28 julho 2011

E O RABINHO LAVADO COM ÁGUA DE MALVAS?...




Quando alguém diz que fulano de tal lhe deve dinheiro o subconsciente de quem o ouve acrescenta “e não lhe paga”, só faz sentido acusar alguém de nos dever dinheiro para lhe chamar caloteiro, denunciando-o publicamente por não pagar o que deve. Quando Fernando Ulrich sugere que os problemas da banca seriam resolvidos se o Estado lhe pagasse a sua dívida fica no ar a ideia do incumprimento, de que o Estado falhou nas suas contas.
 Mas isso não é verdade e não pode ser confundido com outras dívidas que os organismos públicos contraem, a dívida do Estado aos bancos portugueses resulta da compra de dívida soberana ou de contratos de financiamento de projectos públicos. Em ambos os prazos a dívida está contratualizada, a taxa de juro a pagar e o prazo de pagamento estão estabelecidos. Os bancos não foram forçados a vender crédito ao Estado, em regra fizeram-no porque estavam interessados e cobraram juros superiores aos que tiveram de comprar quando se financiaram, seja através da remuneração das poupanças, seja no mercado financeiro.
O que os banqueiros pretendem não é que o Estado seja cumpridor, é que o Estado prescinda dos direitos contratuais dos contratos de crédito para os financiar antecipando o pagamento, Isto é, querem que o Estado compre dinheiro a mais de 3,5% (a nova taxa que nos vaio ser cobrada pela Europa) ou a 5,7% (a taxa anteriormente fixada pela troika) para proceder ao pagamento antecipado de créditos com taxas bem inferiores. Não só os bancos ganhariam milhares de milhões de euros de um dia para o outro, como teriam disponibilidade para voltar a investir no crédito ao consumo, agora, com taxas ainda mais elevadas, poderiam voltar a enviar cartas aos clientes propondo crédito ao consumo com taxas de 1$% (como a que recebi do meu banco oferecendo-me 20.000 euros sem mais perguntas).
Quando Louçã defendeu o não pagamento e mais tarde a reestruturação da dívida chamaram-lhe louco e ai de quem propusesse uma renegociação do acordo com a troika, seria apelidado de idiota. Mas aligeiradas as medidas por causa da Grécia os banqueiros foram os primeiros a pedir a renegociação com a troika (mas só na parte que lhes interessa) e uma reestruturação (ao contrário) da dívida do Estado à banca portuguesa. Temos agora um BD dirigido pelo senhor Fernando Ulrich (quando acabar as duas cadeiras que lhe faltam tratá-lo-ei por dr, até lá tem menos habilitações do que a geração que ajudou a enrascar), só que este BD tanto pode querer dizer Bloco de Direita, como pode ser interpretado como Banda Desenhada pois os argumentos do banqueiro parecem saídos da boca do vendedor de peixe dos livros do Asterix.
Imaginem que Fernando Ulrich sugerisse aos clientes do BPI que fizeram contratos de crédito à habitação quando as taxas eram baixas que antecipassem o pagamento dos créditos para que o banco se pudesse financiar e aumentar o capital. É evidente que ouviria uma imensa gargalhada. Mas disse o mesmo em relação ao Estado, muito boa gente até ficou sem dormir preocupada com os banqueiros, mas nenhum político e muito menos jornalista ousou fazer o mais pequeno comentário, desmontando a manobra do banqueiro. Compreende-se, sem a publicidade da banca a nossa comunicação social iria à falência e sem os envelopes uma boa parte da nossa classe política também ficaria à rasca.
Durante mais de duas décadas as coisas correram bem à banca, o Estado era um cliente seguro e os seus créditos podiam ser vendidos no mercado possibilitando o financiamento do crédito ao consumo com taxas tão elevadas que os bancos desviavam os recursos do financiamento às empresas para enriquecerem com os cartões Visa, o crédito instantâneo, o crédito à habitação, às férias e à compra de automóveis. Os governos ajeitavam as leias para a banca, o Banco de Portugal ignorava os abusos dos bancos, os políticos reformavam-se para serem banqueiros e até os míseros professores ganhavam dinheiro com acções de bancos quase falidos. As montras dos bancos estavam cheias de imagens de férias e de computadores vendidos a crédito pelos próprios bancos, a fartura era tanta que alguns até criaram ou se associaram a agências de viagens. A fartura promovida pela banca era tanta que começava a ser mais fácil encontrar uma manicura portuguesa do que um americano nas praias de Cancun ou da República Dominicana.
Tudo corria tão bem que a banca desprezava as poupanças dos menos ricos e se desdobrava em criar balcões de gestão de fortunas para levar as fortunas dos mais ricos para as off-shore. Na hora de pagar impostos beneficiavam de políticos comprados para beneficiarem de impostos simbólicos e como estes ainda eram excessivos ajeitavam as contas na zona franca da Madeira. Com o financiamento era fácil e barato esqueceram-se de aumentar o capital, deverão ter multiplicado os negócios de amigos e familiares como os do BCP, passaram a ser menos exigentes nas avaliações patrimoniais do crédito à habitação. No fim do ano era só fazer as contas e distribuir os dividendos, de preferência com recurso a truques para minimizar os impostos a pagar pelos seus accionista.
Agora tudo mudou e, como é comum dizer, estão enrascados . Ainda por cima, estão para chegar os peritos que irão avaliar as garantias que servem de contrapartida aos créditos que concederam. As acções estão ao preço da uva mijona, os lucros estão a baixar, os juros dos depósitos a prazo sobem, o crédito externo está difícil e ainda se arriscam a constituir provisões de muitos milhões para compensar os desvarios passados.
Qual é a solução? Entalar os portugueses em nome do interesse dos seus accionistas e é muito provável que venham a dizer que a culpa não é deles, é do Vítor Constâncio que não apertou com eles. Resta-nos esperar que a Vista Alegre produza um “Zé Povinho” dedicado aos nossos banqueiros ou que alguém se lembre de vender garrafões com “água de malvas” para os rabinhos dos nossos Ulrichs que estão mesmo a precisar de uma lavagem que lhes disfarce a borrada...
In O JUMENTO

