24 dezembro 2011

OS EMPLASTROS

           OS DOIS EMPLASTROS MAIS MEDIÁTICOS    QUE DISPUTAM  O
ESPAÇO
 TELEVISIVO EM PORTUGAL.
O MAIS ANTIGO QUEIXA-SE DE ABUSO DE PODER POR PARTE DO RELVAS... POR
NÃO LHE DÁR ESPAÇO...

O BALTAZAR RAPINA


23 dezembro 2011

PARADOXOS do psd

Estudos gasparianos  sobre tortura






lenga-lenga de sabujo
O culto do absurdo

NÃO ESTAMOS IMPORTANDO PROFESSORES

 


Manchete do Expresso, hoje.
««»»
PIOR QUE A POBREZA MATERIAL
É
A POBREZA MENTAL
DAS NOSSAS ELITES
QUE NOS ENVERGONHAM

CUIDADO COM O GASPAR

Na elaboração do vosso presépio,

Não ponham o Gaspar...
Só o Belchior e o Baltazar, pois
...o Gaspar ainda vos surripia o Subsídio de Natal

22 dezembro 2011

VOU ALI, JÁ VENHO

Vou ali, já venho!...

Boas Festas para todos!

Terça-feira, Dezembro 20, 2011

Sonhos

Hoje, apetecia-me criticar com veemência o ministro Relvas que veio ontem, caraterizado pelo seu riso cínico e patético, querer limpar a face do Primeiro ministro na intervenção de "mandar" os professores emigrar, a rondar resquícios de pouco patriotismo, com cada qual a desenrascar-se, como se não houvesse Pátria.
Apetecia-me bater num tal Baeta, empregado da Antena1, filha ou pai da prostituída Radio Televisão Portuguesa ao poder, que conseguiu arranjar um professor(?) para dizer umas larachas da tagédia-comico emigração dos professores, qual filho de uma jota de subserviência, apoiante irónico da sociedade P.Coelho, P.Portas & Comp.ª, SA, como não podia deixar de ser.
Apetecia-me perguntar onde pára um tal senhor Silva, Presidente da República, que tão animado esteve em levar rapidamente ao poder o infantil governo de Portugal, quebrando um ano económico dificílimo pela crise, o que ainda dificultou mais a vida a todos(empresários e trabalhadores), metendo agora a cabeça na areia, para não querer ver ou sentir as angústias diárias dos portugueses, fazendo de faz de conta.
Apetecia-me ainda, afirmar perante tantos "baetas" de que Portugal enferma, apoiantes de uma corte de tachistas sem escrúpulos, porém sem rumo, que os "tugas" não se "marimbam", escusando-me educadamente a rimar com "baetas". Antes pelo contrário saberão dar a volta à situação irradiando esperança, para termos um País diferente, válido para todos. Facto tão certo, já entendido pelo governo, motivo pelo qual "ordenou" à rapaziada emigrar. Quanto menor for o número de residentes no "rectângulo" de tantos sonhos lusos, menos gente haverá para a contestação na rua, no ano que se avizinha.

Como os dias que correm são de alegria na família e de solidariedade entre as comunidades em que cada um habita, termino por aqui a sonhar, deixando Frank Sinatra nesta melodiosa canção de Natal "Have Yourself a Merry Little Christmas".



Post Scriptum: reparei agora que alguém veio por na ordem a "corte" de P.Coelho, P.Portas, & Comp.ª, SA : o comissário europeu dos assuntos sociais, sr. Laszlo Andor. Boa! Ganhou ao sr. Silva, Presidente da República!

Segunda-feira, Dezembro 19, 2011

Cor...


...as compras de Natal trazem cor aos lares!...todavia, o consumismo em excesso mata! O melhor local para adquirir este tipo de compras é sempre no comércio tradicional. Eu compro na minha cidade!...Cuidado, não comprar artigos alemães. Reparar bem nas meias, produto que faz parte muitas vezes do "cabaz das ofertas de Natal". Por vezes nos estabelecimentos são mostrados lotes da terra da D. Mérkel. Digamos, não obrigado! A melhor opção é adquirir produtos de origem portuguesa. Ok?...
(clicar na imagem)

 

Precious Bryant - Videos



Na soundtrack do filme Black Snake Moan, que tenho o post aqui no blog, fui apresentado a Precious Bryant uma cantora de Country Blues americana... Por mais que eu tenha procurado, não encontrei nada dela na internet além de vídeos. Vale a pena se deliciar escutando algumas de suas canções. Vou deixar alguns vídeos aqui para que não tenham trabalho de procurar por si. saihsaihais, vem coisa boa por ai, estou preprando um post especial que em breve vou postar. Até

FUJAM! EMIGREM!!

