10 março 2009

NÃO É UM GRUPO DE CEGUINHOS! É O NOVO PSD

O NOVO VISUAL DO PSD
O MODELO DO SECESSO
Marca
Francois-Pinton-sunglasses

MOURINHO DOUTORADO HONORIS CAUSA


A proposta para a atribuição do grau de Doutor Honoris Causa ao actual treinador do Inter de Milão partiu do Conselho Directivo da Faculdade de Motricidade Humana (FMH), antigo ISEF, onde José Mourinho se licenciou em Educação Física em 1987.
A proposta foi aprovada por unanimidade no Senado da Universidade há cerca de um mês e meio e a cerimónia está marcada para o próximo dia 23.
"Com alegria e orgulho", foi assim que Mourinho recebeu a notícia do reconhecimento que a escola lhe vai prestar, diz José Alves Diniz, presidente do Conselho Directivo da FMH. "A faculdade já o tinha homenageado directamente em 2005, como costuma fazer aos técnicos aqui formados que, de uma forma ou de outra, se distinguem no mundo do desporto. Nessa altura, tinha ele acabado de saber que lhe tinha sido atribuído o prémio de melhor treinador de futebol do mundo e disse-nos que o reconhecimento que a faculdade lhe estava então a fazer, valia mais para ele do que o título mundial", continua José Alves Diniz.
O grau de Doutor Honoris Causa será atribuído a Mourinho como "prova de reconhecimento enquanto profissional de excelência", mas também como contrapartida à sua dedicação à Escola
Expresso

O "CRIMINOSO" E O MÓBIL DO CRIME

Gustave Coubert e a sua obra
A BELA OBRA
A ORIGEM DO MUNDO
Um retrato do Senhor Gustave Courbet, artista antissocial mal visto junto das melhores famílias bracarenses, de suas excelências reverendíssimas e de tudo que mexe na cidade de Braga (esperamos não exagerar) pintado pelo próprio, bem como a sua mui celebrada obra e execrada por aquela púdica sociedade minhota. Será que no auto retrato do artista se poderão divisar traços de um carácter devasso e uma alma despida de princípios e valores morais? Entendemos que não!
O verdadeiro artista é inspirado pelo belo, pela estética e o substrato que o objecto contém. E o objecto da atenção do artista deveria ser mesmo apelativo ao seu estro.

O DESVENTURADO PREGOEIRO DAS DESGRAÇAS


Quando aparece na TV essa figura, algo patética, que Mário Soares, em hora aziaga, teve como Ministro das Finanças, nos primórdios de Abril/74 e que dá pelo nome de Medina Carreira, o qual nessas funções terá feito burricada feia, dando início ao descalabro que ainda não conseguiram consertar, fico sempre tentado a não ouvir o cavalheiro a bolsar as suas habituais cassetes, enquanto mama na língua e olha a objectiva com ar desalmado. Mas fico sempre na esperança de ver se o senhor já terá tomado algum remédiozinho para o mau humor galopante que o santo Guterres, ao não lhe arranjar colocação quando foi P.M. (depois de Cavaco Silva), instalou nos neurónios do infeliz postergado. Mas está na mesma a pobre criatura! E, na sua provecta idade, já não deve ter melhoras! Pecado que o dito santo Guterres terá de expiar... na hora de prestar contas...
O desvalido senhor sofrerá do trauma de rejeição, dado ter sido posto à margem no Partido Socialista, ao que se dizia, por não ter grande jeito para exercer os cargos que pretenderia, Partido do seu coração que abandonou de imediato, com dôo..r e espavento, tornando-se, desde aí, uma espécie de bobo de certas TV's que promovem espectáculos de grunhos para gáudio da populaça. Mas é deprimente e mesmo indigno, para quem já foi ministro do Governo da Nação, ser exposto em tais desplantes, pois haverá muitos e melhores artistas para divertir os telespectadores. Lá porque este será mais disponível e barato, mandam porém os princípios que não se explorem situações de decadência humana, o que é manifestamente o caso.

O CONDE DE LIPPE ANDA POR AÍ?


