01 janeiro 2012

RENDIMENTO SOCIAL DE INSERÇÃO


Clicar, para ampliar, nesta excelente infografia de Nuno Oliveira (via facebook), que reúne e analisa dados relativos ao Rendimento Social de Inserção (RSI) e que arrasa a propaganda populista e demagógica que desde há muito envenena a opinião pública. De acordo com os dados, relativos a 2009 e 2010 (hoje a situação será bem pior, em virtude dossucessivos cortes posteriores), o RSI abrange apenas 18% da população a viver abaixo do limiar de pobreza (e 4% no total da população), representando um encargo para o orçamento da Segurança Social que não vai além dos 2,5% (bem inferior aos 30% relativos às dívidas das empresas). E a famosa fraude, que o discurso populista tenta colar a esta prestação, é estimada em apenas 3% (casos de cessação devida a «falsas declarações»), valor que tem vindo a diminuir, uma vez que o RSI é o programa mais ferozmente fiscalizado pela Segurança Social.
denda: A tripla tenaz da austeridade (corte nos rendimentos, aumento de impostos e tarifas e restrições no acesso a serviços públicos), para além do aumento galopante do desemprego (de 10,1% no final de 2009 para 12,4% em Setembro de 2011), elevaram certamente o número de portugueses a viver abaixo do limiar de pobreza (isto é, com menos de 360€ por mês). Mas mantendo os cálculos, por defeito, para esse valor, e considerando que em Setembro de 2011 o número de beneficiários do RSI caiu para cerca de 340 mil, o seu peso na população a viver abaixo do limiar de pobreza passa a ser de 17%


Marianne Faithfull - Yesterday

31 dezembro 2011

FALTA DE VERGONHICE...

um terror
Consideremos o tempo que está lá fora como uma (mais uma) maldade do Sócrates (e dos últimos seis anos) a quem nem escapou o Verão de São Martinho;
Consideremos, como os mandantes consideram, que aquilo a que se chama subsídios de férias e de Natal não são parte integrante do vencimento... mas sim benesses de um Estado laroca e mãos-largas que, por culpa do Sócrates (e dos últimos seis anos), não tinham ainda sido abolidos;
Consideremos as tristes figuras que se estão a fazer na Assembleia da República ao não se sentarem lado-a-lado os parceiros de coligação para darem a cara na tribuna do Governo e no Orçamento de Estado como...  consequência de Sócrates (e dos últimos seis anos) ter habituado o Parlamento a ver lá só uma cabeça;
Consideremos que os conteúdos do OE 2012 são da responsabilidade de Sócrates (e dos últimos seis anos), porque foi por sua culpa que há seis anos não foram tomadas estas medidas recessivas de esmiframento...
Então, por culpa de Sócrates (e dos últimos seis anos), há seis anos que deveríamos estar a passar por aquilo que estamos a passar agora, o que é condenável.
Há quem chame a isto falta de vergonha. A minha avó, para se consolar dizia, em casos destes,"falta de vergonhice"

alves barroso

29 dezembro 2011

JAMAIS SE SE VIU TANTA TRAPAÇA


Passos Coelho, na pele de candidato afirmava que não fazia sentido pedir às famílias mais impostos, e que não contassem com ele para mais ataques à classe média. A receita que tinha em mente aplicar, quando chegasse ao governo, não mataria o doente. Por isso o PSD chumbou o PEC IV., com a justificação de que: "O PSD tem de  dizer basta: a austeridade Gritavam aos quatro ventos que a sua receita para resolver a crise, passaria pelos célebres cortes nas “gorduras do estado”. No dia 1 de abril de 2011, em resposta a uma aluna numa escola de Vila Franca de Xira o candidato laranja Pedro Passos Coelho afirmava que não iria haver cortes no 13º mês, que isso era um disparate. "Se formos Governo, posso garantir que não será necessário...

