30 novembro 2011

AS BELAS UCRANIANAS MOSTRAM O QUE VALEM... SÃO LINDAS!!!




Activistas ucranianas do grupo Femen saíram à rua em acção de protesto. Foi no dia das comemorações da independência da Ucrânia. As mulheres, exibindo os seios nus, juntaram-se a outros contestatários do regime.
Não é a primeira vez que as activistas do Femen marcam, de forma despojada, presença nas ruas. Dias antes, manifestaram-se diante do tribunal que está a julgar a antiga primeira-ministra da Ucrânia, em Kiev. O Femen acredita que Iulia Timochenko é inocente das acusações de ter recebido luvas quando assinou, há dois anos, o contrato de fornecimento de gás com a Gazprom, gigante russa do sector.
O caso da antiga primeira-ministra voltou estar presente na manifestação de protesto no dia da independência, no dia 24. Iulia Timochenko está em prisão preventiva em Kiev. Na segunda-feira, os seus advogados anunciaram que Iulia estava "seriamente doente", e pediam pela oitava vez a sua libertação.
A acção das feministas ultrapassa as fronteiras. Em Junho, seminuas, como é habitual nos protestos, manifestaram-se em frente da Embaixada da Arábia Saudita, em Kiev, para apoiar as mulheres sauditas e criticar a repressão de que são vítimas. Num dos cartazes que exibiam, lia-se: "Carros para as mulheres, camelos para os homens."
As vigorosas activistas do Femen, como é fácil de ver, têm ambições políticas e vão lutar por um lugar no Parlamento ucraniano nas próximas eleições. O seu principal alvo é Viktor Yanukovych, o Presidente ucraniano.

O MERKOZONI



O dirigente do Bloco de Esquerda (BE), Francisco Louçã, apelou  a que o Banco Central Europeu (BCE) mude de política e passe a financiar a economia europeia para impedir o euro de se “desfazer”.
Segundo o professor universitário do Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa, especialista em macroeconomia, “a Europa só pode responder a esta recessão se puser o banco a financiar a economia e a atacar a especulação, a suportar a liquidez e a evitar o estrangulamento pela dívida”.
A consequência de uma ausência de medidas deste género, segundo Louçã, vai ser o “euro desfazer-se” e com ele “a possibilidade e a obrigação de políticas de convergência de uma Europa que ponha para trás as guerras militares, as guerras comerciais”.
O BCE tem estado a actuar ao nível dos mercados secundários, através da compra de títulos da dívida de países em dificuldades, para procurar baixar os juros aplicados a estes Estados-membros, em particular a Itália e a Espanha.
Porém, o dirigente bloquista alertou que o “risco verdadeiro” é o facto de estarem à frente dos processos decisórios europeus “economistas alucinados que olham para a economia como tendo um desígnio cósmico que é destruí-la o mais possível, o mais depressa possível”.
“O problema da Europa é o que se chama, com algum cinismo, uma lei de Murphy. Tudo o que os dirigentes europeus decidem, corre mal. O grande sucesso de uma quarta-feira é a catástrofe da quinta-feira. É a incerteza da sexta e a certeza de que não pode resultar no sábado de manhã”, afirmou Francisco Louçã, no discurso de encerramento da conferência ‘O Euro e a Crise da Dívida’, que decorreu todo o dia no Porto.
Para o responsável do BE, a “classe dirigente da Europa está podre”, estando a caminhar “para a catástrofe” com a chanceler alemã, Angela Merkel, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, aos comandos: “Uma coisa como Merkozoni”. 

O PS ENTREGUE A UM PALERMA

INCLASSIFICÁVEL



Com a abstenção do PS, o OE 2012 acaba de ser aprovado na especialidade, em votação final global. Seguro manteve até ao fim a charlatanice das “negociações” com o PSD, ora em nome da papinha dos bebés, ora em nome dos mais desfavorecidos (a “manobra” dos subsídios é absolutamente repelente). Inclassificável.
Louçã teve uma intervenção portentosa no discurso final da votação do orçamento que vai decidir muita mudança de voto futuro.  O PS e os seus ´Tótós vão ficar a falar sozinhos...

