14 novembro 2009

LIDERANÇA DO PSD

O cordeiro pascal

EMBALADOS PELOS TRATOS DE POLÉ A QUE O P.S. ESTÁ A SER SUBMETIDO, A FAMÍLIA PSD CUIDA DA SUA LIDERANÇA... EM CLIMA DE EUFORIA
Pedro Passos Coelho, antigo candidato à liderança do PSD, disse que as eleições de hoje representam “um novo ciclo” para o partido.“Espero que este resultado de hoje seja uma boa forma de o PSD se abrir para um novo ciclo que começou com as eleições legislativas”, disse Passos Coelho que evitou, no entanto, pedir a demissão da líder do PSD. “Manuela Ferreira Leite é a presidente do partido e responsável por um resultado difícil do partido, mas a posição dela não está em causa [neste momento]”. Agora é preciso repensar o que é preciso fazer”, acrescentou o social-democrata que MFL não incluiu nas listas do partido para eleições legislativas. Neste momento, Passos Coelho defende que é preciso que o partido saiba encontrar “uma nova esperança e repensar aquilo que é preciso fazer”.
Não faltará quem associe o que se está a passar no país às circunstâncias em que o PSD se encontra... Estava a precisar de alento?.. Aí o tem servido de bandeja!
Vamos agora ver como se livram do Passos Coelho que não pertence às famílias da Linha de Cascais e entregam, de mão beijada, o ceptro ao pregador dominical da RTP. PASSOS COELHO?... É mais um transmontano a abater?
Sobre este tema e graçolando sobre a estirpe cascalense do PSD, alguém ripostou que o fundador e pai do ppd/psd foi um homem do norte, ao que outrem respondeu: pois, mas foi por isso que o avião caiu...

ESCUTAS - 6 -QUEM PÕE TRAVÃO A ESTE DESVARIO...

Mão amiga fez chegar ao Correio da Manha a informação de que há dezenas de escutas gravadas de Sócrates. Para além do que Pedro Marques Lopes escreve aqui, descobre-se que a justiça entende ter o direito de saber o que o primeiro-ministro pensa dos “temas ‘Manuela Moura Guedes/José Eduardo Moniz’”, adiantando o tablóide uma notícia em primeira mão: é “evidente que o casal não era do agrado do primeiro-ministro José Sócrates”.Mas, mais relevante ainda do que a devassa da vida privada, o CM escreve que a justiça fez questão de acompanhar as campanhas eleitorais do PS: “É já conhecido, neste momento, que as autoridades ouviram diversos elementos do Partido Socialista e que as mesmas escutas decorreram durante a preparação das três campanhas eleitorais que ocorreram neste ano.Será que o próximo passo consistirá em acusar o PS de actividades subversivas, detendo para averiguações os principais cabecilhas?
É evidente que que este País está a entrar em plano inclinado e que o poder judicial está a esburacar o poder executivo que acabará por baquear! Uma golpada que favoreça a tomada do poder pelo PSD em eleições antecipadas? Em meu juizo e enquanto ainda temos liberdade para emitir opinião, julgo que a teoria que MFL divulgou sobre a famigerada asfixia democrática está paulatinamente a ser instalada, com a acção de uns e a cooperação de outros! Será ainda nebulosa a posição do Presidente da República, o garante das liberdades e do funcionamento das Instituições democráticas, cujo silêncio é insurdecedor e não podemos pensar por um instante que esteja o mais alto magistrado da nação a assistir a este desconchavo, ou colaborante ou indeciso sobre o que deve fazer. Não pode assistir impávido à acção de um sector do poder judicial, com a colaboração de pasquins da comunicação social, determinada a escavacar e maneatar o poder executivo. O que está a acontecer é uma tragédia... e unma vergonha. E o senhor Presidente da República tem responsabilidades nisto porque foi o primeiro a dar o exemplo ao "apedrejar" e tentar describilizar os mesmos que compõem o poder executivo e aquele que é o seu Primeiro Ministro. Diriamos que esta é uma sequela das manobras das escutas do Palácio. Aliás, parece que o senhor Professor Cavaco Silva nunca esteve à altura das suas responsabilidades e do seu elevado cargo. Terá sido um grande azar a sua eleição.

13 novembro 2009

ESCUTAS - 5 -CREDIBILIDADES

A «Classe Jurídica» ainda está mais afastada dos cidadãos do que a «Classe Política», não está? pergunta Medeiros Ferreira.

Respondo assim: - Está sim senhor, a milhas!... Se hoje fosse vender melões para o mercado ninguém lhe comprava um melão com receio de lhe sair abóbora.

ESCUTAS - 4 - ESPIONAGEM POLÍTICA


VIEIRA DA SILVA DUVIDA DA LEGALIDADE DAS ESCUTAS (in Jornal PÚBLICO)
O ministro da Economia, Vieira da Silva, disse hoje que considera que as escutas em que são identificados Armando Vara e José Sócrates têm "legalidade duvidosa" e supeita de "pura espionagem política". Numa entrevista à Antena 1, o governante socialista defende que há regras a ser cumpridas quando estão em causa "altas figuras do Estado".
Questionado sobre a notícia do "Sol", que refere que, através das escutas, se percebe que Sócrates já sabia do negócio da TVI apesar de o ter negado no Parlamento, Vieira da Silva diz que só viu os títulos. "Torna-se claro que o que motiva essas forças e as pessoas que estão por trás do que me parece ser uma ilegalidade não é qualquer averiguação relativa a qualquer processo de corrupção, é pura espionagem política", acrescentou.O governante criticou estar-se a ouvir "um dirigente de um partido, que é também primeiro-ministro, e depois colocar nos jornais escutas cuja legalidade é mais do que duvidosa". O que é "muito preocupante", acrescentou,"Há regras que têm de ser cumpridas como é o caso das escutas de altos responsáveis nosso Estado de direito", disse Vieira da Silva, acrescentando que houve um incumprimento "grosseiro" dessas regras. "A forma como as escutas são transformadas em notícias e depois são aproveitadas politicamente afigura-se-me um comportamento inadmissível e perigoso".
?!
Em tempo e a propósito:



O COMUNISMO - O DENGUE SOCIAL

La bloguera cubana Yoani Sánchez, retenida y golpeada
Logré ver, no obstante, el grado de sobresalto de nuestros atacantes, el miedo a lo nuevo, a lo que no pueden destruir porque no comprenden, el terror bravucón del que sabe que tiene sus días contados.
Os nossos Bernardinos nunca anotam
estes atentados à liberdade nos regimes comunistas.
Rufam tambores
contra a falta de liberdade
nos regimes democráticos onde ela abunda e esses bernardinos a usam
à fartazana
às vezes com foros de libertinagem
Solidariedade com Yoani?
Era o que faltava...
Social-Fascismo
Sempre!

