
23 fevereiro 2012
MÁSCARAS DE CARNAVAL
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22 fevereiro 2012
TÃO AMIGOS QUE NÓS ÉRAMOS
Tive um imperdoável esquecimento ao deixar passar em branco que José Sócrates, afinal, não está a frequentar nenhum curso de filosofia, mas sim um curso de ciência política. Tenha a informação origem num lapso ou aldrabice de quem a deu, tanto faz; importante mesmo é que ele está por Paris, e cada vez que abre a boca, mesmo que seja a debitar teorias bizarras ou a garantir que estudou economia, continua a ser notícia de primeira página e de abertura dos telejornais, e a ser citado na blogosfera, como é agora o caso.
Mas o que achamos mesmo lamentável é Diogo Freitas do Amaral, que foi seu ministro e acérrimo defensor – é verdade, do Sócrates traficante de banha da cobra e das suas "corajosas" políticas - tenha vindo agora desancar o dito, nas televisões e em horário nobre, passando uma esponja sobre todos os postais e cartas de amor com que o incensou, acusando-o de ter dito as barbaridades que disse, e ainda, por ter sido o principal responsável por todas as calamidades e descalabros em que o país se encontra. Esta traição, dita assim, tem um sabor amargo, e parece que estou a ouvir Sócrates a exclamar indignado, tal como Júlio César ao ser apunhalado no Senado: Também tu Diogo? E tão amigos que nós éramos...
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PORREIRÍSSIMAS E ADORÁVEIS CRIATURAS
ALGUMAS DAS PORREIRÍSSIMAS CRIATURAS A QUEM A PÁTRIA TANTO DEVE...
Segue-se o inefável Eduardo Catroga, muito conhecido pela fineza do trato e pela subtileza da sua língua de palmo (além da lista de tachos em empresas várias, que acumula com uma pensão porreiríssima, e que lhe servem para arredondar os fins de mês). Pois o nosso bom Eduardo andava por aí aos caídos quando o convidaram para ir supervisionar a EDP do António Mexia, a troco de uns parcos tostões que nem dão para fazer cantar um cego ou transformar rebuçados em livros: 639 mil euros por ano. Uns «pentelhos», dirá ele. Mas Catroga é trabalhador incansável (mais um) e aceitou o sacrifício pelo bem da Pátria e da República e, já agora, da austeridade imposta aos portugueses - para bem dele(s)…
Muito conhecida pelas suas ligações ao sector da energia (que é coisa que não lhe falta, diga-se em abono da verdade), a protuberante Celeste Cardona, trabalhadora incansável oriunda do Largo do Caldas, também vai abichar 57 mil euros por ano (uma ninharia) para trabalhar em part time junto do Catroga, a supervisionar o Mexia. Quando alguém dos jornais se atreveu a questioná-la, a energética Celeste pôs a mão na anca e atirou, toda rouca: «Mal estaríamos se os privados não pudessem fazer escolhas em Portugal». «Ah, fadista!», exclamaram os privados…
Todos estes trabalhadores incansáveis fazem pela vida - e fazem jus aos insistentes apelos à equidade fiscal, social e sacrificial, expelidos pelo nosso tão bondoso Presidente da República, Cavaco Silva. Todos eles o apoiaram nas campanhas para a eleição e reeleição. E pelo menos um deles, o grandessíssimo Eduardo Catroga, provém do círculo selecto e restrito de conselheiros do herói de Boliqueime, quando este era só primeiro-ministro. E quem não se lembra, por exemplo, do buliçoso António Dias Loureiro, afortunado herdeiro de múltiplas heranças, que gosta tanto de fazer a sesta em Cabo Verde? E do excelso banqueiro José Oliveira e Costa, que chegou a dar com os costados na choça e nunca mais é julgado? Estes, para já nem falar de outros trabalhadores incansáveis oriundos da São Caetano à Lapa que continuam a coleccionar marmitas, tachos, cantis e pensões do caraças, só para fugirem à fome e ao desemprego, garantindo o pão que o diabo amassou. E, já agora, as sopinhas…
Gosto muito, confesso, de seguir o percurso destas porreiríssimas e adoráveis criaturas, autêntica tropa fandanga de alto coturno que integra o selectíssimo Clube dos Direitos Adquiridos. Tal é a oportuna designação que foi escolhida para homenagear o famoso empresário Ângelo Correia (avesso aos direitos adquiridos pela populaça, mas não aos que são conquistados por trabalhadores tão incansáveis como ele), mentor do nosso querido primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, o qual também é conhecido como o «Obama de Massamá» e considerado pela excelsa e imparcial jornalista Felícia Cabrita como «um homem invulgar», que agora governa este «país de trapos» endividado até às orelhas. Uma estafa…
Américo, Alexandre, Catroga, Cardona, Coelho, Paulinho, Gaspar & Cª.