GREEN GRASS OFFICIAL VIDEO - CIBELLE

RETRIBUIÇÃO





Numa iniciativa sem precedentes, o cardeal-patriarca veio apoiar o anunciado imposto especial sobre o rendimento, apesar de ele representar uma manifesta quebra de um compromisso eleitoral e de se tratar de uma imposto manifestamente iníquo, como se  mostrou aqui.
Mas a hierarquia da Igreja Católica tem toda a razão para fazer todos os "fretes" políticos ao Governo, em retribuição do que este já se comprometeu a dar-lhe e do que espera vir a receber, onde se conta a gestão de hospitais do SNS, o financiamento público das escolas privadas (maioritariamente católicas) e a entrega das tarefas de protecção social. "Negócios" que valem milhões.
E que valem também o insólito apoio político ao Governo, que não está nas tradições da Igreja Católica desde 1974...

27 julho 2011

ATÉ QUANDO?

 


É esta a concepção e a prática da liberdade de imprensa que reina na Madeira de Jardim: discriminação e perseguição de jornais independentes, insultos aos seus jornalistas, protecção e benesses para os seus apaniguados.
Até quando é que o PSD nacional vai continuar a tolerar (e a ser cúmplice com) esta reiterada conduta criminosa do seu braço regional? E até quando é que a imprensa nacional vai continuar a considerar como "faits divers" esta atitude sistemática de ataque à liberdade de imprensa na Madeira por parte do Governo de Jardim e do PSD regional?
Vital Moreira] [Permanent Link]

Blog Pink Floyd My Life: Tatuagens Pink Floyd

Blog Pink Floyd My Life: Tatuagens Pink Floyd

OPORTUNISMO BLOQUISTA

Antologia do oportunismo político

«Bloco contra portagens na Via do Infante».
Coerente com o seu atávico oportunismo político, o Bloco de Esquerda acha que devem ser todos os contribuintes, entre os quais há muitos que não têm automóvel, a financiar o uso gratuito das autoestradas pelos que o têm, incluindo os muitos estrangeiros que nos visitam.
Todos a pagar as benesses de alguns -- eis o lema do Bloco. Uma clara "opção de classe", como se diria na gíria marxista da casa...

OS E.U.A. ESTÃO A VER-SE GREGOS...

Aproxima-se o dia em que os EUA poderão entrar em incumprimento, isto é não vão ter dinheiro para pagar as suas dívidas. Só a ameaça chegou para as Agências de Rating colocar a Grécia e Portugal no lixo, mas como sabemos se uns não pagam são caloteiros, outros são gente fina a passar por dificuldades.

 

PPD-PSD - JOBS FOR THE BOYS


                                                                                O COVIL
Na Era Sócrates, a Caixa Geral de Depósitos tinha um presidente e sete administradores (8 marmelos). Na Era Passos prepara-se para ter, ainda esta semana e de uma assentada, um chairman (o actual presidente, Faria de Oliveira), um presidente, dois vice-presidentes e onze administradores (15 papaias) ...Emagrecer o Estado, dizem os malandrecos.
Só uma coisa nos deixa confortados: - O Gaspar, no seu manhoso estilo de gatinho ronronante, já nos veio  manifestar o   orgulho na sua  boyada...

26 julho 2011

DEVO À PAISAGEM AS POUCAS ALEGRIAS QUE TIVE NO MUNDO



clique na imagem para ampliar este pedaço do Reino Maravilhoso de Torga...
Devo à paisagem as poucas alegrias que tive no mundo. Os homens só me deram tristezas. Ou eu nunca os entendi, ou eles nunca me entenderam. Até os mais próximos, os mais amigos, me cravaram na hora própria um espinho envenenado no coração. A terra, com os seus vestidos e as suas pregas, essa foi sempre generosa. É claro que nunca um panorama me interessou como gargarejo. É mesmo um favor que peço ao destino: que me poupe à degradação das habituais paneladas de prosa, a descrever de cor caminhos e florestas. As dobras, e as cores do chão onde firmo os pés, foram sempre no meu espírito coisas sagradas e íntimas como o amor. Falar duma encosta coberta de neve sem ter a alma branca também, retratar uma folha sem tremer como ela, olhar um abismo sem fundura nos olhos, é para mim o mesmo que gostar sem língua, ou cantar sem voz. Vivo a natureza integrado nela. De tal modo, que chego a sentir-me, em certas ocasiões, pedra, orvalho, flor ou nevoeiro. Nenhum outro espectáculo me dá semelhante plenitude e cria no meu espírito um sentido tão acabado do perfeito e do eterno. Bem sei que há gente que encontra o mesmo universo no jogo dum músculo ou na linha dum perfil. Lá está o exemplo de Miguel Angelo a demonstrá-lo. Mas eu, não. Eu declaro aqui a estas fundas e agrestes rugas de Portugal que nunca vi nada mais puro, mais gracioso, mais belo, do que um tufo de relva que fui encontrar um dia no alto das penedias da Calcedónia, no Gerez. Roma, Paris, Florença, Beethoven, Cervantes, Shakespeare... Palavra, que não troco por tudo isso o rasgão mais humilde da tua estamenha, Mãe!
Miguel Torga, in "Diário (1942)                                                                                

DEIXE A FLÔR NASCER

 de Sueli Marchett's photo


25 julho 2011

UM COLOSSAL DESVIO DO "DESVIO COLOSSAL

.

                                                         



É certamente aquilo a que vamos assistir no discurso do Primeiro Ministro Passos Coelho
 nos próximos dias, à luz das suas  revelações públicas .
Afinal o desvio nem era colossal, nem seria mesmo desvio - como induzia a tentativa de correcção do Ministro das Finanças, embaraçada e malabaristicamente, para gozo e ganho dos separadores humoristicos da SIC Noticias...
Desvie-se e desvie-nos colossal e rapidamente dessa lógica desviante, Senhor Primeiro Ministro! que assim não vai, nem leva o País, a parte nenhuma.

