15 agosto 2011
OS INTOCÁVEIS
O novo modelo de avaliação dos professores do ensino básico, preparatório e secundário, decalcado das teses de Ramiro Marques e assumido por Nuno Crato, deixa de fora os docentes de topo, desse modo neutralizando o foco do conflito. OK. Não percebo o escândalo. A direita borrifa-se para a avaliação de docentes. A direita não quer chatices com a Fenprof e sobretudo não quer a rua encapelada. O resto são cantigas.
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AS PINOCADAS DE COELHO
ISTO VAI ACABAR MAL
| OS EQUÍVOCOS DE COELHO |
O i faz hoje o inventário do desdém do primeiro-ministro pelo CDS-PP. Por exemplo. Santana Lopes foi convidado para presidente da Santa Casa da Misericórdia sem que Paulo Portas fosse consultado. Pior: a tutela da Santa Casa compete ao membro do governo que superintende a área da Segurança Social, mas o ministro Pedro Mota Soares não foi «tido nem achado» no assunto. O PSD manda, põe e dispõe...
Entretanto, Jorge Braga de Macedo foi nomeado para presidir ao instituto que resultará da fusão da Agência Portuguesa de Investimento (AICEP) com o Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e da Inovação (IAPMEI). Passando a tutelar a diplomacia económica, Braga de Macedo será um MNE paralelo, reduzindo Portas à função de gestor da diplomacia do croquete. Para agravar o clima, Portas e Braga de Macedo não se falam. Tudo isto acontece ao mesmo tempo que Portas é deixado fora do Conselho de Estado.
Ah!, a discussão do OE para 2012 vai ser muito, mas mesmo muito interessante. Ainda vamos ver o CDS-PP a abster-se e os deputados da quota-Seguro a servirem de muleta ao governo
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14 agosto 2011
A T.S.U.
A TSU e a força da ideologia em Catroga e Álvaro
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O GOVERNO NÃO SE DÁ AO RESPEITO?...
Dizem que a troika já fala por cima do governo…
Depois de referir a avaliação positiva feita pela troika, e de lamentar que uma vez mais os cortes na despesa não correspondem ao anunciado pelo governo, Nicolau Santos afirmou que o ministro se comportou como “um director-geral”, marcando uma conferência de imprensa para as 9 da manhã sem direito a perguntas dos jornalistas, deixando estas para a conferência de imprensa da troika. O director-adjunto do Expresso lamenta que “numa altura tão importante para o país” o ministro tenha feito uma declaração, deixando as respostas para os “seus superiores hierárquicos”.Continuei à procura de encontrar algum contraditório a estas análises tão severas e encontrei este coro de críticas:
”Comum a várias reacções foi a acusação ao Governo por alegado seguidismo à “troika”, ou mesmo por “subserviência”, como lhe chamou a CGTP. Acrescem as preocupações da esquerda e dos sindicatos com o impacto social das medidas e as preocupações do patronato com o impacto económico da subida do IVA.“
Desisti de procurar mais e fiquei a pensar que o primeiro ministro vai certamente voltar de férias para pôr mão na troika e talvez no seu ministro, para que na próxima ocasião não deixe a troika “passar-lhe por cima”.
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O CRIADOR E AS CRIATURAS
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| AS CRIATURAS |
«[...] Nem sequer o facto despiciendo de Passos Coelho e (acessoriamente) Paulo Portas faltarem agora ao que prometeram na campanha consegue indignar um país por enquanto resignado e dormente. Só que a troika, com a sua brutalidade luterana, não se deixou convencer. Jürgen Klöger, o chefe da “missão europeia” e Paul Thomsen, o chefe da “missão FMI”, observaram os dois a triste inexistência de “cortes substanciais” na despesa, ou seja, na administração local, regional ou central. [...]
