09 abril 2011
GUIA PRÁTICO PARA ENFRENTAR A CRISE
Nos primeiros três meses do ano mais de quatro mil famílias portuguesas recorreram à DECO para pedir ajuda. Muitas recebiam rendimentos acima da média mas tinham problemas de sobreendividamento. Com a expectável redução do rendimento disponível, estas famílias vão ver a situação a agravar-se, outras vão começar agora a sentir esses efeitos, e todas vão ter de reajustar o orçamento familiar. O i ouviu as dicas de profissionais, e previu quais podem ser as novas tendências de consumo para a (antiga) classe média, a saber:
01 | orçamento familiar, o começo
"Poucas famílias o fazem, mas é essencial", explica Natália Nunes, especialista da DECO no apoio a famílias sobreendividadas. Cláudia Duarte, formadora sobre gestão de orçamentos familiares, confirma-o. "Anotar todos os gastos, ver a parcela que ocupa mais espaço e ser crítico em relação a isso." E não vale fazê--lo de cabeça, é mesmo para escrever. "Poucas pessoas se apercebem que um café de 60 cêntimos todos os dias significa mais de 18 euros no final do mês", sublinha Natália Nunes
02 | DESLIGAR as TOMADAS ELÉCTRICAS
As facturas da água, luz e gás podem sempre ser melhoradas. Para além das lâmpadas economizadoras, saiba que as tomadas múltiplas com botão para desligar são um grande aliado na poupança: sempre que deixa algo ligado à corrente, o consumo, ainda que mínimo, mantém-se.
03 | PARTILHAR O CARRO
"Há pessoas que vão ter de deixar de trazer o carro para o trabalho", prevê Natália Nunes. Se os transportes públicos não são uma opção, pondere começar a trocar boleias com os colegas da empresa. Os combustíveis low-cost também vão ser cada vez mais utilizados.
04 | VERIFICAR a APÓLICE DO SEGUROAqueles contratos no fundo da gaveta, que funcionam por débito directo, vão começar agora a ser revistos. Será que existe melhor oferta no mercado? É uma pergunta a fazer a seguradoras e outras prestadoras de serviço, como as de telecomunicações. Tente negociar as prestações que paga todos os meses. "Caso encontre melhor, mude para o valor mais baixo", aconselha Natália Nunes.
05 | LEVAR O ALMOÇO NA MARMITA"Para muitas famílias, existem gastos que vão simplesmente ser eliminados", diz Natália Nunes, "como o fazer refeições fora". Há cada vez mais pessoas a levar o almoço para o local de trabalho. Neste leque de transferências de consumo cabem também os ginásios, que podem ser trocados por exercícios a custo zero, na rua ou em casa. As pessoas vão também ponderar cuidar elas próprias da casa, em vez de pagar a uma empregada doméstica.
06 | DESFAZER-SE DO QUE NÃO PRECISACada vez mais pessoas aderem aos leilões online para ganhar um extra ao vender produtos que já não utilizam: máquinas fotográficas, telemóveis, etc.. O negócio de casas de compra de ouro, colecções ou peças preciosas tem vindo a crescer nos últimos meses, atingindo valores recorde. A tendência é para continuar, contribuindo para a liquidez de muitas famílias
07 | PROCURAR MAIS DESCONTOS"Em tempos de crise as pessoas devem comparar ainda mais os preços", avisa Natália Nunes. Isto inclui não só optar pelo mais barato, mas também aproveitar cupões e descontos em compras de bens e serviços. Assim, as marcas brancas devem em 2011, mais uma vez, aumentar a sua quota de mercado. A tendência deve ser levada a sério cada vez que vai ao supermercado, mas também noutros gastos que vão ver o orçamento reduzido, como por exemplo, as viagens e férias.
