09 abril 2011

Nortoon-014

GUIA PRÁTICO PARA ENFRENTAR A CRISE











Nos primeiros três meses do ano mais de quatro mil famílias portuguesas recorreram à DECO para pedir ajuda. Muitas recebiam rendimentos acima da média mas tinham problemas de sobreendividamento. Com a expectável redução do rendimento disponível, estas famílias vão ver a situação a agravar-se, outras vão começar agora a sentir esses efeitos, e todas vão ter de reajustar o orçamento familiar. O i ouviu as dicas de profissionais, e previu quais podem ser as novas tendências de consumo para a (antiga) classe média, a saber:

01 | orçamento familiar, o começo
"Poucas famílias o fazem, mas é essencial", explica Natália Nunes, especialista da DECO no apoio a famílias sobreendividadas. Cláudia Duarte, formadora sobre gestão de orçamentos familiares, confirma-o. "Anotar todos os gastos, ver a parcela que ocupa mais espaço e ser crítico em relação a isso." E não vale fazê--lo de cabeça, é mesmo para escrever. "Poucas pessoas se apercebem que um café de 60 cêntimos todos os dias significa mais de 18 euros no final do mês", sublinha Natália Nunes

02 | DESLIGAR as TOMADAS ELÉCTRICAS
As facturas da água, luz e gás podem sempre ser melhoradas. Para além das lâmpadas economizadoras, saiba que as tomadas múltiplas com botão para desligar são um grande aliado na poupança: sempre que deixa algo ligado à corrente, o consumo, ainda que mínimo, mantém-se. 

03 | PARTILHAR O CARRO
"Há pessoas que vão ter de deixar de trazer o carro para o trabalho", prevê Natália Nunes. Se os transportes públicos não são uma opção, pondere começar a trocar boleias com os colegas da empresa. Os combustíveis low-cost também vão ser cada vez mais utilizados.

04 | VERIFICAR a APÓLICE DO SEGUROAqueles contratos no fundo da gaveta, que funcionam por débito directo, vão começar agora a ser revistos. Será que existe melhor oferta no mercado? É uma pergunta a fazer a seguradoras e outras prestadoras de serviço, como as de telecomunicações. Tente negociar as prestações que paga todos os meses. "Caso encontre melhor, mude para o valor mais baixo", aconselha Natália Nunes.

05 | LEVAR O ALMOÇO NA MARMITA"Para muitas famílias, existem gastos que vão simplesmente ser eliminados", diz Natália Nunes, "como o fazer refeições fora". Há cada vez mais pessoas a levar o almoço para o local de trabalho. Neste leque de transferências de consumo cabem também os ginásios, que podem ser trocados por exercícios a custo zero, na rua ou em casa. As pessoas vão também ponderar cuidar elas próprias da casa, em vez de pagar a uma empregada doméstica.

06 | DESFAZER-SE DO QUE NÃO PRECISACada vez mais pessoas aderem aos leilões online para ganhar um extra ao vender produtos que já não utilizam: máquinas fotográficas, telemóveis, etc.. O negócio de casas de compra de ouro, colecções ou peças preciosas tem vindo a crescer nos últimos meses, atingindo valores recorde. A tendência é para continuar, contribuindo para a liquidez de muitas famílias 
07 | PROCURAR MAIS DESCONTOS"Em tempos de crise as pessoas devem comparar ainda mais os preços", avisa Natália Nunes. Isto inclui não só optar pelo mais barato, mas também aproveitar cupões e descontos em compras de bens e serviços. Assim, as marcas brancas devem em 2011, mais uma vez, aumentar a sua quota de mercado. A tendência deve ser levada a sério cada vez que vai ao supermercado, mas também noutros gastos que vão ver o orçamento reduzido, como por exemplo, as viagens e férias.
08REDUZIR OS CARTÕES DE CRÉDITO E O SEU USO "Escolha apenas um cartão de crédito, de preferência com programas de desconto em áreas que utilize e corte com os que têm anuidades muito elevadas." É o primeiro conselho que Cláudia Duarte dá a quem frequenta as suas formações sobre orçamento familiar. "Um dos sintomas de quem não faz uma boa gestão é ter a sensação de que não há dinheiro suficiente para tudo" recorrendo desnecessariamente ao crédito. Do i

O DEPUTADO MIGUEL PORTAS NO PARLAMENTO EUROPEU


Clique no link abaixo para ouvir
Espero que isto não dê votos ao B.E. porque para
desgraça já basta o que está



O PREPARADÍSSIMO

Mendes diz que Passos Coelho está "preparadíssimo" para liderar Portugal
O ex-presidente do PSD Luís Marques Mendes considera que Pedro Passos Coelho está "preparadíssimo" para liderar Portugal, num momento que descreve como "muito difícil" mas que pode marcar a "oportunidade para regenerar o país".
Como terá o grande homem chegado a tal conclusão se o visado nem sequer tem no curriculum a boa gestão de  uma simples junta de freguesia para demonstrar laivos dessa preparação...,qualificação posta, sem pejo,  no superlativo absoluto simples?!  

NÃO SOU DOS QUE FOGEM, NÃO TENHO MEDO

 




