21 dezembro 2011

A MORTE DE UM DITADOR COMUNISTA

  • O ditador morto por quem os nortecoreanos são obrigados a chorar
    e os comunistas portugueses a cramar...
A Coreia do Norte continua a violar sistematicamente os direitos mais básicos da sua população.
Apesar de ter assinado quatro tratados internacionais de direitos humanos, mantém cerca de 200 mil pessoas detidas em campos de trabalhos forçados, recorrendo à tortura sistemática e às execuções públicas, garante a Human Rights Watch (HRW), ao antecipar, ontem, parte da informação incluída no seu “World Report 2012”, a lançar em Janeiro.
“Kim Jong-il será lembrado como o supervisor brutal de uma opressão sistemática em massa que inclui o desejo de deixar o seu povo morrer de fome”, afirma o director-executivo da HRW, Kenneth Roth, em comunicado, pedindo aos governos de todo o mundo que aproveitem a morte daquele que foi o líder norte-coreano durante 17 anos para exercer pressão sobre o seu sucessor. O legado do Querido Líder, diz Roth, inclui dezenas de milhares de mortos em campos de trabalhos, onde ainda hoje se calcula que estejam detidas 200 mil pessoas em condições infra-humanas, a morrer à fome e a sofrer abusos brutais.
No tristemente célebre campo de Yodok, no Norte do país, onde chega a haver três gerações de prisioneiros da mesma família – as faltas de um norte-coreano repercutem-se directamente nos seus familiares mais próximos até aos netos –, é normal haver jornadas de 12 horas de trabalho e poucos alimentos. A Amnistia Internacional (AI) diz que as condições nos campos de trabalho norte-coreanos são as piores que a organização não governamental já registou no seu meio século de existência.
Durante anos, o governo da Coreia do Norte negou a existência desses campos, chamados kwanliso – “lugares de controlo e gestão”. Nos últimos tempos deixou de o fazer. “São lugares ocultos da vista do mundo, onde quase toda a protecção de direitos humanos que o direito internacional tentou estabelecer nos últimos 60 anos são ignorados”, dizia em Maio o director da AI para a Ásia e o Pacífico.
“Era uma vida de trabalho duro”, onde “30% dos novos prisioneiros morriam. Estávamos tão mal nutridos que comíamos ratos e minhocas para sobreviver”, contou à BBC Kang Cheol-hwan. Este dissidente norte-coreano que fugiu para a Coreia do Sul esteve detido no campo de trabalho n.o 15, situado em Yodok.
A jornalista Barbara Demick, em “A Longa Noite de Um Povo”, o seu livro sobre a Coreia do Norte editado este ano em Portugal, diz que os relatos sobre a vida no gulag norte-coreano (Kim Il-sung, o Grande Líder, fundador da República Popular, inspirou-se nos soviéticos) são escassos porque são poucos aqueles que conseguem sobreviver aos campos e fugir do país. Kang Cheol-hwan, que passou a sua infância em Yodok, é um deles e até escreveu sobre o assunto em “Aquariums of Pyongyang”.
fome A AI tem informação de que o número de prisioneiros tem vindo a aumentar, o que pode estar relacionado directamente com a falta de alimentos. A Grande Fome dos anos 90 matou entre 600 mil e 2 milhões de pessoas e as Nações Unidas revelaram em Março que havia 6 milhões de pessoas vulneráveis, “a precisar de ajuda alimentar urgente para evitar a fome”. O Programa Alimentar Mundial fala na pior fome da última década e há ONG sul-coreanas com activistas na Coreia do Norte a revelar que já há casos de morte por escassez de alimentos.
As inundações e um Inverno muito rigoroso resultaram este ano em colheitas diminutas num país onde o terreno acidentado e o solo pouco fértil não são generosos. Além disso a política de auto-sustentação promovida pelo governo a partir dos anos 80 deixou de alcançar os objectivos mínimos desde a queda da União Soviética, de onde vinha a maior parte dos fertilizantes.
Em Dezembro de 1996, Kim Jong-il fez um discurso na Universidade de Pyong-yang onde revelou: “O problema alimentar está a criar anarquia.” Com isso dava o mote para uma acção mais repressora das autoridades contra aqueles que procuravam através do engenho privado alimentar as suas famílias. Para o Querido Líder, “dizer às pessoas que resolvessem o problema alimentar sozinhas” poderia levar “ao colapso” das bases do partido. O mesmo poderá estar a acontecer agora.
“Os dois principais doadores de alimentos, EUA e Coreia do Sul, recusam-se a fornecer ajuda alimentar até a Coreia do Norte pedir desculpa por afundar o navio de guerra sul-coreano Cehonan e bombardear a ilha de Yeonpyong em 2010”, adianta a HRW, o que está a agravar ainda mais a situação.
A situação alimentar precária, conjugada com a falta de liberdades e a falta de perspectivas económicas, tem aumentado também o número de norte-coreanos que arriscam a vida para fugir do país, o que é cada vez mais difícil porque a China redobrou de esforços para estancar o fluxo. Pequim, único aliado internacional de Pyongyang, tem colaborado de perto com as autoridades norte-coreanas no controlo da fronteira.
Porém, no final de Novembro, Maruzki Darusman, o relator especial da ONU para os direitos humanos na Coreia do Norte, só se referiu à questão chinesa – sem se alongar muito – porque os jornalistas lhe apresentaram as perguntas no final de uma conferência de imprensa em Seul. Mesmo assim, recusou-se a condenar o facto.
“A Coreia do Norte considera crime sair do país sem autorização do Estado. Aqueles que saem sofrem punições severas quando são repatriados, incluindo interrogatórios, tortura” e longas penas de trabalhos forçados em centros de detenção “horrendos”, explica a HRW.
Em Setembro, 41 organizações não governamentais internacionais lançaram a Coligação Internacional para Parar os Crimes contra a Humanidade na Coreia do Norte (ICNK, na sigla em inglês), destinado a fazer lóbi junto dos principais membros da ONU para que se estabeleça uma comissão de inquérito para a Coreia do Norte. A pressão agora, com a morte de Kim Jong-il, poderá ver-se frustrada porque as principais potências internacionais quererão esperar para ver o que será o país sob a liderança de Kim Jong-un
MAS A NAÇÃO COREANA LAVA-SE EM LÁGIMAS... AI DE QUEM NÃO CHORAR...

