30 abril 2009

COISAS DE POLÍTICOS TRAMPOLINEIROS

EIS O QUE D.MANUELA DIZIA EM 2003:

A construção da linha de comboio de alta velocidade (TGV) é uma prioridade nacional que está condicionada ao respeito das regras do Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC) e ao aumento da contribuição comunitária, disse ontem a ministra das Finanças."Tem de haver uma contribuição comunitária superior ao previsto inicialmente", disse Manuela Ferreira Leite, no Luxemburgo, no final de uma reunião dos ministros das Finanças da União Europeia (UE). A ministra mostrou-se satisfeita com o aumento proposto pela Comissão Europeia de 10 para 30 por cento da taxa de comparticipação comunitária a projectos deste tipo, mas advertiu que, mesmo assim, a comparticipação nacional está sujeita "a regras que obrigam a uma grande contenção da despesa". O Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC) da UE impõe que nenhum Estado pode ultrapassar um défice orçamental de três por cento do PIB.
[Correio da Manhã, 8 Outubro 2003]
Não deveria haver limites para o descaramento na política? Por acaso têm reparado no que a D. Manuela anda por aí a dizer sobre este assunto?

29 abril 2009

SONDAGEM DE ABRIL 2009


Clique na imagem para ampliar
A sondagem mensal (barómetro), referente a Abril, da Marktest confirma o fenómeno da descida do PSD (2 pontos), comparado com o PS que desce, somente, meio ponto, apesar de ser governo, em condições fortemente adversas. Nas extremidades do espectro partidário o BE e o PCP sobem e o PP desce. O panorama, à luz desta sondagem, não é brilhante para a direita. Mas também com uma direita destas a coisa só pode estar torta... (como quem diz...) canhota!....

A VIRGEM MARGARIDA

Margarida Menezes tem 26 anos e é virgem por convicção. Recusa ter relações sexuais de uma noite, uma semana ou de um mês. À espera do príncipe encantado, Margarida criou o Clube das Virgens mas lamenta que durante mais de um ano não tenham surgido sócias...
Porém a virgem Margarida, segundo as suas palavras, já se lhe abriram as portas do céu no dia 22 de Junho de 2005, na madrugada de S.Pedro, quando experimentou o seu primeiro beijo... recusando no entanto entrar pelo céu adentro. Tudo explicado ao pormenor em vídeo exibido no Correio da Manhã

28 abril 2009

A PROVA E A EVIDÊNCIA



"Se há dia em que a palavra toma todo o seu esplendor político é o dia 25 de Abril. Ramalho Eanes inaugurou a era e deu força ao discurso nesta data. A partir de então nenhum PR pode ficar calado como se nada fosse com ele.
Os dirigentes políticos europeus, que Mário Soares tem fustigado ultimamente com razão, usam dois registos quando falam da evolução da crise: ou o registo da certeza desmentida, ou o registo da surpresa impotente. Ninguém se surpreende porque a situação é mesmo difícil. Pois na sua entrevista o primeiro-ministro foi pelo caminho da expectativa. Como quase todos os portugueses. Já quanto ao caso Freeport não sei se haverá muita gente a acompanhar José Sócrates na confiança que manifestou na Justiça para resolver o assunto. Desde que a portuguesa palavra ‘prova’ foi substituída pelo neologismo ‘evidência’ que
cada um crê no que quer e tudo fica na mesma Medeiros Ferreira .

Pois, dizem outros, é a justiça que temos. Mas porque deveria a Justiça ser melhor que tudo o resto que compõe este marginal rectângulo, a começar pela nossa proverbial mesquinhês?!

A PERIGOSA GRIPE SUINA MEXICANA

«Um palhaço usando uma máscara cirúrgica como forma de chamar a atenção para as precauções a tomar contra a infecção, na Cidade do México. A mortal gripe suína foi detectada no México e especialistas temem que se torne uma epidemia global ».Washington Poste

27 abril 2009

O REGABOFE MADEIRENSE

OS MILIONÁRIOS E OS OUTROS

O Marítimo (salários em dia pagos pelos 3,5 milhões € do OE da Madeira dados a fundo perdido pelo dr. Jardim) ‘arrasou’ o V. Setúbal (salários de 4 meses em atraso), o Nacional (21 estrangeiros no plantel e salários em dia, à custa dos 3,5 milhões € idem, aspas) subiu ao 4º lugar do campeonato.
As parangonas e os elogios escondem um escândalo de concorrência desleal de que o futebol português se devia envergonhar. É que, tirando os 3 grandes, também eles falidos, todos os outros vegetam e agonizam entre orçamentos de 1 a 2 milhões, raspados entre misérias e dívidas, para glória dos 2 clubes milionários que o dr. Jardim sustenta com o dinheiro dos nossos impostos. Mas até eles se calam. (eles, os clubes do continente...)
Rui Cartaxana

26 abril 2009

O PCP CRITICA ? - É BOM SINAL...

