17 fevereiro 2011

TRANSMISSÕES TELEVISIVAS DE FUTEBOL EM CANAL ABERTO






O tribunal geral da União Europeia autorizou esta quinta-feira os Estados-membros a tornarem obrigatória a transmissão em canal aberto dos jogos dos Mundiais e Europeus de futebol, considerando-os acontecimentos de interesse público.
A decisão surge na sequência de uma queixa apresentada pela FIFA e pela UEFA contra a Bélgica e a Grã-Bretanha, que já tinham normas no sentido de que os jogos das duas competições fossem emitidos em canal aberto.
O tribunal considera que proibir a transmissão exclusiva em canais pagos é uma restrição à liberdade de prestação de serviços, mas justifica-a com “o direito à informação e a necessidade de assegurar o acesso do público em geral a acontecimentos de grande dimensão”.
A decisão invoca um artigo da legislação europeia sobre o audiovisual que autoriza os Estados-membros a proibirem a transmissão exclusiva em canais pagos de eventos que consideram de grande importância para a sociedade.
Em virtude desta deliberação, cada Estado pode ser obrigado a enviar à Comissão Europeia uma lista de eventos desportivos ou culturais que se insiram no critério do “interesse público”.



CONVERSA DE CHACHA

Não é nada daquilo que estão a pensar... é um homem  dialogante...
O ex-ministro de Sócrates (o que será que este lhe fez ou... não fez?!) Freitas do Amaral acredita na possibilidade de o actual Governo cair através da aprovação de uma moção de censura no Parlamento, considerando que esse é o "destino dos governos minoritários".
Acentuando que qualquer partido da oposição tem o direito de apresentar uma moção de censura, Freitas do Amaral considerou que "o destino dos governos minoritários é serem derrubados por moções de censura por sectores diversos da oposição".
Em declarações aos jornalistas, o antigo governante disse ainda que isso aconteceu com o primeiro governo constitucional de Mário Soares, entre 1976 e 1978, que caiu com a rejeição de uma moção de confiança, e com o primeiro governo de Cavaco Silva, em 1987.
"Se neste momento há ou não há condições políticas para que isso aconteça  não sei, mas  acredito que um dia isso vai acontecer. Não sei se vai ser este ano, se vai ser para o ano, se vai ser antes do próximo Orçamento (...), nem desejo fazer apostas", afirmou o douto cavalheiro. Se isto não é conversa de chacha...  o que será uma conversa de chacha?... Ou será conversalhar?   Ou mesmo conversa p'ra boi dormir?...

B.E. - UM PARTIDO NORMAL?

Divisões internas sobre o exercício da liderança do partido, opiniões contraditórias acerca do apoio ao candidato presidencial Manuel Alegre e da apresentação de uma moção de censura, e saídas de membros fundadores. A última semana e meia pode ter ajudado a marcar uma mudança na imagem para o exterior do Bloco de Esquerda, que sempre se pretendeu assumir como um movimento com uma organização e funcionamento diferentes dos partidos tradicionais.
"O BE está a transformar-se num partido igual aos outros; é normal que viva períodos de contestação interna", confirma o politólogo António Costa Pinto, mas "é natural que o BE se normalize enquanto partido político. O CDS, por exemplo, também já passou por diversas crises idênticas" - e isso não pôs em causa a sua existência.
Porquê esta comparação? "O Bloco tem algumas características sistémicas que o aproximam de um partido médio de direita": menor estabilidade eleitoral, maior fluidez de apoiantes e ter uma parte dos seus dirigentes que estão mais à esquerda do que o seu eleitorado, enumera o politólogo.
A mais recente polémica é a moção de censura que Francisco Louçã anunciou há uma semana no Parlamento. A iniciativa já foi criticada por nomes sonantes do partido como Daniel Oliveira e Rui Tavares (euro deputado in-dependente). A insatisfação agravou-se com o facto de a mesa nacional, reunida no dia 5, ter feito uma proposta idêntica que foi recusada, como contava ontem Gil Garcia, mas depois a comissão política tomou a decisão oposta três dias depois. Alguns elementos do Bloco contactados pelo PÚBLICO não quiseram falar.
Rui Tavares questionava ontem no PÚBLICO os critérios e para que serviria a moção de censura do BE e chegava à conclusão de que "não há ponta por onde se lhe pegue" - porque nada muda se a moção for, tal como está já definido, recusada; e se fosse aprovada iria virar o Governo ainda mais à direita.
Para o também euro deputado e fundador do BE Miguel Portas, a moção chega "no tempo certo e pela razão certa": pretende-se castigar as políticas do Governo para o emprego em debate na concertação social. Não derruba o Governo: "O objectivo é aumentar o isolamento do executivo e tentar travar as medidas como a redução da indemnização de saída dos trabalhadores ou a criação de um fundo para despedimentos". Posição defendida igualmente pela ex-deputada bloquista Joana Amaral Dias, para quem "este Governo merece censura" e o BE só está a "pôr em prática a oposição que há muito lhe vem fazendo".
"Passada a espuma das declarações e contra declarações, o cenário que teremos é uma esquerda que censura e uma direita que ampara o Governo", descreve Miguel Portas. E sairá o BE reforçado depois deste processo? "Dependerá de como correr o debate no dia 10 de Março - mas isso deve ser uma preocupação menor para o BE", acredita o euro deputado. Joana Amaral Dias acrescenta que o BE deve capitalizar, apresentando na mesma altura propostas e soluções de esquerda, exequíveis.
Críticas ao timing
Uma das críticas apontadas é o timing em que o anúncio foi feito: um mês antes de a moção ser apresentada. Legalmente, o Parlamento tem que a discutir até 48 horas depois da sua entrada na Assembleia. Como o Presidente da República toma posse no dia 9, este acaba por ser "o primeiro momento em que uma moção tem uma utilidade prática" em muitos meses.
Porém, Joana Amaral Dias aponta erros na forma como se conduziu o processo. "Francisco Louçã quis dar a ideia de que se tratou de uma espontaneidade parlamentar durante um duelo no plenário quando de espontâneo não tem nada. A que se soma o erro de não ter sido discutida na mesa nacional, e depois veio o líder parlamentar dizer que a moção também era contra as políticas do PSD", enumera. "Uma moção é contra o Governo, não contra a oposição", vinca.
Precipitação paga com a abstenção, já anunciada, do PSD e também do CDS. Joana Amaral Dias apelida a atitude da direita de "infantilidade": o CDS quis adiantar-se porque está "numa guerrilha com o PSD", e o PSD, sem se- quer conhecer o texto, já anunciou o voto. "Se o texto for altamente crítico e castigador para o PSD por ter coadjuvado o Governo, o partido vai abster-se, como já disse que fará, em vez de votar contra?", questiona. Acredita, por isso, que "o PSD não quer derrubar o Governo. É muito oportunista. Vai esperar uma oportunidade em que o país esteja menos esquelético e calamitoso para ficar com o poder na mão".

