10 dezembro 2011

CHANTAGEM DO GANG MERKOZY

 
A chantagem do gang Merkozy só impressionou quem quis ser impressionado. Cameron vetou a revisão do Tratado de Lisboa. A Suécia, Finlândia, Hungria e República Checa também não aceitam nenhum tipo de revisão. Mas Cameron foi mais longe: o Reino Unido não autorizará que a Comissão Europeia e o Tribunal Europeu de Justiça sejam utilizados no âmbito da futura regulamentação da zona euro. Eram quase cinco da manhã quando este resultado foi tornado público. O gang Merkozy vai tentar levar água ao moinho através de um pacto orçamental (restrito aos países da zona euro) que terá de estar em vigor até Março. Em conferência de imprensa conjunta, Barroso e Rompuy enfatizaram o facto de que as decisões sueca e checa têm de ser ratificadas pelos parlamentos nacionais, sabendo-se à partida o resultado de tal ratificação. Monti deve estar a preparar um plano B, porque daqui a três semanas a Itália terá de honrar compromissos da dívida num montante que daria para resgatar Portugal sete vezes. Hoje é dia de circo: os 27 vão receber a Croácia como membro do clube.

09 dezembro 2011

INE REVIU EM BAIXA A QUEBRA DO PID

Sexta-feira, Dezembro 09, 2011

Le Monde



Edição de amanhã

Está bonita a festa, pá [9]



Já se falou muito sobre o chamado crime de enriquecimento ilícito no CC. Em termos simples, a ministra da Justiça, à falta de pensamento próprio, está encostada a certos sectores do Ministério Público e sabe-se como é mais confortável estar sentado numa secretária a notificar “alegados” infractores (para que façam prova de que não foram corrompidos) do que ter de investigar crimes.

Acontece que o diploma, já aprovado na generalidade, sofreu tantos toques e retoques que ninguém se entende. Paulo Portas já mandou um “dirigente centrista” avisar que o CDS está “em estado de choque” [hoje no Sol do estripador, p. 56]. Ou muito me engano ou Paula Teixeira da Cruz já entrou na antecâmara da remodelação, na companhia do inevitável Álvaro e da paralisada Cristas.

Dívida externa: mapa comparativo entre países



Aqui (sugestão do leitor Fernando T.)

Está bonita a festa, pá [8]



Diário Económico

Sobre o offshore da Madeira e incapacidade de Passos Coelho tomar uma decisão, o "Diário Económico" - uma espécie de meio institucional de comunicação do governo - tem uma teoria muito particular [vide foto].

Assim, na cronologia que aparece na notícia de hoje, escreve-se que em Maio de 2011 "Passos Coelho apresentou o seu programa eleitoral, onde prometia reabrir o processo de negociações com a União Europeia sobre os benefícios fiscais para a zona franca da Madeira. Negociações que José Sócrates havia cancelado". Infelizmente, em Junho, depois das eleições, Passos Coelho "percebe mais tarde que o memorando da ‘troika' impõe o fim dos benefícios fiscais. Aborda a questão com a ‘troika', mas até hoje não recebeu confirmação formal do retomar negociações com Bruxelas".

Que candura, não? Passos, vejam só, "percebe mais tarde", quando um jornal mais a sério teria escrito que o candidato resolveu, isso sim, enganar os eleitores e o próprio PSD/Madeira. O programa eleitoral do PSD foi deliberadamente apresentado depois de negociado e publicado o memorando da troika; e foi só em Junho, depois de ganhar as eleições - isto é, quando a mentira construída antes do acto eleitoral se teve de confrontar com a realidade - que Passos percebeu que o seu programa não estava conforme o memorando? Tenham paciência.
    Pedro T.

Está bonita a festa, pá [7]



A razão por que os deputados da Madeira votaram a favor do Orçamento, embora com a declaração de voto, é que antes da votação o primeiro-ministro lhes disse - aos deputados do PSD e ao deputado do CDS - que a Zona Franca ia para a frente”, disse Alberto João Jardim a propósito da necessidade de abertura de negociações com Bruxelas para a manutenção de benefícios fiscais para captar empresas para o off-shore do Funchal.