Fujam! Emigrem!



.
O postal de Natal deveria ficar aqui neste lugar até que a estrutura das filhoses indicasse que a Festa tinha acabado. Mas a falta de vergonha, reiterada em declarações sucessivas por este governo - quanto ao conselho aos portugueses para emigrarem -, e a vergonha que sinto por estar assim representado, obriga-me a interromper as Boas Festas. Foi primeiro um Secretário qualquer, depois o Primeiro-Ministro Passos, logo socorrido pelo amigo/estratega Relvas, e agora foi o euro deputado Rangel a sugerir “… a criação de uma Agência nacional para gerir esse processo”. Fica desta forma claro que não é falta de jeito para comunicar, é mesmo estratégia. É uma nova estratégia! Como é possível? Numa altura em que é preciso motivação, quem nos dirige abdica e diz que não vale a pena! Começa a parecer experimentação na área da psico-social, ou seja, sucedendo a um governo que apostava no optimismo mas esquecia o realismo político, a receita por oposição seja o pessimismo dos braços caídos e o alerta geral como forma de amedrontar, no fundo, a estratégia de um povo dócil para melhor aplicar as receitas. O que está a ser levado à prática é o figurino sempre apregoado pelas teorias conservadoras, que agora podem aplicar de mão beijada.
O cúmulo de tudo isto é podermos ouvir dos seus apoiantes, a justificação de que este governo está por contraposição apenas a ser “sincero”, e chegados a este argumento, constatarmos que é nessa atitude das massas imbecilizadas que se tem justificado sempre o triunfo e a perpetuação de tanta autocracia ao longo dos tempos. Não sabemos onde vai dar isto, sabemos apenas que não é a primeira vez que amadurecendo a acefalia desses apoios, alguém vai tirar o devido proveito

O BIFÃO E O ESPÍRITO NATALINO...

INTERESSANTE ESTE PRIMEIRO MINISTRO

OS TEMPOS DA MLA DE CARTÃO
Naquela sua mistura de ingenuidade e impreparação explosiva, Passos Coelho aconselhou os professores desempregados que querem continuar a ser professores a emigrar para os PALOP. Interessante este primeiro-ministro: não disse ter assinado um acordo diplomático, político ou empresarial - o que ele quisesse - para reforçar o ensino de português em Angola, no Brasil ou na China. Numa frase leviana e sem o contexto adequado, indicou a porta de saída do País a milhares de pessoas que, presumo, não lhe merecem muito mais esforço intelectual.É verdade que muitos destes professores não são na realidade professores - são licenciados em História, Jornalismo, Direito, Sociologia, Antropologia, etc., que, não tendo encontrado trabalho na sua área de especialização, a certa altura da vida acabaram por dar aulas para se sustentarem com alguma dignidade. O excesso de oferta desta mão-de-obra (qualificada mas indiferenciada) não é, por isso, de agora - é um problema antigo do País que todos os governos alimentaram -, e talvez tivesse feito sentido o primeiro-ministro explicar, com cuidado, como esta desadequação ao mercado de trabalho reflecte a encruzilhada económica portuguesa e como ele, Passos Coelho, se propõe mudar este terrível estado das coisas.Não foi isso, no entanto, que o primeiro-ministro fez. Como sempre acontece nestes casos, a asneira deu lugar a uma sucessão de disparates paratentar desculpar a inacreditável superficialidade da abordagem. Primeiro, o sempre galvanizante Paulo Rangel lembrou-se de criar uma Agência da Emigração, o que me abstenho sequer de comentar tendo em conta a natureza lunática do empreendimento. Depois, lá veio Miguel Relvas - o limpa-neves do Governo - elogiar o esforço dos quadros portugueses (é sempre oportuno falar ao coração) na reconstrução de Moçambique, como se fosse isso que estivesse em causa.Não é, evidentemente, o que está em causa; mas a intenção do ministro adjunto não era esclarecer ou iniciar um debate que até poderia ser útil - apenas baralhar os factos para enterrar o mais depressa possível a polémica. Voltemos, então, ao essencial. Portugal tem feito um enorme esforço de qualificação. Melhorou muito, mas ainda tem muitíssimo a fazer, e isso passa por reformas na educação, na organização do Estado e até na lei laboral. Não há soluções imediatas para um problema tão vasto; mas ao meu primeiro-ministro eu peço que me indique um caminho político e não que, em desespero, nos faça regressar aos tempos da mala de cartão.




