26 dezembro 2011

OS MAIS POBRES FICARÃO COM MENOS DINHEIRO...

Passos Coelho e as futuras pensões

Passos Coelho parece que se consola a dar más notícias embora não seja grande novidade   dizer que os futuros pensionistas terão pensão com poder de compra cerca de 50% das actuais. (...) Invocar algumas pensões milionárias sempre serviu para atacar em especial a classe média. E alegar maior esperança de vida resulta de terem consagrado a expropriação do amealhado ao longo de toda a vida contributiva de um trabalhador. Recomendar agora que as pessoas vão poupando por sua conta é fazer troça dos desempregados, dos que viram vencimentos diminuídos e o que lhes resta sobrecarregado de impostos, de taxas "moderadoras", do aumento brutal da electricidade e transportes, da inflação. Diz que podem poupar através de aplicações no Estado, mas sabe bem que não as há, depois do que fizeram aos certificados de aforro, que, ainda por cima, são automaticamente resgatados ao fim de dez anos. O que pretendem agora é que as pessoas   ajudem bancos e seguradoras...  Não a sua velhice. Quem vai ganhando muito não se preocupa com pensão. 1 comentário

PRIMEIRO BALANÇO

As malas de cartão sairam da arrecadação depois
do apelo do primeiro ministro
incitando  os portugueses à emigração

 

Pronto, entrámos naquela semaninha em que se faz balanço das anteriores. Coisas que me estragaram o 2011: desde logo, Moody's, Fitch e Standard & Poor's. Que vão para o caixote do lixo da história, mais o abecedário manhoso delas. Dos triplos AAA de rating com que acenam e extorquem, ao lixo para onde mandam os países pobres diabos que não têm dinheiro para mandar cantar uma agência vesga. Não que àquelas três eu lhes aponte mentiras, não me interessa, mas porque lhes reconheço inutilidade. E são das piores inúteis, porque elas, não sendo nada, já nos convenceram que nos convencem. Outra triste coisa de 2011, não para erradicar em 2012, mas para diminuir a frequência: as cimeiras decisivas europeias. Aqueles encontros demasiado proclamados cada vez mais se parecem com os embates amorosos dos casais sem filhos e que os querem muito: a ansiedade de resultados passa a ser causa de infertilidade e lançam a suspeita de que o outro é o culpado. Cimeiras, pois, poucas mas eficazes. No plano interno, uma lição dada por 2011. Na primeira metade do ano, os que não estavam no poder precisaram de lá chegar para, na segunda metade, se convencerem de que, no essencial, a crise nos ultrapassava, era externa. Espero que os que perderam o poder em 2011 não precisem nem de metade de 2012 para se convencerem de que só lá iremos juntos. E, já agora, que a segunda metade de 2011 também já tenha convencido disso os do Governo.

ilustracao desenho publicidade gabriel moreno


7 - Atriz: Penelope Cruz
Filme: Não se Mova, 2004.
actrizes, beleza, caraterização, hollywwod
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8 - Atriz: Nicole Kidman
Filme: As Horas, 2002.
actrizes, beleza, caraterização, hollywwod
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9 - Atriz: Renée Zellweger


Leia mais: http://obviousmag.org/archives/2011/11/cinema_quando_a_beleza_e_para_nao_se_ver.html#ixzz1hdooD6Hr

UM NATAL TRISTE

Aindiferença
 
    ‘São estas as decisões deste Natal, de um Natal triste. Há uns imbecis nos blogues que acham que falar dos problemas concretos das pessoas que não são fils a papa, publicitários, gente de glamour, neoliteratos, assessores de várias eminências, yuppies sem mercados, consultores, advogados de sucesso, é neo-realismo. A única coisa que se lhes pode perdoar é não saberem o que a palavra significa, mas tudo o resto não e perdoável nem mesmo com muito "espírito de Natal". É particularmente irritante, e socialmente perigoso, que acrescentem à miséria uma lição moral do género "têm o que merecem porque viviam acima das suas posses", todos contentes com a purga moral do país pelo empobrecimento. O empobrecimento pode ser inevitável, mas deixem de lhe atribuir qualquer valor catártico e vender como nova propaganda que, no dia em que estivermos mesmo muito pobres, vai começar a nova aurora económica, a ascensão de uma economia de sucesso, livre do Estado, competitiva e dirigida por uma "nova geração" liberal e desempoeirada. Sim, sim, tretas. Sem mão-de-obra qualificada, com mercado interno deprimido ao limite, sem classe média, sem capacidade de poupar e com o país cheio de tretas. Sim, sim, tretas.’
    José Pacheco Pereira, Um Natal triste (no Público)

DA MIRABOLANTE IDEIA DO NOSSO PRIMEIRO

Manchete do Expresso

Mensagem de Natal do Secretário-Geral do PS, António José Seguro


 

Francamente, o sacristão da minha paróquia fala, pensa e discursa melhor do que o secretário-geral do PS. Esta jotalândia em que se transformou a política portuguesa é a pior colheita de políticos de que há memória, está para a política como a filoxera esteve para o Vinho do Porto.