O PCP E OS SEUS EVENTOS

A CGTP criticou hoje o "agravamento acelerado e doloroso" do desemprego em Portugal, definindo a taxa de 11,1% divulgada pelo INE como "insustentável" para o país e anunciado uma manifestação para 19 de Março.
A CGTP, organização do Partido Comunista que tem por missão manter a classe operária em permanente litígio com "o grande capital", promovendo  o descontentamento permanente e a criação de condições para a baixa produtividade,  estimulando a manutenção situações de desemprego e de emprego periclitante propícias à acção do Partido para reunir o rebanho de descontentes que dê substância aos seus projectos de poder mirabolantes... Seria interessante um estudo que apurasse quanto desse " agravamento acelerado e doloroso do desemprego" não resulta da acção de sapa desse braço "armado" do Partido Comunista (a CGTP) com suas manifestações, greves, etc.  Tome-se como o exemplo a greve da CP em curso   cujos malefícios resultantes para a economia em geral e para os trabalhadores em particular  são enormes... 

16 fevereiro 2011

MANUELA ARCANJO INTERVENTIVA!...





A antiga ministra do PS Manuela Arcanjo lamenta que, em alguns aspectos, o Partido Socialista
não esteja a governar à esquerda e de acordo com aquela que é a sua matriz. "O governo poderia tomar decisões de forma diferente e à luz da matriz do PS. Podia atender a algumas questões que sempre foram preocupações do partido", afirma ao i a antiga governante do executivo de António Guterres, criticando algumas das medidas de contenção que estão a afectar o Estado social.
Manuela Arcanjo, que foi secretária de Estado do Orçamento e ministra da Saúde nos governos liderados por António Guterres, diz que "uma coisa são os discursos a defender o Estado social e outra coisa são as medidas concretas", e dá como exemplo de decisões que foram contra a matriz do PS "as alterações nas regras do subsídio de desemprego", que deixaram muitos desempregados sem protecção social, e "os cortes nas empresas públicas não salvaguardando os hospitais".
"Se calhar nem 50% dos desempregados estão protegidos. Nos países nórdicos fizeram cortes, mas não excluíram franjas da população. Há aspectos em que o PS não está a governar como um partido de centro-esquerda, nem dentro daquilo que é a sua matriz ideológica", diz Arcanjo, defendendo, porém, que o actual governo deve cumprir o mandato, já que "a precipitação de eleições não vai ajudar o país" e é "um sinal externo de instabilidade que levará ao agravamento imediato dos juros da dívida".
Apesar de defender que faz falta à política um clima de estabilidade, que "nunca existiu" desde que o PS perdeu a maioria absoluta, a antiga ministra prevê que "a pouca tranquilidade política vai continuar com tendência para se agravar".

15 fevereiro 2011

UM RETRATO DO P.S.

