25 novembro 2011

Quinta-feira, Novembro 24, 2011


Viagens na Minha Terra


Lixo (junk bond)




Ou seja:
    • A saída de Sócrates não resolveu o problema, como sustentava a direita; • A austeridade não resolve o problema, antes o agravará.
    . Pelo contrário, a direita ranhosa que vinga junto da bardinagem nacional vai instalar a fome     e  criar mais uns quantos abastados que sugarão os portugas até ao tutano...Os  que gostam de se lançar  aos   precipícios... em busca de uma felicidade...improvável

    O primeiro-ministro zeitgeist

    Passos Coelho foi uma excelente escolha do povo livre para nos conduzir à vitória neste agudizar das crises europeia e mundial. É que o nosso primeiro-ministro tem esta característica extraordinária: surge permanentemente anestesiado. Mesmo quando se obriga a parecer choroso, ou porque está a dizer a quem votou nele que fará exactamente o contrário do que prometeu ou porque partilha convicto o seu ideal de um Portugal ainda mais pobre, no fundo daquela carcaça encontra-se um bloco granítico imune a qualquer transe afectivo. E esse amoralismo pragmático inane adequa-se na perfeição a um projecto governativo politicamente desmiolado, onde a contabilidade se erige como critério absoluto e predatório.

    APANHADO DE COISAS INTERESSANTES

    24 novembro 2011

    GREVE GERAL - EU APOIO

    GREVE GERAL - eu apoio.



    E para o que possa servir.
    Para confrontar a coligação PSD/CDS com a recusa da iniquidade das suas receitas fiscais, esmagando os pobres e a classe média e protegendo a banca e todos os que alimentaram a corrupção e fabricaram a crise, enriquecendo à conta dela.
    Para travar a força destruidora dos preconceitos neo-liberais com que a direita no poder nos arrasa a economia e nos desarma o Estado.
    Para contrapor humana revolta à desumanidade de quem desmantela elementares direitos de quem trabalha ou trabalhou toda a vida.
    E, sobretudo, para reacender a esperança em Portugal. A que vem com a revolta.
    Não basta indignarmo-nos. Organizemo-nos, portanto

    O POTE

    GASPAR
    CUJO EXCESSO DE ZELO
    O LEVA A SER MAIS TROIKO QUE OS DA
    TROIKA
    DEVIA PRESTARMAIS ATENÇÃO

    AO SECTOR QUE É A NOSSA MAIOR DESGRAÇA:
    O POTE  



    23 novembro 2011

    DESPREZO E UM CERTO REVANCHISMO SOCIAL

    Desprezo e um certo revanchismo social




    Pacheco Pereira, hoje na revista Sábado, que saiu um dia mais cedo devido à greve geral:
      '(...) Passos Coelho retirou 25% do poder de compra a centenas de milhares de portugueses, que estão longe de ser mais do que remediados, na melhor das hipóteses, e não teve para com eles uma palavra sequer. Bem pelo contrário, apontou-os no dia seguinte como privilegiados, e como alvo para todos os trabalhadores do sector privado. Nem o ministro das Finanças e nem o ministro da Economia são capazes de incorporar no seu discurso algo que revele qualquer preocupação social pelos efeitos das medidas que tomam. Bem pelo contrário, aparece desprezo e um certo revanchismo social, seja por ignorância do que é o País, seja por razões ideológicas. O modo como se trata da questão do desemprego, é pelo menos, chocante na sua abstracção. Para eles, estar desempregado é urna pura abstracção, um número, uma estatística, infeliz por certo, mas nada mais. (...)'

    CRÓNICA DE UM DESASTRE ANUNCIADO

    Os resultados eleitorais confirmam as piores previsões para o PSOE, que perde mais de 50% da sua bancada parlamentar. Como expressão de que o caráter mais importante do voto foi contra o PSOE e, como consequência, a favor do PP, este conseguiu a maioria absoluta de maneira folgada, mas só aumentou em 20 parlamentares sua bancada. A Izquierda Unida voltou a seu nível anterior às ultimas eleições, passando de 2 a 11 deputados, cortando sua tendência eleitoralmente decrescente.
    Desde que Zapatero, depois de resistir, acabou impondo o pacote recessivo, sob forte pressão dos governos da União Europeia e de Obama –que constrangeu publicamente a Zapatero, anunciando à imprensa que o havia pressionado por telefone na noite anterior ao pacotaço - o roteiro da tragédia estava traçado: recessão, desemprego, aumento acelerado do risco espanhol e derrota eleitoral algo humilhante. Não. Foi lo resultado...
    O PSOE cumpriu à risca o roteiro, cujo teor trágico estava escondido atrás de uma armadilha da unificação europeia. A própria consulta sobre a unificação europeia confessava o seu segredo: perguntava se estavam a favor da moeda única. Era uma unificação antes de tudo monetária e não uma unificação politica, que se dava a reboque daquela. Mais importante que o Parlamento Europeu passou a ser o Banco Central Europeu.
    Depois da lua-de-mel da unificação e do lançamento do euro, o processo de unificação teria, na crise iniciada em 2008, sua primeira grande prova de fogo e o resultado não poderia ser pior. Ao invés de surgir como moeda alternativa ao dólar na hora da crise do dólar, o euro reproduziu, de forma ainda mais negativa, os mesmos mecanismos da crise norte americana. O euro se revelou ser uma armadilha tal, que os países do centro do capitalismo que ainda tem moedas nacionais e portanto podem desenvolver suas políticas monetárias – como os EUA, a Inglaterra, o Japão, a Suécia e os demais países escandinavos – se defendem melhor da crise. Entrando os países do euro estão prisioneiros da moeda única e submetidos aos ditames do Banco Central Europeu, sob a égide da Alemanha... que cuida dos seus negócios, publicamente amancebada com a França mas sem darem mostras que do concubinato possa resultar reprodução. 