OS QUE FOGEM DA ESTRUMEIRA

Ninguém é profeta na sua terra, diz o ditado. A sabedoria popular portuguesa parece aplicar-se, por estes dias, a destacados membros da nossa classe política, que são mal amados na pátria enquanto recebem os mais rasgados elogios no estrangeiro.
A reflexão surge a propósito da distinção que a prestigiada revista norte-americana Forbes acaba de conceder ao ex-primeiro-ministro António Guterres. Reconhece-o como a 64.ª entre as cem personalidades mais influentes do mundo pela actividade que vem exercendo como alto-comissário para os Refugiados no âmbito das Nações Unidas.
É uma função que Guterres tem desempenhado da melhor maneira, como já foi reconhecido pelos mais exigentes analistas internacionais. Cansado do "pântano" da política portuguesa, o ex-primeiro ministro brilha hoje no estrangeiro, onde também merecem crédito o ex-primeiro-ministro Durão Barroso, que acaba de ser reconduzido como presidente da Comissão Europeia, ou o antigo presidente Jorge Sampaio, enviado especial do secretário-geral da ONU, entre outras tarefas, para a luta contra a tuberculose.
Todas as personalidades da vida nacional que ocupam cargos de poder e de prestígio nas mais altas instâncias internacionais, e que são elogiados lá fora, cá dentro foram continuamente achincalhados por um país
que faz gala em depreciar os políticos, remetendo-os para os últimos patamares da consideração social.
Para vingar por cá e manter-se à tona d'água tem de possuir as qualidades inatas da filhadaputice nacional, necessárias para se ser "respeitado" e considerado um igual. O grande António Guterres, muito criticado pela canalha, saiu suavemente do pântano e nunca mais desceu à cloaca fedorenta.
Estou certo que Guterres se estará nas tintas para as louvaminhas que por cá se possam fazer sobre os seus sucessos... pelos mesmos que lhe faltaram ao respeito e achincalharam de forma execrável.
Pobre país que, por exemplo, se masturba a ssistir à descabelada persiguição que está a ser feita pela C.Social(?!) ao actual Primeiro Ministro, certamente porque resolveu um dia governar esta cloaca e afrontar interesses instalados. É a filhadaputice nacional em todo o seu esplendor e a ingenuidade de um ferrabraz oriundo das berças transmontanas. Não é de Cascais ou redondezas, logo... é um intruso a quem se lançam os cachorros. Guterres também veio das Beiras... e Barroso das Terras de Barroso, Trás-os-Montes... Cascais só dá podengos? Não! Que ideia...

12 novembro 2009

ESCUTAS - 3 -A ÁREA MAIS DIFÍCIL

A área mais difícil do jornalismo não é a economia nem a ciência: é a justiça, em que nada parece matemático ou científico. O modelo em que assenta o sistema jurídico português é ainda mais obscuro e complicado: é uma ciência oculta, um buraco negro feito de ecos e silêncios, ajustes de contas e incompetências. Ninguém o entende verdadeiramente, ninguém sabe bem o que se passa lá dentro, apesar de não faltarem especialistas reputados, muitas pessoas sérias e de o assunto ser tão delicado como uma operação ao coração. Quem tem o azar de cair nas mãos de um mau jornalista, de um mau juiz (ou magistrado do Ministério Público), ou ainda de um mau médico, pode ficar com a reputação ou a vida destruídas em poucas linhas, em duas palavras ou em breves segundos na sala de operações.
A história que envolve a escuta da conversa entre o primeiro-ministro e Armando Vara é apenas mais um sinal do vírus que está a envenenar o país. O primeiro-ministro foi ouvido a dizer umas estranhas frases ao amigo Armando Vara, administrador do BCP. Como primeiro-ministro que é - e sendo verdadeiras as frases escolhidas para divulgação - deveria ter sido mais prudente e poupado a nação a conversas daquele calibre. Porquê? Primeiro, por ser o líder do governo, o que envolve responsabilidades e deveres especiais; depois, por ser o interlocutor quem é - o reincidente e poderoso Armando Vara; finalmente, porque Portugal é o país que inventou a via verde das escutas. Que grande invenção lusitana: escuta-se a torto a direito. Em vez de serem conduzidas com a paciência da pesca à linha - com respeito pelo frágil ecossistema de direitos, liberdades e garantias -, as investigações são feitas por arrastão: atira-se a malha fina e tudo o que vem à rede é peixe. Às vezes é peixe graúdo, outras vezes é peixe sem importância, e esse raramente chega às páginas dos jornais, apesar de a destruição ser igualmente fatal.

ESCUTAS-2 BIG BROTHER

Big brother - Pois é, pá. Esses pulhas são todos uns filhos-da-mãezinha que os pariu e do Diabo que os carregue.- O que isto está mesmo a precisar é que se limpe esta merda toda à morteirada. Não há por aí um caralhinho que quilhe meia dúzia destes caras-de-cu?Extracto de um conversa telefónica tida, à poucochinho, com um amigalhaço que gosta de dizer coisas ao telefone. As mãezinhas têm pouco a ver com o caso de que falávamos. O Diabo não carrega quem quer que seja. Isto tudo não é uma merda. Nunca passou pela cabeça dos interlocutores usarem um morteiro e, finalmente, os caralhinhos não servem para quilhar qualquer meia-dúzia de caras-de-cu.Mas se esta conversa estivesse gravada na Judite a ser ouvida por quem não nos conhece e se lhes passasse pela cabeça, ou de algum juiz, que deveríamos ser abatidos, podem imaginar as conclusões que daqui se tiravam.Estou realmente a pensar deitar todos os meus telefones para o fundo do Tejo.
Nota: as orelhas supra são da lavra do editor deste blogue.

O DIABO TECE-AS

ISTO, COM TANTA MINÚCIA, TERÁ ALGUM CARÁCTER
OFICIOSO?- Não é! Mas é um companheiro de luta bem
incómodo. É o que acontece a quem frequenta lugares de
de má nota!
Mas não é a folha onde o Jardim costuma bolsar e mete
o pilim que o Governo Central surripia aos pobres do
Contenente para o cavalheiro dar largas às suas megolomanias?...
E também para dar bodo a outros pasquins onde defeca?!

AS ESCUTAS E O ICONOCLASTA

O Sindicato dos Magistrados do Ministério Público garante estar "muito atento" a qualquer processo disciplinar que venha a ser instaurado ao procurador do processo "Face Oculta", João Marques Vidal. Esta foi a única reacção de Rui Cardoso, secretário-geral do SMMP, depois de confrontado com as declarações do procurador-geral da República sobre o que se passou com as escutas ao primeiro-ministro, José Sócrates .
Escutas que devem ter apanhado o Primeiro Ministro a treinar palavras caras para esmagar adversários com a sua bagagem cultural, como aquela do iconoclasta que deixou o Herman José em palpos de aranha na entrevista de glorificação do Ministro Sócrates depois da façanha de trazer para Portugal o Campeonato Europeu de Futebol. Apanhar em escutas expressões pouco correntes, por vezes de dúbio sentido e de grande carga idiomática, é um perigo e o homem estaria perdido se não encontrasse na outra ponta do fio quem não o entendesse... Aí correria o risco de ir parar à fogueira!... Sobretudo com a atenção que o Sindicato está a prestar ao assunto das escutas. Tem sorte por se tratar de um sindicato de Magistrados, logo de pessoas de alto gabarito moral e intelectual, sem problemas para entenderem a linguagem rebuscada do nosso Primeiro Ministro e reconhecerem as suas ideossincrasias...
Ele nem é mau rapaz! Mas resolveu também encarnar aquele personagem de uma rábula da TV que exclamava: ...quantos são?!... quantos são?!... quantos são?!... Certamente não esperava que fossem tantos e tão determinados a fazer-lhe o funeral... Sortes de um iconoclasta no mundo de adoradores de bezerros de ouro e de imitação.

ESCUTAS-1 - O ESTADO DA JUSTIÇA


11 novembro 2009

O MURO DE BERLIM, SUA QUEDA E MALEFÍCIOS

Tarde caiu, pior ter existido.

É o facto de o Muro ter sido construído em nome de um mundo radicalmente mais justo que hoje rouba possibilidades a quem queira imaginar um mundo radicalmente mais justo.
Perante a efeméride da queda do Muro de Berlim, alguma esquerda não resiste lembrar-nos de que, não obstante a liberdade chegada aos países de Leste, 1989 significou também o triunfo do neoliberalismo e, com ele, a universalização da desregulação económica, a retracção do Estado Social e um continuado cavar das desigualdades entre os países ricos e os países pobres.
Isso até será verdade, mas a grande falácia é pensarmos que a intocada hegemonia do neoliberalismo se deveu à queda do Muro de Berlim.
Bem ao contrário: é o facto de o Muro ter sido construído em nome de um mundo radicalmente mais justo que há muito rouba possibilidades a quem queira imaginar um mundo radicalmente mais justo. O Muro de Berlim e o regime que o ergueu continuam a dar mau nome a qualquer esperança que se atreva a tentar superar o capitalismo
predatório.

