20 maio 2011

CHAMÁMOS A SRª MERKEL

   «Angela Merkel diz que temos de ter menos férias e de entrar na reforma mais tarde. Apetece mandá-la bugiar, mas são os alemães que nos emprestam dinheiro para as férias com mais dias e para a reforma mais cedo. O que fazer? Polemizar ou estender a mão, a escolha é nossa. Ou se calhar nem essa, porque o estender da mão é inevitável e o assomo da polémica é mero estrebuchar de impotente. Mas vale a pena lembrar que caímos nisto, na mão estendida, porque abusámos. Sei que o bom-tom é dizer que a culpa é do Governo actual e/ou dos governos PS, PSD e CDS que nos governam há décadas - e é. Partidos e líderes imprevidentes. Mas suspeito de que eles beberam parte dessa imprevidência na pressão que lhes fizemos na base, na chantagem do votinho para termos uma vida que não devíamos porque não produzíamos para isso. Vou falar do que vivi: houve na minha profissão uma campanha pela reforma dos jornalistas aos 55 anos. Uma tolice: primeiro, porque os jornais já viviam acima das suas posses, segundo, porque nada na vida dos jornalistas justifica (como nos mineiros, por exemplo) a antecipação da reforma e, terceiro, porque essa medida, além de economicamente irreal, retirava dos jornais a mais-valia de jornalistas experientes (um jornalista, mesmo mau, melhora com a idade, tem memória). Felizmente, a medida não foi avante - mas não foi porque muitos de nós não se batessem por ela. É, fomos nós que chamámos a Sr.ª Merkel.» [DN]

SCHROEDER ACUSA MERKEL DE POUCO SOLIDÁRIA


Merkel deveria ajudar os paises daperiferia, mesmo que isso significasse ir contra parte da opinião pública germânica. No longo prazo", disse em entrevista à Bloomberg, "o Governo não consegue justificar planos de ajuda junto dos seus votantes a não ser que force os investidores que fizeram muito dinheiro com os elevadíssimos juros cobrados à Grécia e outros países a partilharem também uma parte do custo", disse Schroeder. Para o responsável, é assim "absolutamente necessário" levar a cabo "haircuts" nalguma dívida soberana, de forma que o fardo do ajustamento seja partilhado entre investidores e contribuintes dos países ajudados. Quanto a Merkel, o veredicto é duro. "Actuou tarde quando a crise surgiu" e é uma das responsáveis pela "falta de liderança que se verifica de momento". "Ela é muito hesitante", disse ainda.
Schroeder considera que o ministro das Finanças,
Wolfgang Schaeuble tem feito "um melhor trabalho", sobretudo por ter mostrado mais "solidariedade" pelos países acossados pela crise da dívida

19 maio 2011

Sony Music
Sony Music
OUVIR BRITNEY SPEARS
Britney Spears deu uma entrevista à revista Harper's Bazaar e um dos temas que abordou foi a popularidade do seu colega de profissão, Justin Bieber.
Britney disse que só quando viu o filme/documentário sobre Bieber, "Never Say Never" é que se apercebeu realmente da dimensão do fenómeno: «Acho-o adorável. Vi recentemente o filme dele, e ainda não me tinha apercebido de como ele é famoso. Ele é "gigante".»
A cantora comparou ainda o caminho do adolescente com o seu: «Muito do que vi no filme é parecido com aquilo que eu própria andava a fazer quando comecei. Fiz uma digressão de promoção do primeiro álbum durante um ano inteiro.

AS ÓPERAS BUFAS DA RTP, A MEGERA

Estou neste momento a assistir a uma autêntica  ópera bufa no programa da RTP, regido por um tal Nicolau Brainer, por certo organizado para dar uma queca monumental,  em plena campanha eleitoral, ao rapaz das farófias do PSD, Pedro Passos Coelho, com uma inacreditável desfaçates e falta de vergonha, episódio do  qual devem ser assacadas responsabilidades  à direcção da megera RTP. 

CASAMENTO À VISTA


cartoon de António Expresso

Casamento à vista?
O GATO E A DONINHA

SÓCRATES - Geração Activa

José Sócrates - 2 (© Paulo Cunha   Lusa)

OPRAH WINFREY


Aí está a pessoa mais influente do mundo
UMA LADY NO TOPO DO MUNDO
Acabou-se o reinado de Oprah Winfrey, que há quatro anos liderava a lista das pessoas mais influentes do mundo. A apresentadora desceu ao segundo lugar e agora a rainha é loira, cantora e extravagante. Já adivinhou? Isso mesmo, Lady GaGa, claro. A revista "Forbes" voltou a fazer contas ao dinheiro ganho e à presença na televisão e nas rádios, na imprensa, na Internet e nas redes sociais, os critérios de avaliação, e definiu quem tem mais poder sobre o mundo.
Oprah Winfrey ainda pode ganhar mais milhões do que qualquer outra pessoa no mundo - por exemplo, no ano passado ganhou mais 200 milhões de dólares que Lady GaGa -, mas na internet e nas redes sociais ninguém bate Lady GaGa. Esse factor foi determinante para pôr a cantora de "Judas" em primeiro lugar.

A DROGARIA DO PSD

'Baixar a taxa social única' é como alimentar com droga um toxicodependente.
O caso da descida da taxa social única (TSU), consagrada no acordo de assistência financeira a Portugal, incendiou a campanha eleitoral e é um exercício teórico com efeitos, no mínimo, bastante duvidosos. Faz lembrar, mantidas as devidas distâncias, a famosa curva de Laffer que inspirou a descida de impostos nos Estados Unidos. E que, obviamente, não teve qualquer efeito no crescimento da economia.
O primeiro argumento contra uma descida da TSU suportada pelos empregadores - neste momento de 23,75% - é o incentivo perverso e oposto aos objectivos de política económica que ela representa.

