20 dezembro 2011

ESSE PRIMEIRO MINISTRO E GOVERNO DE FANCARIA!...

terça-feira, 20 de dezembro de 2011


Porque é que eu não emigro

                                                               Governo
Será uma equipa de futebol amador em barreira a proteger as partes baixas na marcação de um livre directo?
(clique aqui para ver a solução)

Homem atadoPudesse eu, tivesse vinte e poucos anos, não tivesse filhas nem netas, nem casa para sustentar, fosse licenciado a fazer de professor, não tivesse descontado mais de 2/3 da minha vida para garantir uma segurança na velhice que me anunciam não ir ter, não tivesse investido em Portugal, no bem dos portugueses, no ensino das minhas descendentes, na defesa do meu País, não tivesse deixado o couro (e literalmente o cabelo) na defesa da democracia, na oportunidade dada ao Primeiro-Ministro para se educar à minha custa e de ter sido tratado por médicos que eu ajudei a pagar e de usar as auto-estradas que ainda estou a pagar e que as minhas filhas e netas irão continuar a amortizar, não fossem todas essas razões e mais uma mão cheia que não direi aqui, entre elas as que inviabilizam a partida devido aos roubos na remuneração que me é devida e que servem para pagar todos os luxos de que os nossos governantes não abdicam, e faria como o Senhor Primeiro-Ministro sugere.
Emigrava.

Não para os PALOPS ou outros de língua oficial portuguesa, mas para países onde os offshores fossem garantidos, tivesse, claro, tido oportunidade de ter poupado uma vida inteira porque não tinha criado portugueses novos, nem os tinha educado, porque não tinha descontado 2/3 de uma vida para um fundo que foi inúmeras vezes atacado pela ganância e pelo absurdo (como aquilo que agora pretendem fazer com os fundos de pensões dos bancários), não tivesse investido em Portugal e no bem dos portugueses, nem na defesa do meu País, nem tivesse pago os estudos de um homem que hoje é Primeiro-Ministro, nem as auto-estradas que ele usa, nem os médicos que o tratam nem o raio-que-o-parta, mais as meninas que já não vão receber prendinhas, a não ser a pequenina, nem os almoços no Forte de São Julião e as luzinhas de Natal com uma estrelinha que os guie.
Tivesse eu meios para emigrar, para não ter de ouvir estes tipos
, não ter de me deprimir cada vez que anunciam que aquilo porque lutei uma vida inteira foi uma fantasia, embora tudo tenha feito e pago para que fosse uma realidade para mim, para as minhas filhos e netos, e já tinha emigrado ou pelo menos tinha emigrado o aforro para evitar que esta gente lhe deitasse a mão.
LNT, douto dono da Barbearia do Senhor Luis
Governo
Será uma equipa de futebol amador em barreira a proteger as partes baixas na marcação de um livre directo?(clique aqui para ver a solução) 


 

APURANDO ESTRUGIDOS...



Convencido de que o governo não se aguenta para além de 2012, havendo mesmo a possibilidade de os seus Batanetes terem de fugir com a roupa que tiverem vestida para evitar a participação no espectáculo do renovado Campo Pequeno, Miguel Relvas decidiu tirar um curso de cozinha nas suas hora livres receando  poder vir a ter necessidade de arranjar emprego num botequim ou casa de pasto em Angola ou no Brasil.

AO SNHOR PIMEIRO MINISTRO

por Sérgio Lavos
Uma carta publicada no Facebook por uma das pessoas "excedentárias" que este país quer mandar lá para fora. Uma apenas. Entre milhares. Tanta gente não pode valer tão pouco para quem manda.
"Exmo Senhor Primeiro Ministro

