物,其中包括了人類雙眼視覺所及之處,因為一旦沒有了太陽幅射,地球將是一片永遠的漆黑,我們剛剛談到了可見光(400nm ),如果用這個概念衍生,向上就是「紫外線 )的區域,若紫外線再向上延伸就是X-射線(),再往上就是α、β、γ射線,再往上就是宇宙射線(這些可怕有殺傷力的射線,還好有大氣層幫我們阻隔住了)。 另外,若從紅色區域衍生,向下就是「紅外線」(),再來就是微波,以及我們通訊所使用的區域,千米波、百米波、十米波(行動電話就是米波),最後的幅射區域就是我們熟知的大象、鯨魚使用的通訊方式-「低頻波」。以上的一切都是屬於幅射,也是常聽到的「電磁波」。相對來說「光」的蓋念,就侷限於我們人眼視察的範圍,上、下各有一段區域 「紅外線」及「紫外線」,再往上就以「射線」區別,向下則以「
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05 outubro 2009
A INÉPCIA
9:00
Cavaco Silva: – Mande trazer-me o pequeno-almoço, por favor.
Secretária: – Com certeza, senhor Presidente. O costume?
Cavaco Silva: – Hmm… As duas torradas frias e sem manteiga e o copo de Água das Pedras com uma casca de limão, mas não a malga de Corn Flakes sem leite. A minha mulher convenceu-me a começar uma dieta. Parece que os cereais têm muita gordura.
S: – Como entender, senhor Presidente. Deseja que traga também os jornais do dia?
CS: – Deixe estar. Ponha-os de parte juntamente com os outros. Leio-os no Natal.
S: – Muito bem, senhor Presidente. É tudo?
CS: – Por agora, sim. Obrigado, Marques Mendes.
S: – Como disse?
CS: – Disse que era tudo. Obrigado.
11:27
(Chamada de Cavaco Silva para Fernando Lima, responsável pela assessoria para a comunicação social)
Cavaco Silva: – Está? Fernando?
Fernando Lima: – Senhor Presidente? Em que posso ser-lhe útil?
CS: – Estou a ligar para falarmos daquele assunto.
FL: – (…) Senhor Presidente, é melhor não o fazermos por telefone. É pouco seguro. Tínhamos combinado manter o contacto por email. O email é muito mais seguro. Ninguém consegue violar a segurança blindada de uma rede informática.
CS: – Pois sim. Mas sabe que não me sinto muito à vontade com estas tecnologias modernas. Até as calculadoras me deixam apreensivo.
FL: – Peço-lhe que faça um esforço, senhor Presidente. Se isto se soubesse, seria complicado. Ainda por cima, com as eleições tão próximas. Escreva-me para a minha morada de correio electrónico.
CS: – Se tiver mesmo de ser. Muito bem. Até já.
FL: – Fico a aguardar, senhor Presidente.
11:29
(idem)
Cavaco Silva: – Fernando? Sou eu outra vez.
Fernando Lima: – Há algum problema, senhor Presidente?
CS: – Tenho uma dúvida a respeito da sua morada de correio electrónico.
FL: – Queira dizer, senhor Presidente.
CS: – Ainda mora em Campo de Ourique, não é?
FL: – Senhor Presidente, a morada de correio electrónico é aquela que tem a arroba.
CS: – (…)
FL: – O A com rabinho.
CS: – Ah, claro. Vou então enviar o email. Obrigado.
FL: – Disponha sempre.
11:35
(Comunicação entre o gabinete do Presidente e a sua secretária)
Secretária: – Sim, senhor Presidente?
Cavaco Silva: – Ó Dias Loureiro, chame alguém da informática porque o meu computador está outra vez com problemas.
S: – Que tipo de problemas?
CS: – Estava a preparar-me para escrever um email e, de repente, o ecrã ficou cheio de peixes. Não sei de onde vieram.
S: – Peixes?
CS: – Sim. Peixes tropicais. Será grave?
S: – Já tentou mover o rato?
CS: – Também há um rato? O palácio está a precisar de uma desinfestação. Edifícios com uma certa idade, sabe?