08 | REDUZIR OS CARTÕES DE CRÉDITO E O SEU USO "Escolha apenas um cartão de crédito, de preferência com programas de desconto em áreas que utilize e corte com os que têm anuidades muito elevadas." É o primeiro conselho que Cláudia Duarte dá a quem frequenta as suas formações sobre orçamento familiar. "Um dos sintomas de quem não faz uma boa gestão é ter a sensação de que não há dinheiro suficiente para tudo" recorrendo desnecessariamente ao crédito. Do i
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O DEPUTADO MIGUEL PORTAS NO PARLAMENTO EUROPEU
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O PREPARADÍSSIMO
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NÃO SOU DOS QUE FOGEM, NÃO TENHO MEDO

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01 O Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) IV, que foi apresentado dia 11 de Março em Bruxelas pelo primeiro- -ministro, não foi concertado com o Presidente da República e apanhou desprevenida a maior parte dos membros do governo. Na noite anterior, Pedro Passos Coelho e Sócrates encontram-se, apesar de o líder do PSD ter referido apenas um telefonema. Sócrates terá saído desse encontro com a ideia de que as novas medidas de austeridade teriam a luz verde do PSD. Fonte de Bruxelas diz ao i que o pacote era a antecâmara de um pedido de apoio. O executivo nega. As linhas gerais do programa foram trabalhadas até tarde, na véspera, e a conferência de imprensa foi marcada para dia 11 de Março de manhã, com os jornalistas a serem avisados depois das dez da noite. O pacote tinha sido previamente negociado com Bruxelas e com o Banco Central Europeu (BCE).
02 Depois de a oposição anunciar o chumbo das novas medidas, Sócrates ameaça com a vinda do Fundo Monetário Internacional (FMI). Na conferência de líderes na Assembleia, o ministro da Presidência, Jorge Lacão, tenta adiar a votação dos projectos de resolução contra o PEC IV para depois do congresso socialista deste fim-de-semana. Sócrates, em entrevista à SIC, desautoriza-o, referindo que o PEC chegará ao parlamento ainda essa semana.
03 Em entrevista à SIC, o primeiro-ministro anuncia a demissão em caso de chumbo do PEC, enumera o pacote de austeridade do FMI e diz que não governaria com ajuda externa, mostrando-se disponível para negociar as medidas.
04 O governo antecipa a apresentação dos resultados da execução orçamental de Fevereiro na imprensa, no dia em que Sócrates se reúne com a chanceler alemã, Angela Merkel, que lhe dá apoio público.
05 No dia 23 de Março, a oposição em bloco chumba o PEC. Sócrates não esteve mais de 20 minutos no plenário. À noite falou ao país, depois de fazer o pedido de demissão formal a Cavaco Silva. A presidência da República antecipou a informação no site oficial. No dia seguinte foi para Bruxelas já como Primeiro Ministro demissionário.
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08 abril 2011
TUDO INOCENTES?
Vasco Pulido Valente, Tudo inocentes?, hoje no Público. Excertos, sublinhados meus:
«[...] o mais deprimente destes meses de Março e Abril [...] foi a irrupção de génios pela televisão e pela imprensa que já sabiam a história inteira e se preparam agora para explicar por que razão o FMI era preciso (e, para a maior parte, ele era preciso há muito tempo) e o que pouco a pouco nos trouxera a este trágico sarilho. Com o seu arzinho presunçoso e professoral, economistas, financeiros, banqueiros, filósofos e arraia-miúda vieram revelar ao indígena atónito que nada, ou quase nada, se fizera de lógico e sensato de 1990-95 para cá. Não vale a pena repetir a ladainha. Ninguém duvida que o nosso enormíssimo buraco não se cavou num dia. Infelizmente, esta constatação pede uma pergunta óbvia: em que se ocupavam os sábios que hoje com tanto gosto nos predicam, enquanto os partidos (o PS e o PSD) arruinavam o país?
[...] Quem se deixa chegar onde chegámos, levado por três dúzias de políticos, sempre reeleitos e até, às vezes, respeitados, não merece outro nome. E, pior ainda, quem desiste da verdade acaba inevitavelmente por desistir de si próprio.»
[Na imagem, entronização de Cavaco Silva no XII Congresso do PSD, Figueira da Foz, Maio de 1985. Onde tudo começou. Na 1.ª fila, da esquerda para a direita, Fernando Nogueira, Eurico de Melo, Cavaco, Fernando Correia Afonso, António Capucho, Dias Loureiro e Santana Lopes. Clique para ver o resto com detalhe.]
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É TEMPO DE O PSD PROVAR QUE RECUPERA O JUIZO
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A grande esperança do PSD |
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07 abril 2011
O CRIME DO TÉLÉLÉ - OU COMO SE FAZ DE PORTUGAL O CU DO MUNDO
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COISAS DAQUI E DALI
Pergunto eu: não será melhor alguém passar lá em casa a ver se está tudo bem? Nos dias de hoje todo o cuidado é pouco com idosos sozinhos em casa.
«»
no Facebook, o Presidente da República escreveu: «Reafirmo, perante os Portugueses, que o actual Governo contará com todo o meu apoio para que não deixem de ser adoptadas as medidas indispensáveis a salvaguardar o superior interesse nacional e assegurar os meios de financiamento necessários ao funcionamento da nossa economia. [...]
