

A urgência de rever a a Constituição da República é contestada por
diversos professores de direito.
Vital Moreira chama até a atenção para o que pode estar oculto nesta súbita vontade de rasgar a lei fundamental. E Pedro Lains fala mesmo em
direita golpista. Escolho um caminho mais modesto para avaliar o coelho tirado da cartola por Passos Coelho no congresso do pavilhão dos Lombos: olhar para
a composição do grupo de trabalho criado para fazer um projecto de revisão constitucional.Desde logo, não lembrava ao careca confiar a
Paulo Teixeira Pinto, presidente da Causa Monárquica, a coordenação do grupo de trabalho —
precisamente no ano em que se comemora o centenário da República. Depois, não satisfeito com esta proeza, o PSD convidou para o grupo de trabalho gente tão respeitável como o
criptofascista Blanco de Morais ou
o santanista Bacelar Gouveia.Compreende-se, assim, a nota divulgada por
Rui Medeiros, na qual este professor da Universidade Católica esclarece que não integra o grupo de trabalho, ao contrário do que o PSD vinha anunciando, tendo apenas manifestado a sua disponibilidade para dar o seu parecer sobre questões jurídico-constitucionais sempre que a comissão entender ouvir "peritos independentes e externos". Safa, terá pensado o constitucionalista da Universidade Católica, anda um sujeito a queimar as pestanas para agora ser confundido com esta gente...
c.corp.
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