Portugal tem de alterar o perfil das suas exportações para um nível de maior valor acrescentado e mais elevada incorporação tecnológica. Uma descida da TSU, admitindo que teria algum efeito, incentiva a manutenção da actual estrutura, alimentando os negócios que têm nos baixos salários ou nos preços baixos a sua vantagem competitiva. A descida da TSU vai transmitir um sinal errado a toda a economia.
Andámos décadas a usar a desvalorização cambial, antes da fixação da taxa de câmbio em Maio de
1998, para entrar no euro, e isso apenas serviu para adiar a reestruturação da economia portuguesa. Temos todo um passado que nos mostra que as empresas não se preparam, ajustam-se apenas quando a realidade lhes bate à porta. Foi assim com o fim da desvalorização cambial e a entrada no euro, foi assim com o alargamento e foi assim com a abertura do mercado europeu à China.

Sócrates questiona o que Passos Coelho já fez pelos portugueses...



Sócrates questiona o que Passos Coelho já fez pelos portuguesesQueluz, Sintra, 18 mai - O secretário-geral do PS tentou hoje bipolarizar a escolha nas próximas eleições, dizendo que a opção é "vital" para o Estado social, num discurso em que questionou o que o líder do PSD já fez pelos portugueses.
José Sócrates falava no final de uma arruada no centro de Queluz, em que foi abraçado e beijado por muitos cidadãos de origem africana.
Tendo ao seu lado o cabeça de lista do PS por Lisboa, Ferro Rodrigues, assim como o ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e o dirigente José Lello, Sócrates atacou Pedro Passos Coelho e procurou dramatizar o que está em jogo a 05 de junho.
"Estas eleições são vitais, porque nunca como agora tanto esteve em causa para o nosso país. A escolha é entre Portugal querer vencer a crise mantendo o Estado social, ou querer, como pretende a direita, aproveitar a crise para pôr em causa os pilares do Estado social", disse.
A seguir, José Sócrates deixou críticas a Pedro Passos Coelho por "fazer um ataque radical" ao programa Novas Oportunidades, dizendo que "ofendeu todos os portugueses que se certificaram" neste programa.
"A cegueira contra o Estado social é tal que o líder do PSD dispara sobre tudo o que mexe, critica todos os programas, mas tenho uma pergunta para lhe fazer. Se ele critica tudo, se tem uma política de terra queimada, então faça o favor de nos dizer o que já fez na sua vida política para melhorar a vida dos portugueses", questionou.
Segundo Sócrates, o presidente do PSD, "na única decisão que tomou, abriu uma crise política, que teve um preço".
"Ao abrir uma crise política apenas por ambição do poder, o líder do PSD mostrou que preserva mais os interesses do seu partido do que preservar interesses do nosso país", acrescentou.
A terminar, Sócrates deixou um apelo à mobilização dos socialistas, pedindo-lhe "empenhamento", porque "a campanha será decisiva".
"Este não é o momento para ninguém ficar em casa. Este é o momento para todos fazerem ouvir a sua voz", declarou.
PMF

MOMENTO TABLÓIDE



O que terá levado um homem sofisticado e poderoso como Dominique Strauss-Kahn a preferir o Sofitel de Times Square aos três ou quatro hotéis do Upper East Side onde os Grandes têm lugar cativo? Algum pack extra?

O gerente do Sofitel de Times Square é português e amigo de Fátima Campos Ferreira. A empregada do hotel que acusa DSK é uma muçulmana negra natural da Guiné-Conacri.

Anne Sinclair, mulher de DSK e uma das jornalistas mais bem pagas de França, herdou uma fortuna considerável. É a senhora que vemos ao alto
Que taras podem levar um macho  com tal importância a nível mundial a procurar uma rapidinha com uma pobre criada de limpeza em... detrimento da sua mulher, a bela e apetitosa Anne...que nos é dado observar no remanso feliz do lar que a imagem acima nos mostra?...

A pena merecida deveria ser a obbrigação de partilhar, até ao resto dos seus dias, uma pocilga na companhia de um suino... 

O QUE PARECIA UM PASSEIO...

O que parecia um passeio rumo à vitória está a tornar--se num pesadelo anunciado para uma noite eleitoral de barões frustrados e desavindos. A incontinência verbal de Catroga e as mensagens contraditórias conseguiram transformar o tão anunciado programa eleitoral numa reprise em estilo vicentino do penoso filme da revisão constitucional.A questão de fundo é a mesma. A impreparação de Passos Coelho levam-no a comprar ideias pronto-a-vestir que não sabe explicar e que os portugueses têm receio de experimentar. Entre a força de Sócrates em arruadas a Norte e a estocada fatal do candidato Portas no debate a campanha será defensiva e penosa à espera do Rio em que o PSD possa voltar a navegar...

OUVIR E...VER BRITNEY

Britney Spears fala sobre Justin Bieber




Sony Music
OUVIR BRITNEY SPEARBritney Spears deu uma entrevista à revista Harper's Bazaar e um dos temas que abordou foi a popularidade do seu colega de profissão, Justin Bieber.
Britney disse que só quando viu o filme/documentário sobre Bieber, "Never Say Never" é que se apercebeu realmente da dimensão do fenómeno: «Acho-o adorável. Vi recentemente o filme dele, e ainda não me tinha apercebido de como ele é famoso.
Ele é "gigante".»
A cantora comparou ainda o caminho do adolescente com o seu: «Muito do que vi no filme é parecido com aquilo que eu própria andava a fazer quando comecei. Fiz uma digressão de promoção do primeiro álbum durante um ano inteiro, ia às estações de rádio e tudo isso. Foi tão giro ver as nossas semelhanças.»
Britney anunciou recentemente que o seu próximo single será "I Wanna Go" e prepara-se para iniciar a digressão do novo álbum, "Femme Fatale", no início do Verão.
VER "TILL THE WORLD ENDS"


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Britney Spears fala sobre Justin Bieber