     




    Vejamos o que disse Passos Coelho no Twitter antes das eleições:
    "Como é possível manter um governo em que o primeiro-ministro mente?"

    Lá se vai mantendo, lá se vai mantendo... Provavelmente é porque como o próprio Passos Coelho se auto-designou, agora temos um homem de palavra à frente do Governo

    E ... A ESPANHA AQUI TÃO PERTO


    Espanha com a economia à beira de um ataque de nervos

    Parafraseando Lenine, muitos economistas espanhóis se perguntam: o que fazer? A tentação, pelo menos entre as filas dos economistas vinculados ao partido ganhador neste domingo, é produzir um choque de desvalorização sem desvalorizar. Ou seja: baixar custos trabalhistas, eliminar direitos, aliviar empresas de impostos, derrubar os juros corporativos que podem entorpecer o caminho, etc. Uma solução que foi tentada com catastróficas consequências na Argentina, em 2001. O artigo é de Óscar Guisoni.

    A economia espanhola está à beira do colapso? A situação é tão grave como as manchetes dos jornais deixam transcender a cada dia? Ou se trata de um pânico generalizado, alimentado por um punhado de especuladores ansiosos, com pouco fundamento na realidade? Que tipo de crise sacode o país há três anos? E, sobretudo, que soluções existem à vista? Todas estas questões foram debatidas com força, embora sem chegar à profundidade do problema, durante a campanha eleitoral, sem que a maioria da população tenha formado uma ideia muito clara da situação real.
    Diante da dúvida, não há nada melhor que os números para descrever o estado do paciente. O primeiro número que causa impacto é o de desocupados. Com cinco milhões de desempregados - 21,3 por cento da população activa - era óbvio que o assunto ia se transformar no epicentro da campanha eleitoral. Mas os candidatos do PSOE e do PP se emaranharam em mais de uma batalha dialéctica sem explicar à população que os desempregados são um sintoma da crise e não a sua causa principal. Sobre as causas do desemprego não houve grandes debates, ambos aceitaram o fato de que tudo se deve ao estouro da bolha imobiliária de 2008, que deteve de repente um dos grandes motores da economia. E então?
    Se o problema foi o estouro, sustentam algumas vozes económicas com forte peso dentro do Partido Popular que se apresenta a ocupar o governo após o forte triunfo de domingo, a solução será sair com outra bolha como já foi feito outras vezes. Está claro que o PP continua pensando que se pode recorrer a outra bolha como fez com a imobiliária, em seu momento, o primeiro governo de José María Aznar em 1996. Mas o problema não é tão simples, porque a economia espanhola tem um problema sério de competitividade que está relacionado muito mais com a força desmedida do euro, sua moeda obrigatória. Ao longo dos últimos 35 anos a Espanha sempre resolveu suas crises crónicas de emprego recorrendo à desvalorização, um instrumento que agora só pode estar disponível se abandonar a moeda comum europeia, um horizonte que está no cardápio dos economistas conservadores próximos a Rajoy. (ler mais aqui)
    de Oscar Guisoni- in Carta Maior
    Apontamento:
    Por Emir Sader
    O resultado não poderia ser pior para o PSOE. Como em Portugal e na Grecia, a social democracia aplica um duro ajuste fiscal, perde apoio popular e entrega de volta o governo à direita. Sem que apareça ainda o horizonte de superação da dicotomia direita-social democracia, que tem levado a política europeia ao beco sem saída.
    Leia o post na íntegra >>

    "AS ROSAS - DE MACHADO ASSIS


    AS ROSAS
    Rosas que desabrochais,
    Como os primeiros amores,
    Aos suaves resplendoresMatinais;
    Em vão ostentais, em vão,
    A vossa graça suprema;
    De pouco vale; é o diadema
    Da ilusão.
    Em vão encheis de aroma o ar da tarde;
    Em vão abris o seio húmido e fresco
    Do sol nascente aos beijos amorosos;
    Em vão ornais a fronte à meiga virgem;
    Em vão, como penhor de puro afecto,
    Como um elo das almas,
    Passais do seio amante ao seio amante;
    Lá bate a hora infausta
    Em que é força morrer; as folhas lindas
    Perdem o viço da manhã primeira,
    As graças e o perfume.
    Rosas que sois então? – Restos perdidos,
    Folhas mortas que o tempo esquece, e espalha
    Brisa do inverno ou mão indiferente.
    Tal é o vosso destino,
    Ó filhas da natureza;
    Em que vos pese à beleza,
    Pereceis;
    Mas, não... Se a mão de um poeta
    Vos cultiva agora, ó rosas,
    Mais vivas, mais jubilosas,
    Floresceis.

    Machado de Assis, in 'Crisálidas'

              

    POESIA DE FLORBELA


    Languidez

    Fecho as pálpebras roxas, quase pretas,
    Que poisam sobre duas violetas,
    Asas leves cansadas de voar...


    E a minha boca tem uns beijos mudos...
    E as minhas mãos, uns pálidos veludos,
    Traçam gestos de sonho pelo ar...






    Fanatismo


    Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida.
    Meus olhos andam cegos de te ver!
    Não és sequer razão do meu viver
    Pois que tu és já toda a minha vida!
    ...


    E, olhos postos em ti, digo de rastros:
    «Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
    Que tu és como Deus: Princípio e Fim!...»






