26 dezembro 2009

INQUALIFICÁVEL


Aproveitei a manhã para ler os semanários que sairam todos ontem. O Expresso traz que Durão Barroso já era candidato ao cargo de presidente da Comissão Europeia enquanto mantinha publicamente o seu apoio de chefe do governo português a António Vitorino.A revelação é feita pelo então líder do PPE Martens nas suas Memórias.Não precisei de esperar tanto. Na sessão de 8 de Julho de 2004 disse-o na Assembleia da República numa declaração política que proferi, perante os protestos dos deputados do PSD.Por acaso foi uma das minhas últimas intervenções parlamentares. É só consultar o Diário das Sessões.Uma maçada. José Medeiros Ferreira

NATAL


NATAL


Miguel Torga
Soa a palavra nos sinos,
E que tropel nos sentidos,
Que vendaval de emoções!
Natal de quantos meninos
Em nudez foram paridos
Num presépio de ilusões.


Natal da fraternidade
Solenemente jurada
Num contraponto em surdina.
A imagem da humanidade
Terrenamente nevada
Dum halo de luz divina.


Natal do que prometeu,
Só bonito na lembrança.
Natal aos poucos morreu
No coração da criança,
Porque a vida aconteceu
Sem nenhuma semelhança.

A LOJA DO MESTRE ANDRÉ

Na ausência de uma oposição, tem ele [Cavaco Silva] de substituir a oposição. Portugal inteiro espera isso dele. E, depois, quando Sócrates sair, como cairá, na execração geral e ele, Cavaco, reeleito, reentrar em Belém, se tratará de pôr a casa em ordem.

"Vasco Pulido Valente, Público, 26 Dez. 09
Eis a estratégia de sapa do Aníbal, exposta com pulida simplicidade, para tomar conta da quintarola e salarizar o regime, sem inoportunos impecilhos socráticos...
Resta-nos esperar que Sócrates consiga libertar-nos do execrável cavaquismo, dos seus bebados, dos seus bonzos e múmias paralíticas. E impedir que Portugal se transforme numa espécie de
Loja do Mestre André
Parece-nos que depois do Medina Carreira, VPValente será convidado para conselheiro de Cavaco... Duvidamos no entanto que o brilhante Vasco queira emprestar o seu superior raciocínio ao árido terreno cavaquista. Mas, como diria o outro, no melhor pano cai a nódoa...

MAUSOLÉU DE MAO ZEDONG




Mausoléu de Mao Zedong aberto hoje ao público
Excepcionalmente, o Mausoléu do Presidente Mao Zedong estará hoje aberto, 25 anos depois da morte do fundador da República Popular da China. Mas não foram anunciadas quaisquer cerimónias oficiais. A imprensa oficial chinesa tem também ignorado a efeméride, ilustrando, à sua maneira, as profundas mudanças ocorridas entretanto no país.
Mao continua a ser uma figura controversa na actualidade, com um importante legado, igualmente controverso . Na China é visto oficialmente como um grande revolucionário, estratega, mentor político e militar, bem como salvador da nação. Muitos chineses acreditam que Mao, através de suas políticas, lançou os fundamentos económicos, tecnológicos e culturais da China moderna, transformando o país de uma ultrapassada sociedade agrária numa grande potência mundial. Além disso, Mao é visto por muitos como um poeta, filósofo e visionário. Como consequência, o seu retrato continua a ser o ícone da Praça Tiananmen e em todos as notas Renminbi.
Inversamente, no Ocidente, Mao era acusado de, com os seus programas sociais e políticos, como o Grande Salto Adiante e a Revolução Cultural, ter causado situações de carências diversas, fome e danos culturais, sociais e económicos à China. As políticas de Mao e as epurgas políticas de 1949-1975, terão provocado a morte de 50 a 70 milhões de pessoas!!!. Desde que Deng Xiaoping assumiu o poder em 1978, muitas políticas maoístas foram abandonadas em favor de reformas económicas que depois conduziram à situação política e económica da China actual.

