02 março 2011

O QUE DÁ GOZO AOS ALARVES...

O meu "spread"
Ao notar, por estes dias, o gozo alarve de alguns blogueiros e afins, que se deliciam com qualquer sinal que indicie a necessidade de Portugal vir a ter de recorrer a ajuda externa, sem cuidar minimamente das profundas consequências negativas que decorreriam para o nosso país de um tal cenário, apenas degustando, por antecipação e com total irresponsabilidade, as decorrências políticas que pudessem satisfazer os seus ódios mesquinhos de estimação, sou levado a constatar que, entre mim e essa gente, existe, na bolsa de valores nacionais, (e para usar, em sentido figurado, um termo que excita esses figurões) um imenso e insanável "spread". seixas da Costa 

TEMOS OUTRA VEZ ARMAS SECRETAS?

Tudo indica que o caos líbio esteja para lavar e durar. Ao contrário do Egipto, onde um exército politizado, bem treinado e disciplinado tomou conta do poder, a Líbia é um foco de contrários. A UE observa o problema à distância. David Cameron, querendo imitar Blair, mandou investigar a existência de armas químicas de destruição maciça, pondo em alerta os efectivos do SAS contra a opinião de Obama. A Casa Branca preocupa-se com o Suez, sem grande vontade de perder tempo com Tripoli. A todas estas, o coronel tem rédea solta para sabotar refinarias e massacrar populações esfomeadas e indefesas. Dinheiro para pagar mercenários, como o da foto ao alto, não deve faltar
Da Literatura

QUERO UM SPORTING AMORAL








Não temos por hábito ler ou dar atenção a entrevistas de banqueiros; é como com os arrumadores de carros, dou a moedinha e andor. Mas, como sportinguista, resolvi ler com muita atenção a entrevista que o dr. Ricardo Salgado, o dono do Sporting, deu ao "Expresso". Sim, eu dou mais importância ao Sporting do que ao país dos 6 milhões. O dr. Salgado, como presidente do BES, afirmou: "Na situação actual é muito complicado ir para eleições." Sendo a situação do país igual à do Sporting, a conclusão é que, para o dr. Salgado, dono do Sporting, também é complicado haver eleições no clube. É que, para se ser candidato a presidente do Sporting, é preciso ter o ok da banca. Imagine-se o tempo que o dr. Salgado já deve ter perdido a reunir-se com candidatos. Uma maçada. No caso de Godinho Lopes, não é bem reunir, é dar-lhe instruções. E, como já é a banca que manda no país, desconfio que, à semelhança do Sporting, Passos Coelho só ainda não derrubou o governo para se candidatar a primeiro -ministro porque ainda não teve o ok dos bancos. Mas o melhor foi quando o dr. Salgado, como justificação para a antecipação de lucros para fugir aos impostos, disse: "O sistema capitalista é amoral, tem de produzir resultados." Eis a solução para salvar o Sporting! Transformar o clube numa empresa capitalista amoral que para pôr o Sporting a produzir resultados se deixe dessa moral pequeno- -burguesa de pagar dívidas. Sendo o dr. Salgado líder de uma organização amoral, não acredito que vá recorrer à moralidade de chamar a polícia e tribunais. Eu quero um Sporting amoral.



















OS DESMANDOS DOS DITADORES DO TERCEIRO MUNDO





«Teodoro Nguema Obiang Mangue, conocido como Teodorín, hijo del presidente de Guinea Ecuatorial, encargó el diseño de un lujoso yate, valorado en 288 millones de euros, según denuncia la ONG británica Global Witness, dedicada a denunciar casos de corrupción, violaciones de derechos humanos y saqueo de recursos naturales. El Gobierno ecuatoguineano ha admitido que Obiang, de 41 años, ministro de Agricultura y Bosques, "solicitó un esbozo de diseño de un yate" hace unos tres o cuatro años, "y después desestimó su compra".» [El Pais]

01 março 2011

SPORTINGUIZANDO





 Nesta democracia de notáveis em que nos vamos sportinguizando, apenas temos que reconhecer a desorientação que reina entre alguns segmentos da sociedade de corte capitaleira que, graças a agências de comunicação e claques, faz uma competição sobre o mais capaz de pedinchar à banca. Apesar de tanta hiper-informação opinativa da futebolítica, quem manda é o circuito fechado da chamada engenharia financeira.
Por cá, mesmo que coisas destas aconteçam, faz-se um doutoramento numa universidade espanhola, que o registo para efeitos nacionais é automático, encena-se uma historieta de faca e alguidar e sempre se arranja uma universidade qualquer onde se passa logo a director, bem como um lugar que o camarada ministro lhe ofereça numa dessas empresas públicas de economia mística...
Pobre pátria, que já não espera por D. Sebastião, mas pelos sinais de fumo que sejam emitidos depois de uma reunião entre o nosso chefe do governo e a liderança em figura humana da potência hegemónica desta regressada hierarquia das potências...
A profunda doença lusitana é a falta de vergonha com que se enfeitam os sucessivos trastes que vão engalanando os lugares do estadão, ou por este nomeados, que deveriam primar pela exemplo, de poderem viver como dizem pensar, mesmo quando não pensam. E não estou apenas a pensar em corrupção ou em incompetência.
O exagero da imagem fabricada pelos guionistas da presente teatrocracia, bem como o uso e abuso da técnica da sacanagem para a conquista dos poderes, transformaram muitas das vozes do mesmo estadão numa sucessão de nominalismos conceituais, onde os nomes já não correspondem à coisa nomeada. Daí que não seja de estranhar a releitura do tratado da "arte de furtar".
Logo, figuras que se pautem pela coragem cívica das velhas virtudes que aprenderam de seus pais possam ser considerados malucas ou inconvenientes radicais. E se não se comportarem com o come e cala do respeitinho face aos donos do poder, até podem levar da grossa, para que outros possam mais facilmente dobrar-se aos meneios feudais desta decadência moral onde nos acabrunhamos.
O apodrecimento generalizado deriva da introdução da hobbesiana lógica do homem de sucesso nos domínios da política, do ter razão quem vence, com mais razão de força do que pela força da razão, pelo que muitas actividades dolosas da violência pré-política instrumentalizam uma floresta de idiotas úteis e carreiristas cobardes. E a decadência já não tem cura pelos habituais sermões das boas intenções, até porque muitos dos púlpitos foram usurpados.
Quando os patifes são sucessivamente condecorados pelo aparelhismo que nos inundou, corremos o risco do desespero. E muitos já não acreditam em reformas que venham de dentro de tal monstruosidade, começando a desejar um estrondo qualquer que provoque o urgente sobressalto cívico.Ainda não entrei em tal desespero. Porque sei que há uma legião de ocupantes dos lugares do estadão que bem gostaria de remover esses falsos servidores da coisa pública que, por trás das cortinas vão apodrecendo o nosso regime, não deixando que se voltem a hierarquizar as virtudes que podem domar esta decadência. E não convinha que o apodrecimento fosse um dia domado pelo acaso que as manobras dos inimigos da democracia vão semeando. O problema está na nação, na república ou na comunidade. Só mudando-a, pela regeneração, é que pode haver alterações no principado, aparelho de poder ou Estado, sobretudo nos veículos de estatização que temos disponíveis, como os partidos, que, neste momento, assumem o monopólio da representação política.
Os de cima apenas reflectem o que está em baixo, ou melhor, o crivo que nos faz passar de baixo para cima, mesmo quando apenas serve para moldar, a partir de cima, o que está em baixo, neste sarilho perpétuo da decadência.

