23 fevereiro 2012

POLÍTICOS MAL HUMORADOS


                                                                           
humor com o país. Colunas semelhantes a esta multiplicam-se como o vírus da resmunguice, o bacilo do queixume. Mas há bem pior. Maldizer Cavacos ou brutalidades coelhistas... eis hábitos menos perniciosos que um outro: denegrir o pouco que ainda conseguimos fazer bem, insultar quem vai mantendo vivo o nosso nome nas memórias para lá de Badajoz.
Há dias, o Festival de Cinema de Berlim distinguiu duas obras portuguesas. Mas há gente para quem nada disso interessa, pois todos sabem que os nossos artistas são parasitas sem vergonha. Alberto Gonçalves, colunista de um jornal “de referência”, acha que “Por cá, ‘cultura’ é aquilo que indivíduos autodesignados ‘artistas’ ou ‘agentes culturais’ produzem a expensas do Estado.” Isto mesmo sabendo que o cinema tem receitas alheias aos nossos impostos; que muito do nosso património cultural, de Gil Vicente a Guilhermina Suggia, passando por Camões, foi criado por malta que embolsou tenças estatais. Porque mantém o “DN” este one-man-freak-show? Se calhar, é como um zoo com o macaco que atira fezes aos visitantes mais afoitos; uma atracção meio doentia que diverte as mentes embotadas pelo ócio. Facto é que a carreira da criatura já alberga centenas de prosas, sempre medíocres, atribuindo todos os males do mundo a quem é capaz de se elevar dele uns centímetros que seja. Este ódio ao que nos pode redimir é que ainda vai dar cabo de nós.

MÁSCARAS DE CARNAVAL



Pode alguém ser quem não é? No Carnaval, há muitos que tentam parecer quem não são.
A máscara do governo é não deixar pôr máscara de Carnaval. Não dar tolerância de ponto aos funcionários públicos passa por “austeridade” para troika ver, quando se sabe que na realidade o impacto na produtividade será irrelevante. A máscara de Cavaco Silva é a pior das máscaras que um Presidente da República pode colocar, a de rei inatingível e alheio aos problemas do povo. À frente do corso, finge não ouvir a multidão. António José Seguro hesita entre colocar a máscara da oposição e a da austeridade sofrida. Há outros, que o leitor poderá apontar. Os mascarados não nos divertem nem (suspeito) se divertem. É um Carnaval triste. Os únicos que se dão ao luxo de não colocar máscaras são os que têm real poder. Merkel, que já não finge preocupar-se com a Grécia. Ou Putin, que grita que vai rearmar a Rússia. Ou os empresários que fogem aos impostos transferindo os seus negócios para outros estados. Ou ainda o novo cardeal dos católicos que causa escândalo ao falar, sem máscara, da concepção genuinamente católica do lugar das mulheres. As máscaras, por um dia ou por uma vida, tentam convencer- -nos de que não somos quem somos. Até ao dia em que caem. Que venha depressa.
R.Alves


 


22 fevereiro 2012

TÃO AMIGOS QUE NÓS ÉRAMOS

 


 



Tive um imperdoável esquecimento ao deixar passar em branco que José Sócrates, afinal, não está a frequentar nenhum curso de filosofia, mas sim um curso de ciência política. Tenha a informação origem num lapso ou aldrabice de quem a deu, tanto faz; importante mesmo é que ele está por Paris, e cada vez que abre a boca, mesmo que seja a debitar teorias bizarras ou a garantir que estudou economia, continua a ser notícia de primeira página e de abertura dos telejornais, e a ser citado na blogosfera, como é agora o caso.

Mas o que  achamos  mesmo lamentável é  Diogo Freitas do Amaral, que foi seu ministro e acérrimo defensor – é verdade, do Sócrates traficante de banha da cobra e das suas "corajosas" políticas - tenha vindo agora desancar o dito, nas televisões e em horário nobre, passando uma esponja sobre todos os postais e cartas de amor com que o incensou, acusando-o de ter dito as barbaridades que disse, e ainda, por ter sido o principal responsável por todas as calamidades e descalabros em que o país se encontra. Esta traição, dita assim, tem um sabor amargo, e parece que estou a ouvir Sócrates a exclamar indignado, tal como Júlio César ao ser apunhalado no Senado: Também tu Diogo? E tão amigos que nós éramos...

PORREIRÍSSIMAS E ADORÁVEIS CRIATURAS


ALGUMAS DAS PORREIRÍSSIMAS CRIATURAS A QUEM A PÁTRIA TANTO DEVE...
 Alexandre Soares dos Santos, o grande merceeiro de Portugal. É um trabalhador incansável que luta como um danado pelas suas batatas e verduras quotidianas (suspeita-se que também recorre à discretíssima Jonet). Alexandre tem um acendrado amor à Pátria, à República e, claro, às instituições democráticas (embora considere todos os políticos uns safados, com excepção do doutor Barreto dos milagres, que transforma rebuçados em livros, acolitado pelo Fernandes, o maior jornalista português de todos os tempos). Mas o incansável e extremoso Alexandre é também cidadão atento, venerador e obrigado em relação ao patriótico governo encabeçado pelo amoroso Pedro Passos Coelho. Por isso decidiu seguir os incitamentos à emigração produzidos pelo nosso querido primeiro-ministro, pisgando-se, todo ladino e enquanto o diabo esfrega um olho, para os Países Baixos, ou seja, para a Holanda.

