15 novembro 2006

Discriminação Positiva para os Açores

Tenho a honra e o prazer de conhecer bem os Açores. Diria, para começar, que os açorianos são a gente mais bonita do mundo e constituirá a sua sociedade, com alguma influência do Novo Mundo, um repositório das virtudes das gentes portuguesas de antanho que povoaram as belas Nove Ilhas, as desbravaram com mil dificuldades e nos legaram com aquele esplendor que nos emociona e enche de orgulho. Os açorianos são afectuosos, lhanos, hospitaleiros, limpos, lavados civilizados...Dificilmente suportariam um "Jardim" a governá-los por muito tempo. E jamais poriam em causa a sua nacionalidade nem abanariam, com displicência madeirense, separatismos que nunca apoiaram! E se usassem o argumentário das gentes do Alberto João, boas razões teriam para exigir independências porque além do esquecimento a que foram votados ao longo da história, em tempos de Autonomia Regional têm sido discriminados negativamente em relação à Madeira. E, por muitas e evidentes razões, os Açores merecem a maior solidariedade nacional. São uma novena de Ilhas espalhadas por um largo espaço do Atlântico, a maioria distantantes umas das outras, com acessibilidades difíceis que obrigam, para servir a sua gente, a uma enorme multiplicação de estruturas e serviços, tais como Hospitais, Centros de Saúde, Serviços Sociais, Educação, Agricultura, etc. etc. e muitos recursos humanos. Porque tudo isto envolve elevados custos financeiros, tem sido a bôa gestão dos diferentes Governos Regionais, nomeadamente os de Mota Amaral, que tem superado as parcas provisões orçamentais, sem esquecer os sacrifícios da bôa gente açoriana que não vê optimizados ou implementados serviços de que carece. Em tais circunstâncias a paridade das transferências de verbas para os Açores e Madeira é um disparate, para além de ser uma gritante injustiça. Fazer discriminação positiva, aumentando, tanto quanto possível, as verbas para os Açores é até ...uma questão patriótica!!

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