12 agosto 2010

PORTUGAL NO TOPO DAS RENOVÁVEIS

New York Times coloca Portugal no topo nas renováveis

Em apenas 5 anos, a percentagem da energia proveniente de energias renováveis, consumida em Portugal, passou de 17% para 45%.
Esta notícia não teve origem em nenhum órgão de comunicação social português. Os que discretamente a reproduziram,
leram-na no New York Times

Cinco anos depois de o Governo português liderado por José Sócrates ter "lançado projectos ambiciosos relacionados com as energias renováveis", o The New York Times refere também "que Portugal espera ser o primeiro país a inaugurar uma rede nacional de carregamento de carros eléctricos" já em 2011.

Não é apenas a energia que precisa de renovação mas sobretudo as mentes que "fazem opinião" e a caterva de sátapras que têm feito a vida negra ao (por certo) melhor Primeiro Ministro da era democrática. E não teve o dinheiro à tripa forra como teve um que eu cá sei e que agora, sem uma pontinha de grandeza, ajuda quanto pode à festa da tal caterva.

PASSOS COELHO E PSD AOS PAPÉIS


O projecto político do PSD para a economia foi sintetizado pelo gestor Pedro Reis, responsável de Passos Coelho pela política empresarial, em entrevista ao i: "Os salários e os impostos estão 15% acima do que deviam." Assim se prova, pela enésima vez, que o pensamento neoliberal está hoje reduzido a uma fraude intelectual conveniente para um certo poder gestionário nacional, tão mal habituado quanto bem alimentado. Temos, por isso, de voltar aos assuntos de sempre desta coluna.
Num país onde só 36% das empresas declaram ter proveitos para efeitos de IRC, é preciso ter lata para vir dizer que os impostos são altos. Altos para quem? O que se quer é pagar menos impostos sobre o rendimento, num dos países europeus onde o regressivo IVA mais pesa na estrutura de impostos. Enfim, trata-se do egoísmo a falar: quem cai nos últimos escalões do IRS geralmente tem o mau hábito de não usar os serviços públicos. Pagar impostos "altos" torna-se assim uma dispensável maçada.
Mas o pior ainda está no campo das relações laborais. Percebe-se agora a razão das "razões atendíveis", : sabe-se que aumentar ainda mais a precariedade é uma das melhores formas de reduzir salários. No entanto, este diagnóstico sobre o suposto regabofe salarial em Portugal é de uma preguiça confrangedora, num país onde um em cada três trabalhadores ganha 500 euros ou menos por mês.
Num país onde, desde 1995, segundo o economista Ricardo Paes Mamede, os salários reais cresceram, em média, um pouco abaixo da produtividade, o que explica a sua estagnação em percentagem do rendimento nacional, apesar do aumento do emprego durante este período. Isto ainda é pior porque as médias enganam num dos países mais desiguais da Europa, onde os 10% mais bem pagos ganham 5,3 vezes mais do que os 10% menos bem pagos (na competitiva Dinamarca a diferença é de 2,3 vezes).
Dito isto, o PSD tem apenas o mérito de dizer às claras o que o PS, em parte, tem vindo a fazer às escuras: favorecer, através de cortes nos programas de apoio ao emprego e aos desempregados e nas políticas sociais, o desespero entre os mais pobres e vulneráveis, para os obrigar a aceitar eventuais salários ainda mais baixos, num contexto de desemprego de dois dígitos, ajudado pela política económica de austeridade com escala europeia. Alguém no seu perfeito juízo, com a imparcialidade e a capacidade de se colocar no lugar de quem sofre, virtudes económicas cuja importância Adam Smith sublinhou, achará que é assim que se constrói uma economia civilizada que motive e valorize quem trabalha?
no i

11 agosto 2010

A DEMOCRACIA AGREDIDA


Durante alguns anos embalámos a sensação, um pouco vaga, levemente indeterminada, de que a Justiça não só era justa como velava por nós. Os malvados eram punidos e os justos protegidos. A harmonia que este pressuposto comportava justificava a circunstância de nem sequer nos preocuparmos. Desconhecíamos os nomes e os rostos daqueles que vigiavam pela segurança de todos. Pessoas de carácter impoluto que não apenas faziam cumprir as leis como defendiam a grandeza e a decência democráticas. O festim da confiança durou pouco. Tratava-se, afinal, de um sentimento que pertencia aos domínios da fé.
Sou do tempo em que a magistratura era o mimetismo arrogante do poder fascista. E assisti, em tribunais plenários, às mais repulsivas misérias morais, cometidas por "juízes" que compunham medonhas caricaturas da nobreza e da honra. Nunca foram julgados nem castigados. Aliás, depois de condenarem presos políticos a penas pesadíssimas, adicionadas a "medidas de segurança", que significavam, praticamente, prisão por tempo indeterminado, esses senhores iam tomar chá à Bénard ou à Ferrari, ou entravam na Bertrand para saber das novidades literárias. Tranquilamente, sem sobressaltos de consciência. Morreram no leito da serenidade, com reformas substanciais.

As coisas melhoraram, com o 25 de Abril? Superficialmente. A mentalidade de retábulo de eleitos não sofreu alterações: as características de domínio corporativo mantêm-se. Ainda não chegámos à "democracia de juízes", como ocorreu, por exemplo, em Itália. Mas caminhamos para uma interpretação perigosa do que a Justiça pode ser. Abrem-se as veredas a uma sociedade de incertezas, que fará a erosão dos mecanismos e dos princípios democráticos. Não duvidemos das graves ameaças que pesam sobre nós.

Esta beligerância activa entre o procurador-geral da República, o Sindicato dos Magistrados do Ministério Público e Cândida Almeida comporta a hipótese de uma continuidade perturbadora. E resulta das velhas malformações existentes na Justiça. As virtualidades estruturais, intrínsecas ao nosso sistema, deixaram de existir, ou nunca existiram, e deram lugar a excrescências malignas, que se desenvolvem em todos os aparelhos judiciais e jurídicos. Estas anomalias irão dilatar-se no tempo, com tal extensão, que podem facilitar novas amolgadelas na democracia portuguesa, cada vez mais amassada?

Em Portugal acredita-se muito pouco nas instituições. Ninguém abona ninguém. Uma desconfiança generalizada das populações, na honestidade e na "independência" de quem devia estar acima de toda a suspeita, está a abalar a própria credibilidade da democracia. Como nada acontece por acaso, a quem aproveita a situação?
D.N
Por Baptista Bastos
NOTA
O terrorismo judiciário instalou-se sob este calor inabitual. O toca-e-foge das insinuações e dos palpites disfarçados de comentários incendeiam os jornais e explodem nas televisões. O tu-cá-tu-lá dos justiceiros ganhou o estatuto de competência técnica e de propósito moral. Uma sociedade degrada-se quando a justiça se torna na sua negação: a demagogia da prova e a febre da inquisição.

