10 maio 2009

SOCRATES EXPLICA-SE


Numa entrevista de seis páginas publicada na edição deste domingo do «JN», Sócrates diz que só considera um cenário de maioria absoluta e não aceita sequer equacionar um plano B, de Governo minoritário, embora não o rejeite.
Frisando a necessidade de estabilidade em tempo de crise, o primeiro-ministro afirma que «os portugueses sabem que isso faz parte da escolha: como garantir um Governo que seja capaz de fazer face à crise, com uma orientação, um rumo, e que tenha condições para garantir a estabilidade política».
«A última coisa de que o país necessita é somar uma crise política a uma crise económica. Mas insisto num ponto: a melhor forma de resolver a questões de governabilidade e de estabilidade é uma maioria absoluta do PS. O que as sondagens revelam é que isso é bem possível», afirma José Sócrates.
E rejeita um cenário de coligação pós-eleitoral com o PSD, caso não consiga a maioria. «O bloco central é uma ilusão. A melhor forma de responder aos problemas do País é com uma maioria absoluta do PS. É o cenário com o qual lidarei e pelo qual me baterei. Porque esse é o meu dever».
«Não sou homem de desistir, nem o PS é partido para se pôr à margem das responsabilidades», afirma, mas adianta que pensar num «plano B enfraquece o plano A».
«Portugueses não querem apenas protestar contra a crise, querem sair dela
Questionado sobre se fará um discurso mais à esquerda, por estar preocupado com os votos que possam fugir para o Bloco de Esquerda, ou mais à direita, por causa do PSD, Sócrates garante que «não adapta o discurso em função das circunstâncias». «Não pedimos uma maioria absoluta com o objectivo de ter mais poder, mas para servir melhor os portugueses. O País precisa de um governo que se preocupe com o interesse geral, que não fique refém de ninguém, de um interesse particular, de interesses corporativos por mais respeitáveis que sejam», afirma o primeiro-ministro.
«Não desvalorizo as sondagens, mas julgo que os portugueses perceberão que o radicalismo não constrói nada. O voto no radicalismo é para contestar. Mas os portugueses não querem apenas protestar contra a crise, querem sair dela», diz Sócrates sobre uma eventual ameaça vinda do Bloco de Esquerda.
O primeiro-ministro adianta que é «natural» que haja algum descontentamento por parte dos portugueses. «Quando um Governo faz as mudanças que fizemos é natural que surjam descontentamentos, aproveitados por quem não quer ter responsabilidades ou não espera voltar a ter tão cedo responsabilidades de Governo».
«Alegre pertence ao PS»
«Não vejo nenhum embaraço para o PS», diz Sócrates sobre Manuel Alegre. «As alternativas estão bem claras: uma protagonizada pelo grande partido da Esquerda democrática, o PS, outra pela Direita. Manuel Alegre só ajuda na diversidade do PS», afirmou, adiantando que «as críticas leais e frontais são sempre positivas e inspiradoras».
«Manuel Alegre tem o lugar à sua espera. Pertence ao PS; é este o seu espaço político. Fez já uma declaração afirmando que está fora de causa sair do partido. Registo-a com muito agrado», adianta.
«O que acho é que foi um acto que merece a mais viva condenação, mas que culmina uma legislatura em que o PCP se especializou em organizar manifestações para insultar outros líderes políticos», disse Sócrates sobre agressões a Vital Moreira.
Questionado sobre se estava em condições de provar que o PCP que promoveu a agressão, Sócrates manteve-se convicto. «Se estou em condições de provar? O que estou em condições de provar é que nestes quatro anos eu próprio fui vítima disso. Em 2006, antes do Congresso do PS, quando ia a sessões do partido tinha à minha espera dirigentes da CGTP e do PCP a apuparem-me e a insultarem-me. (...)A pretensão do PCP de que nada teve a ver com o que se passou choca com a realidade: não há nenhuma agressão física que não seja precedida de agressão verbal. A agressividade e o radicalismo de linguagem foram lançados pelo PCP
»

MANUELA FERREIRA LEITE ANDA CONFUSA


Manuela Ferreira Leite disse ontem que a democracia portuguesa está doente por causa do "clima de medo" que alastra pelo País. Há medo de tudo: de falar, de ser escutado ao telefone, de recusar isto, de pedir aquilo. A líder do PSD recua no tempo, numa viagem espectral aos tempos da ditadura. Percebe-se a intenção, mas o exagero é manifesto. É preferível que o PSD comece a falar de propostas concretas em vez de agitar fantasmas. Hoje em dia, a insegurança é grande, a crise ameaça o emprego, a juventude afunda-se nos recibos verdes, as universidades formam legiões de gente sem esperança, os pequenos déspotas de nomeação política que mandam em algumas áreas da Função Pública mostram todos os dias a soberba típica da mediocridade exibicionista. Mas, medo!? Medo daquele que encolheu um país inteiro por 48 anos!? Não, não é esse o caminho da seriedade.O caminho da seriedade e da credibilidade que pode convencer alguém a mudar de voto está nas respostas concretas aos problemas, não na agitação de fantasmas. Se o PSD não disser o que muda na Justiça, o que faz nas periferias explosivas, como vai gerir a segurança, reformar a Educação e a Saúde, ou se é capaz de criar um modelo de protecção social que não seja tributário da velha e salazarista misericordiazinha, então, não haverá fantas

MAGISTRATURA COM NOTA BAIXA

Os juízes e os magistrados do Ministério Público estão desgastados pela promiscuidade com os media e pelas quebras constantes, sempre “muito oportunas”, do segredo de justiça.Não são apenas vozes autorizadas, como a de Mário Soares, de Jorge Sampaio ou do Bispo D. Januário, que vêm criticando as magistraturas pela sua sede mediática e pela escassa fiabilidade que têm revelado. É já a população em geral, que antigamente tinha representações muito favoráveis sobre os magistrados, que começa notoriamente a mudar de ideias.Os resultados da sondagem hoje divulgada pelo Expresso são muito significativos. Veja-se:

A actuação dos juízes tem sido:
Positiva – 9,9
Negativa – 48,6
Nem boa, nem má – 28,2

A actuação do Ministério Público:
Positiva – 18
Negativa – 43,3
Nem boa, nem má – 19,2
A diferença para 100 por cento corresponde a resposta de “Não sabe” ou “Não responde”.
No mesmo dia, o Sol dá conta da revogação pelo Tribunal da Relação de Lisboa de um despacho do juiz Carlos Alexandre. Sem querer insinuar nada, tenho reparado que, nos últimos meses, não há processo do juiz Alexandre cujos elementos não acabem, por coincidência, nas páginas dos jornais e revistas (e sempre em certos jornais e revistas). Não acho que esta mediatização seja boa para a justiça, como demonstra a sondagem do Expresso.Mas pior ainda será a desconfiança, que é criada por um acórdão do Tribunal da Relação citado pelo Sol, de que a argumentação de Carlos Alexandre, no despacho acima referido, “peca por alguma falta de objectividade na análise do caso concreto”, considerando mesmo que foi feita com “uma paixão que não poderá existir em quem tem o dever de decidir”.No caso, o juiz não quis aplicar uma suspensão do processo a banqueiros envolvidos na Operação Furacão, que pagaram as dívidas fiscais como prevê a lei, em benefício do Estado. Se é verdade o que diz o Tribunal da Relação, parece que o interesse público foi substituído pela “paixão”.
posted by Miguel Abrantes