    Fumo


    Longe de ti são ermos os caminhos,
    Longe de ti não há luar nem rosas;
    Longe de ti há noites silenciosas,
    Há dias sem calor, beirais sem ninhos!






    O nosso mundo


    Que importa o mundo e as ilusões defuntas?...
    Que importa o mundo seus orgulhos vãos?...
    O mundo, Amor?... As nossas bocas juntas!...





    22 novembro 2011

    IMORTAIS

    © Lionsgate

    Um filme a 3D, dos mesmos produtores de 300 com uma caraterização especial, que promete surpreender os mais curiosos. ”Imortais” é um drama que coloca Deuses do Olimpo numa luta contra um mortal, Theseus, homem escolhido por Zeus para salvar a humanidade da sua destruição.
    O MSN cinema não perdeu tempo e colocou online uma serie de vídeos exclusivos que contém importantes visões sobre o realizador Tarsem Singh, direção de arte do filme, vídeo sobre os personagens, desafios de produção, entre outros que contêm curiosidades importantes sobre o tão esperado filme “Imortais”. Revelações sinceras da equipa de produção e design de cenários, personagens, entre outros aspetos do filme são parte integrante nos vídeos exclusivos do MSN.
    Não perca aqui os vídeos exclusivos de “Imortais” que certamente vão surpreendê-lo.





    GASPAR TRANSLÚCIDO

    

     
    Gaspar translúcido... em transe
    na quinta dimensão
    Vai à A.R. e os deputados
    pensam que estão a falar para o boneco

    COM O PASSISMO OS BOYS REPRODUZEM-SE COMO RATOS

     

     

    MARAJÁS


    Não me impressiono com adjuntos e assessores de gabinete. Trabalhei com vários nos ominosos tempos de Guterres (1995-2002) e sei o que casa gasta. Naquele tempo, a maioria dos adjuntos e assessores era recrutada na alta administração pública, auferindo “no gabinete” o vencimento do lugar de origem. Em regra, tratava-se de gente tecnicamente bem preparada. Muitos tinham sido directores-gerais, ou equiparados, e a sua experiência era aproveitada nos andares de cima. Ponto. O delírio chegou com a presidência portuguesa do Conselho Europeu, entre Janeiro e Junho de 2000. Guterres tinha perdido o pé.
    O governo de Passos Coelho conseguiu fazer pior: foi buscar a maioria desse pessoal sabe Deus onde.
    Isto, depois de sustentar a sua ascenção à liderança do PSD, o chumbo do PEC IV e uma campanha eleitoral peronista... no discurso da pré-falência do Estado. Ao arrepio desses princípios, o governo de Passos Coelho nomeou, nos primeiros 40 dias, perto de 600 colaboradores, entre adjuntos, assessores e “especialistas”. Os seus nomes estão disponíveis no Diário da República e no Portal do Governo. E circulam em listas, divulgadas sob diversas formas, a partir dos sítios mais inesperados. Por exemplo, a comunidade portuguesa do Canadá tem sido muito activa: nomes, links de família, currículos, etc. Começa a ser vexatório. E não me refiro à filiação partidária. Esse é o lado para que durmo melhor.
    A imprensa, outrora tão interessada em questionar a marca das cuecas dos boys da PT (uma empresa privada), está caladinha a ver se pinga. Se uma repórter do DN de quem nunca ninguém fixou o nome, consegue chegar a assessora de imprensa do ministro da Economia, auferindo por mês 5900 euros (mais ajudas de custo e subsídios de alimentação, Natal e férias), o melhor é não fazer ruído... Vem a talhe de foice recordar que a referida repórter, Maria de Lurdes Vale de sua graça,
    acaba de ser nomeada para a administração do Turismo de Portugal, lugar menos volátil que o gabinete do ministro Santos Pereira. Nunca se sabe o que pode acontecer nas próximas semanas...
    Depois admirem-se que haja cem polícias a fazer manifs espontâneas à porta do ministério da Administração Interna a 48 horas de uma greve geral...
    [Imagem: ministro Santos Pereira e assessora, foto do Correio da Manhã.]

    in da Literatura


    Mtº.Juiz Carlos Alexandre
    Há sempre alguém de plantão e microfone à porta do Tribunal Central de Instrução Criminal, há sempre uma câmara para apanhar as saídas do juiz Carlos Alexandre, apressado e que varre conversas com um gesto de mão, há sempre uma informação de última hora sobre o interrogatório "que prossegue amanhã"... Seja, parece que suspiramos por isso. Mas já aviso: doses massivas dessas cenas gagas vão fazer-nos perder o gosto pelo fio do discurso. Isto é, a coisa, o substantivo, as pessoas e os actos. Não a espuma do nada. O terreno do IPO, sim. O terreno do IPO. Amanhã, tanta dose de jornalistas de plantão e de câmaras e microfones como baratas tontas - tudo atrapalhado pelas palavras dos homens das leis, tão só deles, embora haja quem insista em torná-las comuns e nossas - vão fazer-nos esquecer o que há interesse em tirarmos a limpo: factos. Os 40 milhões. Emprestados por quem. Porquê. E àqueles. O negócio do terreno. Para o IPO. IPO: Instituto Português de Oncologia. Oncologia: cancro. Aquelas crianças que os futebolistas visitam e nos marejam os olhos. Aqueles homens que o vencem, ou não. Aquelas mulheres que se apalpam e tremem ao diagnóstico. Aquelas bocas secas e cabeças sem cabelo. IPO, pois. O terrenplantão me torne indiferente.o era para ele? O negócio era esse? Espero vir a conhecer os factos - sim ou não - antes que o circo de antes que o circo de plantão me torne indiferente.f.fernandesDN