09 agosto 2010

A BELA ADORMECIDA


A TRGÉDIA DOS INCÊNDIOS
O distrito de Viseu conta com dois incêndios activos desde sexta-feira

O ALMIRANTE MATIAS E OS SUBMARINOS


O nosso almirantado anda feliz pois já não tem apenas os Mercedes conduzidos por grumetes sinaleiros, já pode ir às reuniões e recepções ostentando insígnias da arma submarina. Armada que se preze deve ter este poderoso meio de dissuasão. Pelo menos foi esse o argumento usado para a compra dos submarinos. Era esse o argumento usado pelo almirante Vieira Matias, um senhor que ficou conhecido por dizer que a armada estava no cais por falta de gasóleo, era Guterres primeiro-ministro.
Mas agora o almirante usa um novo argumento, os submarinos são indispensáveis[Image] para proteger os nosso património submarino que, como o alargamento tem a extensão da Índia, portanto, se algum maroto andar lá em baixo a roubar ouro ou petróleo já o podemos apanhar e se vier equipado com algum porta-aviões leva com um balázio.
Eu até pensava que para patrulhar tanto mar dava jeito ter uns aviões ou navios rápidos, mas não, o almirante é que sabe e diz que isso é tarefa para submarinos. A coisa parece tão patética que se calhar o senhor não percebe nem quer perceber...
in o Jumento

SALÁRIOS ACIMA DO QUE DEVIAM - DIZEM ELES


Não há razões atendíveis para a agenda do PSD
Passos Coelho elegeu a revisão da lei fundamental como prioridade na tomada de posse como líder do PSD
O projecto político do PSD para a economia foi sintetizado pelo gestor Pedro Reis, responsável de Passos Coelho pela política empresarial, em entrevista ao i: "Os salários e os impostos estão 15% acima do que deviam." Assim se prova, pela enésima vez, que o pensamento neoliberal está hoje reduzido a uma fraude intelectual conveniente para um certo poder gestionário nacional, tão mal habituado quanto bem alimentado.
Num país onde 36% das empresas declaram ter proveitos para efeitos de IRC, é preciso ter lata para vir dizer que os impostos são altos. Altos para quem? O que se quer é pagar menos impostos sobre o rendimento, num dos países europeus onde o regressivo IVA mais pesa na estrutura de impostos. Enfim, trata-se do egoísmo a falar: quem cai nos últimos escalões do IRS geralmente tem o mau hábito de não usar os serviços públicos. Pagar impostos "altos" torna-se assim uma dispensável maçada.
Mas o pior ainda está no campo das relações laborais. Percebe-se agora a razão das "razões atendíveis", o truque constitucional de Passos Coelho para facilitar despedimentos: sabe-se que aumentar ainda mais a precariedade é uma das melhores formas de reduzir salários. No entanto, este diagnóstico sobre o suposto regabofe salarial em Portugal é de uma preguiça confrangedora, num país onde um em cada três trabalhadores ganha 500 euros ou menos por mês.
Num país onde, desde 1995, segundo o economista Ricardo Paes Mamede, os salários reais cresceram, em média, um pouco abaixo da produtividade, o que explica a sua estagnação em percentagem do rendimento nacional, apesar do aumento do emprego durante este período. Isto ainda é pior porque as médias enganam num dos países mais desiguais da Europa, onde os 10% mais bem pagos ganham 5,3 vezes mais do que os 10% menos bem pagos (na competitiva Dinamarca a diferença é de 2,3 vezes).
Dito isto, o PSD tem apenas o mérito de dizer às claras o que o PS, em parte, tem vindo a fazer às escuras: favorecer, através de cortes nos programas de apoio ao emprego e aos desempregados e nas políticas sociais, o desespero entre os mais pobres e vulneráveis, para os obrigar a aceitar eventuais salários ainda mais baixos, num contexto de desemprego de dois dígitos, ajudado pela política económica de austeridade com escala europeia
. Alguém no seu perfeito juízo, com a imparcialidade e a capacidade de se colocar no lugar de quem sofre, virtudes económicas cuja importância Adam Smith sublinhou, achará que é assim que se constrói uma economia civilizada que motive e valorize quem trabalha?
PASSOS COELHO ANDA NO PARTIDO E NA POLÍTICA NACIONAL COMO O PILATOS NO CREDO... E C0RRE O RISCO DE SER PRIMEIRO MINISTRO

08 agosto 2010

O MARTÍRIO DE J.SÓCRATES



Tem sido sugerido que, uma vez conhecida a acusação do processo Freeport, era devido um pedido de desculpas a Sócrates. Se pensarmos no que foram as manchetes dos media nos últimos seis anos, sopradas por "operadores" do sistema de justiça, e na utilização política que foi feita do processo, há boas razões para uma penitência colectiva de muitos jornalistas portugueses, acompanhados por parte significativa da classe política. Mas é um erro olhar para o que se passou como uma questão com Sócrates. No essencial, a presença mediática do processo Freeport nunca foi uma diatribe contra o primeiro-ministro. O que esteve sempre em causa foi bem mais grave: a exposição de um cancro que está a destruir a democracia portuguesa e que resulta da coligação perversa entre péssimas investigações e jornalismo medíocre. Uma coligação que radica numa justiça que compensa a incapacidade de produzir prova com disseminação de pseudo-factos nos media e numa comunicação social que se revela incapaz de avaliar a idoneidade das suas fontes, tomando como válida qualquer informação proveniente do sistema de justiça. Os resultados estão à vista. Uma degradação generalizada da vida pública e um sentimento de total impunidade - que impossibilita que tenhamos certezas quando alguém é condenado, ao mesmo tempo que fica sempre a pairar uma dúvida sobre a inocência de quem algum dia tenha visto o seu nome envolvido num processo. Na verdade, não é a José Sócrates que é devido um pedido de desculpas. É a todos nós, que assistimos impotentes a este cancro que está a degradar a democracia portuguesa. p.a.s

05 agosto 2010

OS SUBMARINOS DO SENHOR MATIAS

Mas não há dinheiro que valha a alegria de um marinheiro e que nada lhes falte ainda que o país ande todo de calças na mão
A factura Com o Tridente e o seu irmão Arpão - que deverá chegar a Portugal entre o final deste ano e o início de 2011 - vem também uma factura de mais de mil milhões de euros, valor correspondente a cerca de 0,6% do produto interno bruto nacional. Projectado em 2004 pelo governo de coligação PSD/CDS como um investimento de 769 milhões de euros, a compra dos submarinos fica marcada por derrapagens financeiras.
Alguns economistas, como João Duque, presidente do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), acreditam mesmo que o esforço financeiro a que obriga a compra do Tridente e do Arpão anulará o efeito das medidas de austeridade levadas a cabo por este governo. "Estimava-se que as medidas tivessem um efeito de uma redução de mil milhões de euros nos custos e um acréscimo de mil milhões de euros nos proveitos através dos impostos", explicou à Renascença. "Significa que o aumento de impostos que estamos a sofrer este ano tem o mesmo valor que os submarinos. Se o governo quer manter o défice vai ter de cortar mais mil milhões de euros em custos ou temos de aumentar mais os impostos."
No entanto, a polémica em torno da compra dos submarinos está longe de ser apenas financeira. De 2004 para cá, o negócio deu origem a dois processos judiciais. Um, ainda em frase de instrução, refere-se a uma acusação de falsificação de documentos e burla levada a cabo por gestores portugueses e alemães da Ferrostaal que terão lesado o Estado alemão em 34 milhões de euros.
Outro, em investigação pelo Ministério Público, tem como base uma suspeita de corrupção e branqueamento durante o processo de compra dos submarinos, envolvendo escutas de conversas entre Abel Pinheiro e Paulo Portas, que era ministro da Defesa quando foi feito o negócio com a empresa Ferrostaal
.
Claro que não há crise que limite as ambições dos nossos marinheiros. E apostariamos que naquelas cabeças pensadores já se congemina a aquisição do seu porta-aviões e equipamentos afins. E,importante, já trabalham para colocar o bélico Paulinho das Feiras no ministério da guerra. Não se esqueçam das bocas foleiras do sr Matias sobre o Manuel Alegre. É desajeitado mas esforça-se... politicamente pela direita belicosa e militarista...

