30 novembro 2011

Quarta-feira, Novembro 30, 2011

Alô?!

A minha pátria era a língua portuguesa.

Mr. Vítor e Dr. Gaspar



Na página 10 da edição do Diário Económico da passada segunda-feira é referida a possibilidade de ocorrer uma reunião sobre o Orçamento do Estado em que estaria do lado do PS, entre outros, Óscar Escaria. O jornal faz hoje uma rectificação, reconhecendo que um tal ser não existe — mas talvez não fosse mau de todo que o autor do texto se concentrasse mais com o que escreve do que com o que se escreve no CC.

Vítor Escaria e Óscar Gaspar foram, segundo se sabe, assessores do primeiro-ministro José Sócrates. Serão economistas com defeitos e virtudes, como todos os outros. A fusão dos méritos dos dois poderia resultar no tal Óscar Escaria que o Diário Económico invoca? E se juntassem as falhas de cada um, em termos de análise e perspectiva, dariam lugar a um Vítor Gaspar? Aí o Diário Económico teria criado um pesadelo para os portugueses.

Ninguém tem respeito ao Moedas ou é uma bebedeira de felicidade pela aprovação do Orçamento?



"Batalhamos em tempo real nos monitores da Bloomberg", dizia há dias o nosso Moedas. Hoje, chega a informação, através dos tais monitores da Bloomberg, de que os juros da dívida portuguesa continuam a bater sucessivos records.

Está bonita a festa, pá [ponto de situação]


Pedro, não fiques com esse riso amarelo, mas é que
está quase na hora de regressar a Frankfurt.

    O Presidente da República já provou desse cálice de fel, Rui Rio, Manuela Ferreira Leite e eu próprio, o quarteto maldito pelos serventuários do poder, mancomunado numa qualquer conspiração, merece logo os mais violentos epítetos.’
Pacheco Pereira, Público, 26 de Novembro

Subitamente, surgiram Durão Barroso e Cavaco Silva na última sexta-feira: enquanto o homem de Bruxelas malhava na política de Educação de Crato, o homem de Belém fazia em picadinho a estratégia de genuflexão do Governo perante a Sr.ª Markel. Depois, juntou-se-lhes Vítor Bento, o ministro-sombra das Finanças, que veio passar ao papel as palavras do Presidente da República; ontem, Paulo Rangel, afilhado da Dr.ª Manuela, pôs em evidência a falta de coerência da política externa made in Caldas. E, hoje, Bagão Félix já fala na “obsessão fiscal do executivo que se está a tornar num raciocínio quase totalitário.”

O bando dos quatro “quarteto maldito” é agora um octeto — e, a brincar, temos um governo quase feito para o que der e vier.

AS BELAS UCRANIANAS MOSTRAM O QUE VALEM... SÃO LINDAS!!!




Activistas ucranianas do grupo Femen saíram à rua em acção de protesto. Foi no dia das comemorações da independência da Ucrânia. As mulheres, exibindo os seios nus, juntaram-se a outros contestatários do regime.
Não é a primeira vez que as activistas do Femen marcam, de forma despojada, presença nas ruas. Dias antes, manifestaram-se diante do tribunal que está a julgar a antiga primeira-ministra da Ucrânia, em Kiev. O Femen acredita que Iulia Timochenko é inocente das acusações de ter recebido luvas quando assinou, há dois anos, o contrato de fornecimento de gás com a Gazprom, gigante russa do sector.
O caso da antiga primeira-ministra voltou estar presente na manifestação de protesto no dia da independência, no dia 24. Iulia Timochenko está em prisão preventiva em Kiev. Na segunda-feira, os seus advogados anunciaram que Iulia estava "seriamente doente", e pediam pela oitava vez a sua libertação.
A acção das feministas ultrapassa as fronteiras. Em Junho, seminuas, como é habitual nos protestos, manifestaram-se em frente da Embaixada da Arábia Saudita, em Kiev, para apoiar as mulheres sauditas e criticar a repressão de que são vítimas. Num dos cartazes que exibiam, lia-se: "Carros para as mulheres, camelos para os homens."
As vigorosas activistas do Femen, como é fácil de ver, têm ambições políticas e vão lutar por um lugar no Parlamento ucraniano nas próximas eleições. O seu principal alvo é Viktor Yanukovych, o Presidente ucraniano.