Numa reportagem da RTP1 pergunta-se a um «pupilo» do Colégio Militar: «Fizeste os exercícios porque te obrigaram ou foi para exceder os teus limites?» A infâmia da pergunta imbecil e a presunção da resposta condicionada não merecem sequer um comentário, mas o caso que motivou a peça deve ser olhado com alguma atenção. Ele veio relatado no Expresso deste sábado e conta-se em poucas palavras. Um aluno de 17 anos foi condenado a quatro meses de prisão por maus-tratos a um colega de nove, mas a pena foi depois anulada pelo Tribunal da Relação que considerou adequado o castigo aplicado ao menor: palmadas no pescoço, flexões, abdominais, saltos de cócoras e posição de Cristo (de pé com os braços abertos). A vítima, um aluno hiperactivo, acabou por sair do Colégio, tendo os pais apresentado a queixa que conduziu a situação a tribunal. A Relação acabou por acolher o argumento de um antigo director da instituição, segundo o qual «apesar de não estar inscrito no regulamento, é habitual as faltas menos graves serem sancionadas pelos graduados com exercícios físicos». «Graduados» podem ser aqui, assinale-se, simplesmente alunos mais velhos, que assim adquirem informalmente o direito de exerceram formas de violência física sobre os novatos. A notícia refere ainda inúmeros casos de agressões, algumas delas, as mais graves, apenas associadas a ligeiras sanções internas.
Trocando isto por miúdos: um tribunal português aceitou castigos físicos praticados entre aluno do Colégio Militar como actos lícitos. Numa altura em que, finalmente (e felizmente), nas instituições de ensino superior os abusos das «praxes» começam a ser prevenidos e punidos, é no mínimo espantoso que este tipo de práticas, brutais, arcaicas e perigosas, possa sobreviver numa instituição de ensino. A aprendizagem da disciplina no trabalho e na vida faz parte de um bom processo educativo - obviamente mediada, no meio paisano como entre os militares, por condições de razoabilidade e de protecção dos direitos individuais - mas tal não pode significar a admissão do abuso de poder e da violência como «prática pedagógica» normal. Sob pena de continuarmos a formar - neste caso, de continuar o Colégio Militar a afeiçoar a este mundo - disciplinados monstrozinhos. Diz o actual director que «onde há rapazes, há sempre bulhas». O problema começa quando se considera que a suposta «naturalidade da violência» – temos aqui um director hobbesiano, nitidamente – possa ser enquadrada como instrumento normal de uma boa prática educativa. Foi o prussiano Conde de Schaumburg-Lippe quem entre nós, de 1762 a 1764, procurou associar, codificando nesse sentido os procedimentos disciplinares castrenses, a sageza militar à brutalidade dos castigos físicos e vexatórios. Mas isso aconteceu há perto de 250 anos atrás e entretanto o mundo deu umas voltas.

09 março 2009

MANUEL ALEGRE E O P.S.