O P.S. ESTÁ ENTREGUE À BICHARADA

O voto do orçamento como salamaleque 

bicho feio
O PS fez muito mal em abster-se na generalidade, e fará ainda pior em abster-se na votação geral final do orçamento remendado. Como escreve hoje Eduardo Cabrita no Correio da Manhã, «O governo de Passos Coelho fez quase tudo para não merecer a abstenção do PS». Ora se fez. Fez tudo e mais alguma coisa. Moral da história: o voto no orçamento não pode ser um salamaleque político. (M.F.in Cortex Frontal) ... Pois... mas Medeiros Ferreira e outras personalidades fundadoras deixaram o PS entregue  à bicharada sem cuidar da sua manutenção... entregando a chave ao transeunte que na oportunidade atravessava o Largo do Rato e foram à vidinha.  Esta situação não honra os fundadores e os dirigentes fujões que se pavoneiam por aí ainda sob a aura de personalidades de um partido que foi importantíssimo na implantação do regime democrático.
Celebra-se a broa de Avintes, os salmonetes de Setúbal, ou as cavacas das Caldas... O PS é um bicho feio e mal tratado, qual cão lazarento desprezível...que ninguém celebra

ASSUSTADOR

      coelho assustador
      "(...) É assustador descobrir que Passos Coelho está convencido de que é possível solucionar o problema português com ajustamentos austeros não acompanhados por uma intervenção radicalmente diferente do BCE e uma política orçamental expansionista nos países com excedentes na balança de transacções correntes. Prosseguir neste caminho é insistir no pré-anúncio do fim do euro.
Ler artigo de Pedro Adão e Silva, publicado em 17 de Novembro no Expresso, dada a sua actualidade que  pode agora ser lido na íntegra seguindo este link.


Amanhã, Passos Coelho vai ser entrevistado na SIC. De quem é que a estação do militante n.º 1 do PSD se lembrou para conduzir a entrevista, uma entrevista eminentemente política? De José Gomes Ferreira, um jornalista de economia, que, quando passa pelo ecrã, faz questão de incitar a mais e mais austeridade: uma espécie de João Duque (com ainda menos letras), que não tem equidistância relativamente às posições em confronto na sociedade portuguesa. Se é para agradar aos estarolas da São Caetano de São Bento, não seria preferível convidar o director do Povo Livre para conduzir a entrevista?
Uma coisa é certa: as manobras de Relvas no âmbito da RTP parecem estar a surtir efeito, constrangendo a liberdade das estações privadas.

À BEIRA DO PRECIPÍCIO...

VÍTOR BENTO

Europa à beira do precipício corre o risco de desintegração


Europa à beira do precipício corre o risco de desintegração
O conselheiro de Estado Vítor Bento alertou ontem que a Europa está "à beira de um precipício" e que se a questão "for mal gerida" corre o risco de "depressão económica e, eventualmente, de  uma  desintegração".O presidente da administração da Sociedade Interbancária de Serviços (SIBS), Vítor Bento, discursava no jantar debate da APGEI, no Porto, tendo defendido que "vai ser muito complicado resolver esta situação sem criar condições de crescimento" para os países da periferia.
"Estamos à beira de um precipício e se as coisas forem mal geridas a Europa pode entrar numa situação de crise bancária generalizada,  de depressão económica e, eventualmente, mesmo  de desintegração", alertou.
Segundo o conselheiro de Estado, "esta situação é muito parecida com a dos anos 30", acrescentando que "o Euro está a ser uma amarra muito forte para a qual não é fácil de arranjar uma solução".
Neste momento, acrescentou, "praticamente todos os países estão em situação de potencial insustentabilidade, portanto todas as dívidas estão praticamente em situação de insustentabilidade sendo  esta  a razão que explica por que é que a crise da dívida se tornou a crise urgente, não sendo ela a origem do problema", justificou.
Advertiu também  que "se não se resolver o problema do crescimento não se resolverão  as condições da dívida",  afirmando  que "a partir do momento em que se criou esta espiral negativa em que as taxas de juro atingiram determinado patamar será difícil voltar para trás.