O REVISOR DE CONSTITUIÇÕES...

Passos Coelho elegeu a revisão da lei fundamental como prioridade na
tomada de posse como líder do PSD.
É costume dizer-se que quem não sabe o que fazer faz cestos ou... gaiolas para grilos. Passos Coelho, por razões de qualquer obscura estratégia, ou por não saber mesmo o que deve fazer, vai dedicar-se a fazer revisões da Constituição. Preenche a agenda e dá protagonismo à douta rapaziada do seu séquito. Para aprendiz de feiticeiro não estará nada mal como método para disfarçar insuficiências... Resolver a crise... Deixa afundar mais a coisa para culpar os outros... e será o mais do mesmo das ementas do PSD. Tudo como dantes...quartel em Abrantes!

03 agosto 2010

JUSTIÇA FREEPORTIANA

As televisões andam há oito dias a martelar que os procuradores fulano e beltrano tinham 27 perguntas para fazer ao primeiro-ministro, no âmbito do caso Freeport, e que só não as fizeram por falta de tempo.

O cidadão pacato, que não quer saber do Freeport para nada (como 99,6% dos portugueses), tem a noção de que o processo andou aos trambolhões desde 2002. Pergunta: E ainda não despediram esses gajos? É que nas empresas onde de ordinário trabalham os cidadãos pacatos, não cumprir uma tarefa é motivo de despedimento com justa causa. Ou isso era antigamente?

02 agosto 2010

SARKOZY E CHÁVEZ VÃO PARA A GUERRA


Um é campeão conservador na Europa, outro é chefe anti-imperialista nas Américas. Na semana que findou foram vedetas dos noticiários e foram irmãos de armas, Nicolas Sarkozy e Hugo Chávez. O francês fez um discurso em tom marcial, identificando imigração e delinquência e ameaçando retirar a nacionalidade a "franceses de origem estrangeira" envolvidos em crimes. O que trouxe para terreiro uma categoria de nacionalidade desconhecida - até agora não havia senão franceses, franceses (incluindo o filho de imigrante húngaro que chega a Presidente). Já Chávez absteve-se dos seus longos monólogos televisionados (no programa semanal Aló Presidente), mas encontrou uma fórmula melhor para chamar atenção. Depois de dias desaparecido, telefonou para a televisão pública VTV dizendo que lhe dá "tristeza e dor passar quatro, cinco e seis horas revendo planos de guerra." Entretanto, espalhou com grande alarido unidades militares na fronteira com a Colômbia. Sarkozy diz palavras que podem incendiar o seu país. Chávez atiça a sua Venezuela contra os vizinhos. Não são doidos, nem um nem outro querem o que parece apregoarem. Acontece é que abriu a campanha presidencial de 2012, em França, e há legislativas em Setembro, na Venezuela. E essa bela invenção que são as eleições às vezes traz com ela um senão: passa a mão pelo pêlo ao pior que nós temos. in DN-F. Fernandes

31 julho 2010

CANTAR CESÁRIO VERDE


Esplêndida

Ei-la! Como vai bela! Os esplendores
Do lúbrico Versailles do Rei-Sol!
Aumenta-os com retoques sedutores.
É como o refulgir dum arrebol
Em sedas multicores.

Deita-se com langor no azul celeste
Do seu landau forrado de cetim;
E os seus negros corcéis que a espuma veste,
Sobem a trote a rua do Alecrim,
Velozes como a peste.

É fidalga e soberba. As incensadas
Dubarry, Montespan e Maintenon
Se a vissem ficariam ofuscadas
Tem a altivez magnética e o bem-tom
Das cortes depravadas.

É clara como os pós à marechala,
E as mãos, que o Jock Club embalsamou,
Entre peles de tigres as regala;
De tigres que por ela apunhalou,
Um amante, em Bengala.

É ducalmente esplêndida! A carruagem
Vai agora subindo devagar;
Ela, no brilhantismo da equipagem,
Ela, de olhos cerrados, a cismar
Atrai como a voragem!

Os lacaios vão firmes na almofada;
E a doce brisa dá-lhes de través
Nas capas de borracha esbranquiçada,
Nos chapéus com reseta, e nas librés
De forma aprimorada.

E eu vou acompanhando-a, corcovado,
No trottoir, como um doido, em convulsões,
Febril, de colarinho amarrotado,
Desejando o lugar dos seus truões,
Sinistro e mal trajado.

E daria, contente e voluntário,
A minha independência e o meu porvir,
Para ser, eu poeta solitário,
Para ser, ó princesa sem sorrir,
Teu pobre trintanário.

E aos almoços magníficos do Mata
Preferiria ir, fardado, aí,
Ostentando galões de velha prata,
E de costas voltadas para ti,
Formosa aristocrata!

Cesário Verde, in 'O Livro de Cesário Verde'

DIREITO À INOCÊNCIA E A PERVERSIDADE DA JUSTIÇA






A acção do Ministério Público no caso Freeport é o sintoma evidente da podridão do sistema de justiça. Vem aí uma guerra sem fim à vista
A perversidade da justiça em Portugal está a assumir proporções inacreditáveis. O que aí vem é um Verão Quente cheio de notícias sobre o Freeport que vai obrigar José Sócrates a reagir em público, por muito que o primeiro-ministro tenha desejado, como disse na terça-feira, ser a última vez que exercia o seu "legítimo direito de defesa contra a calúnia". Era previsível. A guerra que se instalou no Ministério Público - e que alastrou a todo o país - só poderia entrar numa nova escalada com a forma idiota como terminou

a investigação do Freeport e a sequente acusação do Ministério Público. O despacho final tem seis páginas de considerações dos procuradores que lançam suspeitas sobre o envolvimento do actual primeiro- -ministro no licenciamento do Freeport. O facto de o Ministério Público afirmar que não ouviu José Sócrates por falta de tempo - o vice-procurador geral, Mário Gomes Dias, estabeleceu uma data limite para a conclusão do inquérito - é manifestamente lamentável. Porque, tratando-se de José Sócrates ou do Manel dos Anzóis, é evidente que essa informação seria pública mais tarde ou mais cedo. E que a suspeita iria, uma vez mais, adensar-se.

