23 abril 2011

A ROLETA PORTUGUESA

«Aterro em Lisboa, onde nunca estive, a 43 dias das legislativas de 5 de Junho. É sexta-feira, início do fim-de-semana de Páscoa, este ano a colar com o feriado comemorativo da revolução que em 1974 derrubou um regime ditatorial de meio século e permitiu a implantação da democracia. Quatro dias de férias aos quais o Executivo demissionário, embrenhado a negociar com FMI e Europa um empréstimo de muitos mil milhões para evitar a bancarrota do País, acrescentou um para funcionários públicos, isentando-os de trabalhar ontem à tarde. Gesto que o presidente do respectivo sindicato classifica de "populista" e "injustificado" mas, vá-se saber porquê, não apela à manutenção de todos nos seus postos. A poucos dias do anúncio das medidas, expectavelmente muito duras, que serão aplicadas como condição da ajuda externa, os hotéis do Sul estão, segundo as notícias, lotados. As habituais comemorações parlamentares da revolução, caracterizadas por discursos cerimoniais e pela distinção entre quem ostenta ou não o seu símbolo, o cravo, na lapela, foram canceladas devido à dissolução da Assembleia. E um dos seus "heróis" desdobra-se em declarações de arrependido, elogiando até a "inteligência" e "honestidade" do ditador Salazar ("Faz falta um político assim"). Qualquer passageiro de táxi reconhece o discurso, mas um recente estudo de opinião atribuía-o à maioria dos portugueses, que considerariam os tempos pré-revolução, apesar de todas as aparatosas (a maior fatia da dívida portuguesa deve-se ao consumo privado) evidências em contrário, como "melhores para viver".
 Não, não é fácil perceber os portugueses. No início desta semana, 65% dos inquiridos numa sondagem consideravam o Executivo o grande responsável "pelo estado a que o País chegou", e 85% achavam que "devia ter reagido mais cedo à pressão dos mercados" (fazendo o quê, não dizem). Ontem, a mesma empresa divulgou outra sondagem em que, pela primeira vez no último ano, o partido do Governo ultrapassa a principal força da oposição - que cai 11 pontos no espaço de oito dias. E o PR, eleito em Janeiro e cujo discurso de posse, em Março, desencadeou a crise política que levou à marcação de eleições antecipadas, está com popularidade negativa.
  Com 39% (e a subir) de indecisos na sondagem citada, está tudo em aberto. Tudo menos o programa do próximo governo, em grande parte definido nas condições do empréstimo externo. Não por acaso, os dois principais partidos entretêm-se com acusações mútuas de ausência de ideias e de responsabilidade pela crise, apostando nos casos e sentimentos e tardando nas propostas políticas. Sem nada de concreto a que se ater, o eleitorado é uma montanha-russa. E a roleta do mesmo nome: é que por mais que tente não consigo entender por que raio há-de alguém querer vencer estas eleições.
  Fora isto, Lisboa é uma cidade muito bonita. Recomendo.» [DN]
Autor:Fernanda Câncio.

NÃO HÁ MILAGRES...

Vasco Pulido Valente, Não há milagres (hoje no Público):
    (…) Fora o caso da candidatura de Fernando Nobre e do “telefonema-encontro”, em que não vale a pena insistir, Pedro Passos Coelho passeia pelo país, deixando cair (presumo que por acaso) inconveniências, promessas, declarações programáticas, qualquer tralha que naquela altura lhe passa pela cabeça. O efeito geral é claramente o de um homem inseguro e fora de pé, ou seja, da espécie de indivíduo que os portugueses não querem agora a mandar...

O PESO E AS MEDIDAS DE COELHO

Já no Carnaval, o Governo de Jardim tinha prolongado a tolerância de ponto                                   
Os funcionários públicos da Madeira tiveram hoje a segunda tolerância de ponto para a quadra pascal. Quem esteve hoje a trabalhar, poderá tirar um dia de folga noutra altura.  Aguarda-se a respectiva censura do rapaz de Vila Real... que faz de líder do PSD... em regime  representação. De referir que se trata de dois dias de tolerância, o dobro do verificado no contenente e  que
deveria merecer, pelo menos, a mesma censura.  Mas temos de ser
compreensivos porque o rapaz só de pensar no assunto é capaz de
de ficar com tremideira compulsiva...

OS LÍDERES DO NOSSO DESCONTENTAMENTO

Crise Política em Portugal
*Tenho o Governo na minha cabeça' - P. Coelho

*PS deixou Teixeira dos Santos de fora das listas
*Governo considera anti-patrióticas dúvidas sobre transparência das contas nacionais
*Pinto Balsemão propõe acordo de regime multi-partidário em áreas 'fundamentais'
*Tribunais cada vez mais lentos
*"Um estudo de uma consultora internacional, coloca Portugal em muitos sectores como País mais atractivo do que a Espanha, a Grécia e a Irlanda. Isto foi afirmado no discurso de Diogo Freitas do Amaral, a quem coube, em nome do Governo(quando o Sócrates era o maior para DFA), encerrar o debate na generalidade da Proposta de Orçamento do Estado para 2006. "E até - para grande surpresa de muitos - há vários clusters em que Portugal aparece à frente dos campeões Alemanha, França e Inglaterra. Daí se pode concluir que o pessimismo dos portugueses, de que fala constantemente a comunicação social, não tem fundamentos objectivos. Sendo portanto subjectivo, pode evoluir com melhor informação ao público, maior debate político, e mais activa e coordenada diplomacia económica. (...) Não devemos ser demasiado optimistas, mas o pessimismo por sistema, por
princípio, ou por vício, deve ser combatido no que tem de doentio e, portanto, susceptível de cura."

