07 setembro 2009

O SENHOR FELIZ E O SENHOR CONTENTE

Como está sr. Feliz… Como vai sr. Contente… Diga à gente… Diga à gente… Como vai este País.” E depois da canção lá apareceram Dupont e Dupont. Vinham de mão dada para o frente-a-frente, o que constituiu a primeira surpresa da noite. Francisco Louçã e Jerónimo de Sousa, acabadinhos de chegar da missa e de se confessarem, de fatinho engomado, cabelo a preceito e voz mansa entre tantos salamaleques. Um dizia mata, o outro esfola. Os dois a malharem em Sócrates.O frente-a-frente chegou ao fim no mesmo tom delico-doce com que começou. Bloco de Esquerda e PCP aparentemente têm as mesmas ideias, no essencial são iguais, apresentam propostas semelhantes, escolheram o mesmo inimigo (Sócrates!), falam da mesma maneira e preconizam um fim trágico para o actual primeiro-ministro. A adjectivação era curiosa e ao mesmo tempo ridícula. A política desastrosa de Sócrates dizia Louçã… a desastrosa política de Sócrates, rematava Jerónimo. No final ficou a imagem de que nada separava o bloco do PCP e que os dois lutavam denodadamente para eleger Manuela Ferreira Leite. A cassete era a mesma, as críticas e os insultos eram tirados a papel químico.Quer um quer outro partido não estão disponíveis para coligações governamentais, nem para acordos de incidência parlamentar, etc… etc... Ou seja, PC e Bloco querem estar longe de quaisquer responsabilidades governativas.* É isto que torna o voto nestes partidos um voto sem consequências. Louçã e Jerónimo continuam fiéis a princípios fundadores do estalinismo – o poder só se alcança pela força e para isso é preciso instaurar o caos do quanto pior, melhor.A velha cartilha marxista-leninista continua a imperar nos dois partidos da extrema-esquerda. Governar? Apoiar um Governo? Nem pensar. Louçã e Jerónimo preferem Manuela em São Bento (quanto pior, melhor). Lutam com todas as forças para impedir a vitória de Sócrates nas próximas eleições. Mas a realidade portuguesa é complexa e tem as suas peculiaridades. PCP e Bloco, cada um per si, não chegam aos dois dígitos. Os eleitores que pensam votar nesses partidos têm de saber que esse voto não se traduz em benefícios para o País. É votar por votar.O propósito de eleger Manuela Ferreira Leite, que foi uma má ministra da Educação e uma péssima ministra das Finanças, em detrimento de Sócrates, que fez reformas, iniciou a modernização de Portugal, estimulou o progresso, diz tudo sobre os propósitos de cada uma dessas forças. Dois partidos de esquerda(?!) preferem, a partir do final deste ano, políticas conservadoras e de direita. Custa a acreditar, mas é verdade.
* Eles apenas querem preguiçar e esfregar o rabinho pelas cadeiras do Parlamento, recrearem-se no bota-a-baixo, boicotar a economia (para o tal "quanto pior melhor" e surripiarem aos trabalhadores boas maquias de subvenções por cada deputado inutilmente eleito.E se muita gente de boa vontade pensasse nisto antes de votar nestes sugadores do orçamento? É QUE...São... votos de uma inutilidade total!!!

05 setembro 2009

PIOR QUE UM COMUNISTA É UM EXCOMUNISTA

o traste
Pina Moura, um dos participantes num debate na Renascença, diz que tem assistido com “alguma preocupação” à intervenção excessiva do Estado na economia.“Isso não é bom. Reduz o papel dos agentes essenciais do desenvolvimento de qualquer economia, que são os empreendedores e os empresários. (…) Menos Estado na economia, apesar de estarmos a viver meses ou porventura um ano em que por razões de quebra global da economia caberá à economia pública um papel e uma presença - a título excepcional - para relançar os mecanismo da economia de mercado”.
O homem-zinho nunca mais acaba de fazer a reconversão ideológiga. O pesada fardo que carrega das soluções ideológicas marxistas-leninistas-estalinistas que defendeu ardorosamente, na sanha comunista contra o capitalismo, é a contradição absoluta do pensamento da área de economia de mercado onde agora pretende fazer carreira, depois de ter tomado umas lavagens de limpeza da morrinha comunista com a passagem pelo P.S. e a santificação apressada concedida pelo São Guterres (o misericordioso), tendo chegado mesmo ao estado cardinalício.
Mas há uma máxima estigmatizante que acompanhará este oportunistazeco: pior que um comunista - é um ex-comunista! (facto que este belo exemplar justifica em absoluto. E a direita que o acolhe deveria ser excomungada ou cumprir penitência adequada: ir a pé a São Bentinho da Porta Aberta e subir de joelhos a encosta do Gerês , do Cávado ao Santuário.(ao dr.Catroga dose dupla) . Mas deixem-me que introduza aqui uma adenda ao meu post surripiada ao sábio "Bicho Carpinteiro" de Medeiros Ferreira :

-É muito provável que depois das próximas eleições se comece a fazer a história das transformações que o PS sofreu com os governos Guterres. Está agora na berlinda a reacção do ex-ministro Pina Moura e a sua focalização nos aspectos mais monetaristas e financeiros do programa do PSD. Estava na Assembleia quando Pina Moura apresentou o seu testamento de austeridade como ministro das Finanças ao mesmo tempo que a sua demissão se consumava junto do PR. Foi a sua última, se bem que circunstancial, declaração doutrinária. Ficou preso a esta. J M Correia Pinto no Politeia trata das fases anteriores


O PSD SUBTERRÂNEO

Manuela: "Eu não quero saber se há escutas ou não, eu não quero saber se há retaliações ou não, o que é grave é que as pessoas acham que há" [1] Não é possível maior desfaçatez!!!...
As mesmas impressões digitaisNo caso das escutas, o Público disse que “fonte” não identificada da Presidência admitia ter “suspeitas” de que assessores do primeiro-ministro andavam pelas esquinas a ouvir as elaboradas conversas que se tinham em Belém. Repare-se no seguinte:
• Não se diz quem do gabinete do primeiro-ministro possa ter escutado; e• O alegado escutado recusa-se a falar sobre o assunto.A história era demasiado inverosímil para ser levada a sério. O país riu-se à gargalhada, os próprios “comentadores” de direita demarcaram-se de tão grosseiro embuste e o assunto morreu.Ontem, um novo embuste foi ensaiado com o Jornal de Negócios a fazer a seguinte manchete: “Gabinete de Sócrates acusado de ameaçar gestor do PSD”.