O PS no “centro do centro” e a auto-reprodução das oligarquias partidárias

por Alfredo Barroso, Publicado em 15 de Fevereiro de 2010 jornal i

1. Na sua crónica semanal publicada no DN a 1 de Fevereiro, Mário Soares considera ter chegado o momento de o PS "fazer uma reflexão aprofundada", com o objectivo de "dar um novo impulso à sua participação na vida política (independentemente do governo), com mais idealismo socialista e menos apparatchiks, mais debate político e menos marketing, mais culto pelos valores éticos e menos boys que só pensam em ganhar dinheiro e promover-se".
A primeira reacção oficial da direcção do PS não se fez esperar, por via do inevitável José Lello, membro do seu secretariado nacional, que se apressou a desvalorizar as opiniões do principal fundador do partido: "O PS só tem uma única preocupação: governar o país e defender o país. É esse o nosso objectivo ideológico e é nisso que devemos concentrar-nos. Tudo o resto é secundário."Antes de mais, duas observações de pura forma: "governar o país e defender o país" são duas preocupações, e não "uma única"; e nenhuma delas é um "objectivo ideológico", mas sim político. José Lello tem de cuidar da gramática e recorrer mais vezes ao dicionário, porque a língua portuguesa é muito traiçoeira.
Depois há que dizer que José Lello é assim uma espécie de "reflexo pavloviano" da oligarquia partidária que dirige o PS. Quando alguém bate com demasiada estridência no portão da sua quinta, Lello reage e ataca sem pensar, atirando-se cegamente às pernas de quem julga ser um intruso, e fica radiante quando lhe rasga as calças.
Para Lello e outros apparatchiks, que, como ele, vivem à sombra do aparelho do partido, Mário Soares já é considerado um "intruso", tal como Manuel Alegre ou Manuel Maria Carrilho, para só referir mais dois exemplos de fresca data. Como qualquer apparatchik que se preze, Lello é totalmente incapaz de formular um discurso político que seja interessante e mobilizador. Além de não se lhe conhecer qualquer ideia original, recusa-se terminantemente a reflectir sobre o que quer que seja.
2. José Lello é um case study que nos permite compreender melhor como os partidos continuam a funcionar em circuito fechado. Citando Robert Michels, um dos maiores autores clássicos especializados no estudo dos partidos políticos em democracia, José Lello faz parte "de um exército de dirigentes intermédios ou inferiores profissionalizados – os chamados bosses e wirepullers [literalmente: "os que manobram os fios", isto é, os "intriguistas") –, sem qualquer aprofundamento teórico a guiar a sua acção, mas sob as ordens de um dirigente superior com talento estratégico".
A obra fundamental de Robert Michels – "Para Uma Sociologia dos Partidos Políticos na Democracia Moderna. Investigação sobre as Tendências Oligárquicas dos Agrupamentos Políticos» – foi publicada pela primeira vez em 1910, mas só em 2001 foi traduzida e editada em português1.
Cem anos passados, a sua actualidade continua impressionante. Michels apresenta-nos inúmeros exemplos do modo como a direcção das grandes máquinas políticas é progressivamente açambarcada por uma classe profissional que vai afastando paulatinamente os militantes. Graças ao conhecimento das questões essenciais e à sua experiência política, essa classe profissional acaba por se tornar indispensável. A sua "ciência" dos mecanismos internos (o chamado "aparelho") e a habilidade para utilizar as regras do jogo (que conhece e manipula como ninguém) preservam-na de ser derrubada por súbitas inversões de maioria.
Essa classe profissional adquire assim uma inamovibilidade quase absoluta: a sua renovação praticamente só se opera pelo efeito da idade e, mesmo assim, essa substituição de gerações é cuidadosamente controlada e circunscrita. Os dirigentes partidários revelam, aliás, especial mestria no trabalho de dissolução das oposições virtuais, quer absorvendo os seus líderes, quer empurrando-os para fora do partidoEm suma: qualquer possibilidade de rejuvenescimento ou renovação global está condenada à partida. A democracia, que é participação de todos na direcção, deixa assim de ser exercida no interior dos partidos.
Foi a esses poderosos mecanismos de preservação e auto-reprodução da classe profissional que domina os partidos políticos que Robert Michels chamou a "lei de bronze" ou "lei férrea da oligarquia partidária".
Diz ele que "as correntes democráticas, ao longo da história, fazem lembrar a rebentação contínua das ondas. Quebram sempre no momento em que se enrolam e se abatem com fragor. Mas renascem sempre". O que sucede é que muitos daqueles que erguem as vozes contra os "privilégios oligárquicos" também "acabam por se dissolver na classe dominante", depois de "um período de participação cinzenta na dominação".
Por isso mesmo, remata Robert Michels, "não tem fim este drama que ferozmente se desenrola entre o incansável idealismo dos mais jovens e a incurável sede de poder dos mais velhos. Há sempre novas ondas a rugir no mesmo ponto de rebentação. E é essa a marca mais profunda e mais característica da história dos partidos políticos".
3. No interior dos partidos que alternam no poder, ou seja, no governo, há igualmente o problema, referido por Mário Soares na sua crónica, dos "boys que só pensam em ganhar dinheiro e promover-se".
É um problema cruciante nas democracias modernas, consequência daquilo a que Donatella Della Porta, professora de Administração Local na Universidade de Florença, considera uma "quebra progressiva da tensão ideológica, que deixou um vazio ao nível dos princípios éticos"
2. Essa "quebra dos estímulos ideológicos" abriu caminho a indivíduos mais sensíveis a motivações materiais, ou seja, à defesa dos seus interesses pessoais. De facto, a falta de pessoal qualificado, capaz de desempenhar funções de direcção política e de gestão da coisa pública, passou a ser compensada pela "oferta" de uma nova classe de oportunistas, atraídos por aquilo que a política lhes pode oferecer, tanto ao nível local como ao nível nacional, para multiplicarem os seus proventos pessoais.
É evidente que a "quebra da tensão ideológica" diminui bastante a capacidade dos partidos de formularem programas e políticas públicas consistentes e coerentes, em benefício da generalidade dos cidadãos. Clientelismo, nepotismo e patrimonialismo condicionam inevitavelmente a visão e os objectivos daqueles que detêm os poderes de decisão.
Assistimos então àquilo que se designa por "gestão clientelar" das ofertas de emprego na administração pública e nas empresas públicas, das nomeações políticas feitas pelos partidos, das adjudicações de obras e serviços públicos, e do favorecimento de certas empresas privadas.
"As práticas clientelares e de governo paralelo", como também são designadas, "transformaram os próprios partidos." Enfraqueceram a sua capacidade de canalizar, traduzir e corresponder às necessidades daqueles que representam – os representados – e, em contrapartida, "reforçaram a sua tendência para proporcionar vantagens aos seus representantes".
Toda esta intrincada teia de interesses e conivências – caracterizada pela emergência de indivíduos que a especulação enriqueceu rapidamente, pela arrogância dos novos poderosos e pela corrupção das elites, pelo aumento significativo das necessidades financeiras dos partidos políticos e pelo total desprezo votado à moral do serviço público – torna muito difícil imaginar "um novo impulso democrático", uma grande transformação política e uma verdadeira renovação ideológica dos partidos que alternam no poder.
4. No mais recente livro que publicaram, "O Poder Presidencial em Portugal"3, André Freire e António Costa Pinto salientam uma questão bastante interessante e significativa, que tem muito a ver com a "quebra da tensão ideológica" de que tenho vindo a falar.
No balanço do primeiro mandato do actual Presidente da República, referem que Cavaco só utilizou "o veto político face a diplomas da Assembleia da República". Por outro lado, "as divergências políticas de Cavaco Silva face à maioria parlamentar (expressas através dos vetos) foram apenas nas áreas socioculturais e morais (estilos de vida, ‘novos temas’: paridade, divórcio, uniões de facto) e nas questões institucionais (Estatuto Político-Administrativo dos Açores, etc.), deixando de fora os temas socioeconómicos (que estão no âmago da divisão entre esquerda e direita)". Mais adiante, insistem: "Pelo menos tanto quanto é possível inferir do exercício dos poderes de veto", Cavaco Silva "não terá divergido muito da maioria das orientações da maioria parlamentar (PS) em questões socioeconómicas (o âmago da divisão esquerda-direita)".
Os autores atribuem este comportamento do actual Presidente a dois factores: primeiro, a "uma significativa inflexão do PS para o centro do centro"; segundo, a "um certo centrismo ideológico do Presidente Cavaco em questões socioeconómicas".
Ora, o "centro do centro»" é aquilo a que um grande constitucionalista e especialista no estudo dos partidos políticos, Maurice Duverger, chamou o "juste milieu". E é hoje evidente que ele tinha razão ao afirmar, há mais de 40 anos, que "o centrismo favorece a direita".
Vejamos o que ele escreveu no livro "La democratie sans le peuple"4, publicado em 1967: "O centrismo favorece a direita. Aparentemente, as coligações do ‘juste milieu’ são dominadas ora pelo centro-direita ora pelo centro-esquerda, seguindo uma oscilação de fraca amplitude. [...] Estas aparências mascaram uma realidade completamente diferente. Por trás da ilusão de um movimento pendular, o centro-direita domina quase sempre. [...] Em vez de implicar uma transformação lenta mas regular da ordem existente, a conjunção dos centros desemboca no imobilismo, ou seja, no triunfo da direita."
No mesmo livro, Duverger também comenta a tendência para "uma esquerdização do vocabulário político", nos seguintes termos: "O centro quer chamar-se ‘esquerda’, a direita quer chamar-se ‘centro’, e ninguém quer chamar-se ‘direita’". Em Portugal, actualmente, o PS, o PPD-PSD e o CDS-PP são ilustrações perfeitas do que Duverger quis dizer.
5. O "centro do centro" ("juste milieu") é o território propício a todas as renúncias ideológicas e a todas as abdicações políticas, sempre em nome dos superiores interesses do Estado ou da nação, consoante a carapaça em que cada partido político quer enfiar-se.
Mas é grande o prejuízo para a democracia, que é sustentada por quatro pilares resultantes da articulação entre duas tradições diferentes: por um lado, os pilares da liberdade individual e do pluralismo, nos quais assenta a tradição liberal; por outro lado, os pilares da soberania popular e da igualdade, nos quais assenta a tradição democrática.
Liberalismo e democracia são valores diferentes e, como nos explica Chantal Mouffe, politóloga e professora da Universidade de Westminster, "a história das democracias liberais caracterizou-se pela luta, por vezes violenta, entre forças sociais cujo objectivo era estabelecer a supremacia de uma tradição sobre outra"5.
Hoje, porém, a moldura ideológica dominante assenta, por um lado, no "mercado livre" e por outro nos "direitos humanos". "O que é mais espantoso é que a referência à soberania popular – que constitui a coluna vertebral do ideal de democracia – foi praticamente eliminada da definição actual de democracia liberal." A soberania popular é considerada nos dias que correm "uma ideia obsoleta" e "um obstáculo à implementação dos direitos humanos".
Sob a bandeira da "modernização" – empunhada na década de 1990 por Tony Blair ("New Labour") e Gerhard Schröder ("Novo Centro") – os partidos socialistas, social-democratas e trabalhistas europeus passaram a identificar-se quase exclusivamente com as classes médias e deixaram de representar os interesses das classes mais populares, cujas reivindicações foram consideradas "arcaicas" ou "retrógradas".
Não deverá por isso surpreender-nos a crescente alienação de um número cada vez maior de grupos que se sentem excluídos do exercício efectivo da cidadania pelas elites iluminadas. Chantal Mouffe salienta que é a incapacidade dos partidos políticos democráticos de "proporem formas distintas de identificação em torno de alternativas possíveis que cria o terreno propício ao florescimento do populismo de direita".
É ilusório pensar que vivemos em sociedades pós-políticas, das quais foram erradicados todos os antagonismos políticos. Não é concebível uma política consensual para além da esquerda e da direita. Nem sequer existem soluções imparciais na política. A "hegemonia neoliberal" deu lugar a um défice democrático que é urgente colmatar, e a desigualdades económicas, políticas e sociais crescentes, que é preciso questionar e combater.
É indispensável reactivar a noção de soberania popular como pilar essencial da democracia. Sem ela não é possível recuperar a confiança nas instituições europeias, combater as desigualdades sociais gritantes geradas pela gravíssima crise económico-financeira e recuperar o prestígio perdido pelos partidos políticos democráticos.
A noção de soberania popular traz implícita a ideia de participação alargada dos cidadãos na vida política e de intervenção na coisa pública. Sem essa participação activa não será possível proceder a uma renovação ideológica dos partidos socialistas, social-democratas e trabalhistas.