Não sou dos que fogem, não tenho medo de eleições - Sócrates
Não sou dos que fogem, não tenho medo de eleições - Sócrates
***Serviços áudio e vídeo disponíveis em www.lusa.pt ***
 Matosinhos, 08 abr (Lusa) - O secretário-geral do PS afirmou hoje não temer eleições e que confia na vitória nas próximas eleições, num discurso em que traçou um quadro de bipolarização, defendendo que a escolha é entre os socialistas e o PSD.
"Eu não sou dos que fogem, (...) eu não viro a cara às dificuldades. A minha responsabilidade é lutar, dar o meu melhor e honrar a confiança dos portugueses", disse no discurso de abertura do XVII Congresso Nacional do PS, na primeira vez em que as suas palavras fizeram levantar a plateia dos delegados socialistas.
Dirigindo-se aos seus camaradas, Sócrates deixou-lhes depois uma garantia: "Eu não tenho medo das eleições, nem do julgamento democrático dos portugueses. Lutarei, com alegria, pela vitória", disse.
Depois, já na parte final do seu discurso, que se caracterizou por estar repleto de críticas ao PSD, sobretudo ao seu presidente, Pedro Passos Coelho, o líder dos socialistas procurou dramatizar e bipolarizar a escolha que os portugueses farão nas eleições de 05 de junho.
"A escolha vai ser entre um Governo liderado pelo PS ou um Governo liderado pelo PSD", sustentou, considerando que os votos no Bloco de Esquerda e no PCP "serão desperdiçados" pela esquerda.
"Os votos desperdiçados à nossa esquerda são votos que favorecem o caminho da direita para o poder. E, francamente, já basta o que basta: O sectarismo, a cegueira contra o PS do PCP e do Bloco de Esquerda levaram-nos, primeiro, à apresentação de moções de censura contra o Governo e depois a aliarem-se à direita para derrubar o Governo e oferecer à direita a oportunidade de conquistar o poder. Mais: para oferecer ao Fundo Monetário Internacional (FMI) a oportunidade de entrar em Portugal", disse, em novas críticas a estas forças políticas.
Mas o PSD foi o partido mais visado pelo secretário-geral do PS, acusado de ter passado "todas as marcas da leviandade" ao abrir uma crise política em Portugal, na sequência do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC).
"Os portugueses percebem muito bem que esta crise política foi um desastre, uma inconsciência, uma total irresponsabilidade. E sabem que se alguém é capaz de prejudicar assim o seu país apenas para satisfazer os seus interesses partidários é porque não está à altura das responsabilidades deste momento e não está à altura de liderar o Governo de Portugal", acusou o líder do executivo.
Na sua intervenção, José Sócrates procurou também demarcar-se de qualquer responsabilidade no recente agravamento da crise financeira, que motivou o podido de ajuda externa por parte do Estado Português, culpando, antes, o PSD
"A direção do PSD terá as eleições que tanto desejou, mas atenção: Uma coisa é ter eleições, outra bem diferente é ganhá-las, porque para ganhar eleições é preciso merecê-lo - e esta crise política mostrou que esta direção do PSD merece tudo menos ganhar eleições", sustentou.
DN

O pedido de ajuda externa formalizado ontem por Portugal foi o culminar de duas semanas de preparativos e de muita pressão, externa e interna, sobre o executivo. Presidência da República, Banco de Portugal, Bruxelas, banca nacional, PSD e CDS-PP aguardavam o momento em que o primeiro-ministro quisesse pressionar o gatilho. Sócrates adiou a decisão porque não o queria fazer antes do congresso socialista que começa hoje - com um discurso do primeiro-ministro às oito da noite. O ministro das Finanças precipitou tudo e o país soube através de um email de Teixeira dos Santos, em resposta a perguntas do "Jornal de Negócios", que Portugal iria recorrer ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF). Teixeira dos Santos conseguiu o que pretendia: chegar hoje à reunião do Ecofin em Budapeste com o papel do pedido de ajuda assinado e o comprometimento do governo, do PSD, do CDS-PP e de Cavaco Silva com o défice orçamental de 4,6% deste ano. 

01 O Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) IV, que foi apresentado dia 11 de Março em Bruxelas pelo primeiro- -ministro, não foi concertado com o Presidente da República e apanhou desprevenida a maior parte dos membros do governo. Na noite anterior, Pedro Passos Coelho e Sócrates encontram-se, apesar de o líder do PSD ter referido apenas um telefonema. Sócrates terá saído desse encontro com a ideia de que as novas medidas de austeridade teriam a luz verde do PSD. Fonte de Bruxelas diz ao i que o pacote era a antecâmara de um pedido de apoio. O executivo nega. As linhas gerais do programa foram trabalhadas até tarde, na véspera, e a conferência de imprensa foi marcada para dia 11 de Março de manhã, com os jornalistas a serem avisados depois das dez da noite. O pacote tinha sido previamente negociado com Bruxelas e com o Banco Central Europeu (BCE).

02 Depois de a oposição anunciar o chumbo das novas medidas, Sócrates ameaça com a vinda do Fundo Monetário Internacional (FMI). Na conferência de líderes na Assembleia, o ministro da Presidência, Jorge Lacão, tenta adiar a votação dos projectos de resolução contra o PEC IV para depois do congresso socialista deste fim-de-semana. Sócrates, em entrevista à SIC, desautoriza-o, referindo que o PEC chegará ao parlamento ainda essa semana. 

03 Em entrevista à SIC, o primeiro-ministro anuncia a demissão em caso de chumbo do PEC, enumera o pacote de austeridade do FMI e diz que não governaria com ajuda externa, mostrando-se disponível para negociar as medidas.

04 O governo antecipa a apresentação dos resultados da execução orçamental de Fevereiro na imprensa, no dia em que Sócrates se reúne com a chanceler alemã, Angela Merkel, que lhe dá apoio público.

05 No dia 23 de Março, a oposição em bloco chumba o PEC. Sócrates não esteve mais de 20 minutos no plenário. À noite falou ao país, depois de fazer o pedido de demissão formal a Cavaco Silva. A presidência da República antecipou a informação no site oficial. No dia seguinte foi para Bruxelas já como Primeiro Ministro demissionário.
 

08 abril 2011

TUDO INOCENTES?










Vasco Pulido Valente, Tudo inocentes?, hoje no Público. Excertos, sublinhados meus:
«[...] o mais deprimente destes meses de Março e Abril [...] foi a irrupção de génios pela televisão e pela imprensa que já sabiam a história inteira e se preparam agora para explicar por que razão o FMI era preciso (e, para a maior parte, ele era preciso há muito tempo) e o que pouco a pouco nos trouxera a este trágico sarilho. Com o seu arzinho presunçoso e professoral, economistas, financeiros, banqueiros, filósofos e arraia-miúda vieram revelar ao indígena atónito que nada, ou quase nada, se fizera de lógico e sensato de 1990-95 para cá. Não vale a pena repetir a ladainha. Ninguém duvida que o nosso enormíssimo buraco não se cavou num dia. Infelizmente, esta constatação pede uma pergunta óbvia: em que se ocupavam os sábios que hoje com tanto gosto nos predicam, enquanto os partidos (o PS e o PSD) arruinavam o país?
[...] Quem se deixa chegar onde chegámos, levado por três dúzias de políticos, sempre reeleitos e até, às vezes, respeitados, não merece outro nome. E, pior ainda, quem desiste da verdade acaba inevitavelmente por desistir de si próprio
[Na imagem, entronização de Cavaco Silva no XII Congresso do PSD, Figueira da Foz, Maio de 1985. Onde tudo começou. Na 1.ª fila, da esquerda para a direita, Fernando Nogueira, Eurico de Melo, Cavaco, Fernando Correia Afonso, António Capucho, Dias Loureiro e Santana Lopes. Clique para ver o resto com detalhe.]