Segue-se o inefável Eduardo Catroga, muito conhecido pela fineza do trato e pela subtileza da sua língua de palmo (além da lista de tachos em empresas várias, que acumula com uma pensão porreiríssima, e que lhe servem para arredondar os fins de mês). Pois o nosso bom Eduardo andava por aí aos caídos quando o convidaram para ir supervisionar a EDP do António Mexia, a troco de uns parcos tostões que nem dão para fazer cantar um cego ou transformar rebuçados em livros: 639 mil euros por ano. Uns «pentelhos», dirá ele. Mas Catroga é trabalhador incansável (mais um) e aceitou o sacrifício pelo bem da Pátria e da República e, já agora, da austeridade imposta aos portugueses - para bem dele(s)…
Muito conhecida pelas suas ligações ao sector da energia (que é coisa que não lhe falta, diga-se em abono da verdade), a protuberante Celeste Cardona, trabalhadora incansável oriunda do Largo do Caldas, também vai abichar 57 mil euros por ano (uma ninharia) para trabalhar em part time junto do Catroga, a supervisionar o Mexia. Quando alguém dos jornais se atreveu a questioná-la, a energética Celeste pôs a mão na anca e atirou, toda rouca: «Mal estaríamos se os privados não pudessem fazer escolhas em Portugal». «Ah, fadista!», exclamaram os privados…
Todos estes trabalhadores incansáveis fazem pela vida - e fazem jus aos insistentes apelos à equidade fiscal, social e sacrificial, expelidos pelo nosso tão bondoso Presidente da República, Cavaco Silva. Todos eles o apoiaram nas campanhas para a eleição e reeleição. E pelo menos um deles, o grandessíssimo Eduardo Catroga, provém do círculo selecto e restrito de conselheiros do herói de Boliqueime, quando este era só primeiro-ministro. E quem não se lembra, por exemplo, do buliçoso António Dias Loureiro, afortunado herdeiro de múltiplas heranças, que gosta tanto de fazer a sesta em Cabo Verde? E do excelso banqueiro José Oliveira e Costa, que chegou a dar com os costados na choça e nunca mais é julgado? Estes, para já nem falar de outros trabalhadores incansáveis oriundos da São Caetano à Lapa que continuam a coleccionar marmitas, tachos, cantis e pensões do caraças, só para fugirem à fome e ao desemprego, garantindo o pão que o diabo amassou. E, já agora, as sopinhas…

Gosto muito, confesso, de seguir o percurso destas porreiríssimas e adoráveis criaturas, autêntica tropa fandanga de alto coturno que integra o selectíssimo Clube dos Direitos Adquiridos. Tal é a oportuna designação que foi escolhida para homenagear o famoso empresário Ângelo Correia (avesso aos direitos adquiridos pela populaça, mas não aos que são conquistados por trabalhadores tão incansáveis como ele), mentor do nosso querido primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, o qual também é conhecido como o «Obama de Massamá» e considerado pela excelsa e imparcial jornalista Felícia Cabrita como «um homem invulgar», que agora governa este «país de trapos» endividado até às orelhas. Uma estafa…

Américo, Alexandre, Catroga, Cardona, Coelho, Paulinho, Gaspar & Cª.

QUER COMPRAR UMA ILHA GREGA?...

Se é um oligarca e sempre desejou ter uma ilha grega, a sua oportunidade pode ter chegado.
Brevíssimo excerto do editorial do The Guardian sobre as decisões da última cimeira. Contrastem a clareza, o realismo, deste editorial com o do Público de hoje, um jornal cujos editoriais não fazem geralmente jus ao trabalho informativo dos seus jornalistas económicos que não estão na bolha de Bruxelas. Um editorial que exprime o impasse de quem tem sido complacente com a destrutiva tutela externa das periferias, que ainda é apodada de “solidariedade” europeia, um editorial sem respeito por esta palavra e pela sua lógica. Excertos representativos: “A zona euro seguiu o caminho da solidariedade com a Grécia, mas o preço que impôs é muito alto (…) Assim sendo o que é que o futuro reserva aos gregos? Mais austeridade, mais sacrifícios e, provavelmente mais resgates (…) um futuro de pobreza e de estagnação para a Grécia”. Pelo meio ainda se diz que há dúvidas sobre a “capacidade política dos gregos em aplicar o acordo”. “Acordo” que se sabe ser inviável, claro, até porque se reconhece que a redução das taxas de juro e do montante em dívida não tornam a dívida grega sustentável. Sustentabilidade é coisa que não existe numa economia em queda livre, graças às políticas prescritas pela troika, a toda elas. A dívida acabará por ser, em percentagem do PIB, equivalente à que era antes do dito acordo muito em breve, mas com duas diferenças: será detida por credores públicos, na sua esmagadora maioria, e a lei que a enquadra será inglesa, o que significa, entre outras coisas, que a dívida não poderá ser redenominada em nova moeda por decisão soberana, que os credores têm mais garantias em caso de disputa. Enfim, uma estranha forma de solidariedade, uma estranha forma que o Público tem de alinhar com a inane sabedoria convencional portuguesa, a que agora tem um pé na austeridade, que já sabe ser depressiva, finalmente, e outro pé no seu contrário.