                                                                              


Sony MusicOUVIR BRITNEY SPEARSBritney Spears deu uma entrevista à revista Harper's Bazaar e um dos temas que abordou foi a popularidade do seu colega de profissão, Justin Bieber.
Britney disse que só quando viu o filme/documentário sobre Bieber, "Never Say Never" é que se apercebeu realmente da dimensão do fenómeno: «Acho-o adorável. Vi recentemente o filme dele, e ainda não me tinha apercebido de como ele é famoso. Ele é "gigante".»
A cantora comparou ainda o caminho do adolescente com o seu: «Muito do que vi no filme é parecido com aquilo que eu própria andava a fazer quando comecei. Fiz uma digressão de promoção do primeiro álbum durante um ano inteiro, ia às estações de rádio e tudo isso. Foi tão giro ver as nossas semelhanças.»
Britney anunciou recentemente que o seu próximo single será "I Wanna Go" e prepara-se para iniciar a digressão do novo álbum, "Femme Fatale", no início do Verão.


VER "TILL THE WORLD ENDS"

18 maio 2011

NOVAS OPORTUNIDADES

NOVAS OPORTUNIDADES

Quem ouve Passos Coelho falar do programa Novas Oportunidades é bem capaz de pensar que o líder do PSD estudou gestão em Harvard. Mas não, não nem em Harvard, nem na Nova, nem na Católica, nem no ISEG, tirou a sua licenciatura numa universidade muito menos certificada ou auditada que o programa Novas Oportunidades. É por isso que sendo licenciado em gestão não sabe distinguer os mecanismos do IVA dos do IRS.
in O Jumento



PORTUGAL TROPEÇOU NA GANÂNCIA DE PODER





Portugal tropeçou na sede de poder de quem achou oportuno abrir uma crise política e foi atropelado pela pressão necrófila dos mercados estimulados pela incapacidade da Europa em construir uma resposta global à crise em que se atola a zona euro. É provável que os egoísmos nacionais, movidos por lideranças fracas e pela crescente extrema-direita, continuem a enredar a Europa numa teia de desagregação qual versão light da década dos extremismos a seguir à crise de 1929. Por isso a questão central das eleições de Junho não é um concurso de egos sobre amanhãs que cantam mas sim a escolha sobre quem está mais bem preparado para, cumprindo os compromissos, nos libertar o mais depressa possível da receita recessiva e retomar um caminho de competitividade, coesão social com retoma da confiança no futuro.
O memorando é uma dose menos musculada de dieta colectiva do que o masoquismo dos gurus economistas ansiava. Mas tem uma dimensão de obra aberta com várias leituras possíveis e saídas para os próximos capítulos. A faceta mais positiva é o reconhecimento de que o núcleo do caso português está na dívida privada, estimulada pela banca, e no défice externo devido às importações de combustíveis e à febre consumista. O Estado tem de dar o exemplo, mas não paga 15 meses como na Grécia nem é uma filial da banca especulativa falida como na Irlanda. Os hábitos dos portugueses vão ter de tomar um banho de sobriedade, mas o caminho dos baixos salários e da destruição das redes de protecção social é uma via que aprofunda a depressão colectiva, torna-nos menos competitivos e cria riscos de grave ruptura social. A escolha é entre o balanço de solidariedade com estímulo ao risco e à inovação representado pelo PS e uma aventura com uma liderança do PSD impreparada, refém de conselheiros ávidos de protagonismo que se desmultiplicam em contradições e incapaz de acompanhar o frenesim de Portas. A tese de que Passos poderia governar perdendo as eleições é insólita, como sabe Cavaco, que formou Governo vencendo com menos de 30%, e representa a antecipação da irreal aventura a que uma maioria frágil de direita poderia levar. O desafio de Sócrates é retomar laços perdidos de confiança, abrir espaço à direita e à esquerda e provar que.
O PS é a chave do diálogo para as Novas Oportunidades de Portugal.

O FÔLEGO DE PAULO PORTAS

A oitava vida de Portas

Paulo Portas devia agradecer a todos os seus adversários pois possibilitaram-lhe algo inédito desde que deixou o centro de sondagens da Universidade Moderna: que não se queixe das ditas. A esquerda tem estado mais preocupada em disparar sobre o PS e o PSD. Já Sócrates aparece, naturalmente, enquanto o responsável pela crise e P. Coelho como um pasmo. Ambos, porque podem precisar de Portas para formar governo, atacam-se mutuamente e poupam-no, embora razões para o criticar não faltem: os escândalos associados à sua passagem pelo governo, as suas contradições face aos PEC’s e à troika, a manipulação descarada de dados nos debates. Enfim, o ex-ministro da defesa tem sido protegido. Por isso, recentemente dizia que aspirava ser Primeiro-Ministro. Como em todas legislativas, todos os candidatos aspiram, inclusive o dirigente do Partido da Terra. A diferença é que Portas pode afirmá-lo e ninguém se ri, a não ser ele mesmo. E é de prazer.
Publicado no Correio da Manhã
Por Joana Amaral Dias

ESSA CORJA DE PREGUIÇOSOS

Anónimo disse...
Então o menino Passinhos acha que os subsídios de desemprego e apoio aos idosos foi o que nos levou á bancarrota? Eu já desconfiava que esta gentinha pensasse dessa forma, fica agora provado e para a posterioridade que não foi Sócrates que mandou ao fundo o país, foram sim os idosos e os desempregados, essa corja de preguiçosos...
Assim não vão lá, e como não vão lá já se foi o verniz e apareceram as garras.