25 dezembro 2011

OS INDIGNADOS E A OSTENTAÇÃO DA RIQUEZA

  
Tudo indica que o capitalismo está sem resposta para os desafios que lhe estão a surgir, um pouco por todo o lado. Os "indignados" dos oitenta países que se manifestaram no último fim- de-semana constituem um sinal, entre muitos outros, do mal-estar das populações. O empreendimento totalitário do "mercado" começa a fazer emergir novas formas de cidadania, com o pessoal mais novo a repegar nas bandeiras dos seus pais e a dar um outro sentido à resistência ideológica. Os turiferários do sistema podem esbracejar contra o movimento geral de protesto, alegando que o capitalismo tem sempre encontrado formas de se renovar, mas os seus argumentos não passam de autolimitações de recurso. A verdade é que os sinais são facilmente apreensíveis e negar ou contornar esta recomposta versão da luta de classes é tapar o sol com a peneira.
Sempre que nos mobilizamos estamos a decidir. E, lentamente embora, tudo induz a uma mudança considerável de mentalidades. Os mais jovens, sendo os porta-vozes do descontentamento generalizado, não se contentam com ser sujeitos passivos daquilo que lhes impõem. Os modernos mecanismos de informação e de relação uns com os outros representam uma etapa importante dos laços sociais, reatados, com outros métodos, após décadas de manipulação e de propaganda.
A verdadeira dimensão da acção dos "indignados" é, ainda, imprevisível e, acaso, não imaginável quanto aos resultados finais; no entanto, a própria distribuição assimétrica do protesto admite o renascimento de uma certa forma de convívio. Ora, o poder sempre combateu a convivialidade para discricionariamente governar, mesmo em democracia.
Algumas débeis adaptações que o capitalismo tem feito às exigências históricas nasceram das acções conjuntas dos "indignados" dessas épocas. O "equilíbrio pelo terror", da guerra-fria, permitia algumas cedências, e uma confortável estabilização das classes trabalhadoras. A implosão do "socialismo real" e a queda do Muro inverteram, ou subverteram, como se queira, o estado de coisas. Esta situação concebeu um desafio ético, que o capitalismo ignora e espezinha, como se está duramente a ver. A ausência de discussão e de debate, a ascensão de uma Direita integrista e intolerante criaram um vácuo insuportável, a que a Esquerda não soube ou não quis dar resposta, por inércia, incompetência e traição.
Os "indignados" emergem, inorganicamente, à margem dos partidos e das organizações sindicais, pela simples razão de que não se sentem representados nem defendidos. Este tipo de iniciativas, sem fórmulas nem linhas regulamentadas, pode fazer despertar os nossos adormecimentos e as nossas fatigadas indiferenças. E repor em causa as origens dos poderes que dominam os valores morais, e nos causam desgraça, infelicidade e medo.



 