PCP, através de Jerónimo de Sousa, teceu críticas ao Presidente da República por... nada. O homenzinho quer comemorar o "25 de Abril Sempre" no típico registo daquela organização de eventos, contra alguém e, se possível, contra o mundo. As lutas do PCP nunca são por causas menores... E, não se tratasse de gente pouco recomendável, até seria uma honra!
Mas pode o Senhor Presidente da República estar descansado que se o PCP critica é porque V.Exª está no caminho certo. É esse o trágico destino dessa gente que afanosamente se esgota na luta contra a própria razão. A democracia, na sua generosidade em acolher quem contra ela milita, tem algo de perverso...

COMEMORAÇÕES DO 25 DE ABRIL


UM NOTÁVEL DISCURSO DO SENHOR PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Reunimo-nos de novo para celebrar o aniversário da Revolução de 25 de Abril de 1974, este ano num hemiciclo que foi recentemente objecto de obras de renovação, pelas quais felicito a Assembleia da República. Os Senhores Deputados dispõem agora de melhores condições para poderem exercer condignamente o mandato que o Povo português lhes conferiu.
Esta sessão solene tem lugar num momento muito particular da vida nacional. Vivemos tempos difíceis, muito difíceis. A palavra «crise», que até há uns meses estava afastada do discurso político, é agora um dado adquirido e assumido.
A crise que vivemos não pode ser iludida e, num dia como o de hoje, haverá com certeza muitos portugueses que se interrogam sobre se foi este o País com que sonhámos em Abril de 1974.
É certo que não nos devemos esquecer do muito que foi conseguido neste caminho de 35 anos. Vivemos em liberdade, estamos integrados numa Europa unida, são inegáveis os progressos registados na educação, na saúde, no bem-estar dos cidadãos.
Mas, apesar dos esforços para combater a crise, Portugal encontra-se hoje dominado pelas notícias de encerramento de fábricas e de empresas. Centenas de trabalhadores são lançados no desemprego, pessoas que até há pouco tempo viviam com algum desafogo pertencem agora ao grupo dos novos pobres, há famílias que não conseguem suportar os encargos com as prestações das suas casas ou a educação dos seus filhos.
As previsões económicas divulgadas por organizações nacionais e internacionais estão à vista de todos e não é possível negá-las.
São muitos os Portugueses que sentem que viveram na ilusão de que poderiam usufruir padrões de consumo idênticos aos dos países mais ricos da União Europeia, sustentados num continuado endividamento.
Devemos, por isso, compreender que esta crise leve muitos Portugueses a interrogarem-se sobre aquilo que o futuro nos reserva.
São interrogações tanto mais pertinentes quanto a crise que vivemos tornou mais nítidas as vulnerabilidades estruturais que o País ainda manifesta.
Não há, assim, a certeza de que este seja um momento meramente transitório de recessão da actividade económica, a que se seguirão melhores dias num prazo mais ou menos próximo.
Senhoras e Senhores Deputados,
Os líderes dos países mais industrializados e das maiores economias emergentes reuniram-se em Londres, no princípio deste mês, para encontrar uma resposta global para a crise. Todos desejamos que as decisões aí tomadas contribuam para a estabilidade financeira internacional e para restaurar o clima de confiança e o crescimento económico.
No entanto, importa não esquecer que a ausência de valores e princípios éticos nos mercados financeiros constituiu uma das principais causas da crise económica que o mundo atravessa.
Gestores financeiros imprudentes ou incompetentes, e outros pouco escrupulosos ou dominados pela avidez do lucro a curto prazo, abusaram da liberdade do mercado e da confiança dos cidadãos, com gravíssimas consequências para as condições de vida de milhões de pessoas.
Só poderemos estar seguros de que uma tal situação não se repetirá se a dimensão ética e a responsabilidade social ocuparem um lugar central no desenho das novas regras de controlo e supervisão das instituições e dos mercados financeiros.
Seria condenável e imoral que os países mais pobres fossem obrigados a suportar os custos de uma crise para a qual em nada contribuíram.
Se é certo que a estabilidade financeira internacional é um bem público global, cuja defesa a todos compete, no caso da presente crise não restam dúvidas sobre quem foram os que se aproveitaram das poupanças alheias e provocaram o colapso do sistema.
Senhoras e Senhores Deputados,
O ano em que se comemora o 35º aniversário do 25 de Abril é também um ano em que os Portugueses irão ser chamados às urnas, em três actos eleitorais.
O exercício do sufrágio é, sem dúvida, a melhor homenagem que poderemos prestar à liberdade conquistada há 35 anos.
É essencial que os Portugueses, sobretudo os mais jovens, percebam o quanto custou ganhar o direito que agora têm de escolher os seus representantes, através de eleições livres e transparentes.
Foi justamente a pensar nos jovens que, há precisamente um ano, trouxe ao conhecimento dos Senhores Deputados um estudo sobre a juventude e a participação política, elaborado a meu pedido.
Na sequência desse trabalho, promovi um encontro para o qual convidei representantes de muitas organizações de juventude, com quem debati o problema do distanciamento dos jovens em relação à política, e tenho incluído o tema da participação cívica nos Roteiros para a Juventude.
Procurei, pela minha parte, dar um contributo para combater o abstencionismo, nomeadamente entre os mais jovens.
Neste dia, faço um especial apelo aos cidadãos para que participem activamente nas três eleições que irão realizar-se este ano. A abstenção não é solução. Aqueles que se abstêm de votar abdicam do direito de contribuir para a construção de um Portugal melhor.
As campanhas eleitorais devem ser informativas e esclarecedoras. Todos têm um papel muito importante a desempenhar.
Os meios de comunicação social devem informar objectiva e imparcialmente os cidadãos sobre os conteúdos das propostas das diversas forças políticas.
Essas propostas, por seu turno, devem ser claras, para que, uma vez apresentadas ao eleitorado, este assuma também as suas responsabilidades.