09 maio 2009

A VOZ DA RAZÃO - HOMENS E ANIMAIS

Touradas? Lamento. Não sou cliente. Os meus amigos conservadores nunca me perdoaram a traição. E dizem, inteiramente a sério, que eu me deixei levar pelos ‘direitos dos animais’. Absurdo.
Os animais não têm direitos; a capacidade de formular e articular direitos é uma prerrogativa humana e apenas humana. Mas isso não significa que, precisamente pelo facto de sermos humanos, não tenhamos alguns deveres para com os animais. O mais básico de todos é não os torturar para gáudio das massas. A tourada pode ser uma tradição; mas nem todas as tradições são úteis, muito menos benignas. Isto faz de mim um proibicionista militante? Não faz. Proibições culturais deste tipo nunca devem vir de cima. Devem começar por baixo: pela capacidade da maioria em olhar para as touradas como os espectáculos primitivos que, na verdade, são.
João Pereira Coutinho, in Correio da Manhã

08 maio 2009

A IMPUNIDADE DOS ARRUACEIROS

ARRUACEIROS
Ainda sobre as agressões a VITAL MOREIRA, as reacções foram (ou acabaram por ser), na generalidade, de desaprovação, com a notória e iniludível excepção da direcção do PCP. Mas uma questão foi pouco ou nada abordada: a da natureza do sucedido. Essa natureza foi aliás diluída na reacção dos próprios visados, que elidiram a sua componente mais óbvia: a de crime contra a liberdade e a integridade moral e física, e portanto de caso de polícia. É um erro. Conduzir as agressões e injúrias para o plano político-partidário e exigindo apenas por elas um pedido de desculpas opera, paradoxalmente, uma espécie de banalização da violência. Mais: permite que o caso se instrumentalize numa troca de galhardetes e acusações que chegou ao ridículo dos pedidos de desculpas cruzados.Seria, é claro, interessante saber onde andavam as autoridades policiais que em regra são deslocadas para a zona de manifestações. E é de lamentar que a bateria de jornalistas presente no local não tenha tido a presença de espírito - e a coragem - de questionar agressores e injuriadores. Mas as autoridades teriam decerto a maior facilidade em identificar os envolvidos a partir das muitas imagens de TV disponíveis. Aí saber-se-ia, sem sombra de dúvida, quem são e, pela sua boca, os motivos que os moveram.

UMA OUTRA APOLOGIA DE SÓCRATES

Na Grécia Antiga, Sócrates detinha uma alta reputação e era muito estimado pelo seu elevado conhecimento. Um dia, um conhecido do grande filósofo aproximou-se dele e disse:

"Sócrates, sabes o que eu acabei de ouvir acerca de um amigo ?""
Espera um minuto", respondeu Sócrates, "Antes que me digas alguma coisa, gostaria de te fazer um teste. Chama-se o "Teste do Filtro Triplo.
""Filtro Triplo?""
Sim", continuou Sócrates, "Antes que me fales do meu amigo talvez fosse uma boa ideia parar um momento e filtrar aquilo que vais dizer. Por isso é que eu lhe chamei o Filtro Triplo." E continuou: "O primeiro filtro é VERDADE. Tens a certeza absoluta de que aquilo que me vais dizer é perfeitamente verdadeiro?
""Não", disse o homem "o que acontece é que eu ouvi dizer que...
""Então", diz Sócrates, "não sabes se é verdade. Passemos ao segundo filtro, que é BONDADE. O que me vais dizer sobre o meu amigo é bom?""
Não, muito pelo contrário...
""Então", continuou Sócrates "queres dizer-me algo mau sobre ele e ainda por cima nem sabes se é ou não verdadeiro. Mas, bem, pode ser que ainda passes o terceiro filtro. O último filtro é UTILIDADE. O que me vais dizer sobre o meu amigo será útil para mim?
"Não, acho que não...
""Bem," concluiu Sócrates, "se o que me dirás não é nem bom, nem útil e muito menos sabes se é verdadeiro, para quê dizeres-me?"

07 maio 2009

FLORBELA ESPANCA - A MENSAGEIRA DAS VIOLETAS


O MEU SONETO
Em atitudes e em ritmos fleumáticos,
Erguendo as mãos em gestos recolhidos,
Todos brocados fúlgidos, hieráticos,
Em ti andam bailando os meus sentidos...

E os meus olhos serenos, enigmáticos
Meninos que na estrada andam perdidos,
Dolorosos, tristíssimos, extáticos,
São letras de poemas nunca lidos...

As magnólias abertas dos meus dedos
São mistérios, são filtros, são enredos
Que pecados d´amor trazem de rastros...

E a minha boca, a rútila manhã,
Na Via Láctea, lírica, pagã,
A rir desfolha as pétalas dos astros!..

Florbela Espanca, in "A Mensageira das Violetas"
IMAGEM: MATISS,HENRI
Odalisque with Magnolias

AS RECEITAS DE MANUEL PINHO

O PSD acaba de declarar a papa Maizena como alimento oficial dos seus candidatos às eleições europeias. Ainda não conseguimos confirmar se a Unilever, detentora da marca, vai apoiar a campanha e se esse apoio se traduzirá no pagamento dos outdoors em que Manuela Ferreira Leite pede para que lhe telefonem porque está sem ideias, pelo envio de um stock de papa para alimentar os candidatos ou mesmo pela alteração da cor das embalagens da papa para cor de laranja.
Entretanto, o PS já está a equacionar a hipótese de seguir o exemplo e tem na mira a "Farinha Amparo", desta forma deixava a marca europeia ao PSD para ficar com a nossa marca. Aliás, já há quem diga que o Sócrates saiu-nos num pacote de Farinha Amparo.
JUMENTO DO DIA

MEDIDAS DO BCE E BOAS NOTÍCIAS

O euro reagiu em alta às decisões do BCE de baixar as taxas de juro para um por cento e de realizar compras de obrigações no valor de 60 mil milhões de euros.Uma hora depois da conferência de imprensa dos responsáveis máximos do BCE, o euro registava uma subida de um por cento face ao dólar.Este tipo de medidas, que conduzem à injecção de mais euros nos mercados poderiam levar, em princípio, a uma quebra do euro face às outras divisas. No entanto, os investidores estão aparentemente a valorizar o facto de os montantes de compra de obrigações anunciados pelo BCE serem bastante mais modestos do que aqueles que têm vindo a ser usados pela Reserva Federal norte-americana e pelo Banco de Inglaterra em programas semelhantes.Além disso, dizem os analistas, o mercado parece agora acreditar que o pior da recessão económica na Europa já passou. Hoje, Jean-Claude Trichet disse que existiam sinais de uma estabilização da economia.
Quando a febre baixa o doente fica mais aliviado e qualquer boa notícia o reconforta.

PAULO RANGEL LANÇOU OBRA

Resumindo o agradável serão, Paulo Rangel lançou obra. Foi acompanhado pelo Rui Ramos e o Pedro Mexia. O Pedro Mexia sentiu, logo ali, um súbito desejo de votar em Rangel. O Carlos Nunes Lopes andou a folhear sebentas de Vital Moreira mas hoje é que leva para casa uma coisa densa. Quem sabe se não é a tal de claustrofobia democrática (que azar dos távoras alguém já se ter lembrado primeiro do Portugal amordaçado, é que era cá um brilharete…). Rangel e os bloguers agradecem-se mutuamente. A dra. Manuela passou por lá para dizer que é utilizadora do messenger. O Carlos Nunes Lopes viu o Vasco Campilho mas não se sabe se este terá retribuído o olhar.
Isto não só é divertido e até queriducho, como põe a um canto a mais dedicada santanete. Rangeletes?
Sigam os linkes que os temas não são pornográficos... Longe disso. Mas são coisas do trinta e um!