FIRMES E HIRTOS... ENTREGUES À BICHARADA



gaspar-o extraterrestre
                                                                        



Firmes e hirtos a caminho do precipício Os mesmos que tudo fizeram para forçar o governo anterior a pedir ajuda extrema fogem agora de um segundo resgate inevitável como o diabo foge da cruz. Dantes como agora o problema situa-se no euro e nos mercados financeiros, Sócrates adiou um pedido de ajuda externa que seria concedido contra a troca da soberania na esperança de a Europa encontrar uma solução. A mesma direita que preferiu prejudicar o país apostando na sua bancarrota faz agora o que impediu José Sócrates e adia o inevitável na esperança de que os mercados se esqueçam das fragilidades do euro.

Passos Coelho e Vítor Gaspar continuam firmes e hirtos assegurando que não será necessário qualquer reajustamento e esta pose de firmeza só foi estragada por um jornalista da TVI que decidiu mostrar um ministro das Finanças curvando-se e agradecendo humildemente a oferta alemã para um segundo resgate. A subserviência perante a estratégia alemã é tal que o país europeu que mis carece de crescimento económico não assinou a carta de vários dirigentes europeus pedindo ao Conselho Europeu uma aposta no crescimento.

Até aqui tem corrido muito bem, as medidas de austeridade foram adoptadas, a EDP foi vendida aos chineses, a administração fiscal foi desorganizada e desestabilizada em nome de uma falsa fusão da qual não resultou qualquer poupança. Os senhores da troika estão aí para dizer que está tudo conforme o combinado, o governo português foi tão bom aluno que até sacrificou o seu povo muito para além do exigido e sem qualquer contrapartida.

O problema é que os senhores da troika não fazem previsões e a que o Vítor Gaspar fez quando da elaboração do OE foi uma falsidade e a contracção económica será muito superior aos 2,8% com base nos quais foi elaborado o OE. Ainda as medidas de austeridade mal se fazem sentir e já as receitas fiscais estão em queda livre, os impostos directos caem a pique e o aumento das receitas do IVA estão aquém do esperado. Imagine-se quando todas as medidas se fizerem sentir, incluindo as consequências da actualização do valor dos imóveis e a lei do arrendamento.Se a dimensão e consequências reais dos excessos de austeridade começam a ser evidentes, o risco de falência generalizada das PME que têm dificuldades em aceder ao crédito ou que são vítimas da política de empobrecimento forçado e, em consequência, da contracção do mercado interno, está por prever.Quando seria de esperar que o governo estivesse preocupado com este problema continuamos a ver um Paulo Portas a falar da diplomacia económica como se estivesse numa discoteca e um Álvaro preocupado com o cluster do pastel de nata.O país está a caminhar para o precipício e o governo está firme e hirto na defesa de metas em que já ninguém acredita, gerindo um OE assente em falsos pressupostos e apoiando-se numa troika de idiotas cujos sorrisos amarelos já ninguém consegue suportar.

DEUS TEM MAIS QUE FAZER QUE ATURAR A CRISTAS


ESTAS CRISTAS QUE QUEREM FAZER DE DEUS
AGUADEIRO
      “Devo dizer que sou uma pessoa de fé, esperarei sempre que chova e esperarei sempre que a chuva nos minimize alguns destes danos. Como é evidente, quanto mais depressa vier, mais minimiza, quanto mais tarde, menos minimiza. Se não vier de todo, não perderei a minha fé mas teremos obviamente de atuar em conformidade", acrescentou a ministra do Ambiente, do Mar, da Agricultura e do Ordenamento do Território.
Uma ministra baralhada quanto ao que significa a fé. Depois das gravatas ainda vamos ter um despacho da ministra Assunção, devidamente publicado em Diário da República, a ordenar a dança da chuva por todo o Ministério da Agricultura, seguida de acções de formação em catequese para explicar aos incréus que a chuva afinal tem origem divina. O que Deus passa para aturar estes fieis encartados

O SOL QUANDO NASCE É PARA TODOS...

                           

Perante oCarnaval o primeiro-ministro entendeu que a crise não se compadecia com tradições e decidiu não dar a habitual tolerância de ponto aos funcionários públicos. A Presidente da Assembleia da República não quis dar um passo de samba que estragasse a coreografia e decidiu que, se os funcionários públicos trabalham, então, os deputados também. Só que nem todos no país decidiram dançar a mesma música.
Passos Coelho mandou, mas alguns autarcas desmandaram. Um terço das câmaras deu tolerância de ponto. Quem quis e pode juntou o útil ao agradável, colou à festa um dia de férias e a prova é que em Lisboa circula como em Agosto. E é perda de tempo associar a decisão aos municípios que não são da cor política do governo central porque não faltam no mapa provas em contrário.
Os tempos não estão para brincadeiras, o meu espírito carnavalesco é limitado, mas o sentido de humor da organização do Carnaval de Torres Vedras merece aqui uma referência em jeito de tirar o chapéu. Oferecer um kit aos diferentes grupos parlamentares (com apito, máscara e livre trânsito para o desfile) teve graça; ver por lá algum deputado a dar uso ao referido kit, tinha ainda mais graça. Afinal, é Carnaval, nem Passos levaria a mal e, vistas bem as coisas, o Carnaval é como o sol: quando nasce é para todos.