As oligarquias partidárias instaladas no centro do centro praticam um pragmatismo sem princípios totalmente avesso à renovação. O "idealismo" inquieta-as, um "novo impulso" arrepia-as. Se as assustarem muito, soltam apparatchiks como José Lello e mandam à fava o debate político.









REPETIR-SE-Á A FESTA?

???




PORTUGAL FICA MAL NA FOTOGRAFA

Dos 16 países que usam o euro, apenas Portugal e Grécia sofreram uma contracção no PIB no quarto trimestre de 2010.
O gabinete de estatística comunitário revelou hoje os dados do PIB no quatro trimestre do ano passado quer para a zona euro quer para o conjunto da União Europeia. Entre Outubro e
http://economico.sapo.pt/noticias/portugal-e-grecia-sao-osDezembro, a economia cresceu 2% nos 16 e 2,1% na UE27, em termos homólogos, e teve uma progressão de 0,3% e 0,2%, respectivamente, face aos três meses anteriores.
Por países, e em termos de variação em cadeia, Grécia (-1,4%) e Portugal (-,03%) foram as duas únicas economias da zona euro a sofrer uma contracção no último trimestre de 2010. Fora do euro, o PIB do Reino Unido retraiu-se 0,5% entre Outubro e Dezembro, face ao terceiro trimestre. Já os maiores crescimentos foram observados na Finlândia (2,5%) e Estónia (2,3

FSM 2011 Dacar Senegal - Egito Wedad Ekkerda'oui

A forma de viver que conhecemos, oriunda do século XX, está progressivamente a desaparecer. O sistema de mercado (planificado ou livre) que caracteriza a idade moderna, tem limites (como qualquer outra invenção humana). O mercado é um jogo de troca de propriedades, que vai excluindo pessoas do acesso aos meios através de fronteiras financeiras. Por isso à medida que evolui mais pessoas vão ficando fora do sistema. Estamos numa altura onde o sistema não só expulsa mais pessoas, como permite a entrada de cada vez menos. As novas gerações terão por isso a árdua tarefa de praticar novas formas de viver fora do tradicional sistema trabalho, mercado, propriedade. Não é uma questão apenas portuguesa, nem apenas do governo (embora esse ajude à desgraça), é uma questão estrutural. O mercado entrou numa velocidade em que uma minoria sobe mais depressa, e a maioria desce abruptamente (é excluída). E vai ser até ser insuportável e iniciar-se o trabalho de parto de um novo sistema que dará uma nova idade humana.
Afinal porque é que temos todos de pagar o dinheiro que os bancos fazem do nada? É todo o sistema que irá mudar.






14 fevereiro 2011

O FASCÍNIO DO PSD PELOS RAPAZES DO MRPP







Ó p'ra eles no 25 de foice e martelo
Convidado para discursar no final de um jantar com os deputados do PSD, o ex-director do jornal Público admitiu que tenha de haver despedimentos na Função Pública e apontou a alteração da legislação dos despedimentos individuais como uma das reformas a fazer e que implicam uma «aproximação» entre o «centro direita e actores políticos que hoje estão claramente à esquerda».
Terminada a intervenção de José Manuel, o líder parlamentar do PSD, Macedo, sempre brilhante, considerou que «nem todos concordarão com aquilo que [o jornalista] disse», mas que ele «teve a capacidade de dividir as opiniões», pelo que agradeceu o seu contributo.
Na sua intervenção, José Manuel Fernandes declarou não ver razão para que o «problema dos despedimentos na Função Pública não venha  a acontecer em Portugal». Qual será a perspectiva deste caramelo para abordar esta temática e onde é que isto encaixa nos projectos do PSD?  Sim... pelo menos temos de admitir que o tema será caro ao partido hospedeiro e que terá feito o convite para o cavalheiro falar sobre essa matéria.
O actual PSD, com uma certa atracção pelo abismo, até já convida o inenarrável José Manuel Fernandes do MRPP para abrilhantar eventos e doutrinar os seus quadros. É o partido de Sá Carneiro  de passos trocados e a entregar-se às carochas... neste caso aos cadáveres do MRPP...