O PSD ESTANDO NO GOVERNO ESTÁ-SE CONSOLANDO


José Pacheco Pereira, O estado das artes, hoje na Sábado. Excerto, sublinhados meus:
«O PSD estando no governo está bem \\e recomenda-se, quase no inverso de como está mal na oposição. O seu conteúdo ideológico e programático está em extinção [...] O aparelho detém todo o poder e quase não há respiração fora dele. No Governo, mais do que o primeiro-ministro, funciona o ministro do aparelho em tudo o que é sensível, movimenta interesses e lugares, posiciona para o futuro. Muita gente pensa sempre com aquela complacência de achar que há quem faça e há quem seja enganado, ou não saiba, ou não conheça. No caso vertente, a formação do primeiro-ministro e do seu principal executor é exactamente a mesma. Podem ter a certeza absoluta de que ambos, ambos, ambos, sabem de tudo...

TDT - TELEVISÃO DIGITAL TERRESTRE


O fim do sinal analógico e a transição para a Televisão Digital Terrestre, que começa a 12 de Janeiro e acaba a 26 de Abril, não podia calhar em pior altura. Muitos dos portugueses que não têm televisão por cabo e compraram o seu aparelho antes de 2009 - geralmente os que têm menor folga financeira, onde se incluem muitos idosos - terão de pagar um aparelho descodificador. São 77 euros mais IVA, com reembolso de 22 euros pela PT para os pensionistas com menores rendimentos e algumas pessoas mais desfavorecidas. Uma coisa chocante para os senhores da ANACOM: 55 euros é muito dinheiro para quem tenha reformas abaixo dos 300 euros ou para quem esteja desempregado. Pior: quem tenha um televisor sem tomada de interface SCART ou HDMI terá mesmo de comprar uma televisão nova ou um modulador de sinal RF, não comparticipado. E não podemos esquecer todos os que vivem nas zonas não cobertas pela TDT (cerca de 13% da população) que terão de de usar o satélite.
 Não ponho em causa as vantagens da TDT para a modernização do sector. Mas elas não se farão sentir, de forma evidente, para a maioria dos consumidores. O sinal poderá ser melhor mas continuarão, apesar da despesa, a ter direito aos mesmíssimos quatro canais do costume.
 Se a transição tecnológica não traz serviços novos e relevantes porque têm de ser os cidadãos a pagá-la?Parece, a quem tenha alguma noção das situações dramáticas que se vivem, no meio desta crise, por este país fora, que esta é uma despesa prioritária para as famílias? Se obrigam as pessoas a isto não seria normal darem-lhes qualquer coisa em troca? Um exemplo: se já pagamos a RTP nos nossos impostos não seria uma boa solução aproveitar as potencialidades da TDT e oferecer no pacote gratuito os restantes canais da televisão pública?Porque temos de pagar duas vezes (nos impostos e na subscrição por cabo) a mesma coisa?

DEMOCRATIZAÇÃO DA ECONOMIA?


Nem com duas cabeças...
                                                                       
O primeiro-ministro  Coelho, afirmou  na cerimónia de aniversário da Universidade de Aveiro, que o plano de reformas preconizado pelo governo vai possibilitar uma "verdadeira democratização" da economia nacional. Até este momento, de relevante, as «reformas» conhecidas têm a ver com o empobrecimento de quem trabalha por conta de outrem: aumento de todos os impostos até ao limite do insuportável, diminuição de salários e de indemnizações por despedimento, aumento do horário de trabalho, quer em tempo diário, quer em desaparecimento de feriados, sem qualquer compensação, e por aí fora – tudo sob o manto diáfano do acordo com os credores da troika. Se é por este caminho, tratando quem ganha 600 ou 700 euros por mês, como gente que «vive acima das suas possibilidades», e a quem é necessário reduzir-lhes os «rendimentos», para que a «Pátria» se salve e se alcance a «democratização da economia», então, é porque chegámos ao ponto em que é preciso enterrar a «democratização» da economia.

PROGRAMA DO PSD - VERSÃO CUNICULAR




EMIGREM

Democracia sob ataque

Diferentes notícias dão conta de sucessivos ataques à Democracia nos países ricos, por parte de quem exerce o poder, numa caminhada determinada (e cada vez menos silenciosa) rumo ao estado policial. O ataque mais grave e perigoso está a acontecer nos EUA, no que diz respeito ao «National Defense Authorization Act», que destrói o habeas corpus em nome da luta contra o terrorismo, entre outras coisas de igual gravidade.Mas não é único ataque. Os outros são pequenos e diversos. Cá em Portugal há agentes provocadores infiltrados, e manieta-se a Comissão Nacional de Protecção de Dados. Pela Europa fora várias notícias pintam um quadro assustador. Veja-se o caso do Reino Unido:


Quando é que os cidadãos põem um travão neste ataque?
Há alguns movimentos nesse sentido, mas face à gravidade da situação, a reacção está a ser de letargia.