AO POTE!... AO POTE!...


                                                                                                                 


                                                                                                                                          

Ao Pote, ao pote, pela terra e pelo mar                       
No caminho para o céu, ceo, ou lá o tacho que os valha, os currículos (principalmente na última linha) são boa passagem para a outra margem, como dizia o cantor.
Por onde andarão os meninos que contabilizavam as nomeações dos motoristas do Governo anterior?
Quê, agora devido às funções para que foram nomeados, já não têm tempo para Blogs? Quê, é só o Macário Correia que acha que um cinzeiro é uma espécie de linguado mal amanhado feito numa portagem da Via do Infante?
Como dizia o meu querido amigo Augusto Bobela Mota: - há por aí gente que tem mais lugares do que um autocarro da Carrisde dois andares...
LNT

OS POBRES QUE PAGUEM A CRISE

                                                      


Sempre que em Portugal foi adoptado um programa de austeridade os ricos ficaram de fora, como se o rendimento destes tivesse um estatuto diferente do dos outros portugueses.
Não se mexe na riqueza com receio de que fuja, não se tributam as mais-valias obtidas em bolsa para que não se perturbe o financiamento das empresas, não se tributam os juros para que as poupanças não emigrem.
Para que os ricos fiquem de fora sobrecarrega-se a classe média e os mais pobres, mesmo quando se cria uma sobretaxa sobre os rendimentos declarados em 20112 tem-se o cuidado de deixar os mais ricos de fora, ainda que como falsa contrapartida se tenham deixado os mais pobres pois para estes está reservado um aumento do IVA que lhes é especialmente dirigido.
Para além das consequências financeiras desta segregação positiva dos mais ricos põe-se uma questão coesão nacional, sempre que Portugal enfrentou crises económicas graves os mais ricos conseguiram sempre um estatuto de estrangeiros residentes, foram dispensados das suas obrigações enquanto portugueses. É como se perante uma situação de guerra os filhos dos Belmiros e dos Ulrichs fossem dispensados do serviço militar pois o seu contributo era mais importantes como gestores do que como carne para canhão. Isto não é nada de novo, nos tempos da guerra colonial muito filho de boas famílias reprovou na inspecção ou cumpriu o serviço militar em repartições administrativas.

QUANDO OS BOCASSAS ANDAM À SOLTA...



O dirigente do Partido da Nova Democracia Eduardo Welsh descreveu hoje ao Presidente da República, Cavaco Silva, um clima de “incitamento explícito à violência” na pré-campanha eleitoral na Madeira, nomeadamente em “inaugurações” do Governo Regional.
O Sr Silva, timorato, afivela o seu peculiar sorriso para disfarçar o cagaço que tem do Bocassa...  

MORREM CEDO OS QUE OS DEUSES AMAM




AMY WINEHOUSE 1983-2011

CAJUEIRO VELHO - ALCIONE




João Carlos Dias Nazareth & Alcione


Cajueiro velho
Vergado e sem folhas
Sem frutos, sem flores
Sem vida, afinal
Eu que te vi
Florido e viçoso
Com frutos tão doces
Que não tinha igual
Não posso deixar
De sentir uma tristeza
Pois vejo que o tempo
Tornou-te assim
Infelizmente também é certeza
Que ele fará o mesmo de mim

Já trago no rosto
Sinais de velhice
Pois da meninice
Não tenho mais traços
Começo a vergar como tu, cajueiro
Que foi meu companheiro
Dos primeiros passos
Portanto
Não tens diferença de mim
Seguimos marchando
Em uma só direção
Agora me resta da vida o fim
E da mocidade a recordação



O ESTRANHO CASO BAIRRÃO



Este estranho  caso do Bernardo Bairrão já era confuso e a cada dia que passa mais confusão é atirada para a fogueira. Até já é dificil de resumir. Primeiro ia ser Secretário de Estado mas acabou por ser retirado em cima da hora por, eventualmente, o Passos Coelho ter recebido um SMS da D. Manuela Moura Guedes em que o ligaria a negócios menos claros em Angola e no Brasil ( O Bairrão foi o administrador da TVI que acabou com o célebre... Jornal de Sexta). Depois o Expresso publicou a noticia de que o Passos Coelho teria pedido aos Serviços de Informação do Estado um relatório sobre o dito Bairrão. Após vários desmentidos de todos os implicados o Ricardo Costa, Director do Expresso, continuava a afirmar que tinha informações seguras de que tudo era verdade. Agora sabemos que o ex-director das Secretas, Jorge Silva Carvalho, passou informações para a Ongoing antes de ser contratado como assessor da administração da mesma juntamente com mais dois ex-espiões.
Pelo menos ficámos a saber para que servem as Secretas portuguêsas. Esperem pelos próximos capítulos embora o mais certo será tudo acabar em mais um inquérito daqueles que acabam por desaparecer no esquecimento do tempo e da sua irrelevância. De resto os personagens da novela precisam que lhes dêm corda para impulsionar as suas cambalhotas no palco que lhes dá vida...