AJUDA A SALVAR O PLANETA



Ajuda a salvar Planeta
Água resultante do degelo de glaciares favorece absorção de CO2 pelo fitoplâncton, o que ajuda a combater o aquecimento global. Jornal de Notìcias

A LUTA DOS PROFESSORES...

Ministra concordou em mudar as regras até Dezembro. É tudo o que os sindicatos queriam ouvir
Tudo se resume afinal a uma simples questão de semântica. Os sindicatos dos professores defendem a suspensão do actual modelo de avaliação e a revisão do estatuto da carreira docente; a ministra da Educação, Isabel Alçada, quer alterar a legislação antes do fim do ano. A retórica pode divergir, mas, na prática, o resultado é o que a classe está à espera. "Como a maioria das escolas adiou a avaliação para Janeiro de 2010, ainda se vai a tempo de adoptar o próximo regime", explica o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores.

Seja qual for o desenlace, João Dias da Silva, dirigente da Federação Nacional dos Sindicatos da Educação, garante que as inquietações dos professores acabaram - já ninguém tem de se preocupar por não ter entregue os objectivos individuais nem sequer voltar a sujeitar-se ao modelo ainda em vigor: "Não haverá penalizações quer na progressão da carreira, quer no concurso nacional", assegura o sindicalista.Após saírem das sucessivas reuniões, ficou claro para os dirigentes sindicais de que é possível recomeçar tudo de novo e que não existem "matérias fechadas" para esta equipa do Ministério da Educação: "Este encontro marca o princípio do fim da divisão da carreira dos docentes e de um modelo avaliativo que foi rejeitado por todos nós", remata João Dias da Silva.
Quem estará a gerir esta situação com esmerada atenção é o PCP e os seus agentes da Intersindical que, para conseguirem manter acesa a chama do conflito e a agitação na sociedade portuguesa (não estão interessados em acordos que matem a "luta") induzirão os professores em reivindicações apelativas que propiciem o impasse. Vamos ver... Os professores deram provas de serem fácilmente manobráveis e os comunistas não sabem viver sem isso e esgotam-se nisso.

O PATRÃO DOS PATRÕES


As palavras do engenheiro Francisco Vanzeler, presidente da Confederação da Indústria Portuguesa, de que "os salários baixos são necessários para 25% das nossas exportações", opondo-se ao aumento do salário mínimo, é de quem fala de barriga cheia, pois não está entre aqueles 300 mil assalariados que ganham 450 € mensais, ou menos! Estranho num homem normalmente muito sensato e sempre cordial
O senhor saberá com toda a certeza que a maioria dos patrões tem uma baixa escolaridade aliada a uma ainda pior qualificação profissional? E que será este o verdadeiro entrave ao desenvolvimento e às consequentes exportações que tanto o afligem?! No país dos patrões e dos doutores... é bom lembrar que o mero trabalhador é o dinamo de qualquer empresa e também por isso deve ser condignamente pago e motivado. O que deveria preocupar o senhor Vanzeler e dizê-lo de viva voz são, para além de outras carências primárias, é a falta de destreza, criatividade, inovação e saber correr riscos sem maminha do Estado que são a marca de grande parte dos seus associados.

BOAS MEDIDAS? - AINDA BEM!!!


Luís Patrão em entrevista ao ‘Jornal de Negócios’: “O nosso país reagiu à crise da maneira mais expedita"
O presidente do Turismo de Portugal considera que o País está a reagir bem à crise e que para isso contribuíram os apoios disponibilizados pelo Governo.
Nos últimos meses, as linhas de crédito para apoio ao sector já disponibilizaram quase 200 milhões de euros às empresas, incrementaram-se os programas para incentivo à procura e fez-se um esforço acrescido de promoção junto dos mercados emissores, apoiando-se também o surgimento de novas rotas aéreas.
“São precisos mais um ou dois anos para alcançar as metas traçadas a dez anos”, estima Luís Patrão.
Ler notícia

10 novembro 2009

NINGUEM TEM CULPA DA FAMÍLIA QUE TEM


Quem tem uma costela republicana tende a indignar-se quando vê famílias inteiras pre-destinadas à política em geral e ao governo da res publica em particular. No entanto, faço por compreender: ninguém tem culpa da família que tem.
Há famílias onde parece que uma fada apareceu e abençou para sempre os petizes com o talento para a política. A verdade é que as crianças crescem com a certeza que esse será o seu futuro, tão certo como o destino. Mas é sermos injustos, eram pequeninas e não foram elas com certeza que chamaram as fadas.
Que culpa tem Teresa Portugal, ex-deputada, de ser irmã de Manuel Alegre; ou os filhos de Luis Filipe Menezes e Carlos Encarnação de os pais serem autarcas; ou de Artur Penedos, assessor de Sócrates, ser irmão do Presidente da REN, José Penedos? Nenhuma.

A DIREITA COMEÇA A FAZER A FOLHA A OBAMA

UM HOMEM INTELIGENTE DA DIREITA PORTUGUESA NÃO RESISTE À TRAULITADA AMENA

Em Setembro de 2008, John McCain estava a ultrapassar Barack Obama. Depois veio o crash de Wall Street, Obama subiu entre os independentes nos swing states e ganhou. Por umas centenas de milhares de votos em meia dúzia de estados--chave.Isto foi o que aconteceu. Mas há quem veja aqui uma epifania, um milagre da vontade geral e popular. Talvez porque Rousseau era um espírito religioso e transpôs para a idade democrática a nostalgia da sacralidade perdida dos reis ungidos por profetas e santos...Quem agora unge e consagra são os media - os pivots das grandes cadeias de televisão -, gente notável, porque notória. Feliz o que lhes cai na graça, desgraçado o que lhes desperta embirração. Os primeiros são carismáticos, os outros párias.Barack Obama entrou para os primeiros. Independentemente dos oráculos tinha charme pessoal e um discurso integrador universal; também porque não se conseguia perceber - ideologicamente - o que era. E encarnava um mito americano e universal: o homem que vem do nada, que não é ninguém, e que chega ao topo de tudo, passa a primeiro dos homens.Por isso fizeram-no um destes Messias-Midas, que transformam em sucesso tudo o que tocam. Os europeus escolheram-no logo. Apesar disso, ganhou na América. Só que a ambiguidade inteligente perde muitos dos seus trunfos quando passa a poder e tem de escolher. A coligação anti-Bush ia dos activistas do lunatic fringle a conservadores escandalizados com o "partido dos ricos", com Cheney e os neocons. Agora no poder é diferente. Presidente, Obama tem de dividir águas e cumprir promessas das exigências da esquerda politicamente correcta às políticas complicadas e difíceis. Guantánamo continua aberto (afinal ninguém quer os "inocentes" ali encarcerados); as práticas e métodos da "guerra suja" antiterrorista seguem; o Afeganistão é um buraco que se alarga e onde tem de optar por reforçar rapidamente e em força ou abandonar; o Iraque piorou; a crise económica persiste; o plano de saúde passou à tangente nos Representantes e fracturou o Partido Democrático.As eleições dos governadores da Virgínia e de Nova Jérsia foram um aviso. Os números são expressivos: na Virgínia, Obama ganhara a McCain por 53% contra 47%; desta vez o republicano Bob McDonnell foi eleito governador com 59% dos votos contra 41% do democrata Creigh Deeds; em Nova Jérsia, um feudo democrático, o governador democrata Jon Corzine, bilionário, ex-senador e patrão da Goldman Sachs, perdeu por 49%-45% contra Chris Christie, um magistrado republicano.As sondagens continuam a dar aprovação a Obama. O Nobel chegou como um brinde, mas a magia acabou. (assim, sem mais nem menos - acabou!) no I
Jaime Nogueira Pinto