A TVI CRIOU INAPTIDÃO ESTRUTURAL PARA TRATAR DE ASSUNTOS SÉRIOS


Acabo de assistir na TVI à parte final de uma entrevista do Prof. Marçal Grilo conduzida pela Sra. D. Constança Cunha & Sá, cujo tema era a Educação e o seu estado actual. Procurava o entrevistado passar a ideia de que esse estado é bastante bom, muito melhor do que já esteve e que caminha bem e se recomenda. Constança, atrapalhada, não conseguindo obter declarações que estivessem dentro do estilo bota-a-baixo que pretendia e que, certamente a direcção da casa lhe exigirá para não se perderem pergaminhos, remexia-se, contorcia-se... mas então está tudo bem?... os doutoramentos é quase tudo lá fora! Está muito enganada, essa situação já foi invertida e os doutoramentos já são 80% feitos cá e só cerca de 20% no estrangeiro. Há uns anos era exactamente o contrário.
Com propósitos de diabolizar o desgraçado do "magalhães" e seus efeitos nefastos para a leitura... lá vem M.Grilo afirmar... olhe que não, temos um excelente programa de incentivo a leitura com muito bons resultados. Uma coisa não tem a ver com a outra... Um pesadelo.
Está claro que o ex-ministro, pessoa honrada, muito bem informado e com lúcidez para não se deixar conduzir para o terreno do cabaret de coxa, frustrou os propósitos da assalariada e foi agradável assistir ao contraste de comportamentos de gente de bem com outros que nem por isso. Deveriam guardar essas coisas para as Sextas-Feiras que, para o efeito, dizem, têm gente a esse nível. Não sei ao certo porque é raro frequentar. (sobretudo por causa das crianças a quem está vedado acesso ao promiscuo canal).



MADONA POSAVA EM PELOTA POR TRINTA DÓLARES




Tinha apenas 20 anos, pele morena e carnes roliças... Ganhava a vida como bailarina e uma vez posou nua para um fotógrafo noviorquino por 30 dólares (22,60 euros ao câmbio actual). Agora, com 50 anos, é multimilionária, a sua pele é de cor dourada e está em bom estado pela prática de muita ginástica. Tem três filhos -dois deles naturais e um adoptado- e ainda espera que a justiça de um pequeno país africano, chamado Malawi, lhe facilite os trâmites para adoptar um quarto filho, o pequeno Chifundo. Chama-se Madonna Louise Ciccone, mas o mundo inteiro conhece-a por Madonna. in EL PAÍS

MANUEL ALEGRE - O BALÃO QUE SE ESVAZIA


Bastou alguém criticar Manuel Alegre por este ter tomado uma posição menos frontal em relação aos incidentes ocorridos no dia 1.º de Maio para que este tivesse regressado às insinuações chantagistas. Só que Manuel Alegre perdeu importância e esta resultava do poder de chantagear José Sócrates face à possibilidade de lhe retirar a maioria absoluta com a criação de um novo PRD.
A partir do momento em que as sondagens dizem que Sócrates poderá perder essa maioria absoluta mesmo sem a preciosa ajuda de Alegre a Ferreira Leite, o candidato presidencial permanente fica a falar sozinho, deixou de ser notícia de abertura para passar a ocupar uma página direita do meio dos jornais. As suas afirmações deixaram de ter interesse para serem usadas na composição dos jornais, basta a venda de mais um anúncio publicitário para que o que disse Manuel Alegre passe para rodapé.
Se Sócrates perder a maioria absoluta Manuel Alegre só seria necessário à direita se o seu partido desse a vitória ao PSD e, pelo menos por enquanto, esse cenário ainda não é realista. Nesse caso Manuel Alegre não só seria condenado como poria fim ao seu grande projecto, mais uma candidatura presidencial queixotesca, aliás, se abandonar o PS essa candidatura seria ridícula.
A verdade é que a importância política de Manuel Alegre não passa de um dano colateral da importância de Sócrates, quando Sócrates perder Alegre desaparece, nem Loução o convidará para um chá, já que o PCP nem para isso o convida apesar da sua postura ridícula em relação ao que se passou no 1.º de Maio.
In Jumento

06 maio 2009

PAULO RANGEL E A FARINHA MAIZENA





Manuel Pinho, Ministro da Economia, disse hoje que o deputado do PSD, Paulo Rangel, "tem de comer muita papa Maizena para chegar aos calcanhares de Basílio Horta", a propósito da polémica sobre o programa Vasco da Gama.Manuel Pinho, que falava aos jornalistas, em Ponte de Lima, durante a apresentação da nova linha de apoio para o Turismo de Habitação e Turismo no Espaço Rural, reagia assim às declarações do candidato do PSD às eleições europeias que advertiu o presidente da AICEP, Basílio Horta, de que "corre o risco de estar a violar o seu dever de isenção" ao contestar uma proposta do PSD.
Rangel defendeu, em declarações à Lusa, que "não se compreende porque vem um quadro da Administração Pública contestar uma proposta de um candidato a umas eleições"."Na estação de rádio TSF, o cabeça-de-lista do PSD às europeias estranhou que um "agente administrativo" respondesse às suas ideias de criar um programa para colocar jovens candidatos ao primeiro emprego na Europa.Rangel acrescentou que a proposta do PSD nada tem a ver com os "programinhas da AICEP".
O presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) afirmou segunda-feira que as medidas propostas pelo candidato do PSD ao Parlamento Europeu, Paulo Rangel, relativamente à criação de emprego para jovens europeus "já existem".Basílio Horta afirmou à Lusa que o programa Inov Contacto, destinado à mobilidade dos jovens à procura do primeiro emprego, e o programa Vasco da Gama, para colocação de empresários no estrangeiro, já estão em marcha.
Paulo Rangel defendeu, no domingo, em Santa Maria da Feira, num debate organizado pela JSD, que iria avançar, logo que realizadas as eleições, com um novo programa baptizado de "Vasco da Gama", focado na mobilidade de jovens à procura de primeiro emprego.
A farinha maizena poderá estar ali a mais, mas o resto é uma verdade e uma evidência muito maior do que o tamanho do senhor Rangel, que se estica mais do que o comprimento do braço alcança... O universo da direita, em desespero de causa e face às gritantes insuficiências da líder, resolveu, em uníssono, dotar Rangel com uma marca de competência tal, de que ninguém suspeitava, correndo-se mesmo o risco de levarem o perna curta ao estado de levitação...
Do que não se suspeitava tambem é do sentido de humor do ministro...

O PPM ACOLHE PEDRO NAMORA

Pedro Namora, ele o disse, foi uma das vítimas dos abusos na Casa Pia. Sendo a Casa Pia escola pública para crianças sem família, Namora foi uma das vítimas do desprezo com que tratamos os desprotegidos. Com o caso Casa Pia, Pedro Namora foi também o exemplo de como as vítimas, se podem ajudar à verdade, não podem ser elas o juiz. Justiceiro-mor e denunciador sem provas, ele é um dos personagens da última década no que esta teve de tribunal na praça pública. Jornalistas desonestos, maus magistrados e opinião pública analfabeta serviram-se dele tão indecentemente quanto os abusadores da Casa Pia. Com razões para ser amargo, Namora gosta de disparar de forma ressabiada.
Militante comunista, ele tem um blogue, onde, a 22 de Abril, ameaçou o seu partido de "fazer tudo" para contrariar a candidata do PCP à Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira ("a inumana", com lhe chamou). Soubemos ontem o que é fazer tudo: Namora será candidato pelo monárquico PPM.
Entretanto, o blogue dele continua com uma grande foto do Buíça russo: Lénine, o matador do
czar e da família real.

