20 fevereiro 2007

A Espécie de Apoiantes do Régulo da Madeira

Quem já imaginou que alguém pudesse afirmar, além do incrível Luís Delgado,* que a riqueza produzida na Madeira está a ajudar todos os portugueses a viverem melhor? Que a Madeira é, depois de Lisboa, a Região mais rica de de Portugal, logo contribui para o PIB nacional e que disso beneficiam os portugueses no seu conjunto. E remata que é necessário meter na cabeça dos continentais que o dinheiro que mandamos para a Madeira é bem empregado (por exemplo cinco milhões €/ano ano para o Jornal da propaganda oficial e os muitos milhões para manter 2 (duas) equipas de futebol no primeira divisão!)
Sim senhor! A subida dos níveis de riqueza da RA-Madeira fez baixar os montantes recebidos de Bruxelas e como o sr Jardim quer continuar a receber as mesmas verbas exige que sejam as regiões pobres do continente a contribuir para que aquele senhor pouco apresentável e extremamente malcriado, continue no seu desbragado regabofe. E tem por cá os seus angariadores de fundos, que começam em Marques Mendes e acabam no inefável Luís Delgado (que tem poiso em muitos galhos da frondosa árvore da comunicação social continental e onde pia com frequência, certamente porque há alguem, de ouvido duro, que aprecia os seus méritos canoros...).
Jamais ouvi da boca de um propagandista político dizer tais enormidades e com tanta desfaçatez. E fê-lo na SIC-Notícias, sem corar nem pestanejar... galho onde o contraditório, normalmente e em circunstâncias semelhantes, não existe.
Parece que o sr Delgado será um dos poucos portugueses com testículos à moda de Jardim, capaz até de grandes cambalhotas aritméticas para "meter na cabeça dos portugueses" que devem apoiar medidas que prejudicam os pobres contribuintes "cubanos", tal como desprimorosamente nos trata o Régulo Madeirense.
Porque não exportar o Delgado para a Madeira a fim de ajudar Jardim a equilibrar as contas? O homem vale ouro!
Apetece-me aqui invocar um madeirense muito popular na lha Terceira que, quando questionado acerca das posses para os encargos que assumia, respondia de pronto: "alguem há-de pagar!..." Expressão que parece ter servido de guia para a acção do senhor da Madeira, com alguns delgados e delgadinhos, cubanos de tanga, a servirem de avalistas. Porque não sugerem que a RAM use as suas prerrogativas estatutárias para lançar impostos ou, pelo menos, para subir a percentagem da cobrança do IVA para os níveis que são praticados no "contenente"? Ou então porque não aproveitar as inúteis eleições antecipadas, transformando-as num plesbicito sobre a independência do pequeno reino do grande Régulo, iniciando assim a via correcta para se livrar dos "colonialistas" que sustentam as suas megalomanias?
Cá em casa, se nos dessem oportunidade de opinar sobre a matéria, até o gato votava SIM!
*"Jornalista que não sei se pertence
aos quadros do POVO LIVRE mas se
apresenta como "analista político"
Dizem que não é mau rapaz.

19 fevereiro 2007

Por Favor - Descolonizem a Madeira

"Ouvir o inefável e mui
carnavalesco
ALBERTO JOÃO
senti-me hoje um miserável colonialista
Confesso o crime
SOU COLONIALISTA
Quero ser castigado
Aliviai-me
por favor
deste fardo..."
(de Admar Santos - abnoxio.blogs.sapo.pt)
AMEN
AMEN
AMEN
AMEN
AMEN