CONTRATEM O LOUÇÃ


«Não sei quem são os conselheiros políticos de PPC ( alguns devem ser os génios que sabiam tudo em 2009), mas não os queria nem para porteiros da Sonae. Ele faz o que pode e fá-lo com dignidade.
O penteado mudou claramente. Deixou o cabelinho à menino da Avenida de Roma dos anos 80 e adoptou um vincado risco lateral. Resultou bem ( ninguém gosta que lhe vendam aspiradores com o ar de quem passou por um), mas terminou aí o trabalho sério. Depois chegaram os conselheiros.
Começar um debate a discutir economia com Louçã é fácil se formos economistas. O Duque de Alba foi misericordioso e acusou PPC de superficialidade. Umas 300 vezes. Na questão do pasquim da Madeira, PPC fez de Margaret Mead, que não percebeu que dois homicídios numa ilha desabitada da Polinésia equivaliam ao triplo da taxa em Londres. Louçã, claro, fez de George H. Mead. Apesar de tudo, PPC defendeu-se bem ( os outros meninos fazem mais mal qu'eu) . O pior, no entanto, estava para vir.
Os conselheiros políticos de PPC deixaram-no ir para a ponta final com duas definições: os desempregados são calaceiros imorais e os maduros das Novas Oportunidades são labregos que compraram ignorância a preço de ouro de lei. Louçã explicou que não se deve arrasar um programa e só depois pedir a avaliação do dito. Contratem Louçã.
Tudo isto vai contar pouco. Por isso é apenas metapolítica. »
Filipe Nunes Vicente.
Daqui|

SIM SENHOR MINISTRO DA AGRICULTURA

O COELHO DA CARTOLA

Passos Coelho é incapaz de reconhecer que Sócrates fez uma única coisa bem feita e quando está perante obra feita recorre ao velho truque de dizer que a ideia é boa mas foi mal aplicada. Foi o que agora fez com as novas oportunidades mas teve azar com o oportunismo ao informar que se fosse primeiro-ministro procederia a uma auditoria externa. Teve azar, o programa contempla essa auditoria externa, é feita por uma universidade que Passos não pode questionar, a Universidade Católica, sendo conduzida por Roberto Carneiro, precisamente um ex-ministro da Educação do PSD.
É aquilo a que se chama ir à lã e sair tosquiado. (embora o tio Balsemão apareça, pressuroso, com as suas SIC´s... em peso a metralhar qualquer oposição que surja às manobras colhistas do bota-a-baixo...)

ELES ANDAM POR AÍ

CONSELHEIRO DE PASSOS COELHO



Não é uma anedota de mau gosto: Manuel Dias Loureiro, o senhor BPN, está a aconselhar Pedro Passos Coelho. Já se sabia que Miguel Relvas tinha ido a Miami encontrar-se com o antigo ministro e Conselheiro de Estado, mas uma coisa é um encontro discreto em South Beach (no bar do Ritz-Carlton, por exemplo), outra bem diferente ser recebido na sede da São Caetano. Sabia-se que ele andava por aí, mas tão perto é uma novidade absoluta. Comentários para quê?

BCE-BOM ACOLHIMENTO AO PROGRAMA DE RESGATE



O Banco Central Europeu (BCE) afirmou  que "acolhe favoravelmente" o programa de resgate a Portugal, defendendo que vai contribuir para estabilizar a economia portuguesa e que deve merecer um "amplo" apoio político.
"O Conselho do BCE acolhe favoravelmente o programa de ajustamento económico e financeiro acordado pelo Governo português no seguimento da conclusão com êxito das negociações com a Comissão Europeia, em colaboração com o BCE, e com o Fundo Monetário Internacional", lê-se no editorial do Boletim Mensal da instituição do mês de maio, divulgado hoje.
O BCE afirma que o programa, no valor de 78 mil milhões de euros, "contém os elementos necessários para conduzir a uma estabilização sustentável da economia" portuguesa, "aborda de forma decidida as causas económicas e financeiras subjacentes às atuais preocupações do mercado, contribuindo, por conseguinte, para restabelecer a confiança e salvaguardar a estabilidade financeira na área do euro". DN
(Que sorte não ser um Catroga %0 a tratar do assunto)

A CANDURA DO HOMEM DAS FARÓFIAS

André Macedo

O apagão de Passos

por André Macedo
Há uma candura em Passos Coelho que balança entre a ingenuidade mais tocante e a inconsciência política mais assustadora. O País sofre muito com este candidato do PSD. Honesta e honradamente, ele avança uma proposta, mas depois de explicar tudo, subitamente faz meia volta e diz que é apenas uma ideia. Ontem atirou dinamite para a mesa: o aumento do IVA na electricidade para ajudar a compensar a redução da taxa social única. Como? Haverá ideia mais difícil de vender aos portugueses? Não é uma ideia, é uma ameaça. Calma, diz Passos, é só um exemplo. Não é um exemplo, é um apagão político que, se o candidato do PSD evitar nas próximas semanas, talvez as sondagens o iluminem em vez de o continuarem a castigar. Até Jerónimo, o mais suave adversário televisivo, soube tirar partido de tantas facilidades.DN

LÍDER DO PSD ULTRAPASSA LIMITES DO BOM SENSO?

 