O COMATOSO ESTADO DA DOUTOROLÂNDIA

Nos dois dias mais concorridos da Queima das Fitas de Coimbra chegaram aos Hospitais da Universidade (HUC) 86 estudantes em coma alcoólico. No total, deram entrada 127, a maioria no último domingo durante o Cortejo, segundo disse ao DN fonte hospitalar, que sublinha, contudo, a normalidade dos números. D.N.
Como são "doutores", "engenheiro", e afins que pontificam e decidem sobre tudo e qualquer coisa neste pobre País, há muitas probabilidades de sermos governados e dirigidos por muitos alcoólicos. Todos os anos, pelas queima das fitas a matéria mais exaltada e elevada à glória é a "Cadeira dos Copos"!

AFINAL OS ESQUISITOS DO BLOCO AJUDARAM À FESTA!!

Ainda está o careca
Desapareceu o careca
Houve quem reconhecesse um militante do Bloco de Esquerda nas imagens televisivas da recepção violenta ao candidato socialista às eleições europeias, Vital Moreira, na manifestação da CGTP no 1.º de Maio. A provar a militância, circula uma fotografia em que Délio Figueiredo surge entre outros militantes do BE, nomeadamente Alda Macedo e José Manuel Pureza.Fotografia essa que, segundo escrevia ontem no seu blogue Vítor Dias, “terá desaparecido do sítio onde estava alojada”. E, por isso, quis o militante comunista publicá-la para mostrar que “uns têm a fama de rasura de imagens feitas para aí há 70 anos ou mais e outros têm o proveito de fazer algo similar hoje”.Alguns posts e twitters depois, e já corriam as suspeitas de que teria sido o próprio Bloco a retirar a fotografia do careca, confirmado como militante do grupo Ruptura/FER, minoritário entre bloquistas. Ao PÚBLICO, o assessor do BE Pedro Sales garante que tal não aconteceu. “Ninguém apagou nada, a foto nunca esteve no site do Bloco”, realçou. O comportamento do militante do Bloco, o careca apagado da foto (que, nas imagens televisivas, é visto a correr à frente de Vital Moreira, insultando-o) não é repudiado... pelo B.E., essa organização estalinista, intolerante e extremista que, com pézinhos de lã e a candura... do mefistofélico Louçã, vai rapando espaço ao PCP e alargando terreno para sua perniciosa acção. Curiosamente... com o beneplácito e o espargir d'água-benta do vaidoso poeta Manuel Alegre...
As imagens acima documentam e denunciam as mentirolas dessa gente esquisita d0 Bloco de Esquerda. O tal careca estava na foto e foi "saneado"

ANTERO DE QUENTAL


Voz Interior
(A João de Deus)

Embebido n'um sonho doloroso,
Que atravessam fantásticos clarões,
Tropeçando n'um povo de visões,
Se agita meu pensar tumultuoso...


Com um bramir de mar tempestuoso
Que até aos céus arroja os seus cachões,
Através d'uma luz de exalações,
Rodeia-me o Universo monstruoso...

Um ai sem termo, um trágico gemido
Ecoa sem cessar ao meu ouvido,
Com horrível, monótono vaivém...

Só no meu coração, que sondo e meço,
Não sei que voz, que eu mesmo desconheço,
Em segredo protesta e afirma o Bem!

Antero de Quental, in "Sonetos"

05 maio 2009

AS AGRESSÕES DOS AGENTES DO PCP

O episódio da agressão a Vital Moreira representa um claro retrocesso no espírito democrático deste Portugal de Abril. Os acontecimentos do 1º de Maio não darão ao candidato do PS os mesmos frutos que a agressão da Marinha Grande deu a Mário Soares nas presidenciais de há mais de duas décadas, mas têm a mesma simbologia política: intolerância e ódio.
Não suscitando quaisquer dúvidas o repúdio de tão lamentável incidente, não deixam de ser espantosas as reacções dos líderes do PCP, Jerónimo de Sousa, e de Carvalho da Silva, da CGTP. Jerónimo de Sousa esquivou-se a repudiar o incidente com a fantasiosa argumentação de que não comenta o que não viu. Quando se esperava, numa situação destas, que o PCP pudesse demonstrar estar a milhas do sectarismo de outros tempos, os comunistas preferiram manter-se numa qualquer barricada da história.
Também Carvalho da Silva, líder sindical
incensado por Mário Soares e outros senadores da política nacional, não hesitou em manipular o sofrimento de trabalhadores desempregados para, na prática, legitimar a intolerância de meia dúzia de energúmenos. Como se fosse dono do sofrimento alheio, Carvalho da Silva insultou a sua própria inteligência ao admitir implicitamente que Vital Moreira se pôs a jeito… Lamentável
!
Eduardo Dâmaso, Director-Adjunto do C.M.

FRAGATA CORTE REAL E OS PIRATAS

Os feitos da Fragata CORTE REAL

A notícia do El Pais só ganha valor porque a imprensa portuguesa tratou o acontecimento com uma displicência surpreendente com base num breve despacho da Lusa. As razões para esta displicência serão muitas mas uma delas é, certamente, a azáfama dos directores editoriais* a pressionarem os jornalistas para desencantarem novidades acerca do caso Freeport. Na verdade os jornalistas já interiorizaram que o caso se banalizou mas as pressões parecem não lhes deixarem tempo, nem disponibilidade, para tratarem outros temas...
Estamos quase a chegar à conclusão que se pretendermos informar-nos acerca de assuntos que interessam aos portugueses teremos de recorrer à comunicação social estrangeira. No caso consultem o EL PAÍS.
*Muito pouco terá cedido Sócrates a interesses inconfessáveis para tão grande sanha...

04 maio 2009

VASCO GRANJA


Vasco Granja morreu esta madrugada em Cascais (1925-2009)
Vasco Granja, divulgador de banda desenhada e do cinema de animação em Portugal, morreu esta madrugada em Cascais. Tinha 83 anos. Autodidacta e com múltiplos interesses culturais ao longo da sua vida, Vasco Granja nasceu em Campo de Ourique (Lisboa) a 10 de Julho de 1925. Começou a trabalhar, ainda muito novo, nos antigos Grandes Armazéns do Chiado, e depois ao balcão da Tabacaria (Casa) Travassos, na baixa lisboeta, que consideraria, anos mais tarde, a sua universidade. O seu interesse pelo cinema surge na adolescência e aos 16 anos chegaria a ser admitido como segundo assistente de fotografia no filme “A Noiva do Brasli”.
A sua actividade de divulgação da banda desenhada intensifica-se a partir do aparecimento da edição portuguesa da revista “Tintin”, em Junho de 1968, onde escrevia e traduzia artigo, além de ter a responsabilidade da secção de cartas aos leitores. Foi director da segunda série da revista “Spirou” (edição portuguesa) e coordenador da edição de banda desenhada da Bertrand. Animou o “Quadrinhos”, um dos primeiros fanzines surgidos em Portugal, em 1972. Esteve ligado à fundação da primeira livraria especializada de BD em Lisboa, O Mundo da Banda Desenhada, em 1978.Em 1974 e 1975 integra o júri do Salão Internacional de BD de Angoulême. Depois de 25 de Abril de 1974, Vasco Granja manteve um programa regular sobre cinema de animação na RTP, que teve mais de 1000 emissões e divulgou sistematicamente as grandes escolas internacionais do género. Estava reformado desde 1990.
Carlos Pessoa-PÚBLICO
Recordamos Vasco Granja dos primeiros tempos da RTP nos Açores e dos seus programas de divulgação de desenhos animados(banda desenhada, designação por ele divulgada), a sua figura gentil, de palavra escorreita que nos prendia, atentos e interessados, pelo tema de que falava sempre com verdadeira paixão. Foi com os programas do Vasco que meus filhos contactaram com a magia dos "bonecos animados" e os ajudaram a entrar nesse fantástico mundo da fantasia. Sentidamente recebemos a notícia da morte de alguém que deixou um legado à sociedade e uma marca indelével na nossa memória. Paz à sua alma.