25 dezembro 2009

AS MAMAS E O MAMANÇO

O poder autárquico, considerado como uma das melhores realizações resultantes do 25 de Abril, gozou inicialmente de uma óptima imagem junto dos portugueses, mas à medida que as condenações em tribunal iam surgindo e as inúmeras suspeitas de muitos outros casos vieram a público, essa imagem começou a degradar-se, como o demonstra o referido Eurobarómetro. De repente, os casos Freeport e Face Oculta vieram também lançar suspeitas no âmbito do poder central, processos que envolvem, alegadamente, uma rede dedicada a negócios fraudulentos. Cresce todos os dias a lista das ilegalidades denunciadas pelo Tribunal de Contas, relativamente ao Governo e às empresas públicas, que não hesitam, apesar disso, em continuar adoptar as mesmas práticas e até agora aparentemente impunes.
A corrupção não é apenas um problema de ética ou de justiça social, é sobretudo um problema de eficiência económica, motivo pelo qual o fenómeno deve ser combatido implacavelmente pelos tribunais, pelos cidadãos e pelos políticos honestos que são a maioria, numa mobilização geral e sem tréguas. Os dados que se conhecem sobre a extensão da corrupção em Portugal reclama uma espécie de "limpeza" na vida política, de modo que o poder democrático seja exercido como um verdadeiro exemplo de transparência e de lealdade dos eleitos perante o povo. Não mais o povo deverá pactuar com políticos sem princípios de rigor e de ética ou que não imponham esses princípios de conduta aos seus subordinados, mantendo muitas vezes, com o seu silêncio, práticas altamente censuráveis." - Narciso Machado, juiz desembargador jubilado, no Público

O BELO E ASSUSTADOR!!!

O vulcão Mayon, nas Filipinas, registou hoje fortes explosões e as autoridades elevaram o alerta de possibilidade de erupção. O perigo iminente fez com que 45 mil pessoas daquela região fossem evacuadas e estão a ser alojadas em campos de acolhimento.Responsáveis do Instituto de Vulcanologia indicaram que “nos últimos dez dias o Mayon produziu 20 milhões de metros cúbicos de lava e parece estar a encher-se de magma”.O Mayon situa-se 500 quilómetros a sul da capital, Manila.
A imagem acima do vulcão foi capturada hoje (no
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JÁ NEM O PAPA ESCAPA....

Uma mulher saltou as barreiras de segurança colocadas dentro da basílica de São Pedro e empurrou o Papa Bento XVI, quando o pontífice percorria o corredor central da basílica, segundo um porta-voz do Vaticano, citado pela Associated Press.
Bento XVI, 82 anos, acabaria por cair, mas sem sofrer aparentemente nenhum ferimento, e retomou o caminho até ao altar para celebrar a tradicional Missa do Galo.
A mulher, que aparentemente sofre de perturbações mentais, foi detida pela polícia do Vaticano.
A desconhecida também empurrou o cardeal Roger Etchegaray, que foi transportado para o hospital para ser examinado.

A forma como se tem vindo a vulgarizar, nos regimes democráticos, o desrespeito e quase diabolização por quem exerce qualquer poder, a começar pelo comportamento da classe política na luta por esse poder, onde parece que vale tudo, temática particularmente acarinhada e ampliada pela comunicação social, leva a que se assista a casos como o de Berlusconi e agora o próprio Papa!... A mesma C.S. vem logo pressurosa deitar água na fervura justificando os actos por atitudes de pessoas desequilibradas por forma a desvalorizar os factos. Mas são os regimes democráticos que estão a ser abalados porque nas ditaduras esses "desequilibrados" não aparecem nem a C.S. tem liberdade para parodiar o poder. Melhor seria que cuidassem da saúde dos regimes de liberdade não venha por aí quem lhes tire o pio. Equilíbrio exige-se à Comunicação Social e aos políticos que malbaratam a respeitabilidade que carece a sua actividade.