CARTA ABERTA O SDENHOR PRIMEIRO MINISTRO

Exmo Senhor Primeiro Ministro

Myriam Zaluar
Começo por me apresentar, uma vez que estou certa que nunca ouviu falar de mim. Chamo-me Myriam. Myriam Zaluar é o meu nome “de guerra”. Basilio é o apelido pelo qual me conhecem os meus amigos mais antigos e também os que, não sendo amigos, se lembram de mim em anos mais recuados.
Nasci em França, porque o meu pai teve de deixar o seu país aos 20 e poucos anos. Fê-lo porque se recusou a combater numa guerra contra a qual se erguia. Fê-lo porque se recusou a continuar num país onde não havia liberdade de dizer, de fazer, de pensar, de crescer. Estou feliz por o meu pai ter emigrado, porque se não o tivesse feito, eu não estaria aqui. Nasci em França, porque a minha mãe teve de deixar o seu país aos 19 anos. Fê-lo porque não tinha hipóteses de estudar e desenvolver o seu potencial no país onde nasceu. Foi para França estudar e trabalhar e estou feliz por tê-lo feito, pois se assim não fosse eu não estaria aqui. Estou feliz por os meus pais terem emigrado, caso contrário nunca se teriam conhecido e eu não estaria aqui. Não tenho porém a ingenuidade de pensar que foi fácil para eles sair do país onde nasceram. Durante anos o meu pai não pôde entrar no seu país, pois se o fizesse seria preso. A minha mãe não pôde despedir-se de pessoas que amava porque viveu sempre longe delas. Mais tarde, o 25 de Abril abriu as portas ao regresso do meu pai e viemos todos para o país que era o dele e que passou a ser o nosso. Viemos para viver, sonhar e crescer.
Cresci. Na escola, distingui-me dos demais. Fui rebelde e nem sempre uma menina exemplar mas entrei na faculdade com 17 anos e com a melhor média daquele ano: 17,6. Naquela altura, só havia três cursos em Portugal onde era mais dificil entrar do que no meu. Não quero com isto dizer que era uma super-estudante, longe disso. Baldei-me a algumas aulas, deixei cadeiras para trás, saí, curti, namorei, vivi intensamente, mas mesmo assim licenciei-me com 23 anos. Durante a licenciatura dei explicações, fiz traduções, escrevi textos para rádio, coleccionei estágios, desperdicei algumas oportunidades, aproveitei outras, aprendi muito, esqueci-me de muito do que tinha aprendido.
Cresci. Conquistei o meu primeiro emprego sozinha. Trabalhei. Ganhei a vida. Despedi-me. Conquistei outro emprego, mais uma vez sem ajudas. Trabalhei mais. Saí de casa dos meus pais. Paguei o meu primeiro carro, a minha primeira viagem, a minha primeira renda. Fiquei efectiva. Tornei-me personna non grata no meu local de trabalho. “És provavelmente aquela que melhor escreve e que mais produz aqui dentro.” – disseram-me – “Mas tenho de te mandar embora porque te ris demasiado alto na redacção”. Fiquei.
Aos 27 anos conheci a prateleira. Tive o meu primeiro filho. Aos 28 anos conheci o desemprego. “Não há-de ser nada, pensei. Sou jovem, tenho um bom curriculo, arranjarei trabalho num instante”. Não arranjei. Aos 29 anos conheci a precariedade. Desde então nunca deixei de trabalhar mas nunca mais conheci outra coisa que não fosse a precariedade. Aos 37 anos, idade com que o senhor se licenciou, tinha eu dois filhos, 15 anos de licenciatura, 15 de carteira profissional de jornalista e carreira ‘congelada’. Tinha também 18 anos de experiência profissional como jornalista, tradutora e professora, vários cursos, um CAP caducado, domínio total de três línguas, duas das quais como “nativa”. Tinha como ordenado ‘fixo’ 485 euros x 7 meses por ano. Tinha iniciado um mestrado que tive depois de suspender pois foi preciso escolher entre trabalhar para pagar as contas ou para completar o curso. O meu dia, senhor primeiro ministro, só tinha 24 horas…
Cresci mais. Aos 38 anos conheci o mobbying. Conheci as insónias noites a fio. Conheci o medo do amanhã. Conheci, pela vigésima vez, a passagem de bestial a besta. Conheci o desespero. Conheci – felizmente! – também outras pessoas que partilhavam comigo a revolta. Percebi que não estava só. Percebi que a culpa não era minha. Cresci. Conheci-me melhor. Percebi que tinha valor.