24 julho 2011

O IMPÉRIO DO SENHOR MURDOCH

Daniel Oliveira (www.expresso.pt)
O império do senhor Murdoch chafurdou, durante anos, na imundice, transformando o jornalismo numa profissão mais próxima do crime do que da digna função de informar. É verdade que, no meio do lixo de que é proprietário, estão jornais respeitáveis como o "The Wall Street Journal". Mas nunca o direito à informação foi a motivação do Charles Foster Kane da atualidade.
No Reino Unido, os seus tablóides fizeram o que quiseram sem que nunca ninguém lhes tivesse posto um travão. Nos Estados Unidos, a sua Fox dedicou-se à mais desbragada das propagandas, silenciando, humilhando e denegrindo todos os que se opunham à agenda neoconservadora. Duas coisas definem o comportamento deste empresário: falta de escrúpulos e promiscuidade com o poder político, seja o de Bush, o de Thatcher ou o de Blair. Rupert Murdoch sempre usou os seus jornais e televisões para ter poder e o poder para fazer dinheiro.
O único problema de gente como Rupert Murdoch é que a falta de limites acaba quase sempre por os fazer escorregar na sua própria lama. Só se espanta com a sórdida novela do "News of the World" quem não se apercebeu da ténue fronteira que separava o comportamento de muitos dos profissionais que trabalhavam para o magnata e o crime.
A ideia de que o jornalismo deve dar às pessoas tudo o que as pessoas querem, tratando a informação como mera mercadoria, tinha de acabar onde acaba sempre a mercantilização de tudo: na criminalidade comum. Mas convenhamos que o Rupert Murdoch e os seus capatazes não inventaram a pólvora. Se os jornais que publicam têm compradores e leitores é porque não falta quem não se choque com o esgoto que produzem. Se quem escreve não tem limites é porque quem lê não os exige.
No Reino Unido, a investigação parece não poupar ninguém e até o senhor Murdoch teve de ir a uma comissão parlamentar de inquérito para dar explicações. E isto é a parte fascinante da cultura anglo-saxónica. Nada é sagrado. Nem a privacidade dos familiares das vítimas de um atentado terrorista, nem a pose intocável dos poderosos.
Se em Portugal não assistimos à devassa da vida privada que é tão comum no Reino Unido, também nunca alguém do calibre de Rupert Murdoch seria apertado por deputados no Parlamento. Se ingleses e americanos não hesitam em espiolhar a vida de todos para que a turba julgue os pecadilhos privados das figuras públicas, também são capazes de ser severos com os poderosos.
Se nós respeitamos, regra geral, a vida privada dos cidadãos, também temos, como disse um Presidente satisfeito, "uma imprensa muito suave" com o poder. A contenção e a reverência podem, muitas vezes, ser primas direitas. Assim como a coragem e a ausência de limites. Como conseguir uma sem a outra? Não sei. É ir tentando.


Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/icitizeni-murdoch-o-esgoto-a-seus-pes=f662802#ixzz1T4JBAN2c

OS RANHETAS ELEGERAM O CEGUETA


                                                                                                                                      
António José Seguro ganhou as directas do PS, sucedendo a Sócrates no cargo de secretário-geral. Números oficiais só no próximo dia 30, mas os provisórios apontam para um score de dois terços (contra um terço de Assis). As directas dos grandes partidos são um assunto demasiado sério para ser deixado nas mãos dos militantes. O país não pode arriscar ter como primeiro-ministro alguém que é cooptado pela máquina.
Para já, promete dar liberdade de voto aos deputados. Significa que, em nome dessa liberdade, cada um faz como quer em assuntos vitais?... Enfim, ganhou o cegueta... E não estou a ver-me a votar num partido de ranhetas...

LOVELY HEARTS - CLUB BAND


COMO SUFOCAR O GRITO?!...

                                                                                                                                                   
O grito de E.Munch
                                                                                                                                                        
Não é exactamente país do qual saibamos muito, mas tem uma das pinturas que mais depressa reconhecemos: O Grito, de Edvard Munch, a expressão violenta da angústia. A Noruega é hoje tão rica (petróleo) que se permite recusar a União Europeia, só tem países amigos à volta e aparentemente não devíamos relacioná-la com o seu mais famoso quadro. Ontem ainda, durante a tragédia de uma bomba no centro de Oslo e um tiroteio num acampamento de jovens, vimos chegar as imagens e não reconhecemos nelas a ideia que temos de angústia. Ideia que, dou-me conta agora ao escrevê-lo, nada traduz melhor do que o desespero daquela figura num cais de Oslo, mãos levadas à cara, olhos e boca grotescamente abertos - mas isso é O Grito, não as imagens de ontem. As janelas rebentadas por vários andares, mas as pessoas não reagiam com o desespero a que já nos habituaram os momentos após bomba nos souks de Bagdad e Carachi. Num dos vídeos de ontem, um casal pisa com cuidado os vidros espalhados no passeio e cruza um banco em que um homem continua a ler o jornal. Homem e banco eram esculturas, mas a sua placidez não contrastava com o que se passava à volta. À hora em que escrevo, não sei ainda se o ataque terrorista é de grupo internacional islâmico ou de radicais noruegueses. A ser o primeiro, a resposta norueguesa foi admirável. A ser o segundo, duvido que os noruegueses consigam sufocar por muito mais tempo o grito.
DN-f.f. 

23 julho 2011

ADVOGADOS CONTRA "A ORDEM"


António Marinho Pinto está desiludido com as faculdades de Direito



O Tribunal Administrativo de Lisboa ouve hoje os responsáveis dos Conselhos Distritais de Lisboa, Porto e Coimbra, como testemunhas no processo movido por 400 advogados estagiários contra a Ordem dos Advogados.

O caso está relacionado com os aumentos das taxas e dos emolumentos dos exames de estágio para obtenção da cédula profissional, necessária para exercer a profissão. Segundo fonte próxima dos advogados estagiários, o montante exigido aos alunos para fazer os dois exames do estágio foi aumentado de 50 para 700 euros num caso, e para 650 noutro. Inconformados, perto de 400 dos quase dois mil advogados estagiários deram início, em Junho, a uma acção de protecção de direitos, liberdades e garantias no tribunal administrativo. Este tipo de acção é urgente e corre mesmo em tempo de férias judiciais.
Os estagiários querem ver repostos os valores iniciais dos exames e contestam também o regime de reprovações. As provas têm um novo regime onde se prevê que o aluno que chumbe a uma disciplina é obrigado a repetir todos os exames. À segunda reprovação, terá de aguardar três anos antes de voltar a tentar. Estas decisões foram tomadas na sequência de um outro caso decidido pelo Tribunal Constitucional (TC) que anulou a validade de um dos exames efectuado pela ordem.
Chumbados António Marinho Pinto, bastonário da Ordem dos Advogados disse ao i que "é muito grosseiro dizer que as taxas foram aumentadas mil e tal por cento" quando estas sofreram um aumento "de apenas dez ou 15%". O bastonário faz as contas de outra forma: "Se antes pagavam 650 euros pela inscrição e mais 150 pelo exame, ou seja 800, agora passam a pagar 900 euros no total". E Marinho Pinto adianta uma razão para esta subida de preços: "Os conselhos distritais não poderiam garantir a formação de um número de estagiários tão grande". Porque a anulação decidida pelo TC levou a que este ano tivesse aumentado o número de candidatos ao estágio.
Além disso, o bastonário está desiludido com a formação universitária. "Os licenciados em Direito compram diplomas nas universidades", denuncia. As faculdades "estão mais interessadas em fazer dinheiro com propinas e mensalidades do que com a qualidade do ensino". Os licenciados em direito nem sequer são admitidos no Centro de Estudos Judiciários, "são chumbados administrativamente pelo Estado que os impede de entrar". "Só têm acesso se já tiverem o grau de mestre.
Adriana Vale