É TEMPO DE O PSD PROVAR QUE RECUPERA O JUIZO

 
 
 
 
A grande esperança do PSD
Ao fim de um ano e meio na oposição, quinze dias depois do chumbo do PEC e a menos de dois meses de eleições, ninguém consegue saber que respostas quer o PSD dar a estas perguntas, nem distinguir que rumo querem  dar ao País. Não é claro que medidas estão dispostos a tomar, nem quais os objectivos que  movem, a sua gente ou que compromissos aceitam assumir, esquecendo que os Portugueses não  vão certamente eleger ninguém com um cheque em branco para fazerem o que lhes der na gana . Nem vão eleger o Doce Coelho se ele os convencer de que não sabe o que quer nem tem estaleca para tanta ambição.  O PSD está rebentar pelas costuras de jeitosos e fala-baratos... mas com perfil de estadistas só se forem buscá-los às catacumbas...
Mais do que discutir se devemos ou não pedir ajuda, o que temos é de nos pôr de acordo sobre o necessário consenso no caminho da consolidação, consenso que será essencial quer essa ajuda seja ou não pedida. O PEC é uma boa base de proposta, já apresentada pelo Governo e subscrita pelo PS. Falta o PEC SD - o PEC do PSD. Falta perceber qual é a alternativa, para perceber como se podem conciliar posições, conseguindo uma frente clara de consenso que dê garantias a quem nos empresta dinheiro.
Neste momento, em que Governo e Parlamento estão demitidos, tem de caber ao Presidente a iniciativa de tentar conciliar posições e conseguir consensos. Cavaco Silva, com o seu discurso incendiário de tomada de posse, tornou-se  parte do problema criado. Este é o momento para que passe a fazer parte da solução. No momento actual, o pedido de ajuda ao FEEF só poderá ser feito se o Presidente conseguir chamar à responsabilidade os partidos e os obrigar a compromissos credíveis.(E se o Presidente conseguir  libertar-se de um certo instinto de lacrau que marca muito o seu comportamento em relação aos adversários políticos) Sem garantias prévias  de que esse compromisso é viável, qualquer pedido de ajuda é mero folclore. Um folclore em que FEEF, FMI, BCE e outras instituições não se vão deixar envolver.  E atenção ao tabém folclórico acordo PCP/BE que se destina apenas a fazer chiqueiro e a pôr pedras na engrenagem na sua estrtégia do quanto pior melhor para satisfazerem a sua qualidade de necrófagos políticos 
A iniciativa de qualquer programa, neste momento, terá de vir de Belém, chamando os partidos, negociando consensos, avançando para a solução do problema criado pelo erro que promoveu. O Presidente tem de começar a ser o garante de estabilidade que prometeu ser e não está a ser. Tem de acordar e usar o poder da presidência activa que prometeu para promover soluções e consensos. A Presidência, como única instituição em plenas funções, terá de assumir a sua responsabilidade na resolução do problema que a dissolução da Assembleia criou.» [Jornal de Negócios

07 abril 2011

O CRIME DO TÉLÉLÉ - OU COMO SE FAZ DE PORTUGAL O CU DO MUNDO

Não fosse a revista Sábado e Sócrates sairia incólume de mais este crime. Telefonar, num domingo à tarde, de um local de estacionamento proibido. O homem é um perigo...






Não fosse a revista Sábado e Sócrates sairia incólume de mais este crime. Telefonar, num domingo à tarde, de um local de estacionamento proibido. O homem é um perigo...





SÓCRATES FALA AO TÉLÉ E...MERDA

COISAS DAQUI E DALI

Está lá? É do Palácio de Belém? A crise política começou e Cavaco não disse nada. O Sócrates ameaçou demitir-se e Cavaco nada disse. O Sócrates demitiu-se mesmo e Cavaco continua sem nada dizer.
Pergunto eu: não será melhor alguém passar lá em casa a ver se está tudo bem? Nos dias de hoje todo o cuidado é pouco com idosos sozinhos em casa.
No dia em que faz capa com as 365 medidas de Pedro Passos Coelho para governar, oferece um Guia de 365 restaurantes
«»
no Facebook, o Presidente da República escreveu: «Reafirmo, perante os Portugueses, que o actual Governo contará com todo o meu apoio para que não deixem de ser adoptadas as medidas indispensáveis a salvaguardar o superior interesse nacional e assegurar os meios de financiamento necessários ao funcionamento da nossa economia. [...]
«»Nisto tudo, uma certeza: a Banca precisa, já, de quinze mil milhões de euros. Mas como o Fundo Europeu de Estabilização não funciona às mijinhas, temos de negociar, já, o pacote global: noventa mil milhões. Nessa medida, tem sido penoso ouvir (e ler) os disparates que jornalistas e comentadores repetem ad nauseam.
«»
O melhor bocado está guardado para o fim: o dia em que o PSD aprovar em dobro,
com pompa e circunstância, o que chumbou a 23 de Março.
«»
Antologia do anedotário político
 E andamos nós a alimentar estes burros a pão de ló..para viverem sempre em festa...

SEM ESCRÚPULOS

Estes craques devem estar a gozar o pratinho..
Só pode ser
Felicitemos o PSD -- embora com a prestimosa cooperação do CDS, do PCP e do BE e com o inestimável beneplácito do Presidente da República -- pelo sucesso de ter alcançado, com a rejeição do PEC e a abertura da crise política, os dois objectivos que perseguia desde há muitos meses, a saber, forçar o recurso à ajuda financeira externa, com o forte condicionalismo que vem associado à intervenção do FMI, e obrigar o governo do PS a assumir essa responsabilidade, ainda por cima na condição de governo demitido, apesar dos seus estrénuos esforços para evitar essa provação.É certo que essa vitória do PSD vai custar muito ao País em termos de perda de autoestima e credibilidade externa e de sacrifícios sociais. Mas quando se trata de obter um troféu partidário e eleitoral, "who cares" acerca dos interesses do País?!...
O líder do PSD  conseguiu encostar o país à bancarrota e agora já vai aprovar o PEC IV mas desta vez ao quadrado. Não possuindo créditos de competência conhecidos para dar substância ao seu curriculum, no seu curto desempenho já deixou um rasto de inconpetência que não o abonam nem para presidente de Câmara da Ilha do Corvo. Um simples palmo de cara é muito pouco... 

SEMPRE CUMPRIU PORQUE NUNCA GOVERNOU - E SERÁ O MENOS PREPARADO PARA O FAZER!!!!