18 fevereiro 2007

LISBOA - A Desgraçadinha do Gamanço

A LISBOA que alcançou algum brilho com a coligação "AMAR LISBOA", perdeu o seu encanto quando depôs seu coração nas mãos do autarca ambulante, o vendedor de ilusões Pedro Santana Lopes e entrou numa espécie de coma profundo com a segunda escorregadela amorosa, agora com o inenarrável Carmona, ao que todos dizem sem graça nem jeito e nada dotado para satisfazer as necessidades de uma Lisboa Namoradeira, sequiosa de amor, amparo e carinho.
Desiludida com seus amores frustrados, desolada com a acção dos muito atentos "paus de cabeleira" (entenda-se Marques Mendes e seus veneradores) e, para piorar a situação, extorquida pelos gigolos que sempre aparecem no caminho das desgraçadas que se entregam à má vida, anseia agora refazer a vidinha e procura um aconchego seguro que a ajude a recuperar os encantos e a beleza que a tornaram famosa e cantada por poetas e fadistas...
Andam por aí uns pretendentes, rufias e quezilentos, já a arrastar a asa à desgraçadinha, o que nos faz temer que a coitada é capaz de caír em mais uma esparrela que a deixará irrecuperável. Que Deus a ajude e lhe dê melhor sorte. É uma dor de alma vê-la como anda, rotinha e tão mal amanhada...

16 fevereiro 2007

Manuel Alegre - O Sumo Sacerdote

Talvez passe despercebido a muito boa gente mas está a surgir na vida política nacional algo de surpreendente, que ousaria chamar de "O Sisma Manuel Alegre". Toda a acção do Político/Poeta é notoriamente anti partidos, visando em última análise o PS. O próprio e seus fieis seguidores podem criar tertúlias, retiros espirituais de reflexão, movimentos e sub-movimentos de cidadania, mas uma coisa não podem escamotear: o que norteia o celebrado poeta não será o generoso espírito do cidadão impoluto, movido por apelos místicos de cidadania, não acessíveis ao simples mortal... São coisas bem mais terrenas e comezinhas!
Com efeito, é evidente que toda a actual acção política de M.A. comporta uma reacção a derrotas democráticas sofridas no interior do "seu" partido, desaires que uma grande soberba, desmedida vaidade e auto convencimento, não lhe permitiram suportar com a exigida humildade democrática. Outros derrotados,excluidos de listas e variados desempregados, tornaram-se verdadeiros apóstolos da causa. E Manuel Alegre parece sentir-se bem no papel de Sumo Sacerdote da seita que se quer substituir aos partidos, amalgamando aderentes de quadrantes vários que, mais cedo ou mais tarde, poderá ser uma espécie de União Nacional refundada (sem partidos, logo...sem partidocracia!)
Não há democracia sem partidos e os verdadeiros democratas lutam dentro deles para os tornarem melhores, sobretudo aqueles que têm responsabilidades históricas. Pelo contrário, o que Manuel Alegre e a sua seita está a fazer é tentar desmantelar, reduzir, tornar irrelevante o partido político que o acolheu. Não descortinamos outros objectivos do mal humorado senhor.

14 fevereiro 2007

"O PROFESSOR MARCELO"