O MERKOZONI



O dirigente do Bloco de Esquerda (BE), Francisco Louçã, apelou  a que o Banco Central Europeu (BCE) mude de política e passe a financiar a economia europeia para impedir o euro de se “desfazer”.
Segundo o professor universitário do Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa, especialista em macroeconomia, “a Europa só pode responder a esta recessão se puser o banco a financiar a economia e a atacar a especulação, a suportar a liquidez e a evitar o estrangulamento pela dívida”.
A consequência de uma ausência de medidas deste género, segundo Louçã, vai ser o “euro desfazer-se” e com ele “a possibilidade e a obrigação de políticas de convergência de uma Europa que ponha para trás as guerras militares, as guerras comerciais”.
O BCE tem estado a actuar ao nível dos mercados secundários, através da compra de títulos da dívida de países em dificuldades, para procurar baixar os juros aplicados a estes Estados-membros, em particular a Itália e a Espanha.
Porém, o dirigente bloquista alertou que o “risco verdadeiro” é o facto de estarem à frente dos processos decisórios europeus “economistas alucinados que olham para a economia como tendo um desígnio cósmico que é destruí-la o mais possível, o mais depressa possível”.
“O problema da Europa é o que se chama, com algum cinismo, uma lei de Murphy. Tudo o que os dirigentes europeus decidem, corre mal. O grande sucesso de uma quarta-feira é a catástrofe da quinta-feira. É a incerteza da sexta e a certeza de que não pode resultar no sábado de manhã”, afirmou Francisco Louçã, no discurso de encerramento da conferência ‘O Euro e a Crise da Dívida’, que decorreu todo o dia no Porto.
Para o responsável do BE, a “classe dirigente da Europa está podre”, estando a caminhar “para a catástrofe” com a chanceler alemã, Angela Merkel, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, aos comandos: “Uma coisa como Merkozoni”. 

O PS ENTREGUE A UM PALERMA

INCLASSIFICÁVEL



Com a abstenção do PS, o OE 2012 acaba de ser aprovado na especialidade, em votação final global. Seguro manteve até ao fim a charlatanice das “negociações” com o PSD, ora em nome da papinha dos bebés, ora em nome dos mais desfavorecidos (a “manobra” dos subsídios é absolutamente repelente). Inclassificável.
Louçã teve uma intervenção portentosa no discurso final da votação do orçamento que vai decidir muita mudança de voto futuro.  O PS e os seus ´Tótós vão ficar a falar sozinhos...

O P.S. ESTÁ ENTREGUE À BICHARADA

O voto do orçamento como salamaleque 

bicho feio
O PS fez muito mal em abster-se na generalidade, e fará ainda pior em abster-se na votação geral final do orçamento remendado. Como escreve hoje Eduardo Cabrita no Correio da Manhã, «O governo de Passos Coelho fez quase tudo para não merecer a abstenção do PS». Ora se fez. Fez tudo e mais alguma coisa. Moral da história: o voto no orçamento não pode ser um salamaleque político. (M.F.in Cortex Frontal) ... Pois... mas Medeiros Ferreira e outras personalidades fundadoras deixaram o PS entregue  à bicharada sem cuidar da sua manutenção... entregando a chave ao transeunte que na oportunidade atravessava o Largo do Rato e foram à vidinha.  Esta situação não honra os fundadores e os dirigentes fujões que se pavoneiam por aí ainda sob a aura de personalidades de um partido que foi importantíssimo na implantação do regime democrático.
Celebra-se a broa de Avintes, os salmonetes de Setúbal, ou as cavacas das Caldas... O PS é um bicho feio e mal tratado, qual cão lazarento desprezível...que ninguém celebra

ASSUSTADOR

      coelho assustador
      "(...) É assustador descobrir que Passos Coelho está convencido de que é possível solucionar o problema português com ajustamentos austeros não acompanhados por uma intervenção radicalmente diferente do BCE e uma política orçamental expansionista nos países com excedentes na balança de transacções correntes. Prosseguir neste caminho é insistir no pré-anúncio do fim do euro.
Ler artigo de Pedro Adão e Silva, publicado em 17 de Novembro no Expresso, dada a sua actualidade que  pode agora ser lido na íntegra seguindo este link.


Amanhã, Passos Coelho vai ser entrevistado na SIC. De quem é que a estação do militante n.º 1 do PSD se lembrou para conduzir a entrevista, uma entrevista eminentemente política? De José Gomes Ferreira, um jornalista de economia, que, quando passa pelo ecrã, faz questão de incitar a mais e mais austeridade: uma espécie de João Duque (com ainda menos letras), que não tem equidistância relativamente às posições em confronto na sociedade portuguesa. Se é para agradar aos estarolas da São Caetano de São Bento, não seria preferível convidar o director do Povo Livre para conduzir a entrevista?
Uma coisa é certa: as manobras de Relvas no âmbito da RTP parecem estar a surtir efeito, constrangendo a liberdade das estações privadas.

À BEIRA DO PRECIPÍCIO...