Pousada histórica com estilo moderno vai nascer no Terreiro do Paço daqui a três anos - Local - PUBLICO.PT



Pousada histórica com estilo moderno vai nascer no Terreiro do Paço daqui a três anos - Local - PUBLICO.PT

PACHECO PEREIRA - O ZELADOR...





Pacheco Pereira acha que o governo, se for capaz de continuar a execução orçamental sem descalabro total, deve cumprir a legislatura toda até 2013. “As democracias têm procedimentos” e “não devemos interromper, traumaticamente, esses procedimentos”, declarou em entrevista hoje publicada no Diário de Notícias da Madeira .
“Se este governo conseguir manter a execução orçamental, é preferível que continue até ao fim da legislatura”, defendeu Pereira.
“Uma queda de governo é sempre algo de traumático na vida democrática, é uma medida forte, tipo bomba atómica”, acrescentou o conhecido dirigente do PSD e o comentador da SIC. “Se este governo conseguir manter a execução orçamental, acho preferível que continue até ao fim da legislatura”, defendeu Pereira, acrescentando que isso evitaria que “o primeiro-ministro se vitimizasse” dizendo que “estava a fazer o que era fundamental, a pôr as contas em ordem e os malvados da oposição deitaram a baixo”.
A partir do momento que o PSD permitiu a passagem desde Orçamento e aprovou o PEC I e II, “tem, quer queira quer não, um contrato implícito com o governo para ele executar essas medidas”, e não pode “colocar os interesses do seu aparelho acima dos interesses nacionais”. “Por muito que haja pessoas no PSD que estão mortinhas para ir para eleições, umas porque não gostam do primeiro-ministro, outras porque querem de novo a dança dos deputados, outras porque querem chegar ao poder e já estão a distribuir cargos de ministros e de secretários de Estado, por muito que queiram isso, tem de haver uma razão fortíssima para o PSD participar em qualquer processo que implique a queda do governo”, diz, frisando que “o PSD tem de ser visto como um partido responsável”.

AS VACUIDADES DA ALTERNATIVA A SÓCRATES

A instabilidade endémica
As exportações dão sinais positivos, o comportamento da receita é favorável e a Europa moveu-se ligeiramente, dando assim contornos distintos ao possível resgate financeiro dos países da periferia (ainda que criando novos problemas de legitimidade). Mas enquanto a realidade se vai transformando, há algo que regressa à superfície: a instabilidade política endémica que nos acompanha desde as últimas legislativas.
Revelando que a perturbação não tem necessariamente de ser imposta de fora, o tiro de partida foi dado a semana passada pelo Governo, que se entreteve numa assinalável trapalhada com a maioria parlamentar em torno da redução do número de deputados. Embalada pela onda inusitada, lançada por Jorge Lacão, a oposição não hesitou.
Primeiro foi o PCP, que, dando o dito por não dito, aventou a possibilidade de apresentar uma moção de censura. O objetivo tático era inequívoco: por um lado, condicionava o BE, obrigado a dizer se viabilizava ou não o "governo de direita" do PS; por outro, colocava PSD e CDS entre a espada (apoiar Sócrates) e a parede (derrubar o executivo, só que em nome de "outra política"). Pelo caminho, o PCP ia apalpando o terreno da contestação social, mobilizando a 'rua' e consolidando a sua hegemonia no movimento sindical. Entretanto, o BE, com medo de perder a corrida ao sprint, respondeu, aprazando já a sua própria moção para daqui a um mês.
Sem saber se devia dizer sim ou não, o PSD deu um passo em frente, regressando à rota ziguezagueante. Enquanto Passos Coelho se revela desgastado com a "esquizofrenia política" em torno da instabilidade e quer tempo para construir uma alternativa - que, do que se percebe, passa por fechar as empresas públicas que dão prejuízo (por exemplo as de transportes públicos) -, mas não quer ficar com "os dedos queimados" por andar com o "Governo ao colo", Nogueira Leite afirma que não convém "perpetuar o executivo no poder", mas avisa que "o PSD não tem muito a ganhar com uma moção de censura já". No fim, as palavras sábias de Miguel Relvas: "estamos à espera do momento político". O tal momento político que Paulo Portas vislumbrou sozinho no rescaldo das presidenciais e que acabou por não chegar.
A corrida para ver quem censura primeiro dá um retrato fiel do país político: os partidos envolvidos num jogo tático confrangedor, em que, de um lado, temos um Governo com um programa que não é o seu e, de outro, uma oposição que escolheu o caminho da fulanização anti-Sócrates como forma de esconder as suas vacuidades programáticas.
Ora, em lugar desta tensão tática primária, com o espectro de ingovernabilidade sempre a pairar, o que o conjunto dos partidos nos poderia oferecer era capacidade negocial de facto, institucionalizando uma prática de diálogo que teimamos em não ter. Os ajustamentos que necessariamente teremos de fazer só são exequíveis com um pacto social alargado, que dê sustentabilidade e previsibilidade às opções - à imagem do que aconteceu em Espanha. O que temos é um jogo de póquer, desfasado da realidade, no qual nem Governo, nem oposições se mostram disponíveis para abandonar a rigidez das suas posições de partida.
No fundo, torna-se claro que, se as dificuldades não forem suficientes, temos sempre uma garantia: o sistema político cá estará para somar problemas. Talvez assim se perceba a especificidade do mal português e o crescente desajustamento entre partidos e país.
Expresso P.A.S.