O professor Marcelo parece representar bem o típico português popularmente reconhecido como superletrado e superdotado, conhecedor de todas as ciências, incluindo as ocultas, mas que, na prática, não revelam reais aptidões para deixar marcas de assinaláveis feitos. Para o nosso estimável prestidigitador das noites dominicais da RTP devemos desde já lançar a seu crédito a façanha de ter criado o referendo sobre o aborto que, reconheçamos, é obra de iluminado! (Não venha agora o seu comparsa Guterres, a destempo, usurpar o feito...). Mas sobre o professor Marcelo que, como também é óbvio e intuitivo, nada tem a ver com o cidadão Marcelo Rebelo de Sousa, não resisto a transcrever parte de um texto da excelente jornalista Helena Matos (in Pingue-Pongue, no Público de ontem), com a devida vénia:
"(...) Depois de termos sobrevivido à desilusão de percebermos que a saudade não é um exclusivo nacional, que não existem linces na Malcata e que já nem somos os únicos a cozinhar bacalhau, consola-nos descobrir que temos um novo ícone da singularidade lusa: o professor Marcelo. Como bem se percebe, o professor Marcelo nada tem a ver com o cidadão Marcelo Rebelo de Sousa. O professor Marcelo não é uma pessoa. É um posto. Os romanos, povo de sentido indiscutivelmente prático - quem senão eles poderia chamar Primeiro, Segundo ou Terceiro aos filhos? -, acharam por bem criar um cargo que, à falta de mais pacífica designação, adquiriu o nome de quem o ocupava. Falo obviamente dos césares. Portugal não é o Império Romano, logo não falamos de césares e pretorianos mas sim do que disse o professor Marcelo, essa espécie de holograma que ora nos narra tudo o que fez nos últimos sete dias - e esse tudo implica pelo menos um concerto na Baviera e uma palestra em terras de Basto, uma aula sobre Direito em Luanda, três pareceres, duas apresentações de livros e um jogo de futebol - ora nos enreda nas voltas e contravoltas do seu raciocínio tão narcísico quanto hiperactivo. Nas palavras do professor Marcelo os crimes não têm pena e o "não" passa a "sim". Mas nada disto importa porque o professor Marcelo usa as palavras como os outros deitam cartas. Mais do que o explicador de Portugal ao povo e às crianças, ele é o grande ilusionista da nação.
O professor Marcelo, que, repito, não tem a ver com o cidadão Marcelo Rebelo de Sousa, foi ministro dos Assuntos Parlamentares e Presidente da Assembleia Municipal de Celorico de Basto. À parte isso também foi líder do PSD e candidato à presidência da CML. Sendo a soma de tudo isto alguma coisa, teremos de reconhecer que currículos destes não são raros, mesmo em Portugal. Raro, raríssimo até, é um homem que, como Marcelo Rebelo de Sousa, falhou em quase tudo no plano executivo, conseguir ocupar tão elevado posto: o de professor Marcelo."
Importa porém referir uma evidência: o professor Marcelo não pretenderá ser mais que o professor Marcelo. Quando muito o Super Professor Marcelo. A nossa grande indigência reside,em boa medida, no culto acéfalo das personalidades mediáticas. E o professor Marcelo, na desmesurada mediatização dos seus solilóquios, contribui para uma maior indigência do pensamento político neste país. E a RTP com estes farsantes solilóquios presta um mau serviço ao país. É serviço público do avesso, cujo objectivo é no mínimo obscuro, ressalvando o interesse lúdico e o bem patente prazer do professor Marcelo, sempre disposto a fazer as suas prédicas em directo nem que seja a partir da Patagónia (com ou sem a submissa partnaire). Quanto custarão aos contribuintes os prazeres e outros eventuais interesses do cavalheiro, incluindo os de carácter político-partidário? (O professor Marcelo parece que "flutua" acima de tudo e de todos, mas essa é a sua verdadeira faceta de ilusionista...)

12 fevereiro 2007

A Madeira tem um problema: "O JARDINISMO"