Passos Coelho mandou o seu gabinete dizer que Alberto João Jardim estava a mentir. O presidente do Governo Regional, a quem o PSD recusou tirar o apoio nas recentes eleições, reafirma que há um compromisso assumido por Passos Coelho para com os deputados ilhéus da maioria de direita.

Em que ficamos?

Bem, Guilherme Silva, deputado do PSD, para além de reafirmar o que foi dito por Alberto João Jardim, lembra que nem seria preciso a assumpção desse compromisso formal por parte de Passos Coelho. É que, diz Guilherme Silva em declarações à TSF, a manutenção da zona franca faz parte do programa eleitoral do PSD. E este deputado do PSD sustenta que este “compromisso com o eleitorado” é ainda mais relevante do que o “compromisso com os deputados” [ilhéus]. É, é…

Não foi por acaso que houve Inquisição em Portugal



As arrastadeiras e outras coisas (similares ou não) salivaram de imediato com o que Sócrates disse acerca das dívidas dos Estados (explicado aqui à RTP). À reacção pavloviana não escapou Paulo Portas, que fala sempre em ambientes controlados para não ter de responder a perguntas indiscretas sobre a aquisição de equipamentos militares. A Portas, Passos Coelho tirou-lhe o tapete. Aos restantes, a leitura de um manual de finanças públicas daria muito jeito ou, em alternativa, que lessem o que diz gente que até costumam mencionar, como esta bela citação do Vítor Bento a dizer basicamente o que o Sócrates disse sobre a dívida pública:
    ‘Os agentes económicos individuais do sector das famílias têm um “ciclo de vida” assumidamente finito e, por isso, a sua capacidade de gerar rendimento regular é normalmente temporária, correspondendo, grosso modo, à sua vida activa. Por isso, não podem funcionar permanentemente em dívida (…) Com as empresas, o Estado e o País como um todo (i.e., o agregado da Economia Interna), o processo é diferente. Não existe um horizonte temporal limitado para a sua existência, pelo que o planeamento financeiro da sua vida é diferente do caso dos particulares. Desta forma, é razoável assumir a sua existência como prospectivamente infinita, pelo que é também razoável que funcionem saudavelmente com endividamento permanente, que vai sendo periodicamente renovado, e sem que haja a expectativa – temporalmente definida – de que tal endividamento venha a ser totalmente pago.’(Vítor Bento, Economia, Moral e Política, 2011, pp. 79-80)
Vivemos tempos difíceis. Chegou a vez dos idiotas.

Malabarices com o excedente


Óscar Gaspar e Eurico Dias escrevem um artigo importante no Jornal de Negócios: Malabarices. Este artigo coloca questões importantes sobre a transferência dos fundos de pensões da banca e o badalado excedente (que permitiria evitar o confisco de metade do subsídio de Natal) que o próprio Passos Coelho confessou existir . Vale a pena reflectir sobre os cenários colocados, não deixando de destacar uma questão não menos relevante:
    ‘Comecemos por recordar que no caso CTT, RDP, CGD, ANA, NAV e INCM (2004) o Tribunal de Contas recomendava ao Governo que "no futuro, na eventualidade de ocorrência de novas transferências de fundos de pensões (...), antes de as mesmas se concretizarem devem ser realizados e publicados estudos actuariais independentes e isentos de conflitos de interesses, que calculem o valor das responsabilidades transferidas." Agora não se conhecem estes estudos.’

Com os estarolas ao leme



Só os estarolas não “percebempara onde estão a empurrar o país.

O MOVIMENTO DA DUPLA MEROZY




Crise na zona euro: o movimento tardio da dupla "Merkozy"
Uma crise profunda e uma guerra quase aberta entre mastodontes do liberalismo planetário como são Estados Unidos e União Europeia combinam-se em momentos nos quais os dirigentes da União Europeia analisam o projeto de reforma promovido por França e Alemanha com o objetivo de superar a crise. Nicolas Sarkozy e Angela Merkel tomaram o timão de um barco em plena tormenta. Isso lhes valeu o apelido de « Merkozy ». Ambos preconizam uma « nova união para a estabilidade e o crescimento para os 17 países do euro ». O artigo é de Eduardo Febbro.
> LEIA MAIS | Internacional |
08/12/2011
• O enigma da crise europeia e o sócio-metabolismo da barbárie
• Espanha: crise ameaça pacto histórico
• Portugal à beira do precipício
• A esquerda europeia e a crise da dívida

 

 

Tudo isto existe, tudo isto é triste, tudo isto é (o nosso) fado...