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QUER COMPRAR UMA ILHA GREGA?...

Brevíssimo excerto do editorial do The Guardian sobre as decisões da última cimeira. Contrastem a clareza, o realismo, deste editorial com o do Público de hoje, um jornal cujos editoriais não fazem geralmente jus ao trabalho informativo dos seus jornalistas económicos que não estão na bolha de Bruxelas. Um editorial que exprime o impasse de quem tem sido complacente com a destrutiva tutela externa das periferias, que ainda é apodada de “solidariedade” europeia, um editorial sem respeito por esta palavra e pela sua lógica. Excertos representativos: “A zona euro seguiu o caminho da solidariedade com a Grécia, mas o preço que impôs é muito alto (…) Assim sendo o que é que o futuro reserva aos gregos? Mais austeridade, mais sacrifícios e, provavelmente mais resgates (…) um futuro de pobreza e de estagnação para a Grécia”. Pelo meio ainda se diz que há dúvidas sobre a “capacidade política dos gregos em aplicar o acordo”. “Acordo” que se sabe ser inviável, claro, até porque se reconhece que a redução das taxas de juro e do montante em dívida não tornam a dívida grega sustentável. Sustentabilidade é coisa que não existe numa economia em queda livre, graças às políticas prescritas pela troika, a toda elas. A dívida acabará por ser, em percentagem do PIB, equivalente à que era antes do dito acordo muito em breve, mas com duas diferenças: será detida por credores públicos, na sua esmagadora maioria, e a lei que a enquadra será inglesa, o que significa, entre outras coisas, que a dívida não poderá ser redenominada em nova moeda por decisão soberana, que os credores têm mais garantias em caso de disputa. Enfim, uma estranha forma de solidariedade, uma estranha forma que o Público tem de alinhar com a inane sabedoria convencional portuguesa, a que agora tem um pé na austeridade, que já sabe ser depressiva, finalmente, e outro pé no seu contrário.
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FIRMES E HIRTOS... ENTREGUES À BICHARADA
| gaspar-o extraterrestre |
Passos Coelho e Vítor Gaspar continuam firmes e hirtos assegurando que não será necessário qualquer reajustamento e esta pose de firmeza só foi estragada por um jornalista da TVI que decidiu mostrar um ministro das Finanças curvando-se e agradecendo humildemente a oferta alemã para um segundo resgate. A subserviência perante a estratégia alemã é tal que o país europeu que mis carece de crescimento económico não assinou a carta de vários dirigentes europeus pedindo ao Conselho Europeu uma aposta no crescimento.
Até aqui tem corrido muito bem, as medidas de austeridade foram adoptadas, a EDP foi vendida aos chineses, a administração fiscal foi desorganizada e desestabilizada em nome de uma falsa fusão da qual não resultou qualquer poupança. Os senhores da troika estão aí para dizer que está tudo conforme o combinado, o governo português foi tão bom aluno que até sacrificou o seu povo muito para além do exigido e sem qualquer contrapartida.
O problema é que os senhores da troika não fazem previsões e a que o Vítor Gaspar fez quando da elaboração do OE foi uma falsidade e a contracção económica será muito superior aos 2,8% com base nos quais foi elaborado o OE. Ainda as medidas de austeridade mal se fazem sentir e já as receitas fiscais estão em queda livre, os impostos directos caem a pique e o aumento das receitas do IVA estão aquém do esperado. Imagine-se quando todas as medidas se fizerem sentir, incluindo as consequências da actualização do valor dos imóveis e a lei do arrendamento.Se a dimensão e consequências reais dos excessos de austeridade começam a ser evidentes, o risco de falência generalizada das PME que têm dificuldades em aceder ao crédito ou que são vítimas da política de empobrecimento forçado e, em consequência, da contracção do mercado interno, está por prever.Quando seria de esperar que o governo estivesse preocupado com este problema continuamos a ver um Paulo Portas a falar da diplomacia económica como se estivesse numa discoteca e um Álvaro preocupado com o cluster do pastel de nata.O país está a caminhar para o precipício e o governo está firme e hirto na defesa de metas em que já ninguém acredita, gerindo um OE assente em falsos pressupostos e apoiando-se numa troika de idiotas cujos sorrisos amarelos já ninguém consegue suportar.