Nascido em Águeda, em 12 de Maio de 1936, Manuel Alegre de Melo Duarte estudou Direito na Universidade de Coimbra, onde demonstrou ser um dinâmico dirigente estudantil. Desde jovem revelou o seu espírito interventivo, activo e enérgico em áreas variadas como a cultura, o desporto e a política. Fundou o CITAC- Centro de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra, foi também membro do TEUC- Teatro de Estudantes da Universidade de Coimbra. Jovem enérgico, desportista foi campeão nacional de natação e atleta internacional da Associação Académica de Coimbra. Apoiou a candidatura do General Humberto Delgado. Também foi dirigente do jornal A Briosa, redactor da revista Vértice e ainda colaborador de Via Latina.
Por ter um espírito crítico, por ser defensor da mudança e avesso à ditadura e à guerra colonial, foi chamado a prestar serviço militar pelo regime de Salazar, em 1961, sendo colocado nos Açores. Em 1962, é destacado para Angola, onde dirige uma tentativa pioneira de revolta militar. Foi preso pela PIDE em Luanda, em 1963, durante 6 meses. Na cadeia, conhece escritores angolanos como Luandino Vieira, António Jacinto e António Cardoso. De regresso a Portugal, é-lhe imposta residência fixa em Coimbra, acaba por passar à clandestinidade e vai para o exílio em 1964, residindo em Argel, durante dez anos. Aqui manteve-se leal ao seu espírito de liberdade e tornou-se dirigente da Frente Patriótica de Libertação Nacional. Aos microfones da emissora A Voz da Liberdade, a sua voz converte-se num símbolo de resistência e liberdade. Apesar das tentativas do regime ditatorial para calar a sua voz, os seus dois primeiros livros (apreendidos pela censura), Praça da Canção (1965) e O Canto e as Armas (1967), passam de mão em mão em cópias clandestinas, manuscritas ou dactilografadas. O seu desejo de liberdade, transmitido nos seus poemas encontra voz em dois cantores, Zeca Afonso e Adriano Correia de Oliveira, que cantaram os mais emblemáticos poemas da luta pela liberdade. Manuel Alegre regressa a Portugal em 2 de Maio de 1974, alguns dias depois da Revolução de 25 de Abril.
Integra o Partido Socialista e com Mário Soares incentiva as grandes mobilizações populares que permitem a consolidação da democracia e a aprovação da Constituição de 1976, sendo o redactor do seu preâmbulo.
Político activo, foi deputado por Coimbra em todas as eleições desde 1975 até 2002, deu a sua contribuição no I Governo Constitucional de Mário Soares e, candidatou-se por Lisboa a partir de 2005. Desde 1974, foi um dirigente emblemático do PS, já exerceu o cargo de Vice-Presidente da Assembleia da República e por diversas vezes foi membro do Conselho de Estado (de 1996 e 2002 e de novo em 2005). Foi candidato a Secretário-geral do PS em 2004.
É sócio da Classe de Letras da Academia das Ciências, eleito em Março de 2005.
Sobre a sua obra poética, Eduardo Lourenço afirmou que “sugere espontaneamente aos ouvidos (...) a forma, entre todas arquétipa, da viagem, do viajante ou, talvez melhor, peregrinante”. É de destacar alguns títulos da sua vasta obra: O livro Senhora das Tempestades, que inclui o poema com o mesmo nome, e que Vítor Manuel Aguiar e Silva considerou “uma das mais belas odes escritas na língua portuguesa”; os romances Alma e A Terceira Rosa, este último premiado por duas vezes. De acordo com uma estudiosa da sua obra, Paola Mildonian, Manuel Alegre “canta a dor e o amor da história com acentos universais, com uma linguagem que (...) recupera em cada sílaba os quase três milénios da poesia ocidental”. No Livro do Português Errante, Manuel Alegre, segundo Paula Morão, emociona e desassossega: “depõe nas nossas mãos frágeis as palavras, rosto do mundo, faz de nós portugueses errantes e deixa-nos o dom maior (...) — os seus poemas”. O seu livro, Cão Como Nós, vai na 15ª edição.
Refira-se que a obra de Manuel Alegre tem sido estudada em Universidades de diversos países, nomeadamente, Bélgica, Itália, França, Brasil.
O trabalho de Manuel Alegre tem sido homenageado com variadas condecorações: A Grã-Cruz da Ordem da Liberdade, Comenda da Ordem de Isabel, a Católica e Medalha de Mérito do Conselho da Europa, de que é Membro Honorário; Medalha da Cidade de Veneza, por ocasião do Convénio Internacional “La Porta d’Oriente — Viaggi e Poesia” (Novembro de 1999).
O reconhecimento das suas obras foi-lhe demonstrado através dos seguintes Prémios literários:
1998 - Prémio de Literatura Infantil António Botto, pelo livro As Naus de Verde Pinho
1998 - Prémio da Crítica Literária atribuído pela Secção Portuguesa da Associação Internacional de Críticos Literários, pelo livro Senhora das Tempestades
1998 - Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores, patrocinado pelos CTT, pelo livro Senhora das Tempestades
1999 - Prémio Pessoa, patrocinado pelo jornal Expresso e importante referência no panorama cultural português, pelo conjunto da Obra Poética, editada em 1999
1999 - Prémio Fernando Namora, patrocinado pela Sociedade Estoril-Sol, pelo livro A Terceira Rosa
ALEGRE, Manuel. Biografia de Manuel Alegre. Acedido em: 9, Fevereiro, 2006. Manuel Alegre:
http://www.manuelalegre/.com/index.php?area=1500
publicado por Azoreans

