17 novembro 2011

A GREVE GERAL


A Greve Geral

Assim como outros europeus já fizeram e irão fazer, os portugueses realizarão uma greve geral no próximo dia 24 de novembro. Essas ações populares possuem uma série de paralelismos com as greves gerais na Europa e nos EUA no final do século XIX e nas primeiras décadas do século XX.

As greves gerais foram comuns na Europa e nos EUA no final do século XIX e nas primeiras décadas do século XX. Suscitaram grandes debates no interior do movimento operário e dos partidos e movimentos revolucionários (anarquistas, comunistas, socialistas).

Discutia-se a importância da greve geral nas lutas sociais e políticas, as condições para o seu êxito, o papel das forças políticas na sua organização. Rosa Luxemburgo (1871-1919) foi uma das mais destacadas presenças nesses debates. A greve geral – que nunca deixou de estar presente na América Latina e ressurgiu com força na Primavera do Norte de África – está de volta na Europa (Grécia, Itália, Espanha e Portugal) e nos EUA.

A cidade de Oakland, na Califórnia, que ficara conhecida pela greve geral de 1946, voltou a recorrer a ela no passado dia 2 de novembro e, na primavera deste ano, os sindicatos do estado de Wisconsin aprovaram a greve geral no momento em que a cidade de Madison se preparava para ocupar o edifício do parlamento estadual – o que fez com pleno êxito – em luta contra o governador e a sua proposta de neutralizar os sindicatos, eliminando a negociação colectiva na função pública.

Qual o significado deste regresso? Sendo certo que a história não se repete, que paralelismos se podem fazer com condições e lutas sociais do passado?

De âmbitos diferentes (comunidade, cidade, região, país), a greve geral foi sempre uma manifestação de resistência contra uma condição gravosa e injusta de carácter geral, ou seja, uma condição susceptível de afetar os trabalhadores, as classes populares ou até a sociedade no seu conjunto, mesmo se alguns sectores sociais ou profissionais fossem mais diretamente visados por ela.

Limitações dos direitos cívicos e políticos, repressão violenta do protesto social, derrotas sindicais no domínio da protecção social e deslocalizações de empresas com impacto direto na vida das comunidades, decisões políticas contra o interesse nacional ou regional (“traições parlamentares” como a opção pela guerra ou pelo militarismo), estas foram algumas das condições que no passado levaram à decisão pela greve geral.

No início do século XXI vivemos um tempo diferente e as condições gravosas e injustas concretas não são as mesmas do passado. No entanto, ao nível das lógicas sociais que lhes presidiram há paralelismos perturbadores que fluem nos subterrâneos da movimentação para a greve geral do próximo dia 24 de novembro em Portugal.

Ontem, foi a luta por direitos de que as classes populares se consideravam
injustamente privadas; hoje, é a luta contra a perda injusta de direitos por
que tantas gerações de trabalhadores lutaram e que pareciam ser uma
conquista irreversível.

Ontem, foi a luta pela partilha mais equitativa da riqueza nacional que o capital e o trabalho geravam; hoje, é a luta contra uma partilha cada vez mais desigual da riqueza (salários e pensões confiscados, horários e ritmos de trabalho aumentados; tributação e resgates financeiros a favor dos ricos – o “1%”, segundo os ocupantes de Wall Street – e um quotidiano de angústia e de insegurança, de colapso das expectativas, de perda da dignidade e da esperança para os “99%”).

Ontem, foi a luta por uma democracia que representasse o interesse das maiorias sem voz; hoje, é a luta por uma democracia que, depois de parcialmente conquistada, foi esventrada pela corrupção, pela mediocridade e pusilanimidade dos dirigentes e pela tecnocracia em representação do capital financeiro a quem sempre serviu.

Ontem, foi a luta por alternativas (socialismo) que as classes dirigentes reconheciam existir e por isso reprimiam brutalmente quem as defendesse; hoje, é a luta contra o senso comum neoliberal, massivamente reproduzido pelos media subservientes, de que não há alternativa ao empobrecimento das maiorias e ao esvaziamento das opções democráticas.