O HOMEM TALVEZ SÓ TENHA UMA CARITA LAROCA...NUMA CABEÇA OCA

O comentador Marcelo Rebelo de Sousa não poupou  no último domingo à noite o primeiro-ministro por este ter dito que os professores sem trabalho em Portugal devem procurá-lo fora do país. "Passos não pode convidar os portugueses a emigrar", disse Marcelo, classificando as afirmações do primeiro-ministro como "graves". No seu habitual espaço de comentário no Jornal das 8 da TVI, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou: "Atenção que ele [Passos] não é um comentador político, é o primeiro-ministro de Portugal"
"Se ele tem dito que há desemprego, mas o Governo está a tratar com as autoridades brasileiras e angolanas, no sentido de encontrar saída profissional, vocacional e pessoal, isso era bem dito. Agora como ele disse... Eu já disse o mesmo em relação a um secretário de Estado, mas é mais grave dito por um primeiro-ministro", acrescentou.
"Os portugueses querem um primeiro-ministro que lhes diga: 'Eu vou governar de tal maneira que não será preciso emigrar para o estrangeiro'", disse ainda Marcelo...

CUME DE INCAPACIDADE


Cimeira Europeia: cume de incapacidade 

Nenhuma das medidas de solidariedade europeia prementes para travar a especulação contra o euro foi tomada nesta Cimeira, que apostou na fuga para a frente de um novo Tratado por uma via anti-democrática - que este Parlamento não deixará passar.
A ideia de reforçar os Fundos do FMI é a mais patética confissão de incapacidade da Europa Merkozy.
No meu e seu país, Senhor Barroso, idosos que eram classe média estão a engrossar as filas da sopa dos pobres, milhares de crianças aparecem nas escolas de barriga vazia, milhares de famílias estão a perder as casas em que investiram as economias de toda a vida e os jovens partem aos milhares para Angola, Brasil, Austrália, Alemanha, por falta de emprego, porque as empresas fecham e despedem todos os dias mais gente.
Em contrapartida, os ricos estão cada vez mais ricos e com a vida fácil para continuarem a pôr o dinheiro em paraísos fiscais como a City de Londres, com o apoio dos nossos bancos, apoiados pelo empréstimo da Troika, que os contribuintes portugueses pagarão com língua de palmo.
Com a obsessão da austeridade recessiva do tandem Merkozy, o Conselho Europeu não está apenas a impedir a Europa do crescimento e do emprego e a destruir a Europa social: está a devastar o europeismo dos cidadãos europeus e a semear o caos social na União Europeia.