Com a devida vénia e porque considero a CRÓNICA de Nuno Brederode dos Santos, publicada no DN, uma peça de referência sobre a questão "Jardim/Lei das Finanças Regionais", passo a transcrevê-la na íntegra para enriquecimento dos arquivos do meu neófito blog:
"A PROMULGAÇÃO"
O Presidente da República promulgou a Lei das Finanças Regionais. E fê-lo "dissipadas que foram as dúvidas de constitucionalidade" e "após cuidada ponderação dos diversos interesses em presença."
Para uma resposta de circunstância e orgulho ferido foram convocados novos heterónimos de Alberto João Jardim: no caso, além da Fama(que, a tê-la, é má), os deputados Miguel Mendonça (também Presidente da Assembleia Legislativa) e Gabriel Drumond. Pudemos assim ver a elite do jardinismo comparar Cavaco a Pôncio Pilatos e acusá-lo de "receio" perante o Governo (que é "mentiroso e caloteiro") e de "deslealdade" para com os madeirenses (que "o elegeram"). Entre muitas mais acusações, só não houve uma palavra para retomar as insinuações independentistas e as ameaças de demissão de Jardim para provocar eleições.
Filmado pela televisão no Funchal, um transeunte de bom traje e melhores falas justifica a decisão de Cavaco, sublinhando que ele é insuspeito porque até "é do mesmo partido" e conclui, desdramatizando, que a verba da discórdia nem é assim tão grande: bastaria o Governo Regional deixar de subsidiar o "seu" jornal e os clubes da Madeira. Vi nisto auspícios para os três grandes problemas que nos estão colocados.
O problema de Jardim foi a surpresa de finalmente encontrar no Governo central uma atitude de firmeza: nunca lhe respondeu por palavras (Sócrates fê-lo na Madeira, mas enquanto secretário-geral do PS), mas não cedeu no exercício das suas competências. Mas foi tabém aquilo que aqui escrevi em 26 de Março do ano passado:"Talvez um dia Jardim perceba que a eleição de um Presidente oriundo do PSD (no caso, aquele a quem bondosamente tratou por "Sr Silva") pode não ser um episódio feliz da sua vida...
O problema da Madeira é a renovação aprazo de uma equipa dirigente formada no caciquismo, na impunidade, na demagogia, na irresponsabilidade, na retórica independentista, no desbragamento verbal e na total ausência de solidariedade, institucional e nacional. E mesmo que hipotéticamente na oposição, este problema não se resolve, sem delongas e custos escusados, enquanto o PSD o encobrir e não se empenhar também na solução. (o sublinhado é meu).
Finalmente o problema de Portugal: o que esperam os ansiosos da regionalização (administrativa) enquanto a imagem que dela tem o eleitorado possa aparecer marcada pela Madeira de Alberto João Jardim?

10 fevereiro 2007

Uma Direita Incapaz

"Em Portugal a direita é incapaz de resolver qualquer assunto que requeira um pouco de nervo. Não democratizaram, não descolonizaram, nem sequer conseguiram equilibrar as finanças em regime democrático. Fora o business as usual agarram-se às abas da esquerda quando é preciso mais que intendência" (Judiciosas palavras de Medeiros Ferreira ).
Porque há muita gente que é de direita porque sim, e imensa por mero snobismo, seria importante que reflectissem (se lhes é possível usar esse atributo da razão) e julgassem com alguma sabedoria os seus representantes políticos nos momentos em que, democráticamente, é possível fazê-lo. Portugal e o futuro dos portugueses seria mais promissor.

05 fevereiro 2007

Luta de Classes dos Apoiantes do "NÃO"?

A bela artista BEATRIZ BATARDA, numa conferência organizada em Lisboa a favor do "SIM" terá dito : "Há uma classe que quer desfrutar dos privilégios da liberdade sexual tendo ela acesso a clínicas e viagens ao exterior, onde pode resolver as coisas de forma discreta, e é essa mesma classe que quer impôr à outra classe (presumo ser a classe baixa) um determinado comportamento".
Bem, olhando com atenção para os defensores do SIM e do NÃO que aparecem nas televisões, quem duvida que se trata de uma verdadeira luta de classes? Mas a Igreja tambem entra no NÃO com toda a sua artilharia pesada, ao lado dos privilegiados... e até seria pecaminoso imaginar os representantes de Deus na terra a entrarem nessa luta contra os mais fracos... Mas, (justificam os mais ingénuos, repetindo as santas palavras do diligente pároco, responsável de, pelo menos, dez paróquias - são cada vez menos): os desígnios de Deus são misteriosos... Não há mistério por aí além. A Igreja está sempre do lado dessa gente, mesmo contrariando os desígnios de Deus... As tiazinhas das Beiras e Trás-os-Montes, trajando como há trezentos anos, a declararem que "deitam" no Não, são a excepção possível para exibir nas televisões.