09 novembro 2009

BOAS NOTÍCIAS PARA AS NOVAS GERAÇÕES


Boas notícias: as mulheres estão a ficar cada vez mais bonitas. É um facto científico. Um estudo da Universidade de Helsínquia, a cargo de Markus Jokela, defende que a beleza feminina tem vindo a melhorar ao longo das gerações. Ao que parece, as mulheres bonitas são as que têm mais filhos, logo, nascem mais crianças belas. Assemelha-se quase a uma conta matemática. E tal como a teoria da evolução defende que os mais fortes prevalecem, Markus Jokela diz que as mais belas também.
Tags: mulheres, estudo, beleza, evolução, , markus jokela
Para ler o artigo original clique aqui
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ORÇAMENTO AMIGO DA MULHER

A ex-deputado do bloco, Joana amaral Dias, acredita que "todas estas medidas são muito positivas"
Depois da criação da nova secretaria de Estado para a Igualdade - a única novidade orgânica no Governo - e das prioridades estabelecidos no novo programa, o Governo quer dar corpo - e verbas - ao problema das diferenças entre homens e mulheres.
O i apurou que, a dois meses de ser apresentado o novo Orçamento do Estado (OE) e com os mapas de despesa a serem desenhados, está a ser feito um levantamento exaustivo em todos os ministérios dos apoios financeiros para esta área. Com um objectivo: perceber em que ponto está o III Plano Nacional para a Igualdade e aplicar as medidas necessárias, já neste próximo OE. Neste levantamento é sublinhada a necessidade de analisar as verbas que cada ministério afecta aos objectivos relacionados com a igualdade de género. Em 2009, Portugal caiu quatro lugares no Global Gender Gap Index 2009 (ver caixa) e a preocupação financeira sucede ao compromisso político: a nova secretária de Estado para a Igualdade - Elza Pais - terá a responsabilidade de aproximar Portugal do que já se faz na Europa em termos de "gender budgeting".
O que esta Joana não valeria em acção concreta, no real... liberta do pregador/confessor e de toda aquela gente esquisita...

UM PODER MUITO CINZENTO

Os cinzentos«««

As certidões extraídas do processo, relativas a escutas telefónicas que apanharam Vara a falar com Sócrates, estão há quatro meses nas mãos do procurador-geral da República. Juristas ouvidos pelo DN consideram que é um "tempo suspeito". Caso decida mandar investigar, Pinto Monteiro terá de as entregar ao presidente do Supremo Tribunal de Justiça«««

UMA PERGUNTA A PINTO MONTEIRO

Não é corrupção gerir as investigações em função do calendário político? Poderá não ser no sentido económico e nos termos do Código Penal, é apesar de uma forma de corrupção não penalizada não deixa de ser bem mais grave do que receber uns milhares de euros a troco de favores.
Se os corruptos estão a destruir a democracia descredibilizando os políticos, a actuação do Ministério Público é bem mais grave pois não só descredibiliza a classe política julgando gente na praça pública e sem que as vítimas se possa defender e, pior do que tudo isso, descredibiliza a própria democracia abrindo o caminho à defesa da ditadura.
Pinto Monteiro Procurador-Geral da República desde a implantação da democracia e desde o 25 de Abril que é o político que maiores prejuízos causou à democracia. Se defendo que o administrador da REN deve pedir a suspensão de funções tenho de defender a demissão de Pinto Monteiro, A suspensão de Penedos é indispensável á transparência da REN, a demissão de Pinto Monteiro é indispensável por uma questão de higiene da democracia. Se Penedos é suspeito de cometer crimes, Pinto Monteiro é o responsável pelo Ministério Público e, por conseguinte, o responsável pelas fugas cirúrgicas ao segredo de justiça.
Dr. Pinto Monteiro, tenha a coragem de seguir o exemplo de Armando Vara e demita-se.

E em sequência chamemos à colação a seguinte crónica, íntima do assunto vertente:
«Ia este ano a começar e escrevi aqui uma crónica em que disse: se o homem gamou, julguem-no e prendam-no. Se. Caso contrário desamparem-me a loja. O homem era José Sócrates. Vai o ano para o fim e recomeça a ladainha. No princípio do ano era Freeport, história cheia de vagos primos. Mas no que toca ao primo dos primos - aquele que me interessa, porque lhe pago para me governar - nada de processo.
Portanto, não é que não se tenha provado, é ainda menos do que isso: não houve nada que indicasse que José Sócrates tenha gamado (na vasta gama de gamar que o termo comporta) no caso Freeport. Mas o primeiro-ministro de Portugal não pôde dedicar-se ao que devia porque foi sujeito a pertinaz e insidiosa onda de acusações (quando não era ele recebendo por de baixo da mesa, era a casa comprada com favores, quando não era a compra da casa, era a sisa paga baixa, depois a casa da mãe...) E disso? Nada. N-a-d-a.»
[Diário de Notícias]

Este País está infrequentável! E não é pelas razões invocadas pelo inglês que se queixava dos porcos feios e maus, supostamente a ralé portuga. Agora é talvez a fina flor que emporcalha esta coisa toda. Já se sente o cheiro das fogueiras de um novo santo ofício sem piedade.Se aqueles era por questões de fé, estes que não perderão tempo com o transcendente, que matéria os moverá?

08 novembro 2009

O JOGO DA CABRA CEGA DA OPOSIÇÂO

A OPOSIÇÃO PARLAMENTAR

Durante meses, as oposições conseguiram instalar um conceito definidor do Primeiro-Ministro que pesou bastante no julgamento dos eleitores – Sócrates era um arrogante. Agora o que tem vindo a verificar-se é que a arrogância mudou de campo.
Ouvir neste momento qualquer líder da oposição é constatar a imagem do arrogante, um discurso arrogante e opressivo, uma atitude pouco séria e irresponsável. Isto é, a simples circunstância de o PS ter ganho as eleições, mas sem maioria absoluta, tem dado oportunidade para se ver alguns senhores debitarem de cátedra as maiores baboseiras. Líderes da oposição e líderes dos grupos parlamentares têm reclamado, em discursos inflamados, que o PS, com maioria simples, não devia sequer ter apresentado no Parlamento o Programa de Governo com que se apresentou ao eleitorado, exigindo cada um deles que a atitude acertada (para não ser arrogante) era desistir do seu programa e inscrever soluções preconizadas pelas oposições para cada matéria.
O PS encontrou-se com os líderes de todos os partidos políticos com assento parlamentar. Propôs-lhes a formação de governos de coligação, tendo em vista os altos interesses nacionais e a gravidade da crise que nos entorpece os movimentos. Pois bem, todos os partidos da oposição rejeitaram a hipótese de formação de um governo de coligação, rejeitaram a realização de acordos de incidência parlamentar e deixaram o PS com a responsabilidade isolada de solucionar as dificuldades do País.
A discussão na Assembleia do Programa de Governo foi um espectáculo deplorável. Os partidos da oposição despejaram a cassete usada na campanha eleitoral e reclamaram que o PS abandonasse, sem mais, as suas posições e alinhassem no jogo demagógico e insensato das suas reivindicações. Dito de outra forma, os partidos da oposição juram a pés juntos que bloquearão o Governo, não o deixando concretizar o seu programa. Em toda a Europa há governos de coligação que põem os interesses dos seus países acima dos seus interesses políticos directos.
Em Portugal regista-se o contrário. Todos querem fazer prevalecer os seus objectivos próprios e egoístas. Vital Moreira disse ontem que se houver uma coligação negativa em resultado desta irresponsabilidade o Governo deve explicar ao Presidente da República e aos portugueses em geral este jogo da “cabra-cega”(a) das oposições e pedir a realização de eleições imediatas. É difícil
não concordar com Vital Moreira.
a)Agora co um ratão instruido -OPacheco Pereira- a comandar a dança...

