QUE PODERES TEM ESTE SENHOR PARA PRESSIONAR COLEGAS?
Se Lopes da Mota não estivesse colocado no Eurojust ter-se-ia falado de pressões? Não me parece, se bem conheço a miséria humana deste país um alto cargo em Bruxelas desencadeia muita dor de corno, a suficiente para que uma instituição como o Ministério Público contratar um ortopedista em regime de exclusividade. Alguém viu a oportunidade de abrir uma vaga apetecível e, ao mesmo tempo, lançar insinuações ao desbarato, foi como matar dois coelhos com uma cajadada.É evidente que Lopes da Mota não só foi falar do que não devia como cometeu o erro de o fazer junto de colegas em que não poderia confiar, estes esperaram pelo fim da sobremesa e foram a correr para contar a boa nova ao senhor Palma, foi o que se viu.
No meio de tudo isto o Procurador-Geral fez justiça de Salomão, não podia ilibar Lopes da Mota pois isso colocaria em causa a credibilidade dos investigadores num momento em que o Ministério Público disputa a posição da Casa Pia em má imagem. Também não poderia condenar pois depois de tanta investigação o mais que conseguiu foram meros indícios, só não se entendendo o que um processo disciplinar pode concluir depois da investigação se ter ficado por meros indícios.
Agora Pinto Monteiro tem o resultado da sua manobra, apregoar o princípio da presunção da inocência para poder manter Lopes da Costa no cargo.
Enfim, mais uma figura triste do Ministério Público, uma instituição que tem tantos poderes que começa a haver motivos para recear que essa gente tem princípios e credibilidade suficiente para os usar. Nos últimos tempos não têm dado muitas provas disso, antes pelo contrário. Ainda alguém se lembra de dizer que o país vivia melhor sem este Ministério Público, fica caro, é ineficaz e só traz problemas ao país.(in O JUMENTO)


