VÍTOR BENTO

Europa à beira do precipício corre o risco de desintegração


Europa à beira do precipício corre o risco de desintegração
O conselheiro de Estado Vítor Bento alertou ontem que a Europa está "à beira de um precipício" e que se a questão "for mal gerida" corre o risco de "depressão económica e, eventualmente, de  uma  desintegração".O presidente da administração da Sociedade Interbancária de Serviços (SIBS), Vítor Bento, discursava no jantar debate da APGEI, no Porto, tendo defendido que "vai ser muito complicado resolver esta situação sem criar condições de crescimento" para os países da periferia.
"Estamos à beira de um precipício e se as coisas forem mal geridas a Europa pode entrar numa situação de crise bancária generalizada,  de depressão económica e, eventualmente, mesmo  de desintegração", alertou.
Segundo o conselheiro de Estado, "esta situação é muito parecida com a dos anos 30", acrescentando que "o Euro está a ser uma amarra muito forte para a qual não é fácil de arranjar uma solução".
Neste momento, acrescentou, "praticamente todos os países estão em situação de potencial insustentabilidade, portanto todas as dívidas estão praticamente em situação de insustentabilidade sendo  esta  a razão que explica por que é que a crise da dívida se tornou a crise urgente, não sendo ela a origem do problema", justificou.
Advertiu também  que "se não se resolver o problema do crescimento não se resolverão  as condições da dívida",  afirmando  que "a partir do momento em que se criou esta espiral negativa em que as taxas de juro atingiram determinado patamar será difícil voltar para trás.

ALGO QUE MERECE SER CELEBRADO COM UM RESERVA 2007

 Rui Madeira criou o 9.º melhor vinho do mundo em 2010
Rui Madeira criou o 9.º melhor vinho do mundo em 2010



Pioneira na produção de vinho sem adição de sulfitos, a CARM é um projecto familiar que em 2009 viu o seu Douro Reserva 2007 ficar em 9.º lugar na 'Wine Spectator'"Fazer o melhor vinho de Portugal e vendê-lo por metade do preço do segundo melhor". É este o objectivo que Celso Madeira, presidente da Casa Agrícola Roboredo Madeira (CARM), persegue, juntamente com os dois filhos, Rui e Filipe. As quatro quintas da família, com uma vista deslumbrante para o Douro Superior, em Almendra, a 20 quilómetros de Vila Nova de Foz Côa, são o ponto de partida para atingir essa meta, que tem o mercado externo no horizonte.
DN

OS BÁRBAROS


Centenas de estudantes islâmicos invadiram (e vandalizaram) hoje de manhã a embaixada britânica em Teerão, queimando a bandeira britânica, retratos da família real, documentos e mobiliário. A bandeira iraniana foi hasteada no edifício de Gholhak gardens. O ataque foi transmitido em directo pela televisão. Seis funcionários foram mantidos como reféns e libertados ao fim de algumas horas. Ao fim da tarde, depois de evacuado todo o staff, voltou a ser invadida. William Hague considera o sucedido outraged. Estados Unidos, França e Rússia já condenaram o acto. O portal do governo português aos costumes diz nada. Siga os acontecimentos aqui.

29 novembro 2011

VENHA DAÍ MAIS UMA RODADA

                                                                  





Logo que Passos Coelho tomou conhecimento de que, segundo as previsões da OCDE, em 2012, a economia portuguesa deverá recuar 3,2% e o número de pessoas desempregadas atingirá, no próximo ano, 13,8% da população activa, convocou de imediato uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros, onde a notícia deu azo a largos festejos regados com champanhe.
Um ministro retardatário, ao deparar com a libação em curso, perguntou a Passos Coelho o que é o Conselho de Ministros estava a festejar, tendo Coelho retorquido de pronto: como sabe e é público, pois já o anunciei ao país, a política deste governo tem como primeiro  objectivo empobrecer o país. Ora, as previsões da OCDE indicam que Portugal vai empobrecer ainda mais rápido do que o previsto. Não acha o meu amigo que há boas razões para comemorar?
Bom, sendo assim, disse o ministro retardatário, venha daí mais uma rodada!

ESPERAM-NOS FENÓMNOS CLIMÁTICOS EXTREMOS?

Extremos climáticos mais prováveis no futuro (publicado no portal Esquerda.net)

O IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change: Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) lançou esta semana um resumo para decisores políticos baseado num relatório científico sobre fenómenos climáticos extremos a ser publicado em Fevereiro de 2012. Este relatório surge a pedido de um conjunto de chefes de estado de países recentemente afectados por catástrofes naturais fora do comum. O relatório foi elaborado por 220 investigadores de 62 países diferentes, teve 18784 comentários e revisões realizadas pelos melhores especialistas em cada domínio e foi baseado em milhares de artigos científicos publicados nas melhores revistas da especialidade com arbitragem pelos pares.