«»Nisto tudo, uma certeza: a Banca precisa, já, de quinze mil milhões de euros. Mas como o Fundo Europeu de Estabilização não funciona às mijinhas, temos de negociar, já, o pacote global: noventa mil milhões. Nessa medida, tem sido penoso ouvir (e ler) os disparates que jornalistas e comentadores repetem ad nauseam.
«»
O melhor bocado está guardado para o fim: o dia em que o PSD aprovar em dobro,
com pompa e circunstância, o que chumbou a 23 de Março.
«»
Antologia do anedotário político
E andamos nós a alimentar estes burros a pão de ló..para viverem sempre em festa...
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SEM ESCRÚPULOS
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Estes craques devem estar a gozar o pratinho.. Só pode ser |
O líder do PSD conseguiu encostar o país à bancarrota e agora já vai aprovar o PEC IV mas desta vez ao quadrado. Não possuindo créditos de competência conhecidos para dar substância ao seu curriculum, no seu curto desempenho já deixou um rasto de inconpetência que não o abonam nem para presidente de Câmara da Ilha do Corvo. Um simples palmo de cara é muito pouco...
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SEMPRE CUMPRIU PORQUE NUNCA GOVERNOU - E SERÁ O MENOS PREPARADO PARA O FAZER!!!!
António Larguesa, Sem Governo nem Parlamento, o País produz menos
• António P., Body language
• A.R., Magalhães? Até a Suécia os quer
• Eduardo Pitta, ACONTECEU
• Francisco Seixas da Costa, FT
• João Pinto e Castro, Elevação, sentido de responsabilidade e outras lérias
• José Albergaria, O ressentimento na história
• JSC, Alguém sabe o que isso é?
• Ricardo Schiappa, um oportunista invulgarmente transparente
• Tiago Tibúrcio, Trágica ironia
• Valupi, Feios, porcos e péssimos
• Vital Moreira, Chapeau!
Pesquisa de Camara corporativa
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arte inconsciente
Fazer amor transcende o feio e o bonito
Fazer amor requer
a alma despida
Fazer amor transcende a sexualidade
Fazer amor é ignorar
todos os conceitos
formais da humanidade
e se entregar como quem
se doa a si mesmo
Fazer amor não tem
vínculo algum
com o lado físico dos seres
Fazer amor é uma divindade.
Divindade que advém
do mais nobre dom da vida:
a própria vida.
Fazer amor é enlouquecer
a anatomia.
não importa a forma.
o que importa é não
importar com coisa nenhuma.
Fazer amor é fazer
de inconcebíveis palavrões
um lindo poema.
Fazer amor é fazer do corpo
um banquete de sonhos
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O PAÍS DO ABSURDO
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BANQUEIROS TAMBEM AJUDARAM A ESMIFRAR A COISA?...
Os banqueiros não mandam!
Os banqueiros portugueses que ajudaram a esmifrar o Estado e viveram à sua conta, subitamente "panicam".
Querem ver que tanto stress significa que nos andaram a contar mentiras sobre a resiliência dos seus testados bancos?
Ignorantes, alguns pomposamente pedem uma ajuda intercalar a UE - que não existe, Barroso confirma, descartando-os liminarmente.
Chazinho de camomila a rodos, recomenda-se.
Tanto mais que, se caminharmos para a bancarrota, não iremos sozinhos - o Euro vai connosco. Antes tremeram os maninhos bancos espanhóis, alemães, franceses, britânicos e todos os que cá investiram, empurrando-nos para o endividamento fácil mas suicida. Talvez então Merkeles e seus amestrados no Conselho Europeu se assustem, acordem e façam o que há a fazer. Para salvar Portugal, mas sobretudo para salvar a Europa. No fundo, para se salvarem a si próprios e... de si próprios.
A maior parte dos banqueiros portugueses merece muito pouco crédito, independentemente do "rating" que lhes possam ter dado e dêem hoje as ratazanas das agências de notação, se atentarmos em tudo o que disseram, não disseram, fizeram e não fizeram: contradições, truques e passes de "off shore"incluídos...
Doces ou salgados, os banqueiros não mandam no país. O país ficou hoje ainda com mais dúvidas sobre eles e os bancos que dirigem. Mandaria o decoro que, ao menos, afivelassem a mais elementar dose de patriotismo.