Votar é um dever cívico e um acto de responsabilidade. Quem vota num programa eleitoral, cujas propostas nos mais diversos domínios sejam feitas em termos transparentes, deve saber que está a dar o seu apoio a essas propostas.
Aqueles que votarem numa dada força partidária devem ter consciência de que estão a sufragar um programa de acção nas mais variadas áreas, da economia à justiça ou à segurança, passando por outras questões que atravessam e dividem a nossa sociedade.
Da parte dos agentes políticos, designadamente da parte das forças partidárias, exige-se uma atitude e um comportamento que mobilizem os cidadãos para a necessidade de votar. A ocorrência de níveis muito elevados de abstenção eleitoral será um indício de que a nossa República pode enfrentar um sério problema de legitimação democrática.
Considero essencial que os próximos actos eleitorais tenham como horizonte Portugal inteiro. As campanhas devem decorrer com serenidade e elevação e os Portugueses esperam que, num tempo de dificuldades, os agentes políticos saibam dar o exemplo.
Que sejam discutidos os problemas reais das pessoas e do País. Que não se perca tempo com questões artificiais, que haja sobriedade nas despesas, que não se gaste o dinheiro dos contribuintes em acções de propaganda demasiado dispendiosas para o momento que atravessamos.
Uma campanha em que os adversários políticos se respeitem, sem linguagem excessiva nem crispações, será um contributo para a dignificação da nossa democracia e abrirá espaço para o aprofundamento do diálogo interpartidário que tão necessário é para a resolução dos problemas nacionais. As forças políticas devem ter presente que sobre elas recai a grande responsabilidade de encontrar soluções de governo, e que essa responsabilidade é particularmente acentuada nos tempos difíceis que o País atravessa.
Senhor Presidente,Senhoras e Senhores Deputados,
É importante que o debate eleitoral se concentre na resolução dos grandes problemas que o País enfrenta, com os olhos postos no futuro, sem perder tempo nem energias em recriminações sobre o passado.
Políticas que foram adoptadas anteriormente podem ter sido correctas na conjuntura em que então se vivia, mas não o serem nos dias de hoje, do mesmo modo que, actualmente, haverá porventura que tomar medidas que não seriam adequadas no passado.
Basta ter presente que a política económica adequada para um país depende de múltiplos factores que variam no tempo, como sejam as prioridades definidas face ao diagnóstico da situação, os instrumentos disponíveis e a sua eficiência, as restrições que os decisores enfrentam, a incerteza quanto ao futuro, a envolvente externa, o grau de integração com outras economias.
Por outro lado, nas propostas que os diversos partidos irão apresentar ao eleitorado, deve existir realismo e autenticidade.
Aquilo que se promete deverá ter em conta a realidade que vivemos no presente e em que iremos viver no futuro. Dizer que essa realidade será fácil será faltar à verdade aos Portugueses. Quem prometer aquilo que objectivamente não poderá cumprir estará a iludir os cidadãos.
É natural que os partidos apresentem ao eleitorado as suas propostas e as suas soluções para os problemas do País.
Mas este não é, seguramente, o tempo das propostas ilusórias. Este não é o tempo de promessas fáceis, que depois se deixarão por cumprir. A crise cria a obrigação acrescida de prometer apenas aquilo que se pode fazer, com os recursos que temos e no País que somos e iremos ser.
Não deveremos, sobretudo nesta fase, alimentar um discurso de crítica sistemática à classe política, nem ceder aos populismos fáceis de contestação do sistema sem apresentação de alternativas consistentes.
Quem critica, deve participar. É cómodo ficar de fora e culpabilizar os agentes políticos ou os agentes económicos. Difícil é fazer um esforço de empenhamento activo na vida cívica, contribuindo para o esclarecimento e para o debate e procurando avaliar com discernimento as diferentes propostas de governação.
Os governos são avaliados pelos cidadãos, pelas suas atitudes, por aquilo que fizeram ou deixaram de fazer. É essa a lógica natural da democracia. É isso que distingue o regime em que vivemos daquele que caiu em 1974.
Para tanto, é essencial que as campanhas esclareçam os eleitores, em lugar de se converterem em momentos de mera confrontação verbal em torno de questões acessórias que pouco ou nada dizem àqueles que procuram assegurar os seus empregos, que pretendem viver em segurança, que querem ter acesso mais rápido aos cuidados de saúde, que desejam uma justiça mais rápida e eficaz, que querem que os seus filhos tenham uma educação de qualidade.
São estes os reais problemas dos cidadãos. É para a resolução desses problemas que têm de ser convocadas as escolhas dos eleitores.
O emprego, a segurança, a justiça, a saúde, a educação, a protecção social, o combate à corrupção são questões básicas que devem marcar a agenda política e em torno das quais deve ser possível estabelecer consensos entre os partidos estruturantes da nossa democracia.
Os Portugueses estão cansados de querelas político-partidárias que em nada resolvem as dificuldades que têm de enfrentar no seu dia-a-dia. Impõe-se, sobretudo nesta etapa da vida nacional, uma concentração de esforços na resolução dos problemas reais das pessoas.
Este é um ano de grandes opções. Há 35 anos, vivíamos também tempos de crise e soubemos fazer a opção certa. Por isso nos reunimos aqui, hoje, neste hemiciclo renovado, para celebrar a opção que fizemos pela democracia e pela liberdade. São esses os valores que me levam a acreditar que os Portugueses não se acomodam, não se abstêm, não se conformam.
A pior forma de lidar com o presente seria perder a esperança no futuro. Eu não perdi a esperança no futuro. Acredito que, se todos nos mobilizarmos, se forem tomadas as decisões certas, a crise será vencida. Então, seremos dignos daqueles que, há mais de três décadas, tiveram a coragem de se levantar porque acreditaram num País novo e num futuro melhor.

