04 janeiro 2012

vista sobre a cidade

.7 ideias para a Social Democracia no séc. XXI

  • Introdução;
  • A Guerra e a Paz;
  • A Ética;
  • As Desigualdades Sociais;
  • O Sector empresarial do Estado;
  • A Saúde e Educação;
  • O Reformismo;
  • O Ambiente;
  • O Poder económico subordinado ao poder político.
  • Conclusões.

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    Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2012
    A magia de Soares dos Santos
    Soares dos Santos querendo-nos fazer crer que nada tem na manga

    Soares dos Santos, Fevereiro 2011
    «Os truques são com o Sócrates, não comigo, ele é que gosta de truques. Aqui não há truques, há planos, estratégias muito bem definidas e implementadas com muito rigor», adianta.

    Soares dos Santos, Janeiro de 2012
    Família Soares dos Santos muda participação directa na JM para a Holanda

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    Sonhos para 2012
    No início de 2011, fiz alguns prognósticos para o ano que então começava.
    Este ano não me atrevo a fazer o mesmo, porque a situação é de tal modo sui-generis, e o futuro de tal modo incerto que qualquer prognóstico é mera futurologia.
    Mas não resisto a divulgar alguns dos meus sonhos (políticos) para 2012. Dar-me-ia por tremendamente satisfeito se pelo menos um destes sonhos se realizasse. Então aqui vai:
    - Sonho que a comunicação social deixe de ser controlada por grandes grupos económicos, que não param de nos vender liberalismo e austeridade como receitas únicas para sair da crise, e que têm um papel decisivo nos resultados das eleições;
    - Sonho que as políticas seguidas em Portugal e na Europa deixem de ser definidas pelos "mercados";
    - Sonho em saber quem são esses tais mercados que especulam e ganham rios de dinheiro com a desgraça dos países e dos seus povos.
    - Sonho em viver num mundo que não seja governado pela Goldman Sachs;
    - Sonho em ter um Presidente da República e um Primeiro Ministro que sejam uma fonte de inspiração para que Portugal possa sair desta crise;
    - Sonho ver, de novo, a Galp ou EDP controladas pelo Estado português para que estas empresas estratégicas possam ser de novo usadas ao serviço do bem comum e não ao serviço de um qualquer milionário ou do Estado Chinês...
    São estes os sonhos que me ocorreram enquanto escrevia estas linhas.
    Gostava de dizer também que sonho em ver uma França governada pela esquerda, mas o candidato socialista François Hollande não me inspira confiança. Parece-me daqueles políticos semsaborões que nada dizem de substancial. Não o vejo com coragem para se impor face à doutrina dominante imposta pela Alemanha (e pelos tais mercados).


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    Sexta-feira, 30 de Dezembro de 2011
    Futre foi o único economista a acertar...
    Quem é meu Economista do Ano? Sócios, é isso que vou explicar. O que é que Portugal tem de fazer? Vai qu'ir buscar dinheiro... Ontem vi o patrão da barragem Três Gargantas, Cao Guangjing. Ele é o chinês que comprou a EDP - e fez-me luz! Foi quando ele disse: "Podemos trazer dinheiro e bancos chineses." Sócios, ele é o 20.º jogador do plantel, aquele que foi anunciado num discurso, em Lisboa, a 24 de Março! Na altura, foi dito que vinham aí charters e os portugueses riram-se. E não é que aconteceu mesmo?! Portugal foi buscar sponsors, foi buscar as Três Gargantas. Agora Portugal vai ter comissão de charters... vai ter comissão de bancos... vai ter comissão de barragens... Ontem Cao Guangjing foi recebido no Ministério da Economia e hoje vai ao Ministério das Finanças e vai ser recebido por Passos Coelho... Porquê? Sócios, porque foi feito um Departamento do Jogador Chinês, como foi preconizado no tal discurso em Março. "Portugueses, isto é um projecto de irmos p'ra frente! Vamos ganhar, vamos tar lá em cima outra vez", foi dito então. E agora eu vou ter que eleger o Economista do Ano. Aquele discurso não foi nem do Teixeira dos Santos nem do Constân... sócios... oh sócios... por favor, tou concentradíssimo, não é?, nem pelas falinhas mansas do Gaspar, nem pela sumidade académica do Álvaro - foi dito com os pés por Paulo Futre. Não foi citado pelo Financial Times mas está no YouTube. E, sócios, Futre foi o único que acertou.
    Aqui está o vídeo do melhor economista de 2011

    Bom Ano 2012!