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O RESULTADO DA ESPÚRIA ALIANÇA
> Economistas, analistas e outros actores económicos de acordo: pedido chega tarde
> Revista Fortune compara Teixeira dos Santos a executivos de Wall Street caídos em desgraça
> Primeiras medidas na Irlanda e Grécia foram cortes nos salários, pensões e aumento de impostos
»Ignoramos o que pensa do caso o merceeiro do Pingo Doce porque nos recusamos a escutar o sr



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06 abril 2011
[editar]HistóriaCoimbra já existia no tempo dos romanos, que lhe deram o nome de Aeminum. Mais tarde, à medida que se tornava mais importante, tornou-se sede da diocese, substituindo Conímbriga. Em 711 chegaram os mouros à Península Ibérica, e não esqueceram Coimbra. Transforma-se num importante entreposto comercial entre o norte e o sul, com uma forte comunidade moçárabe. Foi conquistada definitivamente por Fernando Magno de Leão em 1064. Coimbra transforma-se na cidade de maior importância abaixo do Douro, capital de um grande condado governado por Sesnando. Com a formação do Condado Portucalense, tornou-se a residência de D. Henrique e de D. Teresa, e seria aqui que ia nascer D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, que a torna capital do condado, substituindo Guimarães. Em 1255, a capital tornou-se Lisboa.
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COMBATER A AGIOTAGEM.... COM BOMBAS?
Mas, a verdade está na falta de avaliação, de controlo e de regulamentação da actividade das agências de rating.
Ora, conhecendo-se bem o papel das agências de rating, americanas, na criação da bolha do sub-prime que desencadeou a crise financeira de 2008 e sabendo-se que nem um desses títulos “sub-prime” foi vendido sem a sua avaliação, ninguém as penalizou perante os dramáticos resultados!
Assim, estas agências não evitaram que acontecesse esta crise, nem serviram para permitir que os investidores se sentissem dispensados de avaliar os títulos mobiliários e nem que os investidores soubessem qual o grau de risco inserido no que estavam a adquirir.
Mais, as muitas suspeitas de “amiguismos” e conflitos de interesse neste género de situações acabaram por nunca ser publicamente esclarecidas!
Finalmente, vimos até o esforço europeu para avaliar a solidez dos seus bancos, através dos já famosos “testes de stress”.
Ora a necessidade de ser a Comissão Europeia, o BCE e o comité europeu de supervisores bancários a fazer estes testes é talvez o maior atestado de incompetência alguma vez passado às agências de ratings americanas.
Mais, quando os países europeus se encontravam mais empenhados na recuperação dos seus sistemas financeiros e no combate à recessão que se adivinhava inevitável, surgem as agências de rating no topo das notícias, porque resolveram baixar o rating das dívidas soberanas de vários países da zona euro.
O alvo sempre foi demasiado claro, a União Europeia e: o euro, por ser, uma moeda, demasiado forte para o crescimento da economia maior exportadora do mundo, a Alemanha; forte para o cumprimento das promessas do Presidente dos EUA, de restabelecer a força do dólar e forte para quem não tolera a regulação dos mercados financeiros…
Mas avaliemos o papel das agências de rating, americanas, neste processo e podemos fazê-lo de dois ângulos principais:
1. Reduzir o rating das dívidas soberanas de países europeus, que têm fundamentals económicos muito melhores que os americanos, sem alterar o rating dos bilhetes do tesouro americano, que os chineses compram sem parar, é… estranho!
Entendemos que a avaliação das agências de rating deve ser feita por dois critérios principais, bem conhecidas dos investigadores científicos: validade e fiabilidade.
Assim, é preciso avaliar se as medidas apresentadas (ratings) medem mesmo o que se pretende (a capacidade dos governos pagarem as respectivas dívidas). Validade!
É preciso avaliar se essas medidas são precisas e dão sempre o mesmo valor, quando aplicadas à mesma situação. Fiabilidade!
Perante o papel das agências de rating seria de esperar que:
• Os critérios usados na atribuição de ratings passassem a ser regulamentados pelas autoridades monetárias, para além de tornados claros e públicos;
• As autoridades monetárias passassem a controlar (certificação de
qualidade) o funcionamento das agências de rating;
• As agências de rating fossem alvo de uma avaliação, de um rating,
anual, possivelmente atribuído pelas autoridades monetárias.