ALGO QUE MERECE SER CELEBRADO COM UM RESERVA 2007

 Rui Madeira criou o 9.º melhor vinho do mundo em 2010
Rui Madeira criou o 9.º melhor vinho do mundo em 2010



Pioneira na produção de vinho sem adição de sulfitos, a CARM é um projecto familiar que em 2009 viu o seu Douro Reserva 2007 ficar em 9.º lugar na 'Wine Spectator'"Fazer o melhor vinho de Portugal e vendê-lo por metade do preço do segundo melhor". É este o objectivo que Celso Madeira, presidente da Casa Agrícola Roboredo Madeira (CARM), persegue, juntamente com os dois filhos, Rui e Filipe. As quatro quintas da família, com uma vista deslumbrante para o Douro Superior, em Almendra, a 20 quilómetros de Vila Nova de Foz Côa, são o ponto de partida para atingir essa meta, que tem o mercado externo no horizonte.
DN

OS BÁRBAROS


Centenas de estudantes islâmicos invadiram (e vandalizaram) hoje de manhã a embaixada britânica em Teerão, queimando a bandeira britânica, retratos da família real, documentos e mobiliário. A bandeira iraniana foi hasteada no edifício de Gholhak gardens. O ataque foi transmitido em directo pela televisão. Seis funcionários foram mantidos como reféns e libertados ao fim de algumas horas. Ao fim da tarde, depois de evacuado todo o staff, voltou a ser invadida. William Hague considera o sucedido outraged. Estados Unidos, França e Rússia já condenaram o acto. O portal do governo português aos costumes diz nada. Siga os acontecimentos aqui.

29 novembro 2011

VENHA DAÍ MAIS UMA RODADA

                                                                  





Logo que Passos Coelho tomou conhecimento de que, segundo as previsões da OCDE, em 2012, a economia portuguesa deverá recuar 3,2% e o número de pessoas desempregadas atingirá, no próximo ano, 13,8% da população activa, convocou de imediato uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros, onde a notícia deu azo a largos festejos regados com champanhe.
Um ministro retardatário, ao deparar com a libação em curso, perguntou a Passos Coelho o que é o Conselho de Ministros estava a festejar, tendo Coelho retorquido de pronto: como sabe e é público, pois já o anunciei ao país, a política deste governo tem como primeiro  objectivo empobrecer o país. Ora, as previsões da OCDE indicam que Portugal vai empobrecer ainda mais rápido do que o previsto. Não acha o meu amigo que há boas razões para comemorar?
Bom, sendo assim, disse o ministro retardatário, venha daí mais uma rodada!

ESPERAM-NOS FENÓMNOS CLIMÁTICOS EXTREMOS?

Extremos climáticos mais prováveis no futuro (publicado no portal Esquerda.net)

O IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change: Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) lançou esta semana um resumo para decisores políticos baseado num relatório científico sobre fenómenos climáticos extremos a ser publicado em Fevereiro de 2012. Este relatório surge a pedido de um conjunto de chefes de estado de países recentemente afectados por catástrofes naturais fora do comum. O relatório foi elaborado por 220 investigadores de 62 países diferentes, teve 18784 comentários e revisões realizadas pelos melhores especialistas em cada domínio e foi baseado em milhares de artigos científicos publicados nas melhores revistas da especialidade com arbitragem pelos pares.

Centenas de estudantes islâmicos invadiram (e vandalizaram) hoje de manhã a embaixada britânica em Teerão, queimando a bandeira britânica, retratos da família real, documentos e mobiliário. A bandeira iraniana foi hasteada no edifício de Gholhak gardens. O ataque foi transmitido em directo pela televisão. Seis funcionários foram mantidos como reféns e libertados ao fim de algumas horas. Ao fim da tarde, depois de evacuado todo o staff, voltou a ser invadida. William Hague considera o sucedido outraged. Estados Unidos, França e Rússia já condenaram o acto. Siga o caso aqui.