Passos Coelho "ultrapassou os limites" e insultou 500 mil portugueses  - José Sócrates
Passos Coelho "ultrapassou os limites" e insultou 500 mil portugueses - José Sócrates
Funchal - O secretário-geral do PS afirmou hoje que o líder do PSD ultrapassou todos os limites" ao dizer que o programa das Novas Oportunidades pretende "certificar a ignorância", insultando 500 mil portugueses que o utilizaram.
José Sócrates falava no Funchal num almoço-comício integrado na pré-campanha das eleições de 05 de junho que encheu o cais capital madeirense, espaço que ficou vedado à população.
O secretário-geral do PS considerou que Pedro Passos Coelho revelou "ignorância" ao atacar esse programa e defender uma auditoria externa, porque essa análise já é efetuada e, "para além disso, referiu-se a esse programa dizendo que pretende certificar a ignorância, e aí passou todos os limites".
"Não se trata apenas de insultar o Governo e a mim próprio, coisa que faz muitas vezes, mas trata-se de insultar os 500 mil portugueses que obtiveram com o seu esforço e coragem uma melhoria das suas habilitações", sustentou.
Para José Sócrates, a crítica de Pedro Passos Coelho "ao exprimir o preconceito social, mostrou que ele não sabe do que fala", sendo "revelador da impreparação, da falta de conhecimento", pois "não hesita perante nada para atacar tudo, dizer mal de tudo, numa política de terra queimada que em nada contribui para afirmar a defesa dos interesses superiores do país".
O secretário-geral socialista salientou que "o PS e o Governo socialista se orgulham de nunca ter faltado à Madeira nos momentos difíceis e sempre ter estado ao lado dos madeirenses quando precisaram de solidariedade nacional", apontando a Lei de Meios como "uma expressão dessa vontade de estar ao lado das autoridades regionais para os ajudar na reconstrução da Madeira" depois do temporal.
Sublinhou que a Lei de Meios "foi um símbolo que foi protegida nesta negociação nacional", não tendo sido posta em causa no memorando de entendimento com a 'troika' internacional que definiu o montante da ajuda externa a Portugal.
"A reconstrução da Madeira está garantida pelos mesmos meios financeiros que foram aprovados há tempos atrás", realçou.
Apelou ao empenho de todos para participarem numa campanha eleitoral "de nobreza, de elevação, que discute ideias e não recorra nem ao insulto, nem ao ataque pessoal e muito menos às brejeirices políticas que têm sido utilizadas nestes últimos tempos".
Por seu turno, o líder do PS-Madeira, Jacinto Serrão, criticou o facto de Pedro Passos Coelho não ter mostrado disponibilidade para se deslocar em campanha a esta região, indicando que "a direita nunca conviveu bem com o processo autonómico" e "não quer ser confrontado com as politicas de regabofe de Alberto João Jardim, nem com a situação de falta de democracia e desrespeito pelas regras elementares do Estado de direito".
"Se quer ser primeiro-ministro não pode excluir uma parcela do território português", concluiu.
AMB/EC
Lusa

O BOCA DEMENTIROSO

Pedro Pasos Coelho - 1 (© Estela Silva   Lusa)A minha Avó, quando vê o Coelho na televisão dispara de imediato:
- Lá está outra vez o "boca de mentiroso... " E a minha avó é uma sábia...
Do neto Luis

O POLVO JARDINISTA E A COBARDIA DO PSD



«Acabado de chegar da Madeira, depois de participar num debate sobre a liberdade de imprensa na região, trago, como sempre acontece quando lá vou, um conjunto de histórias extraordinárias. Histórias que o resto do País vai ignorando, enquanto sorri com as palermices do senhor Jardim.

Antes de mais, a história do "Jornal da Madeira". Um pasquim detido numa ínfima parte pela diocese do Funchal mas que é, na realidade, propriedade do Governo Regional da Madeira. Apesar de ninguém querer ler aquilo, já custou quase cinquenta milhões aos contribuintes. Tem o preço de capa de dez cêntimos mas é, na realidade, distribuído gratuitamente por toda a Madeira. Dizer que é um jornal de propaganda ao regime jardinista seria injusto para aquela coisa. Um recente relatório da ERC fez o levantamento de 15 edições. A esmagadora maioria das notícias era elogiosa para o presidente, secretários regionais e presidentes de câmara (todos do PSD). Uma pequena parte era neutra. Em nenhuma notícia (de centenas) havia uma qualquer informação que lhes fosse negativa. Todos os colunistas são da área do partido do poder, começando pela coluna diária "escrita" por Alberto João. A promoção do jornal é clara: "se quer conflitos inúteis, leia os outros". Ali não há conflitos, úteis ou inúteis. Todos falam a voz do dono.

Já não se critica o facto do governo regional pagar um órgão de propaganda descarada, onde nem sequer se simula o pluralismo. Já nem se critica que um jornal pago pelos contribuintes seja mero porta-voz de um partido político. Aliás, num relatório recente da Assembleia Legislativa da Madeira, o papel de divulgar o ponto de vista do governo é assumido, considerando-se que os problemas da liberdade de imprensa na região resultam da existências dos outros órgãos de comunicação social que, veja-se o desplante, também dão voz à oposição. O que se critica, veja-se ao ponto mínimo que se teve de chegar na exigência democrática, é que o Estado pague para ele ser distribuído gratuitamente enquanto os restantes, para sobreviver - apesar de terem muito mais leitores - têm de ser vendidos. O que se critica já é apenas a concorrência desleal promovida com o único objetivo de levar à falência a imprensa regional independente. Com especial atenção para o "Diário de Notícias" do Funchal, que, tendo muito mais leitores, não desiste de fazer jornalismo e de ser pago por isso.

Já veio uma decisão da ERC. Já veio uma decisão da Autoridade para a Concorrência. Aquilo tem de acabar. Mas, já se sabe, as leis da República não atravessam o Atlântico. Alberto João Jardim não cumpre a decisão. Porque não quer. E quando Alberto João Jardim não quer não se fala mais nisso. Se, quando foi à Madeira, o Presidente da República teve de se encontrar com os partidos da oposição clandestinamente, num hotel, já que foi proibido de ir à Assembleia Legislativa, como pode alguém acreditar que alguma vez alguém obrigará o senhor Jardim a acatar a Constituição? Se todos se vergam ao ditador, como podemos esperar que a lei chegue à Região Autónoma?