A MISERÁVEL POLITIQUICE À PORTUGUESA






Os safardanas brincalhões do b.e.(Se há por ali gente séria que nos desculpe...mas quem se junta ao Anacleto é outro que tal...)
Ainda a moção de censura do chamado B.E. 
O assunto já foi dinamitado por quase toda a gente, mas vale a pena relembrar a cronologia da coisa, que teve desenvolvimentos interessantíssimos no fim-de-semana (omitimos as datas certas porque dá muito trabalho ir ao Google):
1. O PCP, pela voz de Jerónimo de Sousa, anuncia que está a preparar uma moção de censura;
2. O BE, pela voz de Francisco Louçã, diz que essa moção de censura será uma irresponsabilidade e um veículo para colocar a direita no poder;
3. Dias de depois, durante o debate parlamentar com a presença do primeiro-ministro, o BE, pela voz de Francisco Louçã, anuncia uma moção de censura para o dia seguinte ao início do segundo mandato de Cavaco Silva, ou seja, para o primeiro dia em que uma moção de censura tem consequências directas na composição do governo;
4. Confrontado com a contradição do seu comportamento, o BE diz duas coisas: (1) pela voz de José Manuel Pureza diz que esta não é uma moção de censura para derrubar o governo, o seu objectivo é antes clarificar a postura política à esquerda, e (2) pela voz de Francisco Louçã diz que a sua moção faz sentido porque está marcada para uma data eficaz, por oposição à do PCP que não terá efeitos nenhuns;
5. O PSD, surpreendendo um total de uma pessoa (José Pedro Aguiar Branco), diz que, claro, não vai votar favoravelmente a moção;
6. Francisco Louçã (já não se sabe em nome de quem fala o «coordenador» do BE) critica o PSD por ter vindo prontamente dar a mão ao governo e ao PS, em vez de, em vez de, por exemplo, fazer exactamente aquilo que o BE ter classificado dois dias antes como «ridículo».
Isto tem mais twists que a cinematografia inteira do Shyamalan.
Ler também no DN sobre o assunto vertente...

P.P. - PARTIDO PAULO PORTAS

Paulo Portas elege-se Presidente do CDS com votação norte-coreana... 95%
Vão  todos passear de submarino para darem largas ao espírito de marinheiros que os move e cuidar do ego 
do frustrado Amirante Portas 

13 fevereiro 2011

Documentário Beatles: Let It Be

UM PARTIDO CEGUETA OU DISTRAÍDO?






Desde que a geração parva tomou conta do PSD, entretém-se em simulações lego sobre o edifício da futura governação, alheando-se do que se passa para lá dos muros do recreio.
Um a um, vão-se desmoronando os mamarrachos que resultam dos atamancados projectos (lembram-se da proposta de revisão da constituição?), mas logo outro começa: A ideia da privatização da CP e de outras empresas públicas com prejuízos já foi abandonada?
No entanto, como o mundo não pára, nem espera pelos jovens serôdios, de vez em quando a realidade escancara-lhes os portões e força-os a sair da letargia:- Com o orçamento, foi preciso Cavaco mandar o Catroga puxar-lhes as orelhas e agora, com a moção de censura do Bloco de Esquerda, não sabemos quem lhes vai dar as palmadas por se deixarem entalar... Vamos esperar o que o Relvas-Coca-bichinhos  nos diga algo enquanto o Comandante em Chefe, basbaque,  se passeia distraído pelos Campos Elíseos... esperando que o seu angelical Guru decida o que fazer... 


12 fevereiro 2011

LÍTIO - RIQUEZA INESPERADA?







Baterias de lítio
 Um estudo divulgado esta semana pela empresa de consultoria MarketResearch.com indica que a procura de litío para a construção de baterias de iões de lítio para a indústria automóvel vai quadriplicar ao longo dos próximos 10 anos.
O mesmo estudo revela que em 2010 o mercado mundial de lítio ascendeu a 11 mil milhões de dólares (€8 mil milhões), mas que em 2020 deverá rondar os 43 mil milhões de dólares (€31,5 mil milhões).
Alguns analistas do setor extrativo garantem ao Expresso que Portugal tem aqui uma oportunidade única para "marcar pontos" neste importante mercado, pois atualmente já é o 5º maior exportador mundial de lítio, e tem potencial de exploração para mais 70 anos. Estes dados são confirmados, aliás, num dos relatórios mais recentes do Departamento de Energia norte-americano.

Indústria automóvel interessada no lítio português
O problema é que Portugal apenas vai até à produção de concentrado de lítio, ou seja, não acrescenta mais valor ao seu produto, tendo que o vender em bruto para os smelters (proprietários de fundições) de outros países. Esses, sim, é que entregam à indústria automóvel o lítio pronto para ser utilizado em baterias de carros elétrios. São também estes intermediários que faturam uma parte considerável do processo de transformação do lítio.
Segundo o Expresso sabe, no entanto, que o principal produtor de lítio em Portugal está já a ser sondado por várias empresas multinacionais da indústria das baterias para carros elétricos, no sentido de formar parcerias que possam passar pela criação de uma fundição em Portugal. Ou seja, poderia ser um passo à frente no processo, em que o país acrescentaria valor ao seu recurso natural.
Para além da indústria automóvel, o lítio também, é utilizado na indústria eletrónica (telemóveis), farmacêutica e prevê-se que venha a ter cada vez mais aplicações na indústria aeroespacial e também na área militar.


O QUEJohnny Mac FAZ COM A BOLA

BUFARIAS

Uma das características  interessantes do P.S.  no exercício do  poder   para se afirmar ideológicamente,  é o facto de não ser através de politicas de redistribuição equitativa da riqueza ou na atribuição de benefícios  aos mais pobres que procura afirmar  a sua matriz política visto que, em tal matéria é porventura  bem pior que o PSD;  mas na forma algo populista  como dispõe os seus apaniguados e cola-cartazes  colocado-os nos serviços em funções menores mas   com  bom  respaldo  da estrutura partidária para se imporem e  pontificarem nos respectivos territórios e se constituirem  como agentes disfarçados nos departamentos onde operam e agem como controleiros ou piolhos de costura com um trabalho de sapa  e a quem as hierarquias dos serviços, receosas,  acabam por se submeter, reconhecendo-lhes  poder e importância,  submetendo-se também aos seus desígnios... com os cuidados e as cautelas que em regra se  tem relativamente aos bufos. Não é raro neste esquema encontrar um enfermeiro a tentar  mandar no médico, um contínuo a  assessorar um administrador, um funcionário menor protegido a merecer temerosas  deferências das chefias e o respeito precavido de colegas... Estes esquemas que nos meios grandes  passam mais ou menos  despercebidos são muito evidentes  à escala dos Açores... E como aqui os funcionários públicos têm muita influência eleitoral (e  é no seu seio que estas e outras coisas se passam (com muito desagrado) não será fácil ao PS manter-se no poder... com este nepotismo  larvar instalado  e a suscitar um surdo mas profundo desagrado... (de notar a falta de bons quadros do PS no topo dos serviços públicos da Região, onde deparamos  com  elementos munidos de    cartão partidário,  pessoas  muito estimáveis   mas de uma incompetência confrangedora!... 