O que faz ali o caixa de óculos?
Estará a fazer de burro?


A tradição manda que enviemos um cartão de Boas Festas a cada um dos visitantes deste humilde palheiro bem como a merecida prenda que este ano constituirá um gesto de homenagem à família dos Batanetes que se mudou de um qualquer bairro de lata intelectual para a residência oficial de São Bento..
De O JUMENTO

NEM SALAZAR OUSOU...

Nem Salazar...

                             

«Nem Salazar se atreveu a tocar no feriado de 5 de Outubro, diz Manuel Alegre».
De facto...quem não tem vergonha todo o mundo é seu...

UM GOVERNO DE OPERETA


‘Se não tivéssemos feito isso [aplicar uma sobretaxa sobre o subsídio de Natal] nem sequer nos tinham deixado utilizar os fundos de pensões para pagar o défice.’


      ‘Foi necessário recorrer à sobretaxa sobre o subsidio de Natal deste ano para que o país desse um sinal claro de que pretende emendar as suas contas públicas e só nessa circunstância é que o triunvirato - o FMI e a União Europeia - aceitaram a receita extraordinária dos fundos de pensões.’


Depois de a troika ter desmentido Passos Coelho e Paulo Portas, é o próprio ministro das Finanças que tira  o tapete a Passos e a Portas, garantindo que o corte de metade do subsídio de Natal de 2011 foi “uma opção do Governo” e não uma imposição da troika.
O primeiro-ministro e o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros podem mentir ao país e nada acontece...

QUEM VOTOU PSD DEVE TER OS DEDOS A ARDER...

?próxima medida do PSD para
o desemprego?
Paulo Rangel, ontem, à entrada para uma reunião do Conselho Nacional do PSD, sobre o apelo à emigração dirigido pelo primeiro-ministro aos desempregados em geral, professores em particular:
«Às tantas, nós até devemos pensar, se houver essas oportunidades, em, de alguma maneira, gerirmos esse processo. Talvez fosse uma forma de controlar os danos. Era ter, no fundo, uma agência nacional que pudesse eventualmente identificar necessidades e procurar ajustar as pessoas que tivessem vontade — não é forçar ninguém a emigrar, não se trata disso — e canalizar isso. Não vejo motivo de escândalo. Pelo contrário, [a sugestão] devia suscitar um debate sério na sociedade portuguesa, para tentarmos, na medida do possível, acomodar as necessidades do País em termos de mercado de trabalho no exterior. No caso da Educação, com a baixa da taxa demográfica, não há lugar para todos os professores. Ou os senhores querem que as pessoas fiquem em casa à fome e a viver do fundo de desemprego, é isso que querem?»

20 dezembro 2011

FALTA DE VERGONHA E DESUMANIDADE




São umas vinte e vão todas em fila indiana, de mãos dadas como se estivessem numa roda, com os seus bibes de cores variadas [...] Para o Governo do meu país, os financeiros sem rosto que sobem os juros da dívida que dizem que temos são mais importantes que as crianças de bibe . Ainda que esses financeiros sem rosto tenham roubado os títulos da dívida a alguém, ainda que os tenham forjado, ainda que tenham sido eles a convencer os governantes a reduzir os impostos às empresas para depois termos de lhes pedir dinheiro emprestado, ainda que nos cobrem um juro agiota, ainda que subam o seu juro agiota sem razão, ainda que condenem à miséria crianças de bibe  por todo o mundo, ainda que condenem a morrer à fome crianças que nem sequer têm um bibe . Que honra é esta que sobrepõe o dever de pagamento da dívida aos ricos ao dever de alimentar os pobres? Que honra é esta que aceita aumentos de juros de 7 por cento para as dívidas que se devem aos ricos mas apenas um aumento de 3 por cento para as pensões dos mais pobres dos pobres? Não é nenhuma honra. É apenas indignidade. É apenas falta de vergonha. É apenas desumanidade.
[...] O discurso hegemónico é simples e condena as crianças de bibe  à vida triste que já vivemos há quarenta anos, como lembrava há dias Isabel do Carmo. [...] Já começámos a perceber como funciona o sistema da dívida, a armadilha dos juros crescentes, a matilha de agências de rating e dos bancos, empenhados em reduzir a solidariedade ao Estado mínimo que deixa todos os negócios na mão de quem já controla os mercados, a mentira do falso mercado da falsa concorrência, a mentira dos cartéis e da corrupção, dos impostos que são apenas para os trabalhadores e dos paraísos fiscais que são apenas para os ricos. [...]»