S: – Aquele pedaço de plástico ligado ao computador por cima do tapete de borracha com a cara do Mário Soares.
CS: – Desapareceram. Cancele a chamada do técnico, mas aproveite para marcar a tal desinfestação, Durão Barroso. E diga ao Fernando Lima para passar por cá mais tarde.
S: – Com certeza, senhor Presidente.
14:21
(Chamada de Maria Cavaco Silva)
Cavaco Silva: – Está?
Maria Cavaco Silva: – Aníbal?
CS: – Ah. És tu.
MCS: – Estou a pensar alcatifar a casa de banho. A decoradora diz-me que é má ideia porque a alcatifa não se dá bem com a água, mas eu pu-la na ordem. Achas que fica melhor alcatifa azul ou salmão? E quanto ao piaçaba? Não há maneira de contornar a proibição de importar marfim? O catálogo também traz uns de platina com rubis muito engraçados. Com cerdas de porco selvagem guatemalteco. Muito raro. E outra coisa…
CS: – Está? Maria?… Não te ouço bem. Acho que estou a ficar sem rede.
MCS: – Sem rede? Mas eu estou a ligar-te para o fixo. Ó Aníbal, que conversa é ess…
16:42
(Chamada do gabinete presidencial para Paulo Portas, com a ocultação de número activada)
Paulo Portas: – Sim?
Cavaco Silva: (com voz nasal) – Paulinho?
PP: – Quem fala?
CS: – Paulinhoooooooooooooooo?
PP: – Está a falar com Paulo Portas, sim. O que deseja?
CS: – Paulinhoooooooooooooooooooooooooo? Cu-cu.
PP: – Não tenho tempo nem paciência para brincadeiras de mau gosto.
CS: – Ai não? Cu-cu. Bilu bilu. O Paulinho não quer brincar? (risos)
PP: – Ouça, eu sei muito bem quem fala. Se continuar com esta infantilidade, juro que mando apagá-lo de vez dos registos do partido. Espero que leve a ameaça a sério, Freitas!
(fim abrupto da chamada)
17:08
(Telefonema do gabinete do primeiro-ministro para o gabinete presidencial)
Cavaco Silva: – Está?
José Sócrates: – Senhor Presidente, como tem passado?
CS: – Quem fala?
JS: – O primeiro-ministro.
CS: – Que disparate. O primeiro-ministro sou eu.
JS: – Não, senhor Presidente. O senhor Presidente é o Presidente da República.
CS: – (…) Tem razão. Que posso fazer por si?
JS: – Nada de mais. Estava só a ligar para saber se estava tudo bem.
CS: – Há algum motivo para não estar?
JS: – Claro que não. Um dois… experiência. Um dois… Sssom… Sssom…
CS: – Como?
JS: – Não é nada. Estava a pensar alto. Sendo assim, não lhe tomo mais tempo. Ah. Já agora. Vou jantar com a Fernanda amanhã e não me posso esquecer de lhe levar um ramo de flores.
CS: – Porque me está a dizer isso a mim?
JS: – É para me lembrar quando ler a transcrição. Boa tarde, senhor Presidente.
CS: – Boa tarde.
17:21
(Chamada de Cavaco Silva para o atendedor automático de Fernando Lima)
CS: – Olá, Fernando. Sou eu outra vez. Temos de falar com urgência acerca daquele assunto que referi. Ando com um pressentimento de que me andam a espiar. Pode não ter fundamento, mas acho que devíamos debater a possibilidade. Ligue-me logo que possa.
(Última gravação do dia)
Espalhar a boa nova...
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04 outubro 2009
A VERGONHA DE OEIRAS
O candidato independente à Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, acusou hoje a candidatura socialista de "falta de espírito democrático" responsabilizando os "insultos iniciados por apoiantes de Marcos Perestrello" pelos empurrões que se verificaram em Algés.Quando as duas comitivas, apoiantes de Isaltino Morais e de Marcos Perestrello, se cruzaram hoje numa rua de Algés, os apoiantes envolveram-se em desacatos, troca de insultos e a alguns empurrões.