DEZ ANOS SÃO PASSADOS: O EURO

Dez anos depois




Foi  no domingo: completaram-se dez anos sobre a introdução do euro.Lembram-se?
 Guterres era primeiro-ministro, Sampaio Presidente e Sócrates ministro. Foi depois da Expo mas antes do Euro (o outro, o do futebol). Terminara a década dos subsídios europeus, vivia-se a euforia do crédito bancário. A UE era liderada por Schröder, Chirac, Blair e Prodi, e prometia um futuro de liberdade e prosperidade. Parecia valer a pena estudar e até um Passos Coelho se licenciou.
Em 2001, poucos criticavam a ausência de governo democrático da UE, a preeminência do Banco Central Europeu entre as suas instituições e a obsessão com a estabilidade monetária. Eram considerados uns irrecuperáveis “eurocépticos” e marginalizados no debate. Os que queriam taxar as transacções financeiras eram anticapitalistas. O Banco de Portugal já estava “preocupado” com o BPN e Jardim fazia rir. As sementes do desastre estavam lá.
Na última noite de 2011 muitos se interrogarão sobre o que correu mal. Porque o euro, enquanto projecto de tornar a Europa uma potência económica, falhou. Não houve crescimento económico generalizado e a Europa empalideceu perante a China, a Índia e o Brasil. A democracia de base nacional, orgulho legítimo deste continente, sai enfraquecida de uma narrativa em que os grandes estados dominaram os pequenos, a Alemanha a todos, e em que no e em que no fim os financeiros saíram da sombra.
daqui

28 dezembro 2011

DAQUI E DALI

“Se existe um escandaloso ‘job for the boy’, este não podia ser mais flagrante”
A um tal Andrade foi garantido lugar no conselho de administração do agrupamento complementar de empresas que irá gerir a Cinemateca, a Companhia Nacional de Bailado (CNB) e os teatros nacionais de São Carlos, D. Maria II e São João.
Jorge Salavisa, que foi presidente do Opart - Organismo de Produção Artística (a empresa pública que hoje gere o São Carlos e a companhia de dança) e que já dirigiu o Ballet Gulbenkian e a própria CNB
, Maria José Fazenda, presidente do conselho científico da Escola Superior de Dança, e coreógrafo Paulo Ribeiro, entre outros, ainda não acreditam na escolha de Francisco José Viegas, que pode não ter dinheiro para fazer seja o que for na Secretaria de Estado da Cultura, mas que não deixa os seus créditos por mãos alheias.João Villalobos, ex-blogger e um dos múltiplos “adjuntos para a comunicação” de Francisco José, balbuciou uma desculpa esfarrapada — o tal Andrade já havia implicitamente confirmado
Um ataque à família pelo autodenominado “partido da família” (ou onde chega a vergonha quando não há sensibilidade social)
A denúncia do deputado António Serrano do PS é da máxima importância e gravidade. O Ministério da Saúde acaba de publicar a Portaria n.º 311-D/2011 com os critérios de verificação da condição de insuficiência económica dos utentes para efeitos de isenção de taxas moderadoras e “esqueceu-se” do conceito de família.
O que se diz sobre o cálculo do rendimento do agregado é que se trata do “rendimento médio mensal, dividido pelo número de pessoas a quem cabe a direcção do agregado familiar, seja igual ou inferior a 628,83 Euros(1,5 vezes o valor do Indexante dos Apoios Sociais)”.
Ora não há qualquer consideração para o número de dependentes, parecendo nomeadamente que o Governo entende que o rendimento médio do agregado é igual para um casal sem filhos ou para um casal com três filhos (e respectivas despesas).
É uma vergonha, inaceitável, nomeadamente num governo que integra o CDS-PP, que, sem pudor, se apelidou do “partido da família” e que fazia chicana política sobre o valor fiscal de um filho ou de um ascendente a cargo.
Por outro lado, este critério é tanto mais errado quanto a própria lei da condição de recursos (Decreto-Lei n.º 70/2010, de 16 de Junho) tem uma abordagem diferente, quando refere, no artigo 5.º, que “[n]o apuramento da capitação dos rendimentos do agregado familiar, a ponderação de cada elemento é efectuada de acordo com a escala de equivalência seguinte:
O Governo não precisava de inventar a roda, mas limitou-se a alimentar o rolo compressor que esmaga as famílias portuguesas.
Mas que gente tão eficiente, que tinha tudo estudado
Aguiar Branco prometeu resolver a situação dos Estaleiros de Viana do Castelo, como uma rápida pesquisa no Google revela, até ao fim de Setembro; depois até ao fim de Outubro; depois até ao fim de Novembro; depois até ao fim do ano; agora, adia para 2012.