O HINO DOSFUNCIONÁRIOS

Clique no link para ouvir
" Não, não são um grupo de música com um videoclip badalado, nem nenhum workshop de faça você mesmo. É tão simplesmente, o Hino dos Funcionários realizado por um grupo de 17 trabalhadores do Departamento Técnico de Planeamento e Urbanismo da Câmara Municipal de Portimão.
A ideia partiu de Adriano Pereira, desenhador da autarquia, em Fevereiro. O funcionário, que pertencia um grupo de teatro amador, resolveu desafiar os colegas de departamento a colaborar numa peça de teatro com desafio numa folha afixada num placard. A resposta surpreendeu: "à hora da pausa para o café, às 10.00, a lista estava sobrelotada". A adesão foi tão grande que entre os nomes inscritos estava até o do director do departamento. "Fui ter com ele para saber se era mesmo a sério ou se era uma brincadeira", conta Adriano Pereira.
A brincadeira foi levada a sério por todos, mas a peça tinha apenas sete actores e, por isso, os colegas pediram-lhe que criasse uma música em que todos participassem. Nasceu então o hino tão badalado nos meandros da Web.

07 novembro 2009

SETE ANOS DE PRISÃO PARA ISALTINO

Isaltino Morais, presidente da Câmara de Oeiras, foi hoje condenado a sete anos de prisão efectiva e à perda de mandato, bem como a pagar uma indemnização de 463 mil euros ao Estado.Não é de excluir também a sua responsabilidade de prática de crimes de fraude fiscal, diz a juíza encarreguada do caso.
O Tribunal de Sintra deu como provada a culpa do autarca em quatro crimes: fraude fiscal; abuso de poder; corrupção passiva para acto ilícito e branqueamento de capitais. O mesmo tribunal absolveu o autarca de um crime de participação económica em negócio e de outros dois crimes de corrupção passiva. A sentença será suspensa porque Isaltino Morais já apresentou recurso. Os restantes arguidos no caso foram absolvidos.Isaltino Morais foi constituído arguido em 2005 num processo relacionado com contas bancárias não declaradas na Suíça e no KBC Bank Brussel, em Bruxelas (Bélgica). Segundo a acusação deduzida em Janeiro de 2006, Isaltino Morais, acusado da prática de sete crimes, “recebia dinheiro em envelopes entregues no seu gabinete da Câmara” para licenciar loteamentos, construções ou permutas de terrenos. O Ministério Público pediu que fosse punido com prisão efectiva durante um período superior a cinco anos, bem como a inibição de exercício de cargos públicos durante esse tempo. Hoje, durante a leitura do acórdão, o colectivo de juízes considerou que o autarca "revelou total ausência de consciência critica como cidadão e como detentor de cargo político". Segundo o tribunal, entre 1990 e 2003 o autarca utilizou os cargos políticos exercidos para auferir benefícios económicos. Quanto aos depósitos em numerário nas contas bancárias da Suíça, foi considerado que Isaltino Morais tentou "negar o inegável" ao "pretender ocultar ser o verdadeiro titular das mesmas".
E se não adianta pedir à maioria da população do Concelho de Oeiras que tenha vergonha na cara pelo pornográfico conforto político dado ao condenado, ao menos que se metam em casa e não se lembrem de vir agora para a rua vitoriar o Isaltino, em desagravo das "malfeitorias" da Justiça ao seu herói da Suiça.

06 novembro 2009

GOVERNO AFASTA TAXA DO MULTIBANCO

O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, garantiu hoje que não irão ser cobradas taxas pelo uso do multibanco, já que o Estado irá utilizar a faculdade que a lei dá para tomar essa opção.
Iremos usar a faculdade que a lei nos dá para que se torne bem claro que não serão cobradas taxas pelo uso do multibanco, afirmou Teixeira dos Santos, durante o debate do programa do Governo.
Acerca da possibilidade de vir a ser cobrada uma taxa pelo uso do multibanco, Teixeira dos Santos começou por recordar que recentemente foi transposta para a ordem jurídica portuguesa uma directiva comunitária relativa a esta matéria.
Contudo, sublinhou, nos termos do decreto-lei que transpõe a directiva para a ordem jurídica nacional “fica reservado através de dispositivo legal subsequente a possibilidade de nós podermos regulamentar a opção que a directiva define de possibilidade ou não de cobrança
de taxas no uso dos meios de pagamento em causa”.


ELAS GOSTAM DOS MEIGOS - QUE NOVIDADE!?


Os alfaiates discretos saem-se melhor com o sexo oposto. A curiosa lição envolve esses insectos com pernas esguias que costumam andar à tona da água e aparece num estudo publicado hoje na revista "Science". Grupos de alfaiates agressivos acasalam menos do que os low-profile, diz uma equipa de investigadores da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos."Os tipos simpáticos não têm de ser sempre os últimos", sublinha o líder do trabalho, Tonsi Eldakar. "Neste estudo mostrámos que é possível um macho não agressivo ter maior vantagem (sexual)".Os investigadores começaram por observar populações de alfaiates e depois acompanharam cada indivíduo durante uma hora. Concluíram que as fêmeas têm tendência a afastar-se das zonas onde dominam os machos agressivos, acabando por acasalar com os machos que se isolam em grupos mais calmos. Para John W. Pepper, um dos autores do trabalho, este comportamento explica por que razão os grupos de machos agressivos estão em minoria. "Em termos individuais, os machos menos agressivos teriam uma fatia menor das fêmeas. No entanto, em grupo têm uma parcela maior, porque não afastam nem perturbam as fêmeas ao ponto de elas não se reproduzirem.A ideia contraria Darwin, apontam os autores. "A visão ingénua da evolução darwiniana é que os comportamentos mais selvagens, brutais e egoístas estão em vantagem. Não é verdade, e este é apenas um dos exemplos", defende Pepper. M. F. R.
Salvo as masoquistas, elas preferem os meigos... Olha que novidade! E a teoria de Darwin julgamos que se fundamentava na escolha da fêmea pelo macho mais forte e agressivo, entres os pares, na busca do melhor reprodutor (a violência do macho sobre a fêmea creio que é uma característica dos tíbios humanos!...)

05 novembro 2009

O LENDÁRIO HEFNER DA PLAYBOY

Hefner, o lendário e libidinoso fundador da "Playboy", profeta do hedonismo, não acredita que o seu fim esteja à vista. E não se comporta como se estivesse. Ainda trabalha dias inteiros na revista, viaja pela Europa e joga em Las Vegas, toma Viagra, visita clubes nocturnos com as três namoradas residentes - com idades para serem suas netas.
Na imagem a celebração da tradicional festa "Sonho de uma noite Verão", realizada na mansão da Playboy, situada na urbanização exclusiva de Holmby Hills, em los Angeles. A acompanhar Hefner estavam , claro está, as actuais namoradas e outras coelhinhas...

OS EMPATAS DO BLOCO DE ESQUERDA

Depois de ouvir hoje as "gralhas" do Parlamento nas suas interpelações ao Primeiro Ministro sobre o programa do governo e o exercício lúdico e inconsequente dessas dispendiosas aves canoras, lembrei-me do artigo publicado no Diário Económico por Eduardo Ferro Rodrigues de proclamações ideológicas ou argumentos aritméticos; afirma-se pelas propostas e pela demonstração de que em eleições legislativas o voto de protesto para nada serve. Quem não está interessado em assumir responsabilidades de governo, joga no agudizar da crise económica e social a partir da crise política e assim deveria ser penalizado e ter expressão parlamentar pouco relevante. Em caso de inexistência de maioria absoluta, um governo minoritário constitui assim a última solução, depois de ficar claro e público que a sua formação resultou das posições negativas de outros e não de vontade própria estratégica ou cálculos tácticos."
E quem, por exemplo, cidadão responsável, votou Bloco de Esquerda e vê aquela chusma de rapazinhos deleitados a fazer chicana e sem qualquer préstimo, não deve ficar com a consciência tranquila. Isto partindo do princípio de que quem vota B.E. é pessoa escorreita e responsável.