24 dezembro 2009

SISTEMA DE SAÚDE - GRANDE VITÓRIA DE OBAMA

Ontem, num gesto de conciliação, as facções mais liberais da maioria democrata na Câmara dos Representantes sinalizaram estar receptivas a deixar cair a "opção pública" em troca de outras concessões, como que o grosso das reformas entre em vigor em 2013, um ano antes do previsto no texto do Senado.Obama sempre preferiu a "opção pública" e reconheceu que não está "tudo o que queria" naquelas propostas. Mas insistiu que "não foram feitas cedências significativas nos elementos cruciais que visam ajudar o povo americano". O pacote "tem o necessário para reduzir os custos para as empresas, para as famílias e para o Governo", afirmou na entrevista concedida ao "Washington Post" na Sala Oval. "Todos os critérios de reforma que propus estão na lei", insistiu. in Jornal Público
Na realidade esta vitória de Obama tem um grande significado, pois bastava uma leitura superficial sobre a realidade do actual sistema de saúde nos EUA para, surpreendentemente, parecer que estavamos a reportar-nos a uma realidade de um país do terceiro mundo.E é curioso que quando a questão da reforma foi lançada pelo Presidente Obama, falou-se do sistema de saúde português como um caso exemplar a ser seguido. Será coisa para nos orgulhar se tal vier a suceder.
O Senado americano votou pelas 7 da manhã a Health Care Bill. E garantiu a sua aprovação com 60 votos a favor e 39 contra. Impedido o filibuster, a discussão está encerrada antes do Natal, como pretendia Barack Obama. O próximo passo, e último, passa pela negociação directa entre o Senado e a Câmara dos Representantes, para fundirem as duas propostas aprovadas numa só. Discutiu-se aqui hoje como isso deverá ser feito.

AS MANIPULAÇÕES CAVAQUISTAS..

‘A minha intuição dizia-me que uma atitude defensiva face aos obstáculos criados pela Assembleia da República não compensava. Procurava então contra-atacar e tornear as dificuldades criadas. Alertava o País e acusava a oposição de obstrução sistemática e de querer impedir o Governo de governar. A oposição, por seu lado, acusava o Governo de arrogância, de seguir a táctica de guerrilha com a Assembleia e de manipular a opinião pública contra ela. [...]Face à acção dos partidos visando descaracterizar o orçamento [...], o Governo procurou dramatizar a situação, convicto de que isso jogava a seu favor. A seguir ao “Telejornal” do dia 8 de Abril fiz uma comunicação ao País através da televisão. Denunciei as alterações introduzidas na proposta do orçamento apresentado pelo Governo, as quais se traduziam em despesas públicas desnecessárias, aumento do consumo e benefícios para grupos que não eram os mais desfavorecidos da sociedade portuguesa. Procurei mostrar aos Portugueses como era errado e socialmente injusto forçar o Governo a decretar do preço da gasolina, uma clara interferência da Assembleia na área da competência do Executivo, que ainda nunca antes tinha sido feita. Para tornear as dificuldades criadas e para os que objectivos de progresso propostos pelo Governo pudessem ser ainda alcançados, anunciei na televisão um conjunto de medidas compensatórias visando, principalmente, contrariar o excesso de despesa e de consumo induzido pelas alterações feitas pela oposição. O meu objectivo, ao falar ao País sobre o orçamento, era também o de passar a mensagem de que o Governo atribuía grande importância ao rigor na gestão dos dinheiros públicos.A mensagem de que a Assembleia obstruía sistematicamente a acção do Governo passou para a opinião pública. O Governo, sendo minoritário, surgia como a vítima e acumulava capital de queixa: queria resolver os problemas do País e a oposição não deixava. A oposição não percebeu que, tendo o Governo conseguido evidenciar uma forte dinâmica e eficácia na sua acção, a obstrução ao seu trabalho não a beneficiava. O PS revelava dificuldade em ultrapassar os ressentimentos pelo desaire sofrido nas eleições de Outubro de 1985 e o seu comportamento surgia-me como algo irracional. O Governo e o PSD procuravam tirar partido da situação e alertavam a opinião pública para as estranhas convergências entre o PS e o PCP na Assembleia da República.’Aníbal Cavaco Silva, "Autobiografia Política"
Esta confissão, confrontada com actuais comportamentos de S.Exª, revela a grandeza e seriedade política do mais alto magistrado da Nação...



JOHN LENNON - CANTA MERRY CRISTMASN WAR IS OVER



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21 dezembro 2009

CAVACO EXORBITA A SUA LEGITIMIDADE?