LISTA DOS FUNDADORES DO PARTIDO SOCIALISTA (Retirada do site do PS)
António Macedo
Mário Soares
Tito de Morais
Francisco Ramos da Costa
Francisco Salgado Zenha
José Magalhães Godinho
Gustavo Soromenho
Raúl Rego
Joaquim Catanho de Menezes
Teófilo Carvalho dos Santos
José Ribeiro dos Santos
Vasco da Gama Fernandes
Mário Cal Brandão
Fernando Valle
Álvaro Monteiro
Albano Pina
Herculano Pires
António Carlos Campos
António Arnaut
Fernando Antunes Costa
Maria de Jesus Barroso
Arnaldo Cândido Veiga Pires
José Neves
Maria Emília Tito de Morais
Carlos José Queixinhas
Gil Francisco Ferreira Martins
Áurea Rego
Manuel da Costa Melo
Francisco Tinoco de Faria
Augusto Sá da Costa
Júlio Montalvão Machado
Manuel Belo
Luís Nunes da Ponte
Fernando Loureiro
João Sarmento Pimentel
Francisco Sarmento Pimentel
Pedro Coelho
Armando Nunes Diogo
Artur Cunha Coelho
Alfredo Barroso
Jaime Gama
José Luís Nunes
Rui Mateus
Carlos Candal
Alfredo Carvalho
Fernando Grade Silvestre
Sebastião Dantas Baracho
José Emídio Figueiredo Medeiros
Fernando Raposo
Eduardo Ralha
Carlos Torres d'Assunção
Firmino Silva
Abílio Mendes
Luís Roseira
Manuel Cabanas
Alberto Arons de Carvalho
Joaquim Lourenço Gago
Alfredo Costa Azevedo
Inácio Peres Fernandes
Paulo de Lemos
Adelino Cabral Júnior
Luís Castro Caseiro
Alberto Oliveira e Silva
António Coimbra Martins
Armando Cardoso Meireles
João Manuel Tito de Morais
Vítor Cunha Rego
Manuel Tito de Morais
Rodolfo Crespo
Dino Monteiro
Manuel António Garcia
Carlos Carvalho
Maria Carolina Tito de Morais P. de Oliveira
Augusto Pereira de Oliveira
Beatriz Cal Brandão
Joaquim Rocha e Silva
António Santos Cartaxo Júnior
Jorge Campinos
Armando Soares
Luís Gaspar da Silva
José Tiago de Oliveira
João da Costa Neves
Olindo Figueiredo
Júlio Carrapato
Fernando A. Borges
Mário Mesquita
Nuno Godinho de Matos
José Maria Roque Lino
Dieter Dellinger
Francisco Marcelo Curto
Maria Teresa Cunha Rego
Francisco Seruca Salgado
Mário Sottomayor Cardia
António Reis
Armando Bacelar
Bernardino Carmo Gomes
Liberto Cruz
Manuel Pedroso Marques
Jaime Vilhena de Andrade
José Rabaça
Lafayette Machado
Eduardo Jorge Santiago Campelo
Joaquim António Calheiros da Silveira
António Paulouro
António Neves Gonçalves
Álvaro Guerra
João Gomes
Augusto Duarte Roseira
João Lima
José Leitão
Francisco de Barros Calhapuz
Maia Cadete
Carlos Alberto Novo
António G. Pereira
Lucas do Ó

PARA QUEM POR AQUI PASSAR E QUIZER INFORMAR-SE:


- M.Alegre apresenta-se como fundador do PS e tal não consta da supra e longa lista oficial dos fundadores . (e que grandes nomes contém essa lista) Só integrou o P.S. depois de Abril-74 e não diz onde militava nem refere que era militante do PCP no clandestinidade.
-Que se esqueceu (!?) de referir a sua participação num dos primeiros governos de Mário Soares, como SECRETÁRIO DE ESTADO, responsável pela Comunicação Social, ficando conhecido como o coveiro do emblemático jornal o SÉCULO e outras populares publicações conexas e também como o pior de todos os governantes...
-Que pelas pesquisas feitas quase nada ficamos a saber da vida política de Manuel Alegre... nem mesmo onde foi buscar o título que apregoa de "consciência crítica do PS". Se alguma alma caridosa souber algo sobre o assunto, agradecemos a bondade...
- Não encotramos qualquer referência à sua filiação no Partido Comunista até à adesão ao Partido Socialista. É que esse facto explica muita coisa... Uma formação, por longo tempo, num ambiente de ortodoxia estalinista e a vivência desta do lado poder, deixa marcas indeléveis... A atracção pela miscelânea que representa o Bloco de Esquerda é irresistível para um doente mal curado. Aliás, já está mancomunado com essa tropa fandanga



