20 agosto 2011

BANDA DOS AMIGOS E ASSOCIADOS DO PSD

A PANTUFADA DE MARCELO

Marcelo


Li aqui, que teve sucesso uma frase proferida pelo prof Marcelo, domingo à noite, na TVI, sobre o aumento do IVA no gás e na electricidade: "É evidente que isto é uma pantufada monumental na classe média".
Deve ter toda a razão o prof. Marcelo.
É evidente que os pobres, para além do defeito de serem pobres, tomam menos banho, podem comer alimentos crus e devem dar-se lindamente na escuridão...
Deve ter toda a razão o prof. Marcelo…
Os pobres são feios, porcos e maus...
Para que precisam de gás e electricidade?..Por este andar, gás e electricidade para o pobre, será como manteiga em focinho de cão!.. Isto é: um luxo.

TIRAR AOS MESMOS DE SEMPRE






Hoje no DN

ALIQUIDEZ

"Madeira necessita urgentemente de liquidez"


por LusaHoje

"Madeira necessita urgentemente de liquidez"

O líder do PSD-Madeira, Alberto João Jardim, disse na sexta-feira à noite que a Região Autónoma da Madeira necessita "urgentemente" de liquidez, acreditando ser possível um acordo com o Governo para solucionar a questão financeira. "A Madeira tem muito património, graças a Deus, o património que a Madeira tem é mais do que suficiente para cobrir muitas vezes a sua dívida, o problema é liquidez e nós precisamos, urgentemente, dessa liquidez para poder pagar os fornecedores em atraso, para poder terminar as obras que estão em curso", afirmou Alberto João Jardim.
O presidente do PSD-M, discursava no Porto Santo, no tradicional comício que assinala a "rentrée" política do partido na região, ocasião em que explicou que é nesse sentido que "se vai procurar fazer um acordo com o actual Governo da República", de coligação PSD/CDS-PP.
Alberto João Jardim, que há mais de 30 anos preside ao Executivo regional, justificou a dívida da Madeira com o "ataque financeiro" do Governo socialista através da Lei das Finanças Regionais.
Para o dirigente do PSD-M, a situação destruiu o que estava planeado e as "legítimas expectativas" que existiam face à lei que estava em vigor.
 "Com este rombo nas finanças da Madeira, eu só tinha duas hipóteses: ou fazia como no boxe, jogava a toalha ao chão e desistia (...) ou então enfrentava-os como enfrentei e aumentei a dívida da Madeira", declarou Alberto João Jardim, referindo que preferiu a "derrapagem financeira" para "resistir à agressão socialista (que grande lata!..tem a insaciável criatura...) e agora poder negociar com o Governo que é liderado pelo PSD" a ter que se "render e ter parado com tudo".
Nota: O problema da liquidez da R.A.M apenas se resolverá com a liquidação política da criatura

Dar o exemplo
                                                                                                                                         
Ao PM caberá, certamente. Mas ao fim de, nas suas palavras, "nem dois meses de Governo", e num momento em que apela à "não conflitualidade social" em nome do desígnio comum de salvar o País, Passos despejou a direcção do Executivo e o enfrentar das feras no regaço do inexperiente politicamente e claramente a precisar, ele sim, de sol Vítor Gaspar para ficar em Manta Rota a dar entrevistas às revistas cor-de-rosa. E por lá continua quando o ministro da Economia admite que a coligação dê o dito pelo não dito quanto ao TGV (causando uma apoplexia ao deputado independente do PSD Abreu Amorim) e o Expresso noticia que o ministro adjunto Relvas, o mesmo que nomeou uma comissão para definir o que é serviço público de TV (coisa que o seu antecessor e colega de partido Morais Sarmento fez em 2002), "sondou" Mário Crespo para correspondente da RTP em Washington, um "lugar" que este assegura almejar há muito.«Quando foi noticiado que Passos ia a Bruxelas em classe económica, houve quem visse isso como pura demagogia populista e quem lesse no gesto uma deliberação saudável de exemplo. A declaração de que o Governo não teria férias devido ao muito que há a fazer e ao estado de emergência terá suscitado o mesmo tipo de reacções. Sucede que, como é público e notório, Passos tirou mesmo férias. Fez até questão de aparecer em vários media em calção de banho, em convívio familiar e "no meio do povo". Dir-se-á: coitado do homem, também tem direito. E tem até o direito de querer capitalizar a sua intimidade e exibir humildade. Mas, atenção, ninguém encomendou a Passos o sermão sobre a recusa de ir de férias. E, tendo feito esse anúncio solene, o mínimo seria que cumprisse o anunciado.