Os relatos sobre os atropelos à liberdade de imprensa e de expressão estão longe de acabar aqui. Jornalistas expulsos, com recurso à força, de conferências de imprensa, agressões, ameaças, insultos, tudo é banal no regime de Jardim. O presidente diz o que quer, nos termos que quer. Ameaça publicamente os seus opositores. Insulta. Recorre à calúnia. Está protegido pela imunidade, que ele confunde com impunidade. Mas se alguém lhe responde o processo é mais do que certo. Alberto João Jardim é recordista nacional de processos contra jornalistas, colunistas e políticos por abuso de liberdade de imprensa. Processos onde o governo regional envolve recursos públicos. Se os opositores também têm, como ele, imunidade, a coisa resolve-se sem problemas: o parlamento regional, onde o PSD domina, retira-lhes a imunidade. Ou seja, Jardim diz o que quer sem nunca ter de responder perante a lei. Essa, aplica-se a quem lhe responda. E os tribunais vão colaborando com a cobardia, condenando dezenas de pessoas por responderem ao inimputável Jardim.

Poderia falar do resto, para além da liberdade de imprensa. Da inexistência do regime de incompatibilidades (que vigora no resto do País) para os titulares de cargos públicos, que permite, como é aliás comum acontecer, que os beneficiários de uma medida participem na decisão que os envolve. Ainda recentemente um importante político do PSD foi brindado com a concessão, por mais de trinta anos, do Casino de Porto Santo. Jaime Ramos, um dos principais homens do jardinismo, é dono de meia Madeira. Se em todo o País se pode falar de promiscuidade entre política e economia, entre interesse público e interesses privados, seria absurdo falar nestes termos daMadeira. Ali, não há sequer qualquer tipo de distinção entre PSD, Estado e empresas. São uma e a mesma coisa. E o polvo jardinista está em todo o lado, manda em tudo e não se lhe pode fugir. Quem tem a coragem de se lhe opor ou tem rendimentos próprios que não dependam de negócios locais ou é bom preparar-se para a Visto tudo isto, e tanto mais que havia para contar, não deixa de ser curioso ver o PSD encher a boca com concorrência, menos Estado e liberdade de iniciativa no continente enquanto na Madeira institui um regime autoritário, onde o Estado está em tudo menos naquilo em que é necessário. Pedro Passos Coelho, os que o antecederam e os que lhe sucederão bem podem pregar sobre as suas convicções liberais. Onde o PSD está no poder há 35 anos não há nem social-democracia, nem liberalismo democrático. Há um regime que não respeita a liberdade, há um Estado clientelar, há a utilização dos recursos públicos para pôr a economia ao serviço do cacique local e dos seus amigos. Enquanto o PSD não afastar este homem das suas fileiras não tem qualquer credibilidade para criticar o que, de forma tão tímida quando comparada com o comportamento do senhor Jardim, se faz no continente. Não gostam os senhores do PSD de falar da sua coragem para tomar decisões difíceis? Provem-no. Comecem na sua sua própria casa.

Ainda não tinha aterrado em Lisboa e já tinha mais um processo de Alberto João Jardim. E vão quatro. Uma gota nas centenas de processos por difamação, atentado ao bom nome ou abuso de liberdade de imprensa com que Alberto João Jardim inunda o tribunal do Funchal. Um automatismo que é fácil para Jardim: não põe os pés no tribunal (um privilégio que os juízes lhe garantem sempre ) e quem paga o advogado e as custas são os contribuintes. »
[
Expresso]
Por Daniel Oliveira



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17 maio 2011

Passos Coelho "ultrapassou os limites" e insultou 500 mil portugueses - José Sócrates


*** Serviço áudio e vídeo disponível em www.lusa.pt ***Funchal, 17 mai (Lusa) - O secretário-geral do PS afirmou hoje que o líder do PSD ultrapassou t...


Passos Coelho "ultrapassou os limites" e insultou 500 mil portugueses  - José Sócrates
Passos Coelho "ultrapassou os limites" e insultou 500 mil portugueses - José Sócrates
*** Serviço áudio e vídeo disponível em www.lusa.pt ***
Funchal - O secretário-geral do PS afirmou hoje que o líder do PSD ultrapassou todos os limites" ao dizer que o programa das Novas Oportunidades pretende "certificar a ignorância", insultando 500 mil portugueses que o utilizaram.
José Sócrates falava no Funchal num almoço-comício integrado na pré-campanha das eleições de 05 de junho que encheu o cais capital madeirense, espaço que ficou vedado à população.
O secretário-geral do PS considerou que Pedro Passos Coelho revelou "ignorância" ao atacar esse programa e defender uma auditoria externa, porque essa análise já é efetuada e, "para além disso, referiu-se a esse programa dizendo que pretende certificar a ignorância, e aí passou todos os limites".
"Não se trata apenas de insultar o Governo e a mim próprio, coisa que faz muitas vezes, mas trata-se de insultar os 500 mil portugueses que obtiveram com o seu esforço e coragem uma melhoria das suas habilitações", sustentou.
Para José Sócrates, a crítica de Pedro Passos Coelho "ao exprimir o preconceito social, mostrou que ele não sabe do que fala", sendo "revelador da impreparação, da falta de conhecimento", pois "não hesita perante nada para atacar tudo, dizer mal de tudo, numa política de terra queimada que em nada contribui para afirmar a defesa dos interesses superiores do país".
O secretário-geral socialista salientou que "o PS e o Governo socialista se orgulham de nunca ter faltado à Madeira nos momentos difíceis e sempre ter estado ao lado dos madeirenses quando precisaram de solidariedade nacional", apontando a Lei de Meios como "uma expressão dessa vontade de estar ao lado das autoridades regionais para os ajudar na reconstrução da Madeira" depois do temporal.
Sublinhou que a Lei de Meios "foi um símbolo que foi protegida nesta negociação nacional", não tendo sido posta em causa no memorando de entendimento com a 'troika' internacional que definiu o montante da ajuda externa a Portugal.

LÁGRIMAS DE CROCODILO

Quando leio bloggers e outros comentadores, gente de direita a quem o PS sempre provocou «comichão», fosse com Mário Soares, António Guterres ou José Sócrates, citando apenas os que foram primeiros-ministros, a derramarem as suas «preocupações» sobre o «estado» do PS e da «submissão» a Sócrates, eu penso: - que falta de vergonha têm estes senhores.
Por Tomás Vasques
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FILHADAPUTICES...