25 abril 2009

LISBOA - SONDAGENS

O eleitorado de Lisboa dá a vitória ao actual presidente de câmara, António Costa, apenas com uma diferença de 6,5 pontos percentuais face ao candidato social-democrata Pedro Santana Lopes. Se as eleições autárquicas fossem hoje a candidatura socialista conseguiria, sozinha, eleger oito vereadores contra sete da coligação PSD/CDS-PP, segundo uma sondagem CM/Aximage.
De acordo com a sondagem, o socialista António Costa recolhe 36,1 por cento dos votos, ao passo que Santana Lopes consegue 29,6 por cento dos votos. À esquerda, Ruben de Carvalho, da CDU, obteria 8,4 por cento dos votos e a independente Helena Roseta, ex-militante socialista, 7,1 por cento.
Na semana em que foi anunciado o nome do candidato do Bloco de Esquerda, Luís Fazenda ficaria pelos 3, 8 por cento e falharia a eleição.
De realçar que mais de metade dos entrevistados manifestou a intenção de se abster: 56, 3 por cento.
Esta sondagem foi realizada entre os dias 21 e 23 de Abril. in Correio da Manhã

A Cigarra perdulária apesar dos pesares ainda consegue ter uma expressiva intenção de voto. Não será pouco avisado ponderar as razões por que, com todo o historial de episódios que Santana carrega relativamente à sua inaptidão para a gestão municipal, mesmo assim lá se mantém à tona d'água. Porque será?
Santana já tem um vasto rol de comensais para os pantagruélicos repastos que dizem oferecer aos amigos e colaboradores à custa de todos nós. Espera-se que não tenha oportunidade de o fazer outra vez porque isto não está para graças. E já era tempo de se recolher e deixar-nos em paz. Vejam como aqui se preparam afanosamente... Espera-se que não lhes entreguem as chaves da despensa

