23 julho 2011

TRAGÉDIA NOROEGUESA

Noruega: novo balanço dos dois atentados
aponta para 92 mortos...


A polícia deteve um homem, norueguês “de descendência”, 32 anos e suspeito de estar envolvido nos dois ataques.
Os media noruegueses identificaram o suspeito como sendo Anders Behring Breivik, uma informação que a polícia recusa confirmar por necessidades da investigação.
As bandeiras vão estar a meia haste, anunciou Stoltenberg.





QUEM VOTOU NESTA TROPA DEVIA MORRER DE CAGANEIRA PERSISTENTE

                                                                                                                        
 
O secretário de Estado do Emprego considera que o desemprego não vai diminuir por via da recuperação económica e o executivo recusa deixar as coisas como estão. Pedro Martins terá mesmo dito que as reformas laborais "avançam com ou sem o acordo da concertação social" e terá informado os líderes sindicais que compreendia a sua oposição, às reformas, na medida em que elas representam uma perda de poder dos sindicatos.
Será esta a famosa "suspensão da democracia" proposta pela Manuela Ferreira leite e agora adoptada pelo Passitos Coelho?
Já não basta aquilo a que chamam concertação social ser quase um pró-forma onde o governo  pretende aprovar todo o tipo de perda de direitos do trabalho para agora já nem se darem ao trabalho de imporem a sua vontade à força?
Quando o próprio governo considera que o desemprego não vai diminuir por via da recuperação económica que esperança dão para aqueles a quem esta lei é uma condenação ao desemprego eterno...
Esta gente que não consegue colocar-se no lugar de quem sofre a desgraça do desemprego, de quem não tem a capacidade de compreender o sofrimento de quem vê os filhos com fome, não presta. Esta fúria liberalizadora sem razão ou justificação não passa de gente mesquinha que não merece qualquer respeito.


22 julho 2011

NIOROEGA - OSLO ESTÁ UM CAOS

OSLO, 22 DE JULHO





Uma forte explosão destruiu esta tarde (eram 14:20h em Lisboa) a sede do governo norueguês, instalada num edifício de dezassete andares. Jens Stoltenberg, o primeiro-ministro, não estava no gabinete, que ficou em escombros. São contraditórias as notícias sobre o número de mortos e feridos. Mas Oslo está um caos. Clique nas imagens

EUROPA É DIRIGIDA POR ANÕES POLÍTICOS



 Anões  governam a Europa


Se fosse fácil de fazer, estava feito. Há 18 meses que a crise empurra a zona euro para o desastre e todas as soluções europeias têm sido, até agora, mínimas e insuficientes. Hoje é um dia diferente: é um dia decisivo para Europa. Ultrapassar a crise está ao alcance de uma decisão política. Apenas isso.
Os líderes dos governos europeus reúnem-se pela quinta vez em 2011 para negociar uma saída da crise sistémica que ataca a moeda única pelo flanco e se aproxima perigosamente do centro. Hoje é o dia em que se vão distinguir os gigantes dos anões políticos: os que têm uma visão estratégica e os que olham apenas para os pés.
A experiência dos resgates mínimos prova que a estratégia europeia atingiu o limite. De resgate em resgate, a crise destrói uma união económica monetária com moeda comum mas sem governo ou instituições desenhados à medida dos problemas. O aviso vem de todos os lados: uma falência soberana na zona euro terá consequências negativas fortíssimas na economia global. O insuspeito Fundo Monetário Internacional declara solenemente que o contágio arrisca atingir os países do núcleo europeu que, justamente, se opõe às soluções de grande alcance. Como a criação de eurobonds - obrigações europeias de dívida garantidas por todos os países. São eles a Alemanha, Holanda e Finlândia.
O argumento é que os países mal comportados ficarão sem incentivo para fazer os ajustes estruturais necessários na sua economia e finanças públicas. Poderão continuar a viver com o dinheiro que não têm, subsidiados pelas poupanças dos países disciplinados.
É uma falácia monumental. A UE tem os instrumentos necessários, vide Grécia, para exigir condicionalidade política (austeridade) em troca de financiamento, aplicando aliás juros que estrangulam Atenas.
Curiosamente, existe um consenso generalizado sobre a resposta à crise. A saber: a UE precisa de uma resposta sistémica, a Grécia necessita de financiamento imediato e a dívida tem de tornar-se sustentável, ou seja, ser reduzida.
O grande problema está nos detalhes. Como fazer o que precisa de ser feito? Do lado económico, a teoria é simples: o PIB tem de crescer, os juros têm de baixar e a dívida tem de ser cortada.
O que está a suceder, neste momento, consiste em financiar países em dificuldade com dinheiro públicos para pagar aos privados. É uma transferência do risco do sector privado para o público. Paralelamente, os devedores cortam ao máximo na despesa e comprimem ainda mais o PIB. À medida que o PIB encolhe, a a insustentabilidade da dívida aumenta. Os privados têm menos incentivos para emprestar dinheiro. E os juros disparam. É um ciclo vicioso.
A austeridade não vai resolver o problema grego nem o europeu e, no meio da instabilidade política, há especuladores a apostar no risco e ganhar toneladas de dinheiro. É um facto. O contágio saiu da zona de quarentena (Grécia, Irlanda e Portugal) e chegou a Espanha e Itália. Ninguém diz que não é preciso austeridade. Apenas se constata o facto de a austeridade, por si só, não resolver o problema.
Daqui decorre que, como Berlim defende, os privados devem pagar parte da factura? Sim. O custo da crise está a sentir-se nos bancos da periferia que, drenados de liquidez, paralisam a possibilidade de crescimento económico. Ou seja, o risco de falência ameaça cada vez mais gente. Inclusivamente os bancos alemães: os gregos, irlandeses e portugueses não conseguem salvar a Alemanha, muito menos a Bela Europa.
É preciso parar esta engrenagem de destruição de riqueza de uma vez por todas. O que implica a reestruturação de dívida na Grécia, aplicar haircuts aos privados, reduzir os juros dos empréstimos externos e a criar eurobonds.
Se nada disto for feito, a crise sairá muito mais cara. A zona euro vai implodir. A economia global vai ressentir-se. E nas páginas da história ficará escrita a trágica ironia de a maior zona económica do mundo ter sido dirigida por anões. do i