***


O CARTÃO DO POBRE

 



Os crânios do PSD cujas ideias fazem tal chispalhada que ameaçam electrocutar quem deles se aproxima, parece que, se os eleitores lhes derem oportunidade para as suas malfeitorias, pretendem criar um cartão de débitos para uso dos pobres com vista à obtenção de serviços sociais,  substituindo as actuais prestações  em dinheiro   (se os eleitores lhes derem oportunidade para levarem a cabo as suas malfeitorias) para pagar bens e serviços essenciais cuja designação passará a ser, ainda que pretendam dourar a ideia, O CARTÃO DO POBRE...
Sabemos que há pobres e pobres e não se pode meter no mesmo saco os gandulos, os desempregados, os velhotes com a pensão mínima e os pobres que muito simplesmente nasceram pobres, são pobres e hão-de morrer pobres. É por isso que não é justo que haja um cartão  para todos os pobres, nem confundir o desempregado com o gandulo ou o pobre que é mesmo pobre com o pobre que teve o azar de ficar pobre. Para todos já basta o ferrete de serem mesmo pobres. 
A ideia nem é nova e os bancos já emitem cartões de crédito de cor diferente em função da riqueza dos clientes: platina para os mais ricos, dourados para os que têm a mania de que são mais ricos dos que os outros e os indiferenciados para os tesos. Assim sendo o Cartão do Pobre também poderia ser diferenciado em função das cores, de platina para os desempregados pois recebem apoios sociais parcialmente financiados por descontos que fizeram no passado, dourado para os que são pobres apesar de terem trabalhado toda a vida e da cor de burro quando foge para os diversos tipos de gandulos, gente que é pobre porque não quer trabalhar.
A cores diferentes do cartão de pobre devem corresponder não só os montantes creditados como também o tipo de consumos para que podem ser utilizados. No cartão dos mais tesos não é aceitável que possa ser usado para comprar bebidas alcoólicas, deverá ter um chip que possa conter uma lista de produtos de forma a não aceitar o pagamento de bens de luxo. Por exemplo, se um portador de um destes cartões pretendesse comprar vinho o cartão só funcionaria se fosse um pacote de vinho para utilização culinária, se o produto for queijo só poderia ser usado naquele queijo de barra que sabe a sabão e o produto for papel higiénico é impensável que o cartão permita comprar rolos de quatro folhas perfumadas.
Já o cartão dourado permitiria comprar mais umas coisinhas, por exemplo, já poderia permitir comprar uma grade de cervejas engarrafada por mês, no peixe a escolha não se ficaria pelas sardinhas congeladas e permitira comprar uns carapaus frescos, até porque serviria de homenagem ao Presidente Cavaco Silva que, como se sabe, é um apreciador de carapaus alimados. Mas seria impensável, por exemplo, que permitisse o pagamento das prestações de uma máquina de lavar pois se não têm nada para fazer podem muito bem lavar a roupa à mão.
O cartão platina, destinado aos pobres temporários, já permitira um padrão mais elevado de consumo, ainda que com restrições pois as pessoas são como o país, não podem consumir mais do que ganham. Mas tal como o país também poderiam ter alguma margem no acesso ao crédito e os bancos poderiam conceder a estes cartões um pequeno plafond de crédito, ainda que condicionando o tipo de consumo admitido. Por exemplo, o crédito poderia ser usado para comprar umas calças nas Zara mas na Lewi’s nem pensar.
A ideia dos cartões é tão boa que deveria ser generalizada a todos os portugueses, bem vistas as coisas até se poderia dispensar o cartão de pobre e seria o cartão do cidadão a desempenhar essa função. O cartão do cidadão dos gandulos teria uma cor, o dos tesos outra, o dos desempregados outra e por aí adiante. Assim poderia decidir-se, por exemplo, que quem não trabalha numa empresa que exporta e, portanto, não contribui directamente para a balança comercial só poderia comprar carros em segunda mão.ler mais  aqui

PRESIDENTE RUSSO BAILARINO


Presidente russo a dançar faz sucesso no Youtube

2011-04-20

Os passos de dança do presidente da Rússia, Dimitry Medvedev, ao ritmo de "American boy", um sucesso musical dos anos 90, tornaram-se um sucesso na Internet. Esta quarta-feira, poucas horas após terem sido colocadas no Youtube, as imagens são já notícia em todo o Mundo. Veja o vídeo
Envergando um fato cinzento e sem gravata, Medvedev mexe as ancas e as pernas de forma pouco elegante juntamente com outros participantes numa festa, cuja gravação de menos de um minuto foi disponibilizada esta quarta-feira.
As reacções visíveis nos comentários são variadas e, ao fim de poucas horas, o vídeo original já tinha mais de 300 comentários. "Parece que Medvedev engoliu um pau", diz um desses comentários.
Conhecido como utilizador frequente do Twitter, Medvedev é visto como mais liberal e virado para o Ocidente do que o seu antecessor, o actual primeiro-ministro Vladimir Putin, o ex- oficial do KGB que o colocou na liderança da Rússia, em 2008.
> Mais Mun