de O Jumento
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DEUS TEM MAIS QUE FAZER QUE ATURAR A CRISTAS
AGUADEIRO
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O SOL QUANDO NASCE É PARA TODOS...
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“O trabalho descartável é o regresso às praças de jorna”
• Eduardo Cabrita, Desemprego Simplex:
- ‘(…) o que surpreende é a prioridade radical dada, não ao estímulo à criação de emprego, mas sim à fragilização das relações laborais e ao despedimento barato e simplex. A lengalenga da rigidez das relações laborais foi desmentida pela AutoEuropa que sempre conseguiu flexibilidade e competitividade. Descobrimos agora que em Espanha o novo Governo de direita quer baixar as indemnizações de 45 para 30 dias por ano de trabalho perante a fúria geral. São pouco competitivos face ao nosso Álvaro, que fala de despedimentos baratos com 8 a 12 dias de indemnização.
Mas dizemos nós que a culpa é de um tal Coelho que se lembrou de tirar o Álvaro do frigorífico onde estava em conserva para preservação da amostra de espécie rara.’
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QUEM É MANOLIS GLEZOS
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| Manolis Glezos |
Sabe quem é Manolis Glezos? É o homem que em 30 de Maio de 1941 arrancou a bandeira nazi da Acrópole de Atenas. O primeiro partisan da Europa, como lhe chamou De Gaulle. À beira dos 90 anos, Glezos não aceita o Diktat alemão para o resgate da dívida, liderando a contestação aos termos e condições da “ajuda” europeia. Fernando Alves exalta a sua figura em crónica da TSF e o Guardian faz o mesmo: We have become the guinea pig of policies exacted by governments whose only God is money, diz o velho resistente. E nós por cá? Nós por cá temos indignações selectivas. Glezos não nasceu em Ramallah.
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21 fevereiro 2012
METEORITOS SEMEARAM A VIDA NA TERRA?

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ALZHEIMER REVERTIDA...
Alzheimer revertida pela primeira vez
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Sonda Voyager1 foi arrefecida para durar mais anos

Meteoritos podem mesmo ter semeado a vida na Terra

NASA retira-se de missão por falta de dinheiro
HOT ON SOCIAL MEDIA


Criado teclado virtual para tablets e smartphones
Alzheimer revertida pela primeira vez
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FORÇA AÉREA PORTUGUESA (DA WIKIPÉDIA LIVRE)
Força Aérea Portuguesa
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| Força Aérea Portuguesa | |
|---|---|
Brasão da FAP | |
| País | |
| Corporação | Forças Armadas de Portugal |
| Subordinação | Ministério da Defesa Nacional |
| Missão | Defesa Aérea de Portugal |
| Sigla | FAP |
| Criação | 1952 |
| Aniversários | 1 de Julho |
| Marcha | Hino da Força Aérea Portuguesa |
| Lema | Ex Mero Motu |
| História | |
| Guerras/batalhas | Primeira Guerra Mundial Guerra Colonial Portuguesa |
| Insígnias | |
| Cocar | |
| Distintivo de cauda | |
| Comando | |
| Chefe do Estado-Maior da Força Aérea | General José António de Magalhães Araújo Pinheiro [1] |
| Contato | |
| Quartel General | Lisboa |
| Relações Públicas | Avenida Leite de Vasconcelos |
| Distrito | Amadora |
| Código postal | 2614-506 |
| Telefone | 21 472 35 09 |
| Número Verde | 800 20 64 49 |
| rp@emfa.pt | |
| Internet | Sítio oficial |
[editar] Missão
A FAP tem como missões principais a defesa do espaço aéreo nacional e a cooperação com os outros ramos das Forças Armadas na defesa militar da Nação. Tem ainda como missões complementares a participação em missões no âmbito de compromissos internacionais e de interesse público de Portugal.[editar] História
[editar] Cronologia Histórica
- 1909 – É fundado o Aero Club de Portugal, por um grupo de oficiais do Exército, com o objectivo de promover o desenvolvimento da Aeronáutica em Portugal, bem como o seu uso militar;
- 1911 – No âmbito da nova organização geral do Exército Português, decretada a 25 de maio de 1911, é criada a Companhia de Aerosteiros, a primeira unidade militar aeronáutica portuguesa, que se instala em Vila Nova da Rainha no concelho da Azambuja. A unidade tinha por missão assegurar as comunicações militares pelo meio da aerostação, aviação e pombos correios;[carece de fontes?]