04 novembro 2009

O GENDARME


SECRETARIA DE ESTADO DE IGUALDADE DE GÉNERO


A criação de uma Secretaria de Estado da Igualdade de énero, liderada por Elza Pais, ex-presidente da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG), é uma das grandes novidades do XVIII Governo Constitucional.A nova Secretaria de Estado vai ter como objectivo "o combate à violência doméstica e o combate à discriminação no mundo do trabalho" e dar especial atenção à "conciliação da vida profissional com a familiar", segundo fontes do Executivo, citadas pela Lusa.
Depois de o primeiro Executivo liderado por José Sócrates ter começado, embora timidamente, a dar uma atenção particular e um apoio específico às questões do empreendedorismo feminino e às necessidades das mulheres empreendedoras, com a criação desta nova Secretaria dá um passo em frente que se espera contribua para a valorização do "management no feminino" e para uma redução das desigualdades de género.

CRUCIFIXOS NAS SALAS DE AULAS


As salas da Escola S. João Souto, em Braga - que continuam a exibir crucifixos na parede -, são apenas um exemplo de como a tradição se mantém, indiferente à lei que diz que as escolas públicas não podem exibir símbolos religiosos. Em Portugal ninguém sabe quantos estabelecimentos de ensino estão na mesma condição da escola bracarense, mas nova jurisprudência acaba de nascer, com uma condenação do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos. Perante uma queixa de uma mãe, Estrasburgo considerou a presença de crucifixos nas salas de aula italianas "uma violação do direito dos pais de educarem os seus filhos de acordo com as suas convicções" e "uma violação da liberdade religiosa dos estudantes". Uma decisão inédita com repercussões em todos os estados-membros.Em Portugal, 88,10% das pessoas são católicas. No entanto, em 2005, os princípios do Estado laico levaram o executivo de José Sócrates a aprovar uma lei que proíbe a exibição de símbolos religiosos nas escolas públicas. Na sequência de uma queixa da Associação República e Laicidade, o governo ordenou que todos os símbolos fossem retirados se alguém apresentasse queixa. Os casos seriam avaliados um a um "pelas autoridades competentes". Apesar de o Ministério da Educação não se mostrar disponível para confirmar a ausência de queixas até à hora de fecho desta edição, pais e escolas garantem que até hoje não há reclamações registadas. Albino Almeida, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), entende que o tema "é matéria de avaliação interna das escolas" e que "a decisão deve ser tomada no conselho geral de cada estabelecimento de ensino" - onde pais, professores, auxiliares e alunos estão representados. Foi precisamente esse o entendimento do CDS-PP, em 2005 - apesar de outros partidos, como o Bloco de Esquerda, defenderem que a retirada de crucifixos das escolas públicas portuguesas "devia ter acontecido na tarde de 25 de Abril de 1974 ou, quando muito, no dia em que a Constituição foi aprovada".Menos radical, Álvaro Almeida dos Santos, presidente do Conselho das Escolas, recorda no entanto que "o estado português é, por definição constitucional, um estado laico". Contudo, desvaloriza o assunto, admitindo que "apenas uma minoria das escolas, mais pequenas e tendencialmente do interior do país, ainda apresentará crucifixos" nas suas instalações. Se assim não é, os pais parecem não valorizar a questão ao ponto de apresentar queixa. Uma antiga professora da Escola S. João Souto, explica ao i que os crucifixos "nunca foram uma questão" levantada por pais, alunos ou professores. Até porque, "quando a maioria deles lá chegou, eles já lá estavam".A questão cultural e de antiguidade justificam a opinião da maioria, que defende que cada escola deve poder escolher exibir ou não símbolos religiosos. Contactado pelo i, o padre Manuel Morujão, da Conferência Episcopal Portuguesa, explica que a afixação de crucifixos deve ser permitida "sempre que as escolas assim o entendam". As razões são simples: "Faz parte da matriz cultural do país e, embora para os que têm fé seja um símbolo religioso, para todos os outros é um símbolo cultural da não violência." daqui
Durante o período da minha formação (da Primária ao secundário), sempre convivi com o crucifixo sem que o dito me tenha causado qualquer problema. Outro tanto não diria da presença asfixiante do clero no (meu) ambiente escolar, circunstância que terá sido decisiva para me afastar da sua convivência e dos seus cerimoniais. Porque considero que os icones da igreja católica são meros sinais do poder temporal dessa Igreja, cuja matriz cultural invocada não suporta bem a imposição às crianças da imagem violenta de um homem crucificado, aceito sem custo a decisão das instâncias comunitárias, tendo também em conta a importante componente da liberdade religiosa.

03 novembro 2009

OS SAUDOSOS " BEE GEES"

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O falsete de Barry Gibb mudou a história do disco sound e a música foi um sucesso mundial. A revista Rolling Stone atribuiu-lhe o 189º. lugar na sua lista das 500 melhores músicas de todos os tempos. Do álbum "A Febre de Sábado à Noite" venderam-se 40 milhões de cópias em todo o mundo, 15 milhões só nos EUA. E quem nunca dançou ao som de "Stayin Alive"que atire a primeira pedra.

Os manos Barry Alan Crompton Gibb, Robin Hugh Gibb e Maurice Ernest Gibb nasceram em Inglaterra mas mudaram--se para a Austrália no início da adolescência. Foi lá que, por uma questão meramente financeira, descobriram a vida artística e foi de lá que saíram, rumo ao Reino Unido, atrás da fama. A ideia inicial era juntar uns trocos para as despesas do dia-a-dia de qualquer jovem que se preze, mas as qualidades musicais dos irmãos acabaram por impressionar as pessoas certas.Começaram por chamar-se The Rattlesnakes e mais tarde mudaram para Johnny Hayes & the Bluecats. Nenhum dos nomes pegou e foi um DJ chamado Bill Gates (que de milionário ou crânio dos computadores não tinha nada) que fez o favor de os rebaptizar com o nome de Bee Gees, as iniciais de Brothers Gibb. Corria o ano de 1967 e os três irmãos estavam lançados.

MARCELO QUER SER LEVADO AO COLO COM UMA CHUCHA NA BOCA...


A liturgia dominical de Marcelo Rebelo de Sousa pôs a "unidade" no centro do cosmos social-democrata. A "unidade" que, provavelmente, o empurraria a ele ou "a uma pessoa qualquer" para o combate das directas. Mas essa "unidade" é impossível de alcançar porque, na opinião do professor, os "barões" do partido optaram pela "luta de facções" numa tendência "irreversível". Quem trabalhou para a "unidade" em torno de Marcelo não gostou das palavras do professor. Barrosistas e ferreiristas salientam a forma "pouco elegante" como Marcelo abordou a vida interna do partido e rejeitam a ideia de "facção": "Entre os apoiantes de Manuela Ferreira Leite não há facções, mas apenas uma série de pessoas preocupadas com o futuro do PSD" afirmou alguem próximo da actual direcção. Sentimento que Nuno Morais Sarmento referiu à Rádio Renascença, quando criticou a forma como Marcelo reagiu às várias declarações de apoio que recebeu de pesos-pesados sociais-democratas. Para Morais Sarmento, a sucessão de declarações a favor de Marcelo está muito longe de constituir uma "vaga de fundo" marcelista no PSD: "Não vejo onda nenhuma", disse. Sarmento, aliás, recusou-se a alimentar a máquina de nomes e não manifestou qualquer comprometimento com uma hipotética candidatura do professor Marcelo. Aliás parece que a aproximação de Sarmento a Passos Coelho é uma realidade. De resto no seio do PSD Poucos confiarão ou depositam em Marcelo qualquer esperança de futuro para o para o partido.