21 julho 2011

LISBOA N ÃO ENCOLHEU MAS TEM MENOS FREGUESIAS...

RACIONALIZAR


Perspectiva da cidade vista da Graça-Srª.do Monte
Por maioria, a Câmara de Lisboa aprovou o novo mapa de freguesias da cidade, que passam de 53 para 24. A compressão dá origem a novas designações. Nem tudo será mau Mas é preciso aguardar para vermos se os critérios adoptados foram os mais adequados,  no sentido de servir melhor os cidadãos e garantir  uma maior eficácia da governança da cidade-capital.

BONSAI DA FELICIDADE



EXPLICAÇÃO

 Na sua declaração à imprensa sobre o novo imposto extraordinário, o Ministro das Finanças não invocou nenhum desvio na execução orçamental, nem "colossal" nem perto disso. Louve-se o diferencial de seriedade ministerial sobre as declarações pouco responsáveis do primeiro-ministro a este respeito.O que se diz na comunicação é:«Esta medida é imprescindível para acelerar o esforço de consolidação orçamental e cumprir o objectivo decisivo de um défice orçamental de 5,9% para este ano. Traduz uma necessidade de prudência, dada a inexistência de margem de fracasso.»Trata-se portanto de criar uma "almofada" adicional para qualquer risco na execução orçamental, nomeadamente para o que noutro lugar da comunicação se deixa entrever: a dificuldade em cumprir os objectivos de corte na despesa. Para quem antes das eleições apostava tudo no ajuste orçamental pelo lado da despesa e recusava aumento de impostos, não está mal...
Não se poderia dizer melhor
«(...) com esta declaração categórica do ministro [das Finanças] [«mudança profunda de sociedade»], o país vai descolar do modelo social europeu para aterrar no liberalismo da América
(Editorial  do jornal Público)

DESVALORIZE-SE O ORÇAMENTO DOS MILHÕES DOS GASTOS DO PALÁCIO DE BELÉM



                                                                           
                                                                                                   


Muito gosta este país de discussões estéreis só pelo prazer da discussão. O Cavaco, que raramente tem algo de útil para dizer, lembrou-se de defender a desvalorização do Euro como uma boa solução para os problemas do país. Claro que houve quem viesse logo dizer que era um tremendo disparate que bom é haver um Euro forte para logo outros saírem em apoio à ideia. Partidos, candidatos a líderes, economistas, políticos e comentadores já todos têm uma opinião. A questão é para quê discutir um assunto quando não está, nem vai estar, nas nossas mãos o valorizar ou desvalorizar o Euro. Quem manda no Euro são o donos da Europa, o BCE e os mercados e nós não temos sequer voz no assunto. Podemos discutir se Portugal deve estar dentro ou fora do Euro, se devemos pagar, renegociar, auditar ou não pagar a divida, se queremos ou não fazer parte desta União Europeia e, mesmo isso tenho dúvidas que nos permitam escolher. É que há muito que a nossa soberania tem vindo a ser desbaratada e já pouco resta.
PS: Se o Sr.Silva quer desvalorizar alguma coisa, "desvalorize" o orçamento de 17 milhões de Euros do Palácio de Belém. Afinal é ele que defende que sacrifícios têm de ser para todos.

daqui 

19 julho 2011

                                                                               

SE ELE O DIZ


18 julho 2011

ALGÉS E O SEU ISALTINAR...

Há uns dias que andava para publicar este boneco, mas precisava de confirmar uma informação que tinha sabido. A de que o Isaltino Morais, que há muito devia estar a cumprir a pena de prisão a que foi condenado, transferiu o dinheiro que estava destinado à construção do Novo Centro de Saúde de Algés, (a maior ambição dos seus moradores há já dezenas de anos), para concluir a segunda fase do Parque dos poetas. O atual Centro de Saúde é um velho edifício de habitação, com escadarias e sem o mínimo de condições, situado já em Lisboa e que é frequentado por uma envelhecida população. De todas as formas possíveis os habitantes chamaram a atenção da Câmara de Oeiras para a necessidade de novas instalações, quer nas ruas, em intervenções nas Assembleia Municipais, que em Baixo-assinados com muitas milhares de assinaturas. Desde sempre a promessa de que no próximo mandato é que era o Centro foi sendo adiado de ano para ano. Nas últimas eleições, para além da promessa, deitaram abaixo uma velha garagem dos bombeiros, fizeram lá um grande buraco, colocaram uma cerca de metal e vários cartazes com a imagem do futuro edifício do noco Centro de Saúde de Algés. Agora é que é, mas pelos vistos continua a não ser. O dinheiro que lhe estava destinado foi transferido para acabar a segunda fase do Parque dos poetas, a obra emblemática do Isaltino. Dá-se prioridade a pessoas de pedra e não às pessoas verdadeiras. Haja vergonha... Mas talvez os eleitores de Algés mereçam isso e muito mais atendendo à fidelidade canina a um sem-vergonha que foram elegendo de eleição em eleição sem o minimo sentido crítico sobre os lamentáveis  actos do cavalheiro em questão. Longe dessa minha linda  terra do coração, estremeço de vergonha todas as vezes que o dito tem o beneplácito das gentes de Algés.
daqui