A monarquia absoluta criou a pequena fidalguia, o liberalismo, a burguesia “moderna” (iletrada e pelintra como era) e o “25 de Abril” a classe média democrática, que por definição este regime jamais conseguirá repor no lugar que lhe compete ou devolver às suas verdadeiras proporções. [...]
O Governo mais reformista ou “neoliberal” está assim condenado a fundir e refundir os “serviços” que por aí brotaram com nomes grotescos, mas sem nunca tocar na segurança, no estatuto e grosso dos rendimentos das pessoas. No momento em que se atrevesse a uma barbaridade dessas, mesmo com carácter simbólico, a classe média correria rapidamente com ele. Os cortes na despesa, quando não se aplicam à velha miséria do país, são uma simples figura de retórica
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13 agosto 2011
BOM DIA POBREZA
Ora - conselho grátis nestes tempos de anunciada escassez - é de desconfiar quando, existindo dados sobre um assunto, quem tutela organismos que compilam esses dados e tem a obrigação de sobre eles fundamentar políticas escolhe não os citar. O mais certo é contradizerem o que quer dizer. E o que o ministro quer dizer é que as políticas praticadas nos últimos anos, as do chamado Estado social, não serviram para nada, pelo contrário, "usaram os recursos em burocracia em vez de ajudar as pessoas", sendo pois preciso "pedir com humildade ajuda às instituições que em permanência garantem uma resposta social", ou seja, "menos Estado e mais IPSS". O que equivale, claro, a "melhor política social".
Descontemos, porque o espaço é curto, o facto de as IPSS serem generosamente financiadas pelo Estado e de se estar deste modo a anunciar um reforço desse financiamento; centremo-nos na ideia de que o Estado "não tem funcionado" nessa área. Temos sido, é certo, bombardeados, em notícias, reportagens e discursos partidários, com a certificação de que a desigualdade "tem vindo sempre a aumentar e a pobreza também". À direita e à esquerda as oposições foram coincidentes - e quão - nisso: tudo estava cada vez pior, nada funcionava.
Pouco importa pois que Eurostat e INE demonstrem que entre 2003 e 2009 a percentagem de população em risco de pobreza em Portugal passou de 20,4% para 17,9 (a média da UE é 16,3%), tendo nos idosos diminuído ainda mais, de 28,9% para 21% (o que corresponde a uma descida de 26%), no mesmo período. Pouco importa que o índice de Gini, o indicador da desigualdade na distribuição dos rendimentos, tenha registado uma diminuição recorde, de 0,378 para 0,337 (a média da UE é de 0,303). A propaganda, quer à direita quer à esquerda dos governos PS, decretou que nada disso interessa - ou é "mentira" -, que a pobreza alastrou e as desigualdades se adensaram.
Ora, se aquelas políticas não serviam eram precisas novas, não eram? Ei-las. E se a direita agora no poder nunca escondeu realmente ao que vinha, a esquerda do PCP e do BE pode felicitar-se por ter contribuído com denodo para abrir caminho à política dos restos e do assistencialismo. Quanto ao ministro Mota Soares, pode bem revelar-se um profeta. Num governo que aumenta 20% os transportes e prevê um passe social só "para muito pobres", confisca metade do subsídio de Natal sem explicar porquê, prevê aumentar ainda mais o IVA e quer tornar os despedimentos mais baratos ou mesmo grátis, a previsão de um aumento do risco de pobreza é pura honestidade. Mesmo que não seja. » [DN]
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GASPAROIKA/CAIPIROSKA
| Mixórdia caipiroska |
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ESTÃO LÁ TODOS
Sábado, Agosto 13, 2011
Como é que não se esqueceram de nenhum?
Estão lá todos.
ADENDA: e quanto vai custar o grupo para analisar o serviço público de comunicação, vamos poder saber?
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UM BREVE OLHAR

UM BREVE OLHAR
Sobre a monotonia destas casas
Sulcando, sereníssimas, os céus,
Abrem a larga rima das suas asas,
Lenços brancos do azul, dizendo adeus
Ao vento e ao mar.