TRAGÉDIA NOROEGUESA

Noruega: novo balanço dos dois atentados
aponta para 92 mortos...


A polícia deteve um homem, norueguês “de descendência”, 32 anos e suspeito de estar envolvido nos dois ataques.
Os media noruegueses identificaram o suspeito como sendo Anders Behring Breivik, uma informação que a polícia recusa confirmar por necessidades da investigação.
As bandeiras vão estar a meia haste, anunciou Stoltenberg.





QUEM VOTOU NESTA TROPA DEVIA MORRER DE CAGANEIRA PERSISTENTE

                                                                                                                        
 
O secretário de Estado do Emprego considera que o desemprego não vai diminuir por via da recuperação económica e o executivo recusa deixar as coisas como estão. Pedro Martins terá mesmo dito que as reformas laborais "avançam com ou sem o acordo da concertação social" e terá informado os líderes sindicais que compreendia a sua oposição, às reformas, na medida em que elas representam uma perda de poder dos sindicatos.
Será esta a famosa "suspensão da democracia" proposta pela Manuela Ferreira leite e agora adoptada pelo Passitos Coelho?
Já não basta aquilo a que chamam concertação social ser quase um pró-forma onde o governo  pretende aprovar todo o tipo de perda de direitos do trabalho para agora já nem se darem ao trabalho de imporem a sua vontade à força?
Quando o próprio governo considera que o desemprego não vai diminuir por via da recuperação económica que esperança dão para aqueles a quem esta lei é uma condenação ao desemprego eterno...
Esta gente que não consegue colocar-se no lugar de quem sofre a desgraça do desemprego, de quem não tem a capacidade de compreender o sofrimento de quem vê os filhos com fome, não presta. Esta fúria liberalizadora sem razão ou justificação não passa de gente mesquinha que não merece qualquer respeito.


22 julho 2011

NIOROEGA - OSLO ESTÁ UM CAOS

OSLO, 22 DE JULHO





Uma forte explosão destruiu esta tarde (eram 14:20h em Lisboa) a sede do governo norueguês, instalada num edifício de dezassete andares. Jens Stoltenberg, o primeiro-ministro, não estava no gabinete, que ficou em escombros. São contraditórias as notícias sobre o número de mortos e feridos. Mas Oslo está um caos. Clique nas imagens

EUROPA É DIRIGIDA POR ANÕES POLÍTICOS



 Anões  governam a Europa


Se fosse fácil de fazer, estava feito. Há 18 meses que a crise empurra a zona euro para o desastre e todas as soluções europeias têm sido, até agora, mínimas e insuficientes. Hoje é um dia diferente: é um dia decisivo para Europa. Ultrapassar a crise está ao alcance de uma decisão política. Apenas isso.
Os líderes dos governos europeus reúnem-se pela quinta vez em 2011 para negociar uma saída da crise sistémica que ataca a moeda única pelo flanco e se aproxima perigosamente do centro. Hoje é o dia em que se vão distinguir os gigantes dos anões políticos: os que têm uma visão estratégica e os que olham apenas para os pés.
A experiência dos resgates mínimos prova que a estratégia europeia atingiu o limite. De resgate em resgate, a crise destrói uma união económica monetária com moeda comum mas sem governo ou instituições desenhados à medida dos problemas. O aviso vem de todos os lados: uma falência soberana na zona euro terá consequências negativas fortíssimas na economia global. O insuspeito Fundo Monetário Internacional declara solenemente que o contágio arrisca atingir os países do núcleo europeu que, justamente, se opõe às soluções de grande alcance. Como a criação de eurobonds - obrigações europeias de dívida garantidas por todos os países. São eles a Alemanha, Holanda e Finlândia.
O argumento é que os países mal comportados ficarão sem incentivo para fazer os ajustes estruturais necessários na sua economia e finanças públicas. Poderão continuar a viver com o dinheiro que não têm, subsidiados pelas poupanças dos países disciplinados.
É uma falácia monumental. A UE tem os instrumentos necessários, vide Grécia, para exigir condicionalidade política (austeridade) em troca de financiamento, aplicando aliás juros que estrangulam Atenas.
Curiosamente, existe um consenso generalizado sobre a resposta à crise. A saber: a UE precisa de uma resposta sistémica, a Grécia necessita de financiamento imediato e a dívida tem de tornar-se sustentável, ou seja, ser reduzida.
O grande problema está nos detalhes. Como fazer o que precisa de ser feito? Do lado económico, a teoria é simples: o PIB tem de crescer, os juros têm de baixar e a dívida tem de ser cortada.
O que está a suceder, neste momento, consiste em financiar países em dificuldade com dinheiro públicos para pagar aos privados. É uma transferência do risco do sector privado para o público. Paralelamente, os devedores cortam ao máximo na despesa e comprimem ainda mais o PIB. À medida que o PIB encolhe, a a insustentabilidade da dívida aumenta. Os privados têm menos incentivos para emprestar dinheiro. E os juros disparam. É um ciclo vicioso.
A austeridade não vai resolver o problema grego nem o europeu e, no meio da instabilidade política, há especuladores a apostar no risco e ganhar toneladas de dinheiro. É um facto. O contágio saiu da zona de quarentena (Grécia, Irlanda e Portugal) e chegou a Espanha e Itália. Ninguém diz que não é preciso austeridade. Apenas se constata o facto de a austeridade, por si só, não resolver o problema.
Daqui decorre que, como Berlim defende, os privados devem pagar parte da factura? Sim. O custo da crise está a sentir-se nos bancos da periferia que, drenados de liquidez, paralisam a possibilidade de crescimento económico. Ou seja, o risco de falência ameaça cada vez mais gente. Inclusivamente os bancos alemães: os gregos, irlandeses e portugueses não conseguem salvar a Alemanha, muito menos a Bela Europa.
É preciso parar esta engrenagem de destruição de riqueza de uma vez por todas. O que implica a reestruturação de dívida na Grécia, aplicar haircuts aos privados, reduzir os juros dos empréstimos externos e a criar eurobonds.
Se nada disto for feito, a crise sairá muito mais cara. A zona euro vai implodir. A economia global vai ressentir-se. E nas páginas da história ficará escrita a trágica ironia de a maior zona económica do mundo ter sido dirigida por anões. do i