Centenas de estudantes islâmicos invadiram (e vandalizaram) hoje de manhã a embaixada britânica em Teerão, queimando a bandeira britânica, retratos da família real, documentos e mobiliário. A bandeira iraniana foi hasteada no edifício de Gholhak gardens. O ataque foi transmitido em directo pela televisão. Seis funcionários foram mantidos como reféns e libertados ao fim de algumas horas. Ao fim da tarde, depois de evacuado todo o staff, voltou a ser invadida. William Hague considera o sucedido outraged. Estados Unidos, França e Rússia já condenaram o acto. Siga o caso aqui.

COLAPSO DE ITÁLIA SERÁ O FIM DO EURO








Colapso de Itália será fim do euro - governo italiano

Colapso de Itália será fim do euro - governo italiano
Presidente francês, Nicolas Sarkozy, e a chanceler alemã, Angela Merkel, disseram em Estrasburgo ao primeiro-ministro italiano, Mario Monti, que "o colapso" de Itália levará inevitavelmente ao fim do euro, indicou hoje o governo italiano

O chefe de Estado e a chanceler alemã reafirmaram "o seu apoio à Itália afirmando-se conscientes que o colapso de Itália levará inevitavelmente ao fim do euro e a uma interrupção do processo de integração europeia com consequências imprevisíveis", de acordo com um comunicado do governo italiano publicado após um conselho de ministros.
Durante a mini-cimeira que reuniu na quinta-feira os três dirigentes em Estrasburgo (França), Merkel e Sarkozy manifestaram a sua confiança em Monti e no empenho de Itália "no esforço comum destinado a encontrar soluções para a grave crise financeira e económica da zona euro", acrescentou o governo italiano.
Monti confirmou o objetivo de Itália de atingir o equilíbrio orçamental em 2013 e assegurou que Roma vai aprovar rapidamente medidas destinadas a relançar o crescimento.
As taxas de juro para a Itália continuaram hoje a atingir recordes, um dia depois da reunião de Monti com Merkel e Sarkozy.

REGRAS PARA O CORTE DE SALÁRIOS NA FUNÇÃO PÚBLICA

As regras para o corte de salários na função pública e os seus efeitos
Filed under: Economia,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:08
O aperto orçamental como estímulo à criatividade matemática dos governantes. Resta a consolação de se confirmar que o actual Ministro das Finanças Teixeira dos Santos é bom a fazer contas: Cortes salariais na administração pública: quem ganha e quem perde? Por Vasco Campilho.
Atenho-me a uma questão mais pragmática: quem ganha e quem perde com a forma como foram calculados os cortes salariais? Esta questão já me tinha ocorrido há uns meses, mas finalmente vi um governante a explicar a fórmula do corte de maneira clara:
- até 1500 €, não há corte;
- de 1500 € até 2000 €, aplica-se um corte de 3,5% à totalidade do vencimento;
- a partir de 2000 €, soma-se ao corte de 3,5% um corte de 16% sobre a parcela do vencimento que excede 2000 €;
- em qualquer caso, o corte não poderá exceder 10% do vencimento.
(…)
Como podem ver pelo gráfico, quem aufere entre 1500 e 1920 € teria um corte mais baixo se o governo tivesse optado aplicar a partir de 1500 € o regime que aplicou a partir dos 2000 €. Quem aufere entre 1930 € e 2280 € é beneficiado pelo regime escolhido pelo governo. A partir dos 2290 € e até aos 3990 €, a situação volta a inverter-se: o corte marginal teria uma taxa inferior ao regime actual. De 4000 € para cima, é tudo igual ao litro.

A ESQUERDA EUROPEIA E A CRISE DA DÍVIDA



A resposta europeia a estas crises nacionais, acentuadas pela vulnerabilidade do euro, é bem conhecida: planos de austeridade para recuperar a competitividade a partir da desvalorização dos salários diretos (retirar o subsídio de Natal e de férias, cortar nos salários, aumentar o horário de trabalho) e indiretos (aumento dos custos da saúde e educação, redução das pensões).
 Como disse Warren Buffet, o segundo homem mais rico do planeta, "há uma luta de classes, e é a nossa classe que está ganhando".
Francisco Louçã.

NÃO SE DEMITE! SÓ EMPURRADO... COMO MERECE

O MINISTRO JÁ SE DEMITIU?

Não tem aquele gelado ar gestápico?...