Segunda-feira, Dezembro 19, 2011


CITAÇÃO, 394


Manuel António Pina, Finalmente alguém sensato, no Jornal de Notícias. Sublinhado meu:

«O que disse o vice-presidente da bancada do PS e tanta celeuma levantou é o óbvio: um Governo que se preocupasse exclusivamente com os interesses dos portugueses e não fosse um mero núncio local dos interesses dos “mercados” deveria ter como absoluta prioridade a renegociação da dívida.

É hoje claro para quem observa, sem palas ideológicas, a situação portuguesa que nunca conseguiremos pagar a dívida nas condições usurárias que nos foram impostas, as quais, gerando recessão e bloqueando o crescimento da economia, constituem o principal obstáculo a esse pagamento, forçando sempre a novas e sucessivas
“ajudas”,
numa espiral de endividamento cujos resultados estão à vista na Grécia.

Assim, a reestruturação da dívida será, mais tarde ou mais cedo, uma inevitabilidade. Aos credores interessa que seja o mais tarde possível, quando o país estiver já completamente exaurido e sem património que vender ao desbarato. Nessa altura, tudo o que puderem ainda sacar será bem vindo. Aos portugueses interessa que seja já, enquanto ainda dispomos de uns restos de soberania.

A desassombrada afirmação de Pedro Nuno Santos, de que devemos
“marimbar-nos para os credores” e usar todas as armas para obter condições que nos permitam pagar o que devemos e sobreviver como país independente, seria o desiderato patriótico de qualquer Governo que não agisse apenas como submissa correia de transmissão dos interesses da Sra. Merkel.»

SÓ O DIVINO PCP TEM O DIREITO DE METER O BEDELHO EM TUDO QUE É SÍTIO

Ó p'ra eles e suas medalhas
que parece mostruário de
retrosaria
As manifestações em formatura na Coreia do Norte para glorificar o
Grande Chefe que ninguém elege
e se diviniza
HORRÍVEL

 

Condenável é alguém meter o bedelho no que lá se passa... DIZ O PCP

E... TERÁ RAZÃO PORQUE  BEDELHO É UM EXCLUSIVO DO PCP E O ÚNICO     INSTRUMENTO QUE O PCP SABE TOCAR APRECEITO 
Em comunicado, o PCP «reafirma a solidariedade para com o povo coreano perante as pressões, agressões e tentativas de desestabilização do imperialismo (...) e, ao mesmo tempo, a mais firme rejeição da agenda intervencionista do imperialismo, designadamente dos EUA». O PCP, portanto, não manifesta solidariedade com o povo coreano perante a repressão violenta a que é sujeito. Isso seria «ingerência nos assuntos internos» do regime do Presidente Eterno, coisa extremamente condenável. O PCP manifesta solidariedade, isso sim, contra as «pressões»(?) a que está sujeita uma das ditaduras mais concentracionárias do mundo. Para que conste...
SÓ O P.C.P. É QUE TEM O DIREITO (ALGO DIVINO) DE METER O BEDELHO EM TUDO QUE É SÍTIO... HORRIPILANTES!- OS SEM VERGONHA!