1.Áustria congela bens de Kadhafi
A Áustria decidiu congelar os bens do dirigente líbio Muammar Kadhafi e pessoas próximas visadas pelas sanções da União Europeia, anunciou hoje o banco central austríaco, em comunicado.
2.Tropas de Kadhafi falharam reconquista de cidade estratégica
Forças leais a Muammar Kadhafi tentaram reconquistar o bastião rebelde de Zawiya, a cidade mais próxima da capital da Líbia, Tripoli, mas falharam, segundo testemunhas citadas pela agência AP.
3.Regime de Kadhafi tentou levantar dinheiro no Canadá
O regime líbio de Muammar Kadhafi tentou retirar recentemente dinheiro depositado em instituições financeiras do Canadá, informou hoje fonte partidária, sem adiantar mais detalhes.
4.Enfermeira ucraniana de Kadhafi regressou a Kiev
A ucraniana Galina Kolotnitskaia, enfermeira do líder líbio Muammar Kadhafi referida nos telegramas revelados pelo Wikileaks, regressou ontem a casa, informa o canal televisivo ucraniano Canal 5.
5.Primeiro-ministro britânico: "é tempo de Kadhafi partir"
O Primeiro-ministro David Cameron declarou domingo que é "tempo de partir" para o dirigente líbio Muammar Kadhafi, acrescentando que o líder da Líbia não tem um papel a desempenhar no futuro do seu país.
6.Instabilidade na Líbia mantém barril de Brent acima dos 100 dólares
Em comparação com o Egipto, cujo principal preocupação se relacionava com a eventual supressão da circulação de petroleiros no Canal do Suez, a situação na Líbia provoca muito mais preocupação.
7.Escalada de violência na Líbia ameaça oferta de petróleo
A escalada de violência na Líbia pode representar a maior ameaça para a oferta global de petróleo desde a invasão no Iraque, há oito anos, segundo os analistas contactados pela agência de informação financeira Bloomberg.
8."Tripoli não está tão segura como o Cairo"
Paulo Peres, que pilotou o C-130 da Força Aérea Portuguesa que chegou hoje de madrugada a Lisboa, transportando 64 portugueses e 11 estrangeiros, considera que "Tripoli não está tão segura como o Cairo9.C-130 com portugueses aterra no aeroporto de Figo Maduro
Um C-130 aterrou esta madrugada, pouco antes das 04:00, no aeroporto militar de Figo Maduro, em Lisboa, transportando portugueses que estavam na Líbia, país que tem sido palco de protestos antigovernamentais...
10.Líbia: mais de 560 mortos e 1400 feridos
A ONU, entretanto, convocou para hoje uma reunião de urgência do Conselho de Segurança para impedir a continuação do massacre na Líbia.

MEDINICES E CARREIRADAS




O que as pessoas realmente querem não é conhecimento mas certeza e, certamente por isso, comentadores ilustres, seguindo, literalmente, o pensamento de Bertrand Russell e imaginando-se como ele matemáticos geniais, divertem-se (e divertem-nos) a dar opiniões com a firmeza de axiomas(Olha quem fala!!!). Não precisam de apresentar premissas nem sequer de estabelecer uma argumentação básica. Como Medina Carreira no i de ontem, ao proclamar (afirmar é pouco) que "a regionalização é uma forma de gastar dinheiro". O antigo ministro das Finanças (de má memória-acrescentamos nós) assume, neste como noutros assuntos, uma posição dogmática, filiada no facto de, segundo ele, em Portugal haver "uma cambada de burocratas a quem a regionalização serviria muito bem". Mas, na sua fúria fundamentalista, o notável observador acaba por indicar o caminho: tirar os burocratas da capital, por ser aí que a esmagadora maioria está sedeada, graças a um centralismo que sangra e mirra o país. Gostaria de ver brilhantes analistas a fazer proclamações, de Bragança ou Portalegre, Melgaço ou Lagos, contra as duas faces da mesma moeda que são o PS e o PSD, os quais, desde Francisco Sá-Carneiro, têm andado a desenterrar e enterrar a regionalização e outras coisas, ciosos de uma prioridade: manter o poder segurando bem a gamela. Não importa que, conforme dá jeito, se distorçam os PIDDAC e os QREN, se consolide a desertificação, se opte por um TGV para a Europa que conta. Este Portugal cada vez conta menos e os portugueses que o sentem já não precisam de ir a salto como antigamente. Nem necessitam de um comboio de alta velocidade. Vão, e deixam os centralistas a acabar de destruir a terra lusitana.no i...

 


28 fevereiro 2011

PSD MOBILIZA A BRIGADA DO REUMÁTICO

O PSD parece estar em dificuldades para se afirmar como alternativa,   receando que o jovem Coelho não esteja à altura do confronto com "terrível" José Socrates. Ele diz que não tem medo do homem mas a tremideira é grande!  Não tendo o PSD na primeira linha do combate político  gente com peso para se bater com  o líder do PS, é ve-los numa roda viva a convocarem a brigada do reumático na tentativa de consolidarem uma alternativa que parece escapar-se-lhes das mãos pela incapacidade notória de o líder oficial se revelar ser  um flop sem  traquejo para afrontar o líder do PS  que tem   escapado  incólume a todas as operações levadas a cabo para o abater,  incluindo processos judiciais com todos os contornos de uma descabelada caça ao homem. Até um jornal que parece ter sido criado para as operações da matança, um,tal Sol,  já consta que  não tardará a cair nas mãos de gente amiga de Sócrates como indemnização compensatória,  julgamos que  também por coisa lesada no âmbito desse processo de bota-a-baixo
Mete dó ver,   nesta emergência, por exemplo,  o reaparecimento do retirado o chorão de Gaia a grasnar esganiçado em socorro do jovem Coelho que é um  verdadeiro erro de casting e que quando aparece fica-se com a impressão de que está sempre   chegando  da última passagem de modelos do Corte Inglês...

QUESTÃO DE MORAL



‘Governar nas atuais circunstâncias não é fácil nem aparenta que traga grandes dividendos eleitorais. Não acredito, por isso, que haja muita gente a querer fazê-lo em consequência dos trâmites normais da democracia. A crise exige competência e determinação e, pelos discursos que por aí vão aparecendo, parece que são qualidades que não abundarão. Talvez seja a razão pela qual todos os dias há contribuições para uma pretensa diluição da estabilidade política, como se vivêssemos em ditadura, profetizando o caos, ignorando a realidade e distorcendo os muitos índices positivos que visivelmente têm sido atingidos. Se não pretendem antecipar eleições, e esse gesto não é um gesto de cobardia, então que contribuam para políticas de consenso que permitam uma melhor e mais rápida saída da crise. Não se trata de dormir com o inimigo mas apenas de cuidar do país. É uma exigência simples, democraticamente justificada e que, com certeza, não prejudicará legítimas ambições eleitorais. E não procurem instrumentalizar o FMI só para satisfazer e dar largas às "ambições do partido Pingo Doce...
A propósito,  porque será que o tal senhor merceeiro gosta tanto do FMI? Será que essa coisa favorece o negócio de mercearias?  Não conseguimos entender!  Mistério...

27 fevereiro 2011

QUE NOS TRARÁ O ENCONTRO DE SÓCRATES E MERKEL?



José Sócrates vai encontrar-se com Angela Merkel no próximo dia 2, em Berlim. O primeiro-ministro parte para este encontro bastante fragilizado pelo aumento da inflação, a recente escalada dos juros da dívida pública, que esta semana ultrapassou novos recordes nas emissões a cinco anos, com juros acima dos 7,4%, a escalada do preço do petróleo e a subida das matérias-primas. Mas é bastante provável que o encontro possa traduzir-se num terceiro fôlego para o primeiro-ministro português, já que a chanceler alemã nunca tornaria público um encontro que pudesse culminar num puxão de orelhas a outro chefe de governo de um estado-membro.
Fontes em Bruxelas contactadas pelo i consideram que Portugal vai ter de recorrer a ajuda externa mais cedo ou mais tarde, mas quanto mais tarde melhor, uma vez que a solução encontrada para a Grécia e para a Irlanda não foi suficiente para acalmar os mercados e por isso não serve a Portugal.
As mesmas fontes referem que a ajuda externa de que o país vai precisar terá de ser obtida num contexto diferente, já com mudanças significativas no Fundo de Estabilidade Financeira da União Europeia que permitam a obtenção de juros mais baixos; e que a própria dívida possa ser reestruturada se houver necessidade.