   OS Indignados e a Ostentação da Riqueza
Na realidade, até agora, parece que ninguém sabe bem (ou finge não saber) qual é a solução. O comunismo colapsou e esteve impregnado de enormes injustiças e violações de direitos humanos; o socialismo deu realmente resultados onde vigorou ou onde ainda vigora, (Serviços Nacionais de Saúde, benefícios nos sistemas de ensino, os mais diversos subsídios de auxílio às situações de precariedade, etc.) mas, entre nós, foi um dos factores - entre outros bem mais graves que, estes sim, levaram o país à pré-falência. É que os encargos respectivos assumidos pelos sistemas socialistas, infelizmente revelaram-se actualmente insuportáveis pela nossa débil economia e pelas finanças por ela geradas. O socialismo introduziu de facto muito humanismo na sociedade e na governação, mas na realidade só será suportável se forem corrigidos muitos dos desperdícios e abusos praticados em muitas áreas da nossa sociedade por agentes que de humano pouco ou nada têm. E é isso que se terá de fazer se se quiser optar definitivamente pelo humanismo entre nós.
O que fazer então para isso? Vai ter de mudar muita coisa a nível nacional e mundial. Vai ter de se introduzir uma transformação profunda no sistema económico e financeiro (principalmente no financeiro) obrigando os Bancos, através de impostos a isso destinados, a repartirem uma parte dos seus lucros em benefício dos pobres e dos desempregados que o sistema criou. Se for preciso, modificando os paradigmas das Constituições nacionais. Modificando profundamente o modo de pensar, estritamente capitalista, que já vem dos tempos da Idade Média, quando surgiram as primeiras e ainda primitivas instituições agiotas bancárias. Estas instituições e este sistema bancário chegaram ao fim se não modificarem as suas práticas, e estão a dar cabo de todas as sociedades humanas. Que reflictam de outro modo é preciso !! Criar outras instituições financeiras bem mais humanas é preciso !! Abandonar e refutar os empedernidos e egoístas modos de pensar em vigor é preciso !! Os lucros que normalmente auferem teriam chegado para isso.
Eliminar ou transformar profundamente as Bolsas mundiais onde investem os especuladores financeiros é igualmente preciso !! Estes não contribuem em nada para a produção mundial e só introduzem factores de confusão na realidade económica e financeira mundial.
É também necessário aplicar pesados e severos impostos aos rendimentos de tantos que os auferem elevadíssimos, ostentando (é o verbo adequado) essa riqueza do modo mais anticristão possível. Esses que há séculos se estão a sorrir dos pobres (que não têm culpa de terem vindo ao mundo). E reservar o resultado desses impostos directamente à prestação de serviços sociais a eles destinados e a outras medidas que estimulem o desenvolvimento económico e a criação de empregos.
É realmente necessário mudar de alto a baixo o actual modo de pensar, e introduzir - e aceitar - novos conceitos até agora repudiados e até nem sequer imaginados
.

OBVIOUS

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Na inimitável croniqueta que escreve na página 3 do outrora luminoso Sol, o pequeno grande arquitecto descreve como escapou a uma carreira de larápio de futuro incerto.

Diz Saraiva que, nos anos 60 do século passado, os estudantes fugidos à guerra colonial se entretinham a roubar livros em Paris. Ele, à cautela, colocou o problema à consideração superior:
    "Uma noite, em conversa com o meu pai - que nessa altura também vivia exilado em Paris -, falei-lhe do assunto e ele respondeu:
      - Essa justificação é puramente oportunista ["roubar é revolucionário"]. Para todos os efeitos, trata-se de um roubo. E uma pessoa não deve roubar, não por causa dos outros, mas por respeito para consigo própria.
    Nunca esqueci esta lição. Se porventura estivesse tentado a ‘subtrair’ um livrito na Gibert ou na Joie de Lire, a tentação morreu ali."



Na inimitável croniqueta que escreve na página 3 do outrora luminoso Sol, o pequeno grande arquitecto descreve como escapou a uma carreira de larápio de futuro incerto.

Diz Saraiva que, nos anos 60 do século passado, os estudantes fugidos à guerra colonial se entretinham a roubar livros em Paris. Ele, à cautela, colocou o problema à consideração superior:
    "Uma noite, em conversa com o meu pai - que nessa altura também vivia exilado em Paris -, falei-lhe do assunto e ele respondeu:
      - Essa justificação é puramente oportunista ["roubar é revolucionário"]. Para todos os efeitos, trata-se de um roubo. E uma pessoa não deve roubar, não por causa dos outros, mas por respeito para consigo própria.
    Nunca esqueci esta lição. Se porventura estivesse tentado a ‘subtrair’ um livrito na Gibert ou na Joie de Lire, a tentação morreu ali."
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O caminho das esculturas de Ferris começa no papel e na alma. A partir de desenhos metricamente medidos em escalas e padrões, o artista cria peças com madeira reciclada que retratam o ser humano e a sua ligação com a natureza e o espírito, misturando crenças e pensamentos políticos e sociais.
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127 horas foi candidato a seis estatuetas, e não levou nenhuma. Mas só pelo diretor e suas fotografias impecáveis já vale a pena assistir ao filme. Ademais, é uma história que merece ser contada.
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O RELVAS A CUCAR DE GALHO EM GALHO