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    Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2012
    A magia de Soares dos Santos
    Soares dos Santos querendo-nos fazer crer que nada tem na manga

    Soares dos Santos, Fevereiro 2011
    «Os truques são com o Sócrates, não comigo, ele é que gosta de truques. Aqui não há truques, há planos, estratégias muito bem definidas e implementadas com muito rigor», adianta.

    Soares dos Santos, Janeiro de 2012
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    Sonhos para 2012
    No início de 2011, fiz alguns prognósticos para o ano que então começava.
    Este ano não me atrevo a fazer o mesmo, porque a situação é de tal modo sui-generis, e o futuro de tal modo incerto que qualquer prognóstico é mera futurologia.
    Mas não resisto a divulgar alguns dos meus sonhos (políticos) para 2012. Dar-me-ia por tremendamente satisfeito se pelo menos um destes sonhos se realizasse. Então aqui vai:
    - Sonho que a comunicação social deixe de ser controlada por grandes grupos económicos, que não param de nos vender liberalismo e austeridade como receitas únicas para sair da crise, e que têm um papel decisivo nos resultados das eleições;
    - Sonho que as políticas seguidas em Portugal e na Europa deixem de ser definidas pelos "mercados";
    - Sonho em saber quem são esses tais mercados que especulam e ganham rios de dinheiro com a desgraça dos países e dos seus povos.
    - Sonho em viver num mundo que não seja governado pela Goldman Sachs;
    - Sonho em ter um Presidente da República e um Primeiro Ministro que sejam uma fonte de inspiração para que Portugal possa sair desta crise;
    - Sonho ver, de novo, a Galp ou EDP controladas pelo Estado português para que estas empresas estratégicas possam ser de novo usadas ao serviço do bem comum e não ao serviço de um qualquer milionário ou do Estado Chinês...
    São estes os sonhos que me ocorreram enquanto escrevia estas linhas.
    Gostava de dizer também que sonho em ver uma França governada pela esquerda, mas o candidato socialista François Hollande não me inspira confiança. Parece-me daqueles políticos sensaborões que nada dizem de substancial. Não o vejo com coragem para se impor face à doutrina dominante imposta pela Alemanha (e pelos tais mercados).


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    Sexta-feira, 30 de Dezembro de 2011
    Futre foi o único economista a acertar...Sócios, ele é o Economista do Ano, por Ferreira Fernandes

    Porqu é meu Economista do Ano? Sócios, é isso que vou explicar. O que é que Portugal tem de fazer? Vai qu'ir buscar dinheiro... Ontem vi o patrão da barragem Três Gargantas, Cao Guangjing. Ele é o chinês que comprou a EDP - e fez-me luz! Foi quando ele disse: "Podemos trazer dinheiro e bancos chineses." Sócios, ele é o 20.º jogador do plantel, aquele que foi anunciado num discurso, em Lisboa, a 24 de Março! Na altura, foi dito que vinham aí charters e os portugueses riram-se. E não é que aconteceu mesmo?! Portugal foi buscar sponsors, foi buscar as Três Gargantas. Agora Portugal vai ter comissão de charters... vai ter comissão de bancos... vai ter comissão de barragens... Ontem Cao Guangjing foi recebido no Ministério da Economia e hoje vai ao Ministério das Finanças e vai ser recebido por Passos Coelho... Porquê? Sócios, porque foi feito um Departamento do Jogador Chinês, como foi preconizado no tal discurso em Março. "Portugueses, isto é um projecto de irmos p'ra frente! Vamos ganhar, vamos tar lá em cima outra vez", foi dito então. E agora eu vou ter que eleger o Economista do Ano. Aquele discurso não foi nem do Teixeira dos Santos nem do Constân... sócios... oh sócios... por favor, tou concentradíssimo, não é?, nem pelas falinhas mansas do Gaspar, nem pela sumidade académica do Álvaro - foi dito com os pés por Paulo Futre. Não foi citado pelo Financial Times mas está no YouTube. E, sócios, Futre foi o único que acertou.
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    Bom Ano 2012!

    O OURIÇO E O LOBO



                                                                                                                 
        O Ouriço e o Lobo poderia ser o título de uma fábula encantada perdida na floresta mágica da literatura infanto-juvenil. No entanto, o chamamento que me traz a este blog, é um assunto sério; a busca de soluções para Portugal. O pensamento, que deve preceder a acção, será um processo interminável, manifestamente tolerante e congregador de vontades distintas. Os "espinhos de opiniões" são necessários para estimular o sentido crítico, alheio a ideologias cerradas e dogmas. O Ouriço - (em inglês) Hedgehog - será porventura o candidato mais indicado para fazer frente à intensa especulação que deitou por terra a a economia real, baseada em produção e pleno emprego, e colocou no topo, porventura, o símbolo mais intenso deste paradigma que agora finda - os Hedgefunds! Pois bem, o hedgehog será um caçador temível, habilmente farejando o supletivo, defendendo os postulados éticos e avançando a grande causa de Portugal. Como lobo, uivarei no cimo da montanha mais alta, para que o valor intrínseco deste reino possa reluzir e inspirar todos os animais para que revelem o seu genuíno espírito combativo.