Assim, nós, Cidadãos Abaixo Assinados, afectados pela Crise, não iremos aguardar pela próxima crise financeira provocada pelas agências de rating, sem sabermos se as mesmas obedecem a alguma e estranha estratégias política, ou a interesses comerciais que visam a desvalorização do euro, para facilitar as exportações alemãs, ou se resultam pura e simplesmente de incompetência e negligência
Nós Cidadãos, uns da União Europeia, nacionais ou residentes, outros de outras partes deste Globalizado Planeta,
Exigimos, da União Europeia, das Nações Unidas e dos Estados Nacionais, a Urgente Regulamentação Internacional da Actividade das Agências de Notação
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DILMA E LULA EM PORTUGAL
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publicada por Kaos WEHAVEKAOSINTHEGARDEN-
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DUAS MULHERES DO TAHITI
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05 abril 2011
FINANCIAMENTO DO ENSINO PRIVADO
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QUEM TEM A PALAVRA É O PAPAGAIO
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MENTIROSOS E MAL EDUCADOS
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04 abril 2011
O SENHOR COELHO
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VAMOS A VOTOS
António Correia de Campos, Vamos a votos:
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O MACEDO NA DISTRIBUIÇÃO DO BACALHAU A PATACO
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ESTARÁ HOJE, ESTA GENTE, À ALTURA DOS LÍDERES DE ENTÃO??

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03 abril 2011
O CHUMBO DO "PEC" TEVE MOTIVOS ESTRATÉGICOS
![]() |
os Oideotas úteis contententinhos |
Tudo isto, diga-se, tem uma grande vantagem para a rapaziada da São Caetano. Em vez de andarem a escolher medidas cozinhadas pelos incontáveis grupos de trabalho criados para propor medidas para o país, o PSD — que prevê apresentar o seu programa eleitoral* no início do mês de Maio — pode vir aqui ou aqui ou aqui ou aqui para tomar conhecimento do que aí vem: já que têm um gabinete de estudos, podem fazer um resumo dos documentos, que descrevem as medidas a que os governos da Irlanda, da Grécia, da Roménia e da Hungria se comprometeram a implementar em troca da ajuda do FMI. Depois, é só multiplicar as "entrevistas programáticas".
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2. Achei importante esta nota quando estou a escrever uma reflexão sobre a necessidade que temos da Esquerda, para desde logo dizer que não a consigo entender sem o PS. Apagar o contributo do Partido Socialista em políticas de solidariedade social, da cultura, da defesa do meio ambiente, da ruptura de mentalidades e da defesa das minorias é um gesto absurdo que empobrece a esquerda de valioso património político. Não creio aliás que haja algum interesse neste momento em discutir sobre quem é ou não de esquerda, até porque a situação política e económica está de tal modo extremada que a simples escolha da barricada é já um indicador mais claro disso do que qualquer discussão genética ou geneológica sobre a pureza da Esquerda.
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3. Disse que no momento actual em que vivemos a simples escolha da barricada é já um indicador muito claro sobre o que se espera da esquerda. Mas devia ter dito mais: que também o é a forma como percepcionarmos a urgência com que é necessário tomar partido. E já no nosso aquartelamento ideológico - não tenham dúvidas de que estamos em guerra - deveremos tentar ter uma compreensão comum a alguns fenómenos que afectam a nossa relação com o real.
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A primeira é de que vivemos, desde há muito, num clima de desideologização da nossa vida, e que este clima é resultado de um intenso trabalho ideológico (que tem o seu sucesso na forma como consegue dissipar a sua componente e natureza ideológica). A ideologia surge como que um produto de entretenimento retórico, porque o que nos interessa, o que interessa verdadeiramente é podermos viver melhor, consumir mais, trabalhar mais, produzir mais. Vamos perder muito tempo do tempo que nos falta senão começarmos por desenvolver uma visão em comum desta realidade.
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A segunda questão é percebermos que a ideia de crise tenta desde logo mobilizarmo-nos para pertencermos a uma ideia de que a nossa vida era boa, era justa, e que deveremos fazer tudo o que podermos para voltarmos ao nosso consumismo desenfreado e, cerrando as janelas e as portas dos nossos condomínios mentais fechados, pensarmos: " - A borrasca passou!". É uma grosseira mentira que começa por nos esconder o essencial: a nossa vida há muito tempo que deixou de ser nossa e se tornou numa generosa hipoteca sobre a possibilidade de tomarmos nas mãos o nosso modo de vida.