Não o fez. O que não o impediu de, no discurso do Pontal, afirmar que "o Governo ainda não teve tempo para se sentar". Isto na mesmíssima semana em que deixou o ministro das Finanças, um denominado independente, dar a cara isolado por um Conselho de Ministros que segundo os jornais terá durado dez horas e sido "muito duro" devido a uma alegada discussão de cortes na despesa - cortes na despesa que, ficámos a saber na conferência de imprensa dada por Vítor Gaspar, se concretizaram afinal num aumento brutal de impostos na electricidade e no gás. Uma reviravolta que o ministro tentou explicar - mal, de resto - em entrevistas televisivas, nas quais embatucou com o despesismo, criticado pela "tróica" (e por Portas), da Madeira. "Não me cabe fazer esse tipo de observação", respondeu Gaspar a Judite Sousa, aproveitando no entanto para, com desfaçatez, associar os Açores à ideia de despesismo. Ora se não cabe ao ministro das Finanças e segunda figura do Governo, investido, no caso, em primeira, fazer observações sobre despesismo, quando ainda por cima outro ministro já o fez, cabe a quem?


                                                                               
Que é um exemplo, é, Passos. De dizer uma coisa e fazer outra, de populismo infrene, de calculismo e marketing desavergonhados. E isto em dois meses. Chapeau[
DN]-por Fernanda Câncio






Fernanda Câncio.

CORREIA DE CAMPOS E OS DETRACTORES DO SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE

DISCURSO DIRECTO


Correia de Campos foi ministro da Saúde durante quase três anos: entre 12 de Março de 2005 e 29 de Janeiro de 2008. Mais do que pretendia:

«Quando aceitei as funções, disse ao primeiro-ministro que devia ficar apenas dois anos, porque iria fazer uma gestão tão dura e tão difícil que ao fim de dois anos estaria completamente queimado.»
Esta e outras afirmações constam da entrevista feita por Liliana Valente, hoje publicada no i.
Considero, e não de é hoje (escrevi-o várias vezes), que Correia de Campos foi o melhor ministro da Era Sócrates. A sua demissão, a reboque da Santa Aliança — sindicatos afectos ao PCP, Manuel Alegre, PSD, media, Cavaco: o chamado vodka-laranja —, foi a primeira derrota de Sócrates.

A entrevista que podemos ler hoje no i é esclarecedora:
«Podia ter feito [mais] se tivesse tido mais apoio de alguns sectores do PS. Não tenho nenhuma queixa genérica sobre o partido, militantes ou autarcas do PS, mas tenho uma imensa mágoa de pessoas com responsabilidade política como o dr. António Arnaut ou Manuel Alegre, por eles terem combatido as políticas de racionalização do SNS, dentro da linha de manter o essencial da solidariedade e de aperfeiçoamento que eu conduzi. Não posso esquecer que essas pessoas são os principais responsáveis por se chegar a um ponto em que há dívidas dificilmente controláveis e de haver tentações da direita para desmantelar o SNS. Se o SNS vier a ser desmantelado, e todas as semanas luto contra isso, essas personalidades — não foram os únicos mas foram sempre os mais vocais, com a imprensa sempre atenta a favor deles porque eram vozes contrárias ao pensamento oficial do PS fizeram dos piores erros, dos mais graves que foram cometidos em Portugal em matéria social. Não queriam que se fizesse nada. Queriam que se mantivesse tudo congelado como estava. Não era possível fazer racionalização de urgências, não era possível encerrar SAP, maternidades
Sobre Paulo Macedo, actual ministro da Saúde, diz: «É uma pessoa de uma extrema capacidade, extrema disciplina e capacidade de cumprimento dos objectivos públicos, cívicos. Na sua qualidade de gestor financeiro, pode ser excelente no Ministério da Saúde. Daquilo que conheço das suas características humanas, não me parece que seja uma pessoa apenas com cifrões nos olhos

Acerca do memorando da troika, também é claro: «Conheço muito bem o memorando. Até fui convidado para ter uma conversa com os membros da troika, mas não fui, entendi que não tinha de ir

DAR UM SENTIDO À VIDA



19 agosto 2011

A ENTREVISTA DO GASPAR À JUDITE

Entrevista do ministro das Finanças à TVI [2]





Já completamente à nora com as perguntas básicas de Judite de Sousa, o ministro das Finanças não arranjou melhor forma para sair ileso do estúdio do que garantir que o anterior governo é que fez os necessários cortes na despesa. Extraordinário.
Caro leitor, se não acredita no estado de desnorte de Vítor Gaspar, reveja a entrevista
aqui.