Presidente russo a dançar faz sucesso no Youtube - JN

Presidente russo a dançar faz sucesso no Youtube - JN

SEM LIMITES


© Relativity Media
Bradley Cooper e Robert De Niro são as estrelas de "Sem Limites", um paranóico thriller de acção sobre um escritor sem sucesso cuja vida se vê transformada por uma “droga inteligente” ultra-secreta, que lhe permite utilizar 100% do seu cérebro e tornar-se a versão perfeita de si próprio. As suas melhoradas capacidades vão atrair de imediato forças obscuras que irão ameaçar a sua nova vida, neste filme provocador e cheio de suspense.
O aspirante a autor Eddie Morra (Cooper) sofre do crónico bloqueio do escritor, mas a sua vida muda de um dia para o outro quando o amigo o introduz no NZT, um novo e revolucionário fármaco que exponência o potencial de quem o toma. Com todo o sistema nervoso a funcionar, Eddie consegue lembrar de tudo o que leu, viu ou ouviu, aprender uma nova língua num único dia, resolver complexas equações e enganar qualquer pessoa que conheça – desde que continua a tomar a droga ainda por testar.
Rapidamente, Eddie toma conta de Wall Street, transformando uma pequena quantia em milhões. Os seus feitos chamam a atenção do mega-magnata Carl Van Loon (De Niro), que o convida a ajudar a desfazer a maior fusão da história das corporações. Mas também colocam Eddie na mira de pessoas dispostas a tudo para deitar a mão à sua dose de NZT. Com a sua vida em risco e os brutais efeitos secundários da droga a darem conta de si, Eddie tem de se esquivar de misteriosos perseguidores, um gangster vicioso e uma intensa investigação policial, ao mesmo tempo que tenta ir tomando a sua dose o tempo necessário para derrotar os seus inimigos

BRITNEY SPEARS EM BOAS ACÇÕES

De Marta Rocha, Actualizar: terça-feira, 19 de Abril de 2011

Britney Spears leiloa fato pelo Japão

Fato usado em anúncio a doces japoneses


Sony
É LINDA
Britney Spears revelou que vai leiloar um dos seus fatos para angariar dinheiro para ajudar os esforços de reconstrução do Japão.
A cantora vai vender um fato que usou num anúncio de doces japoneses em 1999, gravado durante a primeira visita da cantora ao Japão e o fato será leiloado no “j-Grab” no dia 24 de Abril.
Segue o Myway no Facebook

Expresso, SIC e Rádio Renascença
Apesar das campanhas negríssimas

22 abril 2011

OS NEGÓCIOS DO PORTAS TRIDENTE

A argumentação de que estávamos em desafogo quando Portas se meteu a fazer o negócio dos submarinos é tão válida como o lastro das contrapartidas que na altura fez questão de insinuar.
Faz-me lembrar aquelas coisas que o guru Medina diz, depois de se ter lambuzado toda a vida no pote de mel, enquanto chupa os dedos para ver se arranca o ferrão da abelha-mestra que ajudou a matar. Ou os mega sonhos dos patos-bravos e das gentes do betão e do aço.
São as chafurdices habituais de quem sempre se safou, governando-se com o esforço de todos aqueles a quem hoje
apontam o dedo dizendo-lhes que têm de mudar de vida para que eles usufruam o direito adquirido per omnia saecula seculorum, ou até que o mafarrico os leve.
Os desperdícios dos tempos de “desafogo” foram a causa do nosso sufoco de hoje. Se os tivessem rentabilizado e lhes tivessem dado utilidade poderíamos ser muito mais felizes.
E na loucura pedimos sempre mais para pagar o que pedimos anteriormente. Uma espécie de suicídio colectivo que vai acumulando juros com empréstimos. A lógica das “engenharias financeiras” que tanto varreram para debaixo dos tapetes que agora impossibilitam que se lhes passe por cima.
Vivemos num submarino amarelo despressurizado e em águas profundas a aguardar que o peso da coluna de água não escancare a lata que percepcionamos protecção da inevitável morte afogada. Ou largamos os contrapesos para emergir ou vamos (com eles) servir de repasto dos tubarões.
LNT



A DIFERENÇA DE 1983 ESTÁ NA QUALIDADE DAS LIDERANÇAS

A diferença dos protagonistas, para pior
é abissal
Ontem, Torres Couto dizia que a diferença maior para 1983 era a atitude dos portugueses e das suas lideranças. Na altura os partidos, os sindicatos e as organizações patronais se entenderam. Antes da vinda do FMI… e por isso conseguiram uma negociação vantajosa E que depois o sucesso da re-organização e ajustamento das contas públicas e nacionais, conduzidas pelo insigne Professor Ernâni Lopes, se deveu à capacidade dos portugueses de se regenerarem e adaptarem, mas também às virtuosas lideranças de Mário Soares (PS) e Carlos Mota Pinto (PSD) e aos respectivos partidos que lhes deram carta branca (o PSD nunca teve lideranças indigentes... A actual é má de mais e o Sr Ctroga não se sente bem no papel algo subaltermo do indescritível moço do sr Ângelo. O país, naquele tempo,  esteve unido, mesmo com graves problemas (piores do que os de hoje) e conseguiu sobreviver, com sucesso.
Hoje, muitos são os que compreendem isto. A nossa competitividade está em queda – como se pode ver pelo dados do Observatório UE. O risco de bancarrota é real. A resposta só pode ser a união. Por isso algumas personalidades, da esquerda à direita, lançaram o Compromisso Nacional, que já foi recebido por Cavaco,   e que junta todos os ex-Presidentes, 5 vencedores do prémio Pessoa, empresários, personalidades tão díspares como Adriano Moreira, Lobo Xavier, António Barreto, Leonor Beleza, Pinto Balsemão, Manoel de Oliveira, os Arquitetos Souto Moura e Siza Vieira, Belmiro de Azevedo, Rodrigo Leão, Guta Moura Guedes, Eduardo Lourenço, Proença de Carvalho, Artur Santos Silva, Boaventura Sousa Santos … Todos sabemos que, desde 1976, os portugueses sempre deram mais de dois terços a PS e PSD juntos, e que só assim se podem fazer as reformas de fundo – sobretudo a da justiça!
O problema não é só, porém, a crispação, e as lideranças de topo estarem desorientadas, serem fracas, incapazes de dialogar e estarem descredibilizadas (Sócrates, por razões óbvias, e Passos Coelho, apesar de só agora ter chegado!). É que eles  suportam-se em gente medíocre… Como José Lello, que diz de Soares dos Santos – ser “fraca companhia” para Mário Soares.
Quem é Soares dos Santos? é o dono do Grupo Jerónimo Martins (dono do Pingo Doce, Recheio, Feira Nova, etc). Um homem capaz de levar o Grupo a dominar o mercado Polaco da distribuição, um dos mais competitivos do mundo, à frente de gigantes como Wal Mart, Carrefour ou Tesco! É também um homem (que, como é óbvio, terá os seus defeitos e telhados de vidro, mas pelo menos contribui, de facto, para o país, para o emprego e para as suas contas nacionais!) capaz de criar emprego para alguns milhares de portugueses, pelo caminho…
E quem é José Lello? Esteve liigado ao Boavista, à Liga e à Federação, quando os Loureiro levaram o seu Boavista ao título… e é o mesmo que parece ter trocado cargos por dinheiro… O que acha 1154 faltas em sessões da AR “Admissível”! É esse senhor, um dos melhores símbolos de tudo o que e mau tem a partidocracia nacional e do que é o caciquismo, a “lavandaria” da distribuição de lugares, a troca de influências, a angariação de financiamento aos partidos, que diz ser “fraca gente” um dos mais importantes empresários nacionais… dando-se a liberdade de dar conselhos sobre quem são as melhores companhias ao fundador do seu partido…
O Compromisso Nacional pode ser apoiado por qualquer cidadão: leia-o (é curto) e, se entender, subscreva-o, aqui