    Terça-feira, Novembro 22, 2011

    Milu, a nova administradora do Turismo de Portugal, explana a sua visão [1]



    [Maria de Lurdes Vale [ex-membro da secção laranja do DN, ex-super-assessora de imprensa do Álvaro e recém-administradora do Turismo de Portugal (instituto público)], Contra os que sempre passaram à frente [em 20 de Fevereiro de 2011]:
      ‘-Terá de haver uma mudança de vida profunda, e já ninguém terá paciência para ser cúmplice de um regime que premeia os amigos e os conhecidos em detrimento dos que tiveram de fazer o caminho à sua própria custa. Ao contrário do que muitos pensam, esta revolta dos jovens de hoje talvez seja a primeira depois do 25 de Abril que tem pés e cabeça

    A economia vai sofrer uma contracção real de 3% a 4% no último trimestre deste ano face a igual período de 2010, naquele que será o empobrecimento mais rápido e violento de que há memória para os portugueses. Cortes no rendimento das famílias contribuem para queda. Serão as famílias, por via de cortes a fundo

    no consumo, motivados pela nova taxa sobre os subsídios de Natal deste ano e pela falta de crédito bancário, que vão pagar a maior parte do ajustamento. O consumo das famílias vale cerca de 60% da riqueza total da economia. in DN

    »»»»»Ler mais na edição e-

    MARISA MONTE


    bebida é agua.
    comida é pasto.
    você tem sede de quê?
    você tem fome de quê
    ?

    Marisa Monte
    Comida

    APESAR DE NÃO HAVER MULHERES FEIAS...

    ESCOLHEMOS A FOTO DE OUTRA POTENCIAL
     MINISTRA DA JUSTIÇA
    porque a actual é feia
    e
     não faz a síntese das nossas magníficas mulheres
      A Senhora Ministra da Justiça, apesar... dos pesares,  tem o dever republicano de explicar ao país a razão  por que é que nomeou o seu cunhado, dr. João Correia, para tarefas no seu  ministério, bem como cerca de outras 15 pessoas mais, todas da confiança exclusiva dele, nomeadamente, amigos, antigos colaboradores e sócios da sua sociedade de advogados. Isso não é tudo uma questão da vida pessoal e do livre arbítrio de Sua Exª... É também e em especial  uma questão de Estado.
       daqui  

    OS GALHOS ONDE CUCA A BOYADA PSD


     OS CUCOS LARANJA

     

     

    Turismo de Portugal confiado à secção laranja do DN

                                                                           http://2.bp.blogspot.com/-PWH518oODfc/TsroA8x97XI/AAAAAAAADi0/miU9BkVVqV0/s1600/girl_laranja.jpg

                                                                                                                               


    1. O turismo é um dos sectores que têm revelado maior dinamismo na economia portuguesa. Mas a instituição que superintende no sector, o Turismo de Portugal, tinha até hoje um problema complicado que o Álvaro acabou de resolver: o presidente, Luís Patrão, foi, em tempos que já lá vão, chefe de gabinete de Sócrates. Imperdoável. Hoje, recebeu guia de marcha.

    2. Como Passos Coelho mandou o pobre do Álvaro substituir a assessora de imprensa, Maria de Lurdes Vale, era preciso arranjar um poiso para a ex-jornalista da secção laranja do DN. É uma regra de ouro: no circo, nunca se deixam cair os seus artistas. A Milu do DN é alçada à administração do Turismo de Portugal.

    3. É claro que a situação protagonizada por Maria de Lurdes Vale está longe, muito longe, de ser caso único. Mas a graça está na circunstância de, entre assuntos frívolos com que anestesiava os leitores do DN, a super-assessora de imprensa tomava posições curiosas sobre temas da actualidade, sempre em consonância com a agenda dos estarolas da São Caetano. Que tal, por isso, recordar alguns textos de Maria de Lurdes Vale? É de chorar a rir. Fica prometido para amanhã, pode ser?
    in camara corporativa 

    MEDICAMENTOS MAIS BARATOS NOS HIPERMECADOS

    Medicamentos são 20% mais baratos nos hipermercados
    Fotografia © Global Imagens
    Os hipermercados vendem os medicamentos sem receita médica 20 por cento mais baratos do que as farmácias e desde 2005 até hoje baixaram os preços de alguns fármacos, revela um estudo da DECO. Contrariamente às grandes superfícies, as farmácias e outros locais de venda autorizada mantêm a tendência geral de subida de preços.
    Nos pontos de venda dos hipermercados, a factura total dos 19 medicamentos analisados pela DECO fica 20% mais barata do que nas farmácias e 19% relativamente a outros locais de venda.
    "Em Junho de 2011, pagaríamos por aqueles 19 medicamentos, em média, 96,95 euros na farmácia, 96,03 euros noutro local autorizado (parafarmácia, por exemplo). No hipermercado, custariam 80,74 euros, de acordo com a nossa amostra", indica a associação de defesa do consumidor.
    O maior aumento de preços nos últimos cinco anos coube às farmácias no grupo de medicamentos estudados (21%), seguido de outros estabelecimentos autorizados (17%), enquanto nas grandes superfícies o aumento não foi além de 1%.
    Os pontos de venda nos hipermercados foram os únicos a reduzir os preços médios em 11 medicamentos.