04 setembro 2009

A TVI DAS GUEDES E DOS MONÍZES- ANÁLISE














Pina Moura:
a bruxa









(onde entra aqui Pina Moura - A BRUXA)

Ao fim do dia de ontem podemos fazer um balanço objectivo da suspensão do Jornal Nacional. Uma decisão que, recordo, foi justificada pela administração da TVI por razões económicas, as quais uma parte significativa do país eleitoraleirpreferiu ignorar.
Financeiramente:
1. A Impresa, rival da Prisa, foi a principal beneficiada com a decisão. As suas acções no mercado de capitais registaram ontem, depois da notícia da suspensão, uma valorização de 10%.
2. A decisão da Prisa foi penalizada pelo mercado: a Media Capital perdeu 15% do seu valor.
3. A Ongoing, onde pontifica o marido de Manuela Moura Guedes e ex-director-geral da TVI, saiu a ganhar duplamente com a suspensão do Jornal Nacional: directamente, porque encaixou o seu quinhão de valor na subida da Impresa, onde detêm uma fatia considerável; indirectamente, por sair fragilizado um dos seus objectivos.
Politicamente:
4. O PSD, partido que concorre contra o PS de José Sócrates, foi o beneficiado, politicamente, com a suspensão do referido jornal.
5. O PS e o Governo foram os mais prejudicados com a decisão de suspender o jornal televisivo que lhes era mais crítico.
E um balanço subjectivo
1. Os comentaristas (que eu li) ficaram-se a debater os aspectos irracionais do caso e, alguns, muito alegremente, quiseram fazer pender para o Governo a responsabilidade de uma decisão que objectivamente só prejudica este. Compreendam-nos: foram possuídos pel’A Verdade.
2. Ninguém se lembrou de Pina Moura e da sua recente aproximação ao PSD.
3. Ninguém quis seguir a pista do dinheiro. O JN foi a (tímida) excepção.
Pergunta:
1. Se a suspensão tivesse origem no Governo, o dia tinha sido diferente?Sim. Tal significaria que a TVI obtinha algum tipo de vantagem do Governo, como uma promessa de licença, favores nalgum negócio ou empreendimento, ou outro. O mercado de capitais recompensaria a acção, na perspectiva de que o valor da Prisa subiria por força dessa vantagem. As acções da Prisa subiam e as do grupo rival provavelmente desciam, na proporção.
Cenário:O caro leitor dirige uma empresa cotada em bolsa, depois de ter saído o director-geral. Este saiu há 1 mês para um grupo rival, que quer comprar e controlar a sua empresa. Deixou na sua empresa a mulher, num cargo de chefia onde tem acesso a informação classificada.
Você:
1. despede-a na primeira ocasião;
2. deixa-a ficar, correndo o risco de passar informação ao seu ameaçador rival

UMA ANÁLISE SOBRE A TRAPAÇA DA TVI

Ao fim do dia de ontem podemos fazer um balanço objectivo da suspensão do Jornal Nacional. Uma decisão que, recordo, foi justificada pela administração da TVI por razões económicas, as quais uma parte significativa do país eleitoraleiro preferiu ignorar.
Financeiramente:
1. A Impresa, rival da Prisa, foi a principal beneficiada com a decisão. As suas acções no mercado de capitais registaram ontem, depois da notícia da suspensão, uma valorização de 10%.
2. A decisão da Prisa foi penalizada pelo mercado: a Media Capital perdeu 15% do seu valor.
3. A Ongoing, onde pontifica o marido de Manuela Moura Guedes e ex-director-geral da TVI, saiu a ganhar duplamente com a suspensão do Jornal Nacional: directamente, porque encaixou o seu quinhão de valor na subida da Impresa, onde detêm uma fatia considerável; indirectamente, por sair fragilizado um dos seus objectivos.
4. O PSD, partido que concorre contra o PS de José Sócrates, foi o beneficiado, politicamente, com a suspensão do referido jornal.
5. O PS e o Governo foram os mais prejudicados com a decisão de suspender o jornal televisivo que lhes era mais crítico.
E um balanço subjectivo?
1. Os comentaristas (que eu li) ficaram-se a debater os aspectos irracionais do caso e, alguns, muito alegremente, quiseram fazer pender para o Governo a responsabilidade de uma decisão que objectivamente só prejudica este. Compreendam-nos: foram possuídos pel’A Verdade.
2. Ninguém se lembrou de Pina Moura e da sua recente aproximação ao PSD.3. Ninguém quis seguir a pista do dinheiro. O JN foi a (tímida) excepção.
Pergunta: Se a suspensão tivesse origem no Governo, o dia tinha sido diferente?Sim. Tal significaria que a TVI obtinha algum tipo de vantagem do Governo, como uma promessa de licença, favores nalgum negócio ou empreendimento, ou outro. O mercado de capitais recompensaria a acção, na perspectiva de que o valor da Prisa subiria por força dessa vantagem. As acções da Prisa subiam e as do grupo rival provavelmente desciam, na proporção
Paulo Querido

EU EM PRIMEIRA MINISTRA? ACUDAM-ME!!!

MFL foi ouvir Merkel, de quem se disse: "She does not get basic economics"Manuela Ferreira Leite tem agendado um encontro com Angela Merkel a duas semanas das eleições nos dois países. Aparentemente, segundo o Diário Económico, esse encontro tem por fim a discussão da experiência de Merkel num bloco central e a sua experiência de combate à crise económica. Se pensarmos que a Alemanha teve um dos piores desempenhos da UE nesta crise, com crescimento previsto para este ano de cerca de -6%, quase o dobro da queda do PIB português, o segundo objectivo parece de duvidoso mérito. Quanto ao bloco central é mais uma daquelas acidentais sintonias entre MFL e o seu mentor, Cavaco Silva que tentou obter as mesmas informações em recente visita à Austria.Contudo, MFL devia ter em particular atenção o que Adam Posen, conhecido economista norte americano disse de Merkel em 31/3/2009: que ela não entendia a economia elementar, e que por isso não percebia que o investimento público era essencial para a retoma. Os números da economia germânica parecem dar-lhe razão. Dizia Posen:"She does not get basic economics. She does not get that stimulus spending works in the short term. She does not get how seriously the current crisis will affect Europe and particularly Germany in the very near future. She does not get the urgent need for a global stimulus effort to increase global demand."O que pensaria ele do programa económico do PSD?Por Carlos Santos in Simplex
Em tempo