Em geral, podemos dizer que a greve geral na Europa de hoje é mais
defensiva que ofensiva, visa menos promover um avanço civilizacional do
que impedir um retrocesso civilizacional.

É por isso que ela deixa de ser uma questão dos trabalhadores no seu conjunto para ser uma questão dos cidadãos empobrecidos no seu conjunto, tanto dos que trabalham como dos que não encontram trabalho, como ainda dos que trabalharam a vida inteira e vêem hoje as suas pensões ameaçadas.

Na rua, a única esfera pública por enquanto não ocupada pelos interesses financeiros, manifestam-se cidadãos que nunca se participaram em sindicatos ou movimentos nem imaginaram manifestar-se a favor de causas alheias. De repente, as causas alheias são próprias.


Gargalhadas do baralho
as palhaçadas


O diálogo da gargalhada
1 - Temos estes gajos da troika, ou do triunvirato como diz o Dentuças, na mão. Damos-lhes umas dicas e os gajos, zás! Ah, ah, ah!
2 - Foi de mestre acertamos o passo aos servidores do Estado e deixarmos para os gajos a ideia de esfolar todos os outros, ah,ah,ah!
3 – Olha ali aquele pacóvio que assalariámos para lixar o Sócras a estrebuchar como um porco, ah, ah, ah!
LNT

ENCONTRO EM SAMARRA




 Hoje, naSábado,  Eduardo  Pitta  escreve sobre Encontro em Samarra, o primeiro romance de John O’Hara (1905-1970). O livro está em 22.º lugar na lista que a Modern Library publicou em 1998 relativa aos 100 melhores romances de sempre em língua inglesa. Tendo como pano de fundo os anos terminais da Lei Seca e o Crash de 1929, Encontro em Samarra continua a ser considerado o melhor dos quinze romances que O’Hara escreveu. Regra geral, a crítica tem uma predilecção especial pelos contos do autor. Julian McHenry English, o protagonista, é o alter ego de O’Hara, girando a intriga em torno do seu (de Julian) processo autodestrutivo. Considerando-o obsceno, a Austrália proibiu a importação do livro nos anos 1930.
Li esta obra na minha juventude e tive o gosto de a incluir na biblioteca da unidade militar onde prestei serviço militar obrigatório, nos Açores-Terra Chã (Hospital Militar da BA4-1962. 

É A ECONOMIA ESTÚPIDOS!


O roque e a amiga
Os alemães na sua arrogância, e Merkl e o seu factotum Sarkozy na sua estupidez, ainda não perceberam que, se não existe integração financeira na União Europeia, não existe integração económica.
E que o desempenho das suas economias, em particular da alemã, está muito  dependente do comportamento das  economias do sul da Europa. Ainda não perceberam que o seu excedente comercial é o défice comercial do sul da Europa. E que se a Grécia, Portugal, Espanha e Itália estiverem mal, a Alemanha ( e a França) deixam  de exportar para cá automóveis, televisões, frigoríficos, máquinas de lavar, etc...
E, consequência disso, a sua economia entrará também em recessão.
Os arrogantes alemães e os estúpidos Merkl e Sarkozy ainda não perceberam que injectar eurobonds no sul da Europa é financiar as suas próprias economias.
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CHINA -UMA SUPERPOTÊNCIA


Superpotência para alguns, China ainda busca meios para reduzir número de pobres. Num documento apresentado nesta quarta (16), China afirmou que sua estratégia de redução da pobreza rural fez o número de pobres no campo cair de 94 milhões para 27 milhões em dez anos. Mas diferenças no conceito de pobreza e migração rural "favorecem" dados do governo, que busca novas formas de ampliar acesso à saúde e educação.