OS BRINQUEDOS CAROS DA NOSSA DESGRAÇA

Militares portugueses promovem a compra de "brinquedos caros" para alimentar a "CAGANÇA" muito peculiar do sector e que alguém mal informado traduziu isso ( mal) para "orgulho" segundo palavras do  embaixador norte-americano, Thomas Stephenson, num telegrama enviado para a Casa Branca e divulgado agora pelo "Expresso", através de documentos da Wikileaks.
 Neste retrato deve também estar representado o nosso indómito guerreiro Paulo Portas a quem deveria ser atribuido o título de "O Grande Desbaratador de Orçamentos"

26 fevereiro 2011

B.E - A QUADRATURA DO CÍRCULO

Toda a gente sabe que o fogo se apaga com gasolina, as cheias resolvem-se com inundações e que a enxaqueca se cura batendo com a cabeça na parede. Estas palavras são da bloquista acima apresentada que terão sido ditas num certo contexto, mas que são uma interessante e irónica síntese  da acção  do Bloco de Esquerda onde a bela dama milita e da utilidade prática dessa esquisita organização política que,  na sua essência,  representa a verdadeira quadratura do círculo. Que desperdício de beleza e saberes!...

CRISE NA RTP








Um dia depois de José Alberto Carvalho e Judite de Sousa terem pedido a demissão dos cargos de director e directora adjunta de informação da RTP, a administração da estação pública tenta encontrar uma solução para preencher o vazio que se instalou na televisão estatal com a saída daqueles dois jornalistas para a TVI. A meio da tarde de ontem, a administração da estação de Queluz de Baixo confirmou, através de um curto comunicado, que os convites que endereçara a José Alberto Carvalho e a Judite de Sousa tinham sido aceites e que o ex-pivot da RTP é o novo director de informação da estação. Confirmou também que Judite de Sousa passa a integrar a futura direcção de informação da TVI.
Ontem, eram apontados vários nomes para ocupar os lugares agora vagos na RTP, mas o PÚBLICO sabe que a administração, presidida por Guilherme Costa, não endereçou ainda nenhum convite, nem a jornalistas da casa nem de fora. Uma das possibilidades de que se falava passaria por uma alteração de figurino com a criação da figura de um director-geral que tutelaria a informação e a programação, cargo que poderia ser ocupado por José Fragoso, actual director de programas da RTP. Uma hipótese que, ao fim do dia, parecia, no entanto, afastada.
Outra possibilidade apontada é o regresso à direcção de Rodrigues dos Santos, que já ocupou por duas vezes aquele cargo. Também o regresso de Nuno Santos, que está actualmente na SIC, era outra das hipóteses apontadas. "Especula-se muito, mas é tudo extemporâneo, porque a administração não fez ainda nenhuma tentativa. Não há ninguém convidado", disse uma fonte que pediu para não ser citada. "A situação já de si é complicada, não vale a pena complicá-la mais com especulações que não correspondem à verdade", disse. A resposta por parte da administração, que o PÚBLICO contactou, veio pela voz da assessora de imprensa. "Não há nenhuma decisão, pelo que a RTP não tem nenhuma comunicação a fazer. Quando houver uma solução falará", disse.Seja como for, a saída daqueles dois profissionais deixou a RTP agitada e a administração reconhece que a si- tuação é delicada e que é preciso cerrar fileiras contra a decapitação na direcção de informação. O administrador e ex-director de informação Luís Marinho esteve ontem reunido com os directores e coordenadores que restam e falou-se de um ataque à empresa. Assim sendo, a RTP pode aproveitar estas saídas - para além dos dois jornalistas, passou também para a TVI Maria José Nunes, directora adjunta de meios de produção da RTP, e especula-se que podem sair outros profissionais do canal público - para mexer na estrutura directiva da televisão pública ou então proceder a uma recomposição da actual equipa. Por causa da situação, foi decidido antecipar de quinta para terça-feira a reunião do Conselho de Redacção. Já a Comissão de Trabalhadores (CT), que prefere uma solução interna, admite pedir explicações à administração se forem feitas contratações externas. Independentemente de poder interpelar antes a administração sobre isso, em Abril, no relatório de balanço social da empresa, a CT quer ter acesso a toda a informação sobre contratações.
Seja como for, a escolha dos novos responsáveis pela direcção de infor- mação da RTP tem de ter o visto prévio da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), visto esse que é vinculativo. De resto, se José Alberto Carvalho tivesse sido destituído, a ERC teria obrigatoriamente de se pronunciar e dar parecer. Através de uma nota que fez chegar ao PÚBLICO, Azeredo Lopes, presidente da ERC, recusou fazer comentários, argumentando que cabe à RTP definir o perfil e proceder à escolha e nomeação do director de informação, pelo que não tem nenhum comentário directo ou indirecto a fazer. "Quando o Conselho de Administração da RTP solicitar o nosso parecer, aí tomaremos uma posição", acrescentou.
Púbblico-Cintra Torres

AS VIRGENS DE KADHAFI




Há 42 anos no poder, o líder líbio deixa a sua segurança nas mãos de um grupo de mulheres que o acompanha em todas as viagens. Sabem artes marciais e têm de ser virgens.
São jovens, bonitas e treinadas para matar. Muammar Kadhafi dispensa os tradicionais seguranças masculinos de fato e óculos escuros. Só aceita ser escoltado por mulheres seleccionadas a dedo para integrar a sua Guarda Amazónica.
Submetidas a um treino intensivo numa academia especial, as amazonas do ditador líbio aprendem artes marciais e tornam-se especialistas em armas de fogo. Em viagens oficiais, o governante, que tem recusado abandonar o poder apesar dos fortes protestos na capital, costuma fazer-se acompanhar de 30 ou 40 elementos de segurança. Onde quer que vão, as amazonas de Kadhafi são o centro das atenções: apresentam-se maquilhadas, usam salto alto, penteados de estilo ocidental e vestem uniforme militar. Fortemente armado, este grupo de mulheres faz parte da longa lista de excentricidades do Chefe do Estado líbio.

PASSOS TEVE DIAS EM QUE SE PORTOU MAL

"O Bloco de Esquerda existe para quebrar o PS ao meio"

 CM - O que faria neste momento se fosse primeiro-ministro?