03 setembro 2009

O PSD NÃO QUER A VERDADE - SÓ A SENSAÇÃO


Realmente hoje é um dia de que a democracia não se pode orgulhar. A total irresponsabilidade perigosa de José Aguiar Branco e de muitas outras personalidades ao acusar José Sócrates e o PS de terem forçado a demissão de Manuela Moura Guedes, é um desrespeito total pelas regras de um estado democrático
É inaceitável que se levantem este tipo de suspeitas e calúnias gravíssimas sem que haja qualquer resquício de factos que comprovem as acusações.
A última pessoa a ganhar com esta demissão é, precisamente, José Sócrates. A decisão de demitir Manuela Moura Guedes, que conduzia o tal achavascado programa

Pois, mas o que os atrapalha e os faz babar a sua peçonha é isto:

A OCDE confirma, hoje, as expectativas positivas para a retoma da economia que outras notícias, em cascata, têm vindo a indiciar. É uma boa notícia para os portugueses que, ao mesmo tempo, credibiliza, as políticas anti-crise adoptadas pelo governo. Ora o PSD está tão preocupado com os portugueses como todos nós com a órbita do Plutão.E TAMBÉM"Para usar palavras de MFL, não é preciso saber se o PSD foi responsável pela roubalheira no BPN, basta a sensação que as pessoas têm...

Não importa se Sócrates tem a ver ou não com a moscambilha da Moura Guedes. O que importa é que as pessoas fiquem com a sensação que sim. Para ajudar a criar a sensação manda ex-ministros para a rua lançar a peçonha da sensação que é verdade.

Não há memória de ver um partido como o PSD a enveredar por estratégias tão canalhas que envergonhariam os seus fundadores... Parece uma casa das tias...

Fica-nos também a desagradável sensação de que o PSD se introduziu no esquema moniz-guedes no sentido de aproveitar a disponibilidade daqueles e explorar a oportunidade para esticar a corda até ao extremo a que chegou. Diria mais: os moniz-guedes foram instrumentalizados pelo PSD. Eu não daria importancia ao triste casal. O PSD é objectivamente a sede do mal e age com nítida má fé. JÁ não é um partido credível nem respeitável. E se algumas figuras permitiam neutralizar aquela imagem, estes também já aderiram aos esquemas peçonhentos sem os quais o PSD parece já não ter viabilidade. O PSD sempre imolou muita coisa para ocupar a chefia do orçamento do Estado. Mais baixo já não pode descer. Com a sofreguidão que revela pode, se lá chegar e não tiver cautela, apanhar alguma perigosa congestão que fica sem concerto. O pessoal que costuma sentar-se à mesa do dito dão a imagem de hienas esfaimadas a cramar desesperadas!






QUEM OU O QUE REPPRESENTA ESTA ALIMÁRIA

TRANSPORTES MEDINA
O artigo que Medina Carreira escreveu no Correio da Manhã, no Domingo, embora apocalíptico como é habitual, foi mais transparente e apontou uma direcção, que se adivinhava em todas as últimas intervenções que fez.
A única eventual solução para este país à deriva é um governo de salvação nacional, do bloco central e de iniciativa residencial.

E COM ELE EM MINISTRO DAS FINANÇAS PARA PÔR ISTO TUDO A PIQUE E INTRODUZIR A TRACÇÃO MUAR NO SISTEMA DE TRANSPORTES. Lembram-se de quando, por engano, Mário Soares (esse distraído), o colocou em Ministro das Finanças? Queria toda a gente a andar de burro!

Há pessoas assim: vieram ao mundo só para atazanar a vida dos outros! E agora com o alto patrocínio de Aníbal Cavaco Sílva, o que não tem dúvidas e nunca se engana! Só duques e nem um trunfo... E com os dois sempre presentes na TV, era um festival de mamar na língua e de mastigar em seco. Tenham dó!





OS PAVLOVIANOS ASSOBIOS DA TVGUEDES



Os satrapas desse enclave teviesco do rectângulo querem intervir na campanha eleitoral açulando a matilha que segue desalmada o seu pavloviano assobio. Pobre gente...

PAULO PORTAS O BIBELOT DO PSD



Ao ler o programa do PP e do PSD, à memória do Diogo Duarte Campos veio uma suposta frase de Francisco Lucas Pires: “O PSD dá a mobília e o CDS os bibelots”. Afinal, parece que Lucas Pires nunca disse tal (melhor seria), mas a verdade é que tendemos a concordar com a frase que veio à memória do Diogo. O que tem piada é ele escrevê-lo num blogue de apoio ao PP.Se não se passou exactamente assim ou a expressão não foi essa, merece pelo menos uma concordância por maioria de dois terços. E como, mais ou menos, diria o italiano"si no vero é bene trovato. tags:

01 setembro 2009

SEGURANÇA SOCIAL E DEMAGOGIA ELEITORAL


O novo regime contributivo da Segurança Social versus a descida indiscriminada da TSU proposta pelo PSD

O novo Código Contributivo da Segurança Social, aprovado com os votos do maioria PS, e ontem promulgado por Cavaco Silva, veio, em simultâneo, desnudar as debilidades do discurso do PCP e do seu braço sindical, arruinar um dos poucos emblemas de campanha do PSD, e resolver um dos riscos a que estavam expostas dezenas de milhares de trabalhadores, na eventualidade de invalidez ou desemprego. Os objectivos do projecto e as falácias da contra-argumentação de alguma oposição são facilmente explicáveisinSimplex

31 agosto 2009

QUEM CONDUZ A EXECUÇÃO DE PENAS NA NOVA LEI?