CRESPO

19.1.09

                                                                                                                             

MÁRIO CRESPO BY HIMSELF

Um amável leitor enviou-me este clip, com pouco mais de seis minutos, que recomendo. Crespo não se recorda em quem votou há quatro anos e afirma que "provavelmente" votará em Sócrates este ano. O argumentário que enuncia para justificar a opção revela, de facto, o quanto tem aprendido nas "conversas" que mantém frequentemente com Pedro Silva Pereira ou Augusto Santos Silva no seu "Jornal das 9". Logo no início, afirma-se conservador de maneira muito trapalhona e sem sequer ter uma ideia do que é ser conservador. Fala com displicência dos EUA (e "do Obama") onde residiu. Este vídeo devia passar em todos os cursos de comunicação social e cultural. É que Crespo, até pela idade, devia ser considerado um "exemplo" para a classe jornalística. Durante muito tempo, eu, humilde espectador, pensava assim. Sucede que Crespo, o jornalista (não o cidadão), partiu numa direcção inesperada rumo ao que de pior o jornalismo português nos tem oferecido nestes "anos Sócrates". Há dias inventou uma crispação com Belém para se vitimizar de "perseguição". Pressurosa, a rapaziada "Sócrates friendly" seguiu-lhe religiosamente os passos. Não lhe serviu de nada. Até o pequeno Vitorino o ultrapassou em "share" na estreia das suas entrevistas na SIC. Crespo quer chegar ao milhão de espectadores. Não merece dez.

18 agosto 2011

Quinta-feira, Agosto 18, 2011



MONS KALLENTOFT


Hoje na Sábado escrevo sobre Anjos Perdidos em Terra Queimada, segundo volume da tetratologia que o sueco Mons Kallentoft (n. 1968) dedica às estações do ano. Não tem a espessura de Henning Mankell nem a velocidade de Stieg Larsson, mas cumpre o catálogo multicultural. Também escrevo sobre Amor Livre, da inglesa Ali Smith (n. 1962), uma colectânea de doze contos entre o bom e o muito bom. O meu preferido é Assustador. A 1.ª frase do 1.º conto (e, portanto, do livro) é de antologia: «A primeira vez na vida que fui para a cama com alguém foi com uma prostituta de Amesterdão.» Quando isto aconteceu, Smith tinha 18 anos.


CRESPO, DC


Mário Crespo, 64 anos, jornalista da SICN e colunista do Expresso, foi convidado por Miguel Relvas, ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, para o lugar de correspondente da RTP em Washington, vago há seis meses. Deste modo, Crespo voltará a desempenhar as funções que exerceu entre 1992-98. O convite está a gerar forte turbulência na RTP, uma vez que a estação estava a organizar um concurso interno para preenchimento da vaga, de acordo com os critérios estatutários: 1) É dada primazia a jornalistas do quadro da RTP interessados em trabalhar no estrangeiro. 2) A direcção de informação selecciona os candidatos. 3) Um júri avalia. 4) A administração avaliza a escolha final. Crespo nem sequer é do quadro: foi despedido da RTP há doze anos. Chama-se a isto, em linguagem plano inclinado, dar o pote aos boys. Este assessor de Relvas é que os topa.

QUEM SABE SABE...



Quem sabe, sabe!..

Este, da foto em cima, “nunca vai voltar à cadeia”!..
este  que,  ao que parece, desviou cerca de 600 euros, não sei não!...

PERDIDOS EM TERRA QUEIMADA

Quinta-feira, Agosto 18, 2011



MONS KALLENTOFT


Hoje na Sábado (Eduardo Pitta) escrevo sobre Anjos Perdidos em Terra Queimada, segundo volume da tetratologia que o sueco Mons Kallentoft (n. 1968) dedica às estações do ano. Não tem a espessura de Henning Mankell nem a velocidade de Stieg Larsson, mas cumpre o catálogo multicultural. Também escrevo sobre Amor Livre, da inglesa Ali Smith (n. 1962), uma colectânea de doze contos entre o bom e o muito bom. O meu preferido é Assustador. A 1.ª frase do 1.º conto (e, portanto, do livro) é de antologia: «A primeira vez na vida que fui para a cama com alguém foi com uma prostituta de Amesterdão.» Quando isto aconteceu, Smith tinha 18 anos.