José Medeiros Ferreira, Sempre era um Tribunal.:


«No tempo do Regime anterior creio que era o Supremo Tribunal de Justiça quem passava uma espécie de Atestado aos candidatos a eleições, mesmo que estas não fossem livres. Agora leio no Expresso, um concorrente do Diário da República em versão impressa, que um relatório das “Secretas” pode ser apreciado para fins de nomeação governamental, como terá acontecido com Bernardo Bairrão. Isto é mesmo assim? Ninguém chama ninguém à AR? Os serviços de fiscalização dos serviços de informação não dão de si? Ou também há relatórios sobre os membros que devem fazer essa fiscalização?»

17 julho 2011

O PRAZER DE LER


O óleo  de Eric G. Thompson.

INTERESSANTE ANÁLISE DA SEMANA

Esta foi uma semana de desvios colossais, desviaram-se contas que ninguém sabe quais são, desviou-se uma boa parte do subsídio de Natal para os bolsos do Gaspar, desviaram-se as funções da secreta, decidiram desviar os lucros de algumas empresas públicas para o sector privado, desviaram a atenção dos portugueses para as gravatas do ministério da Agricultura, até há quem fale em desviar o velho “Gil Eanes” enferrujando encostado a um qualquer cais.
Se no passado um ex-Presidente da República liderou uma viagem de circum-navegação para combater os indonésios em Timor, nos tempos que correm arriscamo-nos a ver um velho timoneiro agora Presidente em Exercício a desencostar de novo o “Gil Eanes” do cais para entrar pelo Rio Hudson adentro e entrar com a proa pela sede da Moody’s em Nova Iorque. O que é preciso é entreter a malta e a melhor forma de provocar um desvio colossal da atenção dos portugueses que deveria estar a olhar para o imposto extraordinário é inventar um inimigo da Nação. Do mal o menos, ficamos por uma guerra de Facebook, da última vez que isso sucedeu os ditadores argentinos invadiram as Malvinas e o cruzador “Belgrano” ainda está no fundo do mar, podemos poupar o nosso velhinho “Gil Eanes” para novas aventuras nacionais.
Vítor Gaspar divulgou a lista das empresas ou partes das empresas a privatizar e a conclusão que se tira é que em vez de acabar com prejuízos o governo parece ter optado por um colossal desvio de lucros transferindo para o sector privado o que dá lucros no sector público. Aliás, a conferência de imprensa de Gaspar foi dedicada aos desvios, para além das privatizações e das explicações hilariantes das palavras atribuídas a Passos Coelho, explicou em pormenor como ia desviar o subsídio de Natal de alguns portugueses para os cofres do seu ministério.
Depois de ter sido o Álvaro a distrair-nos com as suas infantilidades foi a vez de a ministra da Agricultura ter ajudado Passos Coelho ao desviar a nossa atenção dos problemas, deu autorização aos seus funcionários para deixarem de usar gravata. Agora ficamos à espera de um regulamento de indumentária que indique que peças de roupa podem os funcionários usar consoante a temperatura ambiente, imagina-se que quando a temperatura chegar aos 40 graus podem ir para o ministério de fato de banho e camisola de alças.
  A secreta que deveria andar a cuidar da segurança do país sofreu o desvio colossal na sua atenção ao ser solicitada a saber dos negórios de Eduardo Bairrão. Com este desvio colossal é de ver que quando alguma beldade se fizer ao piso a um governante este manda a secreta investigar o passado amoroso da rapariga senão mesmo o seu estado virginal. Há um desvio colossal dos valores da democracia quando um primeiro-ministro faz encomendas à secreta para uso pessoal e, pior ainda, na sequência de uma sms de uma fulana qualquer. De O JUMENTO

SER OPOSIÇÃO OU SER GOVERNO... É DIFERENTE

Aplaudo vigorosamente as medidas do Ministério da Educação, aumentando a carga horária de Matemática e Português, à custa da Área Projecto e do Estudo Acompanhado que, embora boas ideias na teoria, pouco resultaram na prática. O mais interessante é que estas medidas já tinham sido aprovadas pelo anterior executivo e revogadas no Parlamento, pela coligação que englobava o PSD e o CDS. Não é interessante e esclarecedor?...