Cada vez mais me convenço que no crime é que está a razão, porque o legislador procura (talvez com medo que a rede criminosa o apanhe e então lá diz o ditado: "mais vale prevenir que remediar) remodelar a Lei no sentido de minimizar as consequâncias de uma possível culpa. Qualquer dia vemos um "Arguido" ser lisonjeado em pleno Tribunal com pedidos de desculpa por ter sido condenado sendo a vítima, essa sim, condenada na pena efectiva de "doar" os bens que supostamente o "arguido" iria recolher. à Justiça o que é da justiça , ou seja, aos Tribunais cabe a aplicação da ordem de prisão e de Libertação (e outras decisões) e ao Director Geral dos Serviços Prisionais a gestão das prisões e não a substituição do Tribunal. Por este andar vemo-nos na eminência de qualquer dia o Merceeiro decide da descida ou subida dos juros.
EXPRESSO

A MULHER DISFARÇADA

A LOURA II do Regime

MFL - Política de Plástico
Manuela Ferreira Leite anuncia que «não faz comícios e deita-se cedo». Fascinante!!! Promovendo uma imagem distanciada das agências de comunicação, Manuela Ferreira Leite é um produto de marketing que roça crescentemente o burlesco. O seu posicionamento é no segmento «anti-político», mas nem por isso ela não deixa de ser um notável resultado das agências de comunicação, com notícias criadas para reforçar essa imagem e uma cartilha que subjuga qualquer mensagem política a esse exercício de plástico. É uma bela ironia para quem, uma e outra vez, critica violentamente a suposta máquina de propaganda do PS. Enfim. (quem não tem vergonha todo o mundo é seu, como dizia a minha avó -esta não é do simplex, é por conta do editor)


in SIMPLEX

30 agosto 2009

PREJUIZOS CAUSADOS PELA INCOMPETÊNCIA

Política de MFL custou ao Estado Português 1800 M€ para cosmética orçamental
Manuela Ferreira Leite e quer corrigir as contas públicas. Mas o que ela sabe disso? Talvez valha a pena lembrar como ela própria onerou mais do que ninguém o estado português, e até 2071!
Em 2003 e 2004, para evitar um défice excessivo, os ministros das Finanças Manuela Ferreira Leite e Bagão Félix decidiram transferir vários fundos de pensões de empresas públicas para a Caixa Geral de Aposentações. Mas o Estado ficou, afinal, a perder. Com esta transferência, a Caixa assumiu, a partir daí, as responsabilidades reformas e pensões dos trabalhadores dessas empresas, mas recebeu também o dinheiro que existia em caixa, nesses fundos. No total, foram transferidos 4.138 milhões de euros, um montante que, ao contrário do que garantiram os governantes da altura, o Tribunal de Contas garantiu em 2006, não ser suficiente para pagar os encargos futuros que a CGA assumiu. As responsabilidades dos fundos foram avaliadas em 5,336 mil milhões de euros, mas segundo a auditoria do TC, oscilam entre 6,222 mil milhões de euros e 7,204 mil milhões de euros. Contas feitas, são custos anuais de 303 milhões de euros por ano, que terão de ser assumidos pelo Estado, que é como quem diz, por todos nós. Tendo em conta as estimativas feitas naqueles anos, a subavaliação das despesas era de 22%. Agora o TC diz que a situação é ainda pior, e que a subavaliação é de pelo menos 33,5%. O caso mais flagrante é o dos CTT, onde a diferença chega aos 63%.
Ou seja, a diferença entre as transferências e as responsabilidades assumidas pelo Estado estão entre 1000 e 1800 Milhões de Euros.
Endividou-se brutalmente o país para compor cosmeticamente o défice. Repare-se que não é dinheiro investido mas antes deitado à rua. Quem agora tem moral de vir pregar os custos dos investimentos públicos??
São décadas e décadas de despesa de acordo com o gráfico do tribunal de contas! (em cima)

Assim, bem explicadinho por quem sabe, porque a Dama e o Borges não sebem fazer contas e engam-s a eles próprios e induzem os outros em erro.

OS PASSARINHOS DE BELÉM AINDA CANTAM?

os gorgeios dos passarinhos de Belém
Presidente daRepública pediu que não se desviem atenções dos portugueses dos "problemas graves" do País.O PS diz que as atenções foram desviadas pelos comentários de fontes anónimas da sua Casa Civil, ao levantarem a questão de "escutas" a Belém. Analistas e políticos dividem-se entre interpretar as palavras de Cavaco como recado a Sócrates ou ponto final no tema.
"Quando não se quer comentar, não se comenta. Quando se comenta, alimenta-se a polémica." Assim comentou, por sua vez, o dirigente socialista Ricardo Rodrigues as palavras de ontem do Presidente Cavaco, que classificou a questão das "escutas" a assessores de Belém como tentativas de "desviar as atenções dos reais problemas do País" . Cavaco frisou ainda que, "no tempo em que vivemos", não fará comentários com conotações político-partidárias.
Os socialistas parecem, no entanto, reenviar a bola para o campo do Presidente, sublinhando que a polémica começou em Belém. Outro dirigente socialista, José Lello, é ainda mais directo. "Acho que a declaração do Presidente é uma crítica à sua Casa Civil, porque a situação foi criada por fontes anónimas de lá oriundas. O Presidente deveria, talvez, preocupar-se com isso", disse Lello ao DN. (O que parece inquestionável - dizemos nós)

DEPOIS NÃO DIGAM QUE NÃO FORAM AVISADOS

CUIDADO COM O ANACLETO


(post-it 23) Ao cuidado de potenciais votantes no BE
Por João Paulo Pedrosa Domingo, 30 Agosto , 2009, 15:51
Este eleitor (...) não vive no médio prazo e sabe que o dano que a direita fará ao já minguado Estado-Providência desta vez será irreversível.