Mário Mesquita deixa o PÚBLICO

MÁRIO MESQUITA anunciou ontem na sua habitual crónica dominical,"Palcos da Discórdia", que vai deixar de escrever no Jornal PÚBLICO!! Uma perda irreparável para o Jornal em questão e seus leitores habituais, que assim deixam de contar com a douta palavra de um dos jornalistas mais cultos e sérios que escrevem na imprensa portuguesa. As razões:
- "O director deste jornal, José Manuel Fernandes, manifestou-me esta semana as suas dúvidas acêrca da compatibilidade entre as funções de membro do Conselho Executivo da Fundação Luso-Americana, que vou assumir em breve, e a condição de colunista do Público. Do meu ponto de vista, não me parece haver qulquer incompatibilidade no plano ético ou jurídico (...) Com a verticalidade que se lhe conhece, o Professor Universitário MÁRIO MESQUITA, o combatente da imprensa livre em Portugal, decidiu desde logo abandonar o PÚBLICO e (acrescento eu) deixar o neo-conservador de pacotilha, pró-americano faccioso, a falar com as paredes...
De qualquer modo é uma notícia que confrange, particularmente por uma pessoa menor ousar pôr em causa a dignidade de alguem com o passado de luta pela credibilização da comunicação social, designadamente como director do Diário de Notícias , onde marcou, de forma indelével, a feição pluralista da imprensa no regime democrático ainda titubeante. Quem viveu esses tempos não esquece e tem parâmetros para enquadrar bem estas situações. Mário Mesquita parece ser uma pessoa serena e bem disposta, como ficou evidente nas palavras de despedida...Esperamos muitos encontros em tribunas mais dignas da sua grandeza humana e profissional. Para o PÚBLICO de Domingo foi um tiro no "porta-aviões". Por lá ficarão criadores de "Tintins" que não conseguem alcançar o talento do "Milu" e... o que mais se verá. Se houver pachorra para verificar, atendendo a que estas manhãs frias de Inverno não convidam ao sacrifício do encontro com o disparate quase certo.

03 fevereiro 2007

UM HOMEM QUE NÃO NASCEU PARA A POLÍTICA

FRANCAMENTE!
Quando um político não fala verdade
aqui del-rei
que ele é mentiroso
Manuel Pinho
aquele desajeitado que se conhece
disse na China
QUE OS SALÁRIOS EM PORTUGAL SÃO MUITO BAIXINHOS
Disse a verdade!
Caíram-lhe em cima os defensores do políticamente
correcto
e desancaram o homem que até meteu dó
Oh Manel
Vai-te embora e entrega o lugar aos mentirosos
NÃO TENS GEITO PARA
ESTAS ANDANÇAS
A não ser que faças um tirocínio com o especialista
MARQUES MENDES
que mente com quantos dentes tem
e fica sempre impávido
e sereno
Sabes que o Marques Mendes aprovou
tranquilamente
a pergunta a submeter a referendo
sobre o aborto
e anda agora a percorrer o País a dizer da mesma pergunta
o que Maomé nunca disse do toucinho?
Se queres fazer carreira estuda
a sua cartilha
Ele domina a arte de dizer uma coisa e o seu contrário
sem que os profissionais da crítica
se apercebam disso
Tambem o homem é tão pequenino que passa despercebido
Não é?
Mas neste País para se ter sucesso é condição essencial
não ter grande apego à verdade
Os portugueses adoram uma bôa mentirola
Mas.. detestam quem não sabe mentir decentemente
nem consegue contar uma anedota em que os espanhóis não saiam a perder..
É ASSIM ENTRE NÓS
Quem não estiver bem faça o favor de se mudar


