09 maio 2011

MUSEU DIAS LOUREIRO

Museu Dias Loureiro                                                                          


Talvez porque Eduardo Catroga faz lembrar o ministro da informação de Sadam Hussein poucos ligaram ao que disse o embaixador de Belém junto de Pedro Passos Coelho, mas no meio do chorrilho de disparates o ex-ministro das Finanças que mandou penhorar o WC do estádio das Antas fez uma proposta interessante, o museu da dívida externa.
*
Concordo com a ideia e até proponho que o museu tenha o nome de Dias Loureiro em homenagem ao homem cujo nome ficará na história de Portugal ao lado do de Alves dos Reis, o primeiro foi o maior burlão do século XX português, o segundo ficará associado à maior fraude do século XXI.
* 
Quanto à localização sugiro o Centro Cultural de Belém, o mesmo onde nos tempos de primeiro-ministro Cavaco Silva fazia cerimónias de exibição das resmas de novos militantes do PSD, em geral gente que se tinha inscrito no partido a troco de uma chefia no Estado ou de outros favores. Além disso, porque o próprio centro foi construído num tempo de défices volumosos e, portanto, com dinheiro emprestado.
*
Desta vez acho que o governo não deve deixar Cavaco Silva de fora das inaugurações, ele que costumava dedicar os últimos meses de governo a fazer inaugurações, uma prática que Alberto João tão bem soube manter. Aliás, Alberto João deve ser um convidado de honra na inauguração pelo “pai do monstro”, como uma vez Miguel Cadilhe apelidou Cavaco Silva.
*
O próprio Cavaco Silva poderia oferecer o seu espólio ao museu, assim os portugueses poderiam ver as famosas acções na SNL cujos lucros vão ser pagos pelos portugueses ao FMI. O contributo do espólio de Cavaco para este museu seria tão grande que quase faz sombra à colecção de arte moderna do Joe Berardo, que ficaria ali ao lado. Teríamos os acordos de concertação conseguidos à custa de benesses nos regimes de reformas e aposentações, a decisão de autorizar os funcionários públicos a comprarem anos de serviço para efeitos de aposentação, os projectos da Expo, da ponte Vasco da Gama e muitos outros que acabaram por ser realizados nos governos de António Guterres e que também serão pagos ao FMI.
De O Jumento

FINLÂNDIA DEVE APROVAR AJUDA










Finlândia vai aprovar na quarta-feira apoio à ajuda a Portugal

A Finlândia deverá dar os seu apoio ao plano de ajuda financeira a Portugal nas próximas 48 horas, apesar da oposição dos nacionalistas eurocépticos, segundo uma fonte governamental finlandesa citada pela agência AFP.
(Lehtikuva/Pekka Sakki7 Reuters
Segundo a mesma fonte, os partidos finlandeses favoráveis à ratificação por Helsínquia do plano de ajuda a Portugal estão em condições de obter um mandato nesse sentido da comissão do Parlamento finlandês encarregada das questões relacionadas com a UE, que vai analisar o assunto na quarta-feira.

PSD - O PINGO DOCE



                                                        
                                                   
                                    

O PSD diz que as eleições devem ser um "plebisctio à responsabilidade de Sócrates".
Segundo fontes vem informadas, o PSD vai provar que Sócrates foi o responsável pela crise bancária nos Estados Unidos em 2008, pela crise bancária e económica na Europa em 2009, pela crise orçamental na Grécia e na Irlanda no ano passado e pela persistente crise social em Espanha!...Decididamente, o PSD não aprende nada. Depois de ter travado a campanha de 2009 em torno da "asfixia democrática", com o resultado que se viu, quer agora insistir de novo num fantasma.  Na verdade Sócrates é um politico gigante ao pé do Farófias do PSD que parece demonstrar ter pouco carácter para candidato a Primeiro Ministro  E... como se concluía há pouco tempo de uma sondagem de opinião, uma grande maioria dos portugueses sabe que, nestas circunstâncias, a crise teria existido qualquer que fosse o governo e que nenhum faria melhor. Ao contrário do que supõe o PSD, os portugueses não estão muito interessados em saber como se chegou aqui, mas sim em saber como se sai daqui., sem aproveitar a crise para transformar o País num laboratório de teste de uma agenda ideológica de cariz neoliberal a favor dos grandes  merceeiros do PSD e correlativos.