[Boaventura Sousa Santos, Visão, Um cidadão comum de esquerda]
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29 agosto 2009

B.E - OS PARTIDOS DE PROTESTO - PSD

PINÓQUIOS
B.E P.S.D


O PSD VAI PERDENDO A CONDIÇÃO DE PARTIDO DE GOVERNO - Não sabe o que quer paraPortugal!! Está ao nível do B.E. para pior...
O programa eleitoral do PSD tem 40 páginas, no ficheiro .pdf (incluindo capa, índice, etc.). Nessas 40 páginas, uma pequena busca permite detectar o uso da palavra "NÃO" 54 vezes. O que dá uma espantosa média de 1,35 vezes por página. No programa do PS, com 120 páginas (contadas de acordo com o mesmo critério), a palavra aparece 63 vezes. O que, nesta análise de conteúdo básica, dá uma média de 0,525. Uma vez em cada duas páginas grosseiramente, contra mais de uma vez por página no programa do PSD.
Podia daqui inferir-se que o PSD tem uma visão negativista do programa. Perde mais espaço a dizer o que não quer do que o que quer. No que se aproxima do BE, que bate o recorde registando 325 vezes a palavra não em 110 páginas: 2,95 vezes por página!Do BE não se esperaria outra coisa. É um partido que, contra a sua ala mais moderada (afastada da liderança e das listas de candidatos a deputados), se afirma pelo protesto. E por isso, em cada página, podemos ler 3 vezes a palavra não. No PSD, a situação é mais surpreendente.Pode um partido que aspira a governar elaborar um programa assente no que NÃO gosta e não quer fazer? Como podem os portugueses ficar a conhecer as propostas do PSD? Divulgado o programa, sabemos o que NÃO querem. Continuamos às escuras sobre o que querem. Carlos Santos
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26 agosto 2009

OS BRUXOS DAS TREVAS DA EXTREMA-ESQUERDA

OS INADAPTADOS DA EXTREMA-ESQUERDA,CHEGADOS À DEMOCRACIA PORTUGUESA NUMA MANHÃ DE NEVOEIRO ENVOLTOS EM ROUAGENS MARXISTAS-LENINISTAS-ESTALINISTAS-MAOÍSTAS TROTSEQUISTAS E OUTROS ISMOS DA PESADA, DEPRESSA RENDIDOS às delícias DA DIREITA E AGORA SEUS DILECTOS IDEÓLOGOS.
DOIS DIGNOS REPRESENTANTES DA MERDICE INTELECTUAL DO PAÍS RECTANGULAR ONDE MEDRAM PENSADORES
DE MENTES QUADRADAS
Através de Paulo Querido, cheguei a um post de Rui Curado da Silva, em que são analisadas as adivinhações de Pacheco Pereira e António Barreto para o Expresso. Reproduzindo um excerto, convido o leitor a ler o post na íntegra, que é acompanhado do vídeo da entrevista com “aqueles semblantes austeros a pronunciar sentenças erradíssimas com uma precisão milimétrica sobre o ano de 2008”:
“Neste balanço e perspectivas organizado pelo Expresso em Dezembro de 2007, Pacheco Pereira afirmou categoricamente (aos 2:30 do filme acima) que o preço maior que os portugueses iriam pagar em 2008 adviria do carácter ideológico da política inspirada no Modelo Social Europeu; da universalidade e gratuitidade da saúde, da educação e da segurança social . Ora, pelo contrário, estamos em Outubro de 2008 e os portugueses já perceberam muito bem que vão pagar ao longo dos próximos anos, a preço forte, precisamente a ideologia que Pacheco Pereira tem vindo a defender, essa ideologia do Estado Mínimo, a mesma ideologia que deixou milhares de pessoas idosas sem reformas nos EUA, que obrigou milhares de pessoas modestas a devolver a sua habitação, a mesma ideologia que afundou um país rico e próspero como a Islândia e a mesma ideologia que ofereceu salários e lucros colossais a pessoas sem qualquer actividade produtiva. Por muitos defeitos que possa ter o Modelo Social Europeu, nunca uma catástrofe destas proporções se abateu sobre algum país por oferecer educação, saúde e segurança social de qualidade e quase gratuita aos seus cidadãos.”
Nota em jeito de comentário:
-Esta entrevista do Expresso mostra duas evidências:a primeira é a falta de nível dos dois indivíduos que são elevados a oráculos e revelam uma insuspeita e chocante pequenêz, reles mesmo.A segunda é a subserviência dos dois jornalistas aos "oráculos", com evidência para o director do Expresso que se comporta, chocarreiro, como um autêntico ratão de dança carnavalesca (uma desagradável surpresa).

25 agosto 2009

O ESTADO SOCIAL - DUPLO PACTO E AS ALTERNATIVAS

Imagem próxima DO ESTADO ANTI-SOCIAL DE PACHECO E BARRETO e, por consequência, da Direita Portuguesa

Hugo Mendes publicou no Diário Económico um artigo de leitura obrigatória que, pela sua actualidade, se transcreve integralmente:Um dos mitos contemporâneos diz que a globalização torna o Estado social insustentável, sobretudo nos países pequenos. A direita regozija e a esquerda protesta, mas ambas aceitam a sua inevitabilidade. O mito, porém, não sobrevive à análise: as economias mais integradas no comércio internacional são as dos pequenos países - os mesmos que construíram os Estados sociais mais generosos. Parte da explicação é esta: a vulnerabilidade do mercado interno a choques exógenos incentiva à coordenação entre Governo, capital e trabalho, e favorece a construção de compromissos de classe e de instituições que protegem contra os humores do mercado.A discussão é particularmente actual no momento em que o PS propõe ao país um duplo pacto: para o reforço da internacionalização da economia e para a expansão do Estado social. Os pactos complementam-se porque permitem aumentar a coerência entre os regimes de produção de bens transaccionáveis e de protecção das pessoas. Claro que é impossível copiar as instituições ou a trajectória dos países europeus pós-1945: em Portugal, a representação do capital e do trabalho é menos unificada; a taxa de sindicalização no privado é muito reduzida; grande parte dos empregadores e trabalhadores é pouco qualificada; o tecido económico tem bolsas de baixíssima produtividade. Sabemos, porém, que as instituições condicionam a acção dos parceiros, mas não a determinam. A escolha da estratégia é, por isso, decisiva.A estratégia do duplo pacto aposta na definição dos clusters que merecem a aposta prioritária dos sistemas público e privado de inovação. Aposta em medidas de apoio à capacidade organizacional das firmas e à sua inserção em redes internacionais. Aposta na qualificação de pessoas ao nível do ensino superior e do secundário. Aposta em níveis elevados de contratação colectiva e moderada segurança laboral. Aposta em trabalhadores mais bem pagos; num país onde o salário mediano ronda os 700€ e cerca de 500.000 ganham o salário mínimo, é preciso prosseguir o aumento deste, medindo o impacto no emprego. É possível, porém, aumentar o rendimento do trabalhador se o Estado fornecer um complemento ao salário; a medida, que existe em inúmeros países, consta do programa do PS.Os pactos não se complementam por acção da mão invisível do mercado, mas da mão visível do compromisso. O duplo pacto incentiva ao aprofundamento da coordenação cooperativa da economia, essa dinâmica negocial entre Governo, empresas e sindicatos, assente na concertação, na persuasão, e no incentivo - numa palavra, na política. Se alguns reduzem isto a “negociatas”, é porque lhe têm horror.(o que nos parece evidente - ver no Expresso a opinião do ideólogo do PSD, Pacheco Pereira e... o partner Barreto as vozes do dono)

EXPERIÊNCIAS ALARANJADAS ESTÃO FEITAS...



