COLAPSO DE ITÁLIA SERÁ O FIM DO EURO








Colapso de Itália será fim do euro - governo italiano

Colapso de Itália será fim do euro - governo italiano
Presidente francês, Nicolas Sarkozy, e a chanceler alemã, Angela Merkel, disseram em Estrasburgo ao primeiro-ministro italiano, Mario Monti, que "o colapso" de Itália levará inevitavelmente ao fim do euro, indicou hoje o governo italiano

O chefe de Estado e a chanceler alemã reafirmaram "o seu apoio à Itália afirmando-se conscientes que o colapso de Itália levará inevitavelmente ao fim do euro e a uma interrupção do processo de integração europeia com consequências imprevisíveis", de acordo com um comunicado do governo italiano publicado após um conselho de ministros.
Durante a mini-cimeira que reuniu na quinta-feira os três dirigentes em Estrasburgo (França), Merkel e Sarkozy manifestaram a sua confiança em Monti e no empenho de Itália "no esforço comum destinado a encontrar soluções para a grave crise financeira e económica da zona euro", acrescentou o governo italiano.
Monti confirmou o objetivo de Itália de atingir o equilíbrio orçamental em 2013 e assegurou que Roma vai aprovar rapidamente medidas destinadas a relançar o crescimento.
As taxas de juro para a Itália continuaram hoje a atingir recordes, um dia depois da reunião de Monti com Merkel e Sarkozy.

REGRAS PARA O CORTE DE SALÁRIOS NA FUNÇÃO PÚBLICA

As regras para o corte de salários na função pública e os seus efeitos
Filed under: Economia,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:08
O aperto orçamental como estímulo à criatividade matemática dos governantes. Resta a consolação de se confirmar que o actual Ministro das Finanças Teixeira dos Santos é bom a fazer contas: Cortes salariais na administração pública: quem ganha e quem perde? Por Vasco Campilho.
Atenho-me a uma questão mais pragmática: quem ganha e quem perde com a forma como foram calculados os cortes salariais? Esta questão já me tinha ocorrido há uns meses, mas finalmente vi um governante a explicar a fórmula do corte de maneira clara:
- até 1500 €, não há corte;
- de 1500 € até 2000 €, aplica-se um corte de 3,5% à totalidade do vencimento;
- a partir de 2000 €, soma-se ao corte de 3,5% um corte de 16% sobre a parcela do vencimento que excede 2000 €;
- em qualquer caso, o corte não poderá exceder 10% do vencimento.
(…)
Como podem ver pelo gráfico, quem aufere entre 1500 e 1920 € teria um corte mais baixo se o governo tivesse optado aplicar a partir de 1500 € o regime que aplicou a partir dos 2000 €. Quem aufere entre 1930 € e 2280 € é beneficiado pelo regime escolhido pelo governo. A partir dos 2290 € e até aos 3990 €, a situação volta a inverter-se: o corte marginal teria uma taxa inferior ao regime actual. De 4000 € para cima, é tudo igual ao litro.

A ESQUERDA EUROPEIA E A CRISE DA DÍVIDA



A resposta europeia a estas crises nacionais, acentuadas pela vulnerabilidade do euro, é bem conhecida: planos de austeridade para recuperar a competitividade a partir da desvalorização dos salários diretos (retirar o subsídio de Natal e de férias, cortar nos salários, aumentar o horário de trabalho) e indiretos (aumento dos custos da saúde e educação, redução das pensões).
 Como disse Warren Buffet, o segundo homem mais rico do planeta, "há uma luta de classes, e é a nossa classe que está ganhando".
Francisco Louçã.

NÃO SE DEMITE! SÓ EMPURRADO... COMO MERECE

O MINISTRO JÁ SE DEMITIU?

Não tem aquele gelado ar gestápico?...