28 janeiro 2007

A BRIGADA DO REUMÁTICO

MANUEL ALEGRE e o seu esquadrão de gente madurinha que, na falta de ocupação mais útil e produtiva, se reune em jantaradas para degustarem bôas vitualhas (ALEGRE, quando orava para as TV's ainda salivava abundantemente...) e tambem para manter algum viço e alimentar o enorme ego do poeta-caçador.
E lá vem o orador das jantaradas, com a inevitável ROSETA cirandando à volta dos comensais (certamente a inteirar-se sobre a satisfação da clientela), fazer as inevitáveis críticas às politicas governamentais e à Presidência da República (qual Governo Sombra, qual Presidência Sombra) , fora do areópago onde, em primeiro lugar, deveria cumprir o seu dever porque é para isso que lhe pagam chorudos rendimentos.
Mas não o faz! Ali, quedo e mudo, remete-se para as filas trazeiras onde se sentam os "cínicos "e "vencidos da vida". Em horas de outros ócios organiza os encontros da sua brigada do reumático e com o seu característico vozeirão (que dizem impressionar muito o sector feminino) realiza-se a debitar "bitaites" sem outras consequências que não seja produzir o ruído que lhe parece necessário para fazer prova de vida. Na segunda fase da "operação", chama as TV's novamente e, em ambiente caseiro bem encenado, requinta mais os "bitaites" e bota então palavra como o tal político sombra de todos os poderes, com laivos de pretenciosismo que raia o ridículo (Santana Lopes, apesar de expressiva votação para as legislativas, é mais discreto. Não é a mesma coisa? Uma derrota é uma derrota!) Comporte-se discretamente como um bom republicano ou... um monárquico anti-pedante. E prive-nos do vulgar espectáculo dos repastos da sua brigada.

25 janeiro 2007

SIM, PORQUE SIM

FORTES RAZÕES PARA VOTAR "SIM" :

* A ARGUMENTAÇÃO CAPCIOSA DO PREGADOR MARCELO
*A demagogia
do Bispo de Viseu
*A ZITA SEABRA A APELAR AO "NÃO
*O argumento de MARQUES MENDES que sugere
votar "NÃO" porque não há votos "NIM"
*PORQUE o Sousa Lara diz que é católico, apostólico romano e por isso... vota "NÃO"
*PORQUE A MEGERA RTP FAZ CAMPANHA
DESPUDORADA PELO "NÃO"
*Porque há imensa gente que não participa nos actos de procriação (padres,Freiras,
Paulo Portas etc) e se encarniça contra os
adeptos do "SIM" porventura motivada
por mero
e simples
instinto de conservação da espécie (por defeito)
algo aproximado do comportamento dos ratos das Galápagos
(infelizmente sem se afogarem)
*PORQUE TODA ESSA GENTE É IMPIEDOSA
E INSENSATA
*Porque ninguém tem o direito de decidir o que outras devem
fazer por si próprias
quase sempre em situações dramáticas e muito dolorosas

22 janeiro 2007

O Cronista-Picareta

De "O Jumento":

- "Começo a ficar enjoado dos artigos de António Barreto. A única vez que o vi a elogiar alguma coisa foi a pessoa do dr Macedo (o do Millenium/DGI) e nesse caso sem quaisquer dados para além dos que o dr Macedo mandou para a comunicação social" .
.
Por minha conta acrescento que o dr Barreto, depois das suas variadas travessias partidárias, terá chegado, quem sabe, a porto seguro no seio da família católica. Daí as suas preferências e a necessidade de exorcisar fantasmas através de exacerbadas epístolas de mal-dizer, particularmente das velhas companhias. Não há realmente pachorra para aturar alguem que, parecendo não estar de bem com o mundo, se transformou num autêntico cronista-picareta .