Confrontado com queixas de Marcos Perestrello, acusando Isaltino de ter encabeçado as provocações, o autarca de Oeiras explicou que apenas tinha a intenção de cumprimentar o PS, mas, ao passar pelos apoiantes socialistas, foi insultado. E o "democrata exemplar", comandando a sua brigada de díscolos (só de gente dessa se pode tratar para se prestarem a acpmpanhá-lo), acusou logo os opositores de falta de espírito democrático. Eles são assim! Não têm pejo!
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MARCELO E A DAMA
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03 outubro 2009
AS " SANTANICES DO PEDRO"
O arquitecto Frank Gehry cobrou à EPUL – Empresa Pública de Urbanização de Lisboa – 600 dólares à hora (cerca de 649 euros, ao câmbio da altura) pela elaboração do projecto de reabilitação urbana do parque Mayer. O projecto, que foi promovido por Pedro Santana Lopes quando era presidente da Câmara de Lisboa, custou à EPUL um total de 2,9 milhões de euros, dos quais 2,2 milhões foram pagos ao ateliê de Frank Gehry. É necessário muito cuidado, agora que vamos votar para as autarquias,para não abrir, com o voto, as portas dos cofres a estes irresponsáveis. E este SANTANA é de uma pertinácia e tal descaramento que não desarma.SÓ CORRIDO!!!A 28 de Janeiro de 2003, a Gehry Partners, enviou a Eduarda Napoleão, então vereadora com os pelouros do Licenciamento Urbanístico e Reabilitação Urbana, uma carta com as linhas gerais do projecto, o preço da sua concepção, o tipo de despesas reembolsáveis e os preços praticados pelos arquitectos do ateliê em cada hora de serviço.
O documento, a que o CM teve acesso, deixa claro que Frank Gehry cobrava 600 dólares à hora. Como na altura um dólar valia 1,0818 euros, o arquitecto canadiano, famoso pela arquitectura do Museu Guggenheim em Bilbao, fazia-se pagar à hora por 649 euros.
Já Randy Jefferson, autor da missiva para a vereadora, cobrava em cada hora de serviço quase 347 euros. Em concreto, os 12 arquitectos referidos no documento praticavam, preços à hora entre um mínimo de 70 dólares (75,7 euros) e um máximo de 600 dólares, referente a Frank Gehry.
A carta endereçada a Eduarda Napoleão, nomeada presidente da EPUL por Santana Lopes em 2004, precisava que o projecto iria custar 1,2 milhões de dólares (quase 1,3 milhões de euros). É um valor desta grandeza que aparece referido no contrato celebrado entre a EPUL, a EBAHL (actual EGEAC – Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural).
A autarquia, cujo presidente da altura promoveu a contratação de Frank Gehry, não entrou no contrato. E por uma razão simples: a 1 de Fevereiro de 2005, a Câmara, por proposta de Santana Lopes, atribuiu à EPUL a responsabilidade de reabilitar o Parque Mayer.
Ontem à tarde, o CM contactou o assessor de Pedro Santana Lopes e informou-o do assunto em causa. Até à hora de fecho desta edição, não obtivemos qualquer resposta do candidato à Câmara Municipal de Lisboa.
SÓ ASVIAGENS DE ARQUITECTOS CUSTARAM 28 881 EUROS
Em Maio de 2004, entrou na EPUL uma factura da Gehry Partners sobre duas viagens em nome de Frank Gehry e Keith Mendenhall, com o custo de 33 707 dólares (28 881 euros, como refere o documento). As viagens foram entre Los Angeles, Londres e Lisboa, em Setembro de 2003.
SAIBA MAIS -Correio da Manhã
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02 outubro 2009
NA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA NÃO HÁ FONTES - HÁ FACTOS!