E meus olhos, de as verem, vão partindo
E fugindo com elas;
E a segui-las eu penso,
Enquanto o olhar no azul se espraia e prega,
Que há uma graça, que há um sonho imenso
Em tudo o que flutua e que navega…
Contra o vento vogando, altas e belas,
Essas voantes e pairantes frotas,
Essas vivas e alvas caravelas?
Ao largo, por detrás do monte;
E os nossos olhos olham e entristecem
Com as vagas saudades que merecem
As coisas que se somem no horizonte!
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GASPAROIKA
![]() |
| Gaspar, o jeitoso alegre, com a eterna Judite |
A Gasparoika
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MAIS IMPOSTOS...
LAMENTÁVEL
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O GASPARZINHO-MOR EM ACÇÃO
Anúncio de Vítor Gaspar
IVA sobre electricidade e gás sobe já este ano
658 comentáriosNuma curta conferência de imprensa sem direito a perguntas, o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, anunciou esta manhã que o IVA da electricidade e do gás vai passar da taxa reduzida para taxa normal...
- PEV critica "verdadeiro escândalo" dos aumentos do IVA no gás e eletricidade
- PS quer explicações do ministro das Finanças no Parlamento
- PSD e CDS chamam ministros ao Parlamento para explicar processo
- CDS: Quanto mais depressa as medidas necessárias forem tomadas, melhor
- Vítor Gaspar em entrevista no "Jornal das 8" da TVI
- Bloco de Esquerda condena "assalto aos bolsos das famílias"
- GNR considera ilegal "congelamento" anunciado pelo Governo
- Factura média de eletricidade e gás sobe 11 euros com aumento do IVA
- PCP condena antecipação de aumentos
- CIP: "Mais uma vez o Governo foi pelo caminho mais fácil"
- Troika: "Progresso das reformas é muito impressionante"
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ESTAMOS FRITOS COM OS GASPARZINHOS
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12 agosto 2011
ESTA GENTE NÃO TEM DÓ NEM PIEDADE
Sexta-feira, Agosto 12, 2011
E O DR. PORTAS FICA IMPÁVIDO?
Vítor Gaspar, ministro das Finanças, anunciou há pouco que, a partir de 1 de Outubro, a taxa do IVA do gás e da electricidade sobe dos actuais 6% para 23%. As televisões andaram ontem todo o dia a massacrar-nos com o anúncio, previsto para hoje, de cortes na despesa. Dramático, o Diário de Notícias, que tem metade da redacção destacada na Gomes Teixeira, compara o conselho de ministros de ontem ao massacre de Tombuctu. Ministros houve que rasgaram as vestes. Afinal, em vez de cortes na despesa, o governo anunciou ao vivo e a cores novos aumentos de receita
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11 agosto 2011
Sarkozy e Merkel vão reunir-se na terça-feira para discutir problemas financeiros europeus

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ALCAGOITAS
Alcagoitas
A direita portuguesa negou a existência de uma crise financeira mundial e sonhava que depois de tantos artigos contra o governo de Sócrates publicados no Financial Times tudo mudaria depois das eleições, com um governo da direita as agências de rating passariam a ser simpáticas, os jornalistas do Financial Times passariam a ser simpáticos e Portugal passaria a ser o oásis que costuma ser quando a direita governa.
Governar seria fácil, uma dose de cavalo de austeridade fundamentada num desvio colossal explicado de forma patética por um ministro que lembra um velho mestre-escola lendo ditados, uma descida abrupta dos impostos pagos pelos patrões financiado por aumento do IVA aplicado aos produtos que os pobres consomem e tudo se resolveria. A austeridade cavalar trataria dos indicadores eleitorais enquanto um falso programa de combate à pobreza asseguraria os indicadores das sondagens eleitorais.