Socialistas respondem aos comentários do Presidente dizendo que Cavaco está, em "coro com a direita", a querer interferir na agenda do PS, a causar instabilidade e a "exorbitar a sua legitimidade.
Falando oficialmente "em nome do PS", o deputado Sérgio Sousa Pinto, protagonista há muitos anos nas "causas fracturantes" dinamizadas pelos socialistas, disse que o Presidente da República "tem a liberdade de ter a sua posição pessoal".Contudo, "já não terá o direito de se intrometer na agenda dos partidos como, no caso vertente [o casamento gay], na agenda do partido que apoia o Governo". E, ainda por cima, "em coro com a oposição de direita".Para Sérgio Sousa Pinto, que falava ontem em Lisboa à entrada de uma reunião de José Sócrates com autarcas do PS, o Presidente "está a contribuir inutilmente para a dramatização da vida nacional". E, com isso, "a pôr em causa as condições de estabilidade política que são indispensáveis para dar resposta aos problemas que preocupam o Presidente, o Governo e o PS".Comentando as palavras do deputado do PSD Carlos Peixoto (que disse que o casamento entre pessoas do mesmo sexo pode levar ao casamento entre pais e filhos) respoudeu assim:-Dirigem-se a um Portugal cavernícola que felizmente já não existe", considerou o deputado socialista. "O tema do casamento entre pessoas do mesmo sexo divide os portugueses e há pontos de vista diferentes e inteligentes de ambos os lados. Há pessoas de um lado e de outro que esgrime argumentos respeitáveis", considerou ainda. "Quero fazer justiça ao partido que esse deputado representa, o PSD, porque estou convencido que os sociais-democratas não se revêem neste género de declarações e de contribuições", sublinhou o ex-líder da JS.Até um cegueta dá por isso e não terá dificuldade em concluir que o Prof. Silva é um perfeito erro de casting e, porventura, o Presidente menos qualificado, politicamente, que a República teve desde a sua implantação, mesmo abaixo de Américo Tomás que, nas circunstâncias, soube transmitir alguma dignidade ao cargo! O Prof Cavaco Silva deveria corrigir a sua postura e libertar-se da partidarite que parece trazer agarrada à pele

20 dezembro 2009

FALTA DE JEITO





FALTA DE JEITO O artido deFernanda Câncio no Diário de Notícias de hoje sobre a derrota de Pacheco (via País Relativo) ficará nos arquivos do melhor de 2008 no campo da análise mediática. O historiador que no pós-25 de Abril fez carreira a confundir propaganda com jornalismo e se distinguiu a defender — corajosamente, que fique escrito — o autoritarismo, falhou cada uma das suas iniciativas partidárias.A Pacheco Pereira, a história da política portuguesa atribuirá as justas responsabilidades pelo atraso da adaptação do PSD à política do século XXI. A insistência na geração passada, boicotando o acesso dos émulos de José Sócrates ao poder partidário, é o corolário de um percurso desastroso no partido hoje consciente de que tardou a atribuir a Pacheco o seu verdadeiro lugar: o de “livre pensador”, que fica prudentemente de fora do tabuleiro de jogo (e a votar em Santarém).Paulo Portas (CDS-PP). José Sócrates (PS). Francisco Louçã (BE). Jerónimo de Sousa (PCP). As principais forças políticas são lideradas por figuras de segunda ou terceira geração. Sujeitaram-se às purgas, às dores de crescimento, à renovação dos seus tecidos, deixaram emergir lideranças que, com maior (Sousa) ou menor (Portas) ligação umbilical às referências históricas e ao passado dos respectivos partidos, fizeram a transição de audiências, que é como quem diz de eleitores.O PSD, não. Desde que foi arredado do poder central, o PSD ficou — qual galinha decapitada — a andar às voltas, picado de fora por duas eminências bastante antigas e nada pardas que tudo fizeram para condicionar o partido aos seus projectos de ambição pessoal, fossem eles quais fossem.Essa interrupção voluntária do normal processo de amadurecimento partidário tem sistematicamente atrasado a modernização de quadros. Sem mudança de líderes e de processos internos que respondam aos seus inputs, os novos mais brilhantes que poderiam estar na calha vêem as suas carreiras tapadas e saem para o estrangeiro, para a universidade ou para o mundo empresarial, ou ficam a marcar passo nos lustrosos institutos do partido.O PSD é o único partido que continua liderado pela geração política correspondente aos reformados do PS, PP e PCP e regido pelos respectivos processos. Os processos tipo Pacheco.Tudo estaria bem se a derrota fosse só dele.
(Brevemente, no blog Abrupto, um surto de auto-vitimização).