02 novembro 2009

VACINAGENS


AGENDA EQUIVOCADA

Alguns dos portugueses que considero mais bem informados e que mais admiro, com larga exposição internacional, costumam comentar que o que mais os desgosta, quando aterram em Lisboa, é a agenda que encontram e que consideram equivocada.
Refiro-me essencialmente à área da economia e da política económica: os temas que preocupam a opinião pública e que dominam a política, em que prepondera uma visão defensiva e proteccionista, onde termos, e conceitos, como concorrência (no mercado interno), internacionalização, consolidação e dimensão (sobretudo para concorrer no mercado externo), risco, capital de risco (tanto público como privado) e partilha de risco (sobretudo pelo Estado, através de políticas fiscais muito mais agressivas e muito mais amigas do sucesso empresarial), e inovação, para não falarmos noutros, não merecem suficiente atenção e muito menos prioridade. Permito-me ressalvar, como excepção, o trabalho desempenhado no Plano Tecnológico.
Vieira da Silva, Ministro da Economia, prestar-nos-ia um serviço inestimável, tão inestimável como o que nos prestou como ministro da Segurança Social, se fosse capaz de mudar esta agenda. Por mim, não lhe pediria mais para poder considerá-lo o melhor ministro da Economia do nosso país
.
(pois...)

01 novembro 2009

QUEM QUER CASAR COM A CAROCHINHA...

Era uma vez uma carochinha que, por sorte, encontrou uma moeda e, só por isso, se considerou rica e atraente. Com a soberba própria de quem se considera irresistível, quis saber quem queria casar com ela, sem no entanto nunca revelar o critério que presidiria à escolha do candidato. Atraídos pela ganância do dinheiro, muitos foram os que lhe responderam afirmativamente.
A carochinha foi recusando todas as ofertas, baseando a sua selecção no tom de voz do seu pretendente. Se era grossa e potente, incomodava-a. Se era maliciosa, não a seduzia. Se era clara e franca, receava-a. E assim, calculisticamente, optou por aquele cuja voz era tão débil que não passava de um som fraco e imperceptível. O escolhido ficou feliz, porque como era muito guloso, o que verdadeiramente procurava era comida.
Esta história acabou mal. Recordei-a a propósito do convite do eng. Sócrates a todos os partidos da Oposição, para avaliar da sua disponibilidade para com ele formarem um Governo de coligação, sem se vislumbrar nem o critério de selecção, caso todos tivessem aceite, nem as condições de Governo conjunto.
Ao contrário da história original, não houve respostas afirmativas, o que teve o mérito de mostrar que ninguém estava disposto a acabar “cozido e assado no caldeirão








31 outubro 2009

O REFORÇO DO ATLÉTICO DE MADRID


Quique Flores, ex-treinador do Benfica, voltou a Espanha para treinar o Atlético de Madrid, mas não foi sozinho.Como companhia, Quique levou a namorada, a modelo e apresentadora de televisão Orsi Feher, irmã de Miklos Feher, antigo jogador do Benfica.Orsi não esperou muito para começar a trabalhar: a modelo acaba de posar para a revista masculina FHM.España.Orsi tem 29 anos e conheceu Quique em Portugal, na altura em que o técnico espanhol treinava o Benfica. A modelo confessou à imprensa espanhola que pondera mudar a residência para Espanha, para estar mais perto do namorado.Do que está à espera o nosso SPORTING! Contratar já uma espanhola boazona!

MARCELO VAI OU NÃO VAI AO RINGUE??




Não foi Marcelo Rebelo de Sousa que disse não estar interessado em entrar no ringue para disputar a liderança do PSD? Este Doutor não é homem para se esforçar e ainda estará à espera que todos se arredem, abram alas e lhe entreguem o "brinquedo" em cerimónia vistosa...E agora que o boxeur Morais Sarmento pondera a possibilidade de calçar as luvas e saltar para o ringue em busca do título, Marcelo, que é um verdadeiro campeão da treta, ainda o veremos a fugir a sete pés e sem hipótese de proferir um ... brilhante discurso de posse nem oportunidade de dar mais umas cavadelas na cova do PSD.
Enquanto isto acontece vamos observando a velha guarda do PSD a movimentar-se preocupada com o futuro do partido que deixaram entregue ao Cavaco messias (este partido funciona muito num esquema mental messiânico ...) Cavaco, que até parece ter alma de eucalipto que seca tudo em seu redor. E o jovem Coelho que se propõe lutar pela liderança do partido, mas não possui estatuto de messias que se percate pois já já tem um bom monte de achas preparado para ser quimado vivo se ousar aproximar-se do olimpo dos iluminados... Claro que os iluminados já não possuem a limpidez de princípios dos tempos do saudoso Sá Carneiro, nome que hoje se apaga perante personalidades politicamente dúbias como é o caso do cotadíssimo especialista das doutrinas marxista-leninista-maoista, Pacheco Pereira, hoje o doutrinador quase oficial do PPD/PSD. Claro que neste contexto aquilo já nem parece um partido mas um saco de lacraus.

30 outubro 2009

SINDICATOS DE TITULARES DE ORGÃOS DE SOBERANIA


Tem um percurso histórico paralelo à democracia, tem direito a convocar greve (como aconteceu em 2005) e uma implantação inquestionável - estimada em 95% dos juízes no activo. O que não impede uma crescente contestação à legitimidade da actividade sindical na magistratura. Vários constitucionalistas sustentam que titulares de cargos públicos não devem ceder ao sindicalismo e, para dissipar dúvidas de interpretação, defendem a proibição dessa actividade em sede de revisão constitucional."Titulares de cargos públicos têm uma missão incompatível com a prossecução de interesses como os dos outros funcionários públicos", explica Pedro Bacelar de Vasconcelos, professor na Universidade do Minho. "O Presidente da República também tem um vencimento e isso não faz dele um funcionário público como outro qualquer. Se não qualquer dia teríamos um sindicato dos ministros, outro dos deputados..."Jorge Miranda sustenta que é possível encontrar na Constituição argumentos para vedar aos juízes o direito de organização sindical. Embora a única restrição expressa, no artigo 270º, se refira a militares, agentes militarizados e agentes das forças de segurança, lembra que as restrições não são exaustivas e que devem ser tidos em conta direitos e valores constitucionalmente relevantes. Mas para "tirar dúvidas" nesta interpretação, afirma ao i que se deve "proibir expressamente" a existência de sindicatos de juízes, na próxima revisão constitucional.Vital Moreira, constitucionalista, concorda com restrições ao sindicalismo judiciário. E na sua opinião as nuances semânticas de designação são pouco relevantes: "Uma associação sindical, como é a dos juízes portugueses, é um sindicato para todos os efeitos. Não penso que haja nenhuma distinção."
Para o vulgar eleitor a imagem de um magistrado, investido de uma dignidade que o eleva acima do mero cidadão, a mistura de um Juiz de Direito com as lutas e linguagem dos bate-chapas e das organizações contestatárias da extrema-esquerda, retira-lhe muito dessa dignidade e prestígio fundamentais para o exercício das suas elevadas funções. Quem somos nós para pôr em causa o direito da defesa dos direitos de quem quer que seja. Mas julgamos que ao nível dos orgãos de soberania o processo reivindicativo não deve extravasar o restrito âmbito desses orgãos e que ao povo apenas seja dado, para seu juizo, o resultado de pacíficas e justas decisões.