... "acaba de nascer a Europa a duas velocidades"

UE dividida. Mais que nunca. E condenada ao fracasso.


ESCAPARAM OS DO GASPAR

                                    



 PSP prendeu quatro carteiristas em Lisboa
Nenhum deles pertencia à equipa de Vítor Gaspar.

L'EUROPE À 27, C'EST FINI


Crise na zona euro: o movimento tardio da dupla "Merkozy"

Uma crise profunda e uma guerra quase aberta entre mastodontes do liberalismo planetário como são Estados Unidos e União Europeia combinam-se em momentos nos quais os dirigentes da União Europeia analisam o projeto de reforma promovido por França e Alemanha com o objetivo de superar a crise. Nicolas Sarkozy e Angela Merkel tomaram o timão de um barco em plena tormenta. Isso lhes valeu o apelido de « Merkozy ». Ambos preconizam uma « nova união para a estabilidade e o crescimento para os 17 países do euro ».

 Artigo  de Eduardo Febbro- Correspondente da Carta Maior em Paris

A PROPÓSITO DA BIZARRIA COELHO-ALVARISTA DOS FERIADOS

ENCADEAR PATEGOS



A discussão sobre acabar com quatro feriados, dois católicos e dois civis, parece-me deveras bizantina. Para começo de conversa, não há feriados de 1.ª e de 2.ª como parece decorrer das negociações do ministro da Economia com a Igreja, os sindicatos e as confederações patronais. Há tradições culturais. Ponto. Por isso é que num país laico continuam a existir feriados religiosos. Por falar em feriados religiosos: o 8 de Dezembro foi, durante décadas, o dia da mãe. Para mim e muitos da minha geração, o dia da mãe celebra-se a 8 de Dezembro. Hoje, precisamente. A Imaculada Conceição não era tida nem achada na celebração. A transferência do dia da Mãe para Maio foi um disparate tão grande como agora querer indexar o sucesso da economia a quatro feriados. O truque pode encadear pategos, mas não deixa de ser um truque de feira.
[Imagem: esta virgem um pouco camp... é a padroeira de Macau.] de A Literatura

08 dezembro 2011

Quinta-feira, Dezembro 08, 2011


Do fascínio da direita por Sócrates


Curiosa, muito curiosa, esta obsessão de uma certa direita pela figura de Sócrates. Deve ser coisa mística, coisa sexual, ou ambas, o que será o mais certo.
A sintomatologia é típica dos quadros histéricos. Ora  parece que os histéricos só podem resolver o seu problema com a aceitação do que rejeitam, precisamente, esse obscuro objecto do desejo. Insanável contradição. São estranhos os caminhos da libido, que, quando não encontra satisfação no prazer, digamos assim, logo o descobre ou na morbidez ou na ‘santidade
    Afonso

À FAVA FRANCISCO... CONSIDERÇÃO UMA FAVA

este cara de cu à paisana
ainda é governador?... 


Francisco Assis, hoje no Público:
    ‘Tenho consideração pelo governador do Banco de Portugal e exprimi público regozijo aquando da sua nomeação pelo anterior Governo. Mas considero impróprio o comportamento que teve na semana passada na AR. Ao dirigir-se de forma desrespeitosa, e ao que parece sem razão, a um deputado, ofendeu toda a representação nacional. As instituições começam a definhar no dia em que perdem a vontade de defender o seu amor-próprio. Por detrás dessa atitude, estará um dado inconsciente dos tempos que correm - o desprezo dos técnicos pelos políticos. É péssimo sinal e paradoxalmente abre as portas do poder aos verdadeiros ignaros. O Parlamento e o PS têm obrigação de estar ao lado de João Galamba. A dignidade, como todos sabemos, é uma difícil conquista de todos os dias.

QUE DIFERENÇA!...