António Larguesa, Sem Governo nem Parlamento, o País produz menos
• António P., Body language
• A.R., Magalhães? Até a Suécia os quer
• Eduardo Pitta, ACONTECEU
• Francisco Seixas da Costa, FT
• João Pinto e Castro, Elevação, sentido de responsabilidade e outras lérias
• José Albergaria, O ressentimento na história
• JSC, Alguém sabe o que isso é?
• Ricardo Schiappa, um oportunista invulgarmente transparente
• Tiago Tibúrcio, Trágica ironia
• Valupi, Feios, porcos e péssimos
• Vital Moreira, Chapeau!
Pesquisa de Camara corporativa

EI-LOS QUE SE JUNTAM

ABUTRES


   


FAZER AMOR
Fazer amor requer
arte inconsciente
Fazer amor transcende o feio e o bonito
Fazer amor requer
a alma despida
Fazer amor transcende a sexualidade
Fazer amor é ignorar
todos os conceitos
formais da humanidade
e se entregar como quem
se doa a si mesmo
Fazer amor não tem
vínculo algum
com o lado físico dos seres
Fazer amor é uma divindade.
Divindade que advém
do mais nobre dom da vida:
a própria vida.
Fazer amor é enlouquecer
a anatomia.
não importa a forma.
o que importa é não
importar com coisa nenhuma.
Fazer amor é fazer
de inconcebíveis palavrões
um lindo poema.
Fazer amor é fazer do corpo
um banquete de sonhos
 M. F. Pascoa Oliveira                                               

O PAÍS DO ABSURDO

Só num país absurdo um Presidente da República afirma na sua tomada de posse que há limites para a austeridade e menos de um mês depois demite o governo e pressiona-o para pedir ajuda financeira internacional.
Só num país absurdo um líder da oposição se opõe a um pacote de medidas de austeridade dizendo que há um limite para a austeridade e dias depois declara a uma agência de informação estrangeira que vetou a proposta governamental porque as medidas eram insuficientemente duras.
Só num país absurdo se derruba um governo legítimo e se dissolve o parlamento por este ter adoptado medidas de austeridade sem ter dialogado e depois se exige que um governo de gestão, sem poderes e sem parlamento onde dialogar apresente um pedido de austeridade.
Só num país absurdo a maioria das “cabeças pensantes” ou, para ser mais preciso, as que as televisões exibem, procuram por todos os meios lançar o país no descrédito para depois chegarem à brilhante conclusão de que os mercado não confiam nele.
Só num país absurdo se negoceia um pedido de ajuda internacional sem governo e em vésperas de eleições, apenas para que o líder da oposição não tenha de explicar como resolve os problemas e porque espera que os credores imponham ao país o seu programa eleitoral e a sua revisão constitucional.
Só num país absurdo numa empresa falida, com uma dívida colossal, sem capacidade de financiamento nos mercados e com o rating da sua dívida ao nível do lixo,  os seus trabalhadores fazem greve dia sim dia não com o único objectivo de fustigar os seus concidadãos.
Só num país absurdo o presidente apela ao sobressalto social e à adesão a manifestações num contexto social de grande gravidade e  sob ataque dos mercados financeiros e que corre o risco de ir em direcção à bancarrota.
Só num país absurdo os políticos regionais e organizações representativas que não se sabe muito bem como nasceram e quem as promoveu exigem borlas para serviços públicos que cidadãos de outras regiões sempre pagaram.
Só num país absurdo que apesar de ser dos mais pequenos da Europa e tem muitas centenas de autarquias há políticos que acham que resolvem o problema com mais regionalização.
Quem vai negociar o acordo? O Catroga em nome de Cavaco? É o Fernando Lima que vai tentar convencer o Passos Coelho enquanto a dona Maria persuade o Paulo Portas? E o Passos Coelho vai dar conferências de imprensa todos os dias para enunciar as suas condições?
E quem vai assumir as responsabilidades políticas por tudo isto? Esperemos pelas próximas sondagens e pode ser que lhes saia o tiro pela culatra e o país conclua que em vez de ajuda internacional o país precise de se livrar de quem ande na política a pensar muito nos seus interesses e muito pouco no que interessa ao País...
in O Jumento

BANQUEIROS TAMBEM AJUDARAM A ESMIFRAR A COISA?...

 

 

 

Os banqueiros não mandam!

Os banqueiros portugueses que ajudaram a esmifrar o Estado e viveram à sua conta, subitamente "panicam".
Querem ver que tanto stress significa que nos andaram a contar mentiras sobre a resiliência dos seus testados bancos?
Ignorantes, alguns pomposamente pedem uma ajuda intercalar a UE - que não existe, Barroso confirma, descartando-os liminarmente.
Chazinho de camomila a rodos, recomenda-se.
Tanto mais que, se caminharmos para a bancarrota, não iremos sozinhos - o Euro vai connosco. Antes tremeram os maninhos bancos espanhóis, alemães, franceses, britânicos e todos os que cá investiram, empurrando-nos para o endividamento fácil mas suicida. Talvez então Merkeles e seus amestrados no Conselho Europeu se assustem, acordem e façam o que há a fazer. Para salvar Portugal, mas sobretudo para salvar a Europa. No fundo, para se salvarem a si próprios e... de si próprios.
A maior parte dos banqueiros portugueses merece muito pouco crédito, independentemente do "rating" que lhes possam ter dado e dêem hoje as ratazanas das agências de notação, se atentarmos em tudo o que disseram, não disseram, fizeram e não fizeram: contradições, truques e passes de "off shore"incluídos...
Doces ou salgados, os banqueiros não mandam no país. O país ficou hoje  ainda com mais dúvidas sobre eles e os bancos que dirigem. Mandaria o decoro que, ao menos, afivelassem a mais elementar dose de patriotismo.

O RESULTADO DA ESPÚRIA ALIANÇA

 CONSEQUÊNCIAS   DA ESPÚRIA ALIANÇA PSD/PCP/BE/CDS
O Governo decidiu dirigir à Comissão Europeia um "pedido de assistência financeira" a Portugal, anunciou José Sócrates. A decisão, justificou o primeiro-ministro, tornou-se inevitável face às "ameaças ao financiamento do país" após a rejeição do Programa de Estabilidade e Crescimento. PSD aplaude e apoia, enquanto a Esquerda critica pedido de ajuda. FMI diz que está pronto a ajudar, apesar de ainda aguardar confirmação oficial.
 merceeiro no programa de Economia da SIC-Notícias a discorrer sobre as virtualidades do feijão chicharo... ou coisa que o pareça... 

06 abril 2011

Situada nas margens do rio Mondego, também conhecido como o "rio dos poetas", Coimbra tem cerca de 150 mil habitantes (33 mil dos quais, estudantes). A famosa universidade de Coimbra, fundada na Idade Média, é a mais antiga de Portugal e uma das mais antigas da Europa, e atrai uma população de estudantes que a tornam uma cidade muito animada.