Senhor primeiro-ministro, vou poupá-lo a mais pormenores sobre a minha vida. Tenho a dizer-lhe o seguinte: faço hoje 42 anos. Sou doutoranda e investigadora da Universidade do Minho. Os meus pais, que deviam estar a reformar-se, depois de uma vida dedicada à investigação, ao ensino, ao crescimento deste país e das suas filhas e netos, os meus pais, que deviam estar a comprar uma casinha na praia para conhecerem algum descanso e descontracção, continuam a trabalhar e estão a assegurar aos meus filhos aquilo que eu não posso. Material escolar. Roupa. Sapatos. Dinheiro de bolso. Lazeres. Actividades extra-escolares. Quanto a mim, tenho actualmente como ordenado fixo 405 euros X 7 meses por ano. Sim, leu bem, senhor primeiro-ministro. A universidade na qual lecciono há 16 anos conseguiu mais uma vez reduzir-me o ordenado. Todo o trabalho que arranjo é extra e a recibos verdes. Não sou independente, senhor primeiro ministro. Sempre que tenho extras tenho de contar com apoios familiares para que os meus filhos não fiquem sozinhos em casa. Tenho uma dívida de mais de cinco anos à Segurança Social que, por sua vez, deveria ter fornecido um dossier ao Tribunal de Família e Menores há mais de três a fim que os meus filhos possam receber a pensão de alimentos a que têm direito pois sou mãe solteira. Até hoje, não o fez.
Tenho a dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: nunca fui administradora de coisa nenhuma e o salário mais elevado que auferi até hoje não chegava aos mil euros. Isto foi ainda no tempo dos escudos, na altura em que eu enchia o depósito do meu renault clio com cinco contos e ia jantar fora e acampar todos os fins-de-semana. Talvez isso fosse viver acima das minhas possibilidades. Talvez as duas viagens que fiz a Cabo-Verde e ao Brasil e que paguei com o dinheiro que ganhei com o meu trabalho tivessem sido luxos. Talvez o carro de 12 anos que conduzo e que me custou 2 mil euros a pronto pagamento seja um excesso, mas sabe, senhor primeiro-ministro, por mais que faça e refaça as contas, e por mais que a gasolina teime em aumentar, continua a sair-me mais em conta andar neste carro do que de transportes públicos. Talvez a casa que comprei e que devo ao banco tenha sido uma inconsciência mas na altura saía mais barato do que arrendar uma, sabe, senhor primeiro-ministro. Mesmo assim nunca me passou pela cabeça emigrar…
Mas hoje, senhor primeiro-ministro, hoje passa. Hoje faço 42 anos e tenho a dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: Tenho mais habilitações literárias que o senhor. Tenho mais experiência profissional que o senhor. Escrevo e falo português melhor do que o senhor. Falo inglês melhor que o senhor. Francês então nem se fale. Não falo alemão mas duvido que o senhor fale e também não vejo, sinceramente, a utilidade de saber tal língua. Em compensação falo castelhano melhor do que o senhor. Mas como o senhor é o primeiro-ministro e dá tão bons conselhos aos seus governados, quero pedir-lhe um conselho, apesar de não ter votado em si. Agora que penso emigrar, que me aconselha a fazer em relação aos meus dois filhos, que nasceram em Portugal e têm cá todas as suas referências? Devo arrancá-los do seu país, separá-los da família, dos amigos, de tudo aquilo que conhecem e amam? E, já agora, que lhes devo dizer? Que devo responder ao meu filho de 14 anos quando me pergunta que caminho seguir nos estudos? Que vale a pena seguir os seus interesses e aptidões, como os meus pais me disseram a mim? Ou que mais vale enveredar já por outra via (já agora diga-me qual, senhor primeiro-ministro) para que não se torne também ele um excedentário no seu próprio país? Ou, ainda, que venha comigo para Angola ou para o Brasil por que ali será com certeza muito mais valorizado e feliz do que no seu país, um país que deveria dar-lhe as melhores condições para crescer pois ele é um dos seus melhores – e cada vez mais raros – valores: um ser humano em formação.
Bom, esta carta que, estou praticamente certa, o senhor não irá ler já vai longa. Quero apenas dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: aos 42 anos já dei muito mais a este país do que o senhor. Já trabalhei mais, esforcei-me mais, lutei mais e não tenho qualquer dúvida de que sofri muito mais. Ganhei, claro, infinitamente menos. Para ser mais exacta o meu IRS do ano passado foi de 4 mil euros. Sim, leu bem, senhor primeiro-ministro. No ano passado ganhei 4 mil euros. Deve ser das minhas baixas qualificações. Da minha preguiça. Da minha incapacidade. Do meu excedentarismo. Portanto, é o seguinte, senhor primeiro-ministro: emigre você, senhor primeiro-ministro. E leve consigo os seus ministros. O da mota. O da fala lenta. O que veio do estrangeiro. E o resto da maralha. Leve-os, senhor primeiro-ministro, para longe. Olhe, leve-os para o Deserto do Sahara. Pode ser que os outros dois aprendam alguma coisa sobre acordos de pesca.
Com o mais elevado desprezo e desconsideração, desejo-lhe, ainda assim, feliz natal OU feliz ano novo à sua escolha, senhor primeiro-ministro
e como eu sou aqui sem dúvida o elo mais fraco, adeus
Myriam Zaluar