O Público revela hoje que a Rede Nacional de Segurança Interna, tutelada por Miguel Macedo, foi atacada pelos hackers do grupo Lulzsec Portugal, os quais acederam ilegalmente aos computadores do Ministério da Administração Interna. Os dados pessoais de 107 polícias começaram a ser divulgados no domingo à noite: nome, posto, número de identificação, cargo, local de trabalho, número de telefone, contacto de e-mail. O jornal identifica as três esquadras a que pertencem esses 107 polícias. O grupo Lulzsec Portugal explica:

«Em resposta às detenções e violência sobre civis desarmados iremos divulgar os dados de todos os agentes da PSP, esquadra a esquadra, indivíduo a indivíduo, a começar pela esquadra de Chelas
Entretanto, a opinião pública continua à espera que Macedo explique a utilização de polícias à civil na repressão dos manifestantes do passado dia 24. Macedo ainda não explicou se a utilização de polícias à civil na provocação e ulterior repressão de manifestantes faz parte das exigências da troika.

JOSÉ SÓCRATES, OS MERCADOS, ETC.


 


 

 

REMBRANDT
Auto-retrato, 1630
Na actual conjuntura televisiva, quando ouvimos a palavra "mercados" já quase nada nem ninguém faz a pergunta básica de comunicação. A saber: de que estamos a falar? — este texto foi publicado no Diário de Notícias (20 de Novembro), com o título 'Por que não mostram os "mercados"?'.

Vivemos numa cultura visual dominada pela ideologia televisiva. Todos os dias, tal ideologia quer fazer-nos acreditar que as imagens podem mostrar “tudo” e, mais do que isso, que é possível ir à procura de “todas” as imagens. No limite, para dar conta de um crime passional que ocorreu num terreno baldio, a televisão é capaz de mandar um operador filmar a pedra em que o morto bateu com a cabeça, explicando, em off, o modo como a vítima caiu desamparada deixando um rasto de sangue nas ervas...
O “ver tudo/mostrar tudo” é, afinal, um dispositivo de elaborados recalcamentos. Porquê? Porque é também uma cultura do que apenas se nomeia, recusando pensar que imagens poderão (ou poderiam) existir para o dar a ver. Exemplos? Muitos, a começar pela “justiça” dos resultados do futebol... Quando será que nos mostram o tribunal mandatado para a sua aplicação? Nos últimos tempos, o exemplo mais gritante é o dos já célebres “mercados”. A sua designação entrou mesmo na gíria social, sem que ninguém pergunte: de que falamos quando falamos de “mercados”?
Nada disto põe em causa o reconhecimento da nossa grave conjuntura. E apesar de as televisões não ajudarem muito, os portugueses têm aprendido à sua custa que a demonização de um nome (“José Sócrates”, por exemplo) não basta para resolver problemas (mesmo que quem quer que seja possa, legitimamente, considerar que a respectiva governação foi um desastre). Vivemos sob o jugo de uma informação do visível que não reflecte sobre a visibilidade das “coisas” que nomeia.
Numa notável entrevista de Jean-Luc Godard [foto], concedida a Paulo Branco e apresentada no recente Lisbon & Estoril Film Festival, o cineasta de Pedro o Louco e A Nossa Música descreve os “mercados” como sendo os nossos “dragões”: vivemos circundados por um sistema de fábulas informativas cuja única função parece ser a de gerar medos mais ou menos irracionais. Por um lado, não se discute esse poder visceral do dinheiro moderno: o de sustentar relações de compra e venda quando a sua existência já passou por inteiro para o lado do imaginário financeiro. Por outro lado, a repetição incessante da palavra “mercados” apenas serve para instilar no cidadão um cansaço niilista: nada do que possa fazer tem qualquer pertinência no universo assombrado das relações humanas.
Tudo isto, convém referir, no mesmo universo em que os feiticeiros e dragões de Harry Potter são promovidos como a suprema forma de libertação das nossas crianças... Não admira, por isso, que esta ideologia da agitação pela agitação (sempre fascinada por quem parta alguma coisa no meio da rua) ignore o simples facto humano que Godard também recorda. A saber: os “mercados”, a indústria, o cinema ou a televisão são sempre... homens e mulheres. O amor também. Mas para isso temos as telenovelas, essa conspiração audiovisual apostada em fazer-nos crer que o amor é o supremo ridículo.

... AS MALDADES DO PODEROSO SÓCRATES...