    O PASTOREIO E O PASTOR DOS SENHORES DEPUTADOS

    assembleia

     “Eu não vou permitir que este espectáculo continue”. A frase é da autoria de Luís Campos Ferreira, presidente da comissão parlamentar de Economia, e o “espectáculo” foi dado pelos deputados que protestavam com o ministro Álvaro Santos Pereira por ter deixado em casa o Plano Estratégico de Transportes.
    A deputada Ana Paula Vitorino preferiu chamar-lhe “uma fantochada”, mas este foi apenas um dos episódios, no início desta legislatura, que não abona a favor da fraca imagem que a opinião pública tem dos seus representantes na Assembleia da República.
    Umas semanas depois, o deputado social-democrata Pedro Saraiva agarrou em centenas de post-it e deixou um em cada mesa do plenário. A seguir subiu ao palanque e mostrou-se convicto de que “mais de 230 passos serão dados no longo caminho do sucesso a percorrer”.

    AJUDAS AOS INDIGENTES E CALÕES

    dinheiro notas 3

     Graças ao Acordo de Ajuda ao Espaço Económico Europeu (EEE), estabelecido pela Noruega, pela Islândia e pelo Liechtenstein, destinado a 500 milhões de europeus, Portugal é o sexto país que mais apoio financeiro recebe de um total de 15 abrangidos do Centro e Sul da Europa. Para o programa 2009-2014, a Noruega decidiu atribuir 58 milhões de euros a Portugal, mais 31,3 milhões que no anterior programa, para serem utilizados em áreas-chave, que vão da protecção ambiental às energias renováveis, à saúde, à cultura e principalmente às pescas e às actividades marítimas.
    Cinco meses depois de tomar posse, o governo de Lisboa ainda não informou Oslo sobre que entidades ministeriais vão rubricar o memorando de entendimento para o país receber esses fundos...(do i)

    (Os nossos responsáveis não têm tempo...)

    Jardim vai gastar 8,6 milhões em fogo e luzes de Natal

    A Madeira deverá gastar cerca de 8,6 milhões de euros entre 2011 e 2014 em iluminações decorativas de Natal e Fim de Ano, Festas de Carnaval e Festas do Vinho da Madeira.

    PENSÕES MAIS ALTAS TAXADAS ATÉ 50%?

    Passos CoelhO
    O JOSÉ DO TELHADO
    A maioria PSD/CDS vai avançar com uma proposta de alteração ao Orçamento do Estado que passa por aplicar uma taxa às pensões mais altas, que pode ir até 50% do valor mensal recebido. A ideia esteve a ser negociada até ao limite do tempo para a entrega de propostas de alteração (terminou às 0 horas de hoje) e, segundo apurou o i, foi assunto nas conversas entre Passos Coelho e António José Seguro nas negociações sobre o Orçamento.
    O valor da taxa especial ainda não estava decidido à hora do fecho desta edição – altura em que ainda decorria a reunião da maioria parlamentar para alinhar propostas –, mas a ideia de PSD e CDS passa por aplicá-la aos pensionistas com pensões acima de 5 mil euros. A taxa será cobrada de uma só vez, no próximo ano, e pode ir até aos 50% do valor mensal da pensão. Na prática, um reformado que receba mais de 5 mil euros de reforma vai ser chamado a dar um contributo extra, além dos subsídios de férias e de Natal. Segundo a proposta que estava ontem a ser negociada ao fim do dia, um pensionista que receba 5 mil euros poderá ter um corte de, por exemplo, 2500 euros em 2012.
    A medida vai ao encontro da necessidade de se introduzir no Orçamento do Estado uma medida que satisfaça o PS, que insiste em devolver uma prestação a funcionários públicos e pensionistas

    21 novembro 2011

    Veja este vídeo fantástico do MSN: 'Imortais HD' (Trailer)

    Veja este vídeo fantástico do MSN: 'Imort

    Veja este vídeo fantástico do MSN: 'Imortais HD' (Trailer)

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    PERANTE UM GOVERNO RAPACE... ALERTA PORTUGUESES

    O COELHO CANORO

         Vemos escapar-se por entre os dedos tudo aquilo que pensávamos ter seguro. Não sabemos perceber que nada nos é devido caso não afirmemos a defesa dos nossos interesses.
    Tudo e... assim,  também chegaremos à liberdade! são conquistas conseguidas com esforço e sacrifício que não prescindem de permanente vigilância e de pressão reivindicativa porque não são bens inatos, ao contrário do que os pensadores gostam de escrever nos tratados e nas cartas de direitos fundamentais.
    Ou nos lembramos disso todos os dias e não cedemos às chantagens para prescindir daquilo a que temos direito, ou perderemos esses direitos pela voracidade de quem entende que eles serão sempre excessivos ou incomportáveis. Tomemos como exemplo o esbulho das duas remunerações suplementares anuais que gaspares e gasparoikas vão levar a efeito, com toda a falta de vergonha própria dos desavergonhados.  E nunca esquecer e estarmos atentos ao coelho canoro -  chefe da quadrilha. 
    LNT

    Veja este vídeo fantástico do MSN: Espanha/Eleições : PP de Rajoy com maioria absoluta histórica

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    Veja este vídeo fantástico do MSN: 'Lua Nova' - Trailer 3

    Veja este vídeo fantástico do MSN: 'Lua Nova' - Trailer 3
    'Lua Nova' - Trailer 3 A saga CREPÚSCULO regressa com um novo filme inspirado no livro de Stephenie Meyer. BELLA SWAN (Kristen Stewart) envolve-se ainda mais nos mistérios do mundo sobrenatural do qual já começa a fazer parte e descobre que está em perigo, uma ameaça ainda maior do

    Veja este vídeo fantástico do MSN: 'A Saga Twilight: Amanhecer - Parte 1 HD' (Banda sonora - Christina Perri: A Thousand Years)

    Veja este vídeo fantástico do MSN: 'A Saga Twilight: Amanhecer - Parte 1 HD' (Banda sonora - Christina Perri: A Thousand Years)