Mas a direita portuguesa está com azar... A crise financeira não só contagiou países como a Espanha e a Grécia ameaçando os maiores da Europa, como chegou à América. Por cá os tais mercados por quem devemos ter um respeitinho obediente tratam-nos como lixo e depois de uns arrufos presidenciais e governamentais fez-se silêncio! Um descansa tranquilamente na Quinta da Coelha, porque a idade já pesa, o outro foi descansar para a Manta Rota depois de um mês de trabalho incansável, porque isto de fazer meia dúzia de saneamentos e vender o BPN ao amigo Mira Amaral deixa qualquer um roto.
Perante uma crise internacional tão grave o que faz o governo? Se por cá andasse o Eduardo Catroga diria que não se preocupa com pentelhices o equivalente na sua aldeia ao que por esta banda se diz serem alcagoitas?
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A CARA DE NUVENS

Uma cara de nuvens
em 11AGO2011
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10 agosto 2011
VOANDO SOBRE UM NINHO DE CUCOS
Quinta-feira, Agosto 11, 2011
A magia dos "números"
Agora é Assunção Cristas que se gaba de ter reduzido as nomeações em 30% face ao anterior executivo.
Acontece que este ministério resulta da fusão de dois (Agricultura e Ambiente), logo, as nomeações deveriam ter sido reduzidas em 50% para que ficassem idênticas às dos anterior governo. Emagrecer o estado - como apregoam PSD e CDS - implicaria uma redução superior a 50%. A redução de apenas 30% significa que o Estado continua gordo e - pior - que a política de fusão de ministérios é uma farsa. Como se confirmará lá mais para a frente.
• Nuno Teles, Voando sobre um ninho de cucos:
- ‘Ler o relatório sobre a descida da TSU e o aumento do IVA é toda uma experiência que varia entre a pior teoria económica neoclássica, o enviesamento ideológico e um optimismo infundado. E, ainda assim, só um governo cego insistiria na descida da TSU depois de ler as conclusões do estudo (…).’
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POIS!...
Rui Cunha estava no lugar desde 2005, tendo sucedido a Maria José Nogueira Pinto.
Santana é actualmente vereador na Câmara Municipal de Lisboa. O convite deverá ser aceite nos próximos dias.SOL
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COELHO - O MENTIROSO
contrário do que Passos garantiu, as taxas do IVA vão subir?
• Nuno Teles, Voando sobre um ninho de cucos:
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VIOLÊNCIA DOMÉSTICA
Violência em família social-democrata (?)
«No dia 12 de Julho, por volta das sete da manhã, a PSP recebeu um pedido de ajuda. Carlos Eduardo Maceno de Sá, venezuelano de 25 anos, tinha sido alegadamente agredido pelo marido, Jorge Nuno de Sá, ex-deputado do PSD, com quem se casou a 31 de Janeiro deste ano. Segundo fonte da PSP, o ambiente na residência do casal estava calmo, apesar do jovem massagista apresentar "escoriações no pescoço e dizer que o marido o tinha tentado asfixiar". Porém, a mesma fonte garantiu ao DN que o marido do antigo presidente da JSD encontrava-se "embriagado".» [DN]
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A "CUSQUICE"
O acesso às contas dos assessores
«Democratizou-se um bocadinho mais um direito inalienável: a cusquice. Ontem, os recém-nomeados pelos ministros - chefes de gabinete, assessores, adjuntos, secretárias, motoristas... - consultavam, tal como os restantes portugueses, o novíssimo site oficial com as nomeações. Mas nos ministérios fazia-se análise comparativa: "Ora deixa-me lá ver quanto é que o Gonçalo, que foi para a Saúde, ficou a ganhar...", dizia o Xavier, que foi para a Defesa Nacional. O dia foi de passo em frente porque, antes, as nomeações só vinham no Diário da República. Este obrigava à quase profissionalização da curiosidade: tinham de ser lidas centenas de despachos, separar os louvores e as exonerações, para no meio de tanta parra saber das nomeações. Agora, com meia dúzia de cliques tem-se a lista completa, as funções e, sobretudo (para o