Esta táctica permite iludir o povinho e lançar a pretensiosa ilusão de que a justiça está a tentar punir os criminosos. Mas não está. Independentemente da verdade que define o comportamento - censurável, ou não - do então ministro do Ambiente, o que o Ministério Público está a fazer é a negar o direito à inocência. E um sistema de justiça que não garante

o direito à inocência de todos

e quaisquer cidadãos merece censura. Se há suspeitas sobre Sócrates é da mais elementar evidência que o primeiro-ministro tem de ser ouvido, questionado, apertado, julgado e, se for caso disso, condenado. O que não pode acontecer, em circunstância alguma, é deixar tudo no limbo na indefinição.

O facto de o Ministério Público não ter acusado Sócrates não significa que o caso tenha acabado. Ele vai continuar na esfera pública. E, porque se trata de matéria de interesse noticioso, o i não se coibirá de publicar notícias sobre a matéria. Mas, dito isto, é preciso dar o passo seguinte. Se a investigação criminal não serve para acusar e punir, se serve tão-só e apenas para "julgar" pessoas na arena mediática, isto significa que a justiça está podre. Das duas uma: ou os procuradores do Ministério Público foram impedidos de fazer o seu trabalho - e têm o dever de identificar quem o boicotou -, ou agiram de má-fé e merecem ser punidos. É evidente que o despacho de acusação deixa no ar a suspeita de que alguém na hierarquia do Ministério Público impediu a investigação. E tudo isto tem consequências terríveis. Desde logo, a guerra entre o Ministério Público e os políticos, que desejam, de facto, amordaçar a autonomia do Ministério Público - uma ideia muito perigosa. Depois o total descrédito da justiça em Portugal, com nefastas e previsíveis consequências. E, finalmente, a impossibilidade de punir os criminosos e garantir que os inocentes o sejam de facto e de jure. A próxima guerra está anunciada, não tem fim à vista e será calamitosa. As tropas vão dividir-se entre os que defendem a autonomia do Ministério Público e os que
pretendem acabar com ela.



GANÂNCIA E COBARDIA

A tragédia do Golfo do México
Há quem negue o grave problema da alteração climática, não porque tenha

conhecimentos e dados cientificos para o fazer

mas porque está ligado a interesses do

carvão e do petróleo


O NÓVEL PSD - PASSOS, MEDINA & COMPª.

Que lindo enterro aí vem!... Abram alas à Charrette da tragédia

comandada pelo Coelho, o Piloto de Testes

Crespo, o porta voz, vem no atrelado

E Campos e de Cunha, o canarinho, vai cantando para animar as hostes.

ISTO ESTÁ DIFÍCIL P'RA TODOS...


Bem observado. O que mais me espantou não foi o negócio – apesar dos valores chorudos para o nosso meio e ter sido conduzido com mestria pela parte portuguesa – mas a sequência de aparições, em dias sucessivos, de Sócrates proferindo declarações de vitória defronte do mesmo quadro, ao mesmo microfone, perante as mesmas câmaras e dirigindo-se ao mesmo público. O ar embaraçado e incrédulo dos jornalistas que se habituaram nos últimos tempos em tomar Sócrates como um politico acabado. E o mais extraordinário de tudo: a coincidência do líder do principal partido da oposição ter criticado o governo a propósito do negócio da Vivo, por duas vezes, em território espanhol. Isto está difícil para todos!
.
A memória, esse bem precioso!
.

30 julho 2010

ALGUÉM QUER MANTER OS MIASMAS DA MERDA?

O Procurador-geral da República, Pinto Monteiro, garantiu que não colocou "qualquer limitação, designadamente de tempo ou lugar, concordando inclusive com todas as deslocações ao estrangeiro que entenderam dever fazer" no âmbito das investigações do Freeport, revela em comunicado.
Esta é a reacção do PGR à notícia do "Público" que revelava que os procuradores do Ministério Público quiseram ouvir José Sócrates sobre o caso Freeport, mas "prazos inviabilizaram tal diligência".
Segundo Pinto Monteiro " durante cerca de seis anos, os investigadores do processo (Ministério Público e Polícia Judiciária) ouviram quem entenderam, onde entenderam e pela forma que acharam conveniente".
O PGR esclareceu ainda que vai avançar com um inquérito a curto-prazo "para o integral esclarecimento de todas as questões de índole processual ou deontológica" que o processo Freeport possa suscitar".No
i
Quem ousará admitir que a gente da justiça pensaria em chafurdar na governança do PAÍS DA TANGA? Só gente mal intencionada

29 julho 2010

PERGUNTAS A QUE COELHO NÃO RESPONDE

Segundo o projecto de revisão constitucional do PSD, o Serviço Nacional de Saúde só será gratuito para quem revele insuficiência de meios económicos. Assim sendo, qual o nível de rendimento individual a partir do qual o acesso à saúde deve deixar de ser gratuito?
Nota
Entretanto, o Ricardo Sardo faz mais algumas perguntas.
Estará o Padrinho, na foto, a explicar-lhe a coisa?

O PAÍS DE TANGA A PAGAR COMPANHA DE LUXO?



Continuamos a assistir calmamente a uma campanha eleitoral paga com o dinheiro dos contribuintes. Tudo serve: dos parques de estacionamento subterrâneos aos calhambeques da República. Safa, um monárquico não faria melhor para fazer escárnio da República — no seu centenário. daqui

22 julho 2010

PASSOS COELHO SERÁ APENAS UM IDIOTA ÚTIL?


Parece que Pedro Passos Coelho quer transformar Portugal numa mistura dos EUA com o Burundi, os EUA para os ricos e o Burundi para os pobres. Animado pelas sondagens e apoiado e incentivado por jovens idiotas propôs uma revisão constitucional que decide meter o país de pernas para o ar. Cada vez é mais evidente que o líder do PSD não pensa pela sua cabeça,e é apenas um líder marioneta de interesses e de quem pensa por ele. Quem é o seu patrono?... Se descobrirem ficam a saber tudo!

21 julho 2010

OS HOMENS FARTAM-SE DE SER CRIANÇAS...


A COISA NÃO ESTÁ TÃO MÁ COMO A PINTAM

O indicador de atividade económica manteve até maio "um forte movimento ascendente", atingindo um máximo desde agosto de 2008, indicou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
O INE divulgou hoje a Síntese Económica de Conjuntura de junho, na qual indica que os dados sobre a atividade económica de maio são os mais recentes de que dispõe.
"O indicador de actividade económica, disponível até maio, manteve o forte movimento ascendente iniciado em agosto de 2009, atingindo o valor mais elevado desde abril de 2008", escreve o INE na síntese, que aglomera as principais estatísticas já divulgadas ao longo do mês relativos à economia portuguesa, anotando que
"a calibragem deste indicador [...] foi revista, passando a ter como referência a nova base das Contas Nacionais Portuguesas".
Por outro lado, referiu o INE, o indicador de clima económico "aumentou ligeiramente em junho, prolongando a trajectória ascendente observada desde maio de 2009".
Os dados do INE quanto à atividade económica e ao clima económico contrastam assim com os indicador de confiança dos consumidores, que em junho recuou para 40,1 pontos, dos 38,3 pontos registados em maio, o valor mais baixo desde junho de 2009. Em junho de 2009 registaram-se 43,5 pontos.
Segundo o INE, as expetativas sobre a evolução da situação económica do país diminuíram “expressivamente” nos últimos sete meses, contrariando o forte aumento iniciado em abril de 2009.
Ainda de acordo com o INE, o indicador de consumo privado "voltou a aumentar em maio, embora apenas ligeiramente, registando o máximo desde agosto de 1999, em resultado do contributo positivo de ambas as componentes, consumo corrente e consumo duradouro".
As importações e as exportações "voltaram a apresentar crescimentos homólogos nominais expressivos em maio, passando de taxas de 12,2 por cento e 17,6 por cento em abril, para 13,1 por e 18,4 por cento, respetivamente", indicou o INE.
Em junho, a variação homóloga mensal do Índice de Preços no Consumidor (IPC) foi 1,2 por cento, superior em 0,1 pontos percentuais à do mês anterior
.
Isto não ajuda nada a estratégia de terra-queimada do PSD! Estejamos pois atentos às manobras deste partido para piorar as coisas ...