‘Miguel Relvas devia ter o seu próprio canal. Tipo Oprah Winfrey. Um canal em que pudesse dar asas à sua imaginação, em que ensaiasse os seus discursos ou reinventasse um certo Conversas em Família de outros tempos. É que Relvas, por estes dias, é um verdadeiro "sempre em pé". Ligamos a RTP1 às 08.45 e lá está Relvas a falar do serviço público de televisão. Liga-se a SIC Notícias às 13.15 e vê-se Relvas em mangas de camisa a falar sobre o conselho de ministros extraordinário. Se mudarmos de canal e pelas 18.20 sintonizarmos no cabo a TVI 24, lá veremos Relvas a falar da crise e da necessidade dos portugueses corresponderem "aos grandes desafios do futuro". Às 20.00, lá está o ministro Relvas na SIC a falar da venda da EDP aos chineses. Ainda não tentei, mas qualquer dia não resisto a picar a SIC Mulher às 22.30. Confesso que tremo de medo de o ver no Master Chef australiano, ou, uma hora mais tarde, ao lado do "Emplastro", no Porto Canal. Até se pode  questionar se o Governo tem sabido comunicar bem a sua mensagem mas se alguma coisa está a correr mal, não é seguramente por falta de mensagem... do Relvas... O homem esfalfanica-se todo... a cucar a suas mensagens de galho em galho!...



O RELVAS
• Nuno Azinheira, Palavras, palavras...:
    ‘Miguel Relvas devia ter o seu próprio canal. Tipo Oprah Winfrey. Um canal em que pudesse dar asas à sua imaginação, em que ensaiasse os seus discursos ou reinventasse um certo Conversas em Família de outros tempos. É que Relvas, por estes dias, é um verdadeiro "sempre em pé". Ligamos a RTP1 às 08.45 e lá está Relvas a falar do serviço público de televisão. Liga-se a SIC Notícias às 13.15 e  vê-se Relvas em mangas de camisa a falar sobre o conselho de ministros extraordinário. Se mudarmos de canal e pelas 18.20 sintonizarmos no cabo a TVI 24, lá veremos Relvas a falar da crise e da necessidade dos portugueses corresponderem "aos grandes desafios do futuro". Às 20.00, lá está o ministro Relvas na SIC a falar da venda da EDP aos chineses. Ainda não tentei, mas qualquer dia não resisto a picar a SIC Mulher às 22.30. Confesso que tremo de medo de o ver no MasterChef australiano, ou, uma hora mais tarde, ao lado do "Emplastro", no Porto Canal. Até se pode-se  questionar se o Governo tem sabido comunicar bem a sua mensagem mas se alguma coisa está a correr mal, não é seguramente por falta de mensagem... do Relvas...  O homem esfalfanica-se todo... a cucar a suas mensagens de galho em galho!...

JÁ VISTE O QUE O GOVERNO DEIXOU NO SAPATINHO?

EXCESSO DE RELVAS

O SORRISO SERRILHADO DE RELVA
, Palavras, palavras...O FALA-
BARATO                                                                    :
    ‘Miguel Relvas devia ter o seu próprio canal. Tipo Oprah Winfrey. Um canal em que pudesse dar asas à sua imaginação, em que ensaiasse os seus discursos ou reinventasse um certo Conversas em Família de outros tempos. É que Relvas é, por estes dias, um verdadeiro "sempre em pé". Liga-se a RTP1 às 08.45 e lá está Relvas a falar do serviço público de televisão. Liga-se a SIC Notícias às 13.15, vê-se Relvas em mangas de camisa a falar sobre o conselho de ministros extraordinário. Se se mudar de canal, e às 18.20 sintonizarmos no cabo a TVI 24, lá vemos Relvas a falar da crise e da necessidade dos portugueses corresponderem "aos grandes desafios do futuro". Às 20.00, lá está o ministro Relvas na SIC a falar da venda da EDP aos chineses. Ainda não tentei, mas qualquer dia não resisto a picar a SIC Mulher às 22.30. Confesso que tremo de medo de o ver no MasterChef australiano, ou, uma hora mais tarde, ao lado do "Emplastro", no Porto Canal. Até se pode questionar se o Governo tem sabido comunicar bem a sua mensagem. Mas se alguma coisa está a correr mal, não é seguramente por falta de mensagem’...  

24 dezembro 2011

OS EMPLASTROS

           OS DOIS EMPLASTROS MAIS MEDIÁTICOS    QUE DISPUTAM  O
ESPAÇO
 TELEVISIVO EM PORTUGAL.
O MAIS ANTIGO QUEIXA-SE DE ABUSO DE PODER POR PARTE DO RELVAS... POR
NÃO LHE DÁR ESPAÇO...