O CABARET DA COXA

É intolerável que o director-geral de uma estação, 'último responsável pela informação', faça, ele próprio, considerações insidiosas sobre um primeiro-ministro, queixando-se, a seguir, de que 'querem condicionar o exercício do jornalismo'. Será que Moniz não vê o ‘Jornal Nacional de Sexta-feira’? Pode eventualmente haver o desejo de condicionar o livre exercício do jornalismo, mas se há, ironia das ironias, isso só pode ser propósito de um colaborador da TVI, o ministro Augusto Santos Silva.
Mas que fique bem claro, o referido é um espaço onde, por regra, se desrespeitam os códigos profissionais do jornalismo: há um desprezo sistemático pelo exercício do contraditório, há ‘notícias plantadas’ que são infâmias embrulhadas como factos provados. Aquele espaço, em muitas circunstâncias, faz mais lembrar ‘O Cabaret da Coxa’, tantos são os atropelos jornalísticas que nele se praticam, ao tentar impor um modelo sensacionalista, tendencioso e de mau gosto. Emídio Rangel-Correio da Manhã

SAFARDANAS, FEIOS, PORCOS E MAUS RONCAM NAS SUAS POCILGAS

CHARLES SMITH DIZ QUE MENTIU SOBRE SÓCRATES - EXPRESSO -1ªPágina Desde há dias que se vem desenhando -com bases cada vez mais sólidas- que afinal o "caso Freeport" é um NÂO caso. Afinal, nada de corrupção, apenas tudo parte uma mentirola leviana e mal intencionada e de uma muito provável infame conspiração política para deitar abaixo um adversário político. Quer dizer que andámos meses e meses a ser embrenhados e intoxicados numa "estória" de falsidades, do "parece que é", de vis intenções, de calúnias. Não foi só o 1º ministro que sofreu uma campanha suja de suspeitas, de acusações infundadas, em grande mediada por parte de uma comunicação social abjecta e ordinária. Foi no seu conjunto toda a sociedade que sofreu as consequências nefastas de perda de tempo, de perda de energias, de perda de credibilidade do poder que elegeu e que a governa. Os estragos morais são elevados e não desaparecem facilmente. Para além da mísera escumalha que habita, anónima e impunemente, algumas páginas da imprensa nacional, chafurdando na lama da maldade gratuita por inveja, ódio e degradante insignificância, toda uma sociedade assistiu, chocada, à tentativa insistente e cega da destruição de um governante, não por razões da qualidade da sua acção política, ou da falta dela. Sim e apenas por motivações de uma baixeza, covardia, ódio, inveja, despeito abominavelmente execráveis. Uma terra onde semelhante gente dá cartas e bota figura é uma terra sem futuro luminoso, é um local de trevas e acabado.
(comentário de um leitor do Expresso)

23 abril 2009

A TRINDADE DIRIGENTE DO PSD

O SUMO-SACERDOTE

MANUELA RENDIDA A SEU SENHOR
MAIS SEU ANJO DA GUARDA
(A SÍNTESE DO PSD - A TRINDADE)

O líder parlamentar social-democrata, Paulo Rangel, excluiu hoje a possibilidade de o PSD apoiar para provedor de Justiça, JORGE MIRANDA, e considerou o candidato do PCP, Guilherme da Fonseca, «altamente credível».
O PSD, pelo menos a nível das suas cúpulas, não é hoje o partido cordato e de consensos de outros tempos que permitiram criar condições para a estabilização do regime democrático e a neutralização dos extremismos. O PSD já não tem os dirigentes do nível de qualidade de outros tempos e é hoje decididamente um partido tendencialmente extremista. Ora tal facto não será alheio às influências determinantes de Pacheco Pereira junto de Manuela Ferreira Leite que, rendida ao intelectual... nem se aperceberá que o seu guru arrasta consigo uma formação marxista/leninista/maoista que o condicionará para todo sempre. Não é impunemente que se milita na extrema-esquerda até quase à idade de ter netos! Ingressar depois num partido moderado, ideológicamente quase virgem, é uma tentação intervir a fundo quando se lhe depara a oportunidade de ser o conselheiro da líder e poder decidir por interposta pessoa...
O caso da recusa de MFL em aceitar a candidatura de JORGE MIRANDA* para Provedor de Justiça e, de forma acintosa, aparecer o Bojudo II a tecer lôas ao candidato do Partido Comunista, tem muito que se lhe diga... sobre a opinião do P.Pereira (BojudoI). A D. Manuela? Essa parece andar ali como Pilatos no Credo...
*Porventura não haverá em Portugal pessoa mais indicada para ocupar aquele lugar. Porém o Professor J.Miranda tem um forte óbice para os intolerantes decisores do PSD: embora tendo feito parte dos primeiros militantes do PSD, pelo caminho abandonou o barco, tentou outras experiências e ràpidamente se entregou em exclusivo à cátedra. Não tinha muito jeito para a politiquice... Mas a sua acção como constitucionalista, político e cidadão vertical deixou marcas indeléveis no actual regime democrático (é considerado o "PAI DA CONSTITUIÇÃO").