ILHA DE SÃO JORGE, LÂNGUIDA

Tão perto e tão distante
escondida
sob a bruma persistente
S.Jorge é avara em mostrar-se na sua languidez
ao terceirense
sedento de encontros que tardam
sempre.
Vê-la hoje como a imagem se apresenta
sem a ponta do Pico de atalaia
nem véu que cubra seus pudores
Angra animou-se
sorriu
e
por mil vezes
lhe jurou seus amores
9-3-2009
A.Barroso

UM OVNI


Expresso: Se se entender com Sócrates, a restante esquerda fora do PS vai compreender isso?
M.Alegre: Quem conversa comigo conversa com o militante do PS, a referência histórica do PS (?!?!?!) É uma das minhas debilidades e uma das minhas forças.
Como é normal, num vaidoso está sempre presente um desmedido presunçoso, para quem, neste caso, o Sol brilha de todos os quadrantes projectando a sua sombra em todas as direcções. Uma divindade destas até desequilibra a próprias leis da gravidade para não entrar em órbita e ficar apenas a pairar sobre as cabeças dos terráqueos embasbacados.

JÁ NÃO HÁ PACIÊNCIA PARA TANTA SERENATA AO VENTO



Há sempre alguém que desiste
Manuel Alegre tem razão. Está desconfortável na sua pele. Não se revê na actual liderança do seu partido. E tem deputados na AR que o seguem de perto: a irmã - que só por lá anda por ser mana de quem é -, mais uma ou outra, e a viúva Matilde, que nunca lá devia ter posto os delicados pés. No país, o poeta sente-se apoiado pelo milhão de votos que pensa estarem ainda à sua espera. Por muito menos, o PC apontou a porta da rua a destacados militantes. Também os motivos da despromoção de Joana Amaral Dias estão a milhas da gravidade das tropelias alegristas. Alegre sempre usou a política como utensílio doméstico familiar. E não percebeu o que aconteceu na história dos últimos trinta e tal anos com situações idênticas. Tem estado muito pouco atento à realidade. Numa altura em que tudo parece desabar, o homem insiste no luxo das "ideias" muito pessoais e na fulanização da política.No meio da confusão só não percebo uma coisa: o que espera a direcção do PS para lhe lembrar tudo isto? É que nós, os do país real, já não percebemos o porquê de tanta mesura para com o trovador coimbrinha. Desistiu daquela ideia de partido? Parta para outra.Já não há paciência para tanta serenata ao vento.in BlogOperatório

08 março 2009

O NOVO VISUAL DE D. MANUELA



Este é o novo visual de D.Manuela que pesquei no 31 da Armada onde os muitos admiradores da velha senhora (que por ali passeiam) comentam, com verdadeiro entusiasmo, este novo estilo very cool da líder do PSD. Parece que desta vêz... é de vez!

QUEM OU O QUE IMPEDE O SENHOR MANUEL ALEGRE DE FUNDAR UM PARTIDO POLÍTICO?












Membros do Movimento de Intervenção e Cidadania (MIC), fundado por Manuel Alegre, reagiram com «indignação» às palavras do dirigente nacional do PS José Lello, que acusou o ex-candidato presidencial de «falta de carácter», escreve a Lusa.Na RTPN, comentando a afirmação de Manuel Alegre de que admitia candidatar-se como independente a deputado em eleições legislativas se a Constituição da República o permitisse, José Lello considerou essa posição como «falta de solidariedade» em relação ao PS «a raiar a falta de carácter». in Portugal Diário
Não consigo distinguir entre a falta de vergonha e a falta de caracter, embora me pareça que, no caso em apreço, as ditas carências se misturam um pouco. Dizer que a Constituição impede alguem de concorrer a eleições é uma daquelas falácias com que Manuel Alegre nos vem brindando para esconder a sua preguiça!!! Bastava cumprir os preceitos que a Constituição impõe, legalizando uma organização política para o efeito. Mas isso dá muito trabalho e... Manuel Alegre parece que, muita gente o afirma, nunca gostou de trabalhar... Estaria à espera que a gente do MIC o fizesse de geração espontânea, levando-o de andor, enquanto o poeta se entretinha a fazer rimas para fadunchos. Essas coisas exigem esforço, meios, disponibilidade e liderança, qualidades que não se descortinam no Poeta. Alguma aura já de um passado remoto ainda se cola à sua imagem, mas mais de trinta anos a arrastar-se pelas bancadas do Parlamento, sem deixar qualquer rasto e no curriculum exibir apenas o título do pior Secretário de Estado da Comunicação Social que já exerceu funções depois de Abril, não é coisa apelativa para arrastar apoios significativos. E estas coisas não se fazem só com amigos próximos por muito respeitáves que sejam (e são!). E as estátuas são coisas hirtas e erigidas em vida só atrapalham, sobretudo a quem se deslunbra com a sua própria imagem.
A Terminar, uma pergunta: não sendo o que atrás se aponta, o que impede Manuel Alegre de fundar um partido político? E porque não se encosta ao B.E., o seu último derriço? A sua postura já ultrapassa a mera situação da dissidência para ser considerada de simples rutura e intransponível hostilidade. Eu, que não sou filiado no PS mas um simples e circunstancial apoiante, nunca lhe daria o meu voto! Tornou-se in-su-por-tá-vel!!