    VITÓRIA DA DIREITA CONSEERVADORA EM ESPANHA

    Com uma abstenção de 28%, a direita conservadora ganhou as eleições em Espanha. O facto não impressionou os mercados, que hoje mesmo penalizaram o prémio de risco da dívida espanhola. Enquanto Berlim não nomeia os ministros-chave (economia e finanças), o povo de Mariano Rajoy celebra a sua ascensão à Moncloa. Os números são eloquentes: o PP obteve cerca de 11 milhões de votos e 186 lugares no Congresso. Os socialistas do PSOE ficaram com perto de 7 milhões de votos e 110 lugares. Os liberais catalães da CiU, que governaram a Catalunha entre 1980 e 2003, ficaram com 16 lugares no Congresso, eleitos por 1,1 milhão de votos. Mas a IU, a izquierda unida que concorreu coligada com outras doze formações, elegendo apenas 11 deputados, obteve mais votos (1,7 milhões). Os independentistas bascos da AMAIUR conseguiram 7 lugares. A UPyD (centro-direita) e o PNV (nacionalistas bascos) obtiveram 5 lugares cada um. A ERC, a esquerda republicana da Catalunha, ficou com 3 lugares. Os 7 lugares que sobram estão distribuídos por outros cinco partidos. Um bico de obra para Rajoy, que herda um país com mais de cinco milhões de desempregados numa altura em que Madrid rompeu a barreira mítica dos juros a 7%. Dez milhões de abstencionistas também não augura nada de bom! A ver vamos.
    El País.




    NINGUEM COMO CAVACO ENDIVIDOU PORTUGAL!...

    CAVACO. A MÃO QUE EMBALA O BERÇO



    Vasco Pulido Valente faz hoje 70 anos. Pedro Lomba entrevistou-o para o Público. Excertos, sublinhados meus
    «[...] Mesmo assim, em 1974 ainda existiam os morgadios e outras coisas que só acabaram com o 25 de Abril. [...] Politicamente e economicamente, pois o liberalismo nunca existiu. Nunca existiu como nunca existiu um poder legítimo em Portugal até 1982. Até à dissolução do Conselho da Revolução não houve poder legítimo em Portugal. As pessoas que mandaram neste país foi porque mandaram neste país. [...] Foi o Cavaco que empurrou o carrinho pela descida abaixo. Lembra-se daqueles anúncios que ele fazia: Aumentei as reformas, aumentei as pensões”. O Cavaco começou [o endividamento] A Revolução significou fazer uma classe média. [...] Era preciso fazer uma classe média para sustentar o regime e empregou-se a classe média no Estado. Toda. Nas profissões, com as qualificações mais estapafúrdias. Empregou-se aquela gente a eito. Por isso é que nós temos 700 mil funcionários. [...] Portanto, o Estado Social favorece é a classe média, não os pobrezinhos. Isto é um lugar-comum na Europa. [...] Está por provar que as políticas da austeridade ressuscitem as economias. Isto não tem nada que ver com dar esperança às pessoas, ou falar em regeneração e justiça. Vinte e cinco anos de indisciplina fiscal absoluta produziram isto, agora temos de pagar as dívidas. Estes são os factos. Pessoas que não perguntaram quando estavam a ser beneficiadas têm de perguntar agora que estão a ser, na maneira delas, prejudicadas. [...] Mas isto não é um problema português. [...] Ainda hoje em França as pessoas se reformam, parece, aos 62 anos. Isto não é sustentável. [...] As pessoas subestimam a sombra da 2.ª Guerra Mundial sobre esta união europeia. A União é uma maneira de garantir que a Alemanha não causa problemas à Europa, é uma maneira de ligar a Alemanha ao resto da Europa e é essa a preocupação, não é a paz. Tal como acabar com a moeda de um país é tirar-lhe mais de metade da sua independência. Os alemães não queriam o euro. O euro não foi feito a bem da Europa. O euro foi feito para acabar com o marco. [...] O Cavaco subiu as expectativas dos portugueses absurdamente. [ninguém como ele] nos endividou tanto. [...]   Cavaco não fez nada pela produção portuguesa. Acabou com a frota pesqueira, com a agricultura, com várias coisas. Nunca percebeu que a justiça era importante. Quando lhe diziam, nenhuma economia funciona sem a santidade dos contratos, não percebia. Ainda hoje percebe pouco do que se passa à volta dele. E tem a força dos obcecados. [...] A miséria que havia em 1974 não se compara com a miséria que há hoje. Os meus pais iam passar férias a Magoito, uma aldeia a 15 quilómetros de Sintra, e a miséria daquela gente era de pôr os cabelos em pé. [...] Não vejo por que é que um colunista deva ser capado politicamente. O que acho é que não se pode ser as duas coisas ao mesmo tempo. Sempre que estive dentro de alguma coisa, parei — tanto durante o Sá Carneiro, como durante o MASP. Não escrevi. [...] A única pessoa que criou um ódio permanente foi o Balsemão [...] mas ele é monstruosamente vaidoso, mais do que o Cavaco.»

    20 novembro 2011

    A CULPA NÃO É DA TROIKA

    A culpa não é da troika


    Ainda por aí muita gente a barafustar com a troika porque os seus membros se comportam como oficiais de um exército de ocupação. Mas a verdade é que nem sempre foi assim, isso só sucedeu desde que os ministros de Passos Coelho tomaram posse deste país e se comportam ao lado dos tecnicozitos da troika como se fossem uma ninhada de Yorkshires..