O Público revela hoje que a Rede Nacional de Segurança Interna, tutelada por Miguel Macedo, foi atacada pelos hackers do grupo Lulzsec Portugal, os quais acederam ilegalmente aos computadores do Ministério da Administração Interna. Os dados pessoais de 107 polícias começaram a ser divulgados no domingo à noite: nome, posto, número de identificação, cargo, local de trabalho, número de telefone, contacto de e-mail. O jornal identifica as três esquadras a que pertencem esses 107 polícias. O grupo Lulzsec Portugal explica:

«Em resposta às detenções e violência sobre civis desarmados iremos divulgar os dados de todos os agentes da PSP, esquadra a esquadra, indivíduo a indivíduo, a começar pela esquadra de Chelas
Entretanto, a opinião pública continua à espera que Macedo explique a utilização de polícias à civil na repressão dos manifestantes do passado dia 24. Macedo ainda não explicou se a utilização de polícias à civil na provocação e ulterior repressão de manifestantes faz parte das exigências da troika.

JOSÉ SÓCRATES, OS MERCADOS, ETC.


 


 

 

REMBRANDT
Auto-retrato, 1630
Na actual conjuntura televisiva, quando ouvimos a palavra "mercados" já quase nada nem ninguém faz a pergunta básica de comunicação. A saber: de que estamos a falar? — este texto foi publicado no Diário de Notícias (20 de Novembro), com o título 'Por que não mostram os "mercados"?'.

Vivemos numa cultura visual dominada pela ideologia televisiva. Todos os dias, tal ideologia quer fazer-nos acreditar que as imagens podem mostrar “tudo” e, mais do que isso, que é possível ir à procura de “todas” as imagens. No limite, para dar conta de um crime passional que ocorreu num terreno baldio, a televisão é capaz de mandar um operador filmar a pedra em que o morto bateu com a cabeça, explicando, em off, o modo como a vítima caiu desamparada deixando um rasto de sangue nas ervas...
O “ver tudo/mostrar tudo” é, afinal, um dispositivo de elaborados recalcamentos. Porquê? Porque é também uma cultura do que apenas se nomeia, recusando pensar que imagens poderão (ou poderiam) existir para o dar a ver. Exemplos? Muitos, a começar pela “justiça” dos resultados do futebol... Quando será que nos mostram o tribunal mandatado para a sua aplicação? Nos últimos tempos, o exemplo mais gritante é o dos já célebres “mercados”. A sua designação entrou mesmo na gíria social, sem que ninguém pergunte: de que falamos quando falamos de “mercados”?
Nada disto põe em causa o reconhecimento da nossa grave conjuntura. E apesar de as televisões não ajudarem muito, os portugueses têm aprendido à sua custa que a demonização de um nome (“José Sócrates”, por exemplo) não basta para resolver problemas (mesmo que quem quer que seja possa, legitimamente, considerar que a respectiva governação foi um desastre). Vivemos sob o jugo de uma informação do visível que não reflecte sobre a visibilidade das “coisas” que nomeia.
Numa notável entrevista de Jean-Luc Godard [foto], concedida a Paulo Branco e apresentada no recente Lisbon & Estoril Film Festival, o cineasta de Pedro o Louco e A Nossa Música descreve os “mercados” como sendo os nossos “dragões”: vivemos circundados por um sistema de fábulas informativas cuja única função parece ser a de gerar medos mais ou menos irracionais. Por um lado, não se discute esse poder visceral do dinheiro moderno: o de sustentar relações de compra e venda quando a sua existência já passou por inteiro para o lado do imaginário financeiro. Por outro lado, a repetição incessante da palavra “mercados” apenas serve para instilar no cidadão um cansaço niilista: nada do que possa fazer tem qualquer pertinência no universo assombrado das relações humanas.
Tudo isto, convém referir, no mesmo universo em que os feiticeiros e dragões de Harry Potter são promovidos como a suprema forma de libertação das nossas crianças... Não admira, por isso, que esta ideologia da agitação pela agitação (sempre fascinada por quem parta alguma coisa no meio da rua) ignore o simples facto humano que Godard também recorda. A saber: os “mercados”, a indústria, o cinema ou a televisão são sempre... homens e mulheres. O amor também. Mas para isso temos as telenovelas, essa conspiração audiovisual apostada em fazer-nos crer que o amor é o supremo ridículo.