Diferenças de educação e de civismo


TEMPOS DE ECONOMISTAS

Art Clokey's 90th Birthday

                           Economistas                                               
                                                   
Cada época tem os seus profissionais na moda, em tempos eram os grandes maestros, os generais também já estiveram na moda, mais recentemente as vedetas eram as top modelos, os futebolistas volta e meia dominam a atenção colectiva, nos últimos tempos são os economistas. Confesso que a Cláudia Schiffer teria mais condições para me levar ao orgasmo do que o Vítor Gaspar, entre uma das mais belas composições humanas que a natureza nos proporcionou e um gajo feio e com ar de sem abrigo que se lixe a economia e os que andam a idolatrar a triste figura com ar de se sem abrigo abandonado saída de livros poeirentos de uma qualquer biblioteca prefiro ir pelos meus impulsos em vez de acompanhar os orgasmos editorialistas do jornal “i”.

Da mesma forma que quando as top models estão na moda estas exibem-se como se todo o mundo as venerasse os economistas estão fazendo o mesmo, sempre que dão um traque na via pública agarram logo o telemóvel para pedirem às esposas que liguem as televisão num canal de notícias para verificarem se a programação foi interrompida para dar a conhecer ao mundo as preferências gastronómicas de tão importante personagem.
 O último a dar um traque foi um importante licenciado em economia que governa o mais paradisíaco oásis da Europa, um local onde se come à francesa, se bebe à italiana, se veste à francesa, tudo isso graças a um povo sacrificado, explorado e vandalizado com a política económica do Gaspar. Mas como os governadores dão sempre uma preciosa ajuda aos governos no momento de adoptarem medidas de austeridade nenhum ousa questionar porque razão o tal Carlos Costa ganha um pequeno euromilhões todos os meses. Pois o senhor do Banco de Portugal deu um traque no parlamento e em vez de protestos pelo cheiro horrível saído do senhor, houve quem o idolatrasse por ter achincalhado um deputado, a senhora presidente do parlamente até deve ter ficado extasiada com o exótico perfume pois até hoje ficou calada, no próprio PS a anestesia foi duradoira e só dias depois houve uma reacção.
 Por este andar as perfumarias aproveitarão este Natal para encherem as montras de perfumes do tipo Eau de Parfum “Stupid” by Carlos Costa, “Fool” by Vítor Gaspar, ou “Idiot” by João Duque. Imaginem a descrição da essência, “os subtis odores do Porto, uma exótica mistura das essências odoríferas das tripas à moda do Porto com as do bacalhau à Brás”. Imagino a corrida às perfumarias dos estudantes de economia do Porto, ou os da Católica em busca da essência do Vítor Gaspar.
 Isto dos economistas é como os perfumes, há os de feira formados na Lusíada, os perfumes formados nas grandes escolas, e as eau de toilette como a licenciatura do governador do BdP tão modesta quanto a minha. O problema é que como estão na moda lembram os momentos de especulação nas bolsas, andamos a comprar gato por lebre, anda por aí muito perfume de feira armado em Chanel n.º 5 e não admira o estado a que as economias europeias estão a chegar.
 Um dia destes vamos regressar à realidade e perceber ao que cheira mesmo o perfume dessas gente que esteve na moda.

O ÁLVARO DA ECONOMIA DISSE ALGO?...

O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, considera que os países mais endividados da zona euro precisam de uma injecção de liquidez por parte do Banco Central Europeu (BCE) em detrimento das emissões conjuntas de dívida, as obrigações europeias.
"Mais do que eurobonds, os países da União Europeia precisam de liquidez", disse o responsável ao diário alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung.
"A Alemanha ainda não está a sentir, mas a maior parte dos países estão a ter problemas de liquidez. Por essa razão, o Banco Central Europeu deve desempenhar um papel mais activo".
Álvaro Santos Pereira revela assim que tem uma posição próxima da do Presidente da República, Cavaco Silva, que tem pedido claramente por um papel mais activo do banco de Frankfurt para combater a crise da zona euro.
Ao aproximar-se do Presidente, Álvaro afasta-se do seu chefe, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, que tem continuamente rejeitado que um BCE mais interventivo é "um péssimo sinal" para os mercados, em sintonia com a posição ortodoxa de Angela Merkel e do Bundesbank que defendem, conforme os seus estatutos, que o banco deve ter como missão principal o combate da inflação na zona euro.Álvaro Santos Pereira considera que os países mais endividados da zona euro precisam de uma injecção de liquidez por parte do BC.
in O Jumento

07 dezembro 2011

DIVIDAS A CRESCER


Consta que a maioria PSD/CDS quer acabar com a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) da Assembleia da República. Não espanta, na medida em que a UTAO tem feito bem o trabalho de monitorizar as trapalhadas do governo. Depois da comédia de erros que foi o OE2012, a incompetência entra no domínio da claustrofobia democrática.