Começo por me apresentar, uma vez que estou certa que nunca ouviu falar de mim. Chamo-me Myriam. Myriam Zaluar é o meu nome "de guerra". Basilio é o apelido pelo qual me conhecem os meus amigos mais antigos e também os que, não sendo amigos, se lembram de mim em anos mais recuados.
Nasci em França, porque o meu pai teve de deixar o seu país aos 20 e poucos anos. Fê-lo porque se recusou a combater numa guerra contra a qual se erguia. Fê-lo porque se recusou a continuar num país onde não havia liberdade de dizer, de fazer, de pensar, de crescer. Estou feliz por o meu pai ter emigrado, porque se não o tivesse feito, eu não estaria aqui. Nasci em França, porque a minha mãe teve de deixar o seu país aos 19 anos. Fê-lo porque não tinha hipóteses de estudar e desenvolver o seu potencial no país onde nasceu. Foi para França estudar e trabalhar e estou feliz por tê-lo feito, pois se assim não fosse eu não estaria aqui. Estou feliz por os meus pais terem emigrado, caso contrário nunca se teriam conhecido e eu não estaria aqui. Não tenho porém a ingenuidade de pensar que foi fácil para eles sair do país onde nasceram. Durante anos o meu pai não pôde entrar no seu país, pois se o fizesse seria preso. A minha mãe não pôde despedir-se de pessoas que amava porque viveu sempre longe delas. Mais tarde, o 25 de Abril abriu as portas ao regresso do meu pai e viemos todos para o país que era o dele e que passou a ser o nosso. Viemos para viver, sonhar e crescer.
Cresci. Na escola, distingui-me dos demais. Fui rebelde e nem sempre uma menina exemplar mas entrei na faculdade com 17 anos e com a melhor média daquele ano: 17,6. Naquela altura, só havia três cursos em Portugal onde era mais dificil entrar do que no meu. Não quero com isto dizer que era uma super-estudante, longe disso. Baldei-me a algumas aulas, deixei cadeiras para trás, saí, curti, namorei, vivi intensamente, mas mesmo assim licenciei-me com 23 anos. Durante a licenciatura dei explicações, fiz traduções, escrevi textos para rádio, coleccionei estágios, desperdicei algumas oportunidades, aproveitei outras, aprendi muito, esqueci-me de muito do que tinha aprendido.
Cresci. Conquistei o meu primeiro emprego sozinha. Trabalhei. Ganhei a vida. Despedi-me. Conquistei outro emprego, mais uma vez sem ajudas. Trabalhei mais. Saí de casa dos meus pais. Paguei o meu primeiro carro, a minha primeira viagem, a minha primeira renda. Fiquei efectiva. Tornei-me personna non grata no meu local de trabalho. "És provavelmente aquela que melhor escreve e que mais produz aqui dentro." - disseram-me - "Mas tenho de te mandar embora porque te ris demasiado alto na redacção". Fiquei.
Aos 27 anos conheci a prateleira. Tive o meu primeiro filho. Aos 28 anos conheci o desemprego. "Não há-de ser nada, pensei. Sou jovem, tenho um bom curriculo, arranjarei trabalho num instante". Não arranjei. Aos 29 anos conheci a precariedade. Desde então nunca deixei de trabalhar mas nunca mais conheci outra coisa que não fosse a precariedade. Aos 37 anos, idade com que o senhor se licenciou, tinha eu dois filhos, 15 anos de licenciatura, 15 de carteira profissional de jornalista e carreira 'congelada'. Tinha também 18 anos de experiência profissional como jornalista, tradutora e professora, vários cursos, um CAP caducado, domínio total de três línguas, duas das quais como "nativa". Tinha como ordenado 'fixo' 485 euros x 7 meses por ano. Tinha iniciado um mestrado que tive depois de suspender pois foi preciso escolher entre trabalhar para pagar as contas ou para completar o curso. O meu dia, senhor primeiro ministro, só tinha 24 horas...
Cresci mais. Aos 38 anos conheci o mobbying. Conheci as insónias noites a fio. Conheci o medo do amanhã. Conheci, pela vigésima vez, a passagem de bestial a besta. Conheci o desespero. Conheci - felizmente! - também outras pessoas que partilhavam comigo a revolta. Percebi que não estava só. Percebi que a culpa não era minha. Cresci. Conheci-me melhor. Percebi que tinha valor.
Senhor primeiro-ministro, vou poupá-lo a mais pormenores sobre a minha vida. Tenho a dizer-lhe o seguinte: faço hoje 42 anos. Sou doutoranda e investigadora da Universidade do Minho. Os meus pais, que deviam estar a reformar-se, depois de uma vida dedicada à investigação, ao ensino, ao crescimento deste país e das suas filhas e netos, os meus pais, que deviam estar a comprar uma casinha na praia para conhecerem algum descanso e descontracção, continuam a trabalhar e estão a assegurar aos meus filhos aquilo que eu não posso. Material escolar. Roupa. Sapatos. Dinheiro de bolso. Lazeres. Actividades extra-escolares. Quanto a mim, tenho actualmente como ordenado fixo 405 euros X 7 meses por ano. Sim, leu bem, senhor primeiro-ministro. A universidade na qual lecciono há 16 anos conseguiu mais uma vez reduzir-me o ordenado. Todo o trabalho que arranjo é extra e a recibos verdes. Não sou independente, senhor primeiro ministro. Sempre que tenho extras tenho de contar com apoios familiares para que os meus filhos não fiquem sozinhos em casa. Tenho uma dívida de mais de cinco anos à Segurança Social que, por sua vez, deveria ter fornecido um dossier ao Tribunal de Família e Menores há mais de três a fim que os meus filhos possam receber a pensão de alimentos a que têm direito pois sou mãe solteira. Até hoje, não o fez.