AS PORTUGUESAS SÃO AS MAIS SEXUALMENTE SATISFEITAS







As mulheres portuguesas são, entre as europeias, as mais satisfeitas em relação à vida sexual, no que à frequência e à qualidade diz respeito.
No total, 88% das portuguesas confessam-se realizadas sexualmente, no que são seguidas por 75% das espanholas e 74% das austríacas.
O estudo "Que querem as mulheres?", conduzido pela consultora internacional Stategy One e apoiado pela Pfizer, foi feito junto a 2500 mulheres da Alemanha, Áustria, Espanha, Portugal e Suécia, todas elas com parceiro e numa relação estável.
Entre as entrevistas, a portuguesas destacaram-se, já que, qualitativamente, 440 das 500 entrevistadas portuguesas disseram-se satisfeitas.
Quanto à frequência sexual, foram também as portuguesas que se destacam: 81% tem relações pelo menos uma vez por semana, seguidas pelas espanholas (68%). Na fim da lista surgem as suecas: 45% tem relações de sete em sete dias.
Bom! Não acham que os homens portugueses mereciam,  nesta avaliação,  uma menção honrosa pelo seu eficiente desempenho?
Talvez seja vantajoso exportar machos p'rá Suécia...

11 fevereiro 2011

Violetas Africanas

Violetas Africanas

EGIPTO - MUBARAK ABANDONA O PODER





Mubarak abandona o poder e o Egipto explode de alegria
O opositor egípcio prémio Nobel da Paz Mohamed ElBaradei congratulou-se com a decisão de Mubarak: "Este é um grande dia na minha vida. O meu país está livre depois de décadas de repressão", afirmou à Associated Press.
Em entrevista à BBC, ElBaradei acrescentou que o país está agora "no caminho certo da democracia e da justiça social".
Afirmou entender a escolha de Mubarak ao passar o poder para o Exército, na medida em que os egípcios confiam nas Forças Armadas e serão capazes de assegurar uma transição pacífica.
"O Exército tem o dever de evitar que o Egipto vá pelo cano abaixo", afirmou ElBaradei à BBC, "mas eles estaão lá para assegurar a estabilidade e transferir o poder para a democracia".
"O poder do povo já não pode ser esmagado", disse ElBaradei.
Como prioridade depois do anúncio de renúncia de Mubarak ElBaradei apontou a necessidade de o Egipto regressar à "normalidade".
"Os manifestantes devem voltar para casa, atingimos o nosso principal objectivo. A prioridade é voltar à ordem e recuperar a confiança para os investidores  e os turistas voltarem", afirmou o opositor egípcio.


A DANÇA


 
Se para dançar o tango são precisos dois, para aprovar uma moção de censura, na actual composição da Assembleia da República, são precisos três. Três partidos e um deles, obrigatoriamente, o PSD. Quanto aos outros, a geografia é variável.
 Portas aguarda para entrar em cena
Por isso, todos os holofotes voltam a estar colocados sobre o partido liderado por Pedro Passos Coelho. Como aconteceu com o PECII, quando foi aprovado o primeiro aumento de impostos, e com o Orçamento do Estado para 2011. Vem do primeiro destes momentos a imagem do tango: José Sócrates explicou, em Maio, em Madrid, que até então não pudera tomar medidas anticrise por falta de parceiro. A aprovação do OE2011 já foi outra música, mas também foi com o PSD que o acordo se fez. E agora, depois de ter dado os instrumentos para a governação - cujos resultados ainda não estão testados -, como vai o maior partido da oposição lidar com a responsabilidade de provocar uma crise política?




10 fevereiro 2011

DECIDAM-SE!!! QUEM COMEÇA A BRINCADEIRA??

Decidam-se! Afinal quem é que apresenta a moção de censura?
Não aguento este stress…
O Anacleto?
O Doce Passinhos?
O  Avô Cantigas
Decidam-se!
BRINQUEM COM ESTA
MERDA TODA

E VÃO
PARA O RAIO QUE OS PARTA
CAMBADA de...
!!!!!!!!!!!!! 





AO SABOR DO VENTO









Minha vida, meus pensamentos




Meus desejos, meus sonhos

 Numa velha folha de papel, registei as linhas do meu coração

E lá se foram meus anseios, dentro de uma antiga garrafa

As ondas do mar se encarregaram

De conduzir a velha garrafa ao seu destino

Destino incerto, viagem sem rumo

Minhas memórias seguiam ao sabor dos ventos

Sei, porém, que um dia chegará

Sei que por alguém minhas esperanças serão acolhidas

Meus gritos serão ouvidos

Uma luz se acenderá

A longa viagem não terá sido em vão

No tempo certo, na hora devida

A sorte foi lançada

Os sonhos chegaram ao destino final


O milagre aconteceu

Video: Rita Redshoes "Dream On Girl"

 A herança da minha geração:
.Era eu criança e a travessia do Tejo mais próxima de Lisboa era em Santarém.
 .Pouco tempo        depois, foi inaugurada a de Vila Franca.
.A única auto-estrada do país ligava Lisboa ao estádio do Jamor. Em 1962, construiu-se a muito custo um troço de Lisboa a Vila Franca. Numa viagem de carro a Paris, a primeira auto-estrada que se encontrava era em  Bordéus.
.O aeroporto do Funchal só foi inaugurado em 1964, o de Faro em 1965, o de Ponta Delgada em   1969.
.Um em cada dois portugueses era analfabeto.
. Havia menos alunos universitários do que hoje professores.
.A taxa de mortalidade infantil era umas 30 vezes superior à de hoje.
.Ouve-se hoje muitas queixas sobre a herança que vamos deixar às novas gerações. Porém,    mesmo sem falar do progresso dos costumes e das liberdades individuais e colectivas, é  seguro que ela é bem mais invejável do que aquela que a minha geração recebeu.
. Mas têm uma maleita grave adquirida agora: Os panascas do O Bloco de Esquerda

CAVACO NÃO QUER GENÉRICOS A SUBSTITUIR O VIAGRA





Cavaco, por já não necessitar de votos, usou pela primeira vez as suas prerrogativas para inviabilizar politicamente a troca do viagra por pílulas semelhantes, dando a entender que o genérico, a ser utilizado no segundo mandato,  será muito mais erectivo do que todos os paliativos a que deu uso nos últimos cinco anos.


Activa.pt - Liliana Campos

MULHER CORAJOSA IMPEDE UM ASSALTO


clique na imagem para ver o vídeo

Um episódio curioso aconteceu na cidade de Northampton, na Inglaterra. Um grupo de assaltantes tentava roubar a vitrine de uma joalheria. De repente, uma senhora de casaco vermelho e uma bolsa na mão começa a bater nos criminosos. A mulher  é apelidada de a Heroína da Bolsa de Mão.

JARDIM - O PREDADOR





Alberto João Jardim:
-Previsões meteorológicas prejudicam...
O líder do Governo da Madeira considerou que “o confronto entre Lisboa e a Região” se faz também nos “anúncios da meteorologia”, que lesam a economia regional...
A este cavalheiro já não lhe bastam as caçadas dizimadoras às poupanças do contenente como ainda, mal agradecido, se esmera nas suas desavergonhadas provocações. Passa fora...cão danado!!!...

08 fevereiro 2011

Deolinda - Parva que Sou, Coliseu do Porto. Assim damos a volta a isto!