A ESQUERDA SOPEIRA

As propostas de Pedro Passos Coelho (que só Deus saberá de quem serão mesmo...) tiveram o condão de ensinar à esquerda conservadora o que é de facto um governo de direita. Andaram a colar a imagem ao governo de Sócrates e agora levam com uma proposta de revisão constitucional e algumas propostas avulsas que quase transformam José Sócrates num adepto do Bloco de Esquerda.
Qualquer flexibilização das regras do mercado de trabalho era uma política de direita? Pois agora levam com uma proposta de alteração da legislação que torna o despedimento num acto de gestão corrente das empresas.
Andaram a juntar-se à direita para acabar com as taxas nas cirurgias? Pois agora levam com uma proposta de alteração constitucional que transforma o SNS num sistema de saúde que é gratuito para indigentes enquanto os impostos financiam o grupo Mello através das deduções das despesas de saúde.
Brincaram com as votações parlamentares e nem se deram ao trabalho de negociar o programa de governo? Pois agora levam com uma proposta de revisão constitucional que adopta o SIMPLEX em matéria de dissolução do parlamento, o PSD propõe a moção de derrube do governo na hora.
É evidente que, muito brevemente, a esquerda conservadora vai reparar que aqueles deputados do outro lado do hemiciclo a que se juntaram em numerosas votações parlamentares, (até se juntaram a eles na comissão de inquérito emprestando-lhes um relator histérico), são deputados da direita, deputados escolhidos por Manuela Ferreira Leite e Paulo Portas, muitos deles só desdenhariam o regresso Tio Botas porque, apesar de tudo, já dependem financeiramente da União Europeia.
Pois é, os tais camaradas a que se têm associado para boicotar muitas das medidas do governo, muitas vezes só para dar ao país a imagem da ingovernabilidade, não são da esquerda moderna, da esquerda progressista, ou de qualquer uma dessas esquerdas idílicas. São mesmo de direita! E agora querem acabar-lhes de vez com as bandeiras que tanto têm desfraldado para acusar o governo de Sócrates de ser da direita.
Se queriam uma mudança aí a têm, não se preocupem, é protagonizada pelos deputados a que se têm aliado numerosas vezes nos últimos seis meses. Até poderiam juntar-se a eles e apresentar uma moção de censura, sempre é mais prático e fácil do que promover mais uma comissão parlamentar de inquérito.
Da parte que me toca nunca me sujtarei a vocês para combater o projecto de Pedro Passos Coelho, fá-lo-ei porque não acredito nele! Mas que vocês o merecem, lá isso merecem!!! Até podem armar-se em líderes do combate à direita,
mas a verdade é que só têm o passado de sopeiras dessa direita que dizem combater.
(A imagem da sopeira acima exposta é demasiado bonita para representar essa esquerda ranhosa)



I

NUNCA FUI UMA RAPARIGA BEM COMPORTADA


Eu nunca fui uma rapariga bem comportada...
Pudera, nunca tive vocação para a alegria tímida, para paixão sem orgasmos múltiplos ou para o amor mal resolvido sem soluços.
Eu quero da vida o que ela tem de cru e de belo.Não estou aqui para que gostem de mim.Estou aqui para aprender a gostar de cada detalhe que tenho.E para seduzir somente o que me acrescenta.
Adoro a poesia e gosto de descascá-la até a fractura exposta da palavra.
A palavra é meu inferno e minha paz.
Sou dramática, intensa, transitória e tenho uma alegria em mim que me deixa exausta.
Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo.
Sei chorar toda encolhida abraçando as pernas.
Por isso, não me venham com meios-termos,com mais ou menos ou qualquer coisa.Venha a mim com corpo, alma, vísceras, tripas e falta de ar...
Eu acredito é em suspiros,mãos massageando o peito ofegante de saudades intermináveis, em alegrias explosivas, em olhares faiscantes,em sorrisos com os olhos, em abraços que trazem pra vida da gente.
Acredito em coisas sinceramente compartilhadas.
Em gente que fala tocando no outro, de alguma forma,no toque mesmo, na voz, ou no conteúdo.
Eu acredito em profundidades.
E tenho medo das alturas, mas não evito meus abismos.
São eles que me dão a dimensão do que sou."
Maria Queiroz

19 julho 2010

BOA VAI ELA

"A venda de automóveis de luxo em Portugal acelerou no primeiro semestre, com a Porsche e a Jaguar a registarem um crescimento acima dos 50%".D.E.
*
"Portugal é mais barato, mas não é o mais barato do mundo. Também temos um 'prodution center' na China, em que o custo do trabalho é um terço do que é praticado em Portugal e de onde já são encomendados trabalhos mais básicos. As nossas equipas em Portugal são tão boas ou melhores que as de França e Reino Unido". i
*
"O ministro da Economia, José Vieira da Silva, disse ontem à "SIC" que o crescimento deste ano é positivo, explicado pelo "bom comportamento das exportações". O governante assume ainda que o emagrecimento do Estado tem "impactos negativos" na economia, "mas menos negativos caso não existisse" o plano de austeridade". i


(Não é o País que os preocupa...)Marcelo Rebelo de Sousa considerou esta noite, no seu comentário semanal na TVI, que o líder do PSD, Pedro Passos Coelho pode, ao inviabilizar a aprovação do Orçamento de Estado para 2011, "liquidar a campanha de Cavaco Silva" para as eleições Presidenciais.Revisão Constitucional de Coelho comentários:
-Jerónimo Sousa acusa Passos Coelho de querer desvalorizar Parlamento
- PSD acusa PS de ter comportamento “conservador e imobilista”
- PS acusa Passos Coelho de ter "pensamento vazio" ou "agenda escondida"
- PSD afasta liberalização de despedimentos