O BALTAZAR RAPINA


23 dezembro 2011

PARADOXOS do psd

Estudos gasparianos  sobre tortura






lenga-lenga de sabujo
O culto do absurdo

NÃO ESTAMOS IMPORTANDO PROFESSORES

 


Manchete do Expresso, hoje.
««»»
PIOR QUE A POBREZA MATERIAL
É
A POBREZA MENTAL
DAS NOSSAS ELITES
QUE NOS ENVERGONHAM

CUIDADO COM O GASPAR

Na elaboração do vosso presépio,

Não ponham o Gaspar...
Só o Belchior e o Baltazar, pois
...o Gaspar ainda vos surripia o Subsídio de Natal

22 dezembro 2011

VOU ALI, JÁ VENHO

Vou ali, já venho!...

Boas Festas para todos!

Terça-feira, Dezembro 20, 2011

Sonhos

Hoje, apetecia-me criticar com veemência o ministro Relvas que veio ontem, caraterizado pelo seu riso cínico e patético, querer limpar a face do Primeiro ministro na intervenção de "mandar" os professores emigrar, a rondar resquícios de pouco patriotismo, com cada qual a desenrascar-se, como se não houvesse Pátria.
Apetecia-me bater num tal Baeta, empregado da Antena1, filha ou pai da prostituída Radio Televisão Portuguesa ao poder, que conseguiu arranjar um professor(?) para dizer umas larachas da tagédia-comico emigração dos professores, qual filho de uma jota de subserviência, apoiante irónico da sociedade P.Coelho, P.Portas & Comp.ª, SA, como não podia deixar de ser.
Apetecia-me perguntar onde pára um tal senhor Silva, Presidente da República, que tão animado esteve em levar rapidamente ao poder o infantil governo de Portugal, quebrando um ano económico dificílimo pela crise, o que ainda dificultou mais a vida a todos(empresários e trabalhadores), metendo agora a cabeça na areia, para não querer ver ou sentir as angústias diárias dos portugueses, fazendo de faz de conta.
Apetecia-me ainda, afirmar perante tantos "baetas" de que Portugal enferma, apoiantes de uma corte de tachistas sem escrúpulos, porém sem rumo, que os "tugas" não se "marimbam", escusando-me educadamente a rimar com "baetas". Antes pelo contrário saberão dar a volta à situação irradiando esperança, para termos um País diferente, válido para todos. Facto tão certo, já entendido pelo governo, motivo pelo qual "ordenou" à rapaziada emigrar. Quanto menor for o número de residentes no "rectângulo" de tantos sonhos lusos, menos gente haverá para a contestação na rua, no ano que se avizinha.

Como os dias que correm são de alegria na família e de solidariedade entre as comunidades em que cada um habita, termino por aqui a sonhar, deixando Frank Sinatra nesta melodiosa canção de Natal "Have Yourself a Merry Little Christmas".



Post Scriptum: reparei agora que alguém veio por na ordem a "corte" de P.Coelho, P.Portas, & Comp.ª, SA : o comissário europeu dos assuntos sociais, sr. Laszlo Andor. Boa! Ganhou ao sr. Silva, Presidente da República!

Segunda-feira, Dezembro 19, 2011

Cor...


...as compras de Natal trazem cor aos lares!...todavia, o consumismo em excesso mata! O melhor local para adquirir este tipo de compras é sempre no comércio tradicional. Eu compro na minha cidade!...Cuidado, não comprar artigos alemães. Reparar bem nas meias, produto que faz parte muitas vezes do "cabaz das ofertas de Natal". Por vezes nos estabelecimentos são mostrados lotes da terra da D. Mérkel. Digamos, não obrigado! A melhor opção é adquirir produtos de origem portuguesa. Ok?...
(clicar na imagem)

 

Precious Bryant - Videos



Na soundtrack do filme Black Snake Moan, que tenho o post aqui no blog, fui apresentado a Precious Bryant uma cantora de Country Blues americana... Por mais que eu tenha procurado, não encontrei nada dela na internet além de vídeos. Vale a pena se deliciar escutando algumas de suas canções. Vou deixar alguns vídeos aqui para que não tenham trabalho de procurar por si. saihsaihais, vem coisa boa por ai, estou preprando um post especial que em breve vou postar. Até

FUJAM! EMIGREM!!