“O trabalho descartável é o regresso às praças de jorna”


Eduardo Cabrita, Desemprego Simplex:
    ‘(…) o que surpreende é a prioridade radical dada, não ao estímulo à criação de emprego, mas sim à fragilização das relações laborais e ao despedimento barato e simplex. A lengalenga da rigidez das relações laborais foi desmentida pela AutoEuropa que sempre conseguiu flexibilidade e competitividade. Descobrimos agora que em Espanha o novo Governo de direita quer baixar as indemnizações de 45 para 30 dias por ano de trabalho perante a fúria geral. São pouco competitivos face ao nosso Álvaro, que fala de despedimentos baratos com 8 a 12 dias de indemnização. Mas dizemos nós que a culpa é de um tal Coelho que se lembrou de tirar o Álvaro do frigorífico onde estava em conserva para preservação da amostra de espécie rara.’

QUEM É MANOLIS GLEZOS

Manolis Glezos

Sabe quem é Manolis Glezos? É o homem que em 30 de Maio de 1941 arrancou a bandeira nazi da Acrópole de Atenas. O primeiro partisan da Europa, como lhe chamou De Gaulle. À beira dos 90 anos, Glezos não aceita o Diktat alemão para o resgate da dívida, liderando a contestação aos termos e condições da “ajuda” europeia. Fernando Alves exalta a sua figura em crónica da TSF e o Guardian faz o mesmo: We have become the guinea pig of policies exacted by governments whose only God is money, diz o velho resistente. E nós por cá? Nós por cá temos indignações selectivas. Glezos não nasceu em Ramallah.

21 fevereiro 2012

METEORITOS SEMEARAM A VIDA NA TERRA?

Meteoritos podem mesmo ter semeado a vida na Terra

Meteoritos podem mesmo ter semeado a vida na Terra

A possibilidade de terem sido meteoritos a trazer os ingredientes para o surgimento de vida na Terra tem mais provas a favor, depois do estudo de algumas amostras de meteoritos encontrados na Antártida.
O físico Michael Callahan, do centro Goddard de Astrobiologia da NASA, encontrou meteoritos que talvez tenham sido os responsáveis por semear a vida no nosso planeta. Estas novas evidências atribuem sentido À especulação de que a vida na Terra poderia ter sido semeada a e não simplesmente surgido.
Uma pesquisa publicada em agosto de 2011 numa revista científica americana sugere que os meteoritos são provavelmente a fonte de certos blocos de construção do nosso material genético na Terra - em maior diversidade e quantidade do que o que os cientistas pensavam anteriormente.
Michael Callahan adiantou agora que apesar desses núcleos de ADN já se conhecerem há cinquenta anos ninguém tinha ainda conseguido provar se eram de origem extraterrestre ou se se tratava de reminiscências da contaminação terrestre no meteorito.
As provas vêm de 12 meteoritos, nove dos quais aterraram na Antártida. Para além dos blocos de construção de ADN, eles evidenciam outras moléculas produzidas a partir de ingredientes simples encontrados no espaço: a água e o amoníaco.
Alguns produtos químicos dos meteoritos podem ter sido uma fonte crucial dos compostos orgânicos que deram origem à vida na Terra.
A investigação tem demonstrado que os aminoácidos existem no espaço e chegaram ao nosso planeta num meteorito. Mas tem sido difícil provar que os nucleobases encontradas em amostras de meteoritos não são devido à contaminação de fontes na Terra.
Foram detetados esses tais blocos estruturais de ADN em dois meteoritos, sendo que não foram encontrados em amostras de solo e gelo nas áreas próximas onde foram recolhidos, daí que se exclua a contaminação da terra para o meteorito. A origem extraterrestre da vida à face da Terra fica, assim, reforçada.
TVNET   16:47 | 2012-02-16

ALZHEIMER REVERTIDA...

Alzheimer revertida pela primeira vez

Pela primeira vez, foi revertida a doença de Alzheimer em pacientes com a doença, há mais de um ano. Os cientistas usaram a técnica de estimulação cerebral profunda, que usa elétrodos para aplicar pulsos de eletricidade diretamente no cérebro.
Investigadores canadianos, da Universidade de Toronto, liderados por Andres Lozano, aplicaram estimulação cerebral profunda em seis pacientes.
Em dois destes pacientes, a deterioração da área do cérebro associada à memória não só parou de encolher como voltou a crescer.
Nos outros quatro, foi parado o processo de deterioração.
Nos portadores de Alzheimer, a região do cérebro conhecida como hipocampo é uma das primeiras a encolher.
O centro de memória funciona no hipocampo, convertendo as memórias de curto prazo em memórias de longo prazo.
Desta feita, a degradação do hipocampo revela alguns dos primeiros sintomas da doença, como a perda de memória e a desorientação.
Durante a investigação, a equipa de cientistas canadianos instalou os dispositivos no cérebro de seis pessoas que tinham sido diagnosticadas com Alzheimer, há, pelo menos, um ano

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    Sonda Voyager1 foi arrefecida para durar mais anos


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    NASA retira-se de missão por falta de dinheiro


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    Alzheimer revertida pela primeira vez