CRESPO, DC


Mário Crespo, 64 anos, jornalista da SICN e colunista do Expresso, foi convidado por Miguel Relvas, ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, para o lugar de correspondente da RTP em Washington, vago há seis meses. Deste modo, Crespo voltará a desempenhar as funções que exerceu entre 1992-98. O convite está a gerar forte turbulência na RTP, uma vez que a estação estava a organizar um concurso interno para preenchimento da vaga, de acordo com os critérios estatutários: 1) É dada primazia a jornalistas do quadro da RTP interessados em trabalhar no estrangeiro. 2) A direcção de informação selecciona os candidatos. 3) Um júri avalia. 4) A administração avaliza a escolha final. Crespo nem sequer é do quadro: foi despedido da RTP há doze anos. Chama-se a isto, em linguagem plano inclinado, dar o pote aos boys. Este assessor de Relvas é que os topa.

QUANDO O TERRENO NÃO SE ENCONTRA FÉRTIL...

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À BEIRA DO PRECIPÍCIO

Moeda única e Europa estão "à beira do precipício" - Jacques Delors

Bruxelas, 18 ago (Lusa) - O euro e a União Europeia estão "à beira do precipício", afirmou o antigo presidente da Comissão Europeia Jacques Delors

     

Moeda única e Europa estão "à beira do precipício" - Jacques Delors

 
 O euro e a União Europeia estão "à beira do precipício", afirmou o antigo presidente da Comissão Europeia Jacques Delors numa entrevista hoje publicada nos jornais Le Soir (belga) e Le Temps (suíço).
"Temos de abrir os olhos: o euro e a Europa estão à beira do precipício. Para que não caiam, a escolha parece-me simples: ou os estados-membros aceitam a cooperação económica reforçada que sempre defendi, ou transferem mais poderes para a União" afirmou Delors.
O antigo presidente da Comissão afirmou ainda que "desde o início da crise" que os dirigentes europeus "têm passado ao lado da realidade", acusando os líderes das grandes potências da Zona Euro, Alemanha e França, de "formular respostas vagas e insuficientes".
"Tal como estão, não servem para nada", disse Delors sobre as propostas do Presidente francês, Nicolas Sarkozy, e da chanceler alemã, Angela Merkel, de reforma das instituições comunitárias para responder à crise da dívida.
Delors, francês de 86 anos, foi presidente da Comissão entre 1985 e 1995.
Na entrevista aos dois jornais francófonos, Delors defendeu a mutualização das dívidas dos estados-membros "até 60 por cento" do respetivo Produto Interno Bruto (PIB).
"A mutualização parcial da dívida (...) devolveria sentido à cooperação comunitária. Os estados-membros devem, simultaneamente, levantar as suas últimas objeções aos seis projetos de diretivas sobre governação económica, que o Parlamento Europeu logicamente reforçou para tornar mais automáticas as sanções em caso de derrapagem orçamental", afirmou Delors.

17 agosto 2011

PS, PCP e Bloco de Esquerda chumbam o discurso de Passos Coelho. Os socialistas acusam o Governo de tomar uma única medida para o crescimento económico ou para cortar na despesa. PCP e Bloco de Esquerda acusam Passos Coelho de fazer chantagem com os portugueses quando fala em sacrifícios.

Custa-me a entender que a oposição a este governo, que tem aproveitado o Verão para anunciar gravissimas medidas para os cidadãos e para o país, e pouco mais faz que algumas declarações para mostrar a sua discordancia enquanto esperam pelo fim das Férias. O que se está a passar é grave demais para não haver já uma mobilização e acções contra estas políticas e estes politicos. Quando o Passos Coelho pede que se evite o clima de conflito social mostra exactamente qual o único caminho a seguir; o do conflito social. Do PS não espero grande coisa para além de uns discursos de ocasião e uns floreados oposicionistas no Parlamento, mas do BE e do PCP esperava-se que estivessem já na rua e não a apanhar sol em alguma

AS MENTIROLAS QUALIFICADAS JÁ VÃO EM 13 (TREZE)



Pedro Passos Coelho prometeu não se justificar com o anterior governo e aparentemente tem cumprido a promessa, aparentemente porque se Passos Coelho não o tem feito é evidente que tem encomendado o serviços aos seus ministros. E é precisamente quando o primeiro-ministro precisa de distrair as atenções que surge um ministro a fazer o trabalho sujo.
Numa semana particularmente difícil para o governo surge o Álvaro a mandar para os jornais facturas do anterior governo, ontem foi Aguiar-Branco a ir bem mais longe ao portar-se como um Alberto João fazendo críticas ao governo anterior a meio de uma cerimónia militar, espaço que sempre foi preservado destas manobras baixas.
Só um inénuo pensa que cada ministro faz o que quer, principalmente quando está em causa uma promessa solene repetidas vezes feia popr Passos Coelho. Estamos perante mais uma mentira de Pedro Passos Coelho ainda que por interpostas pessoas...
Está Quase a merecer o cognome de "O MENTIROLAS"
De O JUMENTO, com a devida vénia

BATISTA BASTOS RETRATA O PRÈGADOR MARCELO

                                                                      


Marcelo diz que não percebe!... Pois...