27 outubro 2009

TRÁFICO DE ARMAS SANTIFICADO

O padre Fernando Guerra, 74 anos, foi detido no fim de uma missa na aldeia de Covas na Serra de Barroso, Boticas, por suspeita de posse ilegal e tráfico de armas. Militares da GNR esperaram pelo fim da Eucaristia das 7 horas de domingo, aguardaram que os fiéis saíssem e agarraram o padre na sacristia, enquanto despia os paramentos e se preparava para seguir para a paróquia vizinha. Depois das buscas à igreja e à casa do padre, a GNR encontrou munições e seis armas ilegais - três pistolas e três caçadeiras - e o padre foi detido. Foram detidas outras três pessoas, com idades entre os 50 e os 54 anos. Os fiéis das aldeias de Cerdedo, Vilar e Videiro, desta feita, ficaram sem direito à missa que os reconforta na dura vida daquelas inóspitas paragens.
Parece que o padre Guerra, como é norma, era uma figura muito querida das beatas da freguesia, não recolhendo a simpatia geral, sobretudo pela sua indisfarçável apetência pelo dinheiro.
Entretanto a hierarquia da Igreja esgota-se em intervenções de carácter político (melhor fariam em organizar-se em partido) e deixam o rebanho entregue aos lobos por essas serranias agrestes. in Jornal I

26 outubro 2009

"SEREI SEMPRE UM REFERENCIAL DE ESTABILIDADE...

"Porque conheço as dificuldades que tem de enfrentar um governo minoritário, porque conheço bem as dificuldades que um Presidente da República pode colocar a um Governo, serei sempre um referencial de estabilidade": a frase sintetiza o tom do discurso de Cavaco Silva, na tomada de posse do XVIII governo constitucional. Entre sublinhar a circunstância deste executivo ser minoritário, dizendo que "neste quadro político, o diálogo e a concertação na procura dos consensos possíveis ganham uma relevância acrescida" e apelar à responsabilidade "do novo Governo, mas também das diversas forças políticas e dos agentes económicos e sociais", o Presidente da República não deixou de marcar que "o horizonte temporal de acção deve ser sempre a legislatura"

Pois, mas Cavaco Silva já nos habituou à ideia de que não é tão fiável quanto quererá parecer, pois cesteiro que faz um cesto, faz um cento... E à rasteira das escutas fantasmagóricas pode suceder qualquer maldade do género. Dependerá dos seus humores partidários, das afinidades com o futuro líder do PSD e das diatribes dos seus acessores. Pela Manuela quase se atirou da ponte abaixo tendo mesmo fragilizado a sua reeleição. E como é um homem mal aconselhado (quem tem conselheiros como Medina Carreira e porta-vozes autores de inventonas poderá estar sempre à beira de se precipitar e mandar, sem querer, a estabilidade às malvas.

25 outubro 2009

POESIA DE ALICE VIEIRA


Poema inédito de Alice Vieira, publicado no Jornal de Letras de 24 de Abril do corrente ano, o qual também está publicado em livro com o título do poema.
Alice Vieira, autora de diversos títulos de literatura infanto-juvenil, concorreu sob pseudónimo, ao prémio de Poesia Maria Amália Vaz de Carvalho com este livro e ganhou!!!

"Dois corpos tombando na água"


"havemos de ser outros amanhã
ou daqui a momentos ou já agora
e dificilmente reconheceremos o espaço da alegria
em que noutras horas chegámos a nascer
«
e então meu amor
(não sei se reparaste mas é a primeira vez
que escrevo meu amor)
teremos nos olhos a cor sem cor
das roupas muito usadas
e guardaremos os despojos das noites
em que tudo sem querer nos magoava
nas gavetas daqueles velhos armários
com cheiro a cânfora e a tempo inútil
onde há muitos anos escondemos
um postal da Torre de Belém em tons de azul
e um bilhete para a matiné das seis no São Jorge
onde um homem (que muitos anos depois
segundo me contaram se suicidou)
tocava orgão nos intervalos em quenos beijávamos às escondidas
«
e dessas gavetas rebenta a poeira do tempo
que matámos a frio dentro de nós
com os filhos que perdemos em camas de ninguém
e as pedras que nasceram no lugar das cinzas
e havemos de perguntar (mesmo sabendo que
já não há ninguém para nos responder)
por que foi que nos largaram no mundo
vestidos de tão frágeis certezas
por que nos abandonaram assim
no rebentar de todas as tempestades
sabendo que o futuro que nos prometiam batia
ao ritmo das horas que já tinham sido
destinadas a outros e nunca
voltariam a tempo de nos salvar
«
mas enquanto vai escorrendo de nós o pó
desses lugares onde ainda há vozes
que não desistiram de perguntar por nós
vamos bebendo a água inicial das nossas línguas
um ao outro devolvendo o pouco
que conseguimos salvar de todos os dilúvios"
Alice Vieira

CÂNCIO NÃO QUESTIONA MAIS POR FALTA DE ESPAÇO


Em tempos, para um debate televisivo, elaborei uma lista de críticas ao Governo. O debate ficou-se por generalidades e a lista foi para a gaveta. É uma boa altura para a recuperar, agora que se inicia um novo ciclo. Uma das primeiras críticas que nela figuravam foi muito falada nos últimos dias: a ausência de paridade na composição do Executivo de um partido que fez bandeira da lei do mesmo nome. É no mínimo pouco entendível que se estabeleça um critério para o Parlamento e outro para o Governo. Não vale dizer que "não há mulheres" - essa era exactamente a desculpa dos que se opuseram à lei. (Soube-se entretanto que há cinco ministras entre 16 no novo Executivo. Melhor, mas ainda longe do bom.)
*
A segunda crítica prende-se com o chamado "Novo Regime do Arrendamento Urbano", que não só não resolve qualquer dos problemas pre existentes como lhes acrescenta perversidades. Faz depender o aumento da renda, qualquer que seja o seu valor, do estado do imóvel - ignorando o facto óbvio de que na maioria dos casos os imóveis se degradaram devido a décadas de rendas miseráveis -; obriga a uma avaliação paga que, esperteza, actualiza o valor do imóvel e portanto o imposto a pagar; estabelece que, caso o inquilino tenha mais de 65 anos, os aumentos são, qualquer que seja o seu rendimento, diluídos ao longo de dez anos. Resultado? A generalidade dos senhorios nem tenta aumentar as rendas e o parque habitacional prossegue a sua alegre degradação. Acresce que continua a ser um inferno despejar quem não paga a renda, o que desincentiva o arrendamento.
*
A terceira tem a ver com a legislação do subsídio de desemprego. Não só é tão difícil de entender que cada funcionário da Segurança Social faz a sua leitura, como transforma os beneficiários do subsídio em panhonhas ou em burlões compulsivos. Uma lei que impede um desempregado de passar recibos verdes, seja qual for o valor, sob pena de perder o subsídio e que só permite que este trabalhe "a tempo parcial" com contrato é uma lei que vive noutro mundo. E, claro, há a eterna questão dos "empregados de recibo verde". O Governo cessante alegava que em todo o mundo não há solução para isso. Certo é que essas pessoas pagam impostos e Segurança Social. Será impossível criar um novo escalão de descontos para os que quiserem ter acesso a subsídio de desemprego, com um tempo mínimo de prestações para que esse acesso se efective? E é disparatado propor um sistema em que os beneficiários do subsídio possam trabalhar a recibo declarando o que recebem (ao invés de, como tanto sucede, porem outros a fazê-lo) e descontando no subsídio recebido uma parte do que auferiram? Não ganharia toda a gente com isso - o Estado porque poupa e o desempregado porque trabalha?
*
A última crítica, e só é a última porque falta espaço, diz respeito à laicidade do Estado. O Governo cessante mostrou tibieza nesta matéria, tanto quanto aos crucifixos nas escolas (afirmando que a escola é laica mas que os símbolos religiosos só saem "a pedido") como à assistência religiosa nas estruturas de segregação - hospitais, prisões, quartéis. Talvez tenha achado que se trata de questões menores. Se assim é, aliena tanto os laicos como os crentes - e nunca é demais lembrar que não os há só católicos.
Todos ficamos à espera que o DN seja mais generoso e dê espaço para a Fernanda desopilar à vontade.