07 março 2009

FICA BEM A PACHECO PEREIRA, MAS...


FICA BEM A PACHECO PEREIRA TENTAR POR NA ORDEM OS RAPAZINHOS DO P.S.D. QUE, NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA, SE COMPORTAM COMO MEROS CHULECOS DO ORÇAMENTO E MANDAM PARA O CARALHO OS SEUS ADVERSÁRIOS POLÍTICOS. EMBORA DEVESSE SER MAIS ASSERTIVO, COMPREENDE-SE QUE NÃO SERÁ FÁCIL A P.P. FAZER-SE RESPEITAR POR ALGUNS HOMÚNCULOS QUE POVOAM AQUELA BANCADA, POIS CORRE O RISCO DE LHE SUCEDER O MESMO. E M.F.L. ... TEM O NETINHO PARA TRATAR E A JSD PARA EDUCAR... E DEVE FAZE-LO COM EMPENHO E ZELO PORQUE SE ESTÁ A PERDER A VELHA POSTURA DE SERIEDADE QUE ERA APANÁGIO DA VELHA GUARDA DO PPD/PSD.


-Espero bem que não enfileirem numa forma de falar, ou pior ainda de pensar, que tem a característica de fazer crescer o primata que há em nós. Nem sequer o primata, mas o anfíbio, o peixe ancestral que abre e fecha a boca num mar profundo. É que a julgar pelas amostras que vem a público, em muitos casos por inépcia ou irresponsabilidade dos seus autores, a grosseria e o insulto proliferam e nada mais. Nada mais. E essas sim fazem-me duvidar sobre o que é que os senhores deputados estão a fazer numa sessão parlamentar, se estão sentados a escrever SMS, e a “twitar”, como agora se diz. Aí de facto, eu sinto o meu dinheiro como contribuinte a evaporar-se e fico anti-parlamentar, coisa que nunca fui. P.Pereira

O PUDOR DE ALBERTO JOÃO, OU A FALTA DELE

É uma história tão simples quanto inédita. Alberto João Jardim queixou-se à justiça por que um jornalista o tratou por "bobo da corte", mas a Relação de Lisboa arquivou o caso com um argumento de peso:todos temos direito ao bom nome mas um político que se dirige aos jornalistas do continente como "bastardos, para não ter que lhes chamar filhos da puta" tem menos margem para se sentir ofendido. Daí que, segundo o tribunal, o jornalista do Diário de Notícias, João Miguel Tavares, na sua coluna de opinião apenas tenha respondido de forma "adequada" aos insultos do presidente do governo Regional da Madeira.
Louve-se a sentença e o meritissimo autor!

APOIADO POR MAIORIA E ACLAMAÇÃO


Para acabar de vez com a delicadeza
Depois de Pedro Duarte proferir "bocas" sexistas dirigidas a Isabel Moreira, devido a uma prestação da jurista no Prós e Contras, é a vez de José Eduardo Martins exibir a mais desbragada boçalidade no Parlamento. E ainda há, em Itália, quem se queixe de José Mourinho por causa de uma triviallidade retórica. Prostituição intelectual é o que não falta por aí. Esta gente devia ir para um raio que os parta. Apesar de tudo não faço - acho que se percebe - um grande esforço para manter o decoro. E isto não passa de um blogue pessoal sem importância nenhuma.
publicada por José Teófilo Duarte (blogOperatório)
Mais uns tempinhos na oposição e o PSD entra em plena decadência moral...
(a imagem editada é de nossa responsabilidade)