Fujam! Emigrem!



.
O postal de Natal deveria ficar aqui neste lugar até que a estrutura das filhoses indicasse que a Festa tinha acabado. Mas a falta de vergonha, reiterada em declarações sucessivas por este governo - quanto ao conselho aos portugueses para emigrarem -, e a vergonha que sinto por estar assim representado, obriga-me a interromper as Boas Festas. Foi primeiro um Secretário qualquer, depois o Primeiro-Ministro Passos, logo socorrido pelo amigo/estratega Relvas, e agora foi o euro deputado Rangel a sugerir “… a criação de uma Agência nacional para gerir esse processo”. Fica desta forma claro que não é falta de jeito para comunicar, é mesmo estratégia. É uma nova estratégia! Como é possível? Numa altura em que é preciso motivação, quem nos dirige abdica e diz que não vale a pena! Começa a parecer experimentação na área da psico-social, ou seja, sucedendo a um governo que apostava no optimismo mas esquecia o realismo político, a receita por oposição seja o pessimismo dos braços caídos e o alerta geral como forma de amedrontar, no fundo, a estratégia de um povo dócil para melhor aplicar as receitas. O que está a ser levado à prática é o figurino sempre apregoado pelas teorias conservadoras, que agora podem aplicar de mão beijada.
O cúmulo de tudo isto é podermos ouvir dos seus apoiantes, a justificação de que este governo está por contraposição apenas a ser “sincero”, e chegados a este argumento, constatarmos que é nessa atitude das massas imbecilizadas que se tem justificado sempre o triunfo e a perpetuação de tanta autocracia ao longo dos tempos. Não sabemos onde vai dar isto, sabemos apenas que não é a primeira vez que amadurecendo a acefalia desses apoios, alguém vai tirar o devido proveito

O BIFÃO E O ESPÍRITO NATALINO...

INTERESSANTE ESTE PRIMEIRO MINISTRO

OS TEMPOS DA MLA DE CARTÃO
Naquela sua mistura de ingenuidade e impreparação explosiva, Passos Coelho aconselhou os professores desempregados que querem continuar a ser professores a emigrar para os PALOP. Interessante este primeiro-ministro: não disse ter assinado um acordo diplomático, político ou empresarial - o que ele quisesse - para reforçar o ensino de português em Angola, no Brasil ou na China. Numa frase leviana e sem o contexto adequado, indicou a porta de saída do País a milhares de pessoas que, presumo, não lhe merecem muito mais esforço intelectual.É verdade que muitos destes professores não são na realidade professores - são licenciados em História, Jornalismo, Direito, Sociologia, Antropologia, etc., que, não tendo encontrado trabalho na sua área de especialização, a certa altura da vida acabaram por dar aulas para se sustentarem com alguma dignidade. O excesso de oferta desta mão-de-obra (qualificada mas indiferenciada) não é, por isso, de agora - é um problema antigo do País que todos os governos alimentaram -, e talvez tivesse feito sentido o primeiro-ministro explicar, com cuidado, como esta desadequação ao mercado de trabalho reflecte a encruzilhada económica portuguesa e como ele, Passos Coelho, se propõe mudar este terrível estado das coisas.Não foi isso, no entanto, que o primeiro-ministro fez. Como sempre acontece nestes casos, a asneira deu lugar a uma sucessão de disparates paratentar desculpar a inacreditável superficialidade da abordagem. Primeiro, o sempre galvanizante Paulo Rangel lembrou-se de criar uma Agência da Emigração, o que me abstenho sequer de comentar tendo em conta a natureza lunática do empreendimento. Depois, lá veio Miguel Relvas - o limpa-neves do Governo - elogiar o esforço dos quadros portugueses (é sempre oportuno falar ao coração) na reconstrução de Moçambique, como se fosse isso que estivesse em causa.Não é, evidentemente, o que está em causa; mas a intenção do ministro adjunto não era esclarecer ou iniciar um debate que até poderia ser útil - apenas baralhar os factos para enterrar o mais depressa possível a polémica. Voltemos, então, ao essencial. Portugal tem feito um enorme esforço de qualificação. Melhorou muito, mas ainda tem muitíssimo a fazer, e isso passa por reformas na educação, na organização do Estado e até na lei laboral. Não há soluções imediatas para um problema tão vasto; mas ao meu primeiro-ministro eu peço que me indique um caminho político e não que, em desespero, nos faça regressar aos tempos da mala de cartão.