                                            
                                                
Li no DN a habitual notícia sobre as reformas douradas acompanhada pela fotografia de Sócrates. Como as regras que permitiram estas reformas são da autoria de Cavaco Silva receei que a escolha da fotografia para documentar a notícia significava que o primeiro-ministro se tinha reformado com uma reforma dourada. Mas não, a imagem foi escolhida para sugerir que a culpa das reformas douradas concedidas pelo   cavaquismo era do Sócrates.  São as tais filhadaputices...
  

OS NOSSOS COMENTADORES INSTITUCIONAIS



Os nossos comentadores televisivos institucionais exercitam em cada debate, habituados à refrega futebolista, a retórica da vitória do A sobre o B fazendo crer que só interessa saber quem marcou mais golos no entretém da lengalenga.
É ouvi-los, como aos treinadores de bancada na "bola", a acotovelarem-se para mostrarem o que só eles viram. A diferença reside no facto das régies não os confrontarem com a câmara lenta dos lances, o que lhes dá descanso para a charlatanice.
Confesso preferir o espectáculo do debate ao das telenovelas em que as empregadas de quarto ganham glória e fortuna ao armadilhar um poderoso excitado aproveitando-se para o transformar, a partir da virilidade e da cabeça maluca, num bandido enfiado numa camisa de onze varas.
Dito isto passo a apelidar de frente-a-frente o debate inútil entre Jerónimo e José.
Um frente-a-frente onde Jerónimo reafirmou acreditar que nascem nos cofres do Estado notas bastantes para realizarem a utopia e onde nunca se perguntou a José qual é o destino a dar aos setenta e oito mil milhões agora pedinchados.
Escapa-lhes a todos, contendores, entrevistadores e opinantes que, para além dos seus círculos de vizinhos e amigos estão também a observá-los pessoas aflitas que vivem no mundo real e que precisam de saber, para poder escolher, quem lhes assegura que as suas aflições terão fim. Isso não passa nem pelos demagogos que tudo prometem sem terem meios de concretizar o que prometem, nem sobre os outros que chamam "atitudes de coragem" aquelas que decretam mais aflição para a aflição sem que com isso demonstrem uma vida melhor no futuro.
LNT

PCP / BE - MOSTREM QUE SERVEM PARA ALGUMA COISA

Eu concordo com o BE e PCP quando exigem que as medidas de ajustamento económico incluam uma taxa sobre as transações
financeiras, incluindo as bolsistas. E a taxação dos lucros das empresas sedeadas no off-shore da Madeira. E ainda a taxação de todas as transferências de capitais para quaisquer off-shores.
Indesculpável é que se tenham eximido a ir dizê-lo, de viva voz, à Troika. Que interessa que tratem o tema no discurso político, se a eficácia continua a ser nula?
Mostrem que servem para alguma coisa.
Ana Gomes

O CATROICA

Parece que nos vimos livres do chato Catróica 

Mais do que as suas pen...udências, incomodavam sobretudo  as grotescas comparações hitlerianas e a verborreia destrambelhada a propósito de tudo e de nada - o programa do PSD que redigiu, corrigiu e reviu em moto-contínuo, as "porcarias" que acha que nos foram legadas pela sua geração, o apoio ao líder do seu partido que mal conhecia, porque antes teria escolhido Rangel na últimas directas, disse ao I...
À conta de tanta incontinência mental, verbal e epistolar, esperamos que nos tenha definitivamente desamparado um futuro governo, quaisquer que sejam os resultados eleitorais.  O ambiente ficou mais respirável...

SÓCRATES REFORMOU-SE?

SÓCRATES REFORMOU-SE?


Lemos no DN a habitual notícia sobre as reformas douradas acompanhada pela fotografia de Sócrates... Como as regras que permitiram estas reformas são da autoria de Cavaco Silva receei que a escolha da fotografia para documentar a notícia significava que o primeiro-ministro se tinha reformado com uma reforma dourada. Mas não, a imagem foi escolhida para sugerir que a culpa das benesses do cavaquismo era do Sócrates. É aquilo a que se chama uma filhadaputice típica dos vendidos da comunicação social. No caso o D.N. que virou extensão do Povo Livre... Não fora o facto de por lá ainda restarem algumas colunas... vertebrais direitas... já não valeria a pena compra-lo

PORTUGAL EM DESTAQUE NA ÁREA DO eHALTH

Um estudo publicado pela Comissão Europeia coloca Portugal acima da média europeia em cinco indicadores sobre a utilização de tecnologias de eHealth (saúde electrónica) por parte dos hospitais
A conclusão surge no eHealth Benchmarking (Phase III), um relatório publicado pelo executivo comunitário onde é analisada a utilização de tecnologias na área da saúde em 30 países.
Neste documento Portugal surge em destaque num total de cinco indicadores, onde se encontra acima da média europeia: a existência de um sistema de registo electrónico de paciente partilhado por todos os departamentos, uso de sistemas de arquivo e comunicação de imagens, prescrição electrónica, sistema integrado de eAprovisionamento e troca de informações sobre cuidados clínicos com fornecedores externos.
No que se refere aos indicadores de conectividade externa e de telemonitorização os hospitais portugueses estão próximos da média da União Europeia.
O estudo realça o trabalho que tem vindo a ser feito desde 2004, nomeadamente na área da implementação de aplicações de suporte clínico. Entre as iniciativas referidas está o agendamento remoto de actividades de ambulatório, o registo de resultados de análises clínicas produzidas por outras aplicações hospitalares e a prescrição electrónica.
Apesar dos bons resultados alcançados naqueles indicadores, há alguns onde Portugal está abaixo da média, nomeadamente no que diz respeito às ligações de banda larga de alta velocidade.
Contudo o estudo realça que as ligações dos hospitais estão em consonância com a média de velocidade registada no país.
Em termos europeus, o estudo mostra que 92 por cento dos hospitais têm ligações de banda larga, mas com 52 por cento a ter uma velocidade abaixo dos 50 Mbps.
No que toca a redes sem fios, 54 por cento das unidades estudadas têm essa opção.
A videoconferência é comum, assim como o registo electrónico de pacientes e os sistemas de arquivo e comunicação de imagens.