06 março 2009

OS FADOS DE MANUEL ALEGRE





O FADO DOS CONTENTORES

I
Já ninguém parte do Tejo
Para dobrar bojadores
Agora olho e só vejo
Contentores contentores.
II
E do Martinho Pessoa
Já não veria o vapor
Veria a sua Lisboa
Fechada num contentor.
III
Por mais que busques defronte
Nem ilhas praias ou flores
Não há mar nem horizonte
Só contentores contentores.
IV
Lisboa não tem paisagem
Já não há navegadores
Nem sol nem sul nem viagem
Só contentores contentores.
V
Entre o passado e o futuro
Em Lisboa de mil cores
O sonho bate num muro
De contentores contentores.
VI
Por isso vamos cantar
O fado das nossas dores
E com ele derrubar
O muro dos contentores.
[Manuel Alegre, 04.03.2009]
Fado cantado com a música e ao ritmo do
"Tem grelinhos, tem grelinhos
Tem grelinhos no quintal"

05 março 2009

NÃO SE ACEITAM ESTÁTUAS EM VIDA - CORREMOS O RISCO DE PERDER O MERECIMENTO







Sabe-se que com a idade algumas pessoas vão perdendo discernimento. Outras lembram-se, de repente, que têm direito a ser heróis ou a fazer coisas que em idade de sã consciência não fariam. Manuel Alegre, o nosso poeta, que parece que ainda é militante do PS, não foi ao Congresso do Partido. Não é que fizesse falta, acho eu, porque todos os que poderiam fazer falta estiveram lá. O nosso poeta anda muito chateado com José Sócrates, porque este não o deixa brilhar? Ou será que anda a pensar em concorrer à Presidência da República e decidiu dar uma de sem-partido, como em tempos fez o Prof. Cavaco? É triste ver o poeta Alegre tomar posições aparentemente levianas. Olho para trás e não me lembro que Manuel Alegre tenha feito qualquer coisa de extraordinário pelo país, à parte os versos heróicos. Mas essa faceta poética já todos nós lhe andamos a pagar há trinta e tal anos, desde que se tornou deputado e ainda não quis outra vida. É verdade que não é o único revolucionário a quem eu ajudo a pagar o vencimento desde o 25 de Abril e que ainda não me deu nada em troca. Mas talvez fosse altura de se reformar, deixando-nos ao menos com os seus belos versos, em vez de ficarmos com a ideia de que toda a vida não passou de um revolucionário inútil. E já há tantos!António Garcia Barreto (O Voo das Palavras)

O ESPECTRO DE UMA GRANDE DEPRESSÃO?



GRÁFICO DE ESTUDOS DO ECONOMISTA
PAUL KRUMAN
Por aqui se pode avaliar o estado da economia
mundial
UMA DEPRESSÃO AO NÍVEL DA VERIFICADA
EM 1930!!!
Perante estes factos
a avaliação
dos
comportamentos políticos
deve ser
muito rigorosa
!!!!!
DEIXOU DE HAVER MARGEM PARA
BRINCADEIRAS POLÍTICAS


BAIXA DE JUROS PARA UM MÍNIMO HISTÓRICO

O Banco Central Europeu (BCE) anunciou um novo corte da taxa de juro de 50 pontos base para os 1,5%, o mínimo histórico da Zona Euro. Com a economia europeia a afundar. Os mercados aguardam as explicações de Jean-Claude Trichet dentro de minutos, quer sobre novas mexidas no futuro, quer sobre eventuais novas medidas anticrise.A decisão do BCE acontece no mesmo dia em que o Banco de Inglaterra anunciou a descida de 1% para os 0,50%, aproximando-se assim do nível de juros praticados pelos EUA, que se encontra entre zero e 0,25%.A decisão do BCE ficou em linha com a maioria das estimativas dos economistas. A média das respostas das 53 casas de investimento consultadas pela Bloomberg apontava para um corte de 50 pontos base, para os 1,50%.Este é a quinta descida de juros desde Outubro efectuada pelo BCE, que reduziu de 4,25% para os actuais 1,50% o preço do dinheiro para a Zona Euro.A decisões do BCE e do Banco de Inglaterra estão em linha com as estimativas da maioria dos economias.A economia da Zona Euro está a afundar puxada pelo maus arranque de ano da Alemanha, onde quer os investimentos quer as encomendas à indústria estão a registar quedas de dois dígitos.A economia do Reino Unido contraiu 1,5% no último trimestre de 2008, o que representa a maior quebra do produto interno bruto desde 1980.Às 13h30 vai começar a conferência de imprensa da autoridade monetária, liderada por Jean-Claude Trichet, com o mercado a aguardar as declarações do responsável.A maioria dos economistas acredita que o BCE vai descer o preço do dinheiro para 1%, neste primeiro semestre, e há mesmo economistas que acreditam que a autoridade monetária terá de ir mais longe para conseguir reanimar a economia, colocando os juros dos 0,50%