cusco), quanto ganha cada um. E é essa questão que pode causar algum distúrbio entre os apoiantes do novo Governo, até ontem unidos pela vitória e pela sorte de terem sido escolhidos pelos ministros. É que para a mesma função há diferenças significativas de ordenado. Sempre houve, e bem, porque os membros dos gabinetes ministeriais são como o género humano em geral: cada um é um caso. O problema é que com a transparência actual vai ser imediatamente notório esse factor de inveja. Não posso dizer, desde ontem, se alguns nomeados ainda têm o Governo sob estado de graça. » Ferreira Fernandes-[DN]
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Hoje, quatro décadas depois - tempo irrisório no processo histórico -, o todo poderoso império soviético faz parte do património arqueológico da humanidade, tendo desaparecido há duas décadas; o império americano está entre a bancarrota e os seus pergaminhos imperiais e a Europa, entretanto feita União Europeia, está a meia dúzia de passos da implosão. A China, essa, debaixo de uma feroz ditadura, caminha discretamente para se constituir a maior potência mundial. O mundo mudou muito em pouco tempo. E a social-democracia europeia também. Sobretudo a partir da deriva de Tony Blair que arrastou a social-democracia europeia para o pântano. Não se vislumbra no horizonte um regresso dos sociais-democratas europeus ao essencial, corrigindo os erros cometidos: propor soluções para a saída desta crise profunda na Europa, envolver os cidadãos nos adiais políticos e sociais do estado social, num regresso a padrões compatíveis com a riqueza efectivamente produzida, exigir justiça na distribuição dessa mesma riqueza. Numa palavra: pôr a política no posto de comando, dirigir a economia e afrontar esse papão dos mercados. A social-democracia europeia, enquanto corrente de pensamento político, não existe, quando é indispensável à reviravolta ainda possível. Andam todos, desde Geórgios Papandréu a Martine Aubry, passando Rubalcaba , a reboque dos mercados da dívida soberana, dos acordos com troikas ou das agências de rating. É triste, mas é verdade.
P.S. - O governo decidiu criar um site onde divulga as nomeações para os gabinetes ministeriais, indicando o nome, o vencimento e o cargo que desempenha. É de aplaudir, naturalmente. A transparência é indispensável à qualidade da democracia. No entanto, não se pode ficar por aqui. É necessário aplicar também o mesmo critério a todas as empresas públicas. E desafiar todos os presidentes de câmaras municipais e governos regionais a seguir o exemplo, mesmo sabendo que se corre o risco, num país de invejosos e coscuvilheiros, de se desvirtuar o objectivo principal da divulgação. O dinheiro do Estado é dinheiro dos cidadãos, dos contribuintes.
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O MERCEEIRO E O ASSALARIADO
O silêncio na Coelha
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MUITOS ESPECIALISTAS E MUITA MASSA DESPENDIDA
ENGORDAR O ESTADO
Quando ainda falta conhecer a realidade de 3 ministérios (Negócios Estrangeiros, Justiça e Educação), o número de especialistas contratados até ontem pelos gabinetes ministeriais é de 51. Cinquenta e um. Não confundir com adjuntos e assessores, que podem ser recrutados nos greens. Estamos a falar de especialistas. Nem Santana Lopes foi tão longe. O salário médio destes especialistas é de 3500 euros. O ministério da Economia e Emprego é responsável por 40% destas contratações. Tudo isto pode ser conferido no Portal do Governo. Já agora: a chefe de gabinete de Álvaro Santos Pereira aufere 5821 euros.
Nenhum destes valores me escandaliza. Mas 51 é um número excessivo. Então para que servem os secretários e subsecretários de Estado? E os directores-gerais? E os técnicos superiores? São mangas-de-alpaca? Para quem andou seis anos a arrancar as vestes...
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O ÁLVARO SABICHÃO
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BODES EXPIATÓRIOS E...