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01 outubro 2009
MÁS NOTÍCIAS PARA OS "BOTA-A-BAIXO"
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30 setembro 2009
PATÉTICO

A eurodeputada socialista Ana Gomes considerou hoje "patética" a comunicação ao país do Presidente da República, dizendo que, a partir de agora, o Governo terá de ter "muito paciência" com o Palácio de Belém.Ana Gomes, candidata do PS à presidência da Câmara de Sintra, falava aos jornalistas momentos antes da inauguração do troço de auto-estrada que liga o nó da Circular Regional Externa de Lisboa (CREL) ao nó de Alcabideche da A5 -- cerimónia presidida pelo primeiro-ministro, José Sócrates."A intervenção do Presidente da República encavacou todos os portugueses, porque foi patética. A construção que mostrou ter na sua cabeça e que a demonstrou perante todos os portugueses mostra que há um desfasamento com a realidade", considerou a dirigente socialista.Sobre as críticas do Presidente da República ao facto de dirigentes socialistas terem apontando assessores de Belém como estando a colaborar com a elaboração do programa eleitoral do PSD, Ana Gomes referiu que "esses assessores, obviamente, não têm limitações de cidadania"."Mas também acho que há uma crítica política que é legítima por parte de partidos a outros partidos por não terem gente capaz de elaborar um programa e terem de recorrer a assessores do Presidente da República", sustentou Ana Gomes."É patético que o Presidente da República tenha situado tudo quando estava na sua casa de férias a despachar diplomas, quando de facto tudo se passa há mais de um ano. Há um ano atrás quando um seu assessor de imprensa foi plantar no jornal Público a notícia que a Presidência estava cheia de angústias por supostamente estar a ser seguida e espiada", advogou a eurodeputada socialista.Ana Gomes disse concordar com o teor da reacção oficial do PS, "pois o melhor é cortar o mal pela raiz".Sobre as futuras relações entre São Bento e a Presidência da República, Ana Gomes declarou: "todos teremos de ter muita paciência".
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SOCORRO - LEVEM-ME PARA A MADEIRA!
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29 setembro 2009
AUTÁRQUICAS NO MONTIJO
As gentes do Montijo são um exemplo de participação cívica na vida da sua cidade e Concelho, facto que espelha bem no seu desenvolvimento a todos os níveis, constituindo um exemplo que deveria ser seguido por muitas cidades e municípios do País, do Corvo a Freixo-de-Espada à-Cinta. Causa-nos sempre muita admiração este envolvimento popular nos assunto da comunidade, uma forma de combater a indiferença e de acicatar a acção dos próprios dirigentes e responsáveis a todos os níveis que, desta forma também se sentem gratificados pelo seu esforço e empenhamento pelas causas que lideram.Têm os montijenses o privilégio de ter na presidência da Câmara uma autarca de grande prestígio e obra feita, a Dra Maria Amélia Antunes, a qual se candidata a mais um mandato nas próximas eleições, tendo a propósito e em evento de campanha eleitoral, proferido um importante discurso, do qual destacamos estas muito significativas palavras:Caros e caros amigos e camaradas,
Na minha intervenção de candidatura em 9 Maio de 1997 afirmei que se o Partido Socialista ganhasse as eleições autárquicas iríamos transformar a face do concelho de Montijo, tornando-o num concelho moderno, desenvolvido, coeso social, ambiental e territorialmente. A obra está à vista a começar por esta magnífica praça da República que em boa hora requalificámos.
O PS mexeu com a cidade e com todas as freguesias do concelho. Nada nem ninguém ficou indiferente à intervenção qualificada do PS. Interviemos nas áreas do Ordenamento do Território e do Urbanismo, do Património, Cultura e Ciência, da Promoção e Desenvolvimento, da Acção Social, do Ambiente e Saneamento Básico, da Educação, na cooperação com as Juntas de Freguesia, na Modernização Administrativa, na Protecção Civil, no Desporto e Tempos Livres, na Saúde e no apoio ao movimento associativo. A ligação com a comunidade educativa (professores, pais, alunos, funcionários) marca também este nosso mandato.
Parabéns aos militantes do P.S. do Montijo por serem um exemplo de participação cívica e pelo empenho que emprestam às causas da sua terra, não podendo nós deixar de salientar a acção do Sr.José Artur Resina Bastos que, para além do resto, ainda se dá ao cuidado de nos ir informando o que de relevante se passa naquela pitoresca cidade ribeirinha. Bem haja esta gente exemplar!
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P S A GOVERNAR SOZINHO? HAVIA DE SER BONITO!