OS VISITANTES E O ANFITREÃO DE BELÉM

Não sabemos quantos sindicatos há em Portugal, mas há muitos e alguns representam muitos milhares de trabalhadores, depois há uns quantos sindicatos que na verdade são uma espécie de sindicatos...  São estruturas que,  ao abrigo da lei sindical,  servem para defender interesses corporativos. É o caso do sindicato dos magistrados do Ministério Público, uma aberração sindical de cujos líderes nunca ouvi uma intervenção que se relacionasse com reivindicações dos seus trabalhadores, pronunciam-se sobre processos, principalmente se, de forma indirecta ou indirecta,  atingirem José Sócrates,  ocupando-se ainda de jogos políticos.
Sou visitante regular do site da Presidência da República e não tenho memória de por lá terem passado sindicatos na verdadeira acepção do conceito, mas em contrapartida o sindicato dos Magistrados do Ministério Público volta não volta lá está, umas vezes para apresentar cumprimentos, outras para debater com o Presidente da República questões relacionadas com processos que estão a ser investigados investigadas, como sucedeu
, por exemplo, com as famosas pressões sobre o caso Freeport, outras, como agora sucedeu, para discutirem a organização do Estado.
O Presidente da República tem o direito de receber quem quiser e todos já vimos que prefere receber aqueles com quem partilha as suas ideias, foi o caso de muitas personalidades amigas, como João Salgueiro e outros, que lá iam só para fazerem comícios anti-Sócrates à saída da audiência. de O Jumento

DETENÇÃO DO DIRECTOR DO FMI

Detenção do director do FMI
Dominique Strauss-Kahn em tribunal

Strauss-Kahn na mesma prisão de Renato Seabra

O director do FMI viu esta segunda-feira ser-lhe negado o pedido de caução e vai esperar julgamento na prisão de Rikers Island, a mesma em que está detido Renato Seabra, o modelo acusado de assassinar...

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Ministra austríaca sugere demissão de director-geral do FMI

MERKEL E AS DÍVIDAS SOBERANAS DA ZONA EURO


Angela Merkel contra reestruturação de dívida na Zona Euro
A chanceler alemã, Angela Merkel, declarou-se publicamente contra a reestruturação de dívida soberana de qualquer país da Zona Euro perante uma plateia de estudantes em Berlim. A chanceler alemã afirmou, esta terça-feira, estar contra a reestruturação da dívida de qualquer Estado-membro da zona euro devido aos efeitos negativos que tal teria para toda a Eurolândia.
Em Berlim, Angela Merkel considerou que reestruturar a dívida grega antes de 2013, quando entra em funcionamento o Mecanismo Europeu de Estabilidade, iria penalizar toda a zona euro: «Se, a meio do primeiro programa, alterássemos as regras, a nossa credibilidade ficaria em causa».

Recorde-se que ontem, os ministros das Finanças da zona euro aprovaram o pacote de ajuda externa a Portugal e pressionaram a Grécia a acelerar o seu programa de privatizações.

CATROGA DE FÉRIAS FORÇADAS

O PSD “demitiu” o Dr. Catroga e enviou-o para férias forçadas. A “demissão” foi anunciada pelo próprio. Reconheço em Eduardo Catroga um simpático companheiro de geração, com uma vida empresarial de grande sucesso, confortáveis reformas, acumulando experiência pública e privada.Foi Ministro das Finanças do último governo de Cavaco Silva tendo cumprido sem relevo, mas também sem grandes críticas. Era em geral respeitado, até à trágica decisão do PSD de rejeitar o PEC 4, à qual se terá oposto inicialmente. Em poucas semanas, Eduardo Catroga passou para o centro da cena. O seu Programa não conseguiu disfarçar a deriva ultra conservadora contra o Estado. Desdobrou-se em intervenções públicas e caiu em todas as armadilhas que lhe estendeu uma comunicação social impiedosa.
Se o PS pode registar mais um argumento de peso sobre a falta de preparação do PSD, a eliminação política do Dr. Catroga empobrece os recursos que serão contados após 5 de Junho e abre a porta a soluções piores. O facto de este episódio prejudicar os meus adversários políticos não me faz rejubilar, antes reflectir.
Embora as negociações do OE 2011 tivessem sido muito difíceis, com Catroga foi possível chegar a um resultado. E as duas declarações de Portas e Passos Coelho sobre a indisponibilidade de cada um deles para um acordo pós eleitoral, com Sócrates são altamente preocupantes. Pode bem acontecer PSD e CDS não lograrem maioria absoluta e ser o PS o partido mais votado, inibido de formar governo sem um deles ou ambos. Ou ser o PSD o mais votado e não formar maioria absoluta com o CDS. E não se vê como é que o líder do partido eventual vencedor possa ser recusado por outros sem poder para tal, apenas pelo prazer do bloqueio. A Democracia não costuma ceder nem a caprichos nem a temores de derrotados.
Daí que cada vez mais confirmo a visão de que tudo será diferente após o 5 de Junho e as negativas de Coelho e Portas, de tão radicais e absurdas, serem apenas para consumo pré-eleitoral. Elas não podem, todavia deixar de ser qualificadas como uma forma de agressão aos valores democráticos. A direita, na primeira ocasião em que vislumbra ser poder, deixa escorregar o pé para a chinela. Não são bons augúrios.
____DE
António Correia de Campos, Deputado do PS ao Parlamento Europeu