- 1912 – A título experimental, são integrados, na Companhia de Aerosteiros, os primeiros aviões, o primeiro dos quais um Deperdussin B, nascendo assim a aviação militar portuguesa;
- 1914 – No Exército Português é criado o Serviço Aeronáutico Militar e a Escola Militar de Aeronáutica (EMA), instalada em Vila Nova da Rainha, junto à Companhia de Aerosteiros;
- 1917 – Na Marinha, é criado o Serviço e Escola de Aviação da Armada, bem como a primeira base aeronaval, o Centro de Aviação Marítima do Bom Sucesso, em Lisboa;
- 1917 – No âmbito da participação portuguesa na Primeira Guerra Mundial é prevista a criação dos Serviços de Aviação do Corpo Expedicionário Português que não chegam a ser activados. A maioria dos militares enviados para França para formarem o serviço integram-se em unidades de aviação francesas e britânicas, onde se tornam os primeiros aviadores portugueses a entrar em combate;
- 1917 – É enviada para Moçambique uma Esquadrilha Expedicionária para participar nas operações contra os alemães. A esquadrilha torna-se uma das primeiras unidades de aviação militar de África;
- 1918 – A aviação do Exército é reorganizada, passando a denominar-se Serviço de Aeronáutica Militar e integrando a Direcção de Aeronáutica directamente dependente do Ministro da Guerra, as Escolas Militares de Aviação e de Aerostação, as Tropas Aeronáuticas (de Aviação e de Aerostação) e o Parque de Material de Aeronáutica;
- 1918 – O Serviço de Aviação da Armada é reorganizado e passa a designar-se Serviços da Aeronáutica Naval;
- 1919 – É criado o Grupo de Esquadrilhas de Aviação "República" (GEAR) na Amadora. O GEAR é a primeira unidade operacional de aviação militar em Portugal, integrando esquadrilhas de combate (caças), de bombardeamento e de observação;
- 1924 – Pelo Decreto n.º 10 094 de 26 de setembro de 1924, a aeronáutica do Exército passa a arma independente (em igualdade com a Cavalaria, Infantaria, Artilharia e Engenharia) com a designação de "Arma de Aeronáutica Militar";
- 1931 – Os Serviços da Aeronáutica Naval são transformados nas Forças Aéreas da Armada;
- 1937 – A Aeronáutica Militar é reorganizada, passando a dispor de um comando autónomo, designado "Comando-Geral da Arma da Aeronáutica", o que a torna praticamente num ramo independente, apesar de se manter administrativamente dependente do Exército. Anexo ao Comando-Geral é criado o Comando Terrestre de Defesa Aérea. Na nova organização os principais aeródromos militares passam a ser designados Bases Aéreas;
- 1941 – Com o fim de defender a neutralidade e a soberania portuguesa nos Açores, juntamente com outras forças militares, começam a ser enviadas Esquadrilhas Expedicionárias para o Arquipélago;
- 1950 – É criado o cargo de subsecretário de Estado da Aeronáutica, na direta dependência do ministro da Defesa Nacional com o objectivo de passar a tutelar toda a aviação militar portuguesa. No entanto, o cargo só será provido quando da criação das forças aéreas como ramo independente em 1952;
- 1952 – Através da Lei nº 2055 de 27 de junho de 1952 a Aeronáutica Militar é organizada como ramo independente das Forças Armadas, sendo composta por forças aéreas independentes e por forças aéreas de cooperação com o Exército e com a Marinha. A Aeronáutica Militar é administrada, no plano governamental, pelo subsecretário de Estado da Aeronáutica e comandada superiormente pelo chefe do Estado-Maior das Forças Aéreas. Na nova Aeronáutica Militar são integradas as anteriores Aeronáutica do Exército e Aviação Naval, mas esta última mantém-se à disposição da Marinha para efeitos de instrução e de emprego operacional. Considera-se este o marco da criação da Força Aérea Portuguesa;
- 1955 – No seio das forças aéreas, é ativado oficialmente o Batalhão de Caçadores Paraquedistas, a primeira unidade de tropas pára-quedistas das Forças Armadas Portuguesas;