UM TEFONEMA PARA O PARTIDO QUE DIZ A VERDADE









Um telefonema para o partido que diz a verdade
porRicardo Costa
Operadora - Obrigado por ter ligado para o 800 20 2009, o partido que só diz a verdade.
Eleitor - Bom-dia. Eu quero ajudar o PSD mas estou um pouco confuso.
- Ligou para o número certo. Nós aqui só dizemos a verdade...

- Sabe, eu não percebi a ideia da defesa do Bloco Central...
- A nossa líder sempre disse que não queria o Bloco Central.

- Mas então porque é que agora defendeu o contrário?
- Ela apenas disse que se sentiria confortável nesse governo.
- Ou seja, admite participar no Bloco Central...
- Não, rejeita. Aliás, o dr. Rangel já explicou tudo. Não ouviu?
- Ouvi. Mas acho que ele não tinha ouvido a dra. Manuela...
- Não sei. Nós aqui só dizemos a verdade. E quando não percebem bem o que dizemos chamamos o Dr Rangel
- E pode-me explicar se o PSD é mesmo contra o TGV?
- Nós não somos contra, mas não há dinheiro...
- Mas em 2003 a dra. Ferreira Leite assinou um acordo com Espanha que previa seis linhas de TGV...
- Isso não sei, sou nova aqui...
- Mas ter prometido linhas Aveiro/Salamanca e Faro/Sevilha era falar verdade a alguém?
- A situação era outra...
- Mas acha que essas linhas algum dia teriam passageiros?
- Nós só dizemos a verdade e defendemos as Obras Públicas, desde que não tenham operários africanos e ucranianos...
- Mas isso é xenófobo e ilegal.
- Nós defendemos o trabalho para os portugueses.
- Mas olhe que os emigrantes portugueses no Reino Unido foram vítimas dessa mesma ideia.
- Isso não está aqui no manual.
- E a livre circulação de trabalhadores é um pilar da União...
- Pois, talvez seja. Mas os jornalistas nem sempre nos percebem bem... e não há dinheiro!
-Mas, se não há dinheiro porque é que o PSD vai gastar 2,2 milhões de euros nas europeias, muito mais do que o PS?
-Isso não sei, mas a dra. é poupadinha e até vai ao Pingo Doce.
- Ah! E porque é que o PSD mudou de opinião em seis meses sobre o enriquecimento ilícito?
- Diz aqui que a ideia não estava suficientemente pensada...
- Hum! Então porque é que o dr. Paulo Rangel teve de fazer um projecto de lei à pressa?
- Não sei, mas diz aqui no guia que a lei não teve que ver com o Freeport. E que neste partido quem não deve não teme.
- Sim, o dr. Marques Mendes foi exemplar nessa matéria...
- O PSD é sempre exemplar, caro eleitor, já devia saber isso.
- Pois, é pena o dr. António Preto ser tão próximo da líder...
- Não sei, nunca ouvi falar... Mas olhe, ligue ao dr. Rangel que ele explica-se muito bem.
Ricardo Costa

03 maio 2009

COMUNISTAS A REPARAR ESTRAGOS


"(...)De repente, ninguém parece interessado em saber quem foram os agressores, dignos continuadores daqueles célebres caceteiros que exerceram uma importante actividade política pela via da cachaporra em épocas passadas. Não tanto por contrariar, mas por uma questão de higiene mental, gostaria eu de saber que relação orgânica existe (se existe) entre os agressores e o partido de que sou militante há quarenta anos. São militantes também eles? São meros simpatizantes? Se são apenas simpatizantes, o partido nada poderá contra eles, mas, se são militantes, sim, poderá. Por exemplo, expulsá-los. Que diz a esta ideia o secretário-geral?"José Saramago
Tudo parece indicar que Saramago está a dirigir-se ao Secretário Geral do seu Partido a exigir algo. Mas também se julga ser regra de ouro, entre comunistas, nunca se criticarem em público e muito menos dar sugestões. Isso seria pôr em causa a infalibilidade do Grande Chefe. Não se pode macular a auréola de santidade de que é portador... (sobretudo agora, depois da recente certificação feita pela Diocese de Braga...).
Do que se trata evidentemente é de uma concertação de esforços para tentarem esvaziar o caso Vital Moreira de molde a transformar a vítima no verdadeiro culpado. Pura contra-informação típica da acção dos comunistas onde quer que operem. E o Avô Cantigas tem descaramento bastante para desempenhar esse papel... E por aqui me quedo.

QUAL DELES SE CONVERTEU?

Lendo um artigo publicado ontem no PÚBLICO, pode concluir-se que os padres de Braga já não mandam repicar os sinos das igrejas para incitar o povo a lançar fogo às sedes do Partido Comunista. Com as igrejas vazias parece que pretendem agora evangelizar o povo de Deus através dos métodos marxista-leninistas, em sintonia com o Partido Comunista. No fundo, tratando-se de duas "religiões" antagónicas, falta saber qual dos bispos se rendeu ao outro ou se estamos em presença de uma nova fase do ecumenismo romano e do realismo comunista. Ficamos porém na dúvida de quem afinal come criancinhas ao pequeno almoço... ou quem come mais.
Eis o texto completo: "Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP, e o arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, reunidos ontem em Braga, concordam com a necessidade de avançar com medidas de combate aos problemas sociais do país como forma de atacar a crise económica."
Faz sentido. Os papões de criancinhas cada vez concordam mais com os papas. Os bispos estão cada vez mais vermelhos e os vermelhos cada vez mais abispados. A Igreja Católica e o Partido Comunista dão a vez um ao outro, com vénias e fachabores, sempre que há ocasião para cascar no capitalismo ou nos Estados Unidos da América ou na profusão de netografia na Interporn.
Tanto faz ser um comuna ou um bispo. O puritanismo é o mesmo. O desejo de mandar em todos nós é o mesmo. A convicção de que são melhores do que nós, também. Idem aspas a existência, enrolado num cilindro debaixo do braço, de um plano para nos salvar a todos. Visto do outro lado, o desgraçado do camelo que passa mais facilmente pelo buraco de uma agulha do que um homem rico pelos portões do paraíso já tem uma foice e um martelo pintados na bossa. E os comunistas já passam mais facilmente do que os capitalistas. Considerem-se tramados. »

02 maio 2009

POR ONDE ANDA O RANGEL?