        SÉ CATEDRAL DE BRAGA

        03 janeiro 2012

        AÇORES...DE BOAS CONTAS



        Sérgio Ávila aponta para dívidas da região de 1,5 mil milhões, valor confirmado pela agência.


        Sérgio Ávila

        Devido ao agravamento do passivo consolidado da região, a agência de notação financeira Moody's baixou em 2011 oito níveis a avaliação das contas dos Açores. O último corte aconteceu a 18 de Novembro passado - de Ba3 para B1, dois níveis abaixo da dívida da República -, com a Moody's a calcular a dívida consolidada da região em 1,5 mil milhões de euros, valor validado pelo vice-presidente do Governo, Sérgio Ávila, em declarações ao Diário Económico.
        Sobre o eventual impacto da dívida consolidada dos Açores em futuros Orçamentos de Estado, o Ministério das Finanças remete comentários para "o Governo Regional dos Açores", disse fonte oficial.
        Já Duarte Freitas (PSD Açores) afasta qualquer irregularidade nas contas açorianas, como aconteceu na Madeira: "A situação financeira dos Açores é bem diferente da Madeira", cuja dívida bruta é de 3,1 mil milhões, contra os 652,5 milhões (segundo reporte, de 30 de Setembro, de défices excessivos do INE) dos Açores. E acrescenta: "Não há, pensamos nós, situações de ilegalidade como surgiram na Madeira, a dimensão da dívida não se compara, mas para que estejamos todos tranquilos é preciso termos toda a verdade, daí a necessidade da consolidação da dívida", diz o deputado regional, do gabinete de estudos do PSD.O que está em causa, segundo o líder parlamentar da oposição local, é traduzir essa realidade financeira em próximos orçamentos regionais, através da implementação do chamado Pacote Legislativo para a Transparência, constituído por cinco peças legislativas - processo iniciado em Março, sob proposta social-democrata, que apenas não entrou em vigor no Orçamento regional de 2012, aprovado a 30 de Novembro, devido à lentidão na sua aprovação na Assembleia regional. E há um responsável pelo atraso no processo: "O PS tem vindo a protelar a aprovação destas peças jurídicas, já que a aprovação e discussão arrasta-se desde Março", conclui Duarte Freitas.

        REESTRUTURAÇÃO DA DÍVIDA GREGA?

        GRÉCIA - Lentamente...  o país deteriora-se

        18 abril 2011
        Atenas

        Por um lado, o anúncio de novas medidas de austeridade, por outro, rumores persistentes de re-estruturação da dívida – e, portanto, da falência do país: a alternativa que se apresenta aos gregos acompanha uma espécie de declínio do Estado, escreve um editorialista.
        , onde 20 automobilistas não tiveram qualquer dificuldade em assaltar uma esquadra da polícia para anuPara o cidadão médio, a camisola começa a ficar no fio. Os indícios estão por toda a parte. Em Corintolarem as suas multas. Em Perama, onde um grupo de sindicalistas fez capotar um carro da polícia, com os agentes lá dentro. Em Keratea, onde, há meses, se trava uma guerrilha contra a polícia e onde o Estado se revela incapaz de reagir [os habitantes opõem-se à construção de um depósito de lixo].
        Nas portagens e na praça da Constituição [no centro de Atenas], onde a associação "Não pago" atua com toda a impunidade e faz reféns aqueles que não querem violar a lei. Em Patras, onde indivíduos de rosto encoberto atacam um Prémio Nobel de 80 anos [James D. Watson, Nobel da Medicina em 1962].
        Mas não se trata apenas de violência e de anarquia. Na DEI [companhia nacional de eletricidade], a descoberta de donativos de milhões de euros a uma filial provocou a revolta dos sindicatos. No ensino superior, a revelação, por um "comité de sábios" de que gastamos mais por estudante do que o resto da Europa foi recebida com ameaças de fecho de universidades pelos professores.
        Num clima de incrível confusão
        E, na área da saúde, na qual gastamos tanto como os Estados Unidos, os médicos não admitem os pacientes nos hospitais, a pretexto de falta de camas e de material para os tratar. Felizmente, neste caso, o ministro lançou de imediato processos disciplinares. No que se refere ao setor público, os trabalhadores que mais recebem fazem greves de zelo.
        O resultado foi a troika [FMI-BCE-UE] ter concluído que o mecanismo de cobrança de impostos é pior do que aquele que existia quando das eleições de 2009! E tudo isto num clima de incrível confusão, cujos atores são quase sempre os ministros.
        Por exemplo: o ministro da Proteção do Cidadão, que, depois de êxitos como a detenção de membros de organizações terroristas, decidiu seguir o método do seu antecessor e se recusa assumir as suas responsabilidades. E também o ministro do Ambiente, que, até agora, não teve nada a dizer sobre o que significa a inexistência de uma lixeira pública em Keratea.
        Os hospitais poderiam encerrar