... AS MALDADES DO PODEROSO SÓCRATES...

Será que a crise é mesmo europeia?
«O rápido agravamento da crise da dívida na Zona Euro ameaça o 'rating' de todos os países europeus, advertiu no domingo a agência de notação financeira norte-americana Moody's.
Num "comentário especial" sobre os países europeus, a agência diz considerar ainda que a Zona Euro vai manter a sua unidade sem outro incumprimento como o da Grécia, mas alerta que mesmo o atual "cenário positivo traz consequências muito negativas para as notas" dos estados europeus.
A Moody's, que recentemente advertiu que a França poderá perder o seu triplo A, caso persistam os elevados custos de financiamento da sua dívida, indica claramente que nenhum país, mesmo os que se consideram sólidos, como Holanda, Áustria, Finlândia ou Alemanha, está imune a um eventual corte do 'rating'[i]
Bem, a crise portuguesa deve ser uma excepção, foi só culpa do Sócrates!
«Dê-se a merecida gargalhada.»...e toca a erigir uma estátua ao Coelho...

28 novembro 2011

SEGURO DESAFIA MAIORIA...

O secretário-geral do PS, António José Seguro, desafiou hoje o Governo e a maioria a apresentarem "prova concreta" da sua disponibilidade para aliviar o esforço dos funcionários públicos e dos pensionistas no orçamento para o próximo ano.
"Espero que esta maioria e este governo dêem um contributo, prova concreta da sua disponibilidade e isso não pode ser só nas palavras tem que ser também na votação", disse António José Seguro.
O secretário-geral socialista falava aos jornalistas no final de um encontro em Lisboa com o Presidente da República de Moçambique, Armando Guebuza, ainda antes de a maioria do PSD/CDS-PP ter anunciado que irá apresentar uma proposta de alteração ao Orçamento para subir o valor a partir do qual serão cortados os dois subsídios de férias e de Natal, para os 1100 euros, e um subsídio, para os rendimentos acima dos 600 euros.
O secretário-geral expressou também a disponibilidade do Partido Socialista para votar "todas as propostas que tornem menos injusto este orçamento e menos penoso o sacrifício pedido aos reformados e aos funcionários públicos".
"O Partido Socialista apresentou propostas que são conhecidas, são do conhecimento do Governo[...]. As nossas propostas são sérias e têm um impacto neutral no orçamento, isto é, o valor do défice comprometido para o próximo ano não está afectado com as propostas socialistas [...]. Trata-se agora de uma questão de vontade política, é saber se a maioria do PSD e do CDS-PP têm ou não vontade política para aprovar as propostas do Partido Socialista que tornam menos injusto este orçamento e apoiam o crescimento da economia", disse Seguro.
Sobre a audiência com o Presidente da República de Moçambique, Armando Guebuza, o secretário-geral socialista adiantou que o encontro foi dominado pelas relações bilaterais e pelas questões do investimento.D.N.

UM COMENTÁRIO ANÓNIMO

Leitor não identificado nesta caixa de comentários:

    Não sejam simplórios. Cavaco está preocupado consigo próprio, claro, e não está mesmo nada contente com o resultado da sua estratégia maximalista para derrubar Sócrates. Sente que contribuiu decisivamente para entregar o Governo a um bando de desmiolados e não quer de todo ficar responsável por esses passos fatais. Mas duvido que seja apenas a ambição de Poder que o mova. Alguma será também, mas a meu ver sobrepõe-se a noção lúcida de que se foi longe de mais e que o nível do jogo alcançou um patamar de irresponsabilidade cujo desfecho é totalmente imprevisível e de cujas consequências o PR ficará sempre na História como o maior dos culpados! Resumindo, Cavaco não suportaria que um simples Coelho acertasse onde ele falhou, mas suporta ainda menos ficar na História como o coveiro da Democracia portuguesa. Afinal de contas, o homem tem é medo de não ter ninguém no seu funeral...