-António Barreto - Ou fazia uma coligação e um pacto nacional de governo de emergência por três ou quatro anos ou pedia eleições imediatas.
- Com quem é que fazia a coligação?
- Creio que com o PSD, não me parece que uma coligação entre PS, PCP e Bloco de Esquerda, uma coligação à esquerda, não creio que resolva qualquer problema, que seja possível. Aliás, é um dos grandes problemas do PS, é que o PS não tem a possibilidade de se coligar à esquerda. Isso é histórico. O PS nasceu contra a esquerda PC, não se pode coligar com o PC, no dia em que o fizer tem um problema com o seu eleitorado. E tem muita dificuldade em se coligar com o Bloco, porque o Bloco existe para quebrar o PS. A função do Bloco de Esquerda é quebrar o PS ao meio.
- Seria ajustada agora uma coligação entre o PS e o PSD?
- Ajustada? É indispensável. Nos momentos de crise é indispensável uma grande coligação. Algumas das minhas desavenças com o dr. Mário Soares, quando era primeiro-ministro em 1976 e eu era ministro, é que eu defendia uma coligação nacional entre o dr. Mário Soares e o dr. Sá Carneiro que permitisse durante quatro ou cinco anos resolver os problemas gravíssimos que nós tínhamos, alguns deles parecidos com os que temos hoje. Os de hoje são piores.
- Seria possível com um primeiro--ministro como José Sócrates?
- É mais importante uma coligação nacional do que a figura do primeiro-ministro.


"PASSOS TEVE DIAS EM QUE SE PORTOU MUITO MAL"
CM - Tem alguma esperança em Passos Coelho?
- Teve dias em que se portou muito bem, teve dias em que se portou muitíssimo mal...
- Quando é que se portou bem?
- O facto de não estar frenético e não estar a perturbar os prazos - é preciso que o Presidente da República tome posse, que o Governo faça a negociação europeia com a senhora Merkel. Mostrou-se contido, não teve aquelas frases insidiosas que se dizem, mostrou-se contido. Acho que não se revelou muito estratega no episódio anterior, do Orçamento. Deveria ter dito muito depressa e claramente o que é que pretendia do Orçamento.


in Correio da Manhãem entrevista a António Barreto

[HQ] Josh Groban - "You Are Loved" - Awake Live

Lucia Micarelli - Nocturne/Bohemian Rhapsody

24 fevereiro 2011

COMUNICAÇÂO SOCIAL PORTUGA

 asfixiante
José Alberto Carvalho e Judite de Sousa na TVI


Não temos de nos limitar à dimensão política para ficarmos curiosos acerca do fenómeno: o PS não tem qualquer território demarcado na comunicação social. A TVI do casal Moniz era uma FOX, a SIC é um antro do PSD, o Público continua à espera da oportunidade para completar a vingança por causa da OPA da PT e é um vazadouro de Belém, o Expresso é a SIC que é o PSD, o DN adora Passos Coelho e está farto de Sócrates, o Sol e o Correio da Manhã perseguem e tentam abater tudo o que for socialista. A Renascença é a Renascença. Quanto à RTP, quando não está num rigoroso equilíbrio de representatividade democrática que até obrigou o Pacheco a andar de cronómetro a medir a secundagem das notícias no Jornal da Tarde, permite-se também personagens como Judite de Sousa, abertamente tendenciosa a favor do PSD. A Antena 1 viu uma campanha publicitária à estação censurada num daqueles delírios que uniu comunas e reaças a pedirem sangue, ai dela se mijar fora do penico. E a TSF dá voz a todos – pelo que todos podem escolher o ângulo crítico que preferirem para a descreverem – cumprindo-se na procura de um jornalismo radiofónico de excelência.
Não existem outros órgãos com poder de influência
Ver notícia desenvolvida aqui

O FIM DA ABSTIÊNCIA À VISTA...

Portugueses ainda não confiam" no líder socialdemocrata,disse  Santana Lopes que também quer participar na festa...
O antigo primeiro-ministro diz que "os portugueses ainda não confiam" no líder do PSD. Numa altura em que uma crise política pode estar prestes a estalar, Pedro Santana Lopes entra desta forma em rota de colisão com Pedro Passos Coelho. No partido, as suas palavras são desvalorizadas, mas Santana nunca quer ser ignorado. E apesar do líder laranja ter pedido aos militantes para se calarem sobre a crise, há quem vá pedindo eleições, como Luís Filipe Menezes, outro antigo líder.O antigo primeiro-ministro diz que "os portugueses ainda não confiam" no líder do PSD. Numa altura em que uma crise política pode estar prestes a estalar, Pedro Santana Lopes entra em rota de colisão com Pedro Passos Coelho. No partido, as suas palavras são desvalorizadas. E apesar do líder laranja ter pedido aos militantes para se calarem sobre a crise, há quem vá pedindo eleições, como Luís Filipe Menezes, outro antigo líder.
A sofrequidão que o aroma do pote suscita é irresistível... e há almas  à espera do cibo em grande sofrimento de abstinência... 











http://www.dn.pt/inicio/portugal/Interior.aspx?content_id=1791814

PSD NO SEU ESPLENDOR




Para assegurar que “o PSD” desvaloriza as palavras de Santana, quem é que o jornal ouviu? Gente das várias facções laranjas? Não. Contentou-se em ouvir Miguel Relvas, o aguadeiro dePassos,  o rosado  Nogueira Leite, o conselheiro económico   e Menezes de Gaia, que representa as bases que lançaram Passos à São Caetano (a que Pacheco chamou um dia o “gang do Multibanco”. Temos o PSD no seu esplendor, com o novo artista Nogueira exdebutante do PS a entrar no elenco artistico laranja (que côr dá a mistura rosa-laranja? Laranja rosada ou rosa alaranjada?

Pensar Fora da Caixa

MINHA CASA É CONCHA

A minha casa é concha. Como os bichos
Segreguei-a de mim com paciência:
Fechada de marés, a sonhos e a lixos,
.O horto e os muros só areia e ausência.
«.»
Minha casa sou eu e os meus caprichos.
O orgulho carregado de inocência
Se às vezes dá uma varanda, vence-a
.O sal que os santos esboroou nos nichos.
«.»
E telhadosa de vidro, e escadarias
Frágeis, cobertas de hera, oh bronze falso!
Lareira aberta pelo vento, as salas frias.
«.»

A minha casa... Mas é outra a história:
Sou eu ao vento e à chuva, aqui descalço,
Sentado numa pedra de memória.


                                                                     Vitorino Nemésio




HAVERÁ FUTURO PARA A SOCIAL-CDEMOCRACIA?

