21 agosto 2011

Adele - Someone Like You (Live On The Brit Awards 2011) 15/02/11


QUANTOS FALTAM?



NADA PIOR



                                                                                           NÃO HÁ NADA PIOR DO QUE SER ELOGIADO POR UM CANALHA. Robert Shumann
ARRAIAL
Na América, Barack Obama tem-se visto negro para dar conta das contas do país. Em Itália, as coisas estão de tal modo que o primeiro-ministro Berlusconi se viu obrigado a uma forte contenção nas suas faustosas orgias. Em Espanha, o primeiro-ministro Zapatero vê-se a contas com um par de botas dos diabos. Cá entre nós, Passos Coelho está a passar as "passas do Algarve" para explicar que tendo dito que não aceitaria mais aumentos da carga fiscal, logo de entrada tenha arranjado um imposto extraordinário.
Na Região Autónoma da Madeira, que é um cantinho do céu e até é habitada por um povo superior; não há qualquer problema: aqui é arraial todos os dias. Ele é o de Santo António, o de S. João, o de S. Pedro, o da Sra. Monte, o arraial permanente e sempre surpreendente da ALM, o arraial de um sítio qualquer, um arraial de porrada no Penedo do Sono, no Porto Santo, ou em qualquer sítio em Câmara de Lobos. E o maior, mais folclórico e tórrido de todos: o arraial do PSD/M no Chão da Lagoa.
No dia 1 de Julho, dia da Região, numa região de arraiais, este ano então foi de bota abaixo. Assim, a RAM acordou cheia de bandeiras, sinal claro de arraial. Bandeiras bonitas, de boa qualidade e bem confeccionadas, com cores bem combinadas. Não eram bem as bandeiras dos arraiais dos Santos Populares, ou da Senhora do Monte. Não eram bandeiras da Região ou do CF Os Belenenses, pois não tinham a Cruz de Cristo. Não eram bandeiras do sempre simpático "Uniãozinho da Bola" (Clube de Futebol União): eram bandeiras azul e amarelo, da defunta FLAMA. Dias depois, lá tivemos a segunda parte do arraial do dia 1 deste mês de Julho: AJJ afirma à imprensa, que se a República não resolver o problema das contas da Região, a FLAMA pode ressurgir e aponta como sinal do que dizia, o arraial do dia 1.
Dias depois, na ALM, Tó Fontes, deputado do PND, um pândego desengonçado e simpático, assim a descambar para o louco, e a fugir para o génio; marcou mais uma página das dramáticas sessões da "Casa", ao apresentar e desfraldar em pleno hemiciclo, uma dessas bandeiras, que acusou de ser um dos objectos do crime, do folclórico dia da Região. O austero presidente da Assembleia interrompeu o arraial.
Nestes tempos de crise e abandalhamento, onde um produto pimba, parasita sem problemas um produto de qualidade e marca registada; o histórico arraial madeirense, imagem de marca da RAM, pode estar em risco de extinção tal como a obra de vime ou o bordado. Ou tal como as Juntas de freguesia e os Concelhos: em risco de redução, nestes tempos de contenção. A crise que atinge a Europa da toda poderosa Senhora Merkel e do desajeitado Sarkozy. A Venezuela do comandante Chaves e a África do Sul de Zuma, levou a que já não venham emigrantes capazes de pagar um arraial completo, com um arraial de vacas sacrificadas e transformadas em espetada. A crise, que por esta razão vai afectar o arraial madeirense e a espetada; vai arrastar consigo o vinhe seque e a poncha. A coisa está reles comum peste.
Cada vida é uma história e cada dia é uma vitória!

sinto-me pirata:
música pirata: A Mula da Cooperativa

ILHA DA MADEIRA - VENDE-SE.