OBAMA RENDE-SE AO SUCESSO PORTUGUÊS


por FERREIRA FERNANDES



A diplomacia americana retoma a velha táctica: um murro nos dentes, um beijo na boca. Um dia, o murro é das agências de rating, e somos lixo. No dia seguinte é o homem mais poderoso do mundo que nos elogia: "Não somos Portugal!" Luís Filipe Vieira quando se quer pôr em bicos de pés não diz: "Não somos o Olhanense." Compara-se, isso sim, com os da sua igualha: "Não somos o FCP!" Também Obama, quando teve de se afirmar, olhou para a cena internacional e escolheu-nos: "Não somos Portugal!" A última vez que a América nos defrontou com igual terror acabou com eles a abraçarem-se, o que, se significou que nos tinham ganho (eliminaram-nos, 3-2, no Mundial de 2002), também mostrou a surpresa que foi para eles terem-nos ganho. O desprezo que alguns vêem nesse "não somos Portugal!" não pode esconder a admiração implícita do todo-poderoso ao escolher-nos para comparação. É como a frase fingida de Estaline, no auge do seu poderio: "Quantos tanques tem o Vaticano?" - evidentemente que o russo sabia que o campeonato da Santa Sé era outro (e viu-se com João Paulo II, que desbaratou o império soviético) mas desconversava para abafar os próprios receios. Mas, então, o que é nosso que faz tremer Obama? Notícia, de ontem: a produção da Autoeuropa cresceu 921%. E, entretanto, Detroit continua de pantanas... Claro que vão aparecer economistas a rir-se dessa minha comparação. Mas eu pergunto--vos: ainda ouvem os economistas?
por FERREIRA FERNANDES

TODOS QUEREM SER GRANDES MENOS NAS ORELHAS

Jogadora que faz a diferença
                                                                                    Euro/CrisPresidente do BBVA: "Espanha não pode jogar no mesmo campeonato que Portugal, Irlanda e Grécia"
O presidente do banco espanhol BBVA, Francisco González, defendeu hoje que Espanha tem que se descolar rapidamente do grupo de países europeus que recebeu ajuda financeira internacional.
"Não podemos perder mais tempo sem retirar a Espanha dessa liga que não nos interessa, a de Portugal, Irlanda e Grécia", afirmou González numa entrevista ao jornal El País.
O presidente do BBVA disse que Espanha precisa de avançar com "urgência" com reformas em três frentes: o sistema financeiro, o mercado laboral e a despesa pública.
A criação de emprego é uma das prioridades em Espanha e González considerou que, para tal, é necessário que o país tenha um plano económico "muito mais elaborado" e que passe confiança à economia nacional e aos investidores estrangeiros.
González também se referiu à proposta que o candidato do PSOE às próximas eleições gerais em Espanha, Alfredo Pérez Rubalcaba, apresentou relativamente à criação de um novo imposto sobre a banca, considerando que é altura das instituições financeiras espanholas (bancos e caixas) abdicarem de parte dos seus lucros para criar emprego.
"[Criar um novo imposto sobre a banca] não faz nenhum sentido", defendeu o presidente do BBVA, defendendo que "o que faz sentido é meter este país [Espanha] a trabalhar e a produzir... 

O COELHO COLOSSAL

                                                                                                                                             

invocou nenhum desvio na execução orçamental, nem "colossal" nem perto disso. Louve-se o diferencial de seriedade ministerial sobre as declarações pouco responsáveis do primeiro-ministro a este respeito.
O que se diz na comunicação é:
«Esta medida é imprescindível para acelerar o esforço de consolidação orçamental e cumprir o objectivo decisivo de um défice orçamental de 5,9% para este ano. Traduz uma necessidade de prudência, dada a inexistência de margem de fracasso.»
Trata-se portanto de criar uma "almofada" adicional para qualquer risco na execução orçamental, nomeadamente para o que noutro lugar da comunicação se deixa entrever: a dificuldade em cumprir os objectivos de corte na despesa. Para quem antes das eleições apostava tudo no ajuste orçamental pelo lado da despesa e recusava aumento de impostos, não está mal...
 V. Moreira] [Permanent Link]

A SATISFAÇÃO DO GASPAR


Ouvimos pela primeira vez o "Gaspar" falar. Ficamos  a saber do "transtorno" que lhe dá a esperança de vida ter passado dos 65 anos no inicio do século XX para setenta e muitos do inicio deste, mas também da satisfação como anunciou que mais de 80% dos reformados e mais de 50% dos trabalhadores no activo não vão ser atingidos pelo novo imposto, o que na prática quer dizer que toda essa gente vive com menos de 475 euros mensais, ou seja com grandes dificuldades financeiras. Também ficamos a saber que, como as mais valias bolsistas, os juros e, como sempre, os que fogem ao fisco não vão ser afectados...  Quem irá pagar a crise, mais uma vez são sempre os mesmos... 

LÁ EM CASA SOMOS TODOS TROTSKISTAS

TROTSKISTA, DIZ ELA



Então ficamos assim.
A rapaziada do BE anda a comprar todos os exemplares do jornal I



IMPORTA-SE DE DIZER AO PAULO QUE ESCLAREÇA?...

Já agora, Sr. Ministro, agradecendo a paciência




ColaboradoraQuando VEXA referiu a derrama para justificar a razão de não incluir os do IRC nesta "necessidade de prudência" explicando que eles, coitados, já tinham tido uma sobrecarga fiscal, esqueceu-se que muitos trabalhadores do Estado (funcionários públicos e outros servidores do Estado como SEXA, o Presidente da República, gosta de lhes chamar) já tinham perdido este ano o subsídio de férias e mais uns trocados (14x10% mensais).

Foi mesmo esquecimento ou foi só fingimento? Importa-se de pedir ao Paulo que esclareça?

Lembra-se da estória da tanga que levou Barroso a partir para as profundezas de Bruxelas onde agora bóia dentro do panelão que a Sr.ª Doroteia não se cansa de aquecer?