DECRETO SALVA ITÁLIA




Ao anunciar o plano de austeridade, il decreto salva-Italia, Monti começou por dizer que renuncia ao salário de primeiro-ministro. Elsa Fornero, ministra do Trabalho, presente na sala, despencou a chorar por causa da violência das medidas. Se a moda pega... é um vale de lágrimas...

DESAPOSSADOS E MAL PAGOS

 


por FERREIRA FERNANDES
 Desta vez não andaram à volta. Não foi porque "vocês têm dívida a mais", "vocês têm produção a menos", "vocês tem gordura estatal"... Não, desta vez foram direitos ao assunto: elas querem é governar. Elas, são as agências de rating, governos-sombra. Sombra, porque escondidos, mas - ao contrário dos da fórmula tradicional de governo-sombra, que esperam por eleições - governando já. Desta vez foi, pois, a Standard & Poor's (S&P), que a três dias de um Conselho Europeu varreu tudo: anunciou que punha sob vigilância negativa, quer dizer, ameaçou baixar o rating de, não um, nem dois, nem meia dúzia, mas de 15 países da Zona Euro. O Luxemburgo, por exemplo, que não tem dívida, está no lote. E o mais revelador é o timing. Os analistas, supostos estudiosos dos factos acontecidos e dos números apresentados (não é isso, só isso, uma agência de rating?), adiantaram-se e impuseram, antes!, o que fazer: assim, ou está a sopa de letras A-A-A entornada... Quer dizer, as agências de rating fazem o que cabe aos partidos nas campanhas eleitorais, apresentam um programa (mas não se submetem a escrutínio). O programa da S&P foi este: uma maior coordenação financeira da Zona Euro, a emissão de eurobonds e uma intervenção maciça do Banco Central Europeu. Não se trata aqui de saber são medidas sábias, trata-se é da confirmação de que são políticas. A soberania dos Estados acabou (já se suspeitava), e a da Europa não se porta muito melhor.DN

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NESTA EMERGÊNCIA NÃO ERA UM PRETENCIOSO EM PRIMEIRO MINISTRO QUE O PAÍS PRECISAVA

Cansado de ver Passos Coelho agarrado às saias da Sr.ª Merkel, até Cavaco Silva perdeu a paciência: “Já não há economista reputado, e até responsáveis políticos, que não defendam uma intervenção mais activa do BCE.” E acrescentou, em resposta à declaração de Passos Coelho de que uma intervenção do BCE poderia provocar inflação: Só quem revela algum desconhecimento é que receia que na situação actual possam resultar dessas intervenções perigos de inflação.
É daquelas oportunidades de uma vida: o moribundo Álvaro viu aqui a ocasião de se colar a Cavaco e deixar Passos Coelho, sozinho, a passar por ignorante. Fê-lo numa entrevista ao jornal alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung,

EURO - O ORNITORRINCO DO MUNDO FINNCEIRO


Leiam na íntegra, pode ser?

• João Pinto e Castro, Vamos experimentar enfiar o gato no micro-ondas para ver o que acontece:
    ‘Diz-se ter Lord Palmerston afirmado a propósito de um diferendo territorial que durante décadas opôs a Dinamarca à Confederação Germânica: "A questão do Schleswig-Holstein é tão complicada que só três pessoas na Europa chegaram a compreendê-la. O primeiro era o Príncipe Alberto, que morreu. O segundo era um Professor alemão, que enlouqueceu. O terceiro era eu, e esqueci-me." Substitua-se o Príncipe Alberto por Miterrand, o professor alemão por Jürgen Stark e Palmerston por Delors, e, em vez do Schleswig-Holstein, estaremos a falar da zona euro. O euro é o ornitorrinco do mundo financeiro, uma ave mamífera rastejante que se imagina capaz de altos voos. Mas não se pense que foi concebido assim por engano: as primeiras versões do projecto da moeda única europeia, traçadas nos anos 70, incluíam quase tudo o que agora se reconhece faltar-lhe: união fiscal, união política, flexibilidade numa fase de transição, euro-obrigações e um emprestador de última instância.