«Disse o Marcelo Rebelo de Sousa: "Não percebo porque é que o trabalho paga, e o capital não." Claro que o Marcelo percebe muito bem o porquê do facto. Mas o Marcelo gosta muito de dizer coisas e de dissimular os factos. Não é com a aplicação de reajustamentos incidentais que o mundo se recompõe e Portugal melhora. O Marcelo, inteligente e perverso, nada tolo e muito ligeiro, é daqueles comentadores do óbvio que não arriscam nenhuma opinião contrária às opiniões dominantes. Irrita um pouco, à direita e à esquerda, mas trata-se de brotoeja passageira.
A afirmação do Marcelo, no comentário habitual, aos domingos, na TVI, constitui a repetição, dramática por ser repetição, do conteúdo do seu método de ideias. Acaso ele desejasse criar contenciosos, desfazer compromissos de classe e outros, atacar o preço pago pelo poder, tudo isso seriam razões do nosso contentamento. Sobretudo, do nosso esclarecimento fundamental. Mas não. No essencial, o Marcelo cala, consente, desvia, e crê, com cinismo e advertida fidelidade, no sistema louco que nos destrói e liquida lentamente.
O que é grave. O Marcelo é um intelectual muito arguto, muito lido e muito capaz de nos surpreender. Assim, torna mais pesada a responsabilidade que lhe cabe nesta cumplicidade tenebrosa. O espectáculo mediático, por ele protagonizado, todos os domingos, é o fácil recurso à atenção dos outros. Claro que gosto de o ver e de o ouvir. E admito, sem reticências, que o aprecio pessoalmente. Não faz batota. Ou, melhor, a batota que pratica é outra: pertence aos domínios da prestidigitação e do malabarismo. Sabe, como nenhum outro preopinante das televisões, utilizar a frase-chave, a locução com efeito pirotécnico, a contradição como testemunho da diferença.
O Marcelo dá umas bicadas, pequeninas para não degenerarem em infecção, mas, infelizmente, nunca nos informa, nunca toma posição antagónica àquela que pertence ao discurso e à acção reinantes. "Não percebo porque é que o trabalho paga, e o capital não." A frase contém, no seu bojo, algo de degradante, por imoral. O sistema de que é paladino permite e estimula a indignidade, aquela e outras mais.
O Marcelo, lido em Keynes, tem, desde há muito, conhecimento de que o capitalismo é autofágico porque não sobrevive à tentação de "fornecer os ricos com meios para que fiquem mais ricos". E, também, de que esta etapa acelera o processo de dissolução do sistema, quando se lhe pode aplicar a metáfora de Dostoievski, Os Irmãos Karamazov: "Se não há Deus, tudo é permitido."
Os factos estão ao alcance do nosso julgamento. As leis do "mercado" são- -nos impostas sem debate, sem a formulação necessária para que as compreendamos.
O Marcelo diz que não percebe! Não percebe? Homessa!» [
DN]
Autor:Baptista-Bastos.

NOVAS DA SOCIAL-DEMOCRACIA EM PORTUGAL...

O Ditador das bananas
                                                        

«O presidentedoGovernoRegionaldaMadeira, Alberto João Jardim, deu ordem de expulsão da sacristia a uma jornalista que estava a cobrir a Festa da Senhora do Monte, no Funchal.
O incidente ocorreu ontem, no final da missa, pouco depois de Jardim ter recusado falar à Comunicação Social.
"A senhora, a mim, não me faz perguntas", afirmou quando viu a repórter. "Ponha-se daqui para fora", mandou Jardim, mas a repórter lembrou que a igreja também era dela. "Não é sua, porque você é comunista; e, mais a mais, saia, que eu chamo a Polícia", ameaçou o líder regional.»
[CM]
Quem se sentir bem com coisas destas faça o favor de se servir desta social-democracia trauliteira...


O JORNALISMO DE REFERÊNCIA E O PPD/PSD

Do sistema de vasos comunicantes entre o jornalismo de referência e a São Caetano



O típico jeitoso/merdoso
Na entrevista que hoje dá ao i, Pedro Mexia conta este episódio:

i — Diz-me que o confundem muito com o António Mexia.

Pedro Mexia — Sim, aliás houve uma cena muito engraçada há uns anos. Telefonou-me o director do "Público", antes ainda de eu escrever no "Público". Conhecia-o vagamente e ele esteve a falar uns cinco minutos, mas eu não estava a perceber nada do que me estava dizer. A certa altura disse-me: "você como é responsável pelo programa do PSD nessa área..." José Manuel, está a falar com o Pedro Mexia. Ele estava completamente disparado.
O Zé Manel estava completamente disparado.