[editar]HistóriaCoimbra já existia no tempo dos romanos, que lhe deram o nome de Aeminum. Mais tarde, à medida que se tornava mais importante, tornou-se sede da diocese, substituindo Conímbriga. Em 711 chegaram os mouros à Península Ibérica, e não esqueceram Coimbra. Transforma-se num importante entreposto comercial entre o norte e o sul, com uma forte comunidade moçárabe. Foi conquistada definitivamente por Fernando Magno de Leão em 1064. Coimbra transforma-se na cidade de maior importância abaixo do Douro, capital de um grande condado governado por Sesnando. Com a formação do Condado Portucalense, tornou-se a residência de D. Henrique e de D. Teresa, e seria aqui que ia nascer D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, que a torna capital do condado, substituindo Guimarães. Em 1255, a capital tornou-se Lisboa.

No século XII, Coimbraestava dividida na cidade alta, onde viviam os nobres, os clero e, mais tarde, os estudantes, e a Baixa, do comércio, do artesanato e dos bairros ribeirinhos. Desde cerca do século XVI que a história da cidade se passa a centrar na Universidade de Coimbra, sendo só no século XIX que a cidade começa a aumentar para além das muralhas, que chegaram a desaparecer com as reformas do Marquês de Pombal, em fins do século XVIII. Estas reformas tiveram grande impacto na cidade, principalmente na cidade alta, onde se criou o Jardim Botânico e alguns colégios da Universidade.
Em meados do século XIX a cidade sofre com a ocupação das tropas de Junot e Massena, durante a invasão francesa e, mais tarde, com a extinção das ordens religiosas. No entanto, na segunda metade do século XIX, a cidade começou a recuperar o esplendor perdido – em 1856 o primeiro telégrafo eléctrico na cidade surge, bem como a iluminação a gás, e em 1864 inaugura-se o caminho-de-ferro. Para além disso, 11 anos mais tarde nasce a ponte férrea sobre o Mondego.

COMBATER A AGIOTAGEM.... COM BOMBAS?





Como escapar
                                                                              à agiotagem
Campanha pela Regulamentação das Agencias de Notação!Agências de Rating – Uma Petição Pela Sua Urgente Regulamentação!São conhecidas por “agências de notação financeira”, enfim, empresas que têm por actividade “atribuir notas de risco ou classificações (ratings) a países, mas também a municípios, empresas ou bancos ou a títulos hipotecários.” Assim, supõe-se que mostrem a capacidade de pagamento de dívidas (valor total e juros) no prazo prometido.
Mas, a verdade está na falta de avaliação, de controlo e de regulamentação da actividade das agências de rating.
Ora, conhecendo-se bem o papel das agências de rating, americanas, na criação da bolha do sub-prime que desencadeou a crise financeira de 2008 e sabendo-se que nem um desses títulos “sub-prime” foi vendido sem a sua avaliação, ninguém as penalizou perante os dramáticos resultados!
Assim, estas agências não evitaram que acontecesse esta crise, nem serviram para permitir que os investidores se sentissem dispensados de avaliar os títulos mobiliários e nem que os investidores soubessem qual o grau de risco inserido no que estavam a adquirir.
Mais, as muitas suspeitas de “amiguismos” e conflitos de interesse neste género de situações acabaram por nunca ser publicamente esclarecidas!
Finalmente, vimos até o esforço europeu para avaliar a solidez dos seus bancos, através dos já famosos “testes de stress”.
Ora a necessidade de ser a Comissão Europeia, o BCE e o comité europeu de supervisores bancários a fazer estes testes é talvez o maior atestado de incompetência alguma vez passado às agências de ratings americanas.
Mais, quando os países europeus se encontravam mais empenhados na recuperação dos seus sistemas financeiros e no combate à recessão que se adivinhava inevitável, surgem as agências de rating no topo das notícias, porque resolveram baixar o rating das dívidas soberanas de vários países da zona euro.
O alvo sempre foi demasiado claro, a União Europeia e: o euro, por ser, uma moeda, demasiado forte para o crescimento da economia maior exportadora do mundo, a Alemanha; forte para o cumprimento das promessas do Presidente dos EUA, de restabelecer a força do dólar e forte para quem não tolera a regulação dos mercados financeiros…
Mas avaliemos o papel das agências de rating, americanas, neste processo e podemos fazê-lo de dois ângulos principais:

1. Reduzir o rating das dívidas soberanas de países europeus, que têm fundamentals económicos muito melhores que os americanos, sem alterar o rating dos bilhetes do tesouro americano, que os chineses compram sem parar, é… estranho!
2. Reduzir estes ratings depois dos governos europeus terem controlado os danos da crise financeira iniciada na América e de terem testado a resistência dos seus bancos ao stress, é… estranho!
Entendemos que a avaliação das agências de rating deve ser feita por dois critérios principais, bem conhecidas dos investigadores científicos: validade e fiabilidade.
Assim, é preciso avaliar se as medidas apresentadas (ratings) medem mesmo o que se pretende (a capacidade dos governos pagarem as respectivas dívidas). Validade!
É preciso avaliar se essas medidas são precisas e dão sempre o mesmo valor, quando aplicadas à mesma situação. Fiabilidade!
Perante o papel das agências de rating seria de esperar que:
• Os critérios usados na atribuição de ratings passassem a ser regulamentados pelas autoridades monetárias, para além de tornados claros e públicos;
• As autoridades monetárias passassem a controlar (certificação de
qualidade) o funcionamento das agências de rating;
• As agências de rating fossem alvo de uma avaliação, de um rating,
anual, possivelmente atribuído pelas autoridades monetárias.
Assim, nós, Cidadãos Abaixo Assinados, afectados pela Crise, não iremos aguardar pela próxima crise financeira provocada pelas agências de rating, sem sabermos se as mesmas obedecem a alguma e estranha estratégias política, ou a interesses comerciais que visam a desvalorização do euro, para facilitar as exportações alemãs, ou se resultam pura e simplesmente de incompetência e negligência
Nós Cidadãos, uns da União Europeia, nacionais ou residentes, outros de outras partes deste Globalizado Planeta,
Exigimos, da União Europeia, das Nações Unidas e dos Estados Nacionais, a Urgente Regulamentação Internacional da Actividade das Agências de Notação