24 agosto 2009

MEDITAÇÃO NA PASTELARIA


"Mas uma senhora é uma senhora.


Só vê a malícia quem a tem.


Uma senhora passa


e ladrar é o seu dever


se tanto for preciso!"

AlexandreO'Neil










OS NEGÓCIOS DA DONA MANUELA

É no processo da venda do prédio dos CTT na Avenida da República (Lisboa) - oportunidade de negócio oferecida à TCN em Dezembro de 2003 e para o qual Ruy Silva terá sido encarregado de garantir 20 milhões de euros - que é referenciada a então ministra das Finanças, Manuela Ferreira Leite.
Por carta, Ruy Silva lembrou aos administradores da TCN que estes lhe haviam referido "ter recebido uma chamada da senhora professora doutora Manuela Ferreira Leite, digna ministra das Finanças, informando que o valor referido seria muito importante para a sua inclusão nas contas do Estado português até ao dia 31 de Dezembro [de 2003]".
O gabinete da actual líder do PSD afirmou indisponibilidade para comentar a notícia, avançada pelo Sol, sobre aquela conversa com os administradores da TCN.
Mas com ou sem contactos entre Ferreira Leite e aqueles protagonistas do processo dos CTT - no qual a PJ concluiu ter havido "financiamento de interesses partidários do PSD" -, o processo de alienação do imóvel de Lisboa revelou inusitada pressa."

NOVIDADES DE SATURNO

Titan - a lua de Saturno
Imagem da superfície de Titan, reproduzida por artistas a partir de imagens de satélite


obtidas pela NASA





ROBÔS



Um robô que consegue encontrar tomadas eléctricas para se recarregar.Vírus de computador que ninguém consegue suprimir.Um robô que consegue encontrar tomadas eléctricas para se recarregar Veículos aéreos predadores que, embora controlados à distância por seres humanos, se aproximam de uma máquina capaz de matar por si mesma.

Impressionados e alarmados com os avanços na inteligência artificial, vários cientistas informáticos estão já a debater os limites à investigação, já que esta pode levar à perda de controlo dos seres humanos sobre sistemas informáticos que estão a suportar uma porção crescente da carga de trabalho da nossa sociedade, com tarefas que vão de conduzir a guerra a atender consumidores pelo telefone.Preocupa-os que os avanços possam dar origem a graves rupturas sociais ou até a terem consequências perigosas.A título de exemplo, os cientistas apontam tecnologias tão variadas como os sistemas médicos experimentais que interagem com os pacientes para simular empatia como os worms e vírus informáticos que desafiam qualquer tentativa de extermínio e que por isso se diz terem atingido o estádio de "baratas" da inteligência artificial. Os investigadores - cientistas informáticos de renome, investigadores de inteligência artificial e de robótica, que se reuniram nas instalações da Asilomar, na baía de Monterey (na Califórnia) - desvalorizaram na generalidade a possibilidade de surgirem superinteligências fortemente centralizadas e a ideia de que a inteligência poderia surgir espontaneamente da internet, mas concordaram que os robôs capazes de matar por si sós já estão entre nós - ou estarão em breve.O debate focou em particular a hipótese de haver criminosos a tirar partido de sistemas de inteligência artificial logo que estes sejam desenvolvidos. Que poderia um criminoso fazer com um sistema de sintetização da fala capaz de o fazer passar por um ser humano? Que acontecerá se a tecnologia de inteligência artificial for usada para sacar informações pessoais contidas em smartphones?A conferência foi organizada pela Association for the Advancement of Artificial Intelligence (AAAI) e, ao escolher a Asilomar para a realização do debate, o grupo evocou um marco importante da história da ciência. Em 1975, os principais biólogos do mundo também se reuniram em Asilomar para debater a nova capacidade de remodelar a vida através da manipulação de material genético. Preocupados com possíveis catástrofes biológicas e com os aspectos éticos da nova tecnologia, decidiram interromper várias experiências. Dessa conferência surgiriam as directrizes para as investigações que incidem na recombinação de ADN, permitindo que as experiências prosseguissem. A reunião sobre o futuro da inteligência artificial foi organizada por Eric Horvitz, investigador da Microsoft que é actualmente presidente da associação. Horvitz pensa que os cientistas informáticos têm de dar resposta à hipótese de máquinas superinteligentes e de sistemas de inteligência artificial ficarem desgovernados. "Algo de novo aconteceu nos últimos cinco a oito anos", afirma Horvitz. "A tecnologia está a substituir--se à religião."O relatório da AAAI vai tentar avaliar a possibilidade da "perda do controlo humano sobre inteligências baseadas em computador". Também vai abordar, diz Horvitz, temas socioeconómicos, jurídicos e éticos, bem como as prováveis alterações nas relações entre seres humanos e computadores. Horvitz diz que o grupo procurou modos de orientar a investigação de maneira que a tecnologia melhore a sociedade, e não a conduza para uma catástrofe tecnológica. Tom Mitchell, professor de Inteligência Artificial e de Aprendizagem das Máquinas da Universidade Carnegie Mellon diz que a reunião a alterou a sua maneira de ver as coisas. "Entrei na reunião muito optimista quanto ao futuro da AI e a pensar que as previsões de Bill Joy e Ray Kurzweil estavam muito afastadas da realidade. A reunião deu-me vontade de falar mais abertamente sobre o assunto, sobretudo das grandes quantidades de dados coligidos sobre a vida de cada um de nós."
Exclusivo i
The New York Times

23 agosto 2009

O DOCE CHILREIO DOS PASSARINHOS DE BELÉM


http://www.youtube.com/watch?v=BgQeJ6BqRLI clique no link e oiça a gaivota da Sara
e neutralizar o ruido dos passarões


isto é recorrente










No ambiente sereno
Envolvente
Mal se sente a brisa leve
Vinda do Tejo ali em frente.
Da azáfama intensa...
Nem um leve ruido
Apenas imperceptíveis
Gemidos da araucária de atalaia
E... mais distinto
Começa a ouvir-se
Rumorejante
O doce chilrear
Dos passarinhos
Por vezes abafado
P'lo arrastar de pés
De passarões
Que por ali passeiam



































