VOLTA URSS, ESTÁS PERDOADA

O Presidente da República aponta o dedo aos líderes políticos europeus e também a Durão Barroso, enquanto presidente da Comissão Europeia, que, no seu entendimento, ignoraram o Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC) e transformaram uma crise económica numa crise financeira. Em 2008, a mensagem que se passou foi ‘gastem, gastem, gastem para estimular a economia' e ninguém se lembrou que existia um PEC, ninguém pensou como é que os mercados haviam de reagir quando a dívida pública dos Estados-Membros tinha passado de 30 para 100% do Produto", criticou.
“Quando surgiram as primeiras violações do PEC, aplicou-se o processo dos défices excessivos a Portugal, mas não se aplicou à Alemanha e França” e tal originou “um processo de descredibilização do PEC”.
Esta gente não terá vergonha? Aplicam as suas medidas para cumprirem com o seu compromisso com o capitalismo global e depois, quando as coisas correm mal, apontam o dedo da culpa aos outros. Normalmente escolhem os povos, os trabalhadores, os desempregados e os mais pobres para justificar as crises, mas quando as as coisas se tornam por demais evidentes é aos seus pares a quem atiram as culpas.
Todos nos lembramos de o Sr. Silva justificar ser o melhor candidato à Presidência da Republica pelos seus conhecimentos de economia, mas ao fim de todos estes anos caímos na crise em que caímos e nunca teve a capacidade sequer de alertar para os perigos das politicas seguidas. Quando muitos de nós, que nem somos economistas, nos questionávamos de onde teria vindo tanto dinheiro de repente, ele falava da necessidade de apostar no crescimento e de haver mais investimento. Agora que nos questionamos para onde raio foi o dinheiro, (a banca comeu muito dele), vem apontar o dedo a quem apostou nesse crescimento. A culpa, essa está no capitalismo que depois da queda da União Soviética perdeu a vergonha e não há nada que o trave. E combatemos nós, furiosamente (falo por mim) a URSS... que era uma ameaça poderosa que condicionava a rapacidade do capitalismo. A gente da massa continha-se e aceitava o modelo de redistribuição da Social-Democracia para não dar espaço aos comunistas que os aterrorizavam. Como essa espécie de gente tende a não ter memória e arranjam sempre uns jeitosos para os servirem (vidè, p.ex. o Coelho Satisfeitinho) lá andam eles a estruturar-se à volta da sua barriga de aluguer: o inevitável PPD/PSD - que tem tanto de social-democrata como eu de santidade...

18 julho 2010

16 julho 2010

O CASO DAS SUBMARINOS


Submarinos: procuradora-adjunta do processo mantém relação com presidente da Inteli
O caso da compra dos submarinos volta a estar no centro das atenções. A relação próxima entre uma procuradora do Ministério Público e o presidente de uma empresa determinante para a compra dos submarinos e para a investigação criminal pode pôr em causa os respectivos processos judiciais. A procuradora é uma das responsáveis pela investigação e ele o responsável pela empresa que fez as perícias para o Ministério Publico. Em causa estão questões de ordem legal, mas, sobretudo, de ordem ética e deontológica. O procurador-geral da República diz que desconhece toda a situação, mas que vai investigar.
SIC

A RÃ E O TOURO


O minúsculaPedro Duarte invectivando Mota Amaral - (A rã e o touro da fábula)

14 julho 2010

OS JUMENTOS INIMIGOS DE SÓCRATES


JOSÉ SÓCRATES PARECE QUE CAVALGA JUMENTOS DESDE PEQUENINO... Não será fácil arreá-lo!...
Vários Pedidos de Desculpas a Sócrates e ao PS que Nunca Chegarão….(Quem, a final, é que saiu Pinóquio desta situação? A Comunicação Social e o Reino Unido/Serious Fraud Office)
Errar é humano.
Errar sistematicamente
pode ser humano e prova da necessidade de uma requalificação, como pode ser um simples acto de maldade.
Agora verifica-se, no caso FREEPORT que a Mentira não teve pernas para se aguentar, que o eng. Sócrates nada tem a ver com a situação do caso FREEPORT, nem o PS também.
No caso FREEPORT temos, estou certo disso, a prova de como houve mais que maldade, com o objectivo de fazer com que o eng. Sócrates, secretário geral do PS e Primeiro Ministro e o PS perdessem as eleições de 2009 – as Europeias, onde o objectivo foi razoavelmente atingido e as Legislativas e Autárquicas onde tudo correu mal a quem quis fazer com que o PS perdesse essas eleições.
Porque era claro que estávamos sobretudo perante actos de maldade contra o PS e contra o eng,. Sócrates.
Mera Maldade que servia para a sustentação de uma permanente campanha para denegrir o bom nome do eng. Sócrates e dos Socialistas.
Mas aceita-se que uma parte dos jornalistas que alinharam nesta Campanha o possam ter feito de boa fé.
A esses exige-se claro um Pedido de Desculpas.
Ao eng. Sócrates antes do mais.
Ao PS e aos Socialistas de seguida.
Por uma questão ética, de respeito e de cidadania.
Claro que alguns jornalistas tudo farão para que se esqueça o caso.
De nada vale imaginarem que conseguirão passar por entre a chuva sem se molharem.
O escândalo é por demais escabroso.
Aliás, basta ver como cada vez mais os Cidadãos deixaram de ligar ao que estes Jornalistas dizem e fazem para se entender que é a Comunicação Social que perde com estas atitudes.
Porque cada vez mais vende menos, nas televisões, nas rádios, nos jornais.
E será que ainda não perceberam o porquê?
Porque o descrédito é total.
Mas há mais.
Há uma Embaixada que deve desculpas também.
Antes do mais ao país, Portugal.
A seguir ao eng. Sócrates, primeiro ministro eleito.
Finalmente ao PS o partido político mais votado nas últimas eleições.
E a embaixada é a do Reino Unido.
A Campanha saiu de lá e o tal Serious Frausd Office monstro que de Serious tem pouco e o que tem pouco de Serious terá muito de alimentar Fraudes.
Este assunto deveria ser tratado com urgência no Parlamento Europeu e de lá exigir-se um pedido de desculpas britânico
Mas podem esperar sentados...


FLORBELA ESPANCA


O Meu Soneto
Em atitudes e em ritmos fleumáticos,
Erguendo as mãos em gestos recolhidos,
Todos brocados fúlgidos, hieráticos,
Em ti andam bailando os meus sentidos...

E os meus olhos serenos, enigmáticos
Meninos que na estrada andam perdidos,
Dolorosos, tristíssimos, extáticos,
São letras de poemas nunca lidos...

As magnólias abertas dos meus dedos
São mistérios, são filtros, são enredos
Que pecados d´amor trazem de rastros...

E a minha boca, a rútila manhã,
Na Via Láctea, lírica, pagã,
A rir desfolha as pétalas dos astros!..
Florbela Espanca,
in "A Mensageira das Violetas"
Para ti... aib

OS NEO-LIBERAIS NA HORA DE ATACAR


A leitura seguinte no Politeia é obrigatória, porque o neo-liberalismo vai atacar com mais força apoiado nas tais hordas de descamisados, induzidas de que o vizinho lhes rouba a mísera côdea do dia e porque é precisa a nossa preparação para defendermos os valores da solidariedade que não cabem nas avaras cartilhas do lucro a qualquer preço, nem no sectarismo doentio que desmobiliza qualquer luta. A clareza com que J.M.Correia Pinto, continua a reflectir sobre a actualidade portuguesa face ao futuro na/da Europa merece uma visita, apesar do extenso link que deixo:

(...) Tudo o que se tem passado na Europa de há vinte anos para cá aponta inexoravelmente no sentido da formação de uma ordem capitalista sem freios de nenhuma espécie. O capital impõe as suas leis e a lei primordial do capital é o lucro, que assenta, como bem se sabe, na exploração. (...)