- 1956 – Através do Decreto-Lei nº 40 949 de 28 de dezembro de 1956, as forças aéreas são reorganizadas, sendo oficializado o termo "Força Aérea" (no singular) como designação oficial do ramo, em alternativa ao de "Aeronáutica Militar" que irá cair em desuso. O território nacional metropolitano e ultramarino é dividido em três grandes regiões aéreas, que passam a exercer o comando operacional das unidades aéreas estacionadas na sua área: 1.ª Região Aérea, com comando em Lisboa, abrangendo Portugal Continental, Açores, Madeira, Guiné Portuguesa e Cabo Verde; 2.ª Região Aérea, com comando em Luanda, abrangendo Angola e São Tomé e Príncipe; 3.ª Região Aérea, com comando em Lourenço Marques, abrangendo Moçambique, Índia Portuguesa, Macau e Timor-Leste. Mais tarde, dentro da 1.ª Região Aérea, são criados dois comandos semi-autónomos: Zona Aérea dos Açores e Zona Aérea da Guiné e Cabo Verde;
- 1958 – As Forças Aeronavais (antiga Aviação Naval) são completamente integradas na Força Aérea, deixando de ter qualquer ligação administrativa à Marinha;
- 1960 – São criadas as primeiras bases aéreas em Angola (Luanda e Negage);
- 1961 – Ataques terroristas em Luanda e no norte de Angola dão início à Guerra do Ultramar em que a Força Aérea vai ter um papel muito activo, em operações de combate, reconhecimento, evacuação de feridos e apoio logístico às tropas e população civil;
- 1961 – O Subsecretariado de Estado da Aeronáutica é substituído pela Secretaria de Estado da Aeronáutica, cujo titular passa a ter assento no Conselho de Ministros, se bem que ainda mantenha um estatuto governamental inferior ado dos ministros do Exército e da Marinha;
- 1961 – O general da Força Aérea Venâncio Deslandes é nomeado Governador-Geral e Comandante-Chefe das Forças Armadas de Angola. A função de Comandante-Chefe implicava o comando conjunto dos três ramos das forças armadas no respectivo Teatro de Operações, sendo o primeiro caso na Guerra do Ultramar em que essa função foi exercida por um oficial não pertencente ao Exército;
- 1962 – Criação oficial das Formações Aéreas Voluntárias, organizações de milícia aérea civil auxiliar da Força Aérea na Guerra do Ultramar;
- 1967 - Em 12 de Outubro de 1967, o general da Força Aérea João Anacoreta de Almeida Viana assume interinamente as funções de Comandante-Chefe das Forças Armadas em Angola, cargo que virá a exercer plenamente entre Julho de 1968 e Maio de 1970.
- 1968 - O general da Força Aérea Venâncio Deslandes assume o cargo de Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, mantendo-se em funções até 1972.
- 1974 – Dá-se o golpe militar de 25 de Abril que derruba o governo de Marcelo Caetano e pôe fim à Guerra do Ultramar. Na sequência da revolução são extintos os Ministérios do Exército e da Marinha, bem como a Secretaria de Estado da Aeronáutica. As Forças Armadas deixam de ficar subordinadas ao poder civil, passando à tutela do Conselho da Revolução. Os Chefes de Estado Maior dos três ramos das Forças Armadas passam a exercer o comando do ramo, com o estatuto de ministro. O Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas passa a ter o estatuto equivalente ao de Primeiro-Ministro, ficando na dependência directa do Presidente da República;
- 1975 - A FAP envia para Timor-Leste um destacamento de helicópteros, que ali opera em apoio das forças portuguesas (entre as quais um destacamento de pára-quedistas) até à invasão indonésia;
- 1975 - Com a independência dos territórios africanos portugueses, a FAP retira de África, sendo extintas a 2ª e a 3ª Regiões Aéreas. Mantém-se apenas o Comando da 1ª Região Aérea que é, pouco depois, transformado no Comando Operacional da Força Aérea;
- 1977 – A Força Aérea é reorganizada, sendo criado o Instituto de Altos Estudos da Força Aérea;
- 1978 – Entra em funcionamento a 1 de Fevereiro a Academia da Força Aérea;
- 1982 – Na sequência da reforma constitucional onde é extinto o Conselho da Revolução, as Forças Armadas voltam a ficar subordinadas ao poder civil. A Força Aérea Portuguesa, tal como os outros ramos, é integrada no Ministério da Defesa Nacional.