Superpotência ou país em desenvolvimento? Os Estados Unidos preferem definir a China pelo primeiro termo, a China se valoriza da segunda maneira. A realidade é que o gigante asiático tem centenas de milhões de pobres.
Em um documento apresentado nesta quarta-feira (16), o governo avaliou que graças a sua estratégia de redução da pobreza rural, esta diminuiu de mais de 94 milhões de pessoas no final de 2000 a cerca de 27 milhões no final de 2010, “conquista equivalente a tirar toda a França da pobreza”, segundo a agência oficial Xinhua.
Mas o copo também está meio vazio. Um notável buraco da estratégia social chinesa é a migração interna, uns 200 milhões de pessoas de zonas rurais que procuram trabalho na cidade e que não têm acesso a serviços de saúde ou educação do Estado.
Os camponeses chineses, que hoje formam pouco mais da metade da população total (quase 1,4 bilhões de pessoas), são um espinho no coração da revolução. Setor chave da vitória comunista liderada por Mao Tse Tung, os camponeses receberam suas terras da reforma agrária na década de 50 e passaram a sustentar, com seus impostos e sua pobreza, a industrialização e modernização nacional.
Segundo o governo, esta situação está mudando graças aos programas de redução da pobreza que vêm impulsionando desde 2000. Na primeira década do século XXI o gasto estatal para a redução da pobreza triplicou com um aumento médio de 11,9% anual, resolvendo, segundo o documento oficial, os problemas de subsistência, alimentação e vestimenta dos residentes rurais, enquanto o analfabetismo baixou de 12% no princípio da década a 7% atualmente.
O copo meio vazio desta avaliação é a definição de pobreza do governo. Segundo as autoridades, pobres são os que ganham menos de 1.274 yuans anuais (uns 200 dólares). Este valor está muito abaixo do barômetro internacional que rondou o dólar diário.
Seja qual for a medida, as cifras mostram expectativas muito longes das de uma superpotência mundial. Se por um lado se avançou, por outro não há razões para estourar champanhe. A realidade é que 27 milhões de pessoas não chegam a 54 centavos de dólar diários, 67 milhões mal superam esta marca e o número total seria muito maior se fossem aplicados outros critérios.
O governo é consciente destas limitações e - em especial depois do leve giro à esquerda representado pela dupla formada pelo presidente Hu Jintao e o primeiro-ministro Wen Jiabao – vem estimulando programas sociais focalizados junto a projetos estruturais como a universalização de um sistema de pensões e de atenção médica.
Em agosto o primeiro-ministro Wen Jiabao anunciou que em 2015 toda a população rural teria acesso à aposentadoria. Uns 50 milhões de pessoas de um programa piloto lançado em 2008 para as zonas mais pobres do país já estão recebendo esses benefícios.
A política governamental enfrenta, porém, um totem intocável: o “hukou”. Este registro de residência, criado em 1958 para controlar o fluxo migratório interno, é vital para aceder aos serviços estatais de saúde e educação.
Nas últimas duas décadas o milagre econômico chinês se alimentou da mão-de-obra barata que este fluxo camponês acrescenta, calculado hoje em 14% da população. Nas cidades ganham mais que no campo, mas pagam um preço. Na área de saúde têm a opção de se tratar como pacientes privados ou retornar ao seu lugar de origem, onde muitas vezes não têm acesso à atenção necessária.
No plano educativo, têm que mandar seus filhos às escolas privadas de organizações voluntárias ou deixá-los com seus avós ou parentes. Em agosto e setembro a imprensa local publicou nas primeiras páginas o fechamento destas escolas para trabalhadores migrantes na capital Beijing e o escândalo que significava uma população infantil sem direito à educação.
O sistema é tema de debate e de alguns programas piloto para torná-lo flexível, mas no momento não há sinais de reforma séria. Sem mudanças neste nível, as medições de pobreza na China terão o sabor de uma estatística distorcida por malabarismos burocráticos

in Carta Maior.