21 julho 2011

LISBOA N ÃO ENCOLHEU MAS TEM MENOS FREGUESIAS...

RACIONALIZAR


Perspectiva da cidade vista da Graça-Srª.do Monte
Por maioria, a Câmara de Lisboa aprovou o novo mapa de freguesias da cidade, que passam de 53 para 24. A compressão dá origem a novas designações. Nem tudo será mau Mas é preciso aguardar para vermos se os critérios adoptados foram os mais adequados,  no sentido de servir melhor os cidadãos e garantir  uma maior eficácia da governança da cidade-capital.

BONSAI DA FELICIDADE



EXPLICAÇÃO

 Na sua declaração à imprensa sobre o novo imposto extraordinário, o Ministro das Finanças não invocou nenhum desvio na execução orçamental, nem "colossal" nem perto disso. Louve-se o diferencial de seriedade ministerial sobre as declarações pouco responsáveis do primeiro-ministro a este respeito.O que se diz na comunicação é:«Esta medida é imprescindível para acelerar o esforço de consolidação orçamental e cumprir o objectivo decisivo de um défice orçamental de 5,9% para este ano. Traduz uma necessidade de prudência, dada a inexistência de margem de fracasso.»Trata-se portanto de criar uma "almofada" adicional para qualquer risco na execução orçamental, nomeadamente para o que noutro lugar da comunicação se deixa entrever: a dificuldade em cumprir os objectivos de corte na despesa. Para quem antes das eleições apostava tudo no ajuste orçamental pelo lado da despesa e recusava aumento de impostos, não está mal...
Não se poderia dizer melhor
«(...) com esta declaração categórica do ministro [das Finanças] [«mudança profunda de sociedade»], o país vai descolar do modelo social europeu para aterrar no liberalismo da América
(Editorial  do jornal Público)

DESVALORIZE-SE O ORÇAMENTO DOS MILHÕES DOS GASTOS DO PALÁCIO DE BELÉM



                                                                           
                                                                                                   


Muito gosta este país de discussões estéreis só pelo prazer da discussão. O Cavaco, que raramente tem algo de útil para dizer, lembrou-se de defender a desvalorização do Euro como uma boa solução para os problemas do país. Claro que houve quem viesse logo dizer que era um tremendo disparate que bom é haver um Euro forte para logo outros saírem em apoio à ideia. Partidos, candidatos a líderes, economistas, políticos e comentadores já todos têm uma opinião. A questão é para quê discutir um assunto quando não está, nem vai estar, nas nossas mãos o valorizar ou desvalorizar o Euro. Quem manda no Euro são o donos da Europa, o BCE e os mercados e nós não temos sequer voz no assunto. Podemos discutir se Portugal deve estar dentro ou fora do Euro, se devemos pagar, renegociar, auditar ou não pagar a divida, se queremos ou não fazer parte desta União Europeia e, mesmo isso tenho dúvidas que nos permitam escolher. É que há muito que a nossa soberania tem vindo a ser desbaratada e já pouco resta.
PS: Se o Sr.Silva quer desvalorizar alguma coisa, "desvalorize" o orçamento de 17 milhões de Euros do Palácio de Belém. Afinal é ele que defende que sacrifícios têm de ser para todos.

daqui 

19 julho 2011

                                                                               

SE ELE O DIZ


18 julho 2011

ALGÉS E O SEU ISALTINAR...

Há uns dias que andava para publicar este boneco, mas precisava de confirmar uma informação que tinha sabido. A de que o Isaltino Morais, que há muito devia estar a cumprir a pena de prisão a que foi condenado, transferiu o dinheiro que estava destinado à construção do Novo Centro de Saúde de Algés, (a maior ambição dos seus moradores há já dezenas de anos), para concluir a segunda fase do Parque dos poetas. O atual Centro de Saúde é um velho edifício de habitação, com escadarias e sem o mínimo de condições, situado já em Lisboa e que é frequentado por uma envelhecida população. De todas as formas possíveis os habitantes chamaram a atenção da Câmara de Oeiras para a necessidade de novas instalações, quer nas ruas, em intervenções nas Assembleia Municipais, que em Baixo-assinados com muitas milhares de assinaturas. Desde sempre a promessa de que no próximo mandato é que era o Centro foi sendo adiado de ano para ano. Nas últimas eleições, para além da promessa, deitaram abaixo uma velha garagem dos bombeiros, fizeram lá um grande buraco, colocaram uma cerca de metal e vários cartazes com a imagem do futuro edifício do noco Centro de Saúde de Algés. Agora é que é, mas pelos vistos continua a não ser. O dinheiro que lhe estava destinado foi transferido para acabar a segunda fase do Parque dos poetas, a obra emblemática do Isaltino. Dá-se prioridade a pessoas de pedra e não às pessoas verdadeiras. Haja vergonha... Mas talvez os eleitores de Algés mereçam isso e muito mais atendendo à fidelidade canina a um sem-vergonha que foram elegendo de eleição em eleição sem o minimo sentido crítico sobre os lamentáveis  actos do cavalheiro em questão. Longe dessa minha linda  terra do coração, estremeço de vergonha todas as vezes que o dito tem o beneplácito das gentes de Algés.
daqui