    Pela primeira vez, foi revertida a doença de Alzheimer em pacientes com a doença, há mais de um ano. Os cientistas usaram a técnica de estimulação cerebral profunda, que usa elétrodos para aplicar pulsos de eletricidade diretamente no cérebro.
    Investigadores canadianos, da Universidade de Toronto, liderados por Andres Lozano, aplicaram estimulação cerebral profunda em seis pacientes.
    Em dois destes pacientes, a deterioração da área do cérebro associada à memória não só parou de encolher como voltou a crescer.
    Nos outros quatro, foi parado o processo de deterioração.
    Nos portadores de Alzheimer, a região do cérebro conhecida como hipocampo é uma das primeiras a encolher.
    O centro de memória funciona no hipocampo, convertendo as memórias de curto prazo em memórias de longo prazo.
    Desta feita, a degradação do hipocampo revela alguns dos primeiros sintomas da doença, como a perda de memória e a desorientação.
    Durante a investigação, a equipa de cientistas canadianos instalou os dispositivos no cérebro de seis pessoas que tinham sido diagnosticadas com Alzheimer, há, pelo menos, um ano

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  • FORÇA AÉREA PORTUGUESA (DA WIKIPÉDIA LIVRE)

    Força Aérea Portuguesa

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    Força Aérea Portuguesa
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    Brasão da FAP
    País Portugal
    CorporaçãoForças Armadas de Portugal
    SubordinaçãoMinistério da Defesa Nacional
    MissãoDefesa Aérea de Portugal
    SiglaFAP
    Criação1952
    Aniversários1 de Julho
    MarchaHino da Força Aérea Portuguesa
    LemaEx Mero Motu
    História
    Guerras/batalhasPrimeira Guerra Mundial
    Guerra Colonial Portuguesa
    Insígnias
    CocarInsíngia da Força Aérea Portuguesa
    Distintivo de caudaPortugal Air force fin flash.svg
    Comando
    Chefe do Estado-Maior
    da Força Aérea
    General José António de Magalhães Araújo Pinheiro [1]
    Contato
    Quartel GeneralLisboa
    Relações PúblicasAvenida Leite de Vasconcelos
    DistritoAmadora
    Código postal2614-506
    Telefone21 472 35 09
    Número Verde800 20 64 49
    E-mailrp@emfa.pt
    InternetSítio oficial
    A Força Aérea Portuguesa (FAP) é o ramo aéreo das Forças Armadas Portuguesas. As suas origens remontam a 1912, altura em que começaram a ser constituídas as aviações do Exército e da Marinha. Em 1 de Julho de 1952, as aviações do Exército (Aeronáutica Militar) e da Marinha (Aviação Naval) foram fundidas num ramo independente denominado Força Aérea Portuguesa.

    Índice

    [esconder]

    [editar] Missão

    A FAP tem como missões principais a defesa do espaço aéreo nacional e a cooperação com os outros ramos das Forças Armadas na defesa militar da Nação. Tem ainda como missões complementares a participação em missões no âmbito de compromissos internacionais e de interesse público de Portugal.

    [editar] História

    Um caça F16A da FAP, preparando-se para ser reabastecido em voo.
    Atuação da patrulha acrobática "Asas de Portugal".
    Reabastecimento de um caça F-84 da FAP em Angola, durante a Guerra do Ultramar
    Aviões de luta anti-submarina P-2 Neptune da FAP, estacionados em Angola, durante a Guerra do Ultramar
    Lançamento de pára-quedistas de um Alouette III da FAP, num heliassalto durante a Guerra do Ultramar
    Antigo caça-bombardeiro Fiat G-91 da FAP
    Antigo avião de instrução e de apoio de fogo T-6 da FAP