OS JORNAIS E O ALINHAMENTO IDEOLÓGICO

Segunda-feira, Maio 09, 2011


O POVO UNIDO JAMAIS SERÁ VENCIDO

Não me incomoda que os jornais estejam alinhados ideologicamente. Isso acontece com quase todos os títulos de referência da imprensa internacional. Mas nenhum desses jornais confunde orientação ideológica com notícias. A orientação manifesta-se no Editorial, cujo, por essa razão, não deve ser assinado. O que se passa em Portugal é diferente: quatro dos cinco matutinos (a excepção é o i...) tornaram-se, com maior ou menor grau de sofisticação, extensões do Povo Livre. Hoje, a primeira página do Diário de Notícias chega a ser embaraçosa. Com uma tal barragem de apoios, a qual inclui colunistas que (no Público) comparam Sócrates a Hitler, o PSD está obrigado a obter nunca menos de 50% dos votos expressos. A ver vamos o resultado.

SE FOSSE DO PSD ESTARIA MUITO INQUIETO

                                                                                                                                  

                                                                                                                                        
Programa do PSD (2)
 O PSD garante que «não vai aumentar impostos«.
Mas, como se sabe, só o cumprimento do acordo de ajuda financeira com a UE e o FMI vai implicar aumentos em quase todos os impostos. E a proposta do PSD de reduzir a contribuição patronal para a segurança social, a compensar com uma subida no IVA, implicará um agravamento global deste em mais 2-3%!
Só podem estar a mangar connosco! O PSD começa muito mal a sua campanha eleitoral.
Programa do PSD (1)
Já se temia, mas a obsessão neoliberal do programa do PSD vai além do que se poderia prever.
Tudo se reduz em desmantelar o Estado, asfixiando o seu funcionamento (entrada de 1 funcionário por cada cinco que saem!), privatizando a propriedade ou a gestão de serviços públicos (desde a RTP aos centros de saúde), substituindo a prestação de serviços públicos pelo financimento público de serviços privados (escolas). Onde não desaparece, o Estado passa a simples pagador de serviços privados.
É óbvio que o PSD decidiu rejeitar o PEC IV e derrubar o Governo (com a prestimosa ajuda da extrema-esquerda) apenas porque tinha como certo que nas presentes condições o PS estaria eleitoralmente fora de combate e que o PSD ganharia folgadamente as eleições antecipadas, quiçá com maioria absoluta sozinho, mantendo de reserva o CDS, com quem já tinha cuidado de assegurar um acordo de governo. Era "trigo limpo"!
Apesar do evidente descomando da estratégia política do PSD desde então, o seu lider, embora sem nenhuma convicção, tem continuado a falar como se já estivesse no Governo e a maioria absoluta estivesse ao seu alcance. Lamentavelmente para eles, as sondagens de opinião mostram que a própria vitória pode estar em causa, pois já há várias a colocar à frente... o PS!
Se este for o resultado eleitoral, o máximo que o PSD e Passos Coelho poderão vir a aspirar é partilhar o poder com o PS e com... Sócrates, que queriam "varrer" do Governo. Ou me engano muito, ou no PSD há neste momento cada vez mais gente a duvidar da oportunidade do derrube do Governo (não faltaram avisos lá dentro...) e da competência da liderança do partido
Publicado por Vital Moreira] [Permanent Link]





A quatro semanas das eleições o PSD apresenta hoje ao fim da tarde o seu programa eleitoral. Prioridades: 1. Reduzir o número de deputados de 230 para 181. Como se fosse coisa que pudesse ser feita por decreto do governo... (É necessário o acordo de quatro quintos dos deputados em efectividade de funções.) 2. Um futuro governo do PSD terá 10 ministros e 25 secretários de Estado. 3. O projecto do TGV vai ser reanalisado, significando que, o mais tardar no fim do ano, a ligação Lisboa-Madrid volta a ser prioritária. 4. Redução da taxa social única. 5. Extinção dos governos civis. 6. Pacto fiscal inter-partidos. 7. Desacelerar os ingressos na Função Pública, de modo a permitir apenas um ingresso por cada cinco saídas. (A quota actual é um para três.) Mas as seis ou sete luminárias que falam em nome do PSD dizem que a Função Pública está sobredimensionada! O PSD não assinou o memorando da troika? Se estão lembrados, a troika exige o despedimento (até 2013) de 23 mil funcionários. Em que ficamos?

08 maio 2011

REDUZIR SALÁRIOS?