ENF.TUNA

BREVE HISTORIAL

Corria o ano de 2002 quando cinco potenciais enfermeiros, talvez abençoados pela aura de Deus Baco sonharam juntar um grupo de amigos, boémios amantes da música e do companheirismo, e constituir uma tuna, que deixasse orgulhosos aqueles que a ela pertencem e levasse bem alto e bem longe o nome de Portalegre e da já saudosa Escola Superior de Enfermagem de Portalegre.
Deus quer, o Homem sonha, a obra nasce…
12 de Novembro de 2002 nasce a EnfTuna, apresentando-se perante aqueles que a ajudaram a emergir, no aniversário da ESSP.

ANTÓNIO CAPUCHO

Enoja ver António Capucho ser preterido nas listas do PSD por um homem que dá mais voltas do que um cata-vento, que concorre apenas a uma honraria e diz que não será deputado se não for eleito presidente do parlamento. Quando sabemos  que António Capucho foi o primeiro a propor-se abandonar o Conselho de Estado para ceder o lugar a Pedro Passos Coelho e agora é o mesmo Passos Coelho quem diz que o seu gesto de dignidade, (a recusa em ser ultrapassado por Nobre nas listas de deputados de um partido de que é militante desde a primeira hora), não passa de uma questão menor, ficamos a conhecer o verdadeiro alarve que é o actual líder do PSD.
Passos Coelho é um político sem escrúpulos, de pouca inteligência e sem dimensão para o cargo de líder de um grande partido e muito menos de primeiro-ministro. É uma pena que a direita que tanto se preocupou no passado recente com as questões de carácter,  seja tão pouco exigente em relação a Passos Coelho...

QUE É FEITO DA GENTE DO PSD? PARECE ENTREGUE A RAPAZES!!

Depois de ter andado meses a mostrar-se disponível para ir à Portela receber com bandeirinhas os homens do FMI, o PSD do rapaz de Vila Real não tem mesmo  mais nada   a propor do que afirmar que  o programa do PSD será igual ao do FMI.?  Passa fora!

Só isso explica que, quando se encontrou com o primeiro-ministro, Passos Coelho não tivesse adiantado nenhuma proposta. Em vez disso, entregou um papelucho repleto de perguntas — cujas respostas o Jornal de Negócios trazia no dia seguinte pela módica quantia de 1.60€.

Com tantos gabinetes de estudos, think tanks, institutos Sá Carneiros e afins, o PSD disse então que precisava de informação que consta da documentação oficial publicada. E se algumas perguntas são absolutamente patetas (v.g., número de funcionários por ministério em 2006), outras há que revelam má-fé: por exemplo, a que instituições foram atribuídos subsídios. É evidente que foram atribuídos às IPSS, mas, se levarmos a investigação mais longe, teríamos de entrar na São Caetano para saber o que é que os estarolas fizeram com a subvenção estatal.Com a apresentação destas perguntas, o PSD comporta-se como se fosse uma incompetente delegação estrangeira que viesse a Portugal fazer uma avaliação da situação económica. Ou, então, revela mais uma manifestação de esperteza saloia através da qual julga que, fazendo perguntas, impressiona a populaça.
Quando é preciso apresentar soluções, o PSD entretém-se a fazer perguntas retóricas.
Vale a pena rever o debate que então ocorreu na SIC-N entre António Costa Pinto, Helena Garrido e Nicolau Santos [cerca de 26 minutos] — em que cada um deles parecia estar mais surpreendido do que os outros com a posição assumida por Passos Coelho. Aqui fica uma parte do debate, com uma intervenção de Nicolau Santos [entre os 4m42s e os 8m53s]:




NS: “Isto (as perguntas que o PSD entregou ao Governo) é claramente estar a brincar com uma situação gravíssima para o país”.
NS: “O PSD acha que estes senhores (do FMI, BCE e da CE) estão mancomunados com o Governo e vão esconder alguns esqueletos no armário das contas públicas?”
Diriamos que o PSD está entregue à bicharada de
tranfugas, oportunistas
e gente mal formada em roda livre