M. F L. MOSTRA DE QUE MASSA É FEITA


O PESSOAL DO PSD, JUNTO DA P.R., MONTA UMA ATOARDA SOBRE ESCUTAS, E, NO SEGUIMENTO DA OPERAÇÃO, BEM PROPAGANDEADA, EIS O DESCARAMENTO DA DAMA :
-"Eu não quero saber se há escutas ou não, [o importante] é que as pessoas acham que há"
QUER DIZER: MANUELA,
ou alguém por ela, "INVENTARAM a história das escutas, as pessoas enfiaram o barrete e Manuela rejubilou porque as pessoas acreditaram e ACHAM QUE A INVENTONA foi algo que SUCEDEU de facto e acreditaram, segundo a dama!!!
SERÁ QUE O DESCARAMENTO E A FALTA DE VERGONHA COLHE... e pode levar alguém a primeira ministra deste país?... Isto não será mesmo uma muito preocupante questão de carácter... a ponderar seriamente? onde é que isto irá parar?

(I) O JORNAL DAS GRANDES CAUSAS

O REI

do Jornal i
A causa monárquica voltou à ribalta com a polémica da bandeira hasteada na Câmara Municipal de Lisboa (CML). O chefe da Casa Real, D. Duarte de Bragança, desvaloriza o incidente e defende que o episódio até pode ter "um aspecto positivo" se "despertar a atenção para as bandeiras portuguesas".

Sobre a actualidade do país, assume que o caso das escutas em Belém não o preocupa?

"Não me importo nada que me escutem. Nada tenho a esconder. E também deve ser esse o caso do Presidente da República".

Como reagiu à notícia de que Lisboa tinha acordado com uma bandeira monárquica na CML?

-É claro que nunca iria apoiar algo de ilegal e considero que se tratou de uma irreverência de juventude que não me parece condenável, porque a bandeira retirada foi devolvida e não houve nenhum desrespeito a símbolos nacionais, ao contrário do que disseram as pessoas que reagiram aborrecidas.

Então não aceita que isto seja tratado como um caso de polícia?

-Não foi cometido nenhum estrago ou acto violento, portanto não me parece que exista aqui um caso.

Mas tem simpatia por esta iniciativa?

-Nos países que prezam a sua história, as bandeiras históricas são todas consideradas com a mesma dignidade e colocadas muitas vezes em conjunto. Nas academias militares de Portugal, Brasil ou Estados Unidos, há esse culto. Faz parte da cultura cívica do povo. Se este episódio serve para despertar a atenção para as bandeiras portuguesas, pode ser um aspecto positivo. Mas claro que não é legal entrar num lugar público e mudar coisas que estejam lá expostas. É uma pequena ilegalidade, não me parece que se possa levantar um grande problema.

Esta acção também significa que a causa monárquica está viva?

-A vitalidade do movimento monárquico em Portugal mede-se de outra maneira: por sondagens de opinião pública, pelas cerca de dez mil pessoas na Reais Associações e muitos outros grupos organizados de monárquicos em grupos de actividades diversas. Não têm é expressão eleitoral, no sentido em que os monárquicos que temos no Parlamento estão dispersos por muitos partidos.

Gostava de fazer uma consulta aos portugueses para saber se preferiam ter um rei como chefe de Estado?

-Já foi feita, mas não foi divulgada. E tem resultados muito curiosos: 29% dos portugueses acha que um rei seria melhor do que um PR. Mas a maioria não tem opinião. Era bom que os portugueses tivessem liberdade para exprimir-se sobre esse assunto, mas num contexto honesto e não fazendo uma pergunta como a pergunta do aborto, que era totalmente direccionada para votar sim.

Cem anos depois da implantação da República, que balanço faz à situação actual da democracia portuguesa?

-O que me preocupa mais é que ao haver 60% de abstenção numas eleições, damos uma importância excessiva a minorias muito militantes. Isto põe em causa o significado da democracia. Se as pessoas não votam por estarem desiludidas com a política, estão a deixar que alguns falem por eles. Se a política é tomada como um campeonato de futebol, em que se vota num partido por ser "o seu", então não interessam as medidas que se defendem. A democracia não pode resumir-se a colocar um voto numa caixa de quatro em quatro anos. Tem de haver mais participação cívica, opinião, referendos

.Acha que isso acontece pelo descrédito da classe política junto dos eleitores?

-Há gente muito boa e decente a fazer política. O problema é a própria instituição da democracia e o sistema em que estamos a viver, que gera esta situação. Temos um excelente Presidente da Republica (PR), deputados muito bons e pessoas muito decentes no governo. Mas não há uma cultura de participação cívica ou de raciocínio lógico.

Como assim?

-Surgiu um movimento para as pessoas comprarem produtos portugueses, e acho muito bem. Mas a maioria das pessoas cujo emprego está em risco, que sabem que as empresas estão a fechar ou que a agricultura está a falir, insistem em comprar tudo estrangeiro. Em todo o Estado ou na administração pública não vejo um único carro fabricado em Portugal. Os alfas pendulares foram todos importados de Itália e depois os ministros vêm chorar porque o capitalismo é horroroso e deixa fechar a fábrica da Bombardier? É uma incoerência chocante e revoltante. E os portugueses deviam revoltar-se contra isso. Não faz sentido estarmos a pagar impostos para sustentar indústrias noutros países.

Está preocupado com a crise económica que vivemos e com o défice do país?

-Parece-me perfeitamente claro que isto assim não pode continuar. Qualquer família que gaste mais do que aquilo que ganha vai à falência e isso também acontece com os Estados. Nós estamos a endividar os nossos netos, que vão ter de pagar os desperdícios e disparates que estamos a fazer hoje. O povo português ficou contente com a Expo, o CCB ou as auto-estradas em todos os cantos do país, mas essas coisas pagam-se. E depois falha-nos o dinheiro noutras coisas, como no sistema de saúde, que é fraco. Como é que avalia a justiça portuguesa?Os deputados fizeram uma legislação que torna muito difícil a aplicação da justiça, por causa dos procedimentos, recursos e picuinhices que empatam a justiça e dificultam o seu exercício. E depois não funciona para ninguém. Nem nos grandes casos nem nos pequenos.