DIVIDIR PARA REINAR


Este será, provavelmente, o governo mais incompetente de que há memória, mas numa coisa mostra ser mestre: ao penalizar os funcionários públicos recebeu fortes ovações dos trabalhadores do sector privado. Ao roubar os reformados, puniu quem não tem já meios nem forças para lutar pela defesa dos seus direitos. O lema deste governo é "dividir para reinar". O lema dos fracos que assim escondem as suas fraquezas. Tenho no entanto a sensação que em breve os trabalhadores do privado vão provar do mesmo fel e lá para meados de 2013, PPC e sus muchachos vão ter uma grande surpresa. Não estamos certos que o padrinho Ângelo volte a entregar os negócios do lixo ao Coelho...
Postado por Carlos Barbosa

16 novembro 2011


Depois de ser mais troikista do que a troika Passos Coelho apostou agora em ser mais alemão do que a Merkell e para que ninguém tenha dúvidas já seguiu a ideia da Assunção e adotpou um dress code para a reunião do Conselho de Ministros. A partir de agora todos os ministros apresentar-se-ão nas reuniões trajados a vigor.

Paulo Portas aderiu desde logo à ideia e para que as más-línguas não digam que anda desaparecido ou é mais americano do que germanófilo até fez questão não só de pousar, mas de proporcionar um momento raro ao posar junto a uma mulher que não é a sua mãe, ao lado da virginal Assunção Cristas.





CLOM MUITA HONRA PORTINGUISTA SEMPRE

COM MUITA HONRA SPORTINGUISTA SEMPRE. 







Para os sportinguistas





Afinal quem é o maior? Não é fácil, pois não?

*20 factos verídicos:* Todos passam no Canal História
1.     O SPORTING é o único grande Clube nacional que não alterou o seu ano de fundação.
2.     O SPORTING é o único Clube do Mundo que, neste momento, tem dois museus oficiais (Lisboa e Leiria).
3.     O SPORTING possui o Jornal de clubes mais antigo do Mundo (o primeiro número foi publicado a 31 de Março de 1922).
4.     O SPORTING detém o jogador mundial com melhor média de golos em jogos do Campeonato Nacional (Fernando Peyroteo com 1,68 golos/jogo).
5.     O SPORTING cedeu o 1.º jogador português à Selecção da Europa: José Travassos em 1955 (vitória da Selecção da Europa à Inglaterra por 4-1, em Belfast).
6.     O SPORTING é, actualmente, o único Clube mundial que formou dois FIFA World Player: Luis Figo (2001) e Cristiano Ronaldo (2008).
7. O SPORTING desde o início das competições europeias de clubes, só é ultrapassado em n.º de participações pelo Real Madrid (54) e Barcelona (53). Os Leões somam 51.

8.     O SPORTING apontou o 1.º golo na Taça dos Clubes Campeões Europeus, em futebol: João Martins frente ao Partizan de Belgrado, a 4 de Setembro de 1955.
9.     O SPORTING tem 22 taças europeias conquistadas, o Real Madrid 26 e o Barcelona 66. No entanto, somente os «leões» e o Barcelona venceram em quatro modalidades distintas.
10.   O SPORTING ainda hoje detém recordes nos títulos europeus conquistados (excepto andebol):

Atletismo:    Único Clube europeu com vitórias em pista e cross: por 2 vezes sagrou-se hexacampeão em cross.

Hóquei em patins: Maior goleada de sempre por 33-1 ao H. Gujan (França), nos quartos-de-final da Taça CERS, em 1983/1984.