O NOBRE COM RÉDEA CURTA

O PSD já arranjou solução para controlar o “candidato” à presidência da Assembleia da República. É mantê-lo com rédea curta, segundo o Expresso. Parece que é a maneira de trabalhar no PSD e não consta que Fernando Nobre tenha levantado objecções a esta forma singular de tratar um candidato ao segundo cargo mais elevado da hierarquia do Estado:

O TRABALHO DA TROIKA


 

 

 

 

 

Troika. Rendas, trabalho, Estado e Justiça

 

nunca mais serão os mesmos

Boaventura Sousa Santos disse que "este não foi um dos dias mais felizes da sua vida", depois de duas horas e meia de reunião de trabalho com a troika.
A tolerância de ponto concedida hoje aos trabalhadores do Estado só transmite a imagem do laxismo em Portugal, diz o presidente da CIP, António Saraiva. Foi a maior crítica que fez, até hoje, ao governo Sócrates.
A tolerância de ponto concedida hoje aos trabalhadores do Estado só transmite a imagem do laxismo em...
A legislação laboral, o arrendamento e a Justiça e a dimensão do Estado nunca mais serão os mesmos depois da passagem da troika por Portugal. Essa é uma certeza partilhada por todos os que já foram recebidos pela entidade responsável pelo resgate financeiro do país.

" Foi uma das reuniões mais difíceis da minha vida", desabafou Boaventura Sousa Santos ao i, a propósito do encontro de duas horas e meia com os enviados do FMI e da União Europeia. Parecia um interrogatório e "eu avisei logo que não tinha idade para interrogatórios. Eles foram muito delicados, disseram que era apenas um pedido de informação e a conversa lá prosseguiu". Durante o encontro, os elementos da troika deram particular importância às rendas, defendendo a reactivação do mercado de arrendamento e à legislação laboral. Está assente a ideia que irão mudar a legislação, que acreditam ser muito rígida, ao contrário do que Boaventura Sousa Santos continua a defender. 

Falaram em despedimentos e despejos. Sobre política "não falaram comigo" adianta o sociólogo que nunca foi grande defensor das intervenções do FMI. Mas , acrescenta, não se deve "demonizar" a instituição e ver a UE como a instituição mais benemérita pois tem "a mesma lógica neoliberal". Quanto à Justiça, o maior interesse dos seus interlocutores eram os factos que poderiam afectar o desempenho económico e das empresas. Sabe-se que as demoras da justiça são apontadas como um elemento dissuasor do investimento estrangeiro, e era mesmo essa a questão que inquietava mais os protagonistas do resgate financeiro. Para além dos atrasos, Boaventura falou na gestão dos tribunais, na formação dos magistrados, no acesso aos tribunais, e no apoio judiciário. Boaventura acredita que o FMI "não está assim tão mudado" e pensa que as intervenções de Strauss Kahn decorrem mais dos seus interesses de campanha em França do que de um sinal de mudança nesta instituições. Em contrapartida, adianta deve prestar-se mais atenção ao que diz António Borges. 
Patrões. Para o patronato, a recapitalizaçao das empresas, o aumento do peso das exportações até 40% do Produto Interno Buto, os custos de contexto e o funcionamento das entidades reguladores são prioritários para o relançamento da economia. "Não referiram quaisquer cortes desta ou daquela natureza", disse António Saraiva, presidente da confederação da Indústria, à saída da reunião. "Apresentámos as nossas sugestões com base no acordo tripartido conseguido no dia 22 de Março", acrescentou.

A diminuição dos custos de produção foi tema comum a todo o patronato, que alertou ainda para o crescente peso das taxas impostas pelos municípios, cada vez maiores e díspares, que estão a criar distorção da concorrência no território nacional. 

"Temos de gerar crescimento económico porque só assim podemos alterar o que perdemos na última década", disse o presidente da CIP, na que foi a intervenção pública mais crítica ao actual Executivo: "O crescimento faz-se com mais e não com menos trabalho", referindo-se à tolerância de ponto concedida hoje à tarde pelo Governo à Função Pública "Há sinais que não são os mais correctos. Só poderemos ter liderança se dermos bons exemplos. E esta ponte dá imagem de laxismo". 
A Confederação do Turismo colocou a tónica no contributo do sector para o crescimento da economia e lembrou que é onde a mão de obra menos qualificada pode encontrar emprego nos próximos dois anos. "Cerca de metade dos nossos trabalhadores não têm o nono ano. Mas para que se criem mais postos de trabalho, é preciso que os empregadores tenham menos custos com as contratações. Maior flexibilidade e redução da taxa social única para os novos contratos", disse José Carlos Pinto Coelho, presidente da confederação, ao i. 

Já o Comércio e Serviços optou por ter uma delegação que representasse vários sectores de actividade, desde as farmácias aos transportes ou o trabalho temporário, tendo as perguntas da troika acabado por incidir nos sectores representados. João Vieira Lopes reforçou a ideia que a delegação internacional é bastante hermética mas que deram bastante importância às respostas dadas pela CCP relativamente ao crescimento. 