A MENTIRA COMO ARMA POLÍTICA DO PSD












o “novo” PSD do sempre jovem Passos Coelho, já tem slogan: Sócrates é mentiroso!

Não é novo? Pois não, mas o PSD também não...
A história repete-se: Manuela Ferreira Leite apropriou-se da verdade e empurrou a mentira para Sócrates. Mais recentemente, Cavaco Silva açambarcou a honra e mandou os adversários nascer duas vezes. É o círculo vicioso do Cavaquismo.
Para aquilatar do valor da verdade para os sequazes do Cavaquismo, recorda-se a frase de Manuela Ferreira Leite, a propósito das escutas de Belém: “Não quero saber se há escutas ou não. As pessoas sentem que há".
Um dos que sentiu foi o seu amigo Cavaco, que nunca mais disse... ou mandou inventar "escutas"!  Mas também fez de conta que não era nada com ele e crucificou em seu lugar o pobre do moço de recados... e anda aí todo feliz com gente a seu lado que merecia respeito... e que também um dia destes, se necessário for, sobem também  ao calvário... Sim, que este senhor ão é flor que se cheire.. 

Beatles- Eleanor Rigby

A VERGONHOSA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

É um (pois há mais) dos números da besta apocalíptica da violência doméstica em Portugal: 43 mulheres foram assassinadas por maridos ou companheiros, ou ex uma coisa e outra, em 2010, o que dá algo como 250 homicídios de mulheres só nos últimos sete anos.
Acrescentem-se os assassínios de crianças dentro das paredes familiares e os maus tratos físicos e psicológicos que não redundam em morte e não chegam aos jornais e teremos uma ideia aproximada da realidade da "casa portuguesa com certeza" e da tal sociedade de brandos e cristãos costumes (o que quer que "cristãos" signifique em matéria de costumes que, tendo em conta o que há tempos dizia o reitor do Santuário de Fátima, não será coisa particularmente recomendável).
A criminalização da violência doméstica é recente entre nós, mas deve-se-lhe o mérito de ter posto o fenómeno na ordem mediática do dia, de onde sempre esteve arredada pela atávica cultura do "entre marido e mulher não metas a colher" (e, em relação aos filhos, pela do "quem dá o pão, também dá o pau").




O

BOM REMÉDIO - ESTAGIAR NO NEPAL

Introdução à Política sff para uma ex-secretária de Estado
«Benavente é dura. Muito dura. O PS tornou-se “neoliberal” – “fazer do capital financeiro o dono e árbitro do desenvolvimento económico é uma capitulação face ao neoliberalismo que não é digna de um partido socialista”. Mas há mais. No PS, há falta de debate interno e Ana Benavente critica “o autoritarismo da actual liderança”. “Tornou-se autocrata, distribuindo lugares e privilégios, ultrapassando até o “centralismo democrático” de Lenine. Alimentando promiscuidades que recuso”» Para Ana Benavente o mundo divide-se em socialistas bons e socialistas maus. Os maus são maus porque não são socialistas, coisa sempre bondosa, mas sim porque esses ex-socialistas capitularam diante do mal a saber do neoliberalismo. E acha ainda Ana Benavente que os “ex-socialistas-consequentemente maus que capitularam perante o neoliberalismo” até ultrapassam o «”centralismo democrático” de Lenine». A confusão e a ignorância fervilham na cabeça de Ana Benavente e o resultado é este arrazoado de disparates sem nexo nem fundamento. Não sei se o melhor para a ex-secretária de Estado seria uma viagem aos sovietes no tempo do “centralismo democrático” de Lenine ou se obrigá-la a explicar onde entrevê ela alguma coisa de liberal, neoliberal ou pós liberal nas medidas do Governo. Mas talvez possamos começar pelo Lenine. No 5 Dias andam esfusiantes com o Nepal donde Ana Benavente pode ir experimentar in loco o «”centralismo democrático” de Lenine, Mao… Na volta falamos sobre o neoliberalismo.

GUARDIÃO DAS CORPORAÇÕES...

Se não se deve 'governar contra as corporações',  devem elas  ter assento no Cons. de Ministros?

• Vital Moreira, O império das corporações (hoje no Público):
'Numa entrevista na semana passada, o presidente do PSD declarou rotundamente que não se pode nem deve governar "contra as corporações". Pelos vistos, o atual PSD não quer somente "emagrecer" o Estado, mas também expropriá-lo de meios de ação. Estranhamente, esta insólita declaração não suscitou nenhum interesse por parte dos editorialistas e comentadores. E todavia, noutro país, uma afirmação destas desqualificaria irremediavelmente qualquer candidato a primeiro-ministro.
Sem ter aprendido as lições da derrota eleitoral da sua antecessora à frente do PSD - que tentou, sem sucesso, mobilizar em seu favor o descontentamento dos setores profissionais que, especialmente na esfera pública, se opuseram às reformas do primeiro Governo de José Sócrates -, Passos Coelho veio agora transformar esse passo de vulgar oportunismo político em doutrina política geral, decretando que, para realizar reformas profundas (por exemplo na justiça, que ele considera, aliás com razão, uma área de reforma prioritária) não é preciso confrontar os respectivos interesses profissionais organizados.
Mas será que essa teoria se aplica também às grandes reformas, por ele anunciadas (que aliás se dispensa de concretizar...), destinadas a reduzir o papel e o peso do Estado? É evidente que, ao tentar tranquilizar as corporações profissionais, o líder do PSD joga efetivamente num discurso político dúplice, sabendo que a agenda neoliberal não pode deixar de suscitar contestação por parte de grupos mais ou menos vastos. A promessa de não hostilizar as corporações só pode ter o propósito de tentar ocultar preventivamente o potencial de contestação e de conflitualidade que tais medidas naturalmente provocariam. Só que, como é patente, não há nenhuma sinceridade nisso. Pior do que esconder as reformas pretendidas, ou deixar de as enunciar, é tentar ignorar as resistências que elas não podem deixar de encontrar.
Como doutrina política, a tese das reformas políticas sem oposição das corporações não resiste à prova dos factos. Na realidade, só para falar em reformas que estão em curso ou têm de ser feitas, como é que se poderia por exemplo corrigir o escândalo do financiamento público das escolas privadas, sem enfrentar o respetivo lóbi? Como é que se consegue obrigar os bancos a reforçar a sua solidez e pagar mais impostos sem fazer face à oposição da respetiva associação? Como é que é possível abrir as profissões à concorrência sem vencer a oposição das ordens profissionais? Como é que é possível fazer a reforma da justiça (que o líder do PSD aliás destaca)sem contar com a oposição das poderosas corporações do setor, em geral muito conservadoras? daqui 

O LEÃO ESTÁ DOENTE





Embora sejam cópias umas das outras, as cartas de demissão no Sporting são sempre muito excitantes. No entanto, convinha guardar alguma louça, isto é, não a partir toda porque ainda falta o Paulo Sérgio…
Já agora, alguém será capaz de responder à pergunta: - Quem manda de facto no Sporting? Não estamos a falar de cargos, mas de algo mais estruturante que há muitos anos não se vê por Alvalade: Autoridade!