Quer VEXA, mui amável e humorado Ministro, que os servidores do Estado por si tutelados se passem a apresentar de tanga nos postos de trabalho?

Olhe que nem todos são tão bem parecidos, nem tão jovens, como a colaboradora do meu estabelecimento que se dispôs a posar neste post.
Daqui-LNT

TESTES DE STRESS À BANCA EUROPEIA



Lisboa, 15 jul (Lusa) - Os resultados dos testes de resistência à banca europeia revelam que oito instituições, cinco espanholas, uma austríaca e duas gregas, falharam o rácio 'core tier 1' mínimo de 5 por cento em 2012, face a um cenário adverso.
No exercício conduzido pela Autoridade Bancária Europeia (ABE) a 90 bancos europeus, as seguintes entidades chumbaram o objetivo: Banco Pastor, Caja de Ahorros del Mediterraneo, Banco Grupo Caja3, CatalunyaCaixa e Unnim (Espanha), EFG Eurobank Ergasias e Agricultural Bank of Greece (Grécia), e o austríaco Oesterreichische Volksbanken.
Depois, há 16 bancos europeus cujos resultados se situaram entre os 5 por cento e os 6 por cento.
No que toca a Portugal, o BCP, o BPI, a CGD e o Espírito Santo Financial Group, 'holding' que detém o BES, tiveram nota positiva nestes testes de resistência, cujos resultados foram hoje divulgados

16 julho 2011

Canto del cuco común (cuculus canorus)



OH! SENHOR PFROFESSOR!!!!!...

Julho 2011 - Depois de a agência de notação financeira Moody’s ter descido a classificação da dívida portuguesa em quatro níveis, para “lixo”, o Presidente da República veio a terreiro para dizer "Àqueles que sofrem de ignorância na análise, eu apenas posso recomendar um pouco mais de estudo".
Julho de 2010 - O Presidente Cavaco Silva, declarou que “não vale a pena recriminar as agências de rating. O que nós devemos fazer é o nosso trabalho para depender cada vez menos das necessidades de financiamento externo”
Oh Sr. Professor, então o Sr. que é um economista tão reputado, uma sumidade tão grande na área da economia,  só vê aquilo que muitos,  que nada percebem de economia, já viam há tantos meses?! Custa a entender que isso seja possível e só dois cenários o podem justificar: ou não vê ou não quer ver. Se não vê nem prevê, então não é bom que ocupe o lugar que ocupa por ele não dever ser ocupado por um incapaz, mas sendo um catedrático custa a acreditar que essa seja a razão, pelo que parece mais normal que não queira ver, o que também não é bom para quem é Presidente por demonstrar uma total falta de lealdade para com o país que o elegeu.
Seja uma, seja a outra razão o que devia fazer era demitir-se e voltar para Boliqueime com a sua Maria. O país agradecia.

daqui

14 julho 2011

O SPEED GONZALEZ DAS FINANÇAS











Victor Gaspar, o Speed Gonzalez das Finanças
O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, não precisou de mais de 180 segundos para explicar nesta terça-feira aos seus parceiros do euro as intenções do governo no que se refere à aplicação do programa de ajustamento português.» [Público]
180 segundos a falar sobre uma operação de saque sobre ordenados e salários (Subsío de Natal, ou 13º. mês) e nem um cagagésimo de  segundo sobre os rendimentos e haveres dos ricos...  num país onde parece que só gente pobrete e alegrete contribui  para o chuchalismo universal...

                                                                                                                        

NÃO NOS LIXEM QUE SOMOS POBRES

A urgência na adopção de medidas parece dispensar a preocupação com a justiça social, o governo limita-se a concentrar a recolha de fundos naqueles que mais pagam. Poderia, por exemplo, diversificar os aumentos dos impostos, não só alargando este aumento do IRS aos rendimentos do capital, mas também aumentando impostos sobre os imóveis residenciais de luxo através de um aumento dos impostos sobre o património ou aumentando a carga fiscal sobre bens de luxo como os automóveis de alta cilindrada.  Por agora o grande desvio que é evidente na condução da política económica está entre o que se defendeu e prometeu e o que se está decidindo, desvio igualmente evidente entre o discurso presidencial que era feito no tempo de Sócrates e o que se faz agora que pesidente e primeiro-minisro são do mesmo partido. Esse desvio não crediliza nem a política económica do Governo nem o primeiro-ministro e o Presidente da República. Os cidadãos não devem ser tratados como idiotas ou crianças a quem se inventam papões para comerem a sopa.

O "ESTADISTA" COELHO

 O Coelho estadista 
                                                       


As contas públicas não só são um assunto demasiado sério para servir de intriga política nas reuniões partidárias como não são secretas e muito menos para uso exclusivo do partido no poder. Quando  Coelho diz que encontrou um desvio colossal nas contas públicas está a afirmar algo que os mercados não podem interpretar de outra forma senão como uma situação de um colossal  desastre, até porque a existir tal desvio poderá sugerir de imediato que algo não foi contabilizado e terá sido sonegado à  troika.
. A Passos Coelho, primeiro ministro,  não basta ser voluntarioso e andar sempre em bicos de pés!..  a dizer boutades.   Está obrigado a esclarecer as suas charadas, neste caso de quanto é o montante desse desvio colossal e o que mais  necessário for para não merecer o epíteto de  troca-tintas..., imagem que se lhe pode agarrar à pele como o de mentiroso ao outro...
  «O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou na noite de terça-feira, perante o Conselho Nacional do PSD, que o seu Governo encontrou um "desvio colossal em relação às metas estabelecidas" para as contas públicas.
  De acordo com um dos elementos presentes na reunião do Conselho Nacional do PSD, que decorreu num hotel de Lisboa, Passos Coelho reiterou que o Executivo não se vai queixar da "herança" do PS, mas não deixou de fazer uma inconveniente observação sobre o estado das contas públicas portuguesas.»
[CM]