«DOS NOSSOS AMIGOS DA ISLÂNDIA»
Portugal tem de reduzir salários "o mais rapidamente possível" para voltar a crescer - Gylfi Zoega
Portugal tem de reduzir salários "o mais rapidamente possível" para voltar a crescer - Gylfi Zoega
*** Serviço Áudio e Video disponível em www.lusa.ptIslândia      O economista, que também participou no documentário premiado com um Óscar "Inside Job - A verdade sobre a crise", esteve em Portugal a participar nas conferências do Estoril, e diz, em entrevista à Agência Lusa que para Portugal voltar a crescer terá necessariamente de atuar a nível salarial.
"Claramente para Portugal, o que precisam de fazer, o que o programa aponta para terem crescimento e competitividade é através de salários mais baixos. Os salários precisam de ser reduzidos, o mais rapidamente possível", afirmou o economista.
Para que isso possa acontecer, o responsável considera que o Governo e os sindicatos têm de se unir e debater a questão e que este deve ser uma espécie de "imperativo nacional", porque terá de existir essa redução.
"Tem de ser uma espécie de imperativo nacional. Porque vai acontecer mais cedo ou mais tarde. É só uma questão de demorar cinco ou dez anos, ou fazê-lo mais cedo. [...] O perigo é não fazerem nada. Continuarem a não serem competitivos, endividados e sem crescimento por um longo período de tempo", diz.
O responsável do Banco Central da Islândia aponta ainda a redução da segurança salarial dos trabalhadores mais antigos como uma necessidade para estimular o emprego dos jovens e evitar uma vaga de emigração dos mais jovens.
"É por isso que precisam de um esforço coletivo para fazer isto. Porque a alternativa é os jovens mudarem de país e a economia não crescer", concluiu.
NM.

EMPRÉSTIMO - MELHOR DO QUE SE ESPERAVA

 



Acordo é "razoável" e "um pouco melhor" do que esperado - Mário Soares
 O antigo Presidente da República e antigo primeiro-ministro Mário Soares afirmou hoje que o acordo conseguido pelo Governo para o empréstimo a Portugal parece-lhe "razoável", "melhor do que se esperava" e do que o concedido à Grécia.
"Parece-me razoável, talvez um pouco melhor do que se esperava", disse Mário Soares aos jornalistas, após a apresentação do livro "No centro do furacão", que reúne textos seus, no Museu do Oriente, em Lisboa.
 Ressalvando ter ainda feito uma leitura na "diagonal" dos documentos, Mário Soares afirmou que Portugal terá alcançado um acordo mais vantajoso do que a Grécia, o primeiro país a pedir ajuda externa.
 "Acho que tivemos um período muito difícil, agora tivemos um acordo, fomos talvez melhor tratados que a Grécia, o que já não é nada mau, mas talvez poderíamos ter sido melhor", afirmou.
 Contudo, para o antigo Chefe de Estado e de Governo, "o período quer na Europa quer em Portugal não é para grandes otimismos.
 "A França está mal, a Itália está com grandes problemas, não somos exceção", disse.
ACL.
Lusa/Fim.

O TRABALHLO DAS TROIKAS

                                                       
Achei graça ler e ouvir em alguma bloga e na comunicação social que o trabalho das troikas estava feito e terminado, como se agora eles tivessem feito as malas e zarpado.
Fazem crer que se tratou de uma brigada de cientistas forenses que se limitaram a vir cá tirar os esqueletos dos armários, para gáudio dos detractores do poder, e que agora, com as exumações feitas e as autópsias realizadas, nos tivessem deixado um cheque para pagar o incómodo que produziram e para agradecer a diversão que lhes proporcionámos.
Nada mais falso. Os troikas vieram cá fazer uma auditoria para saberem se havia condições para realizar um negócio que lhes garanta o pão e, verificando que essas condições existem para imporem as condições que lhes garantam o retorno do investimento e o arrecadar do valor acrescido. Não estão a brincar em serviço. Não se trata daquelas auditorias de treta que algumas organizações estabelecem só para dizer que têm sistemas de controlo e de qualidade implementados.
Eles não se foram embora, nem irão, enquanto o negócio não lhes traga a vantagem que cá os trouxe. Irão activar as metodologias e estabelecer os inspectores/auditores que verificarão a implementação das acções correctivas e que farão aplicar a correcção das não conformidades que apurarem. Só farão as malas quando estiverem ressarcidos e compensados, prontos para voltar mais tarde com novo negócio.
Trata-se da fidelização dos clientes. E estes são daqueles clientes que interessam. Resta-nos tratar-lhes do pacote.

Portugal deve investigar quem do Governo e banca está na origem do alto endividamento - Gylfi Zoega*** Serviço Áudio e Video disponível em www.lusa.pt ***Lisboa, 08 mai (Lusa) .