Quem é Paulo Rangel? Pergunta o Senhor Luís da Barbearia. Apreciando estes cartazes, realmente a dúvida assalta-nos de forma impiedosa. Que é feito do Rangel? Terá desertado deixando Manuela sozinha no mato sem cachorro? Ou será Manuela a candidata ao Parlamento Europeu? Dizem outros que foi Manuela que aproveitou uma ausência de Rangel para lhe ocupar o lugar no cartaz. Serão todos precisos menos o Rangel? Vamos esperar para saber!...

OS TROGLODITAS DO PCP


Este Primeiro de Maio ficou assinalado pela agressão e insultos a Vital Moreira, o qual foi à manifestação a liderar uma delegação do PS, começando por cumprimentar os seus principais responsáveis.A arruaça daqueles indivíduos que foi possível observar nos canais de TV é um típico quadro da intolerância de um partido fascistóide que goza das liberdades de um regime democrático generoso, mas no seio do qual não consegue disfarçar a sua profunda índole totalitária.
Curiosamente, o principal responsável da CGTP, Carvalho da Silva, que um cuidadoso processo de marketing consegue apresentar como pessoa prazenteira e civilizada,(a comunicação social capitalista até o promove a fazer os seus petiscos...na TV, assim como ao troglodita dos Prof...) assistiu aos factos sem qualquer gesto, tal como o chefe do bando, Jerónimo de Sousa, deixando assim bem claro que terão sido os próprios a ordenar a operação. Aliás, todos sabemos que aqueles acéfalos militantes são submetidos a uma rígida disciplina e estão mentalmente incapazes de ter iniciativa própria. São sim autênticos cães de fila treinados para obedecer ao dono!
Os telejornais, como é normal, noticiaram abundantemente o caso e alimentaram-no durante as emissões. É lastimável também porque em vez da voz dos trabalhadores, ouvimos falar dos jagunços do PCP e do seu departamento sindical, a CGTP. Registe-se, a serenidade do agredido e insultado, tanto durante a criminosa ocorrência, sorrindo e olhando os olhos dos arruaceiros, como nas entrevistas que concedeu. Um senhor que há mais de vinte anos conseguiu libertar-se do obscuro mundo em que se move o PCP, modelo soviético, porventura um dos piores inimigos da liberdade e da democracia.
Tenham medo desta gente! Eles não comem criancinhas mas estragam-lhes a vida de hoje e os dias de amanhã! É uma autêntica praga social.

01 maio 2009

UM POLÍCIA IMPÁVIDO... E SERENO?

O cidadão holandês que se lançou de automóvel sobre os participantes da parada do Dia da Rainha da Holanda, realizada na cidade de Apeldoorn, não apanhou nenhum elemento da família real, que era o seu alvo, segundo posteriores declarações às autoridades, mas fez alguns mortos e feridos entre participantes e espectadores do evento, incluindo um polícia.
Curiosa é a pose do polícia da imagem, nas barbas do qual se desenrolava a atentado e que, qual estátua de sal, se matém aparentemente impávido, enquanto as vítimas eram trucidadas pelo inesperado terrorista. Diriamos que é o cúmulo da disciplina ou os efeitos de um grande susto. Julga-se não ter sido este o polícia vítimado, visto que a trajectória do "carro assassino" já o tinha ultrapassado.
De qualquer modo cenas lamentáveis que, porventura, não serão alheias aos exibicionismos de abastanças e desperdícios de poucos, perante a gritante escassês de muitos...

30 abril 2009

PAULA TEIXEIRA DA CRUZ... ZURZE SANTANA


O caso é grave e esta senhora não brinca às eleições nem ao faz de conta daqueles que só querem o tacho ...
D.Manuela que tem tantas aptidões para líder política como Pacheco Pereira para aconselhador, está metida numa camisa de sete varas! Que mais poderá acontecer à velhota? Começa a meter dó tanta trapalhada. Imaginá-la em primeira-ministra é de pesadelo!



UM CASTIÇO PSD DA PROVÍNCIA

JÁ SÓ CÁ FALTAVA ESTE - E que bem tratado que ele está!

"Sócrates e Guterres são substancialmente iguais: a mesma mensagem, a mesma superficialidade, as mesmas ilusões. Ambos ferrenhos adeptos do socialismo da facilidade. Os dois convencidos que são Primeiro-Ministros de sonho. Que fazem mais do que é possível! Que são o melhor da vida, feitos especialmente para os Portugueses. No entanto Sócrates é diferente formalmente; é do género, "quem sabe sabe, e eu é que sei"! Guterres era mais do estilo "use e abuse" ou "combino com tudo, por isso combino consigo". Sócrates precisa de provar que é enérgico e valentão, Guterres era pachorrento e bonacheirão. Sócrates nunca pede desculpa, ataca, Guterres pedia desculpa por tudo e por nada e defendia-se."
Diferentes na forma, iguaizinhos na substância. "Os socialistas são todos diferentes mas todos iguais
"
.(Luis Campos Ferreira - Correio da Manhã)
Não sabemos quais os méritos deste castiço para ocupar espaço na banca do C.M, e de ter lugar cativo na bancada do PSD, neste caso no mero papel de mudo. Sabemos que tem uma irmã na TV, por acaso muito competente, qualidade que, infelizmente, não se transmitiu ao irmão . Deve ser um caso de terçolho da ninhada. Normalmente estes raspadores de queijo são atrevidotes e este não foge à regra. Só essa qualidade dá a ousadia a esta figura rasteira para ousar tratar de superficial o digníssimo e respeitável senhor António Guterres! Ao invocar personalidades desta grandeza humana, diria que o sr. Ferreira deveria persignar-se... para não ir parar às parafundas do inferno. Vá já confessar-se ao Padre lá da paróquia porque corre o risco de não ter mais a ajudinha dele para manter a vidinha do bem bom de deputado da Nação.

COISAS DE POLÍTICOS TRAMPOLINEIROS

EIS O QUE D.MANUELA DIZIA EM 2003:

A construção da linha de comboio de alta velocidade (TGV) é uma prioridade nacional que está condicionada ao respeito das regras do Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC) e ao aumento da contribuição comunitária, disse ontem a ministra das Finanças."Tem de haver uma contribuição comunitária superior ao previsto inicialmente", disse Manuela Ferreira Leite, no Luxemburgo, no final de uma reunião dos ministros das Finanças da União Europeia (UE). A ministra mostrou-se satisfeita com o aumento proposto pela Comissão Europeia de 10 para 30 por cento da taxa de comparticipação comunitária a projectos deste tipo, mas advertiu que, mesmo assim, a comparticipação nacional está sujeita "a regras que obrigam a uma grande contenção da despesa". O Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC) da UE impõe que nenhum Estado pode ultrapassar um défice orçamental de três por cento do PIB.
[Correio da Manhã, 8 Outubro 2003]
Não deveria haver limites para o descaramento na política? Por acaso têm reparado no que a D. Manuela anda por aí a dizer sobre este assunto?

29 abril 2009

SONDAGEM DE ABRIL 2009


Clique na imagem para ampliar
A sondagem mensal (barómetro), referente a Abril, da Marktest confirma o fenómeno da descida do PSD (2 pontos), comparado com o PS que desce, somente, meio ponto, apesar de ser governo, em condições fortemente adversas. Nas extremidades do espectro partidário o BE e o PCP sobem e o PP desce. O panorama, à luz desta sondagem, não é brilhante para a direita. Mas também com uma direita destas a coisa só pode estar torta... (como quem diz...) canhota!....