DILMA E LULA EM PORTUGAL

Cimeira europeia e visita de Lula e Dilma Rousseff a Portugal
A vista de Dilma Rousseff e Lula da Silva a Portugal foi o principal destaque da semana. A presidente do Brasil acompanhou Lula da Silva que foi homenageado por três instituições portuguesas. durante a visita Dilma Rousseff e Lula da Silva deixaram em aberto uma possível ajuda brasileira a Portugal.
A 24 de Março, a Cimeira de Bruxelas, onde se reuniu o Conselho Europeu; a manifestação em Londres contra os cortes no sector público; a situação no Médio Oriente; a radioactividade que continua a preocupar o Japão e todo o Mundo. No desporto Godinho Lopes foi eleito presidente do Sporting, o Rali de Portugal e o regresso da Fórmula 1. Souto de Moura ganhou o Prémio Pritzker e a visita do príncipe Carlos a Portugal

publicada por Kaos    WEHAVEKAOSINTHEGARDEN

* * Santana Lopes afirmou que, "Se José Sócrates ganhar as eleições eu só vejo uma consequência": a demissão do Presidente, frisando que Cavaco "ficava numa situação insustentável". Calem-me este Santan...

DUAS MULHERES DO TAHITI








Uma mulher que tentou destruir um dos quadros mais célebres de Gauguin - "Duas Mulheres do Tahiti" - num museu de Washington explicou que sua reacção ocorreu devido ao facto de a obra mostrar "nudez e homossexualismo", revelam documentos judiciais. 

05 abril 2011

COISAS INTERESSANTES





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FINANCIAMENTO DO ENSINO PRIVADO


Lisboa, 05 abr (Lusa) - O decreto-lei que introduziu alterações ao financiamento do ensino particular vai manter-se tal como o Governo o aprovou, depois do chumbo na especialidade, hoje à tarde, de todas as propostas de alteração apresentadas pela oposição.
Na Comissão de Educação e Ciência da Assembleia da República, no âmbito da apreciação parlamentar do diploma, PSD, CDS-PP, PCP, BE e PEV não se entenderam nos momentos da votação, o que, com o voto contra do PS, acabou por inviabilizar todas as alterações apresentadas.
O CDS-PP pretendia que ficasse estipulado no decreto-lei do Governo que os contratos de associção teriam a duração miníma de cinco anos, mas que ficasse salvaguardado que, após esse prazo, seria respeitada a totalidade do percurso escolar do aluno.
Uma das propostas do PSD, por exemplo, estipulava que o apoio financeiro a conceder àquelas escolas fosse fixado "até ao valor máximo equivalente aos custos das escolas públicas equiparáveis ao nível da dimensão, da antiguidade do corpo docente e da oferta educativa", uma alteração quase semelhante à do PCP.

RANGEL, UM HOMEM SÉRIO



QUEM TEM A PALAVRA É O PAPAGAIO





O presidente do PS considerou lamentável que Bagão Félix acuse o primeiro-ministro de mentir e contrapôs que José Sócrates falou a verdade quando disse que no Conselho de Estado não se falou em empréstimo...
Bagão está gago de rezar e maneta de bater com a mão no peito
Quem fala e aje por ele é o papagaio que também o deveria
substituir como Conselheiro 
pois garantiria melhor desempenho.
Quando foi nomeado pensou-se que seria
para dar conselhos sobre futebol e seus derivados
Como o assunto não versaria a coisa logo
borrou  a escrita
...Porventura também a tentar estimular
os ódios de estimação
do
Presidente.
Vulgo "dar graxa"
Atitude pecaminosa que pode levar um beato
às parafundas do Inferno

MENTIROSOS E MAL EDUCADOS



Em Junho de 2004, quando deixou o governo Durão/Portas, a ministra da Finanças Manuela Ferreira Leite deixou um Orçamento do Estado do qual constava um défice de 2,8%.

04 abril 2011

O SENHOR COELHO

Não sabe o sr Coelho, uma espécie de  Galã da Timpeira, que se pavoneia por aí como se fosse o natural herdeiro do trono cavaquista, que muitos de nós não esquecemos a quantidade de anos vazios e desastrados em que o País foi governado por políticos corruptos do PSD que permitiram o desvio de milhões e milhões de euros recebidos da CEE/UE para desenvolvimento e modernização do País. Sabe para onde foram? Avanço algumas pistas: Para acabar com a agricultura, com as pescas, para criar BPN e BPP, para corrupção desportiva, para viagens e enchimento dos bolsos de autarcas, fugas de capitais para offshores, ferraris, jipes para actividades rurais a encherem os parqueamentos de Lisboa,etc. Tudo no tempo do Sr. Cavaco, agora já não beneficiário de múltiplas reformas acumuladas com os proventos do cargo de PR!
  O nosso mal teve origem na gestão cavaquista dos fundos europeus que foram distribuidos à tripaforra ou mal aplicados e´que deram origem ao aumento da corrupção a todos os níveis... E não se pode esquecer as operações trapalhonas levadas a cabo na presidência do Sr Cavaco com a famigerada inventona das "escutas" que, só por si... e se o senhor apelasse à sua boa consciência, teria sido motivo bastante para não ousar recandidatar-se a outro mandato!!! Quer dizer que votar Cavaco Foi quase um acto antipatriótico e colocar ao mesmo tempo no governo o PSD é correr um risco desnecessário.

VAMOS A VOTOS

António Correia de Campos, Vamos a votos:

    Em menos de dez dias, após a rejeição doméstica do pacote apresentado pelo Governo em Bruxelas, os juros da dívida subiram três pontos e meio, mais do que haviam subido nos três meses anteriores; algumas das grandes empresas públicas de transporte, deficitárias em todos os países, passaram a lixo; a banca nacional vê as fontes externas secarem; a reputação financeira da República baixa cinco escalões. Impossível dissociar estes acontecimentos da coligação negativa, destrutiva e demagógica gerada e abençoada para demolir o governo na altura mais prejudicial ao País. A loucura continuou com revogações de reformas arduamente conseguidas, como a da avaliação dos professores. Impossível igualmente dissociar a súbita crise, no seu súbito agravamento, da vertigem de contradições de que dá mostras a alternativa opositora. É a proposta de descida e de subida do IVA, a justificação da recusa do pacote por excessivo, com o argumento, para Wall Street, de que afinal seria insuficiente, a privatização "parcial" da Caixa, as pífias, incolores e inodoras "linhas de orientação para elaboração do programa eleitoral". Mesmo os prometidos estados gerais, até agora limitaram-se a um curto espectáculo de uma tarde, para mostrar sintonia com Belém, colocando homens do Presidente na primeira fila. Pouco, muito pouco e mau, como notaram os avaliadores que nos desgraduam. E como estão já os eleitores a notar, pelas primeiras sondagens após crise.’