    [editar] Cronologia Histórica

    • 1909 – É fundado o Aero Club de Portugal, por um grupo de oficiais do Exército, com o objectivo de promover o desenvolvimento da Aeronáutica em Portugal, bem como o seu uso militar;
    • 1911 – No âmbito da nova organização geral do Exército Português, decretada a 25 de maio de 1911, é criada a Companhia de Aerosteiros, a primeira unidade militar aeronáutica portuguesa, que se instala em Vila Nova da Rainha no concelho da Azambuja. A unidade tinha por missão assegurar as comunicações militares pelo meio da aerostação, aviação e pombos correios;[carece de fontes?]
    • 1912 – A título experimental, são integrados, na Companhia de Aerosteiros, os primeiros aviões, o primeiro dos quais um Deperdussin B, nascendo assim a aviação militar portuguesa;
    • 1914 – No Exército Português é criado o Serviço Aeronáutico Militar e a Escola Militar de Aeronáutica (EMA), instalada em Vila Nova da Rainha, junto à Companhia de Aerosteiros;
    • 1917 – Na Marinha, é criado o Serviço e Escola de Aviação da Armada, bem como a primeira base aeronaval, o Centro de Aviação Marítima do Bom Sucesso, em Lisboa;
    • 1917 – No âmbito da participação portuguesa na Primeira Guerra Mundial é prevista a criação dos Serviços de Aviação do Corpo Expedicionário Português que não chegam a ser activados. A maioria dos militares enviados para França para formarem o serviço integram-se em unidades de aviação francesas e britânicas, onde se tornam os primeiros aviadores portugueses a entrar em combate;
    • 1917 – É enviada para Moçambique uma Esquadrilha Expedicionária para participar nas operações contra os alemães. A esquadrilha torna-se uma das primeiras unidades de aviação militar de África;
    • 1918 – A aviação do Exército é reorganizada, passando a denominar-se Serviço de Aeronáutica Militar e integrando a Direcção de Aeronáutica directamente dependente do Ministro da Guerra, as Escolas Militares de Aviação e de Aerostação, as Tropas Aeronáuticas (de Aviação e de Aerostação) e o Parque de Material de Aeronáutica;
    • 1918 – O Serviço de Aviação da Armada é reorganizado e passa a designar-se Serviços da Aeronáutica Naval;
    • 1919 – É criado o Grupo de Esquadrilhas de Aviação "República" (GEAR) na Amadora. O GEAR é a primeira unidade operacional de aviação militar em Portugal, integrando esquadrilhas de combate (caças), de bombardeamento e de observação;
    • 1924 – Pelo Decreto n.º 10 094 de 26 de setembro de 1924, a aeronáutica do Exército passa a arma independente (em igualdade com a Cavalaria, Infantaria, Artilharia e Engenharia) com a designação de "Arma de Aeronáutica Militar";
    • 1931 – Os Serviços da Aeronáutica Naval são transformados nas Forças Aéreas da Armada;
    • 1937 – A Aeronáutica Militar é reorganizada, passando a dispor de um comando autónomo, designado "Comando-Geral da Arma da Aeronáutica", o que a torna praticamente num ramo independente, apesar de se manter administrativamente dependente do Exército. Anexo ao Comando-Geral é criado o Comando Terrestre de Defesa Aérea. Na nova organização os principais aeródromos militares passam a ser designados Bases Aéreas;
    • 1941 – Com o fim de defender a neutralidade e a soberania portuguesa nos Açores, juntamente com outras forças militares, começam a ser enviadas Esquadrilhas Expedicionárias para o Arquipélago;
    • 1950 – É criado o cargo de subsecretário de Estado da Aeronáutica, na direta dependência do ministro da Defesa Nacional com o objectivo de passar a tutelar toda a aviação militar portuguesa. No entanto, o cargo só será provido quando da criação das forças aéreas como ramo independente em 1952;
    • 1952 – Através da Lei nº 2055 de 27 de junho de 1952 a Aeronáutica Militar é organizada como ramo independente das Forças Armadas, sendo composta por forças aéreas independentes e por forças aéreas de cooperação com o Exército e com a Marinha. A Aeronáutica Militar é administrada, no plano governamental, pelo subsecretário de Estado da Aeronáutica e comandada superiormente pelo chefe do Estado-Maior das Forças Aéreas. Na nova Aeronáutica Militar são integradas as anteriores Aeronáutica do Exército e Aviação Naval, mas esta última mantém-se à disposição da Marinha para efeitos de instrução e de emprego operacional. Considera-se este o marco da criação da Força Aérea Portuguesa;
    • 1955 – No seio das forças aéreas, é ativado oficialmente o Batalhão de Caçadores Paraquedistas, a primeira unidade de tropas pára-quedistas das Forças Armadas Portuguesas;
    • 1956 – Através do Decreto-Lei nº 40 949 de 28 de dezembro de 1956, as forças aéreas são reorganizadas, sendo oficializado o termo "Força Aérea" (no singular) como designação oficial do ramo, em alternativa ao de "Aeronáutica Militar" que irá cair em desuso. O território nacional metropolitano e ultramarino é dividido em três grandes regiões aéreas, que passam a exercer o comando operacional das unidades aéreas estacionadas na sua área: 1.ª Região Aérea, com comando em Lisboa, abrangendo Portugal Continental, Açores, Madeira, Guiné Portuguesa e Cabo Verde; 2.ª Região Aérea, com comando em Luanda, abrangendo Angola e São Tomé e Príncipe; 3.ª Região Aérea, com comando em Lourenço Marques, abrangendo Moçambique, Índia Portuguesa, Macau e Timor-Leste. Mais tarde, dentro da 1.ª Região Aérea, são criados dois comandos semi-autónomos: Zona Aérea dos Açores e Zona Aérea da Guiné e Cabo Verde;
    • 1958 – As Forças Aeronavais (antiga Aviação Naval) são completamente integradas na Força Aérea, deixando de ter qualquer ligação administrativa à Marinha;
    • 1960 – São criadas as primeiras bases aéreas em Angola (Luanda e Negage);
    • 1961 – Ataques terroristas em Luanda e no norte de Angola dão início à Guerra do Ultramar em que a Força Aérea vai ter um papel muito activo, em operações de combate, reconhecimento, evacuação de feridos e apoio logístico às tropas e população civil;
    • 1961 – O Subsecretariado de Estado da Aeronáutica é substituído pela Secretaria de Estado da Aeronáutica, cujo titular passa a ter assento no Conselho de Ministros, se bem que ainda mantenha um estatuto governamental inferior ado dos ministros do Exército e da Marinha;
    • 1961 – O general da Força Aérea Venâncio Deslandes é nomeado Governador-Geral e Comandante-Chefe das Forças Armadas de Angola. A função de Comandante-Chefe implicava o comando conjunto dos três ramos das forças armadas no respectivo Teatro de Operações, sendo o primeiro caso na Guerra do Ultramar em que essa função foi exercida por um oficial não pertencente ao Exército;
    • 1962Criação oficial das Formações Aéreas Voluntárias, organizações de milícia aérea civil auxiliar da Força Aérea na Guerra do Ultramar;
    • 1967 - Em 12 de Outubro de 1967, o general da Força Aérea João Anacoreta de Almeida Viana assume interinamente as funções de Comandante-Chefe das Forças Armadas em Angola, cargo que virá a exercer plenamente entre Julho de 1968 e Maio de 1970.
    • 1968 - O general da Força Aérea Venâncio Deslandes assume o cargo de Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, mantendo-se em funções até 1972.
    • 1974 – Dá-se o golpe militar de 25 de Abril que derruba o governo de Marcelo Caetano e pôe fim à Guerra do Ultramar. Na sequência da revolução são extintos os Ministérios do Exército e da Marinha, bem como a Secretaria de Estado da Aeronáutica. As Forças Armadas deixam de ficar subordinadas ao poder civil, passando à tutela do Conselho da Revolução. Os Chefes de Estado Maior dos três ramos das Forças Armadas passam a exercer o comando do ramo, com o estatuto de ministro. O Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas passa a ter o estatuto equivalente ao de Primeiro-Ministro, ficando na dependência directa do Presidente da República;
    • 1975 - A FAP envia para Timor-Leste um destacamento de helicópteros, que ali opera em apoio das forças portuguesas (entre as quais um destacamento de pára-quedistas) até à invasão indonésia;
    • 1975 - Com a independência dos territórios africanos portugueses, a FAP retira de África, sendo extintas a 2ª e a 3ª Regiões Aéreas. Mantém-se apenas o Comando da 1ª Região Aérea que é, pouco depois, transformado no Comando Operacional da Força Aérea;
    • 1977 – A Força Aérea é reorganizada, sendo criado o Instituto de Altos Estudos da Força Aérea;
    • 1978 – Entra em funcionamento a 1 de Fevereiro a Academia da Força Aérea;
    • 1982 – Na sequência da reforma constitucional onde é extinto o Conselho da Revolução, as Forças Armadas voltam a ficar subordinadas ao poder civil. A Força Aérea Portuguesa, tal como os outros ramos, é integrada no Ministério da Defesa Nacional.