CASEM -SEJAM FELIZES...E PARABÉNS À PRIMA

Já não há paciência para o incómodo causado pela possibilidade de casamento entre pessoas do mesmo sexo. Sucedem-se as opiniões: directas e por outras palavras. Cavaco escolheu palavras ao lado. Alás, Cavaco dispara muitas vezes para o lado. É um caso recorrente da má pontaria. Todos os intrometidos que acham que devem decidir sobre a vida dos outros, insistem no referendo. E juntam-se em uniões improváveis até que a morte os separe. São os casamentos de conveniência contra os casamentos de quem se ama e quer os seus direitos. Dar voz a homofóbicos ressabiados é fazer o jogo de outras fobias. Se lhes der-mos corda nunca mais param. por José Teófilo Duarte

O GOLO DO CRISTIANO RONAIDO

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e aprecie a maravilha

19 dezembro 2009

COMPARAR O INCOMPARÁVEL!!!



As análises de Barreto, porque se trata de um senhor inteligente, culto e bom conversador, têm interesse e despertam sempre curiosidade porque consegue transmitir a ideia de estar seguro do que afirma e que com ele se aprende alguma coisa. E assim será muitas vezes, outras nem tanto e, para abreviar, a sua conclusão de que a justiça no anterior regime era melhor só se aceita na medida em que ele, como antigo refugiado político, terá andado fugido a ela pelo estrangeiro e não a terá conhecido de facto nem muitas das suas particularidades.
Noutra perspectiva pensará ter alguma razão se não fez algumas comparações pertinentes, não evocando por exemplo o facto de o "Poder Judicial"na ditadura, como tudo o resto, obedecer sem hesitações ao poder político, o mesmo que dizer ao arbítrio do tio António Botas... E ponderar também ser absolutamente impensável que, ao tempo, qualquer magistrado ousasse beliscar o poder político ou enfrentar o senhor Presidente do Conselho... Como sabe, por certo melhor do que este simples mortal, o exercício de poderes em ditadura e em democracia nunca poderá ser comparável. O António Barreto que conheci pessoalmente chegadinho do exílio, emparceirando nas tarefas de implantar a democracia pós 25 de Abril, parece agora muito abrangente e tolerante para com esse passado e com os que com ele foram muito felizes... e continuam a ser! A justiça hoje pode não estar de muito boa saúde como muitas outras coisas, mas é livre! Barreto não sugere de certeza que se lhe aperte os gargomilhos?!... Lá teria de fugir outra vez para o exílio! Ou agora já não seria necessário?... Para dar um exemplo da espécie da justiça que, para António Barreto era melhor, vejamos este acordão que só faltava louvar quem dava porrada na mulher... se não exagerasse...-O Acórdão do STJ de 3 de Maio de 1952, Boletim n.º 33, página 285, defendeu a seguinte tese:“Se os maus tratos forem infligidos pelo marido à mulher, eles não constituirão sevícias capazes de justificar o pedido de divórcio se não excederem os limites de uma moderada correcção doméstica”O António se fosse um estudioso destes assuntos por certo esta não poderia escapar-lhe.

DEIXEM-ME GOVERNAR!!!