      A sensação que fica do actual debate é que a animosidade contra a social-democracia se estriba menos em argumentos sólidos do que em preconceitos, indiferenças, recriminações e ódios sociais que não ousam dizer o seu nome. Quais serão então os problemas reais que ameaçam a sobrevivência do Estado Social?
O primeiro reside na frequente captura dos serviços sociais pelos agentes envolvidos na sua prestação, degradando-os e encarecendo-os. Na prática, é como se as escolas públicas estivessem ao serviço dos professores; os comboios, ao dos maquinistas; e os hospitais, ao do pessoal hospitalar. Naturalmente, isso reduz o apreço do cidadão pelos serviços sociais, ao constatarem que a retórica dos direitos foi apropriada por egoístas corporações profissionais.
O segundo resulta de uma parte crescente dos beneficiários mais pobres serem estrangeiros ou percebidos como tal - por vezes de outras etnias ou religiões - donde decorre uma menor identificação com os problemas dos destinatários da ajuda, tanto mais suspeitos de parasitismo quanto mais distinta for a sua cultura de origem. Recorrendo à elegante linguagem do  Portas, os "ciganos do Rendimento Mínimo" são olhados como oportunistas que "comem os nossos impostos".
Em terceiro lugar, vivemos hoje em sociedades tribalizadas e fragmentadas, em que se diluíram sensivelmente não só o sentido de grupo social como mesmo o de nação. Ora a criação de sistemas de solidariedade públicos estribou-se num sentido de identidade partilhada envolvendo cidadãos com cultura e valores comuns, agora postos em causa. As pessoas hoje mobilizam-se para exigir o comboio do Tua, salvar o lince da Malcata ou apoiar uma consumidora maltratada pela Ensitel, mas desvalorizam a importância do voto e desinteressam-se de grandes causas nacionais.
Muito mais do que qualquer imaginária crise de sustentabilidade são essas circunstâncias que contribuem para minar o sentimento de solidariedade, encolher a base social de apoio do estado social e questionar a sua legitimidade. No seu último livro ("Ill Fares the Land", em português "Um Tratado Sobre os Nossos Actuais Descontentamentos"), Tony Judt conclui que só a recordação de como eram cruéis as nossas sociedades antes da emergência da social-democracia permitirá impedir o seu desmantelamento. Mas é provável que uma atitude nostálgica, não enraizada no presente, a faça parecer ainda mais obsoleta.
Em vez de contemplarmos a social-democracia como um paraíso perdido, talvez devêssemos antes adoptar uma postura crítica orientada para a sua reforma. Convém recordar que a estatização da solidariedade, antes a cargo das famílias ou das instituições de socorro mútuo, veio excluir os cidadãos da sua gestão quotidiana e liquidar o instinto de cooperação. A universalidade transformou a protecção social num mecanismo automático de distribuição de benesses cujo funcionamento e custos não são entendidos pelas pessoas comuns. A generosidade foi superada pela reivindicação de direitos abstractos. Ora nada disto é bom.
O grande problema do estado social não é talvez a falta de dinheiro, mas a alienação dos cidadãos em relação aos seus propósitos e funcionamento - logo, é por aí que se deverá começar.  Devemos referir que a social-democracia a que nos referimos nada tem a ver com o dito PSD português que apenas se apropriou da nomenclatura.

A INSTABILIDADE ENDÉMICA

As exportações dão sinais positivos, o comportamento da receita é favorável e a Europa moveu-se ligeiramente, dando assim contornos distintos ao possível resgate financeiro dos países da periferia (ainda que criando novos problemas de legitimidade). Mas enquanto a realidade se vai transformando, há algo que regressa à superfície: a instabilidade política endémica que nos acompanha desde as últimas legislativas. Parece que só falta um pouco de juizo a esses políticos especialistas do bota-abaixo... e acalmar um pouco os uivos da matilha...




Simon & Garfunkel - Bridge Over Troubled Water - Madison Square Garden,...

LEMBRAR ZECAAFONSO









Quem diz que é pela rainha

Nem precisa de mais nada

Embora seja ladrão

Pode roubar à vontade

Todos lhe apertam a mão

É homem de sociedade



Acima da pobre gente

Subiu quem tem bons padrinhos

De colarinhos gomados

Perfumando os ministérios


É dono dos homens sérios

Ninguém lhe vai aos costados

José Afonso

22 fevereiro 2011

PORTUGAL DE GATAS

O presidente da Câmara do Porto não poupou críticas ao actual estado do país, considerando que a economia portuguesa "está de gatas". Na sessão de abertura do seminário Regionalização e Revisão Constitucional: que perspectivas?, que decorreu ontem no Porto, Rui Rio lembrou que "a dívida externa é o mais grave problema do país", não sabendo "se haverá capacidade para o resolver". "Temos gente a sofrer com isto e vamos ter ainda mais, uma vez que o sistema é injusto para com essas pessoas, socialmente e não só", sustentou o autarca, para quem dificilmente haverá remédio à vista para "uma dívida pública monstruosa e inadmissível e uma dívida externa ainda pior".
No entender do autarca, Portugal "está a viver o fim do regime que nasceu com o 25 de Abril de 1974", alertando para a importância da próxima revisão constitucional. "Mais importante que a regionalização é a revisão constitucional, muito embora tema que esta termine como as que a antecederam, com PS e PSD a insultarem-se", salientou Rui Rio, para quem aquilo que tem vindo a ser feito em Portugal são soluções ad hoc. "A situação a que chegámos é muito grave e o regime tem de sofrer reformas profundas, para não dizer rupturas."
Um exemplo é a área da justiça. Rui Rio considera que este sector em Portugal "é incapaz de qualquer controlo democrático", o que conduz, na sua opinião, a "um poder político desacreditado e fraco". Daí que a revisão constitucional possa ser uma oportunidade de refundar alguns princípios sobre os quais assenta o regime político em Portugal.
Faltam respostas Um dos caminhos a seguir, para Rui Rio, "passa por ver os partidos todos, principalmente os três que mais se identificam com o regime e a democracia (PS, PSD e CDS-PP), sentados à mesa a pensar que alterações profundas servem a Portugal", no sentido de se "criar alguma esperança mais, uma vez que a cada dia que passa se percebe que o regime não tem sido capaz de responder aos principais anseios das pessoas". "Nada é eterno, as coisas acabam", sentencia Rio.
Perante este estado de coisas, o autarca considera haver um problema inerente à implementação da regionalização, ou seja, a criação de um quarto nível de poder. "Se as pessoas quiserem colocar os seus interesses de lado e tentarem em conjunto ver como se pode salvar e reformar o regime, que dá mostras de estar profundamente doente, podem ser encontradas soluções inteligentes", concluiu Rui Rio, para quem a regionalização pode desempenhar um papel importante nesta reforma, sempre enquadrada num todo.
Regionalizar já Durante os painéis de discussão do tema Regionalização e Revisão Constitucional, Capoulas Santos, ex--ministro da Agricultura, considerou que a divisão administrativa do país é "não só possível, como necessária", para o que se exige "um amplo consenso político" entre PS e PSD. Porquê? Para o agora eurodeputado socialista, trata-se de uma reforma que deve ser feita "com uma enorme base social de apoio" e, para isso, "é necessário que os partidos se ponham de acordo quanto ao essencial, como os limites das regiões, a definição dos órgãos e as suas competências".
Com organização da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte e o Conselho Regional do Norte, este seminário contou ainda com a presença de cinco deputados integrados na actual Comissão de Revisão Constitucional (Eduardo Cabrita, PS, Guilherme Silva, PSD, José Ribeiro e Castro, CDS-PP, Luís Fazenda, BE, e Jaime Toga, PCP) e personalidades como Silva Peneda, Adelino Maltez, Macário Correia ou Manuel Caldeira Cabral.