José Medeiros Ferreira, Sempre era um Tribunal.:


«No tempo do Regime anterior creio que era o Supremo Tribunal de Justiça quem passava uma espécie de Atestado aos candidatos a eleições, mesmo que estas não fossem livres. Agora leio no Expresso, um concorrente do Diário da República em versão impressa, que um relatório das “Secretas” pode ser apreciado para fins de nomeação governamental, como terá acontecido com Bernardo Bairrão. Isto é mesmo assim? Ninguém chama ninguém à AR? Os serviços de fiscalização dos serviços de informação não dão de si? Ou também há relatórios sobre os membros que devem fazer essa fiscalização?»

17 julho 2011

O PRAZER DE LER


O óleo  de Eric G. Thompson.

INTERESSANTE ANÁLISE DA SEMANA

Esta foi uma semana de desvios colossais, desviaram-se contas que ninguém sabe quais são, desviou-se uma boa parte do subsídio de Natal para os bolsos do Gaspar, desviaram-se as funções da secreta, decidiram desviar os lucros de algumas empresas públicas para o sector privado, desviaram a atenção dos portugueses para as gravatas do ministério da Agricultura, até há quem fale em desviar o velho “Gil Eanes” enferrujando encostado a um qualquer cais.
Se no passado um ex-Presidente da República liderou uma viagem de circum-navegação para combater os indonésios em Timor, nos tempos que correm arriscamo-nos a ver um velho timoneiro agora Presidente em Exercício a desencostar de novo o “Gil Eanes” do cais para entrar pelo Rio Hudson adentro e entrar com a proa pela sede da Moody’s em Nova Iorque. O que é preciso é entreter a malta e a melhor forma de provocar um desvio colossal da atenção dos portugueses que deveria estar a olhar para o imposto extraordinário é inventar um inimigo da Nação. Do mal o menos, ficamos por uma guerra de Facebook, da última vez que isso sucedeu os ditadores argentinos invadiram as Malvinas e o cruzador “Belgrano” ainda está no fundo do mar, podemos poupar o nosso velhinho “Gil Eanes” para novas aventuras nacionais.
Vítor Gaspar divulgou a lista das empresas ou partes das empresas a privatizar e a conclusão que se tira é que em vez de acabar com prejuízos o governo parece ter optado por um colossal desvio de lucros transferindo para o sector privado o que dá lucros no sector público. Aliás, a conferência de imprensa de Gaspar foi dedicada aos desvios, para além das privatizações e das explicações hilariantes das palavras atribuídas a Passos Coelho, explicou em pormenor como ia desviar o subsídio de Natal de alguns portugueses para os cofres do seu ministério.
Depois de ter sido o Álvaro a distrair-nos com as suas infantilidades foi a vez de a ministra da Agricultura ter ajudado Passos Coelho ao desviar a nossa atenção dos problemas, deu autorização aos seus funcionários para deixarem de usar gravata. Agora ficamos à espera de um regulamento de indumentária que indique que peças de roupa podem os funcionários usar consoante a temperatura ambiente, imagina-se que quando a temperatura chegar aos 40 graus podem ir para o ministério de fato de banho e camisola de alças.
  A secreta que deveria andar a cuidar da segurança do país sofreu o desvio colossal na sua atenção ao ser solicitada a saber dos negórios de Eduardo Bairrão. Com este desvio colossal é de ver que quando alguma beldade se fizer ao piso a um governante este manda a secreta investigar o passado amoroso da rapariga senão mesmo o seu estado virginal. Há um desvio colossal dos valores da democracia quando um primeiro-ministro faz encomendas à secreta para uso pessoal e, pior ainda, na sequência de uma sms de uma fulana qualquer. De O JUMENTO

SER OPOSIÇÃO OU SER GOVERNO... É DIFERENTE

Aplaudo vigorosamente as medidas do Ministério da Educação, aumentando a carga horária de Matemática e Português, à custa da Área Projecto e do Estudo Acompanhado que, embora boas ideias na teoria, pouco resultaram na prática. O mais interessante é que estas medidas já tinham sido aprovadas pelo anterior executivo e revogadas no Parlamento, pela coligação que englobava o PSD e o CDS. Não é interessante e esclarecedor?...

OBAMA RENDE-SE AO SUCESSO PORTUGUÊS


por FERREIRA FERNANDES



A diplomacia americana retoma a velha táctica: um murro nos dentes, um beijo na boca. Um dia, o murro é das agências de rating, e somos lixo. No dia seguinte é o homem mais poderoso do mundo que nos elogia: "Não somos Portugal!" Luís Filipe Vieira quando se quer pôr em bicos de pés não diz: "Não somos o Olhanense." Compara-se, isso sim, com os da sua igualha: "Não somos o FCP!" Também Obama, quando teve de se afirmar, olhou para a cena internacional e escolheu-nos: "Não somos Portugal!" A última vez que a América nos defrontou com igual terror acabou com eles a abraçarem-se, o que, se significou que nos tinham ganho (eliminaram-nos, 3-2, no Mundial de 2002), também mostrou a surpresa que foi para eles terem-nos ganho. O desprezo que alguns vêem nesse "não somos Portugal!" não pode esconder a admiração implícita do todo-poderoso ao escolher-nos para comparação. É como a frase fingida de Estaline, no auge do seu poderio: "Quantos tanques tem o Vaticano?" - evidentemente que o russo sabia que o campeonato da Santa Sé era outro (e viu-se com João Paulo II, que desbaratou o império soviético) mas desconversava para abafar os próprios receios. Mas, então, o que é nosso que faz tremer Obama? Notícia, de ontem: a produção da Autoeuropa cresceu 921%. E, entretanto, Detroit continua de pantanas... Claro que vão aparecer economistas a rir-se dessa minha comparação. Mas eu pergunto--vos: ainda ouvem os economistas?
por FERREIRA FERNANDES