Futebol:       Maior goleada de sempre por 16-1 ao Apoel Nicósia (Chipre), nos oitavos-de-final da Taça dos Vencedores das Taças, em 1963/1964.
11.   O SPORTING é o 2.º Clube europeu com maior n.º de atletas olímpicos (109 até Pequim'08) a seguir ao Barcelona. No entanto, estes 109 atletas «leoninos» actuaram em 10 modalidades distintas e, os do Barcelona, apenas em seis.
12.   O SPORTING é o único Clube nacional (e dificilmente haverá outro na Europa e no Mundo), que nos últimos 48 anos teve atletas em todos os Jogos Olímpicos realizados.
13.   O SPORTING, desde que existe o Comité Olímpico Português, esteve em 24 dos 28 Jogos Olímpicos realizados (apenas ausente em 1920, 1934, 1936 e 1956).
14.   O SPORTING é a equipa portuguesa com mais medalhas olímpicas conquistadas (8 no total: 3 de ouro, 4 de prata e 1 de bronze).
15.   O SPORTING teve o 1.º atleta nacional a participar nos Jogos Olímpicos (António Stromp, em Estocolmo - 1912), bem como o 1.º atleta nacional a conquistar uma medalha de Ouro (e a ouvir o Hino Nacional): Carlos Lopes em Los Angeles - 1984 -, na difícil prova da maratona.
16.   O SPORTING detém a maior goleada da história dos Campeonatos de Portugal (18-0 ao Torres Novas, em 1927/1928), dos Campeonatos Nacionais (14-0 ao Leça, em 1941/1942) e das Taças de Portugal (21-0 ao Mindelense, em 1970/1971).
17.   O SPORTING detém o recorde de golos (por equipa) numa só época do Campeonato Nacional: 123 golos em 26 jornadas (época 1946/1947) com uma média fantástica de 4.7 golos por partida.
18.   O SPORTING, segundo uma reportagem da BBC, está num patamar superior ao Ajax: "O clube holandês é considerado um clube de topo na formação. Um estatuto apenas igualado pelo Sporting. Os «leões» possuem, no entanto, uma Academia mais bem apetrechada".
19.   O SPORTING é o Clube que mais jogadores cederam à Selecção Nacional em fases finais do Campeonato do Mundo de futebol (24 no total vs 21 do Benfica e 18 do Porto).
20.   O SPORTING assume a sua dimensão mundial quando olhamos para os 380 Núcleos, Filiais e Delegações espalhados pelos cinco continentes, sendo o único Clube nacional com esta presença universal e verdadeiramente global.

Por tudo isto, merece ser guardado, mesmo pelos adversários.











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UMMISTÉRIO NEONAZI

TENTAR ENTENDER O FM DO MUND


Versão para Impressão

Após repressão, ativistas planeiam novos protestos nos EUA

Horas após serem expulsos pela polícia de Nova York da praça onde estavam acampados há dois meses, manifestantes do movimento Ocupa Wall Street convocaram novos protestos e uma assembleia geral a ser realizada em outra parte de Manhattan. Eles garantem que a repressão policial não intimidará o movimento. Em Oaklan centenas de policiais expulsaram manifestantes que ocupavam praça central da cidade há mais de um mês.

NO FUTURO AS REFORMAS SERÃO MAIS BAIXAS

                                                                                                                              


As reformas de muitos portugueses, num futuro próximo passarão a ser de  60 por cento do seu salário,  refere um estudo sobre poupança divulgado hoje pela Associação Portuguesa de Seguradores. Fernando Alexandre, um dos responsáveis do estudo, disse hoje em Lisboa, na conferência da APS, que "algumas pessoas vão passar a ganhar pouco mais de metade do seu ordenado quando se reformarem e os portugueses ainda não se aperceberam disso"...O professor catedrático da Universidade do Minho alertava para o facto de, depois da reforma de 2007 da Segurança Social promovida pelo então ministro Vieira da Silva,  os futuros reformados portugueses, que andam  actualmente nos 30 a 40 anos de idade, verão o seu rendimento baixar para cerca dos 60 por cento,

COELHO É PARA O TACHO
















  • Lusa




  • Pronto, confesso: eu gosto do Passos Coelho!

    Na minha opinião ele é um original. É o único Coelho que não teme o caçador, de tão habituado que está a dar tiros nos próprios pés. Além disso, é dono de um sentido de humor refinado, como ficou provado nas últimas eleições legislativas. Chamar à sua campanha eleitoral "campanha da verdade" revela um domínio da ironia que, tenho de reconhecer, invejo.
    Foi durante a campanha eleitoral que comecei a simpatizar com o líder do PSD. Quem me conhece sabe que não resisto a uma boa piada, e com Eduardo Catroga e Fernando Nobre a apoiarem a sua candidatura Passos Coelho conquistou-me logo ali, ainda eu não sonhava que metade da sua campanha ia ser feita em Lá Menor. Aliás, se há coisa que posso apontar hoje ao nosso primeiro-ministro é o facto de, desde que foi eleito, nunca mais ter aparecido a cantar. Cheira-me que Passos Coelho é como a Dina: hoje em dia só os ouvimos a cantar em tempo de eleições.
    Outra coisa que admiro em Passos Coelho é a inteligência. Por exemplo: depois de ter subido o IVA dos refrigerantes e dos bilhetes para espectáculos, percebeu que mexer no IVA do vinho depois de uma ano em que o Benfica não foi campeão era má ideia. Como não gostar de uma pessoa assim?
    E sim, eu sei que há quem o acuse de ter mentido e de não cumprir as promessas. A essas pessoas só tenho uma coisa a dizer:
    a electricidade e o gás passaram de IVA de "bens essenciais" para IVA de "bens de luxo", mas o certo é que Passos Coelho sempre disse que era o "o mais africano de todos os candidatos"!