Tenho a dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: nunca fui administradora de coisa nenhuma e o salário mais elevado que auferi até hoje não chegava aos mil euros. Isto foi ainda no tempo dos escudos, na altura em que eu enchia o depósito do meu renault clio com cinco contos e ia jantar fora e acampar todos os fins-de-semana. Talvez isso fosse viver acima das minhas possibilidades. Talvez as duas viagens que fiz a Cabo-Verde e ao Brasil e que paguei com o dinheiro que ganhei com o meu trabalho tivessem sido luxos. Talvez o carro de 12 anos que conduzo e que me custou 2 mil euros a pronto pagamento seja um excesso, mas sabe, senhor primeiro-ministro, por mais que faça e refaça as contas, e por mais que a gasolina teime em aumentar, continua a sair-me mais em conta andar neste carro do que de transportes públicos. Talvez a casa que comprei e que devo ao banco tenha sido uma inconsciência mas na altura saía mais barato do que arrendar uma, sabe, senhor primeiro-ministro. Mesmo assim nunca me passou pela cabeça emigrar...
Mas hoje, senhor primeiro-ministro, hoje passa. Hoje faço 42 anos e tenho a dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: Tenho mais habilitações literárias que o senhor. Tenho mais experiência profissional que o senhor. Escrevo e falo português melhor do que o senhor. Falo inglês melhor que o senhor. Francês então nem se fale. Não falo alemão mas duvido que o senhor fale e também não vejo, sinceramente, a utilidade de saber tal língua. Em compensação falo castelhano melhor do que o senhor. Mas como o senhor é o primeiro-ministro e dá tão bons conselhos aos seus governados, quero pedir-lhe um conselho, apesar de não ter votado em si. Agora que penso emigrar, que me aconselha a fazer em relação aos meus dois filhos, que nasceram em Portugal e têm cá todas as suas referências? Devo arrancá-los do seu país, separá-los da família, dos amigos, de tudo aquilo que conhecem e amam? E, já agora, que lhes devo dizer? Que devo responder ao meu filho de 14 anos quando me pergunta que caminho seguir nos estudos? Que vale a pena seguir os seus interesses e aptidões, como os meus pais me disseram a mim? Ou que mais vale enveredar já por outra via (já agora diga-me qual, senhor primeiro-ministro) para que não se torne também ele um excedentário no seu próprio país? Ou, ainda, que venha comigo para Angola ou para o Brasil por que ali será com certeza muito mais valorizado e feliz do que no seu país, um país que deveria dar-lhe as melhores condições para crescer pois ele é um dos seus melhores - e cada vez mais raros - valores: um ser humano em formação.
Bom, esta carta que, estou praticamente certa, o senhor não irá ler já vai longa. Quero apenas dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: aos 42 anos já dei muito mais a este país do que o senhor. Já trabalhei mais, esforcei-me mais, lutei mais e não tenho qualquer dúvida de que sofri muito mais. Ganhei, claro, infinitamente menos. Para ser mais exacta o meu IRS do ano passado foi de 4 mil euros. Sim, leu bem, senhor primeiro-ministro. No ano passado ganhei 4 mil euros. Deve ser das minhas baixas qualificações. Da minha preguiça. Da minha incapacidade. Do meu excedentarismo. Portanto, é o seguinte, senhor primeiro-ministro: emigre você, senhor primeiro-ministro. E leve consigo os seus ministros. O da mota. O da fala lenta. O que veio do estrangeiro. E o resto da maralha. Leve-os, senhor primeiro-ministro, para longe. Olhe, leve-os para o Deserto do Sahara. Pode ser que os outros dois aprendam alguma coisa sobre acordos de pesca.
Com o mais elevado desprezo e desconsideração, desejo-lhe, ainda assim, feliz natal OU feliz ano novo à sua escolha, senhor primeiro-ministro. E como eu sou aqui sem dúvida o elo mais fraco, adeus.
Myriam Zaluar, 19/12/2011"
Por favor, a fauna habitual abstenha-se, por uma vez que seja, de passar todos os limites éticos e humanos na caixa de comentários deste post. Já que nem por vocês próprios conseguem ter respeito, pelo menos tentem respeitar quem aos 42 anos desistiu de lutar por um país ingrato. É o mínimo.
(Via Joana Lopes.)