JÁ "MATARAM "SÓCRATES" MAS NÃO O DEIXAM EM PAZ

Sócrates falha financiamento mas 150 mil cabras vão combater incêndios

por Isabel Tavares, Publicado em 16 de Agosto de 2011 no JORNAL I
A empresa ibérica está à procura de terrenos abandonados nas regiões da Guarda e de Bragança. Não paga em dinheiro, paga com acções
O projecto envolve a compra de 150 mil cabras colocadas em terrenos baldios
O governo de Sócrates comprometeu-se, através do Ministério da Administração Interna, a financiar com vários milhões de euros um projecto ibérico de combate a incêndios que envolve a compra de 150 mil cabras colocadas em terrenos baldios na região Duero-Douro, num investimento total de 88 milhões. O executivo mudou e a empresa quer agora uma audiência no Ministério da Agricultura, de Assunção Cristas.
Apesar de ser 50% português e 50% espanhol, o projecto avança já em Setembro em Espanha, em Robleda, província de Salamanca, com uma exploração de 970 hectares e um rebanho de 350 cabras. Em Portugal, deverá arrancar em 2012. Para já, uma equipa técnica do Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial Duero-Douro tem estado a apresentá-lo em sessões públicas de esclarecimento em diversas freguesias de Guarda e Bragança. "Estamos à procura de pessoas que tenham terrenos abandonados, com ou sem infra-estruturas, com um mínimo de dois hectares, e que queiram cedê-los para arrendamento por um período de 15 anos. Como existem na região parcelas muito pequenas, os proprietários podem juntar-se", anuncia a técnica florestal do Self-Prevention, Teresa Pêra.
(Já mandaram o Sócrates pela borda fora há muito tempo e já seria de exigir a este governo de pataratas  que limpasse os olhos das remelas e comece a olhar em volta,  seguindo, pelo menos,   a obra iniciada pelo governo anterior  libertando-se das suas megalomanias colossais.
E o bem faria se não se enrolasse tanto a ronronar deliciado aos pés do seu PSD.  E para um jornal tão inovador e premiado... só faltava nomear para seu director um jornalista desempoeirado,  nada faccioso e de pena tão brilhante  como o actual. O i ficou um miminho. Continuo fã indefectível do seu formato e de algumas colaborações.
 
O governo de Sócrates comprometeu-se, através do Ministério da Administração Interna, a financiar com vários milhões de euros um projecto ibérico de combate a incêndios que envolve a compra de 150 mil cabras colocadas em terrenos baldios na região Duero-Douro, num investimento total de 88 milhões. O executivo mudou e a empresa quer agora uma audiência no Ministério da Agricultura, de Assunção Cristas.

Apesar de ser 50% português e 50% espanhol, o projecto avança já em Setembro em Espanha, em Robleda, província de Salamanca, com uma exploração de 970 hectares e um rebanho de 350 cabras. Em Portugal, deverá arrancar em 2012. Para já, uma equipa técnica do Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial Duero-Douro tem estado a apresentá-lo em sessões públicas de esclarecimento em diversas freguesias de Guarda e Bragança. "Estamos à procura de pessoas que tenham terrenos abandonados, com ou sem infra-estruturas, com um mínimo de dois hectares, e que queiram cedê-los para arrendamento por um período de 15 anos. Como existem na região parcelas muito pequenas, os proprietários podem juntar-se", anuncia a técnica florestal do Self-Prevention, Teresa Pêra.

