20 dezembro 2011

FOI VOCÊ QUE PEDIU UMA "BUBLE GIRL"?



A Angelonly foi a "bubble girl" em dois Circos consecutivos e pronto, rapidamente a conversa descambou nos comentários para referências sobre "bolhas" que mereceram uma rápida reacção do Clã das Piranhas do field FutPoker. Com a Nanda a puxar os cordelinhos em associação com a tubarona aveirense, o resultado só podia ser do mais sabujo que temos visto neste espaço, com a Angélica "Angelonly" Vicente a ser retratada com um enquadramento que ficaria a matar no "curriculum vitae" para um emprego numa cooperativa leiteira: foi você que pediu... um par de "bubbles"?

O FIEL AMIGO

sabujo helénico

Segundo Carlos Abreu Amorim, o “senhor primeiro-ministro” (o respeitinho é muito bonito) foi mal interpretado quando aconselhou a rapaziada a emigrar, de preferência para países da CPLP. Na televisão e em directo, CAA explicou então o que queria dizer Passos Coelho: o conselho é mesmo para emigrarmos, porque não há perspectiva nenhuma de emprego em Portugal.

Obrigado, CAA, pela sua prestimável ajuda de  intérprete das sapientes e superinfluentes palavras de sua excelência o preclaro e venerável senhor primeiro-ministro

19 dezembro 2011

QUANDO ELE FOR VELHINHO


O primeiro-ministro, actualmente com 47 anos, foi questionado sobre que pensão espera receber quando chegar à idade de se aposentar e respondeu: - "Sensivelmente metade daquela que existia antes de 2007. Talvez um pouco mais para todos aqueles que entraram na vida activa nos últimos dez anos, o que não é o meu caso, que entrei há bastante mais".
Sobre o futuro do sistema de Segurança Social, de acordo com o líder do executivo, "qualquer que tenha sido a carreira contributiva, os pensionistas sabem que não obterão da Segurança Social uma pensão superior a um determinado valor e que, portanto, devem fazer aplicações (geridas ou não pelo Estado), de forma a terem uma pensão mais generosa do que está estabelecida".

Este é o futuro que nos prometem, a redução das pensões como se agora já fossem muito altas (mesmo pelas contas do governo, mais de 80 por cento são inferiores a 600 euros). Claro que nos oferecem uma alternativa, descontarmos ainda mais para "aplicações" ou seja seguros que nos garantam que as reformas chegam para podermos sobreviver. Este sempre foi o sonho do liberalismo em Portugal, transferir o dinheiro da segurança social do estado para os privados. Falam da insustentabilidade do sistema actual, mas são eles que tudo fazem para o destruir e tornar inevitável a sua falência. Um bom exemplo é a passagem dos 6 mil milhões do fundo de pensões da Banca para a segurança social, o que ajuda o governo a dizer que cumpriu p limite do défice, até ultrapassando as exigências, mas cria uma nova despesa à segurança social de 500 milhões de euros em cada ano.
A única forma de resolver este problema era fazendo com que o dinheiro das pensões fosse considerado num orçamento independente do orçamento de estado, impedindo assim que esse dinheiro, que é nosso pois vem dos nossos descontos e que nos devia garantir uma pensão digna, seja gasto sabe-se lá onde.daqui

QUAL O MELHOR DESTINO DO HOMEM?


Qual o melhor destino de emigração para Passos Coelho?









Manuel António Pina, Finalmente alguém sensato, no Jornal de Notícias. Sublinhado nosso:
«O que disse o vice-presidente da bancada do PS e tanta celeuma levantou é o óbvio: um Governo que se preocupasse exclusivamente com os interesses dos portugueses e não fosse um mero núncio local dos interesses dos “mercados” deveria ter como absoluta prioridade a renegociação da dívida.
É hoje claro para quem observa, sem palas ideológicas, a situação portuguesa que nunca conseguiremos pagar a dívida nas condições usurárias que nos foram impostas, as quais, gerando recessão e bloqueando o crescimento da economia, constituem o principal obstáculo a esse pagamento, forçando sempre a novas e sucessivas
“ajudas”, numa espiral de endividamento cujos resultados estão à vista na Grécia.
Assim, a reestruturação da dívida será, mais tarde ou mais cedo, uma inevitabilidade. Aos credores interessa que seja o mais tarde possível, quando o país estiver já completamente exaurido e sem património que vender ao desbarato. Nessa altura, tudo o que puderem ainda sacar será bem vindo. Aos portugueses interessa que seja já, enquanto ainda dispomos de uns restos de soberania.