        Na área da economia, reina a mesma confusão: os quadros do PASOK [Partido Socialista, no poder] admitem a hipótese da re-estruturação da dívida, mostrando assim que não compreendem a não conformidade do nosso problema com a realidade com que somos confrontados na Europa e nos mercados.

        Porque, é evidente, os tecnocratas da troika ameaçam dar um parecer negativo sobre o pagamento da quarta tranche do empréstimo de 110 mil milhões de euros – e, se isso acontecer, a questão da re-estruturação deixaria de fazer sentido. Este dilema voltou a ser referido pelo primeiro-ministro, Georges Papandréou, no seu discurso no Conselho de Ministros [em 15 de abril, quando anunciou as novas medidas de austeridade].
        Portanto, nos últimos dias, ouvimos falar de cenários relativos ao futuro próximo, se aceitarmos a re-estruturação para o bem do povo: as administrações não teriam dinheiro para pagar os salários, os hospitais encerrariam por falta de médicos ou de material.
        A sondagem de hoje de To Vima mostra que, apesar dos problemas, apesar da deceção em relação ao Governo, grande parte da opinião pública continua a partilhar estas preocupações. Chegou, por conseguinte, a altura de o PASOK, os ministros e os deputados perceberem. Não há volta atrás possível, só um salto em frente…

        Rumores

        Re-estruturação da dívida está a ser preparada

        Re-estruturação da dívida está a ser preparada
        O Governo grego "pediu a FMI e à UE a re-estruturação do conjunto da dívida pública" do país, garante o Eleftherotypia. Segundo este diário de Atenas, "o processo deverá ser discutido em junho, para ser aplicado em 2012". O pedido terá sido apresentado pelo ministro das Finanças, Georges Papaconstantinou, no decorrer da reunião informal dos ministros das Finanças da UE, em princípios de abril, e quando da visita dos peritos da troika FMI-BCE-UE, também em começos de abril. "Os desmentidos sobre a re-estruturação da dívida justificam-se pelo facto de esse tipo de informação não ser anunciado desde logo", explica o diário. "Um alto representante do FMI afirmou ao Eleftherotypia que os desmentidos irão continuar

        A PIOLHEIRA E O RESTO

        Eça dizia que Portugal era “um sítio”, ligeiramente diferente da Lapónia que nem sítio era. O rei D. Carlos achava Portugal “uma piolheira”, “um país de bananas governado por sacanas”. Alexandre O’Neill referia-se-lhe como “três sílabas de plástico, que era mais barato”, “um país engravatado todo o ano / e a assoar-se na gravata por engano.” Um sítio, uma piolheira, três sílabas de plástico – a síntese perfeita do esplendor da pátria. “No sumapau seboso da terceira / contigo viajei, ó país por lavar / aturei-te o arroto, o pivete, a coceira / a conversa pancrácia e o jeito alvar” (O’Neill). Arroto, pivete, coceira, conversa pancrácia, jeito alvar. Assim continua a ser Portugal. Um país de juízes confessadamente incompetente. Exemplos? O processo dos CTT que envolve o ex-presidente Carlos Horta e Costa – um juiz de Lisboa declarou-se incompetente para o julgar e remeteu-o para Coimbra onde uma juíza se declarou igualmente incompetente! O processo TagusPark, nascido de uma certidão extraída do Face Oculta – um juiz da 8ª Vara Criminal de Lisboa declarou-se incompetente e vai mandar o processo para Aveiro onde, é suposto, se revele publicamente a auto-incompetência de qualquer outro “meritíssimo”, passe a ironia que o adjectivo explicita. Ainda em Lisboa, dois juízes de diferentes varas declararam-se incompetentes para apreciar o processo contra três administradores da empresa gestora dos bairros sociais, a Gebalis! O julgamento do processo-crime do BCP foi adiado sine die, provavelmente à espera de um juiz que, finalmente, se possa considerar competente. Continuar a ler