Reparem no ar amistoso e jovial dos nossos dois responsáveis da quintarola

Os partidos da oposição a dizerem que o Governo devia preocupar-se com as suas tarefas e deixar em paz o Parlamento, o Governo a enfatizar que a oposição vive preocupada em fazer acertos de contas com o passado e, consequentemente, em impedir a governação de acordo com o programa sufragado em eleições.
O que fica para além destas declarações genéricas que valha a pena introduzir nas nossas reflexões? É um facto que o Governo tem procurado, por todas as formas ao seu alcance, sublinhar a circunstância de ser um Executivo de maioria simples, com as fragilidadades próprias dessa situação, mas é igualmente verdade que a(s) oposição(ões) tem(têm) feito a vida negra ao Governo, tentando travar um combate que, em última instância, redundará em prejuízo dos interesses nacionais. Um Governo de maioria simples pode fazer duas coisas: ensaiar todas as formas de diálogo com os partidos da oposição e, se esse diálogo se revelar uma impossibilidade, apelar ao magistério de influência que o Presidente da República pode exercer, e ainda sensibilizar o povo que lhe deu o mandato para a irresponsabilidade da ‘praxis’ dos partidos da oposição.
Não tenhamos dúvidas sobre a questão central desta polémica: é preciso resolver os problemas do País, e essa é a obrigação do Governo, é preciso conduzir os negócios e a vida pública de acordo com os interesses nacionais, e esse é o dever do Governo, sendo óbvio que não pode aceitar uma acção concertada de obstrução que pouco ou nada permite. Vivemos um período grave de crise económica, o número de desempregados é assustador, os valores do défice das contas públicas impressionam, e por isso, ao Governo, tem de se exigir que realize com eficácia programas de combate a este cenário. As oposições, se não puderem ou não quiserem ajudar, o que se lhes pede é que não criem dificuldades adicionais, como aquelas que há duas semanas levaram BE, PCP, PSD e CDS a unir-se para retirarem 800 milhões de euros às receitas do Estado.
Em Janeiro teremos aí o primeiro Orçamento do Estado preparado pelo actual Governo. É um momento de capital importância. É claro que pode e deve ser melhorado com contribuições de todos os partidos mas tem de ser um Orçamento do Governo, um documento em que o Governo se reveja inteiramente, uma matriz para cumprir um ano de governação. Não pode ser um OE das oposições para o Executivo levar à prática
.E.Rangel-C.Manhã

ABAIXO AS SENHAS DE ATEDIMENTO



Desconfiamos quem é o papagaio...

Um tal senhor Paulo Pinto de Mascarenhas, uma personalidade de perfil PPD (não se invoque a social democracia em vão), que parece ter ganho assento permanente no Jornal I (é accionista?... só pode!), faz a croniqueta sobre o que titulou de A minha aventura na Segurança Social na qual conclui que António Guterres, em 1995, tinha proclamado que as pessoas não são numeros, afirmação que não se confirma 14 anos depois. Essa constatação do preclaro Mascarenhas fundamenta-se na sua referida aventura, por na emergência ter verificado que, para ser atendido naqueles serviços,vejam lá) teve de tirar senhas numeradas e esperar a sua vêz... extrapolando daí para a trágica obrigatoriadade de possuir números de BI, contribuinte, Segurança Social; de se citarem números estatísticos sobre desemprego, doentes, mortos, vivos eu sei lá. Só números... Está no I

Enfim, apesar de Guterres os portugueses continuam a ser números, sugere o infeliz utente da S.S. Preenderá o Mascarenhas, com o seu grito de revolta contra as senhas de atendimento, deixar implicita a acusação de mais uma promessa não cumprida pelos xuxas? Esta gente nem o esforço madrugador do padeiro merece... E escreve no agrafado, o meu jornal..., facto que propagandeia no blogue 31 da Armada com um zelo encantador

Este senhor é accionista do meu jornal... Só pode!

ESTAMOS TODOS FARTOS!!!!!!