(...) Neste contexto, não causa qualquer admiração nem surpresa a recente sentença do Tribunal de Justiça da União Europeia, um dos grandes fautores da ordem neoliberal vigente. Esta sentença demonstra, para quem tivesse dúvida, que o actual capitalismo não se deixa regular.

E o problema que se põe a um país periférico como Portugal, não obviamente em consequência desta sentença, mas relativamente à sua integração na União Europeia é: que futuro? (...)
.
Ou ainda este e mais este.
.

13 julho 2010

O CANARINHO NA GAIOLA DO PSD

O canarinho na gaiola do PSD (foto do Público)

Campos e Cunha foi ministro de José Sócrates até ao dia em que a sua continuação no governo se tornou insustentável por causa da má imagem que resultava de ganhar uma pensão vitalícia por via de uma curta passagem pelo Banco de Portugal. Ou seja, o pior possível daquilo que o pior dos boys seria capaz de fazer: mamar sofregamente na teta seca do erário público. Perante a indignação social que o facto suscitou, justificou-se o sr doutor com o argumento ridículo de que a sua pensão era um direito adquirido. Pois claro! O direito sagrado dos boys de mamarem até a teta sangrar...
Mas o senhor não se acomodou e com a aura de ex-ministro que sempre impressiona os basbaques, lá foi fazendo o seu caminho virando os dentes ao governo que integrara antes e aos ex-colegas que foi obrigado a abandonar por ser portador de um desaconselhável curriculum...
Vê-lo agora a cirandar em volta do PSD onde lhe cheira a poder, quererá dizer que o PSD está tão carente de quadros? Será que Passos Coelho acreditará nessa gente da famigerada tríade-maravilha ou paus de cabeleira como o canarinho Campos e Cunha (na foto) para cuidar do futuro de Portugal? Nosso Senhor nos acuda que o jovem do PSD parece andar no mato a caçar sem cachorro! Ou então com perdigueiros à caça de coelhos...

PAULO PORTAS O PERGUNTADOR


Quase não passa um dia que não se leia ou oiça a notícia de que o CDS quer chamar à Assembleia da Republica, um Ministro, um Secretário de Estado ou um simples Director ou Administrador. Há um assalto num comboio, ou um fogo numa mata,um lavrador teve más colheitas, um desvalido recebeu uma esmola do orçamento, chama-se o Ministro, alguém tossiu, chama-se a Ministra, os artistas refilam, venha a outra ministra, refila um agricultor exigem o Ministro. Qualquer noticia que saia nos jornais justifica a chamada à AR de alguém. Todos sabemos que o CDS é um partido populista e o seu líder, o Paulinho das feiras, o maior de todos. Dá o cu e 5 tostões por aparecer numa televisão ou ter a fotografia estampada nas páginas de um jornal. Todos sabemos da importância de os responsáveis se explicarem quando as suas politicas correm mal, mas transformar estas explicações em banalidades, tornando-as numa rotina só desvaloriza essa faculdade parlamentar.
Esse Portas fornica-nos o juizo só para cuidar do seu ego monstruoso. Passa fora!!!

O ERRO É HUMANO E A TRAFULHICE TAMBÉM

Vários Pedidos de Desculpas a Socrates e ao PS que Nunca Chegarão….
(Quem, a final, é que saiu Pinóquio desta situação? A Comunicação Social e o Reino Unido/Serious Fraud Office)
Errar é humano. Errar sistematicamente pode ser humano e prova da necessidade de uma requalificação, como pode ser um simples acto de maldade.
Agora verifica-se, no caso FREEPORT que a Mentira não teve pernas para se aguentar, que o eng. Socrates nada tem a ver com a situação do caso FREEPORT, nem o PS também.
No caso FREEPORT temos, estou certo disso, a prova de como houve mais que maldade, com o objectivo de fazer com que o eng. Socrates, secretário geral do PS e Primeiro Ministro e o PS perdessem as eleições de 2009 – as Europeias, onde o objectivo foi razoavelmente atingido e as Legislativas e Autárquicas onde tudo correu mal a quem quis fazer com que o PS perdesse essas eleições.
Porque era claro que estávamos sobretudo perante actos de maldade contra o PS e contra o eng,. Socrates.
Mera Maldade que servia para a sustentação de uma permanente campanha para denegrir o bom nome do eng. Socrates e dos Socialistas.
Mas aceito que uma parte dos jornalistas que alinharam nesta Campanha o possam ter feito de boa fé. A esses exige-se claro um Pedido de Desculpas.
Ao eng. Socrates antes do mais.
Ao PS e aos Socialistas de seguida.
Por uma questão ética, de respeito, de cidadania.
Claro que alguns jornalistas tudo farão para que se esqueça o caso.
De nada vale imaginarem que conseguirão passar por entre a chuva sem se molharem.
O escândalo é por demais escabroso.
Aliás, basta ver como cada vez mais as e os Cidadãos deixaram de ligar ao que estes Jornalistas dizem e fazem para se entender que é a Comunicação Social que perde com estas atitudes.
Porque cada vez mais vende menos, nas televisões, nas rádios, nos jornais.
E será que ainda não perceberam o porquê?
Porque o descrédito é total.
Mas há mais.
Há uma Embaixada que deve desculpas também.
Antes do mais ao país, Portugal.
A seguir ao eng. Socrates, primeiro ministro eleito.
Finalmente ao PS o partido politico mais votado nas últimas eleições.
E a embaixada é a do Reino Unido.
A Campanha saiu de lá e o tal Serious Frausd Office mostro que de Serious tem pouco e o que tem pouco de Serious terá muito de alimentar Fraudes.
Deveria ser tratado, este assunto, no Parlamento Europeu.
E de lá exigir-se um pedido de desculpas britânico


Joffre Justino
(Director Pedagógico)

12 julho 2010

SPORTING-TAÇA DAS TAÇAS F.MENDES

Salazar rtecebe a equipa do Sporting vencedora da
TAÇA DAS TAÇAS em 1964
http://www.abola.pt/
Fernando Mendes
Natural de Torroselo — 15 de Junho de 1937
Nasceu numa aldeola da Beira, mas aos 10 anos, com a família, foi para Lisboa, em busca de vida melhor. Entre os 11 e os 15 anos frequentou a Escola Veiga Beirão, jogando, sobretudo, voleibol, por influência dos campeonatos escolares da Mocidade Portuguesa. Mas era de futebol que mais gostava de jogar. Com os seus colegas de escola, organizava campeonatos no campo do Lisbonenses, que, então, existia perto do Hospital Júlio de Matos. Nessa altura tinha direito a um pequeno privilégio, por já ser estrela da companhia. Os demais iam a pé para os desafios. Fernando Mendes apanhava o eléctrico, pagando o bilhete com os tostões que todos os outros lhe davam para pagar o bilhete.
Por essa altura, Fernando Mendes torcia pelo... Benfica. E com um pé no Benfica chegou ... (mais)

11 julho 2010

SONHO OU PESADELO


Olho o firmamento para te encontrar,
Em cada estrela vejo o teu brilhar,
Busco na noite escura o teu clarão,
A tua chama explode meu coração.