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DEMOCRATIZAÇÃO DA ECONOMIA?

 

O primeiro-ministro que temos afirmou  numa  cerimónia de aniversário da Universidade de Aveiro, que o plano de reformas preconizado pelo governo vai possibilitar uma "verdadeira democratização" da economia nacional. Até este momento, de relevante, as «reformas» conhecidas têm a ver com o empobrecimento de quem trabalha por conta de outrem: aumento de todos os impostos até ao limite do insuportável, diminuição de salários e de indemnizações por despedimento, aumento do horário de trabalho, quer em tempo diário, quer em desaparecimento de feriados, sem qualquer compensação, e por aí fora – tudo debaixo do manto diáfano do acordo com os credores da troika. Se é por este caminho, tratando quem ganha 600 ou 700 euros por mês, como gente que «vive acima das suas possibilidades», e a quem é necessário reduzir-lhes os «rendimentos», para que a «Pátria» se salve e se alcance a «democratização da economia», então, é porque chegámos ao ponto em que é preciso enterrar a «democratização» da economia.
 T. Vasques

Ordem para emigrar

Ordem para emigrar foi o título de um  artigo  do Correio da Manhã, publicado a 4 de Junho deste ano, que analisava a economia social patente do «Memorando de Entendimento», assim como os mecanismos de mercado da zona euro. Mas nunca pensei que o governo tivesse de explicitar essa ordem imanente ao sistema. Pois Passos Coelho, também no Correio da Manhã, veio seguir à letra o mandamento da circulação de pessoas para a zona especial da língua portuguesa. Desde a emigração para o Brasil, ou para África, que não se ouvia essa ladainha.

FOI VOCÊ QUE PEDIU UMA "BUBLE GIRL"?



A Angelonly foi a "bubble girl" em dois Circos consecutivos e pronto, rapidamente a conversa descambou nos comentários para referências sobre "bolhas" que mereceram uma rápida reacção do Clã das Piranhas do field FutPoker. Com a Nanda a puxar os cordelinhos em associação com a tubarona aveirense, o resultado só podia ser do mais sabujo que temos visto neste espaço, com a Angélica "Angelonly" Vicente a ser retratada com um enquadramento que ficaria a matar no "curriculum vitae" para um emprego numa cooperativa leiteira: foi você que pediu... um par de "bubbles"?

O FIEL AMIGO

sabujo helénico

Segundo Carlos Abreu Amorim, o “senhor primeiro-ministro” (o respeitinho é muito bonito) foi mal interpretado quando aconselhou a rapaziada a emigrar, de preferência para países da CPLP. Na televisão e em directo, CAA explicou então o que queria dizer Passos Coelho: o conselho é mesmo para emigrarmos, porque não há perspectiva nenhuma de emprego em Portugal.

Obrigado, CAA, pela sua prestimável ajuda de  intérprete das sapientes e superinfluentes palavras de sua excelência o preclaro e venerável senhor primeiro-ministro

19 dezembro 2011

QUANDO ELE FOR VELHINHO


O primeiro-ministro, actualmente com 47 anos, foi questionado sobre que pensão espera receber quando chegar à idade de se aposentar e respondeu: - "Sensivelmente metade daquela que existia antes de 2007. Talvez um pouco mais para todos aqueles que entraram na vida activa nos últimos dez anos, o que não é o meu caso, que entrei há bastante mais".
Sobre o futuro do sistema de Segurança Social, de acordo com o líder do executivo, "qualquer que tenha sido a carreira contributiva, os pensionistas sabem que não obterão da Segurança Social uma pensão superior a um determinado valor e que, portanto, devem fazer aplicações (geridas ou não pelo Estado), de forma a terem uma pensão mais generosa do que está estabelecida".