TODOS QUEREM SER GRANDES MENOS NAS ORELHAS

Jogadora que faz a diferença
                                                                                    Euro/CrisPresidente do BBVA: "Espanha não pode jogar no mesmo campeonato que Portugal, Irlanda e Grécia"
O presidente do banco espanhol BBVA, Francisco González, defendeu hoje que Espanha tem que se descolar rapidamente do grupo de países europeus que recebeu ajuda financeira internacional.
"Não podemos perder mais tempo sem retirar a Espanha dessa liga que não nos interessa, a de Portugal, Irlanda e Grécia", afirmou González numa entrevista ao jornal El País.
O presidente do BBVA disse que Espanha precisa de avançar com "urgência" com reformas em três frentes: o sistema financeiro, o mercado laboral e a despesa pública.
A criação de emprego é uma das prioridades em Espanha e González considerou que, para tal, é necessário que o país tenha um plano económico "muito mais elaborado" e que passe confiança à economia nacional e aos investidores estrangeiros.
González também se referiu à proposta que o candidato do PSOE às próximas eleições gerais em Espanha, Alfredo Pérez Rubalcaba, apresentou relativamente à criação de um novo imposto sobre a banca, considerando que é altura das instituições financeiras espanholas (bancos e caixas) abdicarem de parte dos seus lucros para criar emprego.
"[Criar um novo imposto sobre a banca] não faz nenhum sentido", defendeu o presidente do BBVA, defendendo que "o que faz sentido é meter este país [Espanha] a trabalhar e a produzir... 

O COELHO COLOSSAL

                                                                                                                                             

invocou nenhum desvio na execução orçamental, nem "colossal" nem perto disso. Louve-se o diferencial de seriedade ministerial sobre as declarações pouco responsáveis do primeiro-ministro a este respeito.
O que se diz na comunicação é:
«Esta medida é imprescindível para acelerar o esforço de consolidação orçamental e cumprir o objectivo decisivo de um défice orçamental de 5,9% para este ano. Traduz uma necessidade de prudência, dada a inexistência de margem de fracasso.»
Trata-se portanto de criar uma "almofada" adicional para qualquer risco na execução orçamental, nomeadamente para o que noutro lugar da comunicação se deixa entrever: a dificuldade em cumprir os objectivos de corte na despesa. Para quem antes das eleições apostava tudo no ajuste orçamental pelo lado da despesa e recusava aumento de impostos, não está mal...
 V. Moreira] [Permanent Link]

A SATISFAÇÃO DO GASPAR


Ouvimos pela primeira vez o "Gaspar" falar. Ficamos  a saber do "transtorno" que lhe dá a esperança de vida ter passado dos 65 anos no inicio do século XX para setenta e muitos do inicio deste, mas também da satisfação como anunciou que mais de 80% dos reformados e mais de 50% dos trabalhadores no activo não vão ser atingidos pelo novo imposto, o que na prática quer dizer que toda essa gente vive com menos de 475 euros mensais, ou seja com grandes dificuldades financeiras. Também ficamos a saber que, como as mais valias bolsistas, os juros e, como sempre, os que fogem ao fisco não vão ser afectados...  Quem irá pagar a crise, mais uma vez são sempre os mesmos... 

LÁ EM CASA SOMOS TODOS TROTSKISTAS

TROTSKISTA, DIZ ELA



Então ficamos assim.
A rapaziada do BE anda a comprar todos os exemplares do jornal I



IMPORTA-SE DE DIZER AO PAULO QUE ESCLAREÇA?...

Já agora, Sr. Ministro, agradecendo a paciência




ColaboradoraQuando VEXA referiu a derrama para justificar a razão de não incluir os do IRC nesta "necessidade de prudência" explicando que eles, coitados, já tinham tido uma sobrecarga fiscal, esqueceu-se que muitos trabalhadores do Estado (funcionários públicos e outros servidores do Estado como SEXA, o Presidente da República, gosta de lhes chamar) já tinham perdido este ano o subsídio de férias e mais uns trocados (14x10% mensais).

Foi mesmo esquecimento ou foi só fingimento? Importa-se de pedir ao Paulo que esclareça?

Lembra-se da estória da tanga que levou Barroso a partir para as profundezas de Bruxelas onde agora bóia dentro do panelão que a Sr.ª Doroteia não se cansa de aquecer?

Quer VEXA, mui amável e humorado Ministro, que os servidores do Estado por si tutelados se passem a apresentar de tanga nos postos de trabalho?

Olhe que nem todos são tão bem parecidos, nem tão jovens, como a colaboradora do meu estabelecimento que se dispôs a posar neste post.
Daqui-LNT

TESTES DE STRESS À BANCA EUROPEIA



Lisboa, 15 jul (Lusa) - Os resultados dos testes de resistência à banca europeia revelam que oito instituições, cinco espanholas, uma austríaca e duas gregas, falharam o rácio 'core tier 1' mínimo de 5 por cento em 2012, face a um cenário adverso.
No exercício conduzido pela Autoridade Bancária Europeia (ABE) a 90 bancos europeus, as seguintes entidades chumbaram o objetivo: Banco Pastor, Caja de Ahorros del Mediterraneo, Banco Grupo Caja3, CatalunyaCaixa e Unnim (Espanha), EFG Eurobank Ergasias e Agricultural Bank of Greece (Grécia), e o austríaco Oesterreichische Volksbanken.
Depois, há 16 bancos europeus cujos resultados se situaram entre os 5 por cento e os 6 por cento.
No que toca a Portugal, o BCP, o BPI, a CGD e o Espírito Santo Financial Group, 'holding' que detém o BES, tiveram nota positiva nestes testes de resistência, cujos resultados foram hoje divulgados