É UM  PATETA ÚTIL-VAMOS DAR-LHE CORDA

HÁ GOVERNO?


Ainda que mal pergunte…

Há política económica? Há política para a agricultura? Há política para o ambiente? Há política para a cultura? Há política para a ciência? É que se há, já alguém deu por elas?
• Santana Castilho, Passos Coelho, o contabilista plutocrata [hoje no Público]:
    Para Passos Coelho, a Educação é uma inevitabilidade, que não uma necessidade. Ao mesmo tempo que a OCDE nos arruma na cauda dos países com maiores desigualdades sociais, lembrando-nos que só o investimento precoce nas pessoas promove o desenvolvimento das sociedades, Passos Coelho encarregou Crato de recuperar o horizonte de Salazar e de a reduzir a uma lógica melhorada do aprender a ler, escrever e contar. Sob a visão estreita de ambos, estamos hoje com a mais baixa taxa de esforço do país em 37 anos de democracia. É significativo o facto de, em seis páginas e meia de entrevista recentemente concedida a este jornal, Passos Coelho (e, diga-se também, a entrevistadora) terem remetido a Educação para a expressão das suas sensibilidades: o zero absoluto. Com o passar do tempo e o confronto com as medidas tomadas, clarifica-se o conteúdo ideológico de Passos Coelho e a sua intenção política de desarticular o Estado e entregar à plutocracia o que resta. (…)  E Portugal, por acaso, tem Governo?... Este aqui ao lado, o merceeiro do Pingo Doce ... também diz que Portugal não tem governo...       E ele sabe melhor que ninguém  porque é o António Barreto que o informa... razão pela qual, quando ele fala, até os passarinhos fazem silêncio como se fora uma sexta-feira de semana santa...O que não impedirá, segundo os jornais, que Alexandre Soares dos Santos, esteja sob escrutínio do fisco para pagar umas dezenas de milhões em falta. E parece que pensa mudar a sede para a Holanda onde parece que não se  pagam impostos. É um patriota! bem aconselhado.

AUDI A4


Revisto esteticamente e actualizado no conteúdo, a nova evolução do Audi A4 chega a Portugal no final de Fevereiro do próximo ano

Disponível nas variantes berlina, carrinha (Avant) e allroad, o A4 atingiu a sua melhor forma de sempre. Tudo porque foi alvo de alterações estéticas, técnicas e de conteúdo.

Visualmente, diferencia-se pelos retoques efectuados na grelha “single-frame” (dotada de lamelas cromadas duplas na versão S4 e na polivalente allroad), nos grupos ópticos (quando equipados com opcionais faróis bi-Xénon incluem tecnologia LED quer para as luzes diurnas dianteiras quer para os farolins traseiros), nos pára-choques (o dianteiro passou a integrar faróis de nevoeiro de formato trapezoidal em vez de redondos, ainda que apenas nas carroçarias berlina e Avant) e no capot. Também as jantes mudaram e a palete de cores para a carroçaria contempla, agora, seis novas opções.

No interior, o volante, as várias possibilidade de decoração, a nova versão do sistema MMI (tem agora seis botões em vez dos anteriores oito, ainda que disponha de mais funções) e a nova adição de equipamentos e opções, assinalam outras importantes melhorias.
O sistema Audi Drive Select passou a integrar um quinto modo, designado “Efficiency”, que se junta, assim, aos “Comfort”, “Sport”, “Auto” e “Individual” já existentes.

Equipado, de série, com alerta de cansaço para o condutor em todas as versões, o renovado A4 pode ser requisitado, em opção, com cruise control adaptativo, Audi Side Assist e Audi Lane Assist.

No que ao plano mecânico diz respeito, as novidades residem apenas nas motorizações. Agora, este familiar premium conta, também, com os préstimos dos 1.8 TFSI de 170 cv e 3.0 TDI de 204 cv. Mas existem mais opções na gama: 2.0 TFSI de 211 cv; S4 de 333 cv (3.0 TFSI); 2.0 TDI de 120, 136, 143 e 177 cv; 3.0 TDI de 245 cv. Todas as versões (allroad incluída) contam, de série, com sistema start/stop e travagem regenerativa.