Portugal deve investigar quem do Governo e banca está na origem do alto endividamento - Gylfi Zoega

Lisboa, 08 mai (Lusa) - O membro do Banco Central da Islândia Gylfi Zoega considera que Portugal deve investigar quem está na origem do elevado endividamento do Estado e bancos, e porque o fez, e que "foi uma bênção" Portugal estar no euro.
"Temos de ir aos incentivos. Quem ganhou com isto? No meu país eu sei quem puxou os cordelinhos, porque o fizeram e o que fizeram, e Portugal precisa de fazer o mesmo. De analisar porque alguém teve esse incentivo, no Governo e nos bancos, para pedirem tanto emprestado e como se pode solucionar esse problema no futuro", diz o responsável.
O economista, que também participou no documentário premiado com um Óscar "Inside Job - A verdade sobre a crise", disse em entrevista à Agência Lusa que Portugal beneficiou muito de estar no euro nesta altura, porque para além do apoio dos seus parceiros da união monetária, terá de resolver os seus problemas estruturais ao invés de recorrer, como muitas vezes no passado, à desvalorização da moeda.
"Talvez para Portugal estar no euro nesta altura seja uma bênção, porque apesar de não conseguir sair do problema de forma tão fácil como antes, através da depreciação [da moeda], vocês têm de lidar com os problemas estruturais que têm", disse.
A Islândia, na sequência da grave crise económica que sofre desde 2008, derivada do colapso do seu sistema financeiro (que chegou a ser 10 vezes maior que a economia islandesa), também teve de recorrer ao Fundo Monetário Internacional para resolver os seus problemas de financiamento, mas neste caso a experiência não é nada mal vista.
"Penso que o FMI é útil neste sentido, porque é uma instituição que pode ajudar a coordenar as ações. Existem coisas impopulares que têm de ser feitas, e pode ser utilizada como um bode expiatório para essas medidas impopulares, que teriam de ser aplicadas de qualquer forma. Ajuda os políticos locais a justificar aquilo que podiam não conseguir fazer por eles próprios", diz.
O responsável diz mesmo que a experiência do seu país tem sido "muito boa" e que a instituição tem feito um grande esforço de coordenação para garantir que as medidas têm os efeitos desejados.
"A experiência com o FMI acabou por ser muito boa, porque atualmente têm uma tendência para serem muito pragmáticos, para encontrar soluções que funcionem. Tiveram algumas medidas pouco ortodoxas, como os controlos de capital e outras para reduzir o défice, e ajudaram a garantir que o programa estava no caminho certo, visitando todos os ministérios, o banco central. Tem sido um esforço em grande cooperação", explica.
 No entanto, recorrer a ajuda externa tem as suas consequências
daqui 

ANTÓNIO BARRETO - EMPREGADO DO HIPER-MERCEEIRO


Há muito que António Barreto me  desiludiu intelectualmente, quando usou informações reconhecidamente falsas para fazer acusações num artigo do Público deixou de merecer-me qualquer consideração. Quando passou a empregado do hiper-merceeiro ainda esperei que mantivesse uma imagem de independência preservando um estatuto intelectual que cultivava e era incompatível com o de uma voz do dono. Mas com a aproximação ao cavaquismo e o discurson sincronizado com o do hiper-merceeiro deixei de ter grandes ilusões.
O que não aceito é que seja desonesto ao ponto de justificar o voto de mais de 30% dos portugueses em Sócrates com os empregos do Estado. Isto é um argumento rasca que até ofende os militantes do PSD que há muito ocupam uma boa parte dos cargos de chefia do Estado. É tratar os funcionários públicos e muitos outros portugueses como vendidos, isso eu não admito aos Antónios Barretos.
O António Barreto que fique a saber que em Portugal há muita gente mais intelegente, melhor formada e mais honesta do que ele, que nem todos os portugueses estão dispostos a venderem-se a Sócrates, a hiper-merceeiros ou seja a quem for.
«É possível que um partido que desempenhou funções de governo durante tantos anos - apesar dos disparates, da demagogia e dos erros - tenha uma parte da população que lhe seja afecta, porque são os seus empregos, são os seus interesses, são as suas colocações.» [i]
E,  dizemos nós,  são tambem fidelidades ideológicas e de coerência, coisa que António B. há muito abandonou, quando se separou do Partido Comunista e aderiu ao P.S. depois do 25 de Abril, nessa altura destacado para os Açores onde passou uma temporada com a missão de ali dar assistência ao processo de implantação do  mesmo P.S.. E com sucesso pela mestria da palavra e a convicção que transmitia ao auditório que o ouvia... Trasmontano, não dava a ideia de ser o salta-pocinhas que veio a revelar-se, designadamente muleta de um vendedor de feijão chicharo endinheirado que resolveu concorrer também, com a sua participação na tarefa,  para o desprestígio dos comentadores políticos da praça.  Realmente uma desilusão...