UM BOMBISTA POR CONTA PRÓPRIA

                                                                                                                                                                          
«Um pregador entrou-me casa dentro. Aquilo começou por ser um pedido de informação sobre oparadeiro de um vizinho, seguido de um educado convite para a espera pelo procurado se fazer ao fresco, na sombra do quintal onde passo férias. Degenerou, no entanto, num longo monólogo sobre o cataclismo para onde fatalmente se encaminha a humanidade.por Deus estão na origem da "degenerescência moral dos poderosos e dos governados". Só a bondade cristã pode desfazer o nó com que "o consumismo, a corrupção e a ganância" nos atam.
Seguiu-se a revelação: uma excursão a Israel fora um projecto de vida concretizado há pouco tempo, já perto dos magnificamente saudáveis 81 anos que esta visita inesperada ostenta. "Estive em todos os lugares onde Jesus Cristo esteve. Fui rebaptizado no rio Jordão. Chorei como uma criança agarrado à pedra onde O crucificaram", afiança, comovido. "Todos os domingos vou à missa e comungo. Sou assim."Depois foi um inesperado protesto anticlerical: Deus está em todas as culturas mas o seu nome é ultrajado pelas grandes organizações religiosas, "desde os fanáticos do terrorismo islâmico aos bispos pedófilos" do catolicismo. "Criminosos!", sintetiza, irritado.
A confiança do discursante, face ao meu silêncio condescendente, sorridente e monossilábico, cresce. Passa para a política e, num ápice, o caminho da tolerância divina é esquecido: "Todos os políticos são corruptos." Os governos de todo o mundo "trabalham para os interesses da alta finança, que está longe da economia real e não quer saber dos pobres". "Não é aceitável, não é aceitável", repete.
Vieram os aumentos do IVA: "Isto é um roubo! Os pobres, que não têm culpa, é que vão pagar a dívida monstruosa que estes senhores criaram. As gerações mais novas não foram habituadas a viver na miséria, como a minha foi. E ainda bem! Elas vão revoltar-se! Veja a Inglaterra..."
Já no fim da conversa, sai-lhe a solução final: "Isto só à bomba! Só à bomba!... Deus me perdoe."
Poderá o estimado leitor ou leitora ver algum sarcasmo na minha descrição. Engana-se. À minha frente estava alguém com larga experiência de vida, alguém que procurava ser bom, alguém com valores humanistas , alguém que cultivava o espírito e o corpo. Merecia ser ouvido e merecia que tentasse compreendê-lo.
A ironia, leitor, é outra: de pregador a bombista por conta própria, nos tempos explosivos que correm, vai apenas a faísca do percurso de um curto monólogo.» [
DN]
Por Pedro Tadeu.

16 agosto 2011

ISTO É MAU DE MAIS

Terça-feira, Agosto 16, 2011

— Ai puseram lá o Santana sem te passarem cartão? Senta-te aqui, Pedro, e vais ver como começo a falar em nome dos ministérios deles.



Paulo Portas, a fazer de ministro das Finanças: "Nós todos no Governo estamos a preparar, em cada ministério, a redução da despesa que pode e deve ser reduzida."

Viagens na Minha Terra

• André Salgado, A sorte de sermos liderados por um bom aluno:

ISTO PODE ACABAR MAL...

                                                                                                                                             

Isto pode acabar mal

Há uns meses pedia-se desculpa por se absterem na votação de medidas de austeridade, agora a moda é a das mas medidas brutais, o frágil ministro das Finanças adora este tipo de adjectivos, robusto, brutal, colossal. Há uns meses criticavam-se as políticas por não promoverem o crescimento e assentarem no aumento de impostos, agora adia-se o crescimento e adoptam-se aumentos brutais de impostos.

No pressuposto de que os portugueses são mansos adoptam-se medidas duras dia sim, dia não, em nome de uma visão liberal promove-se uma revolução que não foi discutida nem referendada, com o argumento das contas públicas faz-se um saque fiscal, a troco da ilusão do crescimento transfere-se de forma forçada a riqueza dos mais pobres para os mais ricos.
 O problema da pobreza é combatido eliminando exigências higiénicas nas cantinas sociais, oferecendo medicamentos em fim de prazo, compensando os aumentos brutais de preços com pequenas borlas. Institucionaliza-se a caridade, o Estado deixa de ter políticas sociais e de enquadrar a acção das organizações privadas de caridade, passam a ser estas a enquadrar a acção do Estado. O objectivo deixa de ser combater a pobreza mas sim garantir que o sofrimento dos pobres não ultrapasse limites de sacrifícios de que resultem riscos de perturbação da calma pública, da solidariedade social do século XX recuamos para a caridade dos princípios do século XX.
 O ministro das Finanças anuncia medidas fiscais e ignora a competência do parlamento, os membros da troika humilham o governo em público, o primeiro-ministro exibe-se entre o povo nas ondas da Manta Rota enquanto o presidente se esconde na Quinta da Coelha e dirigem-se aos portugueses através de bitaites no Facebook, o ministro da Defesa dirige-se às tropas desancando no governo anterior como se este fosse o actual “in”, os antigos turras. E enquanto a mensagem para o povo é de sofrimento assiste-se ao assalto a tudo quanto é tacho rentável, começa-se pelos melhores como se houvesse uma fila de espera onde quem está à frente tem o direito de escolher o melhor, negocia-se a venda do BPN de forma pouco transparente, sabe-se que os candidatos a ficar com a RTP traficam relatórios das secretas.
Não admira que o Alberto João alerta para os riscos sociais e sugira que o problema se resolve com propaganda polícia e tribunais, em matéria de democracia musculada ele sabe do que fala, ainda que o problema do país seja diferente do madeirense, na ilha tudo se tem resolvido gastando dinheiro, por cá está-se distribuindo miséria e tirando o dinheiro que alguns têm para compensar o que outros tiraram. Mais ingénuo é João Duque que vai para a televisão dizer aos portugueses que comam e calem, que não vale a pena protestar.
 O medo é evidente, contando com a calmaria do Verão adoptam-se sucessivas medidas a acrescentar às que já tinham sido adoptadas ou aprovadas, só que quando chegar o final do ano os portugueses vão perceber a dimensão da brutalidade de Vítor Gaspar, as empesas vão conhecer a verdadeira dimensão as políticas recessivas que estão a ser implementadas e o governo vai entender que uma maioria absoluta frágil, um primeiro-ministro sem carisma e um presidente com pouca credibilidade poderão não estar à altura da tempestade que estarão a provocar.
Isto pode acabar mal
in O Jumento