21 janeiro 2007

A Propósito de "Um Aborto"

"Se o sim vencer, o aborto vai tornar-se uma coisa normal, é como ter um telemóvel". Eis a douta tirada do Prof. JOÂO CÉSAR DAS NEVES.
O citado cidadão não me merece grande respeito intelectual, razão por que não me senti motivado para, mais uma vez, comentar os desconchavos do emplumado servo de Deus. Porém, pela sua pertinência e acutilância, quero aqui registar, com a devida vénia, a apreciação de JOÃO VASCONCELOS COSTA, feita no seu magnífico "bloco de notas", sobre a tirada em apreço:
-"Pouco adianta tambem eu reproduzir esta alarvidade, mas, escrevendo tanto sobre a educação superior, tenho de ver o caso tambem por este prisma. JCN é professor universitário, co-responsável pela formação da mente de muitos jovens. Mas quem diz coisas dessas (não são os valores pessoais que estou a discutir) não pode ser professor. Ou as diz convictamente e então não tem condições intelectuais, ou as diz por oportunismo e então não tem condições éticas. Ambas as coisas são essencialmente definidoras da missão de ser professor."
Pois...
-

18 janeiro 2007

O PSD dos "Luises Marques"

Consta que SANTANA LOPES, com apoios em sectores do PSD não alinhados com a actual liderança, estará a fazer ensaios para o regresso às lides. O "Público" referiu que o ex-PM estaria a apostar na liderança da bancada parlamentar, mas seria estultícia pensar que o homem abdicasse das precedências atinentes à condição de ex-Primeiro Ministro... E aquele ego?!
De qualquer modo a notícia, já muito glosada, não saiu do nada... Esse Jornal costuma ser sério, apesar dos pesares. Mas que, por via disso, abunda por aí muita gente arrepiada com a ideia do regresso do MENINO GUERREIRO, é um facto. O PSD dos "Luises Marques" parece ter braço curto para abarcar tanta e tão incontida ambição. Santana até poderá servir apenas de fogo de barragem para o lançamento de outros protagonistas. E se acontecer o que por aí se segreda, o homem está condenado a servir de moleta ao português mais conhecido no mundo depois de D.joão II (na opinião do próprio Santana).

16 janeiro 2007

A Desfaçatez dos Vira-Casacas

A ex-anticapitalista, ex-antiamericana militante, ex-comunista ferrenha, ex-marxista, ex-leninista, ex-estalinista, ex-activista pro-aborto, a quem, com ou sem baptismo, chamaram ZITA SEABRA, declarou em entrevista à Única que está à direita de Marques Mendes e que idolatra os Estados Unidos da América!! (E, acrescento eu, terá tambem renegado o Belzebu para poder entrar "no reino dos céus").
O inglês classificava os portugueses de porcos, feios e maus. Se essa apreciação foi feita no século dezanove, ao constatarem-se casos como este parece que isto permanece uma cloaca onde continuam a chafurdar esses medonhos entes...Não tenho mais palavras. Irra! Que estranha tolerância para essa gente se bandear com a maior desfaçatez e ter assento privilegiado no seio da nossa burguesia pedante e, ao fim e ao cabo, ideológicamente, pouco apresentável.

15 janeiro 2007

As Omissões do Prègador da RTP

Não aprecio as prédicas de Marcelo Rebelo de Sousa nem o seu ar de sabichão que está sempre a dizer a palavra difinitiva sobre qualquer coisa ou qualquer assunto. É realmente o único, o vero ente que jamais teve dúvidas e nunca se engana... Um prodígio! Por isso evito participar...
Assisti ao último "monólogo" do Doutor (a partenaire , pessoa estimável, está ali apenas a diminuir-se) com a curiosidade de ouvir a sua douta opinião sobre o acordão do Tribunal Constitucional relativo à Lei das Finanças Regionais e a inqualificável reacção do caudilho da Madeira. Em vão! O Doutor não terá dado o tema à partenaire e a esta nem lhe passaria pela cabeça fugir ao alinhamento da prédica. O Professor, o respaldo jurico-constitucional de Alberto João, passou ao lado, esquivou-se, fugiu! O homem é tambem um verdadeiro artista.