Que comentário faz ao caso Freeport?

-Nenhum. Não foi julgado, portanto não posso dar opiniões. Não quero ser injusto com ninguém.

Acompanhou a recente polémica sobre as alegadas escutas no Palácio de Belém?

-O Presidente da República é uma pessoa de bem sob todos os aspectos, portanto não se deve importar nada que lhe façam escutas.

Mas acha normal que o Palácio de Belém possa estar a ser vigiado?

-Depende de quem faça as escutas. Se tivermos um serviço de segurança bom e eficiente - e temos, como se prova por não haver terrorismo em Portugal - é preferível escutas e vigilância a mais do que a menos. Onde as escutas são inconvenientes é quando servem para espiar, por exemplo entre empresas ou indústrias, ou para saber escândalos da vida privada que possam ser utilizados em chantagens. O importante em democracia é que tenhamos confiança nos serviços que suportam a nossa segurança. Não me importo nada que me escutem, porque não tenho nada a esconder. E acho que também deve ser esse o caso do PR. Mas não sei se é escutado ou não. O que acho é que quem tem cargos públicos de responsabilidade deve aceitar que a sua vida seja transparente.

Concorda com a ideia de Ferreira Leite de que o país vive um clima de asfixia e retaliação criado pelo governo?

-Não sei dizer. Acho é que há um pouco a tendência dos partidos no poder, sobretudo se tiverem maioria, para acharem que têm o direito a privilégios, lugares e vantagens. Isso é muito perigoso. Devíamos seguir mais o modelo inglês, em que a administração é uma coisa e a política outra: as pessoas competentes que estão na administração ficam, independentemente dos partidos no poder.

Acha que um governo minoritário pode ser prejudicial ao país?

-Não. Um governo de coligação é benéfico, no sentido em que se cria uma maior dinâmica de diálogo e participação. Mas o importante é que tem de haver um acordo entre as principais forças políticas para que se tomem as medidas difíceis que têm de ser tomadas. Se não houver esse acordo, os partidos que estiverem no poder não tomam medidas duras com medo de se queimarem eleitoralmente. Se essas medidas forem tomadas por consensos, todos se responsabilizam.

É favorável a um Bloco Central?

Não faz diferença se é Bloco Central ou aliança com os pequenos partidos. Quanto mais forças políticas participarem, mais se pode mobilizar o país para que um governo possa governar a sério. Quanto mais tarde forem tomadas medidas, pior, e se não forem tomadas corre-se o risco de ser uma ditadura a tomar conta do poder para fazer o que é preciso. E falo de uma ditadura que não é necessariamente militar. Se o país entrar em bancarrota, o BCE ou o FMI podem dizer que ajudam a salvar o país, com a condição de nos governarmos de determinada maneira, com uma comissão de gestão estrangeira. E caminhamos para aí: se não fizermos o caminho certo, alguém vai ter de tomar conta de nós.

Que opinião tem sobre os dois principais candidatos a primeiro-ministro?

-Nunca tomo posições partidárias. Não posso fazê-lo devido à minha condição de chefe da Casa Real portuguesa.

Não vota nas legislativas?

-Voto nas eleições autárquicas, porque é uma democracia mais directa, conheço as pessoas. Votar mas legislativas seria tomar uma posição partidária que não posso tomar.
Tags: d. duarte, monarquia, política, bandeiras, crise

22 agosto 2009

OPÇÃO P.S. - CONSTRUÇÂO DO ESTADO SOCIAL

Umdos Um dos mitos contemporâneos diz que a globalização torna o Estado social insustentável, sobretudo nos países pequenos. A direita regozija e a esquerda protesta, mas ambas aceitam a sua inevitabilidade.O mito, porém, não sobrevive à análise: as economias mais integradas no comércio internacional são as dos pequenos países - os mesmos que construíram os Estados sociais mais generosos. Parte da explicação é esta: a vulnerabilidade do mercado interno a choques exógenos incentiva à coordenação entre Governo, capital e trabalho, e favorece a construção de compromissos de classe e de instituições que protegem contra os humores do mercado.A discussão é particularmente actual no momento em que o PS propõe ao país um duplo pacto: para o reforço da internacionalização da economia e para a expansão do Estado social. Os pactos complementam-se porque permitem aumentar a coerência entre os regimes de produção de bens transaccionáveis e de protecção das pessoas. Claro que é impossível copiar as instituições ou a trajectória dos países europeus pós-1945: em Portugal, a representação do capital e do trabalho é menos unificada; a taxa de sindicalização no privado é muito reduzida; grande parte dos empregadores e trabalhadores é pouco qualificada; o tecido económico tem bolsas de baixíssima produtividade. Sabemos, porém, que as instituições condicionam a acção dos parceiros, mas não a determinam. A escolha da estratégia é, por isso, decisiva.A estratégia do duplo pacto, aposta na definição dos ‘clusters' que merecem a aposta prioritária dos sistemas público e privado de inovação. Aposta em medidas de apoio à capacidade organizacional das firmas e à sua inserção em redes internacionais. Aposta na qualificação de pessoas ao nível do ensino superior e do secundário. Aposta em níveis elevados de contratação colectiva e moderada segurança laboral. Aposta em trabalhadores mais bem pagos; num país onde o salário mediano ronda os 700 euros e cerca de 500.000 ganham o salário mínimo, é preciso prosseguir o aumento deste, medindo o impacto no emprego. É possível, porém, aumentar o rendimento do trabalhador se o Estado fornecer um complemento ao salário; a medida, que existe em inúmeros países, consta do programa do PS.Os pactos não se complementam por acção da mão invisível do mercado, mas da mão visível do compromisso. O duplo pacto incentiva ao aprofundamento da coordenação cooperativa da economia, essa dinâmica negocial entre Governo, empresas e sindicatos, assente na concertação, na persuasão, e no incentivo - numa palavra, na política. Se alguns reduzem isto a "negociatas", é porque lhe têm horror.» [Diário de Notícias]Parecer:Por Hugo Mendes, Autor do http://www.simplex.blogs.sapo.pt/, um ‘blog' feito por apoiantes do Partido Socialista.Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»