A VIRGEM MARGARIDA

Margarida Menezes tem 26 anos e é virgem por convicção. Recusa ter relações sexuais de uma noite, uma semana ou de um mês. À espera do príncipe encantado, Margarida criou o Clube das Virgens mas lamenta que durante mais de um ano não tenham surgido sócias...
Porém a virgem Margarida, segundo as suas palavras, já se lhe abriram as portas do céu no dia 22 de Junho de 2005, na madrugada de S.Pedro, quando experimentou o seu primeiro beijo... recusando no entanto entrar pelo céu adentro. Tudo explicado ao pormenor em vídeo exibido no Correio da Manhã

28 abril 2009

A PROVA E A EVIDÊNCIA



"Se há dia em que a palavra toma todo o seu esplendor político é o dia 25 de Abril. Ramalho Eanes inaugurou a era e deu força ao discurso nesta data. A partir de então nenhum PR pode ficar calado como se nada fosse com ele.
Os dirigentes políticos europeus, que Mário Soares tem fustigado ultimamente com razão, usam dois registos quando falam da evolução da crise: ou o registo da certeza desmentida, ou o registo da surpresa impotente. Ninguém se surpreende porque a situação é mesmo difícil. Pois na sua entrevista o primeiro-ministro foi pelo caminho da expectativa. Como quase todos os portugueses. Já quanto ao caso Freeport não sei se haverá muita gente a acompanhar José Sócrates na confiança que manifestou na Justiça para resolver o assunto. Desde que a portuguesa palavra ‘prova’ foi substituída pelo neologismo ‘evidência’ que
cada um crê no que quer e tudo fica na mesma Medeiros Ferreira .

Pois, dizem outros, é a justiça que temos. Mas porque deveria a Justiça ser melhor que tudo o resto que compõe este marginal rectângulo, a começar pela nossa proverbial mesquinhês?!

A PERIGOSA GRIPE SUINA MEXICANA

«Um palhaço usando uma máscara cirúrgica como forma de chamar a atenção para as precauções a tomar contra a infecção, na Cidade do México. A mortal gripe suína foi detectada no México e especialistas temem que se torne uma epidemia global ».Washington Poste

27 abril 2009

O REGABOFE MADEIRENSE

OS MILIONÁRIOS E OS OUTROS

O Marítimo (salários em dia pagos pelos 3,5 milhões € do OE da Madeira dados a fundo perdido pelo dr. Jardim) ‘arrasou’ o V. Setúbal (salários de 4 meses em atraso), o Nacional (21 estrangeiros no plantel e salários em dia, à custa dos 3,5 milhões € idem, aspas) subiu ao 4º lugar do campeonato.
As parangonas e os elogios escondem um escândalo de concorrência desleal de que o futebol português se devia envergonhar. É que, tirando os 3 grandes, também eles falidos, todos os outros vegetam e agonizam entre orçamentos de 1 a 2 milhões, raspados entre misérias e dívidas, para glória dos 2 clubes milionários que o dr. Jardim sustenta com o dinheiro dos nossos impostos. Mas até eles se calam. (eles, os clubes do continente...)
Rui Cartaxana

26 abril 2009

O PCP CRITICA ? - É BOM SINAL...

PCP, através de Jerónimo de Sousa, teceu críticas ao Presidente da República por... nada. O homenzinho quer comemorar o "25 de Abril Sempre" no típico registo daquela organização de eventos, contra alguém e, se possível, contra o mundo. As lutas do PCP nunca são por causas menores... E, não se tratasse de gente pouco recomendável, até seria uma honra!
Mas pode o Senhor Presidente da República estar descansado que se o PCP critica é porque V.Exª está no caminho certo. É esse o trágico destino dessa gente que afanosamente se esgota na luta contra a própria razão. A democracia, na sua generosidade em acolher quem contra ela milita, tem algo de perverso...