29.09.2009 - 15h56 Lusa
O empresário Francisco Murteira Nabo disse ter a convicção de que o Partido Socialista (PS) vai formar um Governo sozinho. “Mas governe sozinho ou não, acho que é fundamental que os partidos na maioria parlamentar assegurem um plano de recuperação financeira e um plano de desenvolvimento económico de longo prazo estável”, afirmou.Para o presidente da Elo, o fundamental é que “independentemente de quem governe, se comprometa que as grandes linhas estratégicas de desenvolvimento do país sejam asseguradas”.
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28 setembro 2009
ANÁLISES DO DIA SEGUINTE
Ferreira LeiteSerá que a líder do PSD estará melhor dos seus problemas de falta de ar?
OS OUTROS DERROTADOS
Foi tanta gente a festejar a vitória na noite das eleições que até parece que só Manuela Ferreira Leite teve de guardar o espumante para melhor oportunidade. Além disso ficaram esquecidos muitos pequenos derrotados nestas legislativas, a saber:
Maria José Nogueira Pinto: o seu aparecimento nas listas do PSD causou surpresa e a surpresa teria sido maior se o relatório sobre a sua gestão à frente da Misericórdia de Lisboa entregue a Ferreira Leite sobre a gestão da Santa Casa. A gestão da Misericórdia de Lisboa suscitou algumas dúvidas ao então director-geral.
A agora deputada apostou em todos os tabuleiros, até conseguiu chegar a deputada do PSD sem ter mexido um dedo. E se Manuela Ferreira Leite tivesse ganho é muito provável que tivesse chegado a ministra da Saúde. Mas parece que teve azar e vai ter que se sentar no parlamento a criar hemorróidas e calos no rabo, ao lado da bancada do PP que a lançou nestas andanças.
Manuel Alegre: a ajuda do ex-candidato presidencial de pouco serviu ao BE já que os seus deputados não são em número suficiente para negociarem quaisquer acordos com o PS e ninguém acredita que Jerónimo de Sousa aceite sentar-se com a extrema-esquerda. Se Manuel Alegre contava com um BE como parceiro do PS, chamando a si o protagonismo de pai da maioria de esquerda enganou-se. Ninguém sabe onde está o seu milhão de votos, até é provável que uma boa parte deles tenham ido para o Paulo Portas, isso significa que uma possível candidatura presidencial de Manuel Alegre pode ter morrido ontem à noite.
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O POVO PORTUGUÊS TEM AQUILO QUE MERECE


Manuela Ferreira Leite está infeliz...
...porque falhou em toda a linha quando as circunstâncias lhe eram favoráveis. Só ganhou sete mil votos face a 2005 e deixa o partido em crise. Fica? Vai-se embora? A sucessão está em aberto. Não vai ser bonito.Santana Lopes deve estar a rir-se. Até Fernando Nogueira foi capaz de ganhar mais votos do que a líder do PSD. A primeira conclusão a tirar é esta: o país chumbou a escolha social-democrata. Manuela tinha quase tudo para ganhar: crise económica evidente, reputação esburacada do adversário, vitória eleitoral nas europeias – só faltava mesmo um líder capaz de dar corpo à mudança. Não era fácil, mas também não era difícil. A verdade é simples: Ferreira Leite foi um erro de casting. Neste sentido, o cavaquismo está moribundo. Sobrevive em Belém, mas também ele está em cheque face às acusações levantadas e, para já, não provadas. A derrota de Manuela não é, contudo, uma derrota individual. Além do cavaquismo, perde o PSD ‘socialite’ que sente algum embaraço na companhia das bases. Perdem Alexandre Relvas e António Borges, símbolos de um partido diletante que encarou as eleições com o ar olímpico e inconsequente. Manuela foi o reflexo desta frágil superioridade moral. Se a campanha foi medíocre, o programa de governo está na génese da catástrofe. O liberalismo foi posto na gaveta: este PSD era, na verdade, um socialismo laranja de conveniência. Manuela não só deixa o PSD estilhaçado como impediu que, no grupo parlamentar, estivesse Passos Coelho, o líder a prazo. Ou será Rui Rio? As hostilidades vão começar.