FRUSTRAÇÕES DE UM COMUNISTA

«Que vamos comemorar no sábado? O "dia inicial inteiro e limpo" [Sophia de Mello Breyner]? Mas que resta desse dia? As ruínas de uma história que se perdeu nela própria. A avenida encher-se-á, como de hábito, e os discursos, no Rossio, alegres e decididos, dissimulam a melancólica gravidade de uma peregrinação que se faz por uma memória feliz, tornada triste e antiga.»Diz o comunista B.Bastos Diário de Notícias
«Informe-se Baptista Bastos de que vamos celebrar a democracia, poderá não ser a que ele deseja mas é a que a maioria dos portugueses apoia.» responde com toda a propriedade o nosso estimado «O Jumento».
E nós dizemos que esta revolução de Abril desiludiu muito o senhor B.B. que esperava ver implantado em Portugal o sistema de privilégios da União Soviética para artistas e intelectuais doutrinadores da classe operária, classe esta que seria obrigada a desunhar-se para que não faltasse ao senhor Bastos e quejandos a lagosta e o filé, indo de seguida para a bichas de racionamento da padaria e do feijão... para alimentar os filhotes. Pois... nada resta desse sonho fagueiro; apenas as ruinas de uma história que se perdeu nela própria. Vá lá que ainda arranjou casinha de graça. Ora ainda bem!
Citar Sofia em apoio de seus gemidos também será um abuso, pois não consta que a poetisa se identificasse com o projecto comunista. Aliás combatia-o! A Democracia, graças a Deus, viveu-a de forma intensa e interventiva. E está aí a democracia pela qual a autora da Fada Oriana se bateu, com todos os defeitos do que é obra humana. E para durar, apesar dos comunistas.
Não devia esquecer isto enquanto anda por aí a abanar o rabinho de contente... mas sem deixar de cumprir os ditames do Comité Central, vergastando a situação com os seus sarcasmos.



22 abril 2009

O MUNDO DO PALMA CAVALÃO


"Palma Cavalão"
Proprietário e redactor do jornal "A Corneta do Diabo", Palma Cavalão surge em Os Mai
as, de Eça de Queirós, como um jornalista corrupto, facilmente "agitado com o tinir do dinheiro". O nome de "Cavalão" fora atribuído ao Palma para o "distinguir de outro benemérito chamado Palma Cavalinho. "Sem carácter, publica artigos injuriosos ou retira-os desde que para isso lhe paguem. Como reconhece Ega, sobre um artigo do Dâmaso a denunciar as relações de Carlos e Maria Eduarda, "o artigo fora-lhe, simplesmente, encomendado e pago. No terreno do dinheiro vence sempre quem tem mais dinheiro."Baixo e gordo, como se depreende das palavras de Alencar que o define como "canalha", "vil bolinha de matéria pútrida!..." e "chouricinho de pus!", Palma Cavalão é o símbolo do jornalismo de escândalo, feito por jornalistas imorais e corruptos. Claro que esta imagem nada tem a ver com o jornalismo no Portugal dos nossos dias, onde os jornalistas se conduzem por rigorosas normas de ética e lisura de comportamentos, de tal sorte que se Eça aqui caisse de repente, vindo daquele asqueroso mundo do Palma Cavalão, julgaria que tinha chegado ao céu! Não acham?!...

LEITURAS

OS MAIAS II Volume - Quadros da pena de Eça

– Essa é outra! – gritou Ega atirando os braços ao ar. – É extraordinário! Neste abençoado país todos os políticos têm «imenso talento». A oposição confessa sempre que os ministros, que ela cobre de injúrias, têm, à parte os disparates que fazem, um «talento de primeira ordem»! Por outro lado, a maioria admite que a oposição, a quem ela constantemente recrimina pelos disparates que fez, está cheia de «robustíssimos talentos»! De resto, todo o mundo concorda que o país é uma choldra. E resulta portanto este facto supracómico: um país governado «com imenso talento», que é de todos na Europa, segundo o consenso unânime, o mais estupidamente governado! Eu proponho isto, a ver: que, como os talentos sempre falham, se experimentem uma vez os imbecis!