COMEMORAÇÕES DO 25 DE ABRIL


UM NOTÁVEL DISCURSO DO SENHOR PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Reunimo-nos de novo para celebrar o aniversário da Revolução de 25 de Abril de 1974, este ano num hemiciclo que foi recentemente objecto de obras de renovação, pelas quais felicito a Assembleia da República. Os Senhores Deputados dispõem agora de melhores condições para poderem exercer condignamente o mandato que o Povo português lhes conferiu.
Esta sessão solene tem lugar num momento muito particular da vida nacional. Vivemos tempos difíceis, muito difíceis. A palavra «crise», que até há uns meses estava afastada do discurso político, é agora um dado adquirido e assumido.
A crise que vivemos não pode ser iludida e, num dia como o de hoje, haverá com certeza muitos portugueses que se interrogam sobre se foi este o País com que sonhámos em Abril de 1974.
É certo que não nos devemos esquecer do muito que foi conseguido neste caminho de 35 anos. Vivemos em liberdade, estamos integrados numa Europa unida, são inegáveis os progressos registados na educação, na saúde, no bem-estar dos cidadãos.
Mas, apesar dos esforços para combater a crise, Portugal encontra-se hoje dominado pelas notícias de encerramento de fábricas e de empresas. Centenas de trabalhadores são lançados no desemprego, pessoas que até há pouco tempo viviam com algum desafogo pertencem agora ao grupo dos novos pobres, há famílias que não conseguem suportar os encargos com as prestações das suas casas ou a educação dos seus filhos.
As previsões económicas divulgadas por organizações nacionais e internacionais estão à vista de todos e não é possível negá-las.
São muitos os Portugueses que sentem que viveram na ilusão de que poderiam usufruir padrões de consumo idênticos aos dos países mais ricos da União Europeia, sustentados num continuado endividamento.
Devemos, por isso, compreender que esta crise leve muitos Portugueses a interrogarem-se sobre aquilo que o futuro nos reserva.
São interrogações tanto mais pertinentes quanto a crise que vivemos tornou mais nítidas as vulnerabilidades estruturais que o País ainda manifesta.
Não há, assim, a certeza de que este seja um momento meramente transitório de recessão da actividade económica, a que se seguirão melhores dias num prazo mais ou menos próximo.
Senhoras e Senhores Deputados,
Os líderes dos países mais industrializados e das maiores economias emergentes reuniram-se em Londres, no princípio deste mês, para encontrar uma resposta global para a crise. Todos desejamos que as decisões aí tomadas contribuam para a estabilidade financeira internacional e para restaurar o clima de confiança e o crescimento económico.
No entanto, importa não esquecer que a ausência de valores e princípios éticos nos mercados financeiros constituiu uma das principais causas da crise económica que o mundo atravessa.
Gestores financeiros imprudentes ou incompetentes, e outros pouco escrupulosos ou dominados pela avidez do lucro a curto prazo, abusaram da liberdade do mercado e da confiança dos cidadãos, com gravíssimas consequências para as condições de vida de milhões de pessoas.
Só poderemos estar seguros de que uma tal situação não se repetirá se a dimensão ética e a responsabilidade social ocuparem um lugar central no desenho das novas regras de controlo e supervisão das instituições e dos mercados financeiros.
Seria condenável e imoral que os países mais pobres fossem obrigados a suportar os custos de uma crise para a qual em nada contribuíram.
Se é certo que a estabilidade financeira internacional é um bem público global, cuja defesa a todos compete, no caso da presente crise não restam dúvidas sobre quem foram os que se aproveitaram das poupanças alheias e provocaram o colapso do sistema.
Senhoras e Senhores Deputados,
O ano em que se comemora o 35º aniversário do 25 de Abril é também um ano em que os Portugueses irão ser chamados às urnas, em três actos eleitorais.
O exercício do sufrágio é, sem dúvida, a melhor homenagem que poderemos prestar à liberdade conquistada há 35 anos.
É essencial que os Portugueses, sobretudo os mais jovens, percebam o quanto custou ganhar o direito que agora têm de escolher os seus representantes, através de eleições livres e transparentes.
Foi justamente a pensar nos jovens que, há precisamente um ano, trouxe ao conhecimento dos Senhores Deputados um estudo sobre a juventude e a participação política, elaborado a meu pedido.
Na sequência desse trabalho, promovi um encontro para o qual convidei representantes de muitas organizações de juventude, com quem debati o problema do distanciamento dos jovens em relação à política, e tenho incluído o tema da participação cívica nos Roteiros para a Juventude.
Procurei, pela minha parte, dar um contributo para combater o abstencionismo, nomeadamente entre os mais jovens.
Neste dia, faço um especial apelo aos cidadãos para que participem activamente nas três eleições que irão realizar-se este ano. A abstenção não é solução. Aqueles que se abstêm de votar abdicam do direito de contribuir para a construção de um Portugal melhor.
As campanhas eleitorais devem ser informativas e esclarecedoras. Todos têm um papel muito importante a desempenhar.
Os meios de comunicação social devem informar objectiva e imparcialmente os cidadãos sobre os conteúdos das propostas das diversas forças políticas.
Essas propostas, por seu turno, devem ser claras, para que, uma vez apresentadas ao eleitorado, este assuma também as suas responsabilidades.
Votar é um dever cívico e um acto de responsabilidade. Quem vota num programa eleitoral, cujas propostas nos mais diversos domínios sejam feitas em termos transparentes, deve saber que está a dar o seu apoio a essas propostas.
Aqueles que votarem numa dada força partidária devem ter consciência de que estão a sufragar um programa de acção nas mais variadas áreas, da economia à justiça ou à segurança, passando por outras questões que atravessam e dividem a nossa sociedade.
Da parte dos agentes políticos, designadamente da parte das forças partidárias, exige-se uma atitude e um comportamento que mobilizem os cidadãos para a necessidade de votar. A ocorrência de níveis muito elevados de abstenção eleitoral será um indício de que a nossa República pode enfrentar um sério problema de legitimação democrática.
Considero essencial que os próximos actos eleitorais tenham como horizonte Portugal inteiro. As campanhas devem decorrer com serenidade e elevação e os Portugueses esperam que, num tempo de dificuldades, os agentes políticos saibam dar o exemplo.
Que sejam discutidos os problemas reais das pessoas e do País. Que não se perca tempo com questões artificiais, que haja sobriedade nas despesas, que não se gaste o dinheiro dos contribuintes em acções de propaganda demasiado dispendiosas para o momento que atravessamos.
Uma campanha em que os adversários políticos se respeitem, sem linguagem excessiva nem crispações, será um contributo para a dignificação da nossa democracia e abrirá espaço para o aprofundamento do diálogo interpartidário que tão necessário é para a resolução dos problemas nacionais. As forças políticas devem ter presente que sobre elas recai a grande responsabilidade de encontrar soluções de governo, e que essa responsabilidade é particularmente acentuada nos tempos difíceis que o País atravessa.
Senhor Presidente,Senhoras e Senhores Deputados,
É importante que o debate eleitoral se concentre na resolução dos grandes problemas que o País enfrenta, com os olhos postos no futuro, sem perder tempo nem energias em recriminações sobre o passado.
Políticas que foram adoptadas anteriormente podem ter sido correctas na conjuntura em que então se vivia, mas não o serem nos dias de hoje, do mesmo modo que, actualmente, haverá porventura que tomar medidas que não seriam adequadas no passado.
Basta ter presente que a política económica adequada para um país depende de múltiplos factores que variam no tempo, como sejam as prioridades definidas face ao diagnóstico da situação, os instrumentos disponíveis e a sua eficiência, as restrições que os decisores enfrentam, a incerteza quanto ao futuro, a envolvente externa, o grau de integração com outras economias.
Por outro lado, nas propostas que os diversos partidos irão apresentar ao eleitorado, deve existir realismo e autenticidade.
Aquilo que se promete deverá ter em conta a realidade que vivemos no presente e em que iremos viver no futuro. Dizer que essa realidade será fácil será faltar à verdade aos Portugueses. Quem prometer aquilo que objectivamente não poderá cumprir estará a iludir os cidadãos.
É natural que os partidos apresentem ao eleitorado as suas propostas e as suas soluções para os problemas do País.
Mas este não é, seguramente, o tempo das propostas ilusórias. Este não é o tempo de promessas fáceis, que depois se deixarão por cumprir. A crise cria a obrigação acrescida de prometer apenas aquilo que se pode fazer, com os recursos que temos e no País que somos e iremos ser.
Não deveremos, sobretudo nesta fase, alimentar um discurso de crítica sistemática à classe política, nem ceder aos populismos fáceis de contestação do sistema sem apresentação de alternativas consistentes.
Quem critica, deve participar. É cómodo ficar de fora e culpabilizar os agentes políticos ou os agentes económicos. Difícil é fazer um esforço de empenhamento activo na vida cívica, contribuindo para o esclarecimento e para o debate e procurando avaliar com discernimento as diferentes propostas de governação.
Os governos são avaliados pelos cidadãos, pelas suas atitudes, por aquilo que fizeram ou deixaram de fazer. É essa a lógica natural da democracia. É isso que distingue o regime em que vivemos daquele que caiu em 1974.
Para tanto, é essencial que as campanhas esclareçam os eleitores, em lugar de se converterem em momentos de mera confrontação verbal em torno de questões acessórias que pouco ou nada dizem àqueles que procuram assegurar os seus empregos, que pretendem viver em segurança, que querem ter acesso mais rápido aos cuidados de saúde, que desejam uma justiça mais rápida e eficaz, que querem que os seus filhos tenham uma educação de qualidade.
São estes os reais problemas dos cidadãos. É para a resolução desses problemas que têm de ser convocadas as escolhas dos eleitores.
O emprego, a segurança, a justiça, a saúde, a educação, a protecção social, o combate à corrupção são questões básicas que devem marcar a agenda política e em torno das quais deve ser possível estabelecer consensos entre os partidos estruturantes da nossa democracia.
Os Portugueses estão cansados de querelas político-partidárias que em nada resolvem as dificuldades que têm de enfrentar no seu dia-a-dia. Impõe-se, sobretudo nesta etapa da vida nacional, uma concentração de esforços na resolução dos problemas reais das pessoas.
Este é um ano de grandes opções. Há 35 anos, vivíamos também tempos de crise e soubemos fazer a opção certa. Por isso nos reunimos aqui, hoje, neste hemiciclo renovado, para celebrar a opção que fizemos pela democracia e pela liberdade. São esses os valores que me levam a acreditar que os Portugueses não se acomodam, não se abstêm, não se conformam.
A pior forma de lidar com o presente seria perder a esperança no futuro. Eu não perdi a esperança no futuro. Acredito que, se todos nos mobilizarmos, se forem tomadas as decisões certas, a crise será vencida. Então, seremos dignos daqueles que, há mais de três décadas, tiveram a coragem de se levantar porque acreditaram num País novo e num futuro melhor.