A Confederação dos Agricultores de Portugal centrou a sua intervenção nos problemas específicos da agricultura, elegendo como tema principal os fundos comunitários e a necessidade de se manterem as contrapartidas nacionais para a execução do Proder. Ao i João Machado diz que Portugal pode produzir mais do que actualmente, diminuindo o que se importa e contribuindo com as exportações em sectores como o vinho, o azeite e os produtos hortícolas e frutícolas. "Os 150 milhões do Proder conseguem alavancar mil milhões de investimento, o que criará mais produção nacional e mais postos de trabalho."
DEUS NOSSO SENHOR NOS ACUDA porque com esta gente que nos desgoverna e os monos que se perfilam para nos desgovernar, meu Deus!  É DE FUGIR a setenta pés
SÓ É PENA QUE O ILUMINADO ANTÓNIO BARRETO QUE PARECE FAZER QUERER QUE TEM NA SUA POSSE OS SEGREDOS PARA A SALVAÇÃO DA PÁTRIA, SE ESGOTE A CUCAR NAS TELEVISÕES LANÇANDO VENENO E PEÇONHA SOBRE OS POLÍTICOS QUE AINDA OUSAM E, PORVENTURA,  A ACESSORAR O  PATRÃO MERCEEIRO NO SEU NOVO PASSATEMPO: FAZER ANÁLISE POLÍTICA NA TV ... sempre com um indelével arzinho de feijão chicharo...


CONTRA O RETROCESSO CIVILIZACIONAL

 






Nascidos no pós-25 de Abril juntam-se em manifesto contra risco de "retrocesso civilizacional" em Portugal
Nascidos no pós-25 de Abril juntam-se em manifesto contra risco de "retrocesso civilizacional" em Portugal
Lisboa, 22 abr (Lusa) - Indignados com o Portugal de hoje, nascidos no pós-25 de Abril de 1974 juntaram-se num manifesto contra o risco de "retrocesso civilizacional" no País, perante a "precariedade no trabalho" e o "desinvestimento" em direitos adquiridos com a Revolução.
A poucos dias das comemorações dos 37 anos da Revolução dos Cravos, mais de 60 subscritores do documento consideram que muitas das conquistas, com as quais se identificam enquanto "filhos de Abril", estão a diluir-se.
"O Inevitável é Inviável", assim se designa o manifesto, é assinado, nomeadamente, por artistas, estudantes, desempregados, ativistas de direitos das mulheres e dos imigrantes e organizadores do protesto "Geração à Rasca".
O escritor José Luís Peixoto, a compositora Celina Piedade, a jurista Marta Rebelo ou o humorista Jel, dos Homens da Luta, e Tiago Gillot, do movimento Precários Inflexíveis, são alguns dos nomes que dão voz ao manifesto.
Um "grito de alerta" contra a ideia de que "só há uma saída" possível, a das políticas de austeridade, para os problemas que Portugal enfrenta, assinala à agência Lusa Lídia Fernandes, desempregada, uma das subscritoras do documento.
E que problemas Portugal enfrenta? "Tendência para 'precarizar' as relações de trabalho, diminuir o investimento no emprego, enfraquecer e desmantelar o Estado social, com cortes na saúde, educação e proteção social", enumera.
Os subscritores do manifesto reclamam alternativas, que, para a ativista dos direitos das mulheres e dos imigrantes, "não podem ser no sentido de um retrocesso civilizacional e democrático" em que o País está "em risco".
É que, segundo Lídia Fernandes, existe em Portugal o perigo, "dificilmente reversível", de "um recuo grande" em termos de direitos económicos, cívicos e sociais.
Uma opinião partilhada por Miguel Cardina, outro dos subscritores do "grito de revolta" contra a situação atual do País, onde "as pessoas vivem mal".
O historiador, que integra o movimento anti-austeridade Portugal Uncut, fala num "ataque constante, muitas vezes subliminar", a "conquistas de Abril" como o emprego, a escola pública e o Serviço Nacional de Saúde e teme o "agravamento das desigualdades sociais", o "perigo de alterações constitucionais", o "desmantelamento" da saúde gratuita para todos.
Por isso, defende uma "mudança política e social", que envolva toda a sociedade, porque "a democracia não é compatível com a inevitabilidade" da crise e da intervenção externa do Fundo Monetário Internacional.
João Labrincha, um dos organizadores da manifestação "Geração à Rasca", que juntou em março milhares de portugueses nas ruas, advoga "uma renovação do espírito do 25 de Abril", até porque "muitas das coisas pelas quais as pessoas lutavam na altura continuam a ter muita atualidade" e, nalguns casos, ressalva, "tem havido alguns retrocessos", dando como exemplo a "precariedade laboral".
Licenciado em Relações Internacionais mas desempregado, Labrincha sustenta que a democracia alcançada em 1974 só ficará "completa" com "uma participação cívica mais ativa". E isso, critica, tem faltado ao longo de 37 anos.
ER.

MAGISTRATURA DO TÉDIO


Não gosto de regimes presidenciais. Defendo há muito tempo que o Presidente da República devia ser eleito por colégio eleitoral (exemplos: Alemanha, Itália, etc.) formado no Parlamento. Mas uma coisa é o que defendo e outra as exigências da Constituição. O sufrágio universal não serve para nada se o Presidente da República fizer de Belém a sua Balmoral privada. O espectáculo a céu aberto das birras do PSD é simplesmente intolerável. A troika europeia deve julgar que apanhou o avião errado. Cavaco pode e deve dar um murro na mesa. Se o PSD persistir na tarantela dos últimos dias, o Presidente da República tem a obrigação de explicar ao país, o mais tardar antes do fim-de-semana, as consequências da bancarrota. No ponto a que chegamos, o PSD não tem alternativa senão aceitar as condições do resgate. Fazendo-o contrariado, deve apresentar-se a eleições dizendo isso mesmo. Depois, se as ganhar, tenta reformular o pacote. Mas isso será quando formar governo, com a legitimidade dos votos e o apoio do país. Até lá não serve de nada distribuir folhas A4 para televisão ver.