        O FUTURO DO EURO

        O futuro do euro  estará  mais uma vez, em discussão com os líderes da União Europeia a debaterem soluções para travar o contágio da crise na região. Apesar do optimismo, o adiamento de uma resolução definitiva para a crise da dívida soberana tem levantado dúvidas à sobrevivência do euro. A antecipar um cenário de ruptura da moeda única, o Nomura fez um plano de contingência, onde seleccionou 12 acções que podem beneficiar com o fim do euro.O futuro do euro  estará assim mais uma vez, em discussão com os líderes da União Europeia a debaterem soluções para travar o contágio da crise na região.

        02 janeiro 2012

        DOUTOR SOUSA MARTINS


        sousamartins
        Doutor Sousa Martins






        Dr. Sousa Martins de seu nome de baptismo José Tomás de Sousa Martins, nasceu em Alhandra a 7 de Março de 1843, vindo a falecer em Agosto de 1897.
        Desde cedo sua vida não foi fácil, e bastante jovem foi viver para Lisboa. Empregou-se como marçano na Farmácia Ultramarina, propriedade de um tio seu, sita na Rua de S. Paulo, em Lisboa, e que ainda hoje existe. Tornou-se exímio manipulador de produtos naturais e de praticante de farmácia chegou a farmacêutico. Após o curso de Farmácia, tirou o de Medicina, e em poucos anos tornou-se uma das figuras mais marcantes do século XIX.
        Foi professor catedrático da Universidade Nova de Lisboa. Grande professor, tanto pelo seu saber, quanto pelo lado humano que transmitia, pelos seus alunos era muito estimado e mesmo venerado. A estes ensinou que: “Quando entrardes de noite num hospital e ouvirdes algum doente gemer, aproximai-vos do seu leito, vede o que precisa o pobre enfermo e, se não tiverdes mais nada para lhe dar, dai-lhe um sorriso.” Mesmo depois da sua morte, as suas lições, coligidas, eram referência obrigatória.
        Foi um dos médicos mais prestigiados de Portugal, tendo ficado famoso pela sua luta contra a tuberculose.
        Cientista prestigiado, desfrutou de projecção internacional pelo estudo da tuberculose e das doenças nervosas.
        Afirmou-se “progressista e ‘maçon’”.
        Solteiro, dedicou-se à medicina, física, química, botânica, zoologia, cirurgia, literatura, poesia, filosofia, história e oratória.
        Defendeu a construção de sanatórios, afirmando que a zona da serra da Estrela era propícia ao tratamento da tuberculose. Por isso, o primeiro sanatório construído nas Penhas da Saúde, por iniciativa de Alfredo César Henriques se chamou Sanatório Sousa Martins.
        A luta contra a tuberculose expunha-o à doença, nos contactos diários e directos com os doentes terminais. Detinha-se junto deles, a amenizar-lhes o medo. Muitos morreram de mãos entre as suas, alguns viram-lhe auras estranhas sobre os cabelos.
        O Dr. Sousa Martins foi atacado pela tuberculose. Alguns dizem que querendo evitar o seu próprio sofrimento, suicidou-se em 1897. Outros dizem que faleceu de morte natural, tendo como prova disso a sua certidão de óbito. Os seus restos mortais repousam no cemitério de Alhandra.
        Ao tomar conhecimento da morte do Dr. Sousa Martins o rei D. Carlos disse: “Ao deixar o mundo, chorou-o toda a terra que o conheceu. Foi uma perda irreparável, uma perda nacional, apagando-se com ele a maior luz do meu reino”.
        Acerca do Dr. Sousa Martins, o prémio nobel Egas Moniz disse: “Notável professor que deixou, atrás de si, um nome aureolado de prelector admirável, de clínico, de orador consagrado, sempre alerta nas justas da Sociedade das Ciências Médicas.”
        O escritor Guerra Junqueiro definiu-o como um “Eminente homem que radiou amor, encanto, esperança, alegria e generosidade. Foi amigo, carinhoso e dedicado dos pobres e dos poetas. A sua mão guiou. O seu coração perdoou. A sua boca ensinou. Honrou a medicina portuguesa e todos os que nele procuraram cura para os seus males”.
        Reputado médico e cientista, Sousa Martins chegou a todas as camadas da sociedade. Após a sua morte, tanto o meio académico, quanto a população tornou-o numa figura muito venerada. Tendo sido construído o Museu Sousa Martins na sua terra natal.
        Dr. Sousa Martins não é apenas um nome de médico. Muitos o consideram um santo e dizem que opera milagres. Amigo dos pobres, desamparados e doentes, o Dr. Sousa Martins deu origem a um extraordinário culto em Portugal.
        Em Lisboa ou na Guarda, as suas estátuas são visitadas diariamente por devotos que ali depositam flores, objectos em cera e velas. A ele são pedidas graças, a ele são pedidas inúmeras intervenções divinas. No Dr. Sousa Martins são depositadas as esperanças dos que sofrem.