[editar] Unidades Iniciais da FAP
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- Base Aérea n.º 1 em Sintra, vocacionada para a instrução;
- Base Aérea n.º 2, na Ota, com uma Esquadrilha de transportes Junkers JU 52/3m e um Grupo de três esquadrilhas de caça, uma P-47 Thunderbolt e as outras duas com Spitfire;
- Base Aérea n.º 3, em Tancos com a Esquadrilha de Reconhecimento e Cooperação equipada com aviões Lysander e um Grupo de esquadrilhas de caças Hurricane;
- Base Aérea n.º 4, nas Lajes com missões de transporte, reconhecimento e busca e salvamento, equipada com cinco Boeing SB-17G, três hidro-aviões Grumman SA-16 Albatross e um Sikorsky UH-19;[2]
- Base Aérea n.º 5 em Monte Real, Leiria: 20 caças F-16;
- Campo-Base de Lisboa, com aviões de transporte de vários tipos. Na FAP, a partir de 1955, passou a chamar-se Aeródromo-Base n.º 1, sendo em 1978 transformado em Aeródromo de Trânsito n.º 1.
- Centro de Aviação Naval de São Jacinto, perto de Aveiro, com aviões torpedeiros Curtiss Helldiver. Na FAP a unidade passou por várias designações, a mais longa das quais Base Aérea n.º 7.
- Centro de Aviação Naval Sacadura Cabral, descendente do Centro de Aviação Naval do Bom Sucesso, em Belém.[3] Transferido para Montijo na década de 50. A unidade estava inicialmente equipada com aviões Consolidated Fleet, North-American T-6 e Grumman G-21 Goose. Na Força Aérea passou a designar-se Base Aérea n.º 6.
- Autoridade hierárquica;
- Autoridade funcional;
- Autoridade técnica.
- [O Estado -Maior da Força Aérea - EMFA];
- Os órgãos centrais de administração e direcção:
- A Direcção de Finanças da Força Aérea (DFFA).
- O comando de componente aérea, Comando Aéreo (CA);
- Os órgãos de conselho;
- O órgão de inspecção, designado por Inspecção-Geral da Força Aérea;
- Os órgãos de base;
- Os elementos da componente operacional do sistema de forças;
- Outros órgãos que integrem sistemas regulados por legislação própria.
[editar] Chefe do Estado-Maior da Força Aérea (CEMFA)
[editar] Estado-Maior da Força Aérea (EMFA)
[editar] Comando Aéreo (CA)[5]
[editar] Unidades e Zonas Aéreas
- Base Aérea n.º 1, em Sintra,
- Base Aérea n.º 4, nas Lajes,
- Base Aérea n.º 5, em Monte Real,
- Base Aérea n.º 6, em Montijo,
- Base Aérea n.º 11, em Beja;
- Aeródromo de Trânsito n.º 1, em Lisboa,
- Aeródromo de Manobra n.º 1, em Ovar,
- Aeródromo de Manobra n.º 3, em Porto Santo.
- Unidades de Vigilância e Detecção:
- Estação de Radar n.º 1, em Fóia,
- Estação de Radar n.º 2, no Pilar,
- Estação de Radar n.º 3, em Montejunto.
- Zonas Aéreas:
[editar] Esquadras de Voo
- 1 - instrução;
- 2 - caça;
- 3 - ataque;
- 4 - reconhecimento;
- 5 - transporte;
- 6 - patrulha marítima;
- 7 - busca e salvamento;
- 8 - especial.