21 abril 2011

QUEM É JOSÉ SÓCRATES






Quem é Sócrates  e outrosclicar no link para ver
visto  pelo General Eanes

A CARTA DE ANTÓNIO CAPUCHO



Carta de António Capucho, conselheiro de Estado:


«Tenho a obrigação moral e política de transmitir o seguinte [...] Fui ontem perguntado telefonicamente pelo Presidente do PSD sobre a minha disponibilidade para encabeçar uma lista à Assembleia da República e ser proposto para uma Vice-Presidência deste órgão de soberania. Acrescentou que seria ele a encabeçar a candidatura ao Conselho de Estado, eventualmente Pinto Balsemão seria o segundo e depois se veria a possibilidade de me acrescentar à lista. [...] Quanto à Assembleia, recusei liminarmente apresentar-me às eleições se não tivesse subjacente a candidatura à respectiva Presidência [...] não poderia aceitar ser Vice-Presidente de Fernando Nobre por uma questão de coerência. Se o Partido deseja a minha candidatura ao Parlamento não pode ignorar [...] que fui Vice-Presidente do Parlamento Europeu, Ministro dos Assuntos Parlamentares e Líder Parlamentar, para além de todos os outros cargos que o meu curriculum atesta. Fui cabeça de lista em Setúbal e em Faro, ganhei eleições para o Parlamento Europeu contra o PS com João Cravinho, e obtive por três vezes mais de 50% dos votos nas eleições para a Câmara de Cascais.

Consequentemente, não aceito a minha secundarização face a alguém que não tem
curriculum político [...] Mas, mais grave e chocante é o inexplicável compromisso de candidatar Fernando Nobre à Presidência da Assembleia (candidatura cujo desfecho está longe de ser garantido, mesmo com uma maioria parlamentar do PSD). Estamos a falar da segunda figura do Estado, que pode ser chamado em qualquer momento a substituir o Presidente da República, caso em que teríamos um político sem preparação e anti-europeísta no cargo cimeiro do Estado. Estamos a falar de um cargo que, para além das funções meramente protocolares, exige uma experiência parlamentar sólida (não é por acaso que sempre foram eleitos para o efeito personalidades com larga e consistente experiência política e parlamentar). Por outro lado, proporcionar a Fernando Nobre um mandato na Presidência da Assembleia, significa catapultá-lo para a candidatura seguinte à Presidência da República. Se ele decidir avançar, o PSD estará então em condições de lhe negar o apoio?

Provavelmente não, depois de o ter apoiado para segunda figura do Estado... E mesmo que o PSD decida apoiar outro candidato, com perfil mais adequado para suceder a Cavaco Silva, é evidente que terá pela frente em Fernando Nobre um adversário forte, por nós promovido. Em suma, o PSD, preterindo militantes prestigiados e com perfil muito mais adequado para a Presidência da Assembleia, acolhe nas suas listas em lugar de destaque e com perspectivas de promoção a segunda figura do Estado, uma personalidade independente sem perfil adequado, muito polémica, sem consistência nem coerência política e de duvidosa atractividade eleitoral, tudo com o pretexto de alargar as listas a independentes e dar voz a um prestigiado representante da sociedade civil. Não posso pactuar com esta opção nem deixar-me subalternizar depois de tudo o que fiz nos passados 37 anos ao serviço do meu País e do PSD. Prefiro ficar de fora.
[...]» Da Literatura

Leia na íntegra aqui.

SONDAGEM DÁ VITÓRIA AO P.S.





Sondagens dão vitória ao PS nas legislativas

As últimas sondagens publicadas indicam que o PS recolhe maior percentagem de intenções de voto dos portugueses, reforçando a vantagem face a anteriores resultados. Confira os números.

Estudos de Opinião  , Grupo Marktest, 22 Setembro 2009
O site Marktest.com disponibiliza a partir de hoje umDossier sobre sondagens eleitorais, que irá sistematizar os resultados das sondagens publicadas nas últimas semanas que precedem as próximas eleições legislativas de 2009.
Na última semana, foram quatro as sondagens publicadas pelos órgãos de comunicação social, cujos resultados se analisam agora juntamente com os dados disponíveis da última sondagem da Marktest.
O quadro resume a informação para o conjunto de sondagens publicadas na semana de 14 a 20 de Setembro de 2009, a que também se juntou a sondagem da Marktest publicada a 12 de Setembro de 2009. Os resultados detalhados estão disponíveis aqui.

De sublinhar que o PS sobe 11,6% e o PSD desce 11,4%. Depois do convite a Nobre, da cacofonia de certos candidatos e do comportamento esquizofrénico do partido face ao resgate da dívida, admira que o tombo do PSD não tenha sido maior... É claro que o cantar dos cucos do PSD vai tornar-se insurdecedor... Paciência!

SONDAGEM


Sondagens dão vitória ao PS nas legislativas

As últimas sondagens publicadas indicam que o PS recolhe maior percentagem de intenções de voto dos portugueses, reforçando a vantagem face a anteriores resultados. Confira os números.

Estudos de Opinião  , Grupo Marktest, 22 Setembro 2009
O site Marktest.com disponibiliza a partir de hoje umDossier sobre sondagens eleitorais, que irá sistematizar os resultados das sondagens publicadas nas últimas semanas que precedem as próximas eleições legislativas de 2009.
Na última semana, foram quatro as sondagens publicadas pelos órgãos de comunicação social, cujos resultados se analisam agora juntamente com os dados disponíveis da última sondagem da Marktest.
O quadro resume a informação para o conjunto de sondagens publicadas na semana de 14 a 20 de Setembro de 2009, a que também se juntou a sondagem da Marktest publicada a 12 de Setembro de 2009. Os resultados detalhados estão disponíveis aqui.

SOARES E COELHO REUNEM EM SEGREDO?