Este é o futuro que nos prometem, a redução das pensões como se agora já fossem muito altas (mesmo pelas contas do governo, mais de 80 por cento são inferiores a 600 euros). Claro que nos oferecem uma alternativa, descontarmos ainda mais para "aplicações" ou seja seguros que nos garantam que as reformas chegam para podermos sobreviver. Este sempre foi o sonho do liberalismo em Portugal, transferir o dinheiro da segurança social do estado para os privados. Falam da insustentabilidade do sistema actual, mas são eles que tudo fazem para o destruir e tornar inevitável a sua falência. Um bom exemplo é a passagem dos 6 mil milhões do fundo de pensões da Banca para a segurança social, o que ajuda o governo a dizer que cumpriu p limite do défice, até ultrapassando as exigências, mas cria uma nova despesa à segurança social de 500 milhões de euros em cada ano.
A única forma de resolver este problema era fazendo com que o dinheiro das pensões fosse considerado num orçamento independente do orçamento de estado, impedindo assim que esse dinheiro, que é nosso pois vem dos nossos descontos e que nos devia garantir uma pensão digna, seja gasto sabe-se lá onde.daqui

QUAL O MELHOR DESTINO DO HOMEM?


Qual o melhor destino de emigração para Passos Coelho?









Manuel António Pina, Finalmente alguém sensato, no Jornal de Notícias. Sublinhado nosso:
«O que disse o vice-presidente da bancada do PS e tanta celeuma levantou é o óbvio: um Governo que se preocupasse exclusivamente com os interesses dos portugueses e não fosse um mero núncio local dos interesses dos “mercados” deveria ter como absoluta prioridade a renegociação da dívida.
É hoje claro para quem observa, sem palas ideológicas, a situação portuguesa que nunca conseguiremos pagar a dívida nas condições usurárias que nos foram impostas, as quais, gerando recessão e bloqueando o crescimento da economia, constituem o principal obstáculo a esse pagamento, forçando sempre a novas e sucessivas
“ajudas”, numa espiral de endividamento cujos resultados estão à vista na Grécia.
Assim, a reestruturação da dívida será, mais tarde ou mais cedo, uma inevitabilidade. Aos credores interessa que seja o mais tarde possível, quando o país estiver já completamente exaurido e sem património que vender ao desbarato. Nessa altura, tudo o que puderem ainda sacar será bem vindo. Aos portugueses interessa que seja já, enquanto ainda dispomos de uns restos de soberania.

A desassombrada afirmação de Pedro Nuno Santos, de que devemos
“marimbar-nos para os credores” e usar todas as armas para obter condições que nos permitam pagar o que devemos e sobreviver como país independente, seria o desiderato patriótico de qualquer Governo que não agisse apenas como submissa correia de transmissão dos interesses da Sra. Merkel

A BOYADA DO PSD

“O país está quebrado mas anda tudo a tratar da vidinha”


Pedro Santos Guerreiro, Passos afirma-se?: 

     ‘Mesmo na Saúde, o mais independente dos Ministérios: como aceitar a vergonhosa nomeação em catadupa de "boys" sociais-democratas para cargos de chefia? Não há vergonha no PSD? Ou Passos Coelho não manda no seu partido? O país está quebrado mas anda tudo a tratar da vidinha. O problema dos "boys", das mini-reformas estruturais, do reagrupamento dos lóbis que está a consumar-se, de um sistema político alapado na inércia que o protege é tudo isso ser uma provocação social. O Governo está a desperdiçar a paz social, confrontando-a. É uma asneira monumental fechar o ano com um défice orçamental abaixo de 4,5%, isso será sempre entendido pelos portugueses como uma afronta, pois nada os convencerá que não lhes tiraram meio Natal em vão

VEIO A CALHAR? Ó SE VEIO

Segunda-feira, Dezembro 19, 2011

♪ Natal (só até aos quatro anos?) [2]
        "Só há prenda para a mais nova, as outras já não são crianças. Os adultos este ano não têm presentes porque não há meios para isso". "Não me vou endividar para estimular a economia."


Marc Ribot, Jamie Saft, Kenny Wollesen, Trevor Dunn,
Joey Baron, Cyro Baptista, Mike Patton & John Zorn