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A ideia de crise tem ainda outros desenvolvimentos ( e já tentei abordar isso no Alegro): de uma forma suscinta, a cultura da crise alimenta-se da criação de um pathos que nos faz perder de vista a possibilidade de outras soluções do que aquelas que um exclusivo grupo de especialistas nos apresentam. Poderíamos dedicar a isto muitas linhas mas também o podemos dizer assim, à velocidade da nossa inquietação: Cavaco foi eleito pela sua perícia em perceber estes fenómenos e no entanto assinou em quatro dias a proposta do governo de Sócrates para nacionalização do BPN. E Cavaco e o Governo fizeram-no porque havia uma ameaça, um pathos sobre as suas cabeças. Ninguém teve o discernimento de pensar aquilo que poucos dias mais tarde era evidente: que a saúde da nossa banca era boa, que não estava tão exposta aos activos tóxicos, que a nacionalização da actividade que dava prejuízo sem o acautelar do resgate do financiamento público era uma perda terrível para a nossa economia. Não adianta referir isto senão como pedra de toque desta consciência de que o mais grave daquilo que se passou até agora é que possamos ainda não estar suficientemente alerta para o ataque impiedoso que isto é ao nosso desejo de vivermos num mundo mais justo e solidário. Felizmente começa já a circular entre nós muito material de grande capacidade viral, para não falar de Inside Jobs, que nos obriga a perceber o quão dissimulado é este trabalho. Olhem para a Europa do défice, da dívida pública, desta financeirização que tomou conta da nossa percepção do mundo e vejamos como está descaracterizado este sonho europeu que ainda há pouco tempo nos trouxe tantas esperanças. Há uma questão cujo impacto desprezámos: a união da Europa pode também tornar a Europa mais vulnerável.
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4. A inevitabilidade do FMI. Há alguns meses que a inevitabilidade do FMI tem sido lançada como solução para a crescente incapacidade dos PIGS se financiarem no mercado da dívida. Sucessivamente como num dominó as peças foram caindo sem que se perceba em que é que a intervenção do FMI foi positiva para os países intervencionados. No entanto a mesma intervenção continua a ser sugerida e de uma forma cada vez mais radicalizada sem no entanto se explicar porque é que se pensa que ela deve ser pedida. Ao mesmo tempo parece que desapareceu do discurso político a ideia de que a Europa possa ter uma outra posição sobre o mercado da dívida, quer pela criação de agências de notação credíveis, quer pela criação de alternativas financeiras por parte do BCE de apoio aos países com problemas. Quando eu digo que desapareceu do discurso político quero dizer que ele está a perder capacidade de entrar na agenda política. E está a perder capacidade porque assumir esse discurso é uma tarefa da Esquerda e a Esquerda está toda esfrangalhada presa a lideranças que tentam fazer uma gestão de danos. Que tentam fazer uma gestão de danos em relação à perda de influência mediática e discursiva de uma visão política alternativa a este furacão neoliberal que descobriu a sua galinha dos ovos de ouro na divída pública da velha Europa.
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A ideia de um Estado-Monstro é uma criação neoliberal, é certo, mas isso não nos pode impedir de reconhecer que a conjugação de uma ideia constitucional de serviço público com uma ideia de empresarialização do Estado, tem, na sua grande maioria, enfraquecido a prestação do serviço público. A dinastia PEC não é de esquerda porque tem faltado à verdade, foi injusta nas suas propostas e não foi longe demais na moralização da vida pública (imprescíndível para uma coesão social e envolvimento da comunidade nos esforços de austeridade) mas a ideia de planos para recuperação da saúde económica, e não apenas financeira, da vida do País, são fundamentais. Ser de esquerda não é meter a cabeça na areia e negar que para estabilizarmos esta desestabilização fdp, há a necessidade de distribuirmos um pouco de instabilidade por todos em vez desse ídilico sonho de distribuir a riqueza (que não há) por todos. A esquerda tem notórios problemas em discutir esta realidade mas vai ter de encontrar um mínimo denominador comum. Porque se ela insistir na demagogia está a ser cúmplice com este alastramento de uma demagogia calculista de assalto ao poder por parte da direita.
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Chegámos a um ponto dramático mas inevitável: como a Esquerda dos partidos não se entende, tem de ser a Esquerda dos cidadãos a pressioná-la para que o consiga fazer. Tem de ser a esquerda dos cidadãos a dizer aos partidos que a querem representar que têm de ser mais rápidos, mais ágeis no encontrar de um denominador comum que nos ajude a libertarmo-nos desta fatalidade de sermos a próxima pedra a cair no xadrez da grande jogada de um movimento especulativo de dimensões nunca vistas e que configura verdadeiramente um crime económico contra a humanidade.
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Temos de voltar à rua, a Primavera chama-nos.


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