    [editar] Unidades Iniciais da FAP

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    Em 1952, quando a Força Aérea se tornou independente passou a ter a seu cargo todas as infraestruturas aeronáuticas que eram pertença do Exército e da Marinha. As suas primeiras unidades foram:
    Pertencentes à antiga Aeronáutica Militar:
    Pertencentes às antigas Forças Aéreas da Armada:
    [4]== Organização ==
    A Força Aérea é um ramo das Forças Armadas, dotado de autonomia administrativa, que se integra na administração directa do Estado, através do Ministério da Defesa Nacional.
    A Força Aérea organiza -se numa estrutura vertical e hierarquizada e os respectivos órgãos relacionam-se através dos seguintes níveis de autoridade:
    • Autoridade hierárquica;
    • Autoridade funcional;
    • Autoridade técnica.
    A Força Aérea é comandada pelo Chefe do Estado-Maior da Força Aérea e para o cumprimento da respectiva missão compreende:

    [editar] Chefe do Estado-Maior da Força Aérea (CEMFA)

    Base Aérea das Lajes
    Avião de transporte CASA C-295.
    Avião de instrução Aérospatiale Epsilon-TB 30.
    É o Comandante da Força Aérea, sendo o principal colaborador do Ministro da Defesa Nacional e do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas em tudo o que diz respeito à Força Aérea Portuguesa.

    [editar] Estado-Maior da Força Aérea (EMFA)

    O Estado -Maior da Força Aérea (EMFA) constitui o órgão de estudo, concepção e planeamento da actividade da Força Aérea, para apoio à decisão do CEMFA. É dirigido pelo VCEMFA que, para o efeito, é coadjuvado por um major-general piloto-aviador designado por subchefe do Estado -Maior da Força Aérea

    [editar] Comando Aéreo (CA)[5]

    O Comando Aéreo é dirigido por um Tenente-General e tem como missão o planeamento, direcção e controlo dos sistemas de armas e actividade de defesa aérea do território nacional. Compete ainda a este comando a segurança de todas as unidades e órgãos da Força Aérea.

    [editar] Unidades e Zonas Aéreas


    • Zonas Aéreas:
      • Comando da Zona Aérea dos Açores, do qual depende a Base Aérea n.º 4,
      • Comando da Zona Aérea da Madeira (ainda não activado).

    [editar] Esquadras de Voo

    As aeronaves da FAP estão integradas em Esquadras de Voo dependentes das bases aéreas. Em teoria cada esquadra baseia-se em 25, 12 ou 6 aparelhos do mesmo tipo, conforme é, respectivamente, uma esquadra de aeronaves ligeiras, de aeronaves médias ou de aeronaves pesadas. Na prática, esta quantidade varia bastante, dependendo do material disponível. As esquadras com mais aeronaves dividem-se em esquadrilhas de 4 a 8 aparelhos.
    As esquadras recebem uma numeração de três algarismos, em que o primeiro indica a sua missão primária, do seguinte modo:
    • 1 - instrução;
    • 2 - caça;
    • 3 - ataque;
    • 4 - reconhecimento;
    • 5 - transporte;
    • 6 - patrulha marítima;
    • 7 - busca e salvamento;
    • 8 - especial.
    O segundo algarismo indica o tipo de aeronave operado pela esquadra, do seguinte modo:
    • 0 - asa fixa;
    • 1 - misto;
    • 5 - asa móvel.
    Desta forma, destacam-se:
    • esquadras de instrução: Esquadras 101 "Os Roncos" e 103 "Caracóis" baseadas na BA11 em Beja;
    • esquadras de caça: Esquadra 201 "Falcões" baseada na BA5 em Monte Real;
    • esquadras de ataque: Esquadra 301 "Jaguares" baseada na BA5 em Monte Real;
    • esquadras de reconhecimento: Esquadra 401 "Cientistas" baseada na BA1 em Sintra;
    • esquadras de transporte: Esquadras 501 "Bisontes" e 504 "Linces" baseadas na BA6 em Montijo, Esquadra 502 "Elefantes" baseada na BA1 em Sintra e Esquadra 552 "Zangões" baseada na BA11 em Beja;
    • esquadras de patrulha marítima: Esquadra 601 "Lobos" baseada na BA6;
    • esquadras de busca e salvamento: Esquadra 711 "Albatrozes" baseada na BA4 e Esquadra 751 "Pumas" baseada na BA6;
    • esquadras de função especial: Esquadra 802 "Águias" dependente da Academia da Força Aérea e baseada na BA1 em Sintra.