13 julho 2011

FALÁCIA OU O PRESIDENTE A DAR BODO

«O Presidente defendeu hoje que todos os cidadãos têm direito a cuidados de saúde de qualidade, mas considerou que o Estado deve delegá-los se não conseguir custeá-los.»
Mas então se o Estado delegar a sua prestação não tem de os pagar à entidade prestadora?! E se não tiver dinheiro para os custear no SNS, onde irá buscar o dinheiro para os custear a outras entidades prestadoras?
A afã ideológico da privatização do SNS leva a comprometedoras falácias como estas, como se os privados trabalhassem "à borla" ou fizessem "jeitos" ao Estado
...
E insiste
As declarações do Presidente da República sobre o SNS -- uma sobre a delegação de tarefas às misericórdias e outra sobre pagamento diferenciado dos cuidados de saúde de acordo com os rendimentos -- não confirmam somente que ele insiste em invadir a esfera governativa, dedendendo propostas e iniciativas que só ao Governo compete fazer. Revelam também o seu total alinhamento com o projecto do Governo para esta área, abandonando qualquer preocupação de distanciamento em relação ao executivo em funções, que qualquer Presidente da República sempre deveria resguardar.

AS CHOCAS DO PSD


as chocas psd
Tudo isto faz lembrar as largadas de touros em Pamplona.
Agora,
diz-nos o I, está aberta a porta do curro para correrem com os boi(y)s do PS.

Cuidado com as aparências porque há muitos que parecem PS, e

foram ferrados como fazendo parte da manada no arrebanho do governo anterior, que afinal mais não são do que chocas do PSD (havia poucos, havia!...) e que agora se arriscam a ser confundidos no meio da manada atiçada para os becos da festança em correria desenfreada até ao pote, desculpem, até ao curro, do tentadero do poder.
Todas as rolhas de cortiça sabem boiar, Yhéééah!
LNT

E SE A VÍTIMA FOSSE UM RAPAZ PORTUGUÊS

 



Rui Neto e Osvaldo Magalhães, agentes da PSP, foram ontem condenados a penas de prisão efectiva: o primeiro a 4 anos e 3 meses, o segundo a 4 anos. Ficou provado terem agredido um alemão de 23 anos (Adrian Grunert), em Lisboa, em Julho de 2008. Motivo: o rapaz, estudante de linguística no programa Erasmus, viajava pendurado num eléctrico sem pagar bilhete. Detido no Largo Conde Barão quando o veículo estava parado, foi levado para a esquadra das Mercês onde foi despido e esmurrado.
Marinho Pinto, bastonário da Ordem dos Advogados, considera a pena adequada: «Não é pesada em face da gravidade dos crimes imputados. [...] Há cenas de verdadeira tortura praticadas nas esquadras da PSP, postos da GNR e pela PJ.» Para que conste.
  Por Eduardo Pitta  url

APRENDIZAGEM


Maria Teresa Manique
A vida nem sempre é aquilo que queremos! um conto de fadas! No entanto, no dia a dia, Deus nos vai dando tudo aquilo que precisamos e o Céu " brinca " connosco, nos testa a paciência, pois ele dar, dá, mas no tempo dele, não no nosso!
:-))) por mim, eu estou tentando aprender, que o meu compasso não é o do universo, por isso me resta, viver de acordo com o que tenho hoje, na certeza de que amanhã, virá algo muito melhor...A isso se chama, a nível espiritual: ACEITAÇÃO! E, EU ESTOU, NESSA APRENDIZAGEM....

12 julho 2011

UM HOMEM NO FOGO DO INFERNO

 

J.C.Neves
UM PONTO É TUDO
Aqui no DN, João César das Neves escreveu ontem um hino ao homem. É assim, conta ele, que um homem pobre foi acolhido num lar feito por gente generosa para homens pobres e velhos. Os doces eram de esmola e as habitações espartanas - mas eram, o que reconfortava o homem de reforma magra. Infelizmente, é sempre JCN a contar, há o Estado mau que se mete com os homens bons. Veio a ASAE, e a sua mania dos produtos embalados, veio o Instituto da Segurança Social, e a sua mania das fitas métricas, e fecharam o lar. E o velho e pobre homem, diz JCN, vive agora numa barraca. Ah, grito lancinante a favor dos homens e contra a frieza do Estado! E estava eu com os olhos marejados quando me lembrei que JCN chama às suas crónicas "Não Há Almoços Grátis". Parei. Mas (agora sou eu a falar), então, JCN sabe que os homens, e até os homens donos de lares, não são necessariamente bons. E que entre lares fechados por não terem tantos bidés como a ASAE quer e lares onde os velhos são maltratados, haverá mais destes do que daqueles (vale um almoço de aposta?). Talvez o velho, inventado por JCN, quando grita ao ministro (que representa o Estado) "veja lá se deixa de me ajudar", esteja errado. Talvez ele precise mesmo de normas e leis a ajudar porque os almoços nunca são grátis e os homens deixados à rédea solta trazem a liberdade da "raposa livre no galinheiro livre" (cito Lacordaire para mostrar que não é o anticatolicismo que me move).DN-F.Fernandeshttp://www.dn.