Bodes expiatórios, óleo de fígado de bacalhau e outras receitas para salvar o País e o mundo
'Como temos podido constatar, o prolongamento da recessão reduz ainda mais a capacidade de os credores pagarem as suas dívidas, pelo que a austeridade não só não diminui o desemprego como tampouco contribui para baixar o endividamento. No plano económico, a obsessão com a redução dos défices a todo o custo condena-nos à estagnação prolongada; no plano político, fomenta a busca de bodes expiatórios - sejam eles os preguiçosos do Sul, os imperialistas alemães, os banqueiros gananciosos, os bárbaros imigrantes ou os invasores chineses - e favorece o ressentimento e as correntes de opinião extremistas.
O dramático agravamento da situação mundial nos últimos dias parece confirmar que corremos o risco de nos transformarmos em danos colaterais de um culto primitivo cujo fundamento irracional é disfarçado com muitos cálculos matemáticos. Decididamente, os deuses não estão do nosso lado
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A IMPOTÊNCIA DO PSD
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DO MUNDO DOS COLOSSAIS
Para onde vamos?
Acresce que o cumprimento do acordo firmado com a ‘troika' impõe uma séria limitação à liberdade de actuação dos partidos subscritores, o que só por si aconselha especial prudência nas análises e nas propostas alternativas.
O que ficou dito não deve porem impedir a valoração ideológica e política das declarações programáticas do primeiro-ministro e do ministro das Finanças bem como da incipiente prática deste Governo que apontam para uma profunda mudança do papel do Estado e do próprio modelo social português.
O que se trata é partir das exigências da ‘troika' para:
- reduzir ao mínimo as políticas sociais públicas conferindo-lhe um carácter assistencial ou mesmo caritativo;
- desmantelar o Estado através da extinção de serviços e das privatizações a favor de investidores estrangeiros que se vão apropriar, a preço de saldo, de sectores estratégicos para a defesa do interesse nacional.
- aumentar a carga fiscal, como instrumento privilegiado de equilíbrio das contas públicas, através da adopção de uma política tributária cega às desigualdades sociais e à injusta transferência de rendimentos que provoca;
- transformar o País numa espécie de laboratório onde se experimentam medidas de pura inspiração neoliberal sem que haja um conhecimento perfeito da realidade empresarial e laboral portuguesa.
Neste quadro o crescimento económico perde relevância e a competitividade das empresas esgota-se na redução da TSU, obviamente compensada pelo aumento das receitas do IVA.
Esquece-se o Governo que sem crescimento não haverá carga fiscal, por mais pesada que seja, capaz de equilibrar as contas públicas. Ninguém ignora que é indispensável uma forte e firme disciplina orçamental que implique um corte significativo na despesa do Estado, mas que se faça de forma selectiva salvaguardando a exequibilidade de uma política económica virada para a inovação, produção e emprego e para a manutenção de políticas sociais que garantam o respeito pela dignidade dos portugueses na reforma, na doença e no desemprego.
A disciplina orçamental imposta sem uma estratégia bem definida, prejudica seriamente a economia, reduz a competitividade e mina as perspectivas de adequadas políticas sociais.
O "colossal trabalho" que tem sido referido pelo primeiro-ministro deverá ser o de conciliar a redução selectiva da despesa pública com uma tributação justa, do ponto de vista social e proporcional do ponto de vista da intensidade, em ordem a garantir o desenvolvimento económico e a manutenção de adequados níveis de protecção social.
Temos a clara consciência que o cumprimento do objectivo do défice para este ano (5,9%) é decisivo.