07 maio 2011

O ACORDO COM O FMI

Acordo com FMI é "bastante melhor" que o alcançado na Grécia e Irlanda - Mário Soares*** serviço áudio e vídeo disponíveis em www.lusa.pt

Acordo com FMI é "bastante melhor" que o alcançado na Grécia e Irlanda - Mário Soares

  *** serviço áudio e vídeo disponíveis em www.lusa.pt ***

- O antigo Presidente da República Mário Soares afirmou hoje que nunca considerou o FMI um "monstro", e reiterou que o acordo alcançado por Portugal é "melhor do que se esperava" e "bastante melhor" do que o grego e irlandês.
"Tive ocasião de duas vezes receber FMI, em circunstâncias muito diferentes, em 1978 e 1983, e nunca achei que o FMI fosse um monstro. Para mim, os grandes monstros são os mercados, que não têm regras, e não propriamente uma organização como o FMI", afirmou Mário Soares aos jornalistas.
Numa sessão de autógrafos da republicação do livro "Diálogo de Gerações", escrito com Sérgio Sousa Pinto, o antigo Presidente e antigo primeiro-ministro insistiu que o acordo "é melhor do que se esperava", evitando qualificá-lo de bom.
"Este acordo, como todos os acordos que vêm daquela zona, mas toda a gente pensava que seria muito pior e, relativamente ao que se passou com a Grécia e a Irlanda, é bastante melhor", disse.
Mário Soares sublinhou que "o FMI melhorou", sobretudo sob a direção do socialista francês Strauss-Khan, que, relativamente a Portugal, fez "declarações muito positivas, dizendo que era possível resolver os problemas da finanças, mas que, mais do que isso, era preciso conseguir diminuir o desemprego, arranjar mais emprego, investir no sentido de haver desenvolvimento da produção portuguesa, da riqueza portuguesa".
Também Sérgio Sousa Pinto defendeu "que não vale a pena uma leitura 'tremendista' da situação do país" e "é preciso ver as coisas por um ângulo construtivo e positivo" e, nesse sentido, argumentou, "o FMI traz grandes oportunidades".
"Desde logo, porque nós revelámo-nos incapazes de lidar com certos grupos de interesse, certos corporativismo que existem na nossa sociedade e na nossa economia. Antes do 25 de Abril, vivíamos numa ditadura corporativa e hoje vivemos num sistema democrático em que aparentemente quem manda são as corporações", defendeu.
Para o deputado socialista, "é preciso disciplinar as corporações e os grupos de interesse" e "o FMI justamente vem criar condições, vem reforçar aqueles que querem efetivamente mudar as coisas".
"Em Portugal somos todos a favor de todas das reformas em abstrato, mas depois somos contra todas as reformas em concreto. Portanto, isto é uma grande oportunidade e temos que encará-la como tal", argumentou.
Mário Soares disse que foi o editor do livro "Diálogo de gerações", que escreveu com Sérgio Sousa Pinto, (Temas e Debates), que considerou que a republicação seria oportuna porque a obra "tinha muito a ver com a tal geração que está à rasca".
"Pode dar algumas respostas, porque aqui expressamos a nossa indignação. Mostramos muito da nossa indignação, porque o mundo vai mal, não é só Portugal, é Portugal, mas é a Europa inteira. Acho que o que é mais grave de tudo é a Europa, mais ainda do que Portugal", disse Mário Soares.
"Nós ainda temos aqui coisas excelentes, as pessoas que só veem os números julgam que estamos perdidos, nunca estamos", acrescentou.
Sérgio Sousa Pinto considerou que o livro demonstra que aquilo que distingue as pessoas "não é, fundamentalmente, a sua circunstância geracional", refletindo que "muitas ideias" que foram importantes para a geração de Mário Soares "não são meramente geracionais, perduraram, existem, mantêm-se, continuam vivas".
"Isso é que é o essencial, aquilo que está vivo e tem condições para prosseguir", concluiu.
Lusa/Fim.