A desassombrada afirmação de Pedro Nuno Santos, de que devemos
“marimbar-nos para os credores” e usar todas as armas para obter condições que nos permitam pagar o que devemos e sobreviver como país independente, seria o desiderato patriótico de qualquer Governo que não agisse apenas como submissa correia de transmissão dos interesses da Sra. Merkel.»

A BOYADA DO PSD

“O país está quebrado mas anda tudo a tratar da vidinha”


• Pedro Santos Guerreiro, Passos afirma-se?: 

     ‘Mesmo na Saúde, o mais independente dos Ministérios: como aceitar a vergonhosa nomeação em catadupa de "boys" sociais-democratas para cargos de chefia? Não há vergonha no PSD? Ou Passos Coelho não manda no seu partido? O país está quebrado mas anda tudo a tratar da vidinha. O problema dos "boys", das mini-reformas estruturais, do reagrupamento dos lóbis que está a consumar-se, de um sistema político alapado na inércia que o protege é tudo isso ser uma provocação social. O Governo está a desperdiçar a paz social, confrontando-a. É uma asneira monumental fechar o ano com um défice orçamental abaixo de 4,5%, isso será sempre entendido pelos portugueses como uma afronta, pois nada os convencerá que não lhes tiraram meio Natal em vão

VEIO A CALHAR? Ó SE VEIO

Segunda-feira, Dezembro 19, 2011

♪ Natal (só até aos quatro anos?) [2]
        "Só há prenda para a mais nova, as outras já não são crianças. Os adultos este ano não têm presentes porque não há meios para isso". "Não me vou endividar para estimular a economia."


Marc Ribot, Jamie Saft, Kenny Wollesen, Trevor Dunn,
Joey Baron, Cyro Baptista, Mike Patton & John Zorn

The Christmas Song

Os melhores blogues de 2011

• Pedro Adão e Silva, A CRISE VEIO MESMO A CALHAR [ontem no Expresso]:
    ‘Ainda assim, o problema essencial não é esse. O encaixe que hoje é feito com o fundo de pensões traduz-se num conjunto de responsabilidades futuras e sobre estas pouco se sabe. No passado, a propósito de exercícios do género, o Tribunal de Contas recomendou que “fossem realizados estudos actuariais independentes e isentos de conflitos de interesses, que calculem o valor das responsabilidades transferidas”. Existem estudos sobre esta transferência? Sabemos quais são as responsabilidades futuras contraídas? Ficamos a aguardar a explicação pau-sa-da do merdas do Vítor Gaspar sobre o que é uma mera antecipação de receitas extraordinárias. Até lá, o valor final do défice para este ano não passa, mais uma vez, de uma manigância a pagar no futuro. E oportunidade é mesmo a expressão adequada. No preciso momento em que a Segurança Social pública contraía mais responsabilidades, o ministro da tutela regressava à velha proposta de limitar o valor das pensões. Estamos face a um eufemismo para se dizer uma outra coisa — queremos diminuir a base contributiva, logo colocar em causa a sustentabilidade financeira do sistema. É uma ideia que pode bem ser classificada como de criança: a menos que se explique como se financiam os custos de transição, não se vê como é que é possível evoluir de um sistema de repartição, em que os descontos de hoje pagam as pensões de hoje, para um que limita os descontos hoje para limitar o valor das pensões amanhã. O mais provável é que tudo não passe de uma oportunidade histórica para se desmantelar o Estado Social. A crise veio mesmo a calhar.
    obs - o "merdas" é da responsabilidade do dono do blogue

C.P.L.P.