Mas, em nosso entender, não menos decisivo é não nos resignarmos aos nove trimestres de continuada recessão que o ministro das Finanças anuncia e parece aceitar como uma inevitabilidade. Se em 2012 Portugal continuar em recessão será o único país da UE a empobrecer. A média prevista para o crescimento da UE naquele ano é de 1,9% e a própria Grécia depois de uma queda de 3,5% em 2011 vê o seu PIB aumentar 1,1% em 2012 (previsões macro económicas da CE e da OCDE). É pois indispensável e urgente mobilizar a vontade e a confiança dos empresários, dos trabalhadores e das respectivas organizações para adoptarem estratégias de inovação e de internacionalização capazes de combaterem ou atenuarem a recessão anunciada. Ao Governo competirá aplicar as políticas que apoiem decididamente o sector privado neste combate não se deixando tolher por princípios ideológicos que impedem ou dificultam a intervenção do Estado na utilização de todos os instrumentos ao seu alcance para dar confiança às empresas e reforçar a sua competitividade.
Como disse no início é cedo para que de forma conclusiva possamos saber para onde este Governo leva o nosso País. Todos desejamos que Portugal percorra os caminhos da Paz, da Justiça e da dignidade Nacional, e tudo faremos, de acordo com os nossos princípios, para que assim aconteça.As declarações produzidas e as decisões tomadas pelo Governo nestes primeiros tempos geram mais preocupações do que confiança. Aguardemos, com a certeza de que em Democracia haverá sempre alternativas.» [DE]
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CAMBADA! FAÇAM O FAVOR DE FAZER SACANINHAS AOS GASPARZINHOS...
SNS OUT
Estomatologia, óculos (armações e lentes), calçado ortopédico, próteses para várias aplicações, ambulâncias, termas, etc. Acaba amanhã.
Comunicado: «No âmbito da redefinição das regras de acesso às prestações de saúde e tendo em conta os compromissos internacionais do Estado português, torna-se necessário, de acordo com as orientações da tutela, reavaliar a função dos reembolsos directos aos utentes do SNS e suspender o seu pagamento.» Paulo Macedo, banqueiro, não foi escolhido à toa para ministro da Saúde...
[Cacha: Público.]
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OUVIR MÚSICA DE OUTROS VERÕES

Porque é que os anos 80 são importantes na história da música? Começamos por um facto: Michael Jackson lançou, em 1982, o álbum Thriller, o mais vendido de todos os tempos.
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09 agosto 2011
COISAS SÉRIAS
Excertos da entrevista que Miguel Sousa Tavares deu a João Céu e Silva. Sublinhados nossos. Do Diário de Notícias:
«[...] Este governo vai cumprir o mandato porque o Governo tem um Seguro. Chama-se António José. [...] Mas Cavaco tem opiniões? [...] Só vejo o Presidente falar após factos consumados, a fazer análise e constatações óbvias. Agora alerta contra as agências de rating, mas há seis meses era para que não fôssemos contra elas, porque estavam a fazer o seu trabalho. A sua capacidade de previsão — que se está sempre a auto-elogiar! — é muito curta. [...] Acho que Sócrates foi muitíssimo bem-educado quando lhe pediram um comentário a seguir ao discurso de posse e se limitou a dizer que era injusto. Cavaco fez o discurso todo contra o Governo, como se não houvesse uma situação internacional de crise. Agora, é o discurso ao contrário. [...] O BIC não oferece 40 milhões, recebe 510 milhões, porque o Governo vai lá pôr 550. O BIC consegue até que o Governo vá custear as indemnizações aos trabalhadores despedidos e, posteriormente, pagar o subsídio de desemprego; limpar o que é incobrável e oferece-lhes os fundo de maneio para terem o rácio de capitais que o Banco de Portugal exige. [...] No outro dia, com um amigo, começámos a assentar nomes das personagens do Governo de Cavaco Silva. Metade teve problemas com a justiça ou é suspeito de poder vir a ter! É extraordinário, para um homem que se gaba tanto da sua integridade, e o mínimo que se pode dizer é que não soube escolher os colaboradores.»
[Foto de Orlando Almeida para o DN.]
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08 agosto 2011
AFINAL NÃO É O GRANDE LUTADOR DA CLASSE OPERÁRIA
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