VÍDEO FINLANDES

Vídeo finlandes

ACORDO COM FMI MELHOR DO QE OS DA GRÉCIA E IRLANDA

 
 

Acordo com FMI é "bastante melhor" que o alcançado na Grécia e Irlanda - Mário Soares
Acordo com FMI é "bastante melhor" que o alcançado na Grécia e Irlanda - Mário Soares
 O antigo Presidente da República Mário Soares afirmou hoje que nunca considerou o FMI um "monstro", e reiterou que o acordo alcançado por Portugal é "melhor do que se esperava" e "bastante melhor" do que o grego e irlandês.
"Tive ocasião de duas vezes receber FMI, em circunstâncias muito diferentes, em 1978 e 1983, e nunca achei que o FMI fosse um monstro. Para mim, os grandes monstros são os mercados, que não têm regras, e não propriamente uma organização como o FMI", afirmou Mário Soares aos jornalistas.
Numa sessão de autógrafos da republicação do livro "Diálogo de Gerações", escrito com Sérgio Sousa Pinto, o antigo Presidente e antigo primeiro-ministro insistiu que o acordo "é melhor do que se esperava", evitando qualificá-lo de bom.
"Este acordo, como todos os acordos que vêm daquela zona, mas toda a gente pensava que seria muito pior e, relativamente ao que se passou com a Grécia e a Irlanda, é bastante melhor", disse.
Mário Soares sublinhou que "o FMI melhorou", sobretudo sob a direção do socialista francês Strauss-Khan, que, relativamente a Portugal, fez "declarações muito positivas, dizendo que era possível resolver os problemas da finanças, mas que, mais do que isso, era preciso conseguir diminuir o desemprego, arranjar mais emprego, investir no sentido de haver desenvolvimento da produção portuguesa, da riqueza portuguesa".
Também Sérgio Sousa Pinto defendeu "que não vale a pena uma leitura 'tremendista' da situação do país" e "é preciso ver as coisas por um ângulo construtivo e positivo" e, nesse sentido, argumentou, "o FMI traz grandes oportunidades".
"Desde logo, porque nós revelámo-nos incapazes de lidar com certos grupos de interesse, certos corporativismo que existem na nossa sociedade e na nossa economia. Antes do 25 de Abril, vivíamos numa ditadura corporativa e hoje vivemos num sistema democrático em que aparentemente quem manda são as corporações", defendeu...
Para o deputado socialista, "é preciso disciplinar as corporações e os grupos de interesse" e "o FMI justamente vem criar condições, vem reforçar aqueles que querem efetivamente mudar as coisas".
"Em Portugal somos todos a favor de todas das reformas em abstrato, mas depois somos contra todas as reformas em concreto. Portanto, isto é uma grande oportunidade e temos que encará-la como tal", argumentou.
Mário Soares disse que foi a editora do livro "Diálogo de gerações", que escreveu com Sérgio Sousa Pinto, (Temas e Debates), que considerou que a republicação seria oportuna porque a obra "tinha muito a ver com a tal geração que está à rasca".
"Pode dar algumas respostas, porque aqui expressamos a nossa indignação. Mostramos muito da nossa indignação, porque o mundo vai mal, não é só Portugal, é Portugal, mas é a Europa inteira. Acho que o que é mais grave de tudo é a Europa, mais ainda do que Portugal", disse Mário Soares.
"Nós ainda temos aqui coisas excelentes, as pessoas que só veem os números julgam que estamos perdidos, nunca estamos", acrescentou.
Sérgio Sousa Pinto considerou que o livro demonstra que aquilo que distingue as pessoas "não é, fundamentalmente, a sua circunstância geracional", refletindo que "muitas ideias" que foram importantes para a geração de Mário Soares "não são meramente geracionais, perduraram, existem, mantêm-se, continuam vivas".
"Isso é que é o essencial, aquilo que está vivo e tem condições para prosseguir", concluiu.
ACL.
Lusa/Fim.

SERÁ DESTA?

Carlos Freitas apresentou André Carrilo e anunciou mais duas aquisições Gif Rei LeãoCarlos Freitas apresentou André Carrilo e anunciou mais duas aquisiçõesO director-geral do futebol do Sporting revelou hoje, durante a apresentação de André Carrilo, que ...O director-geral do futebol do Sporting revelou hoje, durante a apresentação de André Carrilo, que o clube tem "duas transferências em curso de jogadores com o perfil" do jovem peruano, a quem "não se vai pedir sucesso imediato".
"Esta contratação insere-se numa politica que delineámos, na qual vamos contratar dois a três jogadores com o perfil de André Carrillo, englobado numa bolsa de valores, a quem não vamos pedir sucesso amanhã", disse Carlos Freitas, com o jogador peruano a seu lado.O dirigente leonino entende que é preciso "dar espaço de manobra" a André Carrilo para se "adaptar ao clube e à vida em Portugal", de forma a "evitar casos recentes" de alguns jogadores que acabam por "vingar noutros países", dando o exemplo de Caicedo.
A importância de dar tempo a Carrillo para se afirmar foi enfatizada por Carlos Freitas: "O André reúne um conjunto de qualidades importantes e será capaz, com o potencial que tem, de singrar no Sporting e no futebol português".