O JARDIM QUE VÁ BARDAMERDA
Estou farto, estou mesmo muito farto de aturar o Alberto João Jardim, de o ouvir ofender a maior parte do país quando quer, de ofender a democracia portuguesa quando lhe apetece, de fazer chantagem permanente sobre os portugueses. Estou farto do esquema proxeneta que o PSD instalou numa Madeira liderada por gente com o estofo ético de um Jaime Ramos ou de um Alberto João.
Sou algarvio, o Algarve sempre foi a região do país com maior especificidades, poderia apelar ao seu passado história eu vai muito para além da reconquista, poderia evocar os seus poetas árabes, podia lembrar a gandeza do El Andaluz. Mas o Algarve sempre foi português, sempre foi uma importante fonte de divisas e durante década nunca recebeu nada em troca, muitos pagaram com a vida o estado miserável das suas estradas, e mesmo a Via do Infante não passa de uma auto-estrada de segunda qualidade.
No tentanto, a nenhum líder político algarvio passou pela cabeça ofender o país, a sua democracia ou as suas instituições, nunca os algarvios exigiram contrapartidas pelas receitas geradas no turismo, nunca alguém ousou usar a ameaça chantagista com objectivos proxenetas. Aliás, não sucede nada disso no Algarve, como não sucede nos Açores, em Trás-os-montes ou em ualuer das regiões que têm recebido emnos dinheiro dos contribuintes do Continente do que a Madeira.
Estou tão farto do Alberto João que depois de lhe ouviar mais uma ameaça chantagista só me apetece dizer o que uma vez disse o Almirante Pinheiro de Azevedo, que vá à bardamerda. Já não tenho paciência para políticos oportunistas, políticos que à sombra de um partido sem princípios montou uma democracia de opereta onde quem não é do partido é excluídos. Pois, a exclusão não se deve apenas a fenómenos económicos, na Madeira há gente que é excluída do acesso a cargos públcios a negócios e mesmo da tranquilidade.
Estou tão farto das ameaças separatistas de Alberto João que acho que quem deveria equacionar a hipótese de se tornarem independentes de gente como o Alberto joão são os portugueses que não têm vergonha de o ser e se assumem como nação, estou a referir-me, pois claro, aos que vivem no Continente e nos Açores.
Enquanto o Alberto João vai fazedno as suas ameaças chantagistas é tempo de o país se assumir como nação e dizer não ao proxenetismo nacional, de consultar os portugueses dos Açores e do Continente sobre se querem ou não que a Madeira continue a ser Portugal ou se devemos declarar a independência de Portugal em relação à Madeira e aos seus proxenetas. Começa a ser hora de mandar o Alberto João bardamerda.O in O Jumento




18 dezembro 2009

A CULPA É DO SOCRAS

A Red Bull ameaçava voar para bem longe se não a deixassem voar sobre o Tejo. Na Ribeira jamais.
Uns culpam o nevoeiro, que deste tempos remotos passa o Verão na Afurada, outros responsabilizam as tripas, que não chegaram a recuperar da maluqueira das vacas.Porém, como tudo o que de mau acontece – das maleitas do gato da Tia Anica à impotência do boi Apis –, o verdadeiro culpado é o governo, nomeadamente o Socras, que pensa que ainda tem a maioria absoluta.Mas a maioria agora é outra e em breve a Assembleia da República vai obrigar a Red Bull a voltar para o Porto
...
in A Forma e o Conteúdo
ah!!!!!
Não seria altura de o povo do Norte começar a perguntar-se se uma parte das desgraças que o afligem não se deverá em grande medida à parlapatice dos seus dirigentes, sempre mais prontos a debater o 4-3-3 na televisão do que o relançamento da região cujos destinos tão negativamente influenciam. Claro que seria!!!!
E PORQUE NÃO DEDICAR-SE O PSD A TAREFAS DE REALIZAÇÃO DE EVENTOS COMO É SUGERIDO NO Blogoperatório:
Anda aí grande alarido por causa de um tal festival Red Bull. Até o prestigiado intelectual Pacheco Pereira anda preocupado com a coisa. Ontem, na Quadratura do Circulo, acusou António Costa de algo ter feito para passar o evento do Porto para Lisboa. Costa quase se passou mas explicou tudo muito bem explicadinho. Foram os homens da Red Bull que quiseram passar a festa para a capital. Um dirigente regional do PSD vai pedir explicações ao primeiro-ministro sobre esta grande prioridade nacional. Está tudo doido? Balsemão anda preocupado com a possibilidade de o PSD estar à beira do fim. Já tem alternativa para ocupar a malta do partido: Que tal transformar-se em empresa de organização de eventos? Têm jeito.
publicada por José Teófilo Duarte

A INICIAÇÃO DE PACHECO PEREIRA

A iniciação ao maoismo de Pacheco Pereira, sob o olhar paternal e protector de Mao Tsé Tung. Parece que recebeu por missão subverter o PSD, o partido do mundo ocidental mais vulnerável à colonização amarela.