The Christmas Song

Os melhores blogues de 2011

• Pedro Adão e Silva, A CRISE VEIO MESMO A CALHAR [ontem no Expresso]:
    ‘Ainda assim, o problema essencial não é esse. O encaixe que hoje é feito com o fundo de pensões traduz-se num conjunto de responsabilidades futuras e sobre estas pouco se sabe. No passado, a propósito de exercícios do género, o Tribunal de Contas recomendou que “fossem realizados estudos actuariais independentes e isentos de conflitos de interesses, que calculem o valor das responsabilidades transferidas”. Existem estudos sobre esta transferência? Sabemos quais são as responsabilidades futuras contraídas? Ficamos a aguardar a explicação pau-sa-da do merdas do Vítor Gaspar sobre o que é uma mera antecipação de receitas extraordinárias. Até lá, o valor final do défice para este ano não passa, mais uma vez, de uma manigância a pagar no futuro. E oportunidade é mesmo a expressão adequada. No preciso momento em que a Segurança Social pública contraía mais responsabilidades, o ministro da tutela regressava à velha proposta de limitar o valor das pensões. Estamos face a um eufemismo para se dizer uma outra coisa — queremos diminuir a base contributiva, logo colocar em causa a sustentabilidade financeira do sistema. É uma ideia que pode bem ser classificada como de criança: a menos que se explique como se financiam os custos de transição, não se vê como é que é possível evoluir de um sistema de repartição, em que os descontos de hoje pagam as pensões de hoje, para um que limita os descontos hoje para limitar o valor das pensões amanhã. O mais provável é que tudo não passe de uma oportunidade histórica para se desmantelar o Estado Social. A crise veio mesmo a calhar.
    obs - o "merdas" é da responsabilidade do dono do blogue

C.P.L.P.

Flag CPLP.gif

Bandeira Oficial
Fundação17 de julho de 1996 (15 anos)
TipoOrganização internacional
Membros Angola
Brasil
Cabo Verde
Guiné-Bissau
Moçambique
Portugal
São Tomé e Príncipe
Timor-Leste
Observadores:
Guiné Equatorial
Maurícia
Senegal
Línguas oficiaisPortuguês
Secretário ExecutivoDomingos Simões Pereira [1]
Sítio oficialhttp://www.cplp.org/

OS SALTEADORES

Conselho de Ministros informal - PAULO CORDEIRO/LUSA
O BANDO DE SALTEADORES REUNIDOS PARA ESTUDAREM MÉTODOS FICAZES DE SAQUEAREM A MAGRA BOLSA DOS PORTUGUESES
PRESIDE UM COELHO
PILHA GALINHAS

SAÍDA DO EURO?



 

SE ATÉ ELE O DIZ

Diz o homem que foi a primeira escolha para ministro das Finanças. E cada vez há mais gente, da extrema-esquerda à extrema-direita, sem esquecer segmentos importantes do Centrão, a pensar o mesmo. A entrevista vem no Público.

18 dezembro 2011

PORTUGUESES... EMIGREM!!!... FUJAM DA RAPINAGEM CUNICULAR...

Desempregados de todo o país, emigrem!

EMIGREM!!!...FUJAM  DESTE DENTE DE COELHO



 Há dias, foi o secretário de Estado da Juventude que aconselhou os jovens desempregados a saírem dazona de conforto” e abandonarem o país. Hoje, é o primeiro-ministro (ou coisa que o valha) que recomenda aos professores desempregados que emigrem. É a confissão de que a única política deste Governo é a de pagar a dívida aos credores deixando o país definhar.
Às vezes, passa-me pela cabeça que a maioria de direita tem um programa de Goveno muito sucinto para realizar num horizonte temporal muito curto:
    1. Desmantelar o Estado Social;
    2. Abocanhar o(s) pote(s)
    3. Garantir à família a gestão do POTE GRANDE



 Concurso de Natal 2011 – Todos Concorrentes
A minha homenagem à " A BARBEARIA DO SENHOR LUIS" O MEU
BLOGUE DE ELEIÇÃO!!!

O NOGUEIRA E A ESCLARECIDA CLASSE DOS PROFESSORES


Passos Coelho encontrou solução para o problema dos professores excedentários. Emigrem!

Entrevistado hoje pelo Correio da Manhã, perguntado sobre se os professores deviam procurar emprego noutro país, afirmou:
«[...] Em Angola e não só. O Brasil tem também uma grande necessidade ao nível do ensino básico e secundário. [...] Sabemos que há muitos professores em Portugal que não têm, nesta altura, ocupação. E o próprio sistema privado não consegue ter oferta para todos. [...] Estamos com uma demografia decrescente, como todos sabem, e portanto nos próximos anos haverá muita gente em Portugal que, das duas uma: ou consegue nessa área fazer formação e estar disponível para outras áreas ou, querendo manter-se sobretudo como professores, podem olhar para todo o mercado da língua portuguesa e encontrar aí uma alternativa. [...]» Da Literatura

Mário Nogueira já deu o exemplo, tendo emigrado há seis meses.
Notinha da tramela:
-Não culpamos o Nogueira (um comuna a soldo) mas uma classe supostamente esclarecida
e que se entregava em rebanho a essa figura de almanaque... vindo das catacumbas do P.C.P.
A.Barroso