O COELHO ESTÁ QUASE CAÇADO

SONDAGEM UNIVERSIDADE CATÓLICA


Os resultados da mais recente sondagem do CESOP da Universidade Católica para o Diário de Notícias, RTP, Antena 1 e Jornal de Notícias, explicam muita coisa.

Então é assim: PS 36%. PSD 34%. CDS-PP 10%. CDU 9%. BE 5%. Face ao estudo anterior do CESOP, o PSD cai cinco pontos e o CDS-PP sobre três. A soma da direita fica aquém da maioria absoluta. O PS lidera, como seria de esperar (os erros do PSD são clamorosos), mas com estes resultados ninguém vai a lado nenhum.
Nem as campanhas negras contra Sócrates lançadas de sectores afectos ao PSD conseguem abrir caminho ao infeliz coelho...

JOSÉ SÓCRATES - O ÚNICO LÍDER QUE TEM CRÉDITO*

Antes e depois, é connosco
 As opiniões de aplauso e júbilo ao programa acordado com aTroika multiplicam-se. Na verdade, todos sabem e sabiam há muito tempo quais os problemas do país, as reformas estruturais (aquela fórmula linguística utilizada a propósito e a despropósito, principalmente por quem não as quer executar), as despesas a reduzir e as reestruturações e ganhos de eficiência possíveis.
 O problema foi e é implementar as medidas que todos reputam indispensáveis e inadiáveis. O único governo que, nas últimas décadas, teve uma agenda verdadeira e assumidamente reformista, foi o primeiro governo liderado por Sócrates. Anunciou e iniciou reformas em várias frentes. O resultado foi uma enorme revolta de todas as corporações e de todos os grupos de pressão empresariais e políticos, do seu e dos outros partidos, que fizeram tudo para boicotar quaisquer sinais de mudança, da educação à saúde, das finanças regionais às locais, do sistema de justiça à auto-estrada tecnológica. Tudo foi pretexto para impedir, emperrar, denegrir, descredibilizar, qualquer assomo de iniciativa para a diferença.
Na última legislatura houve até convergência de forças políticas antagónicas, mas que concordaram em tentar desfazer o que, com muito esforço e trabalho, se tinha conseguido fazer anteriormente.
Quem tem que assumir a responsabilidade de cumprir as metas que nos são impostas (é claro que nos são impostas) somos nós,,cidadãos, que não queremos perceber que é preciso cumprir horários, controlar a qualidade do nosso trabalho, prestar contas e responsabilizamo-nos pelo pagamento dos impostos, pela educação dos filhos, pela avaliação do desempenho, pelo mérito, pela partilha e pela solidariedade, pelo cumprimento rigoroso de normas de trabalho e de conduta, pela exigência a nós mesmos e aos outros, pelo desfazer de clientelas, compadrios, amiguismos, negligências, oportunismos e vigarices.
Seja quem for que ganhe as eleições terá que conseguir que nos olhemos ao espelho. E, melhor ou pior, o único líder que tem créditos em termos de querer mudar, por ter assumido os riscos que isso importa, é José Sócrates.
*Apesar das campanhas negras a tentar desacreditá-lo
 Em  Defender o Quadrado

OS DERROTADOS DA TROIKA

Os derrotados da troika (5)


Nas "baixas" da troika inclui-se também o movimenrto das escolas privadas em luta contra a redução dos pingues subsídios públicos, que até foi queixar-se à troika, e que sai totalmente derrotado, pois o programa de ajuda externa não só não lhes dá razão como apoia totalmente a redução desses subsídios.

Os derrotados da troika (4)


Entre os derrotados da troika conta-se o sector das farmácias, que vêm as suas confortáveis margens de comercialização sensivelmente reduzidas, em proveito dos utentes e do SNS.
A poderosa ANF, que até agora vergou todos os governos, não conseguiu impressionar a UE e o FMI. Certos poderes só são gigantes à escala doméstica...

Os derrotados da troika (3)


Derrotados são também os governos regionais, que até agora tentaram manter-se no essencial à margem das exigências da austeridade orçamental do País, incluindo os seus privilégios fiscais, e que agora se vêem obrigados não só a compartilhar inteiramente dos objectivos da consolidação orçamntal e da redução da despesa pública, mas também a reduzir as saus regalias fiscais e a sua dependência em relação ao orçamento da República.