O MACEDO NA DISTRIBUIÇÃO DO BACALHAU A PATACO

O líder do grupo parlamentar do PSD, Miguel Macedo, defendeu a necessidade de serem encontrados "critérios de discriminação positiva" para as regiões do Interior onde vão ser aplicadas portagens nas SCUT (autoestradas Sem Custos para o Utilizador).
O PSD continua a defender o princípio da universalidade de tarifas em todas as SCUT, mas Miguel Macedo afirmou, esta segunda-feira, na Guarda, que "é preciso encontrar, com justiça, critérios de discriminação positiva, que tratem com justiça" as regiões mais desfavorecidas. (Lembram-se da guerra do PSD às scuts sem portagens?)

ESTARÁ HOJE, ESTA GENTE, À ALTURA DOS LÍDERES DE ENTÃO??

Mota Pinto (PSD) e Mário Soares (PS) formaram em 1983 um acordo para a construção de um verdadeiro "Governo de Salvação Nacional". Embora o PS  tivesse ganho as eleições, não obtiveram a maioria. O FMI interveio mas, nas negociações, terá sido imposta a formação de um governo de maioria absoluta, tendo como ministro das Finanças o independente Ernâni LopesO entendimento do chamado "Bloco Central" foi exemplar, durante dois anos e nem chegou a ser necessário recorrer à última tranche da ajuda do FMIOutros tempos... Outras gentes!

03 abril 2011

O CHUMBO DO "PEC" TEVE MOTIVOS ESTRATÉGICOS

os Oideotas úteis contententinhos
Agora já é tudo mais transparente e aqui só para nós, baixinho: era isto mesmo o que pretendiam com o chumbo do PEC, não era? É sempre bom quando a verdade vem ao de cima.Quer dizer: a espúria aliança PSD/PCP/BE/CAVACO visou facilitar a entrada do FMI para vir cá fazer o trabalhinho sujo do PSD! E no final o odioso da coisa vai sobrar para o PCP e BE(os anti-PS primários e os ideotas úteis desta história macabra para os trabalhadores

Tudo isto, diga-se, tem uma grande vantagem para a rapaziada da São Caetano. Em vez de andarem a escolher medidas cozinhadas pelos incontáveis grupos de trabalho criados para propor medidas para o país, o PSD — que prevê apresentar o seu programa eleitoral* no início do mês de Maio — pode vir aqui ou aqui ou aqui ou aqui para tomar conhecimento do que aí vem: já que têm um gabinete de estudos, podem fazer um resumo dos documentos, que descrevem as medidas a que os governos da Irlanda, da Grécia, da Roménia e da Hungria se comprometeram a implementar em troca da ajuda do FMI. Depois, é só multiplicar as "entrevistas programáticas".

1. Há uns anos atrás, depois de Guterres se ter zangado com o país e Ferro Rodrigues ter assumido a liderança do Partido Socialista, preenchi a minha ficha de adesão a este partido e pedi a dois amigos militantes que a subscrevessem. Para além das razões que se prendiam com a conjuntura política, entre os quais se destacava o papel muito positivo de Ferro Rodrigues, Paulo Pedroso e Vieira da Silva na defesa das políticas públicas de solidariedade, havia uma outra, que ía confessando sempre que tinha possibilidade: defender a importância, perante um PS que se entretinha a descaracterizar este contributo, da iniciativa do Ministério da Cultura no período entre 1995-99. Por causa disso participei ainda em algumas reuniões da acção sectorial da Cultura, até perceber que a sua ineficácia não tinha tanto a ver com o conformismo cultural dos responsáveis por este sector, mais do esvaziamento e conformismo do Partido Socialista em relação à Cultura. Saído Ferro Rodrigues percebi que a minha inscrição no PS tinha sido um equívoco e deixei-me afastar pela inércia. O facto de ter sido um equívoco não impediu de poder ter aprendido algo muito importante: o conhecimento de que a vida partidária é também, e muito mais do que se imagina, um espaço de resistência associativa, de amadurecimento cívico e de fermentação de ideias, que contrariavam algumas ideias preconcebidas que eu tinha sobre a vida política partidária.

2. Achei importante esta nota quando estou a escrever uma reflexão sobre a necessidade que temos da Esquerda, para desde logo dizer que não a consigo entender sem o PS. Apagar o contributo do Partido Socialista em políticas de solidariedade social, da cultura, da defesa do meio ambiente, da ruptura de mentalidades e da defesa das minorias é um gesto absurdo que empobrece a esquerda de valioso património político. Não creio aliás que haja algum interesse neste momento em discutir sobre quem é ou não de esquerda, até porque a situação política e económica está de tal modo extremada que a simples escolha da barricada é já um indicador mais claro disso do que qualquer discussão genética ou geneológica sobre a pureza da Esquerda.

3. Disse que no momento actual em que vivemos a simples escolha da barricada é já um indicador muito claro sobre o que se espera da esquerda. Mas devia ter dito mais: que também o é a forma como percepcionarmos a urgência com que é necessário tomar partido. E já no nosso aquartelamento ideológico - não tenham dúvidas de que estamos em guerra - deveremos tentar ter uma compreensão comum a alguns fenómenos que afectam a nossa relação com o real.
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A primeira é de que vivemos, desde há muito, num clima de desideologização da nossa vida, e que este clima é resultado de um intenso trabalho ideológico (que tem o seu sucesso na forma como consegue dissipar a sua componente e natureza ideológica). A ideologia surge como que um produto de entretenimento retórico, porque o que nos interessa, o que interessa verdadeiramente é podermos viver melhor, consumir mais, trabalhar mais, produzir mais. Vamos perder muito tempo do tempo que nos falta senão começarmos por desenvolver uma visão em comum desta realidade.

A segunda questão é percebermos que a ideia de crise tenta desde logo mobilizarmo-nos para pertencermos a uma ideia de que a nossa vida era boa, era justa, e que deveremos fazer tudo o que podermos para voltarmos ao nosso consumismo desenfreado e, cerrando as janelas e as portas dos nossos condomínios mentais fechados, pensarmos: " - A borrasca passou!". É uma grosseira mentira que começa por nos esconder o essencial: a nossa vida há muito tempo que deixou de ser nossa e se tornou numa generosa hipoteca sobre a possibilidade de tomarmos nas mãos o nosso modo de vida.