O DEMAGOGO


Só há prenda para a mais nova, as outras já não são crianças. Os adultos este ano não têm presentes porque não há meios para isso".
"Não me vou endividar para estimular a economia."

O LIRISMO DE COELHO

O otimismo de Passos Coelho, que acha que irá a eleições em 2015 e espera por esse ano mágico para baixar os impostos; o seu conselho aos professores, para que estes emigrem (e Paulo Rangel  a pretender a coisa organizada por uma agência de exportação de portugueses); e a fé de que as nossas exportações vão aumentar porque a crise internacional vai acabar brevemente eram um bolo a precisar de uma cereja. Na sucessão de disparates que o desnorteado primeiro-ministro nos tem oferecido, veio mais uma: daqui a vinte anos as reformas vão valer metade... valendo-nos o  facto de o dito não ter demonstrado  lucidez bastante para se poder acreditar nas suas conjecturas.
 Primeira dúvida: em que estudo se baseou Pedro Passos Coelho para fazer esta afirmação que, como é evidente, cria angústia em milhões de cidadãos? Não sabemos. E confessamos que, do que se vai lendo sobre a matéria, não encontramos rigorosamente nada que autorize esta previsão. Ou seja, o primeiro-ministro de Portugal faz, com um assunto tão sério e delicado, conversa de café...
 O que Passos Coelho consegue com estas infelizes declarações é fácil de imaginar: instalar o sentimento de insegurança. Um medo que pode resultar, perante tão deprimente cenário, num aumento da fuga aos descontos para a segurança social. É que o sistema vive de uma ideia simples: pagamos as reformas de hoje porque acreditamos que pagarão as nossas no futuro. Se essa confiança se quebra com umas "bocas" irresponsáveis de um primeiro-ministro o sistema fica em risco. Com esta gente podemos estar sempre próximos de uma tragédia...

Pedro Passos Coelho: das origens até hoje

COELHO - O EXPORTADOR

pois claro

Desde o início que este Governo afirmou que, entre outras coisas, queria reduzir a despesa pública, aumentar as exportações, melhorar a balança de pagamentos e diminuir o desemprego. Sendo assim, a melhor maneira de fazer tudo de uma assentada é promover a emigração.
Com gente a emigrar, temos menos povo a encher hospitais, a pedir subsídios ou a fazer despesa ao Estado. Poupa-se no Serviço Nacional de Saúde, poupa-se na Segurança Social, etc. É só poupar.
Depois, exporta-se aquilo que cada vez há mais: desempregados. Ao exportar, não só diminuímos o desemprego, como ainda se melhora a balança de pagamentos quer pelas próprias exportações quer pela remessa de poupanças dos emigrantes para Portugal. Até mesmo porque fica sempre cá alguém da família. Sim, porque há sempre gente teimosa.
Até se deveria reformular o lema da diáspora, para “Emigrar é preciso. Viver não é preciso”. Os tempos mudam, e os lemas também deviam mudar.
Pela primeira vez há uma verdadeira política de emigração. Aliás, política de incentivo à emigração. E numa altura em que tanta gente fala que há falta de estímulo e de incentivos.Com a emigração não faltam novos horizontes. São horizontes a perder de vista. Não falta mundo.
Antigamente, nos tempos idos de Salazar, que era muito bom gestor e sabia fazer contas, e de Caetano, que até gostava de conversar com as famílias portuguesas, nem um nem outro deu palavras de incentivo a emigrar. As pessoas tinham de ir por iniciativa própria, sem uma palavra de estímulo, nem nada. Ao menos, agora, há um Governo solidário. E as pessoas ainda reclamam. Com franqueza!
Daqui

PASSOS!!!! - ESTOU SEM SALDO...

VAI EMIGRAR


Não se sabe se leva consigo na bagagem o Troinca

Pedro Passos Coelho: das origens até hoje

Pedro Passos Coelho -- Best of 2010-2011