Flag CPLP.gif

Bandeira Oficial
Fundação17 de julho de 1996 (15 anos)
TipoOrganização internacional
Membros Angola
Brasil
Cabo Verde
Guiné-Bissau
Moçambique
Portugal
São Tomé e Príncipe
Timor-Leste
Observadores:
Guiné Equatorial
Maurícia
Senegal
Línguas oficiaisPortuguês
Secretário ExecutivoDomingos Simões Pereira [1]
Sítio oficialhttp://www.cplp.org/

OS SALTEADORES

Conselho de Ministros informal - PAULO CORDEIRO/LUSA
O BANDO DE SALTEADORES REUNIDOS PARA ESTUDAREM MÉTODOS FICAZES DE SAQUEAREM A MAGRA BOLSA DOS PORTUGUESES
PRESIDE UM COELHO
PILHA GALINHAS

SAÍDA DO EURO?



 

SE ATÉ ELE O DIZ

Diz o homem que foi a primeira escolha para ministro das Finanças. E cada vez há mais gente, da extrema-esquerda à extrema-direita, sem esquecer segmentos importantes do Centrão, a pensar o mesmo. A entrevista vem no Público.

18 dezembro 2011

PORTUGUESES... EMIGREM!!!... FUJAM DA RAPINAGEM CUNICULAR...

Desempregados de todo o país, emigrem!

EMIGREM!!!...FUJAM  DESTE DENTE DE COELHO



 Há dias, foi o secretário de Estado da Juventude que aconselhou os jovens desempregados a saírem da “zona de conforto” e abandonarem o país. Hoje, é o primeiro-ministro (ou coisa que o valha) que recomenda aos professores desempregados que emigrem. É a confissão de que a única política deste Governo é a de pagar a dívida aos credores deixando o país definhar.
Às vezes, passa-me pela cabeça que a maioria de direita tem um programa de Goveno muito sucinto para realizar num horizonte temporal muito curto:
    1. Desmantelar o Estado Social;
    2. Abocanhar o(s) pote(s)
    3. Garantir à família a gestão do POTE GRANDE



 Concurso de Natal 2011 – Todos Concorrentes
A minha homenagem à " A BARBEARIA DO SENHOR LUIS" O MEU
BLOGUE DE ELEIÇÃO!!!

O NOGUEIRA E A ESCLARECIDA CLASSE DOS PROFESSORES


Passos Coelho encontrou solução para o problema dos professores excedentários. Emigrem!

Entrevistado hoje pelo Correio da Manhã, perguntado sobre se os professores deviam procurar emprego noutro país, afirmou:
«[...] Em Angola e não só. O Brasil tem também uma grande necessidade ao nível do ensino básico e secundário. [...] Sabemos que há muitos professores em Portugal que não têm, nesta altura, ocupação. E o próprio sistema privado não consegue ter oferta para todos. [...] Estamos com uma demografia decrescente, como todos sabem, e portanto nos próximos anos haverá muita gente em Portugal que, das duas uma: ou consegue nessa área fazer formação e estar disponível para outras áreas ou, querendo manter-se sobretudo como professores, podem olhar para todo o mercado da língua portuguesa e encontrar aí uma alternativa. [...]» Da Literatura

Mário Nogueira já deu o exemplo, tendo emigrado há seis meses.
Notinha da tramela:
-Não culpamos o Nogueira (um comuna a soldo) mas uma classe supostamente esclarecida
e que se entregava em rebanho a essa figura de almanaque... vindo das catacumbas do P.C.P.
A.Barroso

17 dezembro 2011

ESTE COELHO NEM UMA GALNHA CONSOLA



“Receio que possamos estar no limite dos sacrifícios.”
Presidente da República, após conhecer a brutal Proposta de Orçamento
do Estado para 2012...

—




 

ADEUS CESÁRIA

 




             Morreu Cesária Évora                         

A cantora cabo-verdiana, de 70 anos, morreu esta manhã no hospital Baptista de Sousa, em São Vicente, Cabo Verde, onde se encontrava internada desde sexta-feira. A notícia foi confirmada à Lusa pelo director clínico do hospital, que explicou que a morte ocorreu por volta das 11:20 de hoje por "insuficiência cardio-respiratória aguda e tensão cardíaca elevada".