A ideia de crise tem ainda outros desenvolvimentos ( e já tentei abordar isso no Alegro): de uma forma suscinta, a cultura da crise alimenta-se da criação de um pathos que nos faz perder de vista a possibilidade de outras soluções do que aquelas que um exclusivo grupo de especialistas nos apresentam. Poderíamos dedicar a isto muitas linhas mas também o podemos dizer assim, à velocidade da nossa inquietação: Cavaco foi eleito pela sua perícia em perceber estes fenómenos e no entanto assinou em quatro dias a proposta do governo de Sócrates para nacionalização do BPN. E Cavaco e o Governo fizeram-no porque havia uma ameaça, um pathos sobre as suas cabeças. Ninguém teve o discernimento de pensar aquilo que poucos dias mais tarde era evidente: que a saúde da nossa banca era boa, que não estava tão exposta aos activos tóxicos, que a nacionalização da actividade que dava prejuízo sem o acautelar do resgate do financiamento público era uma perda terrível para a nossa economia. Não adianta referir isto senão como pedra de toque desta consciência de que o mais grave daquilo que se passou até agora é que possamos ainda não estar suficientemente alerta para o ataque impiedoso que isto é ao nosso desejo de vivermos num mundo mais justo e solidário. Felizmente começa já a circular entre nós muito material de grande capacidade viral, para não falar de Inside Jobs, que nos obriga a perceber o quão dissimulado é este trabalho. Olhem para a Europa do défice, da dívida pública, desta financeirização que tomou conta da nossa percepção do mundo e vejamos como está descaracterizado este sonho europeu que ainda há pouco tempo nos trouxe tantas esperanças. Há uma questão cujo impacto desprezámos: a união da Europa pode também tornar a Europa mais vulnerável.

4. A inevitabilidade do FMI. Há alguns meses que a inevitabilidade do FMI tem sido lançada como solução para a crescente incapacidade dos PIGS se financiarem no mercado da dívida. Sucessivamente como num dominó as peças foram caindo sem que se perceba em que é que a intervenção do FMI foi positiva para os países intervencionados. No entanto a mesma intervenção continua a ser sugerida e de uma forma cada vez mais radicalizada sem no entanto se explicar porque é que se pensa que ela deve ser pedida. Ao mesmo tempo parece que desapareceu do discurso político a ideia de que a Europa possa ter uma outra posição sobre o mercado da dívida, quer pela criação de agências de notação credíveis, quer pela criação de alternativas financeiras por parte do BCE de apoio aos países com problemas. Quando eu digo que desapareceu do discurso político quero dizer que ele está a perder capacidade de entrar na agenda política. E está a perder capacidade porque assumir esse discurso é uma tarefa da Esquerda e a Esquerda está toda esfrangalhada presa a lideranças que tentam fazer uma gestão de danos. Que tentam fazer uma gestão de danos em relação à perda de influência mediática e discursiva de uma visão política alternativa a este furacão neoliberal que descobriu a sua galinha dos ovos de ouro na divída pública da velha Europa.
Ora no nosso país isso só pode acontecer através de uma coesão do discurso da esquerda, o que, entre nós, terá se ser entendida no plano parlamentar e institucional como PS, PCP e BE e tendo como base de apoio no mundo laboral uma convergência entre a UGT e a CGTP. É o único quadro ideológico que permite identificar de forma clara o que se está a passar.
5. O milagre da Esquerda. Esperar que por sua iniciativa os partidos de esquerda, a CGTP e a UGT se unam e assumam que é possível criar uma alternativa àquela que nos propôem aqueles que acham que a única solução é o pedido de apoio ao FMI (escamoteando o facto de que não se tratam apenas de dinheiros do FMI), é o mesmo que esperar o Natal em Junho. Essa alternativa implica necessariamente uma politica da criação de uma grande evidência comum, e só pode advir se conseguirmos perceber que as nossas finanças públicas implicam medidas de uma grande radicalidade e de confronto com a forma como o Estado foi desenvolvendo um monstro que o impede de aperfeiçoar a sua função.

A ideia de um Estado-Monstro é uma criação neoliberal, é certo, mas isso não nos pode impedir de reconhecer que a conjugação de uma ideia constitucional de serviço público com uma ideia de empresarialização do Estado, tem, na sua grande maioria, enfraquecido a prestação do serviço público. A dinastia PEC não é de esquerda porque tem faltado à verdade, foi injusta nas suas propostas e não foi longe demais na moralização da vida pública (imprescíndível para uma coesão social e envolvimento da comunidade nos esforços de austeridade) mas a ideia de planos para recuperação da saúde económica, e não apenas financeira, da vida do País, são fundamentais. Ser de esquerda não é meter a cabeça na areia e negar que para estabilizarmos esta desestabilização fdp, há a necessidade de distribuirmos um pouco de instabilidade por todos em vez desse ídilico sonho de distribuir a riqueza (que não há) por todos. A esquerda tem notórios problemas em discutir esta realidade mas vai ter de encontrar um mínimo denominador comum. Porque se ela insistir na demagogia está a ser cúmplice com este alastramento de uma demagogia calculista de assalto ao poder por parte da direita.

Chegámos a um ponto dramático mas inevitável: como a Esquerda dos partidos não se entende, tem de ser a Esquerda dos cidadãos a pressioná-la para que o consiga fazer. Tem de ser a esquerda dos cidadãos a dizer aos partidos que a querem representar que têm de ser mais rápidos, mais ágeis no encontrar de um denominador comum que nos ajude a libertarmo-nos desta fatalidade de sermos a próxima pedra a cair no xadrez da grande jogada de um movimento especulativo de dimensões nunca vistas e que configura verdadeiramente um crime económico contra a humanidade.
 6. Escrevo este post no balanço pessoal de uma experiência política inusitada e que me apanhou desprevenido, quando colaborei no Alegro Pianísimo (blogue coordenado pelo Luís Novaes Tito, Joana Lopes e Paulo Ferreira) e em que ganhei essa convicção de que a política tem de estar associada à utopia, a essa vontade de bater o pé, a esse desespero de termos uma corda enfiada na garganta e de termos de ser mais ágeis que o garrote. Fomos jantar anteontem e voltei a pensar nisso. Lembro-me de algures, no blogue, ter escrito a páginas tantas que votava no Manuel Alegre por aquilo que essa opção me obrigava a ver e a querer ser com outros. Tenho aprendido muito nestes tempos. Descer a 12 de Março a Av. da Liberdade, ser um de duzentos ou trezentos mil, foi também muito enriquecedor para mim. Não podemos baixar os braços. Se a esquerda partidária não consegue perceber o que queremos dela, temos de o dizer. Nos blogues, no facebook.
Temos de voltar à rua, a Primavera chama-nos.

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