O CUCO A CUCAR

O CANTAR DO CUCO   E OS MENINOS A CANTAR

clicar para ouvir
‘Miguel Relvas devia ter o seu próprio canal. Tipo Oprah Winfrey. Um canal em que pudesse dar asas à sua imaginação, em que ensaiasse os seus discursos ou reinventasse um certo Conversas em Família de outros tempos. É que Relvas, por estes dias, é um verdadeiro "sempre em pé". Ligamos a RTP1 às 08.45 e lá está Relvas a falar do serviço público de televisão. Liga-se a SIC Notícias às 13.15 e vê-se Relvas em mangas de camisa a falar sobre o conselho de ministros extraordinário. Se mudarmos de canal e pelas 18.20 sintonizarmos no cabo a TVI 24, lá veremos Relvas a falar da crise e da necessidade dos portugueses corresponderem "aos grandes desafios do futuro". Às 20.00, lá está o ministro Relvas na SIC a falar da venda da EDP aos chineses. Ainda não tentei, mas qualquer dia não resisto a picar a SIC Mulher às 22.30. Confesso que tremo de medo de o ver no MasterChef australiano, ou, uma hora mais tarde, ao lado do "Emplastro", no Porto Canal. Até se pode-se questionar se o Governo tem sabido comunicar bem a sua mensagem mas se alguma coisa está a correr mal, não é seguramente por falta de mensagem... do Relvas... O homem esfalfanica-se todo... a cucar a suas mensagens de galho em galho!...

A preguiça é uma doença, sabia?

Especialistas da Universidade de Londres garantem que a preguiça é uma doença e que os preguiçosos são doentes que necessitam de tratamento.
"Achamos que a inactividade física deve ser considerada uma doença", dizem os médicos Richard Weiler e Emmanuel Stamatakis, da Universidade de Londres, responsáveis por um estudo publicado no British Journal of sports Medicine. Os especialistas alertam para o ciclo vicioso do comportamento sedentário: a falta de actividade física favorece a obesidade, que é responsável por várias doenças, desde a hipertensão à diabetes.
Os preguiçosos devem ser tratados, por exemplo, através da prática de exercícios prescritos pelos seus médicos. "Gasta-se muito dinheiro a tratar as doenças vindas da obesidade mas não se combate o problema de raiz", afirma Weiler. do i

O GOVERNO DO NOSSO DESCONTENTAMENTO



 bando metralha dos laranjinhas da gomes teixeira
 O secretário de Estado Adjunto do ministro da Saúde garantiu hoje que menos portugueses vão pagar taxas moderadoras, devendo ficar de fora desta obrigação um milhão de portugueses, num debate aceso no Parlamento sobre esta questão. O debate sobre o aumento das taxas moderadas foi iniciado por João Semedo do Bloco de Esquerda, no dia que marca o final do debate da proposta de lei do Orçamento do Estado para 2012, que afirmou que "mais portugueses passarão a pagar taxas moderadoras" e que estas "passarão para o dobro ou mais do dobro" das que estão em vigor.
"Este é o primeiro passo para meter os portugueses a pagar os seus gastos de saúde para além do que já pagam nos seus impostos. Sabendo que não moderam, pretende agora transformá-las num instrumento de financiamento do Serviço Nacional de Saúde", acusou João Semedo, o qual garante que,  particularmente os doentes crónicos,  irão pagar mais taxas moderadoras.
O secretário de Estado Adjunto do ministro da Saúde, Fernando Leal da Costa, começou por responder ao deputado de forma corrosiva, agradecendo de forma irónica que os deputados falassem de taxas moderadoras e garantiu que  "muito menos portugueses irão pagar taxas moderadoras".
"Verifico com agrado que os senhores não leram a legislação, ou leram mal. Na realidade muito menos portugueses pagarão taxas moderadoras, porque nós mudamos a fórmula de cálculo", disse, explicando que alargaram as taxas a quem efectivamente pode pagá-las, e que de fora fica um milhão de portugueses.
Teresa Caeiro, do CDS-PP, respondeu ao deputado do Bloco acusando a bancada de populismo e demagogia e garantindo que estas mudanças introduziram "mais justiça e equidade", e que nestas foi preservada a gratuitidade para grávidas e crianças até aos 12 anos,,, e os velhos?... Vão para a roda ou... leprosaria?... Esta direita ranhosa da caridadezinha que nos governa e não larga o osso...