    Foram os jornalistas que trataram os tecnicozitos da troika com um destaque próprio dos presidentes do EUA e os ministros de Passos Coelho até lhes lamberiam o rabo se lhes mandassem
    fazê-lo
    De O JUMENTO

    ESTES POVOS DO SUL...

    Merkel & Passos, a mesma luta: “uns indisciplinados estes povos do sul”
    • Pedro Adão e Silva, Ir para além da Merkel:
      por ir além da senhora Merkel e da visão alemã sobre a natureza moral da crise. A posição Movido por voluntarismo ideológico, o Governo anunciou que iria além da troika. Nos próximos anos, o aprofundar da recessão encarregar-se-á de demonstrar a dimensão do erro. Entretanto, como se não bastasse, o primeiro-ministro resolveu expor a sua doutrina sobre o papel que o BCE deveria desempenhar na resolução da crise. Para Passos Coelho, o BCE deve limitar-se a fazer o que tem feito, ou seja, praticamente nada, permitindo, pelo caminho, que a espiral contagiosa da crise da dívida soberana se tornasse imparável. A alternativa – transformar-se num verdadeiro banco central e funcionar como financiador de último recurso – seria, para o primeiro-ministro português, dar “um péssimo sinal aos países indisciplinados”. Fica claro: depois de ir para além da troika, Passos Coelho optou do primeiro-ministro representa uma divergência estratégica com o Presidente da República, que tem insistido na posição contrária. Mas, convenhamos, a discordância entre as duas principais figuras do Estado está longe de ser o aspeto mais inquietante. O que é preocupante é termos um primeiro-ministro com uma posição que não defende o interesse nacional, nega o carácter sistémico da crise da zona euro e insiste na sua natureza moral (“uns indisciplinados estes povos do sul”), enquanto se opõe às alterações necessárias na arquitectura do euro. É assustador descobrir que Passos Coelho está convencido que é possível solucionar o problema português com ajustamentos austeros não acompanhados por uma intervenção radicalmente diferente do BCE e uma política orçamental expansionista nos países com excedentes na balança de transacções correntes. Prosseguir neste caminho é insistir no pré-anúncio do fim do euro.

    AGORA É QUE VAI SER A MAIOR

    Como habitualmente...


    "Jerónimo: Greve geral «pode ser a maior de sempre»."
    Para o PCP cada greve geral é sempre a maior de sempre. Está para vir uma greve geral que não seja maior do que a anterior. Admitir outra coisa seria admitir a perda de capacidade de mobilização do Partido, para além dos parcos crentes que ainda acorrem às ultreias e via-sacras da seita. 

    O CONTRA-SENSO DO VOTO POPULAR...

    Pero mio VOTO és de los RICOS...

    O contra-senso - ESPANHA VOTA NA DIREITA... Más notícias!!! 

    O projecto europeu é uma ideia social-democrata. Baseia-se nos princípios sociais-democratas europeus (Internacional Socialista) e consiste numa federação social e económica das nações europeias com a preocupação fundamental  de uma justa distribuição da riqueza!!!
    A direita (que agora se diz liberal) sempre foi contra este projecto e mesmo os eurocépticos só admitiram que ele pudesse   andar    porque o viam como uma forma de suportar a globalização.
    A direita sempre detestou que as sopeiras se vestissem como as meninas da casa e que os pobres pudessem engarrafar as auto-estradas onde eles queriam circular sem impedimento
    .

    Os pobres, os ex-remediados que gostam de ser considerados classe média, perdem-se de amores pela aparência e, ao vestirem as camisolas da moda - laranjas e azuis, sentem-se em pé de igualdade. Pensam que o canudo e o cartão de crédito resolvem o resto. Nunca repararam, como os espanhóis estão à beira de não reparar, que é um contra-senso ter uma Europa com um projecto social-democrata (em Portugal e em Espanha, PS e PSOE, respectivamente) e ter um poder que o odeia e tudo fará para o destruir e, tal como já aconteceu em França, na Alemanha, na Grã-Bretanha, em Portugal e por aí fora, vão dar mais uma ajuda ao fim do projecto social fazendo também a Espanha voltar à direita.
    É um contra-senso que fará a Europa continuar no retrocesso humanista e civilizacional e que só terminará quando se voltar a reconhecer na rua, pela indumentária, quem é o assalariado e quem é o patrão.
    Agora, que votaram na direita,  não tarda que não terão dinheiro para vestir como o patrão. Um raciocínio tão simples!!!LNT

    A CONTA DAS FACAS NAS COSTAS

                                                        Se eles em família se tratam assim


    A reunião de Alberto João Jardim com os estarolas  de São Bento relatada ao Expresso [p. 6] por uma das arrastadeiras: ‘O líder madeirense  reuniu-secom Pedro Passos Coelho, Vítor Gaspar e Miguel Relvas, mas, ao que o Expresso apurou, limitou-se a apresentar as necessidades de financiamento da região, ficando-se por considerações genéricas quanto às medidas de austeridade que estará a preparar. “Achou que podia vir cá só para apresentar a conta”, segundo uma fonte governamental.’

    MIGUEL RELVAS COLABOROU? E ENTÃO?