Ainda sem preços definidos, o revisto e melhorado Audi A4 chega a Portugal no final de Fevereiro do próximo ano nas variantes berlina, Avant e allroad. Todas as motorizações estarão disponíveis na fase de lançamento.

06 dezembro 2011

Falta de sorte

A UE teve muita falta de sorte com a coincidência das lideranças em Berlim e Paris...  Ainda por cima dão o seu pior quando começam a dispor das regras para novos tratados. O de Lisboa, assente no receio da participação cidadã, infelizmente seguido cegamente pelos pacientes dos costume, não resistiu aos seus favores mais de um lustre que a bem dizer nunca chegou a entrar em vigor.Agora querem outro para judicializar os termos já expressos do Pacto de Estabilidade que, sem outras medidas, está na base da actual desgraça económica europeia. Tudo isto é frouxo, tudo isto é triste. Cortex Frontal

A CARAMUNHA COMO ESTRATÉGIA SERÁ O QUE NOS ESPERA?


Segundo os planos mais ou menos conhecidos da chanceler alemã, os países que celebrem o novo pacto de estabilidade do euro vão ter de submeter-se a uma disciplina orçamental rigorosa (para nós, maior do que a actual), não autónoma, controlada a nível da Comissão (ou assim parece), e os desvios e incumprimentos serão punidos pelo Tribunal de Justiça Europeu. Estes planos baseiam-se, claro está, no princípio teutónico dos santos e pecadores, totalmente discutível, até por grandes sumidades internacionais, e que, aliás, já começa a perder consistência com a transformação dos primeiros dos santos, os Santos dos Santos, em pecadores como os outros, quiçá mortal e suicidariamente pecadores. Mas esse princípio foi plenamente abraçado e é repetidamente defendido pelo nosso actual primeiro-ministro, que precisa de justificar a falta de qualquer desígnio de desenvolvimento para o país com os “pecados” do seu antecessor que agora haverá que expiar e pagar. A senhora Merkel é tão-só o farol que o ilumina. Um triste, sem qualquer orgulho próprio (é certo que não tem motivos) nem nos cidadãos que governa.
No caso concreto do Portugal pecador (para perceber os nossos pecados, basta ler o post do Valupi intitulado “A culpa é dos faraós”), e no que toca a um possível desenvolvimento económico que nos tire dos infernos, exceptuando as migalhas que algumas empresas alemãs ou francesas benemeritamente aqui quiserem investir (digo benemeritamente, porque, bem mais perto das fronteiras alemãs, existem paraísos de mão-de-obra barata, como a Roménia, a Bulgária, a República Checa, futuramente a Croácia e a Sérvia, etc., bem mais barata do que a nossa e com melhores acessos ao núcleo duro da Europa), como não há crédito, as perspectivas são as de os nossos investimentos apenas poderem decorrer da riqueza gerada a nível interno. Ou seja, em plena recessão e a afundar-nos, nenhuns. Nas nossas circunstâncias, sem crédito para ideias luminosas devido às pobres perspectivas causadas pela recessão, e sem mercados europeus para onde exportar, dada a austeridade generalizada, restar-nos-á o quê?
O espartilho do euro vai condenar-nos à maior e mais longa miséria de que há memória. E em regime de subjugação política. Há uns tempos, falava-se que o abandono do euro por parte de um Estado poderia ter um efeito arrasador nos restantes sócios desta abstrusa empresa. A ser verdade, e se em vez de um (Grécia), forem dois a ameaçar sair (e porque não a Itália?), não estará aí uma poderosa arma de pressão a nosso favor? Iremos ser chantageados na próxima cimeira. Tens alguma na manga, Passos? Ou baixas as orelhas? É que o que nos propõem não acende a mínima luz ao fundo do túnel. Do que li, não há cenoura a acompanhar o chicote. E os nossos interesses não são os da Alemanha. Nem os dos eleitores da senhora Merkel, nos quais, como sabemos, não nos incluímos.
Só pode revoltar, por isso, o que lemos sobre as ideias do ministro das Finanças alemão, citado pelo Jornal de Negócios, e o “elogio” hipócrita e paternalista que dispensa a Portugal e à Irlanda.
Não percebe ou não quer perceber que o problema da zona euro é actualmente o seu fraco crescimento, impossível de inverter com políticas sacrificiais de empobrecimento.
Não será na sexta-feira, mas um dia o verniz estala. daqui