Alcides Gonçalves disse ainda que desde que Cesária deu entrada no hospital esteve internada nos serviços de cuidados intensivos "com um quadro muito complexo".
"Durante este período, ela alternou momentos de lucidez com momentos de inconsciência e esteve sempre acompanhada do seu empresário José da Silva", disse o diretor.
A cantora regressou a S. Vicente, sua ilha natal, a 22 de Outubro após ter posto fim à sua carreira.  Uma voz inesquecível! 

UM COELHO PERIGOSO

 

• Artur Penedos, Passos Coelho maltrata sinceridade [hoje no Público]:
    'O agora primeiro-ministro e líder do PSD, durante a campanha eleitoral, foi acusado de pretender reduzir direitos dos trabalhadores e de querer acabar com o Estado Social. Coisa que recusou e classificou de calúnia. Pois bem, vejamos a realidade. As suas ambições em matéria de direitos laborais remontam à sua chegada à liderança do PSD. Tudo começou em Maio de 2010, com uma iniciativa designada de "tributo social". O intuito, dizia, era combater a acomodação dos desempregados. O modelo impunha trabalho não remunerado a entidades públicas, do sector social ou na formação profissional. Os destinatários eram os beneficiários do subsídio de desemprego e do rendimento social de inserção. Instituía o trabalho gratuito e determinava perda de direitos a quem se recusasse a fazê-lo. Um mês depois, surge outra iniciativa (que não teve divulgação pública), dita de "carácter excepcional e irrepetível ... para dinamizar a oferta do mercado laboral", para vigorar até 2013, como regime legal transitório, aplicável a contratos a termo, trabalho temporário e comissão de serviço. A ideia suspenderia a aplicação das normas do Código do Trabalho em vigor, para aquele tipo de contratos. Nada diferente do que tinha sonhado a sua antecessora com a "interrupção da democracia". Em Janeiro de 2011, Passos apresenta um projecto-lei na AR para suspender transitoriamente as "formas clássicas de contratação a termo", tidas por ele como instrumento de políticas de emprego e ideais para desempregados e jovens à procura de primeiro emprego. O incentivo era a redução da TSU, acumulação de subsídio de desemprego com salário, renovações sem limite, contratos de 18 e 24 meses alargados a três anos e celebração de contratos verbais. Mais uma vez, fomentava a "suspensão da democracia". Moral da história, enquanto foi oposição não conseguiu concretizar a sua tendência neoliberal. Mas o bloco de direita que lidera, com um PP ávido de "matar"a legislação laboral, reforçou a sua ambição liberalizadora. Brandiu com o fantasma do caos e impôs relações laborais precárias. Os contratos a termo vão passar a ter uma duração de 54 meses, o regime fica descaracterizado e ainda rouba nas compensações por caducidade! Coelho não esconde "tiques" de autoritarismo. As "greves não lhe metem medo", diz. O caminho é marchar contra os desprotegidos e favorecer os amigos investidores.'


 

 

FERRABRAZ DE SAIAS

                                                                             

Paula Teixeira da Cruz, (ainda) ministra da Justiça

Sem saber muito bem o que fazer na Justiça esta ilustre membro da família governamental dos Batanetes decidiu arranjar uma guerra com Marinho Pinto. Como se não bastasse estar a meter-se com uma das mais combativas e prestigiadas personalidades da vida pública a ministra decidiu meter-se com a classe dos advogados escolhendo como alvo os defensores oficiosos.

É evidente que a ministra não tem competência suficiente e vai suceder-lhe o mesmo que os colegas lhe fizeram quando chegou de África, os advogados vão enfiar com ela no tanque ou, na ausência deste no Terreiro do Paço, vão atirá-la para o Tejo junto ao cais das colunas.