Será que a crise é mesmo europeia?
«O rápido agravamento da crise da dívida na Zona Euro ameaça o 'rating' de todos os países europeus, advertiu no domingo a agência de notação financeira norte-americana Moody's.
Num "comentário especial" sobre os países europeus, a agência diz considerar ainda que a Zona Euro vai manter a sua unidade sem outro incumprimento como o da Grécia, mas alerta que mesmo o atual "cenário positivo traz consequências muito negativas para as notas" dos estados europeus.
A Moody's, que recentemente advertiu que a França poderá perder o seu triplo A, caso persistam os elevados custos de financiamento da sua dívida, indica claramente que nenhum país, mesmo os que se consideram sólidos, como Holanda, Áustria, Finlândia ou Alemanha, está imune a um eventual corte do 'rating'[i]
Bem, a crise portuguesa deve ser uma excepção, foi só culpa do Sócrates!
«Dê-se a merecida gargalhada.»...e toca a erigir uma estátua ao Coelho...

28 novembro 2011

SEGURO DESAFIA MAIORIA...

O secretário-geral do PS, António José Seguro, desafiou hoje o Governo e a maioria a apresentarem "prova concreta" da sua disponibilidade para aliviar o esforço dos funcionários públicos e dos pensionistas no orçamento para o próximo ano.
"Espero que esta maioria e este governo dêem um contributo, prova concreta da sua disponibilidade e isso não pode ser só nas palavras tem que ser também na votação", disse António José Seguro.
O secretário-geral socialista falava aos jornalistas no final de um encontro em Lisboa com o Presidente da República de Moçambique, Armando Guebuza, ainda antes de a maioria do PSD/CDS-PP ter anunciado que irá apresentar uma proposta de alteração ao Orçamento para subir o valor a partir do qual serão cortados os dois subsídios de férias e de Natal, para os 1100 euros, e um subsídio, para os rendimentos acima dos 600 euros.
O secretário-geral expressou também a disponibilidade do Partido Socialista para votar "todas as propostas que tornem menos injusto este orçamento e menos penoso o sacrifício pedido aos reformados e aos funcionários públicos".
"O Partido Socialista apresentou propostas que são conhecidas, são do conhecimento do Governo[...]. As nossas propostas são sérias e têm um impacto neutral no orçamento, isto é, o valor do défice comprometido para o próximo ano não está afectado com as propostas socialistas [...]. Trata-se agora de uma questão de vontade política, é saber se a maioria do PSD e do CDS-PP têm ou não vontade política para aprovar as propostas do Partido Socialista que tornam menos injusto este orçamento e apoiam o crescimento da economia", disse Seguro.
Sobre a audiência com o Presidente da República de Moçambique, Armando Guebuza, o secretário-geral socialista adiantou que o encontro foi dominado pelas relações bilaterais e pelas questões do investimento.D.N.

UM COMENTÁRIO ANÓNIMO

Leitor não identificado nesta caixa de comentários:

    Não sejam simplórios. Cavaco está preocupado consigo próprio, claro, e não está mesmo nada contente com o resultado da sua estratégia maximalista para derrubar Sócrates. Sente que contribuiu decisivamente para entregar o Governo a um bando de desmiolados e não quer de todo ficar responsável por esses passos fatais. Mas duvido que seja apenas a ambição de Poder que o mova. Alguma será também, mas a meu ver sobrepõe-se a noção lúcida de que se foi longe de mais e que o nível do jogo alcançou um patamar de irresponsabilidade cujo desfecho é totalmente imprevisível e de cujas consequências o PR ficará sempre na História como o maior dos culpados! Resumindo, Cavaco não suportaria que um simples Coelho acertasse onde ele falhou, mas suporta ainda menos ficar na História como o coveiro da Democracia portuguesa. Afinal de contas, o homem tem é medo de não ter ninguém no seu funeral...

A DIREITA NO SEU MELHOR

 

Aquele ali tem uma doença crónica
Foi hoje publicada a lei que institui o Sistema de Informação da Organização do Estado e regula o seu funcionamento (Lei n.º 57/2011). Numa leitura em diagonal, tropecei na alínea d) do artigo 6.º:

Coisa estranhíssima: para que quer a maioria de direita discriminar na função pública os trabalhadores com doenças crónicas?
É evidente que, em qualquer circunstância,  votar PPD/CDS é uma verdadeira opção suicida para pobres ou meros trabalhadores.   Isso já foi devidamente testado... mas essa gente está ligada aos partidos políticos  da mesma forma que   é adepta do  seu   do clube   de  futebol... E já lá vão quase quarenta anos depois do 25 de Abril... e a herança também já foi transmitida à prole.

OCDE PESSIMISTA COM PORTUGAL?