LER ANTÓNIO BARRETO



Depois do patrão do PINGO DOCE, o i dá hoje  voz a António Barreto, que dá o melhor de si mesmo à Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS), cujo grande objectivo é "pensar, estudar e contribuir para o melhor conhecimento da realidade portuguesa", como se lê na sua carta de princípios. Mas não é de agora que António Barreto, 67 anos, gosta de números, factos, dados. À excelência com que tem vindo a desenvolver e profissionalizar esse gosto não foi certamente alheio o convite de Alexandre Soares dos Santos para presidir ao conselho de administração da FFMS. Foi nessa pele que, com sedutora fluidez e um grande conhecimento de causa, este ex-ministro, ex-deputado e ex-dirigente partidário viajou comigo pelo país. Os resultados são ácidos, a radiografia má, embora - surpreendentemente? - não concorde que o país esteja doente: "O nosso problema não é doença nem asfixia, mas sim dependência, o que é muito mais grave". Com brilho, sabedoria e substância, explica porquê. Vale a pena ler no i

O RESSABIADO

O homem, de  canarinho, em vão buscando  poiso... ou alternativa
Para o ressabiado e fujão Campos  Cunha (lembram-se que foi o primeiro ministro das finanças do governo de Sócrates e que se pirou rapidamente devido ao brutal peso das reformas de aposentação que carregava e porque o cargo que mal  começou a desempenhar era muita carga para a sua camioneta?...) "o problema que Portugal tem é de credibilidade, muito em particular do primeiro-ministro" - Só um  mono político incompetente como este  poderia dizer isto. Talvêz nesta emergência seja Sócrates quem ainda dá alguma credibilidade para o exterior.
As notícias (continua sua sª.) são aparentemente boas e é melhor ter boas notícias do que más notícias. Mas isto é uma migalha no horizonte das dificuldades que vamos atravessar. Temos de ter em conta que isto é só de um mês, que é contabilidade pública e o que interessa para Bruxelas é a óptica das contas nacionais. O que interessa é a contabilidade nacional e ainda não se conhecem os resultados de 2010. Os mercados não vêem com bons olhos estes grandes anúncios e sabem que isto vale relativamente pouco, conclui o douto senhor.
Que moral  este ressabiado  terá para qualificar Sócrates?  Recordam-se que o único Orçamento de Estado apresentado por Campos e Cunha, enquanto ministro de Sócrates,  era um tal rol de asneiras ao ponto de Miguel Frasquilho, um seu ex-aluno,   o denunciar sem dó nem piedade, chegando mesmo ao achincalho de lhe oferecer uma máquina de calcular para ver se conseguia acertar as contas...Por estas e por outras Campos e Cunha ajuizou que não seria a pessoa certa para o lugar e num acto digno demitiu-se,  não evitando porém deixar atrás de si um indelével rasto de incompetência e a imagem de um verdadeiro erro de casting. Isto para além de se ter apurado que era também um coleccionador de reformas... que todos nós teremos de pagar.
Mas de em vez de manter alguma cortesia perante quem lhe conferiu a condição de ex-ministro estado e das finanças, o senhor, indelicado e mal agradecido,  parece  pretender curar as suas frustrações atacando o carácter do seu benfeitor, tentando   desprestigiá-lo na praça pública. Só que, como diz o outro, não desprestigia quem quer... e é nossa convicção que Sócrates tem muito  mais valor e credibilidade do que este fugaz  ministro e outros,  da mesma laia,  alguma vez alcançarão. E o dito cujo mais  não faz que cagar barro para sujar o caminho de quem faz alguma coisa para outros poderem andar a malandrar...

21 fevereiro 2011

CHRIS BOTTI IN BOSTON | "Emmanuel" w/ Lucia Micarelli | PBS

QUEREMOS CONFIAR...







O subsetor Estado registou um défice das contas públicas de 787 milhões de euros no primeiro mês de 2011, melhorando 360 milhões face ao registado em janeiro de 2010, de acordo com os números divulgados hoje pelo Ministério das Finanças.  São boas notícias que se espera sejam uma tendência firme  que ponha o país protegido da agiotagem capitalista.  Queremos todos confiar nos nossos governantes.

Andrea Bocelli - Besame Mucho (2006)

Andrea Bocelli with his Fiancee "Les Feuilles Mortes' (Autumn Leaves)"

Gabriel's Oboe

ERA UMA VEZ UM MERCEEIRO








um conto infantil de Andersen
Voltando à vaca fria, ou melhor, ao talhante. Porque esta era a questão - os talhantes que não aparecem num país onde grassa o desemprego... Ontem escrevi uma crónica sobre as palavras de um especialista - Alexandre Soares dos Santos, patrão do Pingo Doce - que procurava talhantes e não os encontrava. Ele disse isso e foi o silêncio (preferiu-se fazer chicana). Eu expliquei, bem explicadinho: Soares dos Santos é um merceeiro com provas mais do que dadas, por que não ouvi-lo sobre uma questão, talhantes, de que ele percebe? O que fui dizer, "merceeiro"! Em 1959, o mítico programa televisivo Cinq colonnes à la une deu este título ao pai dos supermercados e hipermercados franceses: "O merceeiro de Landerneau". Édouard Leclerc não se esquecia que era o que sempre foi quando começou como épicier (merceeiro) na pequena vila bretã (hoje, E. Leclerc é a principal marca de distribuição em França). Mas isso é em França, não é no Portugal dos pequeninos. Merceeiro... O Pingo Doce entra-me todos os dias em casa de forma coloquial e simpática - olhem, como uma mercearia. Pois eu devolvo-lhe a delicadeza, tratando o patrão dele da maneira que merece: respeitando-o. Um merceeiro falando do que sabe. Soares dos Santos fez uma acusação gravíssima e justa ao sistema educativo deste e de todos Governos precedentes: Portugal não forma talhantes. E disso, insisto, não se falou.DN-F.F.