«Cerca de uma centena advogados estão à porta do Ministério da Justiça depois de terem entregue um abaixo-assinado a pedir a demissão da ministra que acusam de caluniar, mentir e difamar os que prestam apoio judiciário.»
[DN]

PORTUGAL NA CEE - VALEU A PENA?



A integração Europeia de Portugal valeu a pena?

No passado dia 28 de Novembro participei num painel com o título deste post, no âmbito da Conferência “25 Anos na União Europeia - Onde Estamos? Para Onde Vamos?”, organizada pelo IDEFF/FDL. Na minha intervenção procurei pôr em causa a visão dominante sobre a crise das periferias da UE – e da portuguesa, em particular – ou seja, a ideia de que a origem de todos os males reside na indisciplina orçamental dos governos do sul. Para quem estiver interessad@, a intervenção pode ser vista na íntegra aqui. Este é o gráfico que surge projectado durante a sessão:

16 dezembro 2011

SÃO MAUS, PORCOS, FEIOS E... MENTIROSOS - MEDONHO!!!


OS SALTEDORES



‘
Qual a razão por que
 o Governo negociou uma transferência de valor muito superior ao necessário?...  A resposta parece estar nas contrapartidas anormais que o Governo terá acordado com os bancos e que diferenciam claramente esta operação de todas as outras do mesmo género feitas no passado. Sobre isto o Governo  ainda tem  muitas explicações a dar...
O que não tem explicação possível é a decisão absurda de cortar 50% no subsídio de Natal deste ano. É preciso recordar que o imposto "sobre o 13º mês" - também ele uma receita extraordinária - foi apresentado pelo primeiro-ministro como uma medida indispensável para cumprir as metas do défice e para a qual não havia alternativa. Está provado que isso não era verdade: bastaria a transferência dos fundos de pensões para cumprir e até ultrapassar a meta do défice!Sendo desnecessária, a decisão de cortar no 13º mês é mais do que uma decisão absurda: é um monumento  ao absurdo político, porque impõe aos portugueses sacrifícios adicionais completamente dispensáveis porque agrava perigosamente a recessão num contexto que já é de abrandamento acentuado da economia internacional.A pergunta que se impõe é esta: se o Governo tinha ao seu dispor a possibilidade de recorrer a este exagero de receitas extraordinárias para cumprir o défice, porque carga de água foi tirar aos trabalhadores e  pensionistas parte do rendimento que tanto lhes custou a ganhar, prejudicando ainda mais a economia? É claro, não seria fácil ao primeiro-ministro responder com a verdade: "Sou novo nisto, precipitei-me."Desculpem lá qualquer coisinha". Em vez disso, o primeiro-ministro preferiu tirar da cartola uma explicação criativa, que até aqui se tinha esquecido de dar: afinal, a troika - essa malvada - é que só deixou recorrer aos fundos de pensões da banca na condição de haver também um imposto extraordinário sobre o subsídio de Natal!Sucede que esta história, novinha em folha, não bate certo. A verdade é que o primeiro-ministro anunciou o corte no 13º mês logo no dia em que apresentou no Parlamento o Programa do Governo, a 30 de Junho. Nessa altura, garantiu até que tinha tomado a decisão de véspera, depois de conhecer os números do INE do 1º trimestre. E não fez nenhuma referência a ter consultado de urgência a troika, nem sobre essa medida, nem sobre quaisquer alternativas. O que disse foi outra coisa: "Tomamos hoje essa medida para que o País não seja sujeito, como foi em anos anteriores, à necessidade de chegar ao fim do ano adoptando medidas extraordinárias (...), e é isso que não acontecerá este ano". Ou seja: o corte no 13º mês não foi uma contrapartida para o recurso aos fundos de pensões, foi, isso sim, a escolha de um Governo que em Junho nem sequer queria recorrer aos fundos de pensões (medida que só foi decidida no final de Agosto, no Documento de Estratégia Orçamental). Por aqui se vê que as duas medidas nunca andaram ligadas. A ligação foi arranjada agora à pressa, para tentar justificar uma decisão precipitada e que se revelou manifestamente absurda. Porque o facto é este: não havia necessidade.’