Encontro na noite a solidão,
Sou este homem que carrega a ilusão,
Traz-me noite escura um só brilhar,
Para meu coração com ela se acalentar


Espero por essa luz pela aurora
Sentindo que seu brilho está a chegar
Da noite mui escura fez-se luar
Encontrei-te ao meu lado ...estava a sonhar
Frádigas CjM

10/07/2010

09 julho 2010

DURÃO VARIAÇÕES


Atirar com areia para os olhos...
É o que Durão Barroso pretende, quando afirma que a decisão sobre a golden share do Estado português na Portugal Telecom (PT) “é uma questão simplesmente jurídica, não é política e muito menos ideológica”.
Longe vão os tempos em que José Manuel Durão Barroso via ideologia em tudo, particularmente no Direito, que apelidava de burguês.
Era o tempo em que vestia camisolas de gola alta de colarinho coçado e militava no MRPP.
Agora veste melhor, fala estrangeiro, mas certamente cegou, pois não vê ideologia em lado nenhum.

Mesmo para alguém que mudou tanto, ninguém acredita que Durão Barroso esteja a ser sincero, quando sugere que o Direito é indiferente à ideologia, e vice-versa…

BELO GOLO DE CHAPÉU



O veto dado pelo estado à aquisição da Vivo por parte da telefónica, não foi um golo qualquer.Poderia ser considerado o "golo da jornada" se estivessemos num programa desportivo sobre futebol. Equipara-se a um golo de trivela, ou de bicicleta, ou mesmo um chapelaço monumental de uma equipa menosprezada pelo adversário que pensou poder "comprar" o árbitro do jogo. E mesmo com o árbitro quase 100% comprado, eis que o ponta de lança da equipa inferior, vai uma vez lá à frente e tira um chapéu da cartola!Grande golo!O árbitro não teve a mínima hipótese de o invalidar pois a bola bateu bem no fundo das redes, quem o marcou estava mais de 10 metros atrás dos defesas ( em jogo). Obviamente os comentaristas tendenciosos a que já estamos habituados , em vez de dar o mérito à equipa ganhadora, preferiu criticar a excessiva tática defensiva,a incapacidade continuada de ter a bola, enfim, de tudo se falou menos do grande golo da vitória.Com o Special one já não falam assim;já respeitam, já veneram!
Pode ser que um dia destes nos comecem também a respeitar como País que somos
mas que temos tratado tão mal
.

06 julho 2010

PSP - ESTACIONAMENTOS NA PRAIA DA VITÓRIA

Que misterioso zelo se terá apoderado da PSP da Praia da Vitória que parece ter a sua força empenhada em vigiar, com rigor de estado de sítio, o estacionamento automóvel na Rua Doutor Sousa Júnior, vulgo Rua do Rossio e, em contrapartida, consentindo, quase sem impedimento, o estacionamento na Rua de Jesus (onde o estacionamento é proibido) levando mesmo à situação caricata de um automóvel aí estacionado e mal travado se ter lançado rua abaixo provocando o pânico nos transeuntes. Comenta-se que são situações de maior ou menor zelo dos agentes mas isso não é argumento aceitável porque a PSP é uma força prestigiada e de provas dadas em todo o território nacional(e não só) pela sua eficácia e modernidade e era o que faltava entre nós as coisas serem diferentes. E não acreditamos que, aqui, cada agente tenha a sua policiazinha... Mas alertamos para o facto o respectivo Comando.

FOSSAS NASAIS


Uma piadola sobre Manuela Moura Guedes que não inclui a boca
Tem umas fossas nasais tão grandes que há quem as trate por Marianas.

__________________________________
tágues: arcebispadas, humor, trocadilhos
por Arcebispo de Cantuária

05 julho 2010

A EVOLUÇÃO DO PIB NACIONAL

Gráfico demonstrativo da evolução do PIB português através do qual se pode constatar que foi durante e a partir da governança do Prof. Aníbal Cavaco Silva que se verificou a mais dramática quebra do produto nacional, o que revela também, por dedução, o nível da competitividade, factor com o qual o Prof. agora nos atazana o juizo. Em suma no final dos anos oitenta já estávamos de tanga. A roupa não engana!

CAVACO EM FASE DE MÚMIA PARALÍTICA

"O Presidente da República que nosso senhor nos deu, tão lesto a condenar o putativo negócio da compra da TVI pela PT, mantém agora um silêncio altamente comprometedor.
Em vão se procura nos jornais a posição de Cavaco ou na tão afamada página oficial da Presidência das República na internet, que é, a par da do Vaticano, aquela onde o se anuncia estar “Toda a Verdade
”, e nada se encontra."
(J.M. Correia Pinto

Não se pode falhar na limpeza deste homem nas próximas presidenciais
Que já se deve ter convencido que a sua reeleição
depende da boa vontade dos castelhanos
Só pode!
Ao pé de José Sócrates é um zero
Andam por aí condes de Andeiro a mais
travestidos de patriotas

PINA BAUSCH

Voz de Pege Lee
clicar no link
O que eu faço não é uma arte nem uma ciência, é a vida.
Pina Bausch
publicada por José Teófilo Duarte

04 julho 2010

DEOLINDA

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EIS UMA QUESTÃO POLÍTICA A SÉRIO QUE NÃO É PARA PEXOTES

Para além das trivialidades dos ataques de carácter aqui está uma questão política a sério. É por este lado, o da política que envolve os interesses da comunidade e orienta a estratégia do Estado, que vale a pena avaliar os políticos, as suas ideas e tomadas de posição. Eis como, de súbito, o longe se faz perto, o fraco se faz forte, o futuro se faz presente. Aconteça o que acontecer. É desta fibra que se fazem os Estadistas.
. (Do El País)- El bloqueo de la venta millonaria de Vivo a Telefónica ha desencadenado un tormenta de reacciones contrarias a la actuación del Gobierno portugués. En medio de la tempestad está el primer ministro, José Sócrates, socialista, que en nombre del "interés general" usó la acción de oro que el Estado tiene en Portugal Telecom (PT). Se frustró la operación, al menos momentáneamente, a la espera de la sentencia del Tribunal Europeo de Justicia. Las críticas llovieron de todos los lados, y algunas fueron muy duras. Es probable que el jefe de Gobierno esté en esta batalla más solo que nunca. "Un primer ministro no puede dejarse acorralar", reconoce cuando la conversación ya lleva un buen recorrido. La entrevista tiene lugar a partir de las nueve de la noche del jueves, el día después de la junta de accionistas, en una sala de la residencia oficial del primer ministro cuando ya cae la noche en Lisboa. El palacete está en silencio y a media luz. Solo quedan los funcionarios de guardia. Sócrates entra en la sala en mangas de camisa, acompañado del jefe de prensa. Cita un verso de Horacio en sus primeras palabras, reveladoras del estado de ánimo: "Quien teme la tormenta, acaba a rastras". Se le nota cansado, pero firme, vehemente incluso. Es solo una impresión, pero esta noche el ambiente que rodea al primer ministro transmite soledad por encima de todo (ver entrevista de Sócrates no El País)