OBRIGADINHO COELHO E... VAI-TE CATAR


Agora que 2012 se aproxima do fim e vamos sendo tomados por sentimentos natalícios é o momento para fazer algo que há algum tempo sinto necessidade, manifestar a Passos Coelho a minha gratidão.
Há mais de trinta anos que a direita se anda a disfarçar recorrendo aos valores da esquerda, com a extrema direita a oscilar entre os disfarces de centrista ou de social-democrata. Já quando a AD ganhou as eleições o Freitas do Amaral, então presidente do CDS e actual boy do PSD, exultava de alegria porque tinha ganho nos bairros da lata. Poucos meses antes ainda o PSD era um defensor incondicional do socialismo e o CDS manifestava a sua obediência ao Conselho da Revolução.
Finalmente a direita teve a coragem de se assumir e já não se disfarça de social-democrata, assume claramente que está no poder para servir os mais ricos e se for necessário espoliar todos os portugueses para ajudar banqueiros e empresários falidos a sobreviver à concorrência externa. Finalmente a direita portuguesa é mesmo direita, e isso é um favor que a esquerda nunca poderá esquecer.
Depois de anos e anos de se dizer que é tudo o mesmo toda uma geração que não conheceu um governo de direita a sério e sem complexos vai ficar a saber, e nada melhor do que um ministro das Finanças mais brutal do que qualquer outro do salazarismo, um primeiro-ministro que despreza o seu povo e sugere-lhe a emigração para se perceberem as diferenças entre direita e esquerda.
Temos de agradecer a Passos Coelho por ter mostrado aos professores portugueses o calibre de sindicalistas como Mário Nogueira, de defensores da soberania como o Nobre ou o empenho social de trastes como o Paulo Portas.
emos de agradecer a Passos Coelho por explicar que a asfixia democrática é adoptar um orçamento brutal em que a única excepção ao excesso de troika em vez de serem as medidas para estimular o crescimento económico foi o orçamento da Administração Interna para financiar a repressão. Vítor Gaspar não explicaria melhor aos nossos jovens nascidos em democracia o que é uma estratégia fascista, nem mesmo os responsáveis da polícia que infiltraram a manifestação da greve geral teriam feito melhor.
emos de agradecer a Passos Coelho porque ensinou aos portugueses o valor de coisas como o Serviço Nacional de Saúde, direitos laborais tão elementares como o direito ao descanso ou a uma remuneração justa, ou coisas tão elementares em toda a Europa como os subsídios.
Temos de agradecer a Passos Coelho o facto de os portugueses deixarem de gozar com governantes dialogantes e passarem a dar mais importância à concertação social e ao diálogo do que à ditadura. Hoje os portugueses sabem qual a diferença entre o diálogo entre parceiros sociais e uma sociedade regulada por decisões adoptadas por um governo autoritário e com tiques fascistas.
È muito pouco provável que Passos Coelho termine 2012 como primeiro-ministro, ele está convencido de que enquanto houver troika pode brutalizar os portugueses e o país em favor dos mais ricos mas está enganado, não conhece nem Portugal nem a história, essas coisas não se aprendem em cursos da treta, não são acessíveis a personagens com parcos recursos intelectuais nem o Ângelo Correia parece ter sentido necessidade de lhe ensinar. Por isso governo como se não existisse constituição e o mandato fosse de 48 anos.
Mas passos Coelho está enganado, vai ser corrido mais cedo do que imagina e não podemos deixar passar o último Natal de muitos portugueses para lhe manifestar a gratidão pelo que está a fazer pela esquerda portuguesa.

ESSE PRIMEIRO MINISTRO E GOVERNO DE FANCARIA!...

terça-feira, 20 de dezembro de 2011


Porque é que eu não emigro

                                                               Governo
Será uma equipa de futebol amador em barreira a proteger as partes baixas na marcação de um livre directo?
(clique aqui para ver a solução)

Homem atadoPudesse eu, tivesse vinte e poucos anos, não tivesse filhas nem netas, nem casa para sustentar, fosse licenciado a fazer de professor, não tivesse descontado mais de 2/3 da minha vida para garantir uma segurança na velhice que me anunciam não ir ter, não tivesse investido em Portugal, no bem dos portugueses, no ensino das minhas descendentes, na defesa do meu País, não tivesse deixado o couro (e literalmente o cabelo) na defesa da democracia, na oportunidade dada ao Primeiro-Ministro para se educar à minha custa e de ter sido tratado por médicos que eu ajudei a pagar e de usar as auto-estradas que ainda estou a pagar e que as minhas filhas e netas irão continuar a amortizar, não fossem todas essas razões e mais uma mão cheia que não direi aqui, entre elas as que inviabilizam a partida devido aos roubos na remuneração que me é devida e que servem para pagar todos os luxos de que os nossos governantes não abdicam, e faria como o Senhor Primeiro-Ministro sugere.
Emigrava.