- 0 - asa fixa;
- 1 - misto;
- 5 - asa móvel.
- esquadras de instrução: Esquadras 101 "Os Roncos" e 103 "Caracóis" baseadas na BA11 em Beja;
- esquadras de caça: Esquadra 201 "Falcões" baseada na BA5 em Monte Real;
- esquadras de ataque: Esquadra 301 "Jaguares" baseada na BA5 em Monte Real;
- esquadras de reconhecimento: Esquadra 401 "Cientistas" baseada na BA1 em Sintra;
- esquadras de patrulha marítima: Esquadra 601 "Lobos" baseada na BA6;
- esquadras de busca e salvamento: Esquadra 711 "Albatrozes" baseada na BA4 e Esquadra 751 "Pumas" baseada na BA6;
- esquadras de função especial: Esquadra 802 "Águias" dependente da Academia da Força Aérea e baseada na BA1 em Sintra.
[editar] UPF – Unidade de Protecção da Força
[editar] Comando de Pessoal da Força Aérea (CPESFA)
- Direcção de Pessoal;
- Direcção de Saúde;
- Serviço de Justiça e Disciplina;
- Serviço de Acção Social;
- Serviço de Assistência Religiosa;
- Instituto de Saúde da Força Aérea;
- Centro de Medicina Aeronáutica;
- Centro de Psicologia da Força Aérea;
- Base do Lumiar.
[editar] Comando da Logística da Força Aérea (CLAFA)
- Direção de Abastecimento e Transportes;
- Direção de Comunicação e Sistemas de Informação;
- Direção de Engenharia e Programas;
- Direção de Infraestruturas;
- Direção de Manutenção de Sistemas de Armas;
- Depósito Geral de Material da Força Aérea.
[editar] Comando da Instrução e Formação da Força Aérea (CIFFA)
- Direcção de Instrução;
- Centro de Recrutamento;
- Centro de Formação Militar e Técnica da Força Aérea.
[editar] Equipamento
[editar] Aeronaves de Luta aérea
[editar] Aeronaves de luta anti-superfície
[editar] Aeronaves de Apoio
- CASA C-212-100 Aviocar;
- CASA C-212-300 Aviocar;
- Casa C-295;
- Lockheed C-130 H/H-30 Hercules;
- Marcel-Dassault Falcon 50;
- Aerospatiale SE-3160 Alouette III;
- Agusta-Westland EH-101 Merlin;
- Aerospatiale SA-330 Puma.
[editar] Aeronaves de Instrução
- Aérospatiale Epsilon-TB 30;
- CASA C-212-100 Aviocar;
- OGMA Chipmunk Mk 20 (modificado);
- Dassault-Dornier Alpha-Jet;
- Aerospatiale SE-3160 Alouette III;
- ASK-21;
- L-23 Super Blanik.
[editar] Referências
[6] Lei Orgânica da Força Aérea (Decreto-Lei 232/2009 de 15 de Setembro)[editar] Ver também
- Componentes do poder aéreo
- Lista de aviões que serviram a Força Aérea Portuguesa
- Lista de equipamento da FAP utilizado durante a Guerra do Ultramar
- OGMA
- Poder Aéreo
- Transporte aeromédico
[editar] Ligações externas
| Forças Armadas de Portugal | ||
|---|---|---|
| Comandante supremo | Presidente da República | |
| Órgãos de Estado | Assembleia da República - Governo - Conselho Superior de Defesa Nacional - Conselho Superior Militar | |
| Responsável político | Ministro da Defesa Nacional | |
| Quartel-general das Forças Armadas | Estado-Maior General das Forças Armadas | |
| Ramos das Forças Armadas | Marinha - Exército - Força Aérea | |
| Órgãos militares de comando | Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Chefe do Estado-Maior da Armada - Chefe do Estado-Maior do Exército - Chefe do Estado-Maior da Força Aérea | |
| Órgão militar de conselho | Conselho de Chefes de Estado-Maior | |
| Órgãos conjuntos das Forças Armadas | Instituto de Estudos Superiores Militares - Hospital das Forças Armadas | |
Publicada por
A. A. Barroso
à(s)
9:35 da tarde
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Admito. Demasiado papel em Portugal é entregue a gente de maus fígAdmados, sempre de mau humor