AS ÁGUAS ANDAM AGITADAS NOS MEIOS AFECTOS AO PSD


Apesar do assunto começar a ganhar contornos de caso de tribunal, o que por aí hoje se escreve num blogue situacionista é motivo para um simples comentário: O blogger em causa gostava muito que a sua teoria batesse certo, mas, infelizmente para ele, não bate a bota com a perdigota. A única coisa que me moveu, como sempre, a escrever sobre uma petição online que defendia uma determinada candidatura às eleições europeias foi o seu valor noticioso e a figura pública em causa. Não conheço nenhum dos seus autores, não combinei nada com ninguém, nem nunca o faria. Limitei-me, como sempre, a fazer jornalismo. Se isso incomoda algumas pessoas, azar. Não me sinto condicionado por uma meia dúzia de mentiras que se possam escrever aqui e ali com o único intuito de fazer o que Goebbels defendia. Repetir a mentira tantas vezes quanto seja possível, de modo a que se torne verdade. Embora a escola da pessoa em causa seja a do outro extremo, os objectivos são os mesmos e as técnicas velhas e conhecidas. Não me verga. Já cá andava há muito tempo antes desse senhor desatar a destilar ódio contra mim, vou continuar muito tempo depois dele ir pregar para outras freguesias. (de F.A.L. no CORTA FITAS)

O Caso envolve o Pacheco Torquemada, serviçal da D.Manuela e está relacionado com um abaixo assinado que surgiu na net a promover a candidatura do Prof. Marcelo como cabeça de lista do PSD ao Parlamento Europeu. O nosso Pacheco Torquemada (o tal do outro extremo) entrou em parafuso e escoicinhou, patético e de cabeça perdida, para tudo que mexia. Refira-se que Marcelo nunca terá aceitado a candidatura em causa, lançada pelo zeloso militante do PSD, Vasco Campilho, um franco atirador descoordenado como parece estar todo o PSD... Imaginem esta gente a governar o País! Anda tudo em polvorosa com a candidatura de VITAL MOREIRA... e a D.Manuela perdida no mato sem cachorro!...

04 março 2009

A MANIPULÇÃO DA NOTÍCIA PELOS VENDEDORES DE BANHA DA COBRA




Saber do que se fala
.Ontem, algumas televisões confrontaram os comentadores convidados com um estudo da OCDE segundo o qual daqui a 20 anos as pensões de reforma dos portugueses baixariam para apenas 50% do salário.Notei divertido que, embora nenhum dos interpelados conhecesse sequer superficialmente o estudo, todos se prestaram de boa vontade a tecer doutas considerações sobre as suas alegadas conclusões.O que de facto lá se diz e como as previsões a longo prazo se comparam com a realidade actual é aqui explicado com toda a clareza pelo Eduardo Pitta.Mas não queria deixar de mencionar a reacção do Fernando Rosas na SIC-Notícias quando questionado sobre o que poderia ser feito para assegurar pensões mais elevadas. Sem se atrapalhar, o Fernando resolveu de pronto o assunto propondo um imposto sobre as grandes fortunas.Já perdi a conta à quantidade de problemas que o Bloco de Esquerda se propõe resolver com o imposto sobre as grandes fortunas. Não há nesse partido de professores ninguém capaz de fazer uns cálculos elementares e concluir que a ideia não tem ponta por onde se lhe pegue? Se calhar há, mas não interessa fazê-los..
por João Pinto e Castro

Estas notícias, devidamente manipuladas, surtem os seus efeitos. Passou-se com pessoas dos meus círculos onde se instalou alguma preocupação. E a reacção de Fernando Rosas não será inocente porque a estratégia daquele partido esquisito é mesmo lançar o pessimismo em seu redor, arranjar culpados e apresentar o salvador na pessoa do pregador Louçã (essa armadilha).