Não para os PALOPS ou outros de língua oficial portuguesa, mas para países onde os offshores fossem garantidos, tivesse, claro, tido oportunidade de ter poupado uma vida inteira porque não tinha criado portugueses novos, nem os tinha educado, porque não tinha descontado 2/3 de uma vida para um fundo que foi inúmeras vezes atacado pela ganância e pelo absurdo (como aquilo que agora pretendem fazer com os fundos de pensões dos bancários), não tivesse investido em Portugal e no bem dos portugueses, nem na defesa do meu País, nem tivesse pago os estudos de um homem que hoje é Primeiro-Ministro, nem as auto-estradas que ele usa, nem os médicos que o tratam nem o raio-que-o-parta, mais as meninas que já não vão receber prendinhas, a não ser a pequenina, nem os almoços no Forte de São Julião e as luzinhas de Natal com uma estrelinha que os guie.
Tivesse eu meios para emigrar, para não ter de ouvir estes tipos
, não ter de me deprimir cada vez que anunciam que aquilo porque lutei uma vida inteira foi uma fantasia, embora tudo tenha feito e pago para que fosse uma realidade para mim, para as minhas filhos e netos, e já tinha emigrado ou pelo menos tinha emigrado o aforro para evitar que esta gente lhe deitasse a mão.
LNT, douto dono da Barbearia do Senhor Luis
Governo
Será uma equipa de futebol amador em barreira a proteger as partes baixas na marcação de um livre directo?(clique aqui para ver a solução) 


 

APURANDO ESTRUGIDOS...



Convencido de que o governo não se aguenta para além de 2012, havendo mesmo a possibilidade de os seus Batanetes terem de fugir com a roupa que tiverem vestida para evitar a participação no espectáculo do renovado Campo Pequeno, Miguel Relvas decidiu tirar um curso de cozinha nas suas hora livres receando  poder vir a ter necessidade de arranjar emprego num botequim ou casa de pasto em Angola ou no Brasil.

AO SNHOR PIMEIRO MINISTRO

por Sérgio Lavos
Uma carta publicada no Facebook por uma das pessoas "excedentárias" que este país quer mandar lá para fora. Uma apenas. Entre milhares. Tanta gente não pode valer tão pouco para quem manda.
"Exmo Senhor Primeiro Ministro