27 dezembro 2011

A TOUPEIRA

Depois de «Deixa-me entrar», em 2008, Tomas Alfredson está de regresso com «A Topeira», filme adaptado ao livro homónimo escrito por John le Carré, publicado entre nós pela Dom Quixote (a editora disponibiliza cinco livros para os leitores do Diário Digital). Com um naipe de actores genial, o sueco oferece aos cinéfilos um filme deslumbrante, onde a melancolia paira do começo ao fim, mesmo tratando-se de um filme de espionagem. Definitivamente, um realizador a seguir…
Na reforma, George Smiley (Gary Oldman), o agente criado por Le Carré, é chamado para investigar uma toupeira, um agente duplo dos soviéticos, que se infiltrou no MI6, o serviço secreto britânico. O livro já foi adaptado pela BBC à televisão em 1979, mas ganha um novo fulgor com o trabalho de Alfredson, que consegue transportar os cinéfilos para o Mundo dos clássicos da Sétima Arte. É impossível ver «A Topeira» sem compararmos a sua realização aos grandes filmes do passado.
Apesar de ser um filme de e sobre espiões, não espere encontrar perseguições, tiros, correrias e afins, palavras obrigatórias nos filmes de hoje no entretenimento. De forma pausada, tranquila e regular, o sueco rende-se por completo à história de Le Carré e consegue transpor a essência do livro para o filme, algo que muitos poucos realizadores conseguem assumir. E esse é o melhor elogio que podemos dizer sobre «A Topeira», já que o livro é só por si uma obra-prima do suspense.
A história é hipnótica, densa e rica na sua apresentação, ao mesmo tempo que traz tempos que já lá vão de forma brilhante. O trabalho de caracterização e ambientação da época é simplesmente notável e sente-se ao longo do filme todo o suspense a rondar os personagens, um conjunto de agentes secretos que de glamour não têm nada. Aqui não há smokings, martinis ou bondgirls, mas apenas funcionários que procuram cada um fazer e dar o seu melhor, de acordo com os seus interesses patrióticos. E pessoais…
A origem do realizador é sem dúvida um dos méritos do filme. Não vemos um britânico ou norte-americano a realizar um filme assim, pois a frieza de Alfredson é a sua principal arma. Não há espaço para ceder em nenhum requisito mais sentimental, muito menos comercial. Toda a história é vazia de romantismo, de saudosismo, de sentimentalismo, como facilmente a realização poderia seguir (
e a lei do mercado poderia ditar…).

MEU BRASIL BRASILEIRO


Mais de 100 mil portugueses deixaram o país este ano

Os principais destinos foram a Suíça, França e Brasil.


Lisboa - O secretário de Estado  da Emigração, José Cesário, admitiu que entre 100 e 120 mil portugueses emigraram este ano e que os principais destinos foram a Suíça, França e Brasil.

Segundo José Cesário, citado pela  TSF, confirma-se assim uma "tendência dos últimos anos, que dura há quatro, cinco, seis anos". O secretário de Estado não deu, no entanto, números precisos da emigração lusa.

Até há dois anos as pessoas que emigravam para o Brasil iam para o Nordeste e agora vão também para o Rio de Janeiro e São Paulo", afirmou.