        Veja também:


                                                                   Santos e nossas senhoras




        QUEREMOS UM REI




        A formação do povo judeu ocorreu através do agrupamento de famílias nómadas que se uniam em clãs e depois em tribos. Para sobreviverem, esses grupos peregrinavam juntos, compartilhando suas crenças e costumes até se fixaram em áreas e espaços desocupados nas regiões montanhosas da terra por ele dita prometida.
        As "Doze Tribos de Israel" foi provavelmente a mais bem sucedida e duradoura experiência socialista que a humanidade conheceu. Resistiu durante mais de duzentos anos aos ataques das cidades-estados, coisa que se mostrou improvável de ocorrer nas repúblicas ditas socialistas do século XX com relação ao poderio econômico e bélico formado pelo atual sistema capitalista hegemónico.
        As tribos constituíam uma sociedade igualitária com partilha de bens, tendo como preocupação principal a sobrevivência dos seus membros. Esses gozavam dos mesmos direitos e tinham deveres iguais. Uma sociedade em que cada tribo tinha autonomia suficiente, não existia a figura de um poder centralizador, nem governo, nem câmaras legislativas, constituição, poder judiciário ou qualquer outro tipo de legislação que não a observância à lei de Javé, isto é: aos dez mandamentos. Não havia um exército constituído que pudesse defender as tribos dos constantes ataques dos exércitos das cidades-estados equipados com armas e carros de guerra na região que também era habitada por filisteus, amorreus, heteus, cananeus e outros povos fixados nas terras da Cisjordânia e Transjordânia no país de Canaã.
        As tribos possuíam apenas um "conselho de anciões" formado pelos chefes dos clãs que dirimia as dúvidas entre pessoas e entre as próprias tribos e mediava pequenas questões. Na defesa dos ataques e invasões inimigas existia a figura do "juiz", bem diferente das funções dos juízes atualmente existentes. Nas tribos, os juízes eram líderes que surgiam espontaneamente quando alguma tribo era invadida por povos inimigos. Eles lideravam a reação e a luta em defesa do povo. Entre os mais destacados juizes estão Otoniel, Débora, Barac, Gedeão, Jefté, Sansão e o profeta Samuel.
        Numa sociedade exclusivamente rural, a terra era propriedade de todos e distribuídas por sorteio. Não havia cobrança de impostos,
        taxas e outros tributos necessários à sustentação do poder. Aqueles que se colocavam à serviço da comunidade o faziam em benefício dos membros de cada tribo. Todos trabalhavam e o excedente da produção individual era distribuído igualmente com aqueles que produziam menos, devido às constantes épocas de estiagem ou à infertilidade dos solo. Essa partilha se verificava inclusive entre as tribos cujas colheitas não fossem suficientes.
        As tribos como organização social entraram em crise devido aos constantes ataques promovidos pelos reis das cidades-estados, o surgimento do arado, que possibilitou o aumento da produção
        agrícola e o surgimento de classes ricas. Com o advento da pecuária bovina, as terras antes próprias para o plantio de grãos foram destinadas à produção de pastagens. Essas causas fizeram com que os mais ricos exercessem pressões junto ao profeta Samuel no sentido de que fosse escolhido um rei para Israel. À principio o profeta foi contra a monarquia. "Vocês querem um rei? Pois este é o direito do rei que governará vocês: ele convocará os filhos de vocês para cuidar dos carros e cavalos dele, e correr à frente do seu carro. Ele os obrigará a ararem a terra dele, a fazerem a colheita para ele, a fabricarem armas de guerras e as peças dos seus carros. As filhas de vocês serão convocadas para trabalharem como perfumistas, cozinheiras e padeiras. Ele tomará os campos, as vinhas de vocês, e as dará aos oficiais e ministros. Os melhores servos e servas, os bois e jumentos de vocês ele os tomará para que fiquem a serviço dele e cobrará, como tributo, a décima parte dos rebanhos. E vocês mesmos serão transformados em escravos dele. Quando isso acontecer, vocês se queixarão do rei que escolheram. Nesse dia, porém, Javé não dará nenhuma resposta a vocês." (1Sm 8, 10-18)
        O povo não deu ouvidos ao profeta: "Não tem importância. Teremos um rei que nos governará e seremos como as outras nações. Nosso rei nos governará, irá à nossa frente para comandar nossas guerras." Era o fim do sistema das tribos em Israel. A monarquia em Israel iniciou-se com rei Saul, solidificou-se com o Rei Davi e teve seu apogeu com o Rei Salomão.
        Por C.E Esmeraldo