    O PATRIOTA
    Parte considerável do processo Face Oculta assenta em corrupção política e tráfico de influências. É desses crimes que os arguidos mais mediáticos são acusados. Entre todos, dois: José Penedos, antigo presidente da REN, deputado e secretário de Estado da Defesa, da Energia e da Indústria; e o seu filho Paulo, advogado, que já disse em tribunal ter usado abusivamente o nome do pai.
    Numa altura em que o Ministério Público anda tão preocupado com corrupção política e tráfico de influências (ainda bem), causa enorme perplexidade o aparente desinteresse dos senhores procuradores face às declarações de Abdool Vakil, antigo presidente do Banco Efisa, sobre Miguel Relvas, actual ministro da Propaganda. Disse Vakil: «O dr. Miguel Relvas nunca trabalhou com o Efisa, mas prestou serviços muito úteis, pois abriu-nos portas no Brasil. [...] Ele tinha muitos conhecimentos no Brasil e que eram importantes para quem quer fazer negócio e abriu-nos portas.» Um desses conhecimentos era José Dirceu, ministro-chefe da Casa Civil do presidente Lula da Silva, cargo de que foi afastado em consequência do escândalo do Mensalão. Tudo isto se passou antes da nacionalização do BPN (a cujo grupo o Efisa pertencia), quando Miguel Relvas, na qualidade de deputado do PSD, chefiava a comissão parlamentar de Obras Públicas.
    Estamos neste momento a ver Relvas na RTP  a exibir na lapela, patrioticamente, a nossa bandeirinha nacional...  Abençoada Pátria que tais filhos tens...
    Hoje, o Público (a imagem ao alto é do jornal) conta-lhe parte desta

    UM NATAL POBRE - UM NATAL GASPAROIKA


                                                                                                                                                     




    A economia vai sofrer uma contracção real de 3% a 4% no último trimestre deste ano face a igual período de 2010, naquele que será o empobrecimento mais rápido e violento de que há memória para os portugueses. Cortes no rendimento das famílias contribuem para queda.
    Este vai ser o Natal mais pobre dos últimos 32 anos Serão as famílias, por via de cortes a fundo no consumo, motivados pela nova taxa sobre os subsídios de Natal deste ano e pela falta de crédito bancário, que vão pagar a maior parte do ajustamento. O consumo das famílias vale cerca de 60% da riqueza total da economia. in DN
                                                                                     »»»»»Ler mais na edição e-paper

    FERREIRA FERNANDES

    A bicicleta do chimpanzé do circo

    Gosto de ser surpreendido por sinais que, afinal, só me confirmam o que eu estou farto de saber. A crise, por exemplo, como a podia ignorar? Mas foi ontem, lendo uma pequena notícia no jornal francês Le Monde, que me convenci, definitivamente, da famigerada crise. Eis a pequena notícia que me abalou: perto de 70 por cento dos franceses estão dispostos a comprar, pelo Natal, brinquedos em 2.ª mão. Até os brinquedos de Natal, Senhor!... A minha infância foi passada nos modestos anos 50, ainda não entrados nos tempos de prosperidade, de ilusão de cada vez mais e melhor da década seguinte. Um dia, pelo Natal, no meu bairro, São Paulo, em Luanda, desaguou um circo, espanhol e pobre, de trapezistas de meias furadas e animais famélicos. Estava no estertor, teve de haver uma colecta no bairro para dar carne ao leão, mas o circo morreu mesmo ali. Venderam a lona da tenda e a velha camioneta Chevrolet, e despacharam os animais, nunca soube para onde. Na manhã desse Natal eu recebi o presente desejado: uma bicicleta. Mas os meus pais surpreenderam-se com a minha birra, não quis o presente: reconheci a bicicleta amarela do chimpanzé do circo. Estamos, pois, regressados, diz Le Monde, a meio século atrás. Resumindo: há mesmo crise. A boa notícia é que os tempos difíceis nem sempre são só o mau que parecem. Não há presente de que me lembre com tanta emoção como da bicicleta que rejeitei e nunca montei.por FERREIRA FERNANDES

    INSANIDADES

    "O jornalista luso-angolano, com banca montada no DN, dificilmente me  faz discordar dele, em média, uma em cada 200 crónicas que dá à estampa.
    A  Esta, então, subscrevo-a a 500%, e estou a ser avarento.
    Ele há gente que se toma muito ao sério.
    Ele há jornalistas que descobriram o segredo do universo.
    Ele há homens, pelas responsabilidades que assumiram, que deveria, olhar para o espelho e assumir que, por exemplo, a miséria, a fome, as violações constantes dos direitos humanos, essas sim são questões de mor importância.
    Claro. Isto vem a propósito da impressiva e esclarecedora crónica de Ferreira Fernandes
    Nesta estão em causa os futebolistas Bosingwa e Ricardo Carvalho e podemos nós resolvê-la sem troikas. Ponto de partida: precisamos de fazer um grande Europeu. Nesse campeonato, se houver Europa com duas velocidades nós temos a obrigação de ir na carruagem da frente. Ora, para garantir esse ponto de partida a selecção tem de ser muito boa, tem de ter Bosingwa e Ricardo Carvalho. Impedimentos, tirando a boa vontade: não há. O que fez sair Bosingwa e Ricardo Carvalho da selecção não foi morte de homem, nem mesmo murro no treinador. Um país que recebe ordens de um estrangeiro sobre como deve cortar subsídios bem pode engolir em seco e esquecer pequenos deslizes cometidos pelos seus futebolistas, que até são dois tipos gentis. Então, mãos à obra. A primeira coisa a fazer é que os jornalistas burros deixem de acirrar, estendendo o microfone a Paulo Bento e aos dois jogadores. Faça-se uma comissão de sábios, se for preciso com o cardeal-patriarca e o chefe do protocolo do Ministério dos Negócios Estrangeiros, gente que saiba limar arestas. Ponham a Carminho a dedicar fados a Paulo Bento, e Marcelo a fazer apelos à reconciliação. A actual e as antigas primeiras damas convidem o treinador para um chá e falem-lhe das virtudes da generosidade. Enfim, façam pela Pátria, e resolvam a merda de um problema resolúvel. E rápido!"




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