                                                                            

O DINHEIRINHO QUE ME COMPETE P`RA CÁ

Carnes
Será verdade que o dinheiro que pedimos
emprestado ao exterior, antes de Cavaco ter dissolvido a Assembleia da República e ter comprado a passagem de Sócrates para a Sorbonne, foi só para garantir que podíamos pedir mais dinheiro emprestado aos "mercados" ao preço que eles entendessem?
Será verdade que ainda não parámos de ir aos "mercados" às compras de dinheiro e que eles, sabendo que ainda temos o dinheiro troiko para lhes pagar, não deixam de nos vender o dinheiro cada vez mais caro?
Será verdade que o dinheiro troiko que pedimos se destinava a pôr as contas em ordem e a pôr-nos a salvo da especulação dos "mercados" uma vez que nos fazia ficar fora desses "mercados" durante uns anos?
Se sim, então porque é que estão constantemente a dizer que continuamos a ir aos "mercados", que em princípio nos estão vedados, para comprar dinheiro mais caro em vez de usarmos o dinheiro barato que os nossos amigos troikos cá deixaram ficar?
Por mim, vou reclamar o meu naco do empréstimo. Se o pedi emprestado era porque o queria usar e se me dizem que tenho de o pagar com o meu subsídio de Natal e com as outras alarvices que estão na forja, quero gastá-lo como muito bem me apetecer...Irrita-me que andem a fazer empréstimos em meu nome e que eu tenha de os pagar sem que nunca me sejam creditados. Ainda por cima em negócios que vejo à partida serem ruinosos e que se resumem a pedir dinheiro emprestado a 5% para garantir que me emprestem dinheiro a 16%.Dêem-me já o dinheiro que me compete e cá me hei-de governar com ele.
Se não poder comer bifes de boy, fico-me pelo ensopado de coelho.
LNT

À BEIRA DO ABISMO

 


     

O tiro de partida da Revolução Francesa foi dado no dia 16 de Agosto de 1788, em Paris. Nesse dia, o Crédito morreu. Menos de um ano depois era o 14 de Julho. Madame de La Tour du Pin fez a síntese do vórtice: «Rimos e bebemos até à beira do precipício.»

Em Roma, Berlusconi e Tremonti estão a um passo do abanão fatal. Em Washington, Obama tem de convencer os republicanos da necessidade de subir o tecto da dívida. Se não conseguir, os Estados Unidos entram em default no próximo 2 de Agosto.
O que faz correr Rompuy, que chegou  a Madrid e estará a seguir em Lisboa...

Análise e perspectiva de "Da Literatura"

11 julho 2011

SÓ NÓS TEMOS UMA DIREITA TROIQKISTA

A direita troikista portuguesa
                                                                                                                   

Originalidades da política à portuguesa: temos como todos os países europeus uma esquerda trotskista. (É certo que na fase do espelho, como explicou J. Lacan, mas isso fica para outra oportunidade.) Agora uma direita troikista… isso só nós é que temos...  (para a troica…) Deve ser por causa desta originalidade que o seu líder recomenda mais estudo

A BOIADA


                                                                                 

Picasso - BoisTudo isto faz lembrar as largadas de touros em Pamplona.
Agora,
diz-nos o I, está aberta a porta do curro para correrem com os boi(y)s do PS.
Cuidado com as aparências porque há muitos que parecem PS, e foram ferrados como fazendo parte da
manada no arrebanho do governo anterior, que afinal mais não são do que chocas do PSD (havia poucos, havia!...) e que agora se arriscam a ser confundidos no meio da manada atiçada para os becos da festança em correria desenfreada até ao pote, desculpem, até ao curro, do tentadero do poder.
Todas as rolhas de cortiça sabem boiar, Yhéééah!

da Barbearia do Sr Luis

DEUS NOS AJUDE...

Jean-Claude Trichet - Deus nos ajude...
Europa deve levar reformas económicas ao máximo

Europa deve levar reformas económicas ao máximo

O presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, afirmou hoje que a Europa está no epicentro do problema de crédito global e defendeu que deve ir ao máximo nas reformas da governação económica.

 Incumprimento teria "consequências devastadoras"

Notícias do mundo cão (3) - Opinião - DN

Notícias do mundo cão (3) - Opinião - DN

JÁ CHEGAMOS À ITÁLIA?

A reunião, que se realizará antes do Ecofin, previsto  para esta segunda-feira, terá, de acordo com a Agência Reuters, a participação do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, do presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, do comissário europeu para os Assuntos Económicos, Olli Rehn.

Os dois assuntos centrais da reunião são a situação em Itália e o resgate da Grécia. A economia italiana foi a última vítima dos mercados. Os problemas políticos, com o ministro da Economia, Giulio Tremonti, alvo da ira de Silvio Berlusconi e as análises negativas das agências de "rating" ao ajuste fiscal anunciado pelo Governo colocou a Itália no centro do furacão especulativo.»
[
Jornal de Notícias]

Será que o Sócrates também andou pela Itália a fazer das suas? Diabo!...