    [editar] UPF – Unidade de Protecção da Força

    Helicóptero EH-101 da FAP.
    Helicóptero Alouette III da FAP
    Caça-bombardeiro Dassault-Dornier Alpha-Jet da FAP, com pintura comemorativa dos 50 anos da Esquadra 103.
    Caça bilugar F-16B da FAP
    Veículos blindados HMMWV e Condor de controlo aéreo táctico e de proteção de bases da FAP.
    Veículo de combate a incêndios em aeronaves PROTEC-FIRE MTAC 670 da FAP.
    A Força Aérea Portuguesa constituiu no início dos anos 90 uma unidade dentro da Polícia Aérea, denominada “Equipa de Resgate de Combate” e conhecida pela sigla RESCOM, destinada a efectuar as chamadas missões de “CSAR” ou busca e salvamento em situação de combate. Os militares que integravam esta força, inicialmente todos do Quadro Permanente, treinavam não só os procedimentos próprios como contribuíam para o treino de todos os tripulantes de aeronaves da Força Aérea que devem estar preparados para, em caso de serem abatidos/caírem em território hostil, saberem como poderão ser resgatados por este tipo de equipas altamente especializadas.
    Recentemente a Força Aérea Portuguesa, avaliando, além de outros aspectos, o seu efectivo empenhamento internacional, o tipo de missões e os locais em que as aeronaves nacionais têm sido empregues, decidiu reformular as missões das equipas RESCOM, entretanto desactivadas, criando a Unidade de Protecção da Força (UPF) da Polícia Aérea. Esta nova força, dependente do Tenente-General Comandante do Comando Aéreo, tem uma missão bem mais abrangente que o ex-RESCOM. De carácter expedicionário, tem como a missão primária garantir a protecção activa dos Destacamentos da Força Aérea Portuguesa nos diferentes Teatros de Operações. Militares desta força integraram o Destacamento da Força Aérea (C-130) no Chade, no âmbito das missões EUFOR - TCHAD/RCA e no Afeganistão no âmbito da NATO - ISAF. Está ainda preparada para executar outro tipo de missões de natureza reservada.

    [editar] Comando de Pessoal da Força Aérea (CPESFA)

    É comandando por um tenente-general que tem por missão assegurar a administração dos recursos humanos para execução dos planos e diretivas aprovadas pelo CEMFA.
    Para atingir esse objectivo tem sob o seu comando os seguintes órgãos:
    • Direcção de Pessoal;
    • Direcção de Saúde;
    • Serviço de Justiça e Disciplina;
    • Serviço de Acção Social;
    • Serviço de Assistência Religiosa;
    • Instituto de Saúde da Força Aérea;
    • Centro de Medicina Aeronáutica;
    • Centro de Psicologia da Força Aérea;
    • Base do Lumiar.

    [editar] Comando da Logística da Força Aérea (CLAFA)

    É comandado por um tenente-general que tem por missão administrar os recursos materiais, de comunicações e sistemas de informação e infra-estruturas da Força Aérea, para a execução dos planos e directivas aprovados pelo CEMFA e garantir o cumprimento dos requisitos para a certificação da navegabilidade das aeronaves militares e tem na sua depência os seguintes orgãos:
    • Direção de Abastecimento e Transportes;
    • Direção de Comunicação e Sistemas de Informação;
    • Direção de Engenharia e Programas;
    • Direção de Infraestruturas;
    • Direção de Manutenção de Sistemas de Armas;
    • Depósito Geral de Material da Força Aérea.

    [editar] Comando da Instrução e Formação da Força Aérea (CIFFA)

    É comandando por um tenente-general que tem por missão assegurar o recrutamento e as actividades de instrução e formação na Força Aérea, de acordo com os planos e directivas aprovados pelo CEMFA e tem na sua depência os seguintes orgãos:

    [editar] Equipamento

    A Força Aérea Portuguesa é hoje, em termos internacionais uma força de média dimensão, com equipamento ao nível dos mais modernos do mundo. Contrariamente a outras forças aéreas, a FAP não atribui uma designação própria às suas aeronaves, adoptando normalmente a designação do fabricante ou fornecedor.
    Actualmente, a FAP possui o seguinte material de voo:

    [editar] Aeronaves de Luta aérea

    [editar] Aeronaves de luta anti-superfície

    [editar] Aeronaves de Apoio

    [editar] Aeronaves de Instrução


    [editar] Referências

    [6] Lei Orgânica da Força Aérea (Decreto-Lei 232/2009 de 15 de Setembro)

    [editar] Ver também

    O Commons possui uma categoria com multimídias sobre Força Aérea Portuguesa

    [editar] Ligações externas