Começo por me apresentar, uma vez que estou certa que nunca ouviu falar de mim. Chamo-me Myriam. Myriam Zaluar é o meu nome "de guerra". Basilio é o apelido pelo qual me conhecem os meus amigos mais antigos e também os que, não sendo amigos, se lembram de mim em anos mais recuados.
Nasci em França, porque o meu pai teve de deixar o seu país aos 20 e poucos anos. Fê-lo porque se recusou a combater numa guerra contra a qual se erguia. Fê-lo porque se recusou a continuar num país onde não havia liberdade de dizer, de fazer, de pensar, de crescer. Estou feliz por o meu pai ter emigrado, porque se não o tivesse feito, eu não estaria aqui. Nasci em França, porque a minha mãe teve de deixar o seu país aos 19 anos. Fê-lo porque não tinha hipóteses de estudar e desenvolver o seu potencial no país onde nasceu. Foi para França estudar e trabalhar e estou feliz por tê-lo feito, pois se assim não fosse eu não estaria aqui. Estou feliz por os meus pais terem emigrado, caso contrário nunca se teriam conhecido e eu não estaria aqui. Não tenho porém a ingenuidade de pensar que foi fácil para eles sair do país onde nasceram. Durante anos o meu pai não pôde entrar no seu país, pois se o fizesse seria preso. A minha mãe não pôde despedir-se de pessoas que amava porque viveu sempre longe delas. Mais tarde, o 25 de Abril abriu as portas ao regresso do meu pai e viemos todos para o país que era o dele e que passou a ser o nosso. Viemos para viver, sonhar e crescer.
Cresci. Na escola, distingui-me dos demais. Fui rebelde e nem sempre uma menina exemplar mas entrei na faculdade com 17 anos e com a melhor média daquele ano: 17,6. Naquela altura, só havia três cursos em Portugal onde era mais dificil entrar do que no meu. Não quero com isto dizer que era uma super-estudante, longe disso. Baldei-me a algumas aulas, deixei cadeiras para trás, saí, curti, namorei, vivi intensamente, mas mesmo assim licenciei-me com 23 anos. Durante a licenciatura dei explicações, fiz traduções, escrevi textos para rádio, coleccionei estágios, desperdicei algumas oportunidades, aproveitei outras, aprendi muito, esqueci-me de muito do que tinha aprendido.
Cresci. Conquistei o meu primeiro emprego sozinha. Trabalhei. Ganhei a vida. Despedi-me. Conquistei outro emprego, mais uma vez sem ajudas. Trabalhei mais. Saí de casa dos meus pais. Paguei o meu primeiro carro, a minha primeira viagem, a minha primeira renda. Fiquei efectiva. Tornei-me personna non grata no meu local de trabalho. "És provavelmente aquela que melhor escreve e que mais produz aqui dentro." - disseram-me - "Mas tenho de te mandar embora porque te ris demasiado alto na redacção". Fiquei.
Aos 27 anos conheci a prateleira. Tive o meu primeiro filho. Aos 28 anos conheci o desemprego. "Não há-de ser nada, pensei. Sou jovem, tenho um bom curriculo, arranjarei trabalho num instante". Não arranjei. Aos 29 anos conheci a precariedade. Desde então nunca deixei de trabalhar mas nunca mais conheci outra coisa que não fosse a precariedade. Aos 37 anos, idade com que o senhor se licenciou, tinha eu dois filhos, 15 anos de licenciatura, 15 de carteira profissional de jornalista e carreira 'congelada'. Tinha também 18 anos de experiência profissional como jornalista, tradutora e professora, vários cursos, um CAP caducado, domínio total de três línguas, duas das quais como "nativa". Tinha como ordenado 'fixo' 485 euros x 7 meses por ano. Tinha iniciado um mestrado que tive depois de suspender pois foi preciso escolher entre trabalhar para pagar as contas ou para completar o curso. O meu dia, senhor primeiro ministro, só tinha 24 horas...
Cresci mais. Aos 38 anos conheci o mobbying. Conheci as insónias noites a fio. Conheci o medo do amanhã. Conheci, pela vigésima vez, a passagem de bestial a besta. Conheci o desespero. Conheci - felizmente! - também outras pessoas que partilhavam comigo a revolta. Percebi que não estava só. Percebi que a culpa não era minha. Cresci. Conheci-me melhor. Percebi que tinha valor.
Senhor primeiro-ministro, vou poupá-lo a mais pormenores sobre a minha vida. Tenho a dizer-lhe o seguinte: faço hoje 42 anos. Sou doutoranda e investigadora da Universidade do Minho. Os meus pais, que deviam estar a reformar-se, depois de uma vida dedicada à investigação, ao ensino, ao crescimento deste país e das suas filhas e netos, os meus pais, que deviam estar a comprar uma casinha na praia para conhecerem algum descanso e descontracção, continuam a trabalhar e estão a assegurar aos meus filhos aquilo que eu não posso. Material escolar. Roupa. Sapatos. Dinheiro de bolso. Lazeres. Actividades extra-escolares. Quanto a mim, tenho actualmente como ordenado fixo 405 euros X 7 meses por ano. Sim, leu bem, senhor primeiro-ministro. A universidade na qual lecciono há 16 anos conseguiu mais uma vez reduzir-me o ordenado. Todo o trabalho que arranjo é extra e a recibos verdes. Não sou independente, senhor primeiro ministro. Sempre que tenho extras tenho de contar com apoios familiares para que os meus filhos não fiquem sozinhos em casa. Tenho uma dívida de mais de cinco anos à Segurança Social que, por sua vez, deveria ter fornecido um dossier ao Tribunal de Família e Menores há mais de três a fim que os meus filhos possam receber a pensão de alimentos a que têm direito pois sou mãe solteira. Até hoje, não o fez.
Tenho a dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: nunca fui administradora de coisa nenhuma e o salário mais elevado que auferi até hoje não chegava aos mil euros. Isto foi ainda no tempo dos escudos, na altura em que eu enchia o depósito do meu renault clio com cinco contos e ia jantar fora e acampar todos os fins-de-semana. Talvez isso fosse viver acima das minhas possibilidades. Talvez as duas viagens que fiz a Cabo-Verde e ao Brasil e que paguei com o dinheiro que ganhei com o meu trabalho tivessem sido luxos. Talvez o carro de 12 anos que conduzo e que me custou 2 mil euros a pronto pagamento seja um excesso, mas sabe, senhor primeiro-ministro, por mais que faça e refaça as contas, e por mais que a gasolina teime em aumentar, continua a sair-me mais em conta andar neste carro do que de transportes públicos. Talvez a casa que comprei e que devo ao banco tenha sido uma inconsciência mas na altura saía mais barato do que arrendar uma, sabe, senhor primeiro-ministro. Mesmo assim nunca me passou pela cabeça emigrar...
Mas hoje, senhor primeiro-ministro, hoje passa. Hoje faço 42 anos e tenho a dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: Tenho mais habilitações literárias que o senhor. Tenho mais experiência profissional que o senhor. Escrevo e falo português melhor do que o senhor. Falo inglês melhor que o senhor. Francês então nem se fale. Não falo alemão mas duvido que o senhor fale e também não vejo, sinceramente, a utilidade de saber tal língua. Em compensação falo castelhano melhor do que o senhor. Mas como o senhor é o primeiro-ministro e dá tão bons conselhos aos seus governados, quero pedir-lhe um conselho, apesar de não ter votado em si. Agora que penso emigrar, que me aconselha a fazer em relação aos meus dois filhos, que nasceram em Portugal e têm cá todas as suas referências? Devo arrancá-los do seu país, separá-los da família, dos amigos, de tudo aquilo que conhecem e amam? E, já agora, que lhes devo dizer? Que devo responder ao meu filho de 14 anos quando me pergunta que caminho seguir nos estudos? Que vale a pena seguir os seus interesses e aptidões, como os meus pais me disseram a mim? Ou que mais vale enveredar já por outra via (já agora diga-me qual, senhor primeiro-ministro) para que não se torne também ele um excedentário no seu próprio país? Ou, ainda, que venha comigo para Angola ou para o Brasil por que ali será com certeza muito mais valorizado e feliz do que no seu país, um país que deveria dar-lhe as melhores condições para crescer pois ele é um dos seus melhores - e cada vez mais raros - valores: um ser humano em formação.
Bom, esta carta que, estou praticamente certa, o senhor não irá ler já vai longa. Quero apenas dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: aos 42 anos já dei muito mais a este país do que o senhor. Já trabalhei mais, esforcei-me mais, lutei mais e não tenho qualquer dúvida de que sofri muito mais. Ganhei, claro, infinitamente menos. Para ser mais exacta o meu IRS do ano passado foi de 4 mil euros. Sim, leu bem, senhor primeiro-ministro. No ano passado ganhei 4 mil euros. Deve ser das minhas baixas qualificações. Da minha preguiça. Da minha incapacidade. Do meu excedentarismo. Portanto, é o seguinte, senhor primeiro-ministro: emigre você, senhor primeiro-ministro. E leve consigo os seus ministros. O da mota. O da fala lenta. O que veio do estrangeiro. E o resto da maralha. Leve-os, senhor primeiro-ministro, para longe. Olhe, leve-os para o Deserto do Sahara. Pode ser que os outros dois aprendam alguma coisa sobre acordos de pesca.
Com o mais elevado desprezo e desconsideração, desejo-lhe, ainda assim, feliz natal OU feliz ano novo à sua escolha, senhor primeiro-ministro. E como eu sou aqui sem dúvida o elo mais fraco, adeus.
Myriam Zaluar, 19/12/2011"
Por favor, a fauna habitual abstenha-se, por uma vez que seja, de passar todos os limites éticos e humanos na caixa de comentários deste post. Já que nem por vocês próprios conseguem ter respeito, pelo menos tentem respeitar quem aos 42 anos desistiu de lutar por um país ingrato. É o mínimo.
(Via Joana Lopes.)