Os derrotados da troika (2)


Os segundos grandes derrotados do programa da UE e do FMI são os partidos da extrema esquerda, que em nome da rejeição da austeridade se juntaram à direita para rejeitar o PEC IV, assim derrubando o Governo e tornando inevitável o pedido de ajuda externa, e que agora levam cima com um programa de austeridade bem mais exigente, bem como com uma liberalização bem mais funda das relações laborais.
É evidente que não podiam ignorar que o resultado só podia ser esse. Mas está-lhes na massa do sangue: quanto pior, melhor para eles...

Os derrotados da troika (1)


Quem sofre uma derrota em toda a linha com o programa de ajuda externa é o PSD.
Desde há meses que contava com a intervenção externa para um programa de disciplina orçamental que justificasse uma ofensiva neoliberal em forma contra o SNS, o sistema público de pensões e a escola pública. Contudo, o programa ontem conhecido respeita inteiramente esses três pilares do Estado social (embora não sejam poupados à redução dos gastos), sem ennhuma referência à famosa liberdade de opção pelo sector privado.
O PSD queria um programa de disciplina orçamental exclusivamente baseado no corte da despesa, de modo a pôr o Esatdo a pão e água, só admitindo aumento do IVA para reduzir no mesmo momtante as contribuições patronais para a segurança social. Mas programa da UE e do FMI tem uma forte componente de aumento da receita fiscal do Estado e das regiões autónomas como meio de reduação do défice orçamental.
O PSD opunha-se visceralemente a um corte adicional nas deduções e benefícios fiscais. O programa, porém, pede muito mais.
O PSD sugeria a privatização parcial da CGD (banco). O programa não só não inclui a Caixa no plano de privatizações (salvo os seguros, como já estava previsto) como assume plenamente a propriedade pública da mesma.
Depois desta amostra, ver o PSD a reivindidar uma vitória sua no programa de ajuda externa, só por masoquismo...

06 maio 2011

AVAL A ASSISTÊNCIA FINANCEIRA A PORTUGAL

 


Comissão Europeia dá aval a assistência financeira na terça-feira
Comissão Europeia dá aval a assistência financeira na terça-feira
Bruxelas, 06 abr (Lusa) - A Comissão Europeia deverá dar na terça-feira em Estrasburgo o seu aval político ao programa de assistência financeira a Portugal que em seguida terá de receber a aprovação definitiva dos ministros das Finanças europeus.
Um porta-voz do executivo comunitário informou que o comissário europeu dos Assuntos Económicos, Olli Rehn, vai fazer uma "exposição breve" do acordo técnico alcançado com Portugal esta semana antes de o colégio dar o seu acordo político ao compromisso.
Olli Rehn dará em seguida uma conferência de imprensa sobre a questão às 15:30 (14:30 de Lisboa).
Os ministros das Finanças da Zona Euro (16 de maio) e da União Europeia (17 de maio) reunidos em Bruxelas irão tomar uma decisão final sobre o resgate a Portugal.
Os responsáveis da Zona Euro terão de aprovar a parte da ajuda financeira relacionada com o Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF)e os da UE a parte do Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira (MEEF).

NÃO FOI CATROGA QUE DISSE TER SIDO ELE O CÉREBRO DO PROGRAMA APROVADO?

FMI: "Governo já tinha tomado estas medidas antes de chegarmos aqui" (Com vídeo)
O programa de austeridade e de reformas que Portugal terá de seguir nos próximos anos a troco do empréstimo internacional não resulta de qualquer imposição externa, disse o representante do FMI na troika que negociou a ajuda externa. Veja aqui o vídeo.
Depois de ter qualificado o programa de “ousado”, “severo” e “exigente”, Poul Thomsen precisou que a receita de austeridade, mas também de reformas económicas, não foi imposta de fora.

“O Governo já tinha tomado estas medidas antes de chegarmos aqui”, disse, depois de o representante da
Comissão Europeia, Jürgen Kröger, ter também passado a mesma mensagem que já Teixeira dos Santos frisara: “Este é um programa português que merece o apoio da UE e do FMI”.

Kröger precisou que o PEC IV, chumbado pela oposição, foi um "bom ponto de partida, mas não era suficientemente abrangente". "Tinha elementos muito positivos em termos orçamentais, mas não era suficientemente profundo em termos de reformas estruturais”, acrescentou.
Ambos rejeitaram a ideia de que o programa português seja mais leve do que os acordados na
Grécia e na Irlanda. A grande diferença está nas reformas estruturais (concorrência, mercado laboral, por exemplo), que são elencadas de forma muito mais detalhada no programa português.
O representante do
FMI advertiu, por seu turno, ser fundamental que o próximo Governo “assuma a responsabilidade deste programa”. “Ao fazê-lo vai contribuir decididamente para restaurar a confianças da economia portuguesa nos mercados e nos fora internacionais”, disse Thomsen.