NINGUEM OUVIU O MERCEEIRO

Ninguém ouviu o merceeiro (2)









Era uma vez um merceeiro
Conto infantil
Voltando à vaca fria, ou melhor, ao talhante. Porque esta era a questão - os talhantes que não aparecem num país onde grassa o desemprego... Ontem escrevi uma crónica sobre as palavras de um especialista - Alexandre Soares dos Santos, patrão do Pingo Doce - que procurava talhantes e não os encontrava. Ele disse isso e foi o silêncio (preferiu-se fazer chicana). Eu expliquei, bem explicadinho: Soares dos Santos é um merceeiro com provas mais do que dadas, por que não ouvi-lo sobre uma questão, talhantes, de que ele percebe? O que fui dizer, "merceeiro"! Em 1959, o mítico programa televisivo Cinq colonnes à la une deu este título ao pai dos supermercados e hipermercados franceses: "O merceeiro de Landerneau". Édouard Leclerc não se esquecia que era o que sempre foi quando começou como épicier (merceeiro) na pequena vila bretã (hoje, E. Leclerc é a principal marca de distribuição em França). Mas isso é em França, não é no Portugal dos pequeninos. Merceeiro... O Pingo Doce entra-me todos os dias em casa de forma coloquial e simpática - olhem, como uma mercearia. Pois eu devolvo-lhe a delicadeza, tratando o patrão dele da maneira que merece: respeitando-o. Um merceeiro falando do que sabe. Soares dos Santos fez uma acusação gravíssima e justa ao sistema educativo deste e de todos Governos precedentes: Portugal não forma talhantes. E disso, insisto, não se falou. F.F. dn




Dicas 'e-paper' - Partilhar nos blogues e redes sociais - TV & Media - DN

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A POUCA VERGONHA DA CLASSE POLÍTICA


Da extensa entrevista de Pinto Monteiro ao DN. Mas o Valupi tinha reproduzido extractos da entrevista do procurador-geral da República retiradas daqui:
Os partidos querem resolver as questões políticas através de processos judiciais. Isso é a pior prática que pode haver para a Justiça em Portugal. A política resolve-se em eleições e na Assembleia da República. Mas querem resolver através de processos judiciais! Já que falou no primeiro-ministro, veja a quantidade de processos. Nunca mais acaba! Quando acabar um, vem outro, tem de se manter acesa a chama!Nunca! Nunca ninguém do poder político falou comigo, nunca ninguém do poder politico tentou interferir em qualquer processo.
Fiz um comunicado em que disse: Não há nada até este momento contra o primeiro-ministro. A partir daí a imprensa inverteu e desatou a atacar o procurador.
E perguntamos nós:
-o eleitorado será capaz de dar resposta a isto?  Nao!!!!  Tudo isto é uma consequência da cultura do bota-a-baixismo, da maldicência, inveja,  mesquinhez e desqualificação de um povo reles que não cultiva referências sãs e se entrega a um certo regabofe social destruidor de todas as regras de convivência sã. Os fracos líderes que aparecem procuram apenas potenciar a seu favor estas maleitas, quase sempre fazendo na acção a sintese perfeita deste chiqueiro socio-político.  Caminhamos a passos largos para que os poltrões tomem posse difinitiva deste miserável  quintal.  Que,  por desgraça,  nem aos espanhóis interessa!...  Ainda por cima condenados a uma asfixia resultante da malfadada dívida soberana.

20 fevereiro 2011

REVOLUÇÃO BRANCA? - CHIÇA!!!

NESTA REVOLUÇÃO NÃO HÁ FLORES
Lara Logan, jornalista da CBS, está a recuperar, num hospital americano, de uma vilolenta agressão sexual. Tudo se passou na praça Tahrir, enquanto fazia a cobertura da revolução branca. Revolução branca?! Chiça!  - de José Teófilo Duarte

JÁ NÃO HÁ CORTESIAS PARA A FOICE E O MARTELO?

Surpresa seria – e grande – se o aniversário do órgão central do Partido Comunista Português – que orgulhosamente ostenta no seu cabeçalho a foice e o martelo e a consigna Proletários de todos os países, UNI-VOS!… – tivesse sido tratado de forma diferente da que foi pelos jornais que são propriedade dos grandes grupos económicos e financeiros…
Esta é a entrada de um texto do Jornal "AVANTE" indignado porque a generalidade da comunicação social ignorou a efeméride e não deu os parabéns ao referido órgão oficial do PCP . Claro que isto acontece num regime de liberdade onde cada qual é livre de escolher a quem quer dar parabéns e estar-se nas tintas para os restantes.  Neste regime é o Avante livre de retribuir na mesma moeda!  Esta atitude,  estas pequenas coisas,  apenas suscitam pensar como seria se essa gente fosse poder!  Ai de que não se prostrasse rendido aos divinos ícones do PCP.
Deus nos livre!
Uma pergunta: o PCP e as suas organizações têm assim tanta estima pelas coisas dos grandes grupos económicos e financeiros ao ponto de se escandalizarem com as suas descortezias?


"PINGO DOCE"- O PARTIDO DO SR ALEXANDRE










projecto de logotipo para o  novo partido alexandrino que
sugerimos ao sr merceeiro
"PINGO DOCE"
O presidente da Jerónimo Martins afirmou ontem que a Jerónimo Martins não seria afectada por uma intervenção externa europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI). "Para nós é igual ter ou nãoFMI, mas se quer a minha opinião, seria uma bênção se o FMI entrasse em Portugal", confessou ao i à margem da conferência de imprensa de apresentação dos resultados anuais da retalhista.
Alexandre Soares dos Santos disse também concordar com o governador do Banco de Portugal (BdP), quando este disse que Portugal já está em recessão. "Não vale a pena continuar a mentir. Não se pode pedir sacrifícios às pessoas sem lhes dizer a verdade. Não adianta andarem a dizer que não estamos em recessão porque estamos. Nós sentimos que estamos em recessão. Não é preciso o BdP dizer." O número de visitas às lojas da Jerónimo Martins manteve-se estável, mas os clientes têm comprado um pouco menos...
Este senhor que sabiamos   ser a sua vida dedicada  ao negócio de mercearias a retalho, aparece de repente a intervir politicamente em tudo que é sítio,  num discurso típico PSD, chamando nomes a José Sócrates ao estilo Louçã e deixando no ar laivos de ameaça de que poderá estar em gestação qualquer novo partido PIGO DOCE e um líder ainda  mais carismático que o candidato Coelho madeirense...
Pode isto tabém revelar as intenções que poderão ter presidido à contratação do ideólogo e politólogo António Barreto para gerir uma Fundação (que não foi para fugir ao fisco, dizemos nós)  o qual pode  muito bem ser a eminência parda da rectaguarda do sr Alexandre na sua versão de politico.
Ora bem, este merceeiro emérito e menos reconhecido especialista de Finanças Públicas produziu esta semana duas afirmações. Uma, em que ele é amador: Portugal já estaria "em recessão." Outra, em que ele é autoridade: "Quero talhantes para as minhas lojas e não os encontro." É fácil adivinhar qual das duas produziu mais efeito, quer em títulos de jornais, quer em rodapés de telejornais. É fácil, porque estamos em Portugal, onde até é capaz de parecer ofensivo que um cronista trate Soares dos Santos de merceeiro, quando isto é dito com admiração e consideração. Tanta quanto dedico a alguém que sabe que procurar-se talhantes e não encontrá-los é um magno problema nacional.Ferreira Fernandes inDN













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COELHO E O FASCÍNIO DO POTE








Já não há pachorra para ouvir a todo o momento o Coelho que o PSD tirou da cartola para atazanar o juizo dos portugueses com a ânsia de chegar ao POTE da fartura, (eleito pelas sondagens...).  Por nós nunca ele meterá a colher no dito cujo.  Nem  há pachorra  para acompanhar a pressurosa  megera RTP atrás do voluntarioso indivíduo à cata de cada traque que o senhor se digna soltar. Tenham dó!!!