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DEMOCRATIZAÇÃO DA ECONOMIA?

 

O primeiro-ministro que temos afirmou  numa  cerimónia de aniversário da Universidade de Aveiro, que o plano de reformas preconizado pelo governo vai possibilitar uma "verdadeira democratização" da economia nacional. Até este momento, de relevante, as «reformas» conhecidas têm a ver com o empobrecimento de quem trabalha por conta de outrem: aumento de todos os impostos até ao limite do insuportável, diminuição de salários e de indemnizações por despedimento, aumento do horário de trabalho, quer em tempo diário, quer em desaparecimento de feriados, sem qualquer compensação, e por aí fora – tudo debaixo do manto diáfano do acordo com os credores da troika. Se é por este caminho, tratando quem ganha 600 ou 700 euros por mês, como gente que «vive acima das suas possibilidades», e a quem é necessário reduzir-lhes os «rendimentos», para que a «Pátria» se salve e se alcance a «democratização da economia», então, é porque chegámos ao ponto em que é preciso enterrar a «democratização» da economia.
 T. Vasques

Ordem para emigrar

Ordem para emigrar foi o título de um  artigo  do Correio da Manhã, publicado a 4 de Junho deste ano, que analisava a economia social patente do «Memorando de Entendimento», assim como os mecanismos de mercado da zona euro. Mas nunca pensei que o governo tivesse de explicitar essa ordem imanente ao sistema. Pois Passos Coelho, também no Correio da Manhã, veio seguir à letra o mandamento da circulação de pessoas para a zona especial da língua portuguesa. Desde a emigração para o Brasil, ou para África, que não se ouvia essa ladainha.