Os pedidos de residência permanente por parte de portugueses aumentaram de 276 703 para 328 856 entre Dezembro de 2010 e Junho de 2011, tendo ainda sido emitidos muitos vistos para a realização de trabalhos temporários, estudos e pesquisas, de acordo com dados do Ministério da Justiça brasileiro.
      

    A DITADURA DA COREIA DO NORTE QUE OS NOSSOS QUERIDOS OMUNISTAS ADORAM...

    Ainda a Coreia do Norte

    A carneirada submissa
    Ao contrário dos comunas portugueses, não temos dúvidas de que a Coreia do Norte é uma ditadura!!! Agressiva, militarista, baseada no culto do chefe. Há Ditaduras piores e regimes democráticos mais perigosos? Haverá certamente, mas a questão não é essa.
    A questão é que são regimes como o coreano que dão mau nome ao comunismo e são esse tipo de regimes um dos principais obstáculos a que um dia o Partido Comunista chegue ao poder em Portugal (e, já agora, também  pela
    forma como o PCP olha para eles). Nesse sentido, eles – a par dos regimes capitalistas selvagens - são os nossos principais inimigos.
    É que o verdadeiro comunismo raramente chegou a ser implementado. Como seria diferente o mundo, hoje, se o tivesse sido na pureza do seu ideal... Os PC's portugues,  da Coreia do Norte e quejandos,  como foi a  mítica URSS, confirmaram que o mundo novo que anunciavam  não passa de uma utopia que só tem servido para manter ferozes ditaduras e alimentar minorias ociosas sem qualquer utilidade prática... qual matilha a ladrar a transeuntes indiferentes...





    26 dezembro 2011

    ESTAREMOS À BEIRA DA PILULA DA MEMÓRIA?

    Estaríamos a caminho de um pílula de aumento da memória?
    Ainda que o cérebro humano continue sendo um grande desconhecido, pouco a pouco os cientistas vão desentranhando os mistérios de nossa mente. Uma equipe do Baylor College of Medicine de Houston, Texas (EUA), descobriu uma molécula em cuja ausência a memória dos mamíferos se multiplica.
    A quinase (PKR) é uma proteína presente nos vertebrados que é ativada como resposta a algumas infecções virais; no entanto, seu papel no funcionamento normal do cérebro não está ainda muito claro.
    Os cientistas acabaram descobrindo que, ao inibir geneticamente a PKR em ratos de laboratório, incrementava-se a excitabilidade das células do cérebro e os animais apresentavam muita mais memória que os ratos "normais", nos quais a molécula não tinha sido inibida.
    Ainda que ainda deverão fazer muitos mais ensaios e testes, este poderia ser o primeiro passo para o desenvolvimento de um "pílula de aumento de memória", que seria de grande utilidade no tratamento de algumas doenças como o Alzheimer, por exemplo.

    O ESPIRRO E A SAÚDE...

    Tomar café, espirrar e praticar sexo aumentam o risco de derrame cerebral


    Um estudo médico da Universidade de Utrecht, na Holanda, identificou oito fatores que aumentam o risco de derrame cerebral devido à ruptura de um aneurisma. O primeiro posto da lista é ocupado pelo consumo de café, ao que foi atribuído 10,6% das hemorragias, segundo publicou a revista Journal of the American Heart Association. Na sequência vêm os exercícios físicos pesados (7,9%), espirrar (5,4%) e praticar sexo (4,3%). Fazer esforços para defecar, assustar-se, consumir refrescos de cola e ficar nervoso completam a lista de causas.

    Segundo os pesquisadores, que estudaram 250 pacientes durante 3 anos, cada um destes fatores causam um aumento súbito da pressão arterial, o que supõe um risco muito conhecido de acidentes cerebrovasculares.

    Este estudo só analisa os fatores que levam à ruptura de um aneurisma, mas não suas causas. Calcula-se que uma de cada 50 pessoas tem um aneurisma cerebral, mas nem todos chegam a estourar. Tudo aponta para que a hipertensão ocasionada pelo excesso de peso, o tabagismo e o sedentarismo debilitem as paredes das artérias.




    Leia mais: http://www.ndig.com.br/item/2011/05/tomar-caf-espirrar-e-praticar-sexo-aumentam-o-risco-de-derrame-cerebral#ixzz1hgEzHupQ