EUROPA TEM DE CONTROLAR AGÊNCIAS DE RATING

Europa tem de controlar agências de 'rating' e romper com o seu oligopólio, diz Van Rompuy



Europa tem de controlar agências de 'rating' e romper com o seu oligopólio, diz Van Rompuy
Europa tem de controlar agências de 'rating' e romper com o seu oligopólio, diz Van Rompuy
Lisboa, 10 jul (Lusa) - O presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, afirma em entrevista ao jornal espanhol El País que a Europa tem de controlar as agências de 'rating' e romper com o seu oligopólio.
"Se as autoridades públicas querem continuar a ter a última palavra, então os políticos têm de atuar a nível europeu e internacional. (...) Temos que romper o oligopólio das agências de 'rating' e controlá-las", afirmou Van Rompuy numa entrevista ao diário espanhol.
O dirigente, que já cumpriu metade do seu mandato como primeiro presidente do Conselho Europeu, sublinha que a Europa já tomou algumas medidas neste sentido mas que tem de fazer mais.
Van Rompuy demonstrou-se ainda surpreendido com a decisão da Moody's na semana passada de cortar o 'rating' de Portugal em quatro níveis para um nível já considerado 'lixo' (fora da chamada escala de investimento), acreditando que o programa de Portugal se irá cumprir e lembra que "no passado as agências de 'rating' cometeram muitos erros e acarretam uma parte da responsabilidade pela crise imobiliária" que originou a atual crise financeira e económica.
NM.

10 julho 2011

POR ONDE ANDAVAM ESTES INDIGNADOS?...

 



Desde 1961 que a irritação patrioteira não tomava conta do país. Em 1961, a cada nova resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas contra Portugal (e foram várias), Salazar mandava organizar uma manifestação espontânea. Realizaram-se várias. Uma das maiores deu-se em Dezembro desse ano, quando os exércitos de Nehru ocuparam Goa. O país dos brandos costumes pediu a cabeça de Vassalo e Silva assim que soube que o último governador do Estado Português da Índia ordenara a rendição. Salazar poupou-lhe a cabeça mas prendeu-o e expulsou-o das Forças Armadas.


Serve o preâmbulo para explicar os mecanismos de indignação colectiva.

A fronda contra as agências de rating segue o modelo. Cavaco esteve calado enquanto Sócrates mandava. De repente, o Chefe do Estado afirma sem pudor que as agências de rating norte-americanas são uma ameaça à estabilidade da economia europeia. Percebe-se a irritação. A poucos dias das eleições, ainda o PSD dizia (com o beneplácito de Cavaco) que a mudança de governo alteraria por completo o diagnóstico dessas agências. Facto é que a Moody's ficou imperturbável com o pacote Gaspar, agindo em conformidade.
Se as pessoas tivessem visto este filme, percebiam o que está em jogo. Inside Job esteve dois meses nas salas e há poucas semanas até foi oferecido com uma edição do Expresso, semanário que em Novembro do ano passado patrocinou uma sessão privada para a qual foram convidadas todas as notabilidades que diariamente vêm à televisão pastorear a malta. Onde é que está a surpresa com a sentença da Moody's?
Com certeza que estas agências são perniciosas! Mas onde estavam há dois meses os indignados de hoje?
[Na imagem, Christine Lagarde, actual directora do FMI, entrevistada em Inside Job.]

DISPUTA DA LIDERANÇA DO PS

Candidatura de Seguro desafia Assis a dizer quem são os dirigentes do PS que "minam" o partido


*** Serviço áudio disponível em www.lusa.pt ***Lisboa, 09 jul (Lusa) - A candidatura de António José Seguro à liderança do PS lamentou hoje as declara...


Duas ABÉCULAS?... Ou uma só!

                                                                                                                                      
*** Serviço áudio disponível em www.lusa.pt ***
 A candidatura de António José Seguro à liderança do PS lamentou hoje as declarações do candidato Francisco Assis sobre "dirigentes socialistas" que na sua opinião "minam" o partido, desafiando-o a dizer de quem fala.
"Quem quer ser líder do PS não pode ter este tipo de comportamento de insinuação sobre os dirigentes eleitos ou os militantes, não especificando, não dizendo os nomes", disse à agência Lusa Mota Andrade, dirigente partidário e apoiante de Seguro.
Francisco Assis garantiu hoje que vai "lutar contra um grupo de dirigentes intermédios que dominam o PS e que são responsáveis pelo pior do PS", defendendo a abertura do partido aos independentes.
"Isso não é sério e não é bonito, aliás o Francisco Assis também tem a apoiá-lo dirigentes do PS, poucos, mas também tem e também era bom saber o que é que pensa desses dirigentes", refutou Mota Andrade.
Para o dirigente socialista, o PS, como partido de poder e pela sua história, "nomeadamente pelo grande nível que as suas campanhas internas sempre tiveram e pelos anteriores secretários-gerais", não pode entrar numa campanha a este nível.
"Lamentamos profundamente as declarações do Francisco Assis, reafirmamos que é necessário dizer a quem se está concretamente a referir e o que pensa daqueles dirigentes que apoiam a sua candidatura", desafiou.
"Para quem fala em discussão de ideias, esperávamos mais. O nível é muito baixo para quem quer discutir ideias", disse.
Mota Andrade vincou que "não vale tudo" e que o partido merece "uma campanha com mais elevação".
Francisco Assis declarou ainda que há "vícios 'aparelhísticos' que estão instalados no PS há muitos anos, que se perpetuam, que se vão acolhendo junto daqueles que lhes dão mais garantias de poderem sobreviver e que são muito negativos para o PS".