A correr contra a parede

Está escrito nos manuais:
???????????????
Palhaços elevados a ministros
e cançonetistas

primeiros ministro
o resultado
será sempre um fungagá
                                 • Jornal de NegóciosPúblico-sobre previsões da OCDE

Ninguém sabe o que, nesta emergência, o que anda a fazer o Senhor

PRESIDENTE DA RPÚBLICA

COMBATER OS ESCROQUES É UM DEVER CÍVCO

Está na hora de responder aos canalhas

Os (trabalhadores) portugueses estão a ser sujeitos a uma dose brutal de austeridade e de humilhação, que vai muito para além do exigido pelos centuriões do grande capital que se comportam em Portugal como um exército bárbaro de ocupação. Um governo miserável formado por gente com qualificações académicas e cívicas duvidosas achou que a miséria imposta pela troika a troco de um empréstimo pago com juros milionários era pouca e decidiu aumentar arbitrariamente a dose.
Inventaram-se mentiras e até se aproveitaram dos desvarios financeiros do Alberto João para desencadearem um processo de proletarização forçada da classe média e promover um retrocesso civilizacional, impondo uma política de classe que nos faz recuar quase até ao século XIX. De um Governo de bem espera-se que Governe para o bem-estar dos cidadãos, este governo assume claramente que tem por objectivo o empobrecimento forçado dos trabalhadores portugueses.
Ou os trabalhadores e democratas reagem com a mesma violência com que actua o ministro das Finanças, o Batanete da Rua da Horta Seca e Passos Coelho ou mais cedo do que muitos pensam teremos de novo um Salazar na presidência do conselho e um Passos Coelho promovido a marechal Óscar Carmona. Está na hora de denunciar os sacanas que não escondem o desejo de explorar os seus trabalhadores.
 Beber cerveja Superbock é apoiar um senhor chamado António Piresa de Lima que há poucos dias afiava os dentes concluindo que a sua empresa aumentaria a produtividade em 7% graças a mais meias hora de trabalho escravo dos seus trabalhadores, mas ainda ontem o colega de partido da ministra da Agricultura que achou bem um aumento brutal do IVA sobre os alimentos para bebés considerava o exagero um aumento de 3% do imposto sobre as bebidas alcoólicas. Beber cerveja Superbock significa apoiar o esclavagismo e gente que usa o seu orçamento publicitário para ocupar os jornais com a defesa desse mesmo esclavagismo.
 Comprar no Pingo Doce é estar a apoiar financeiramente um merceeiro que na defesa do recurso à intervenção do FMI, tendo sido mesmo um dos primeiros a exigir esta solução. É estar a ajudar a aumentar os lucros de alguém que os usa para financiar uma fundação que teve intervenção directa nas eleições legislativas e que tem como assalariado um conhecido intelectual que em tempos era da esquerda para defender as suas ideias.
Ser cliente de um dos bancos que fizeram chantagem sobre o Governo anterior é ajudar banqueiros que ao longo de anos distribuíram enormes fortunas em dividendos livres de impostos e agora se sabe que geriram mal os seus bancos e cometeram erros de previsão e de gestão danosa piores do que os cometidos por qualquer governo. A liderar ideologicamente está um menino da Linha de Cascais que frequentou um curso universitário que nunca concluiu e que antes de um vaidoso banqueiro era jornalista. Depois de termos andado anos a ouvir as lições de moral de Fernando Ulrich soubemos que o seu banco é o que enfrenta mais dificuldades e mais carece da ajuda dos contribuintes, os tais aos quais este senhor exige que se apliquem medidas brutais de austeridade. Se deixarmos de ser clientes do BPI este senhor é despedido em menos de nada.
Os funcionários públicos não são obrigados a ganhar menos à hora do que uma empregada doméstica só porque os ministros são sacanas ao ponto de os elegerem como vítimas da troika por questões de oportunismo eleitoral. Se  os funcionários públicos então que sejam os boys e as chefias a trabalhar, os boys que façam operações para além das horas, que apaguem os incêncios, que dêm o corpo ao manifesto nas polícias ou no Afeganistão.
Está na hora de dizer basta e afirmar a dignidade de Portugal e do portugueses, negociar com a troika não implica atirar o nome de Portugal para a lama, aplicar austeridade não obriga a levar os trabalhadores à miséria dispensando os ricos de contribuir para os sacrifícios. Está na hora de afirmar que os portugueses não são nem cobardes, nem gente sem dignidade e muito menos cornos mansos. Está na hora de responder aos canalhas.
Hiperligações para esta mensagem

QUE TRAGÉDIA É ESTA?!...

