O CHINÊS
Um chinês para o governo!

Aliás, para que os chineses nos resolvessem os problemas bastaria que cada um deles comesse um pastelinho de Belém dia sim dia não, dividam os trezentos e sessenta e cinco dias do ano por dois e multipliquem por um bilião e meio e vão ver quantos pastéis de nata são, qualquer coisa como 273.750.000.000 pastéis de nata. Imaginem que os vendemos a cinquenta cêntimos, para fazermos a coisa por baixo, 136.875.000.000 euros, ou seja, quase centro e trinta e sete mil milhões de euros, nada mais, nada menos do que o dobro daquilo que foi preciso uma troika de europeus para nos emprestarem a juros de mais de 5%.
Só com um chinês que nos ajudasse a convencer os outros a comer um pastel de nata dia sim dia não conseguiríamos o dobro do em exportação de produtos transaccionáveis quase o dobro do que nos emprestaram para três anos. Imaginem agora que a Dona Maria conseguisse convencer os chineses a comerem carapaus alimados quanto é que a coisa não dava. Até poderíamos gozar com os finlandeses pois ao contrário dos Nokia os pastéis de Belém e os carapaus alimados não vão à falência, não precisam de sistema operativo nem sofrem a concorrência do iPhone. E se viessem charters de chineses a coisa era melhor ainda, para cá vinham chineses e na viagem de regresso os aviões levavam os pastelinhos que chegavam a Pequim ainda quentes.
in Jumento