O ATORMENTADOR SUCESSO DO MAGALHÃES

Estes acessores de P.Pereira congeminam ataque ao Magalhães
"O Programa Magalhães é a mais sofisticada e avançada implementação das tecnologias de informação em educação no mundo", afirma o canadiano Don Tapscott que hoje participa no Fórum Mundial das Telecomunicações em Lisboa.
"Não há nada mais importante para um país, neste momento na história, do que dar às suas crianças o direito de nascença de ter acesso a um novo meio de comunicação que melhora a sua aprendizagem e experiência humana", diz em entrevista à agência Lusa o especialista canadiano que está hoje em Portugal no âmbito do Fórum Mundial das Telecomunicações que terá lugar em Lisboa.
Claro que as oposições, até ao fim do longo período de eleições em que estamos metidos, virão pressurosos bramar que isto é propaganda! Pois claro, se é propaganda é legítima e é feita a algo de concreto, estrutural e de grande alcance para o desenvolvimento futuro do País. Algo de que, quem providenciou a medida, se deve orgulhar e será futuramente lembrado pelo rasgo e capacidade de deixar uma herança valiosa. Mas a propósito de boas heranças, quem consegue lembrar-se de alguma deixada por aqueles do PSD (com destaque para a D.Manuela) que tantas amarguras sofrem agora com o sucesso do inocente computador?... Más... quantas queiram! Diriamos que o secesso do dito cujo é medido pelos exuberantes esgares e contorcionismos de certos e proeminentes elementos do PSD.O "MAGALHÃES" já tirou de facto o sono a metade daquela gente e está em vias de atirar para Rilha Foles o desvalido raspador de queijo Pacheco Pereira.

21 abril 2009

P.R. - UM ZELOSO MILITANTE DO PSD?

No sábado, um dia depois do discurso crítico do Presidente da República, José Sócrates, afirmou, numa sessão das "Novas Fronteiras" que o país "não precisa" dos que fazem "a política do recado, do remoque, do pessimismo, do bota-abaixo, da crítica fácil". "O que se pede aos políticos é que apontem o caminho. Não precisamos de quem só diz o que não podemos fazer."
Correndo o risco de sermos injustos, ousamos dizer que o actual Presidente da República não consegue transmitir uma imagem de bom pastor, afável e generoso. Com aquela expressão de enjoado sempre afivelada e as imagens que dele guardamos a fazer esgares enquanto come bolo-rei... etc e tal... afasta-nos da figura gentil e protectora que se pretende encontrar na pessoa que ocupa o cargo do mais alto magistrado da Nação. E os que o antecederam, incluindo o sisudo Ramalho Eanes, conseguiram transmitir essa afabilidade e ar protector... Digamos que ninguém tem culpa de uma facies macerada que Deus N.S. nos deu.
Vem isto a propósito (ou não) da queixa do P.M. acerca dos públicos recados do P.R. que, ao que parece, não lhos dará, olhos nos olhos, quando se encontram, semanalmente, para tratarem dos assuntos da Nação. Assim sendo não sabemos como se pode apregoar cooperação institucional quando se usa o palanque do comício para dizer aquilo que deveria ser feito pessoalmente, de forma séria e institucional... São opções que neste caso desvalorizam a função quando aparentemente apenas visam apoucar o P.M. e, acto contínuo, participar activamente na campanha política da sua apaniguada Ferreira Leite. E para quem pretendia um homem austero, sisudo e politicamente impoluto no Presidência da República, não está nada mau... Se calhar são influências de conselheiros presidenciais do tipo do Medina Carreira. E de quem escolhe conselheiros destes também não se pode esperar muita nobreza e grandes rasgos de sabedoria. Talvez lhe falte lá o Maria Cachucha (sem menosprezo pela senhora) para completar o quadro porque dos restantes não faltará ninguém...

20 abril 2009

CANDIDATAS MULTIPLEX




Abro as páginas do Jornal e deparo-me com a opinião de um leitor questionando-se sobre a estranha opção do P.S. em candidatar para as europeias ANA GOMES e ELISA FERREIRA que, por sua vêz, são as candidatas oficiais, respectivamente, às Câmaras de SINTRA e do PORTO. Não sabemos de facto que critérios assistem a tais opções, envolvendo dois municípios de primeira grandeza, cujas candidaturas deveriam ter a dignidade de escolhas prioritárias e sem o mínimo rebuço de dúbias intenções ou eleiçoeiras espertezas saloias: uma no papo outra no saco; se falhar uma sempre temos a outra... Francamente!Parece-nos que este caso revela um Sócrates muito fragilizado e de animal feroz já transformado em animal encurralado e à mercê de quem o afague e lhe dê atenção... E isto é revelador dos efeitos resultantes dos miseráveis acontecimentos ligados ao freeport que nos deixou sem Primeiro Ministro e ao PS sem Secretário Geral. Se calhar a tal campanha negra já surtiu os seus efeitos e Sócrates não terá condições para pilotar o barco... Se assim fôr, resta-lhe abdicar patrioticamente... e abrir a porta ao Manuel Alegre... para vermos o que ele vale. Apostaria que, se tal se desse, fugiria a sete pés enquanto ia dizendo: eu não sou daqui!!!... Só vim cá ver passar as marchas!... De resto Alegre gosta de embarcar mas é como passageiro VIP! Não como Piloto.