    EUROPA LOW COST

                                                                                                                                           

    Esta semana assinalou-se a data da queda do Muro de Berlim.  Podemos dizer com alguma certeza que o velho  continente se transformou nesse dia.  Um dos efeitos colaterais mais perniciosos foi ter dado a possibilidade à D. Merkel de saltar da Alemanha de lá (comunista)  para o lado de cá.  Hoje os donos da Europa, sob a batuta pouco competente da liderança alemã, preparam-se para voltar a erguer uma cortina. Desta vez é muito mais poderosa:  não é feita de tijolos, mas de diferenças de riqueza e de dinheiro.  De um lado os países poderosos que lucraram com a integração europeia e mais algumas nações demasiado populosas e militarmente poderosas para serem deixadas cair.  Do outro lado, as vítimas de um processo de globalização e de integração europeia que lhes destruiu os sectores produtivos em trioca de subdsídios e crédito fácil.  O crédito acabou.  Os subsídios estão no fim.  As indústrias nacionais não voltam... Restam as dívidas. O projecto europeu afirmava que que ia construir uma zona de prosperidade para todos.
    Décadas depois, os países mais pobres continuam na mesma e os donos do continente estão mais ricos. Afirmar que é possível dividir a uropa em duas zonas monetárias e manter a União Europeia é mera propaganda.  A UE está acabada.  Deve o funeral a um conjunto de líderes que foram competentes a conseguir mais proveitos para os seus, mas nessessáriamente incompetentes a resolver a crise económica mundial e os problemas dos povos da Europa.

    DEPOIS DE MAIS TROIKISTA QUE A TROIKA - MAIS ALMÃO QUE A MERKEL


    Depois de ser mais troikista do que a troika Passos Coelho apostou agora em ser mais alemão do que a Merkell.  E para que ninguém tenha dúvidas já seguiu a ideia da Assunção e adotpou um dress code para a reunião do Conselho de Ministros. A partir de agora todos os ministros apresentar-se-ão nas reuniões trajados a rigor.
    Paulo Portas aderiu desde logo à ideia e para que as más-línguas não digam que anda desaparecido ou é mais americano do que germanófilo até fez questão não só de pousar, mas de proporcionar um momento raro ao posar junto a uma mulher que não é a sua mães, ao lado da virginal Assunção Cristas


    de O Jumento

    A INFORMAÇÃO DA RTP INTERNACIONAL DEVE SER FILTRADA??!!


    a democracia

    “A bem da Nação”, a informação emitida pela RTP Internacional deve ser “filtrada” e “trabalhada” pelo Governo, defendeu João Duque, nesta terça-feira de manhã. Um tratamento que, acrescentou, “não deve ser questionado”.
    Que alguém defenda, no exercício de uma responsabilidade que lhe foi conferida por um governo democrático, que a informação deve ser um produto de propaganda, e que a propaganda deve ser concebida pelo governo, e que o uso que o governo faça dessa foice não deve sequer ser questionado - só demonstra o estado de degradação a que chegou a nossa república. Não é por haver, como há em todo o lado, pessoas bizarras que, por mais altas que sejam as suas responsabilidades, vivem em permanente estado de incompreensão do que é a democracia. É, isso sim, por ter o pântano de tal modo atingido o estatuto de suposta normalidade que instila nessas pessoas a ousadia de, repito, no exercício de responsabilidades que lhe foram conferidas por um governo democrático, expressarem publicamente uma ideia tão intrinsecamente totalitária. daqui

    a democracia

    PAÍS DE PALERMAS E PRESUMIDOS - NUNCA CONSEGUIMOS SER RICOS

    Queremos um Simplex para Palermas

     