OS DIAS DO FIM


Monti apresentou a conta: a Itália precisa de 600 mil milhões de euros. Enquanto aguarda instruções de Rodrigo Rato, o señor Bankia, Rajoy hesita entre pedir 400 ou 500 mil milhões para salvar a Espanha. O match point italiano desconcertou Madrid. Atenas já era. Em Londres, Osborne não esconde que o Reino Unido prepara o day after. Nos bancos de Xangai, Hong Kong e Macau, são cada vez mais extensas as filas para trocar euros por renminbis (a existência de um plafond diário obriga os interessados a várias deslocações). Hoje, em Washington, Obama pede explicações Rompuy e Barroso. E nós por cá? Nós por cá queremos saber tudo tudo tudo das eleições egípcias.
Valha-nos o FADO...

O CAMBALHOTAS

                                                                                       

Senhoras e senhores, todos aos seus lugares para assistir à próxima cambalhota de Passos Coelho, primeiro-ministro de Portugal (ou lá o que é)



Aqui

27 novembro 2011

ELEMENTAR



São públicas e notórias as divergências entre Cavaco e Passos Coelho no tocante ao papel do Banco Central Europeu face à crise da moeda única. Cavaco, como outros políticos europeus, economistas dos dois lados do Atlântico e a nata dos comentadores internacionais, considera que o BCE deve emitir moeda, como fazem a Reserva Federal norte-americana e o Banco de Inglaterra. Disse-o em várias oportunidades e tom. A mais recente foi ontem, na sessão de abertura do Fórum COTEC, perante a plateia selecta que o escutou no Centro Cultural de Belém. Veja o vídeo da Presidência.
Cavaco lembrou que a crise da dívida não é um mal português, pois afecta países tão diferentes como o nosso, a Irlanda, Grécia, Itália, Espanha, França, Bélgica, Holanda, Áustria... Não é inocente que o Presidente da República o diga com tanta clareza, em sessão pública, na presença de correspondentes da imprensa estrangeira.
Para facilitar a vida a jornalistas de ouvido duro, pontuou o discurso com sínteses claras. Como esta, por exemplo: «Só quem revela algum desconhecimento é que receia que na situação actual possam resultar dessas intervenções perigos de inflação
Como diz o meu amigo Miguel Abrantes, o que se passou foi que Cavaco, que foi professor de Vítor Gaspar, cassou o certificado de habilitações do ministo das Finanças (para não falar do certificado de Passos Coelho, que não tem sequer crédito para ser retirado).
in da literatura

FADO JÁ É PATRIMÓNIO IMATERIAL DA BHUMANIDADE

FADO já é Património Mundial daHumanidade







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 Fado foi oficialmente distinguido pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade. A candidatura tinha sido apresentada pela Câmara Municipal de Lisboa,em Junho de 2010, oficializada no final do mês de Janeiro, e foi agora anunciada, confirmando-se assim o reconhecimento internacional da mais tradicional das canções nacionais numa altura de grande crescimento do fado.
Nomes como Ana Moura, que trabalhou com Prince e os The Rolling Stones, Mariza e Cristina Branco, que têm vindo a conquistar o mundo com concertos, ou Mafalda Arnauth, que canta Astor Piazzola e Carlos Jobim, ou Mísia, que interpreta Nine Inch Nails e Joy Division, comprovam o crescimento e a nova era de um estilo que tem sabido reeinventar-se ao longo dos anos, sem que os seus maiores nomes, como Amália Rodrigues, o maior nome neste estilo, Hermínia Silva, Alfredo Marceneiro ou Carlos do Carmo sejam alguma vez esquecidos.
Em declarações à Agência Lusa, Ricardo Fonseca, o último mestrando em Literatura e Cultura comparadas da Universidade do Minho, afirmou: «Há claramente uma new wave do fado, este género está a ficar com poucas barreiras e a ser muito explorado», e defende que esta vitória dá ao Fado «legitimidade acrescida, orgulho e autoestima, será uma lufada para fazer outras coisas. O fado tem inegável qualidade, representa a forma de estar dos portugueses».
A fadista Cristina Nóbrega, explicou à Lusa a vantagem desta distinção: «quanto maior o reconhecimento que o Fado tiver, melhor para todos. Intérpretes, para o turismo e para o país». A vencedora do Prémio Amália Revelação em 2009, afirma que esta é «uma mais valia não só para nós como para o país».
A distinção do Fado como Património da Humanidade deverá gerar um Plano de Salvaguarda, um Plano Pedagógico e um Plano de Edição e de Investigação.
O Myway celebra a distinção do Fado como Património Cultural e Imaterial da Humanidade dá-te a ouvir o que melhor se faz neste estilo em duas Playlists:
Ouve aqui a Rádio Fado
Ouve aqui o que de melhor se pode ouvir na nova geração do Fado
Em baixo apresentamos- uma galeria com os maiores rostos do Fado, entre fadistas e guitarristas, entre nomes clássicos e da Nova Geração.
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