Paulo Portas está feliz...
...porque tirou a Louçã o brilho do terceiro lugar e cresceu 3,% face a 2005. Num país ainda mais de esquerda, o liberalismo de Portas tornou-se necessário.A fraqueza do PSD foi a força do CDS-PP. Paulo Portas ganhou porque Ferreira Leite perdeu. Além do grande resultado, Portas foi a estrela destas eleições:_o CDS é a terceira força política do país e tirou o pão da boca a Louçã, que já se julgava camisola amarela entre os partidos pequenos. Mais importante: apesar do crescimento da esquerda, é relevante para o país ter um partido não estatizante e liberal com poder de fogo e voz no Parlamento. Mas Portas não ganhou tudo. Feitas as contas, continuará na oposição mais dois anos. O drama de ser líder do CDS é esse mesmo: muleta política é o seu máximo objectivo e, neste sentido, o êxito de Ferreira Leite seria também a chave do seu sucesso. Fica para a próxima. Portas é um pragmático e, até lá, não desprezará acordos pontuais com o PS, se isso favorecer o seu eleitorado e não o implicar demasiado, mas não se espere mais do que isso. A vitória de ontem deve-se a um campanha eleitoral determinada. Os 21 deputados são arma que deve usar com bom-senso.
Francisco Louçã está feliz...
...porque ganhou mais duzentos mil votos face a 2005 e já está longe dos 2,7% de 2002. Este Bloco é outro partido, embora não saiba bem que voz adoptar.O Bloco atingiu ontem a maioridade, apesar de ter ficado ligeiramente aquém das expectativas. Pode continuar a não usar gravata e a ir de autocarro para o trabalho – embora já tenha Plano Poupança reforma e use o carro quando lhe dá jeito. Pode até insistir na nacionalizações, porque ninguém leva a sério e acha que são marcas que ficaram do passado mais radical. Mas agora há uma nova limitação: Francisco Louçã representa a quarta força política do país. O choque com a realidade é inevitável: perante um governo PS minoritário, Louçã será convidado a apoiar o executivo mais vezes do que lhe convinha. Não lhe bastará desafiar o primeiro-ministro no Parlamento: terá de negociar. Negociar não significa ceder, significa mostrar que o Bloco é mais do que um simples partido de protesto. A área social parece a ponte segura para falar com Sócrates sem comprometer a independência. O Bloco não pode ser apenas muleta, mas também já não pode ser só bastão de combate. Ontem isso acabou.
...porque depois de quatro anos de luta nas ruas, protestos e greves, só ficou com as sobras dos votos deixados pelo Bloco. Sabe a pouco e a quase derrota Jerónimo de Sousa fez uma campanha fraca, foi o mais frágil nos debates televisivos e acabou atrás do Bloco de Esquerda. A_CDU é, agora, o grupo parlamentar mais pequeno no Parlamento. O crescimento do Bloco é mais do que uma ameaça, é uma realidade que empurra os comunistas para uma posição de cada vez maior irrelevância política. Claro, o ruído dos sindicatos – designadamente da CGTP – permitirão à CDU ter um impacto social e televisivo muito acima do seu valor eleitoral, mas esse músculo não invalida as dificuldades presentes de Jerónimo de Sousa. O secretário-geral comunista não tem o lugar em perigo, nem sequer ameaçado, mas o desgaste e a erosão parecem evidentes. Apenas a lógica conservadora do partido trava qualquer ímpeto de mudança e maiores solavancos. Jerónimo de Sousa defenderá a realidade formal – teve mais votos do que em 2005 –, mas a realidade substantiva confirma a oportunidade perdida: com o PS em hemorragia, foi Louçã quem encheu o bornal (o que, cá para nós, não constitui uma boa notícia para o futuro desta cloaca mal-cheirosa onde tanto suíno chafurda)
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26 setembro 2009
BOM SENSO É PRECISO
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O DOCE CHILREIO DOS PASSARINHOS E PASSARÕES DE BELÉM
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25 setembro 2009
VINTE E SETE DE SETEMBRO
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ESTÁ NA MÃO DOS PORTUGUESES A SOLUÇÃO
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