        A DIREITA NO SEU MELHOR


        Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2012


        A DIREITA NO SEU MELHOR | Cavaco já percebeu que o Governo não passa cartão a ninguém. Até parece que o Presidente não conhece a cartilha. Concertação e diálogo são merendas que não entram no cabaz do executivo de Victor Passos Gaspar. Em situação de crise como a que vivemos é realmente preocupante. E pouco razoável. É a direita a governar. Preocupante mas pouco surpreendente.

        MUITO RISO POUCO SISO

        Muito riso pouco siso
        e as anedotas contam-se ao serão
        ou quem tem queda p'ra palhaço
        dedica-se às actividades circenses
        A actividade política não é muito
        respeitável e fazer da assembleia
        palco de momices não será o mais
        aconselhável



        O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, disse hoje que "a estabilidade e eficácia do sistema fiscal constituem condições estruturais que facilitam o crescimento económico", comentando o discurso de Cavaco Silva, no domingo.
        "A estabilidade e eficácia do sistema fiscal são princípios fundamentais na política tributária do Governo e constituem condições estruturais que facilitam o crescimento económico", respondeu o ministro, quando questionado sobre se a fusão da Direção-geral dos Impostos (DGCI), da Direção-geral das Alfândegas e dos Impostos Especiais sobre o Consumo (DGAIEC) e da Direção-Geral de Informática e Apoio aos Serviços Tributários e Aduaneiros (DGITA) na nova Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) pode melhorar o crescimento, como defendeu o Presidente da República, na mensagem de Ano Novo.
        Questionado diretamente sobre a mensagem de Cavaco Silva, nomeadamente na parte em que o chefe de Estado defendeu a necessidade de se apostar no crescimento económico mesmo em tempo de austeridade, Vítor Gaspar disse ter ouvido "atentamente" o discurso, mas escusou-se a comentá-lo e só quando foi perguntado sobre se medidas como a fusão destes serviços do fisco podem potenciar o crescimento económico é que acedeu a dar esta resposta, escusando-se a fazer mais comentários.
        O Presidente da República, Cavaco Silva, considerou no domingo que a resolução das dificuldades nacionais exige, além de rigor orçamental, uma agenda para o crescimento e emprego, sem a qual "a situação social poderá tornar-se insustentável".
        Na sua mensagem de Ano Novo, Cavaco Silva apelou ao "diálogo construtivo entre o Governo e a oposição" e ao "aprofundamento da concertação social", alertando para a necessidade de preservação da "coesão nacional" e da "coesão social".

        NEM TUDO SÃO DESGRAÇAS



        Nem tudo são desgraças no ano que agora começa. Os pensionistas da Banca, cujos fundos de pensões foram transferidos para a Segurança Social, vão continuar a receber os subsídios de Natal e de férias, nos termos do decreto-lei ontem publicado em Diário da República: o Estado garante «a manutenção integral das prestações em causa, incluindo os valores relativos ao subsídio de Natal e ao 14.º mês.» Ele há pensionistas e pensionistas. Por uma vez, não vamos ouvir António Nogueira Leite a barafustar contra o nepotismo do Estado.  Mas permite-nos dizer que somos governados por uma súcia de sacristas sem pejo de abocanhar rendimentos de quem se sacrificou uma vida inteira para  poder desfrutar uma velhice com algum conforto.  O fogo lhes pegue nas parafundas do inferno que, se não existir, se forme depressa para  esturricar essa canalhinha...

        QUÃO FUNDA É A GARGANTA


        Segunda-feira, Janeiro 02, 2012

        BOYS will be BOYS



        Encontrei esta capa de um velho LP e confesso que não sei se são os "Boys will be Boys" a cantar "Smiles for the seasons" ou os "Smiles for the seasons" a cantar "Boys will be boys". O que sei é que, com esta gente, independentemente da estação do ano haverá sempre quem tenha razões para sorrir e os boys nunca deixarão de o ser.

        O CRESPO


        Bom 2012


        .



        O Crespo...



        ...é um mééééééééérrrrrrdas!