     

     

     

    Queremos um Simplex para Palermas


    Os metais preciosos vieram aliviar momentaneamente os problemas financeiros de Portugal. O desequilíbrio da balança comercial entre Portugal e Inglaterra, que se tornara um dado estrutural a partir do início do século XVIII, foi por vários anos compensado pelo ouro vindo do Brasil. Os metais preciosos realizaram um circuito triangular: uma parte ficou no Brasil, dando origem à relativa riqueza da região das minas; outra seguiu para Portugal, onde foi consumida no longo reinado de D. João V, em especial nos gastos da Corte e em obras como o gigantesco palácio-convento de Mafra; outra parte, finalmente, de forma direta, via contrabando, ou indireta, foi parar em mãos britânicas, acelerando a acumulação de capitais na Inglaterra.
    Boris Fausto, História Concisa do Brasil, EDUSP, pp. 52-53

     

     

    OS JOTINHAS


    Já aqui escrevi - e fui bastante criticado- que as jotinhas dos partidos são uma espécie de escolas de inúteis que escolhem a política como profissão, porque não sabem fazer mais nada, senão viver encostados a padrinhos que os alcandoram às luzes da ribalta.

    Alguns não passam nunca de servos de gabinete, outros chegam a membros do governo e, os mais espertos, passam pelo governo apenas durante o tempo necessário para criar as redes que lhes permitam encostar-se numa empresa ou instância internacional, onde passeiam a sua incompetência, mas disponibilizam a rede de contactos necessários a quem lá trabalha, para fazer bons negócios. Resumindo, as jotas são, hoje em dia, cursos de relações públicas mais ou menos rascas, que desenrascam acomodados. O importante é terem uma "boa agenda" de contactos
    Não admira, por isso, que quando se reúnem em congresso tenham ideias brilhantes como exigir isenção de portagens nas SCUT para os estudantes universitários.
    A leitura da notícia já me provocou vómitos suficientes e não vou alongar-me na análise. Limito-me por isso a lembrar esta canção do Zeca:

    Os Meninos Nazis

    O país vai de carrinho
    Vai de carrinho o país
    Os falcóes das avenidas
    São os meninos nazis

    Blusão de cabedal preto
    Sapato de bico ou bota
    Barulho de escape aberto
    Lá vai o menino-mota

    Gosta de passeio em grupo
    No mercedes que o papá
    Trouxe da Europa connosco
    Até à Europa de cá

    Despreza a ralé inteira
    Como qualquer plutocrata
    Às vezes sai para a rua
    De corrente e de matraca

    Se o Adolfo pudesse
    Ressuscitar em Abril
    Dançava a dança macabra
    Com os meninos nazis

    Depois mandava-os a todos
    Com treze anos ou menos
    Entrar na ordem teutónica
    Combater os sarracenos

    Os pretos, os comunistas
    Os Índios, os turcomanos
    Morram todos os hirsutos!
    Fiquem só os arianos !

    Chame-se o Bufallo Bill
    Chegue aqui o Jaime Neves
    Para recordar Wiriamu,
    Mocumbura e Marracuene

    Que a cruz gamada reclama
    e novo o Grão-Capitão
    Só os meninos nazis
    Podem levar o pendão

    Mas não se esquecam do tacho
    Que o papá vos garantiu
    Ao fazer voto perpétuo
    De ir prà puta que o pariu

    SEGURO E A TROIKA

    O HOMEM QUERIA FICAR NA FOTO E FICOU MESMO...
    MAS A FOTO APENAS DOCUMENTA O  ESFORÇO DE SEGURO EM  VER O PASSARINHO E REALÇA  O ENFADO DOS RESTANTES POR NÃO SABEREM O QUE ESTÃO  ALI A FAZER...