07 fevereiro 2011

A ASSEMBLEIA AFINAL NÃO ENCOLHE

.



Perante a recusa do líder parlamentar socialista, Francisco Assis, em discutir o assunto da diminuição do número de deputados à A.R., Jorge Lacão enviou ontem de manhã uma carta ao PSD em que recordava que o programa do Governo promete a revisão da lei eleitoral para a Assembleia da República. Da parte da tarde, o seu colega de Governo e braço-direito de José Sócrates, Pedro Silva Pereira, apressou -se a contrariá-lo com a caução implícita de José Sóctates...Gorando-se assim a oportunidade tornar mais barato um orgão superlotado por desocupados que se esforçam a levantar o braço automáticamente à voz do dono.   Lacão decidiu assumir uma boa ideia que muito o dignifica, mas  é muito  capaz de ter ganho a animosidade do seu partido e dos restantes por ter ousado tentar reduzir os comedouros da manjedoura... Desde o PC ao PP não houve um comensal que erguesse a sua voz de apoio a essa medida higiénica e de poupança dos míseros recursos da Nação!... O apelo de Lacão ao PSD a pedir apoio foi o mesmo que pedir ao macaco que não tocasse nas bananas... 



Deolinda - Parva que Sou, Coliseu do Porto. Assim damos a volta a isto!

06 fevereiro 2011

O AMOR NO FACEBOOK É F...






Rita entra todas as noites na conta do Facebook do namorado. Como a rede social permite duas entradas simultâneas na mesma conta (experimente entrar no seu Facebook em dois computadores diferentes e à mesma hora), ao mesmo tempo que o namorado está em casa a teclar, Rita está em casa dela, dentro da página dele, a acompanhar em tempo real cada conversa que ele mantém no chat. No final, imprime o documento em que gravou palavra a palavra todas as conversas, e até as horas em que decorreram, e vai pedir satisfações ao namorado. Discutem, a seguir fazem as pazes. Ele censura-a mas não muda a palavra-passe. Tudo na mesma. Passado uns tempos, a rotina nocturna de Rita recomeça.
Carla foi perseguida via Facebook quando decidiu terminar com o namorado. Primeiro ele começou a inundar o mural dela com vários "amo-te". Depois, saltou para os comentários agressivos, que ela tinha de apagar no instante seguinte. A seguir, começou a fazer "like" e a deixar comentários em todas as fotos e links das amigas. No final, depois de ser "desamigado", ainda foi capaz de criar um perfil falso com o nome de um amigo de Carla para que ela aceitasse o pedido de amizade e ele pudesse entrar na sua página. "Ele não conseguia aceitar a minha decisão. Passou meses a fazer-me a vida negra no Facebook."
Ana tinha um namoro em crise mas a relação só terminou oficialmente depois de mudar o estado civil no Facebook de "numa relação" para "solteira". Ele foi o primeiro a limitar o acesso dela a alguns conteúdos do seu perfil. Ela, em retaliação, desamigou-o. A amizade voltou mas não se voltaram a "amigar" no Facebook. "Dá para manter a distância sem ficar a olhar para as fotos ou a pensar na frase que o outro escreveu."
Sofia ficava enfurecida de cada vez que Rui - um rapaz com quem se envolveu mas com quem nunca assumiu uma relação - deixava um comentário ou publicava um link na página do Facebook. Se ele escrevia "ai" ela ficava irritada. Se ele escrevia "ui" ela ficava irritada. Se ele publicava vídeos do YouTube, ela lia cuidadosamente as letras das músicas à procura de uma mensagem indirecta. Se ele publicava fotos com a namorada, ela sentia-se ofendida e provocada. E se ele comentava algum link deixado por um amigo em comum, ela, por mais vontade que tivesse, já não comentava. "Já estava tão farta de que as coisas dele me afectassem que um dia decidi ocultar tudo o que ele publicava. Olhos que não vêem, coração que não sente." A estratégia habitual do "desamigar" ainda lhe passou pela cabeça mas a bisbilhotice falou mais alto. "Queria ter a possibilidade de ir cuscar o Facebook dele quando quisesse." O "ocultar" não resolveu o problema: ela continuava a escrever mensagens subliminares para chateá-lo. E continuava a ver o que a namorada de Rui - e amiga dela no Facebook - publicava no mural. Um ano depois da ruptura, os comentários de Rui continuam a estar ocultos na página de Sofia. Ainda acha que há riscos: "Teria a tentação de fazer comentários provocatórios e de meter like nas fotos só para chatear a outra", confessa.
O amor no Facebook é fodido. 
 Depois do Facebook - a rede social criada há sete anos, a 4 de Fevereiro de 2004 - o início e o fim das relações nunca mais foram o mesmo. Antes, bastava apagar o número de telefone da agenda, deixar de frequentar o café do costume ou evitar passar 500 vezes em frente à janela do outro e já estava: this is the end. Agora, além disso tudo, ainda é preciso apagar o rasto virtual do ex. Apagá-lo do Twitter, do MSN, do Facebook. E no Facebook o célebre "desamigar" nem chega: se tiverem amigos em comum, não há maneira de achar que o outro não existe. Como se isso não bastasse, ainda é preciso terminar relações duas vezes: o fim só se oficializa quando se muda o estado civil na rede.
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BERLUSCONI E A BUNGA-BUNGA

A actriz alemã, Sabina Began, afirma estar apaixonada por Berlusconi e assegura que pretendia apenas proporcionar-lhe momentos de diversão.

A  Sabina Began, admitiu ter organizado festas "bunga bunga" (de cariz sexual) para
o primeiro-ministro italiano Silvio berlusconi.
"Sou a culpada, organizei essas festas. Sou a senhora bunga bunga, afirmou a actriz ao jornal britânico "London Evening Standard". Sabina, de 36 anos, que tem as iniciais de Silvio Berlusconi tatuadas no seu pé direito, confessou ainda ao jornal estar apaixonada por Silvio Berlusconi, acrescentando que pretendia apenas que "um homem muito só se divertisse um pouco".
Este Berlusconi se não existisse
tinha que ser inventado

ECONOMISTAS DIVULGAM MANIFESTO




Economistas divulgam manifesto pelo controle de capitais
Documento assinado por  economistas dos Estados Unidos e de outros países, foi encaminhado ao governo norte-americano defendendo mecanismos de controle de capitais como instrumento para enfrentar a crise. "Dada a severidade da crise financeira global e sua extensão, as nações precisarão de todas as ferramentas possíveis que estiverem ao seu alcance para evitar e mitigar a crise financeira", afirma o manifesto assinado, entre outros, por Joseph Stiglitz, James K. Galbraith e Ricardo Hausmann.
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