        é uma reacção incontida - vim directamente do sofá prá’qui – porque não aguento andar há muito assistindo pasmado à subserviência e ao medo com que cada entrevistado mais ou menos mediático se acagaça perante o lado pidesco que lhe detecta no interrogatório, e os leva à sabujice da anuência, culminado com uma entrevista à Ministra (a da elevação da Virgem ao céu) Cristas - e que até é vejam bem… “democraaata”! “cristããã” meu deeeus!…- e este chorrilho televisivo dá-me ironicamente uma enorme felicidade: saber que não frequento felizmente os mesmos templos de limpeza de almas desta gente. Que nojo! São-no de tal forma que nos encostam a radicalismos que não queremos por respeito à nossa formação tolerante. Toleraaante! Não disse cristããã! Esse cristã, que lhes enche a boca e esvazia a alma e se aproveita do nome de um homem que não escolheria hoje por nada uma cruz para ir morrer por gente desta

        01 janeiro 2012

        CONTRIBUTOS PARA UMA REVOLUÇÃO




        As revoluções não morrem, permanecem apenas em estados letárgicos para eclodirem quando se altere de forma insustentável o equilíbrio de forças que une as sociedades ao poder que elegeram ou lhes foi imposto. Mexer sem cuidado em alguns desses equilíbrios, pode, sem que menos se espere, desencadear a eclosão da fúria e da revolta. Foi assim que assistimos com espanto a revoluções que começaram pela morte de um vendedor de rua, ou o espancamento de um jovem, ou a prisão de um delinquente. Esse estado de equilíbrio não é mensurável, é imperceptível porque a revolta é dia-a-dia abafada individualmente em cada um, até um dia. E há de facto um dia, um dia como aquele que vemos muitas vezes na natureza ser o da eclosão simultânea de cada ser. Mistérios da Vida. Gestações cronometradas. Algumas dão sinais, outras espantam pela acção consertada da regeneração que empreendem. O seu êxito depende depois de factores externos, umas vezes favoráveis outras adversas, mas em maior ou menor grau garantiram a renovação.
        Da mesma forma, as revoluções não acabam enquanto existirem razões que as justifiquem, ou seja, a regeneração das sociedades autistas à realidade humana que as cerca, criada pelos seus egoísmos. Não serão estas 100 mil famílias, inquilinas de avançada idade, a quem o governo, interpondo-se numa atitude inédita, vai obrigar a rasgar contratos de arrendamento feitos de boa fé, que farão a revolução, mas serão, quando começarem a ser desenraizados pelo desalojamento das acções de despejo que vão seguir-se, mais uma parte dos que estão prontos a aceitá-la, e vão estar certamente na primeira fila quando chegar o momento de atirar as pedras e a tralha que estiver à mão.

        Destaques: Jornal de Negócios de 27/12/11

        Reeditado para deixar uma reflexão sobre o tema. Um artigo de Daniel Oliveira, no Expresso: http://aeiou.expresso.pt/escrever-direito-por-linhas-direitas=f595853

        RENDIMENTO SOCIAL DE INSERÇÃO


        Clicar, para ampliar, nesta excelente infografia de Nuno Oliveira (via facebook), que reúne e analisa dados relativos ao Rendimento Social de Inserção (RSI) e que arrasa a propaganda populista e demagógica que desde há muito envenena a opinião pública. De acordo com os dados, relativos a 2009 e 2010 (hoje a situação será bem pior, em virtude dossucessivos cortes posteriores), o RSI abrange apenas 18% da população a viver abaixo do limiar de pobreza (e 4% no total da população), representando um encargo para o orçamento da Segurança Social que não vai além dos 2,5% (bem inferior aos 30% relativos às dívidas das empresas). E a famosa fraude, que o discurso populista tenta colar a esta prestação, é estimada em apenas 3% (casos de cessação devida a «falsas declarações»), valor que tem vindo a diminuir, uma vez que o RSI é o programa mais ferozmente fiscalizado pela Segurança Social.
        denda: A tripla tenaz da austeridade (corte nos rendimentos, aumento de impostos e tarifas e restrições no acesso a serviços públicos), para além do aumento galopante do desemprego (de 10,1% no final de 2009 para 12,4% em Setembro de 2011), elevaram certamente o número de portugueses a viver abaixo do limiar de pobreza (isto é, com menos de 360€ por mês). Mas mantendo os cálculos, por defeito, para esse valor, e considerando que em Setembro de 2011 o número de beneficiários do RSI caiu para cerca de 340 mil, o seu peso na população a viver abaixo do limiar de pobreza passa a ser de 17%


        Marianne Faithfull - Yesterday