Mário Soares e Pedro Passos Coelho encontraram-se em segredo na manhã da passada segunda-feira. O ex-presidente da República fez-se acompanhar de Leonor Beleza e Soares dos Santos, avança o jornal Sol.
O encontro entre Mário Soares e Passos Coelho teve duração de hora e meia e, segundo fontes da direcção do PSD, o motivo da reunião foi o manifesto Um Compromisso Nacional, assinado por 47 personalidades portuguesas.
Mário Soares mostra-se assim activo na resposta à crise, tendo também sido um dos subscritores doMário Soares mostra-se assim activo na resposta à crise, tendo também sido um dos subscritores do referido manifesto manifesto.
daqui


Beyoncé anuncia no novo site que o lançamento oficial do primeiro single do novo trabalho é lançado esta sexta-feira. O tema não vai chamar-se “Girls (Who Run The World)”, mas sim “Run The World (Girls)”.O tema já tinha caído na Internet, mas só agora é anunciado o lançamento oficial no site da cantora, onde se apresenta também um teaser do novo vídeo.O sucessor de “I am…Sasha Fierce” tem edição prevista para o próximo mês de Junho.

NOTÍCIAS DA TROIKA, VIA BOAVENTURA SOUSA SANTOS

A legislação laboral, o arrendamento e a Justiça e a dimensão do Estado nunca mais serão os mesmos depois da passagem da troika por Portugal. Essa é uma certeza partilhada por todos os que já foram recebidos pela entidade responsável pelo resgate financeiro do país.

" Foi uma das reuniões mais difíceis da minha vida", desabafou Boaventura Sousa Santos ao i, a propósito do encontro de duas horas e meia com os enviados do FMI e da União Europeia. Parecia um interrogatório e "eu avisei logo que não tinha idade para interrogatórios. Eles foram muito delicados, disseram que era apenas um pedido de informação e a conversa lá prosseguiu". Durante o encontro, os elementos da troika deram particular importância às rendas, defendendo a reactivação do mercado de arrendamento e à legislação laboral. Está assente a ideia que irão mudar a legislação, que acreditam ser muito rígida, ao contrário do que Boaventura Sousa Santos continua a defender. 

Falaram em despedimentos e despejos. Sobre política "não falaram comigo" adianta o sociólogo que nunca foi grande defensor das intervenções do FMI. Mas , acrescenta, não se deve "demonizar" a instituição e ver a UE como a instituição mais benemérita pois tem "a mesma lógica neoliberal". Quanto à Justiça, o maior interesse dos seus interlocutores eram os factos que poderiam afectar o desempenho económico e das empresas. Sabe-se que as demoras da justiça são apontadas como um elemento dissuasor do investimento estrangeiro, e era mesmo essa a questão que inquietava mais os protagonistas do resgate financeiro. Para além dos atrasos, Boaventura falou na gestão dos tribunais, na formação dos magistrados, no acesso aos tribunais, e no apoio judiciário. Boaventura acredita que o FMI "não está assim tão mudado" e pensa que as intervenções de Strauss Kahn decorrem mais dos seus interesses de campanha em França do que de um sinal de mudança nesta instituições. Em contrapartida, adianta deve prestar-se mais atenção ao que diz António Borges. 

Patrões. Para o patronato, a recapitalizaçao das empresas, o aumento do peso das exportações até 40% do Produto Interno Buto, os custos de contexto e o funcionamento das entidades reguladores são prioritários para o relançamento da economia. "Não referiram quaisquer cortes desta ou daquela natureza", disse António Saraiva, presidente da confederação da Indústria, à saída da reunião. "Apresentámos as nossas sugestões com base no acordo tripartido conseguido no dia 22 de Março", acrescentou.

A diminuição dos custos de produção foi tema comum a todo o patronato, que alertou ainda para o crescente peso das taxas impostas pelos municípios, cada vez maiores e díspares, que estão a criar distorção da concorrência no território nacional. 

"Temos de gerar crescimento económico porque só assim podemos alterar o que perdemos na última década", disse o presidente da CIP, na que foi a intervenção pública mais crítica ao actual Executivo: "O crescimento faz-se com mais e não com menos trabalho", referindo-se à tolerância de ponto concedida hoje à tarde pelo Governo à Função Pública "Há sinais que não são os mais correctos. Só poderemos ter liderança se dermos bons exemplos. E esta ponte dá imagem de laxismo". 

A Confederação do Turismo colocou a tónica no contributo do sector para o crescimento da economia e lembrou que é onde a mão de obra menos qualificada pode encontrar emprego nos próximos dois anos. "Cerca de metade dos nossos trabalhadores não têm o nono ano. Mas para que se criem mais postos de trabalho, é preciso que os empregadores tenham menos custos com as contratações. Maior flexibilidade e redução da taxa social única para os novos contratos", disse José Carlos Pinto Coelho, presidente da confederação, ao i. 

Já o Comércio e Serviços optou por ter uma delegação que representasse vários sectores de actividade, desde as farmácias aos transportes ou o trabalho temporário, tendo as perguntas da troika acabado por incidir nos sectores representados. João Vieira Lopes reforçou a ideia que a delegação internacional é bastante hermética mas que deram bastante importância às respostas dadas pela CCP relativamente ao crescimento. 

A Confederação dos Agricultores de Portugal centrou a sua intervenção nos problemas específicos da agricultura, elegendo como tema principal os fundos comunitários e a necessidade de se manterem as contrapartidas nacionais para a execução do Proder. Ao i João Machado diz que Portugal pode produzir mais do que actualmente, diminuindo o que se importa e contribuindo com as exportações em sectores como o vinho, o azeite e os produtos hortícolas e frutícolas. "Os 150 milhões do Proder conseguem alavancar mil milhões de investimento, o que criará mais produção nacio