19 abril 2009

ALBERTO MARTINS - O SÍMBOLO DE UMA JUVENTUDE GENEROSA

Há precisamente 40 anos, Alberto Martins, então presidente da Direcção-Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC), levantou-se para pedir a palavra em nome dos estudantes na cerimónia de inauguração do Departamento de Matemática. O gesto havia sido previamente combinado nas cúpulas dirigentes, mas o impacto que causou foi imprevisto. Na mesa, Américo Tomás dá a palavra, balbuciante, a Rui Sanches, ministro das Obras Públicas, acabando por encerrar a sessão sem a conceder aos estudantes. À saída, a comitiva é vaiada pela multidão de estudantes que decide fazer a sua própria inauguração após a retirada das autoridades. Havia começado a «crise».
Nessa mesma noite, a PIDE prende Alberto Martins.(Só por ter ousado pedir a palavra!!!...) Durante a madrugada registam-se confrontos com a polícia de choque. Na manhã seguinte, o presidente da DG/AAC é libertado e à tarde realiza-se uma Assembleia Magna na qual se exige a participação dos estudantes no Senado Universitário e o reconhecimento de estruturas representativas estudantis como a Junta de Delegados.
A 22 de Abril, quando a situação parecia tender para a normalidade, alguns dos principais dirigentes académicos são informados da sua suspensão da Universidade enquanto durasse o inquérito aos acontecimentos ocorridos a 17 de Abril. Logo nesse dia, uma Assembleia Magna decreta luto académico, exortando-se os estudantes a transformar as aulas, sempre que possível, em debates sobre a actual situação. No dia 30 de Abril, o ministro da Educação Nacional, José Hermano Saraiva, vai à televisão apontar o dedo à «onda de anarquia que tornou impossível o funcionamento das aulas» (dando a conhecer, inadvertidamente, a agitação que os jornais, a rádio e a televisão estavam impedidos de mostrar por via da implacável censura).
ALBERTO MARTINS, actual líder parlamentar do Partido Socialista, com o seu acto de coragem, enfrentando, olhos nos olhos os ditadores, com a massa estudantil de Coimbra em peso a seu lado, abriu um rombo na longa ditadura que jamais se recompôs e que, cinco anos mais tarde, ruiria com fragor no inesquecível dia 25 de Abril de 1974.
Nunca é de mais glorificar os heróis da revolução, mas é injusto esquecer uma juventude valorosa que, com a sua acção no meio estudantil e no seio dos milicianos (e não só) que faziam a guerra em África, foram criando o caldo de cultura necessário para o eclodir da rebelião que conduziu Portugal à paz e à democracia. Alberto Martins, como todos os heróis verdadeiros, apagou-se, quando a democracia se impôs, sem reclamar honrarias nem procurar fáceis protagonismos, mas que bem merece ser lembrado como o símbolo de uma juventude generosa e esclarecida que foi protagonista da gesta do 25 de Abril 1974, data da qual vamos agora celebrar os seus 35 anos já passados em liberdade.

LEITURAS

A Cidade e as Serras - Quadros da pena de EÇA

Mas o que a Cidade mais deteriora no homem é a Inteligência, porque ou lhe arregimenta dentro da banalidade ou lha empurra para a extravagância. Nessa densa e pairante camada de Ideias e Fórmulas que constitui a atmosfera mental das Cidades, o homem que a respira, nela envolto, só pensa todos os pensamentos já pensados, só exprime todas as expressões já exprimidas – ou então, para se destacar na pardacenta e chata rotina e trepar ao frágil andaime da gloríola, inventa num gemente esforço, inchando o crânio, uma novidade disforme que espante e que detenha a multidão como um mostrengo numa feira. Todos, intelectualmente, são carneiros, trilhando o mesmo trilho, balando o mesmo balido, com o focinho pendido para a poeira onde pisam, em fila, as pegadas pisadas; – e alguns são macacos, saltando no topo de mastros vistosos, com esgares e cabriolas