12 janeiro 2007

O Que Unirá PCP-Bloco de Esquerda e Jardim?

É curiosa a aliança que se estabeleceu entre o PCP (os verdadeiros "cubanos"), o impagável Bloco de Esquerda e João Jardim a propósito da lei das finanças regionais Curiosa mas não muito estranha, visto que, para além de procurarem cavalgar descontentamentos no eleitorado do PS madeirense, há tambem na "operação" interesses financeiros no conluio de extremos que se tocam... O velho pilim.
Com efeito a R.A. da Madeira é muito generosa a financiar os partidos políticos com representação parlamentar, visto que, por cada deputado, a subvenção é de OITENTA MIL EUROS/ano. E se for independente sobe para NOVENTA MIL (um incentivo à dissidência?). Assim o PCP encaixa 160 000/ano (será mais que a festa do Avante?) e o Bloco fica-se com 80 000, mas está a investir em força no apetitoso mercado político madeirense. Poderão sair frustradas estas perspectivas se... o regabofe madeirense for contido. Daí o nervosismo...
A propósito e para comparação, diga-se que na Região Autónoma dos Açores, com condições muito penosas para a actividade política, que se desmultiplica por nove ilhas, os partidos recebem CERCA DE METADE da subvenção que é atribuida na "abastada" Região Autónoma da Madeira. E não consta que se queixem. Outra gente...que até agora souberam ver-se livres de PC's e BE's.

07 janeiro 2007

Ana Gomes e os OVNIS

ANA GOMES, a diplomata de carreira, conforme foi tratada pelo Diário Insular de Angra do Heroísmo, deslocou-se à Ilha Terceira e terá andado a investigar nas ruas da Praia da Vítória e adjacências sobre a passagem de vôos da CIA na Base Militar das Lajes. E no seu afã, excesso de zelo ou qualquer outro estado de alma que a anima, indagou de transeuntes ocasionais sobre o que se terá passado no interior de uma unidade militar de alta segurança. E parece que encontrou abencerragens que observaram (?!) "pessoas agrilhoadas" em trânsito pela dita Base Aérea e outras coisas esquisitas... E criou factos políticos que estão a fazer carreira!
Sempre houve por lá gente bem humorada e com bastante imaginação para dizer à diplomata o que ela queria ouvir. Se o popular "Nix" fosse vivo, Ana Gomes teria batido à porta certa e não viria com as mãos a abanar... Mas o simpático engraxador já não está entre nós. Terá a diplomata encontrado o célebre homem que via discos voadores a sobrevoar as instalações americanas?
Mas a diplomata (?!) foi mais longe nas suas divagações (Jornal A União) ao referir que os americanos poderiam tambem utilizar aquela estrutura para a criminalidade vulgar, como o tráfico de crianças ou droga... Medeiros Ferreira considera a acção da senhora um absurdo. Não andarei eu longe da verdade se disser que Ana Gomes é ela própria um absurdo à solta.

FILIPE III - O PIOR PORTUGUÊS DE SEMPRE

Há quem considere FILIPE III o pior português de todos os tempos... Se era português ou castelhano parece ter sido a sua grande dúvida , daí poder concluir-se que começou com ele a característica bem portuguesa da indecisão (do nim) ... Podemos considerar ser culpa desse monarca a situação em que nos encontramos actualmente. Tivesse ele feito a sua obrigação de manter o reino unido, Espanha não estaria como agora está; certamente estaria muito pior, pois bôa parte do seu desenvolvimento económico seria parasitado pelos subsídios necessários para manter a preguiça da província autónoma de Portugal. Seria um bem bom...
Realmente, após 60 anos de integração deixar-se derrotar por meia dúzia de conjurados, não lembraria ao roncinante quanto mais ao D.Quixote. A verdade é que nos deixou assim... e morreu de desgosto quando se viu despojado do seu predilecto reino de Portugal. Eu considerá-lo-ia o pior português de sempre.