O MUSEU DOS CORAÇÕES PARTIDOS

 

Abriu ontem em Londres a exposição Museu das Relações Quebradas. Mostra objectos que simbolizam casos, da vida real, de amor acabado. Cada relíquia tem uma explicação curta. A exposição está até Setembro no Tristan Bates Theatre, em Convent Garden, e tem origem croata. Olinka Vistica e Drazen Grubisic quiseram potenciar nas artes o que já tinha desfalecido na sua relação amorosa. Depois de se separarem, apresentaram uma exposição numa bienal em Zagreb com objectos seus e de amigos também separados. Pela origem dos organizadores - de uma região, os Balcãs, que também se partiu como corações desavindos - julguei que o museu se ocupasse também de outras relações que não só entre amantes: a de alguém com o seu país, com as ideias políticas que já não se tem, com amigos que deixaram de o ser... Mas este itinerante Museu das Relações Quebradas (já esteve em cidades asiáticas e americanas) mantém-se exclusivamente fiel ao fim de casais. E mostra como um símbolo de amor quebrado pode ser tão violento como um sniper em Vukovar. Há lá um telemóvel com esta explicação da repudiada: "Ao separarmo-nos, ele deu-me o seu telemóvel para ter a certeza de eu não mais poder telefonar-lhe." Com o contributo dos países por onde passa, o museu também ajuda a traçar as causas nacionais das separações. Quando vier a Portugal, veremos como tanta partida de jovens para o estrangeiro deixou corações partidos e relíquias dignas de museu.

A MARCA PORTUGAL É O NOSSO GRANDE TRUNFO


A actriz Sandra Celas não tem dúvidas: a marca Portugal é o grande trunfo do nosso país. Classifica Portugal como um país especial, com uma especificidade própria nas suas paisagens e costumes.


temos um país lindo, cheio de paisagens lindas, de praias, de floresta, de simpatia e de inteligência", sublinha a actriz, que aproveita para incitar os portugueses a fazer turismo dentro do País, e para convidar os estrangeiros a visitarem Portugal.
"A paisagem urbana também é muito cativante e temos uma gastronomia muito rica, muito gulosa", continua. Este Verão, Sandra Celas elegeu Albufeira, no Algarve, para desfrutar das suas férias

MORREU O FADISTA E INVESTIGADOR JOSÉ MANUEL OSÓRIO






O funeral do fadista e investigador de fado José Manuel Osório, falecido na passada quinta-feira, realiza-se quarta-feira às 13:30 para o cemitério do Alto de S. João, em Lisboa, informou fonte da Santa Casa da Misericórdia.
O corpo do fadista estará hoje, a partir das 17:00, na igreja S. Francisco de Assis, na avenida D. Afonso III, em Lisboa, disse a mesma fonte.Quarta-feira será rezada missa de corpo presente pelas 13:00, saindo em seguida o funeral para o cemitério do Alto de S. João, onde se realiza a cerimónia de cremação.
José Manuel Osório trabalhava recentemente numa pesquisa sobre a imprensa fadista e deixa pronto para publicar um texto de introdução à reedição do livro "O Fado e os seus censores", de Avelino de Sousa.
O musicólogo Rui Vieira Nery disse à Lusa que "ele estava a fazer um trabalho em duas direcções, por um lado trabalhar sobre a discografia do fado, sobretudo a dos anos 1950 e 1960, através do acesso que tinha aos arquivos da Movieplay", que por sua vez tinha outras etiquetas.
Por outro lado, "também estava a trabalhar muito sobre a imprensa periódica do fado desde o princípio do século XX" e "a levantar informação" sobre "as principais revistas", acrescentou.