                                                                                   


Falência chama-se agora crise de liquidez no dialecto de Alberto João

"A Madeira tem muito património, graças a Deus, o património que a Madeira tem é mais do que suficiente para cobrir muitas vezes a sua dívida, o problema é liquidez e nós precisamos, urgentemente, dessa liquidez para poder pagar os fornecedores em atraso, para poder terminar as obras que estão em curso".  Como pode a boa gente do PSD conviver com dirigentes que já acenam com o património público para pagar dívidas resultantes das suas loucas  megalomanias? O xelindró é o mínimo admissível...
O que eles dizem e pensam cá e o que eles fingem não ouvir de lá, que também é cá! O PSD andou meses a dizer que o país estava numa situação insustentável e que quem criou o problema não poderia fazer parte da solução. Tal como Pedro e o Lobo, muito antes do FMI bater à porta, já Passos Coelho e outros diziam aos quatro ventos que o FMI era necessário.
Entretanto, com o avolumar da especulação (que depois atacou a Espanha, a Itália...), foi necessário recorrer à ajuda externa. Não sem que antes quem tinha responsabilidades governativas apresentasse um plano de consolidação, o PEC 4 que o PSD rejeitou por considerar insuficiente... do lado da despesa! Pois bem, agora no Portugal que é a Madeira, a Região está verdadeiramente falida, o que o sempre inenarrável Alberto João apelida eufemisticamente de crise de liquidez, e não há o mínimo sinal de se ter aprendido com os erros.
Uma coisa é certa: se houvesse um pingo de vergonha, o PSD retiraria a confiança política a Alberto João Jardim ou exigiria, no mínimo, que se comportasse à altura das responsabilidades próprias e actuais. Acho que é pedir de mais. Como o ministro das Finanças afirmou na TVI, está à espera que Alberto João decida se quer esbanjar mais ou se fica por aqui...

ESVAZIANDO O POTE



ESVAZIAR O POTE


Assunção Cristas, CDS, ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, pretende fechar a Parque Expo. (Uma medida muito acertada). Ninguém compreende que uma empresa criada para construir, explorar e desmantelar a Expo 98 continue operante com o pretexto de gerir o Oceanário, o Pavilhão Atlântico e a... Gare do Oriente. A ver vamos se tem força para passar do desejo à realidade

20 agosto 2011

BANDA DOS AMIGOS E ASSOCIADOS DO PSD

A PANTUFADA DE MARCELO

Marcelo


Li aqui, que teve sucesso uma frase proferida pelo prof Marcelo, domingo à noite, na TVI, sobre o aumento do IVA no gás e na electricidade: "É evidente que isto é uma pantufada monumental na classe média".
Deve ter toda a razão o prof. Marcelo.
É evidente que os pobres, para além do defeito de serem pobres, tomam menos banho, podem comer alimentos crus e devem dar-se lindamente na escuridão...
Deve ter toda a razão o prof. Marcelo…
Os pobres são feios, porcos e maus...
Para que precisam de gás e electricidade?..Por este andar, gás e electricidade para o pobre, será como manteiga em focinho de cão!.. Isto é: um luxo.

TIRAR AOS MESMOS DE SEMPRE






Hoje no DN

ALIQUIDEZ

"Madeira necessita urgentemente de liquidez"


por LusaHoje

"Madeira necessita urgentemente de liquidez"

O líder do PSD-Madeira, Alberto João Jardim, disse na sexta-feira à noite que a Região Autónoma da Madeira necessita "urgentemente" de liquidez, acreditando ser possível um acordo com o Governo para solucionar a questão financeira. "A Madeira tem muito património, graças a Deus, o património que a Madeira tem é mais do que suficiente para cobrir muitas vezes a sua dívida, o problema é liquidez e nós precisamos, urgentemente, dessa liquidez para poder pagar os fornecedores em atraso, para poder terminar as obras que estão em curso", afirmou Alberto João Jardim.
O presidente do PSD-M, discursava no Porto Santo, no tradicional comício que assinala a "rentrée" política do partido na região, ocasião em que explicou que é nesse sentido que "se vai procurar fazer um acordo com o actual Governo da República", de coligação PSD/CDS-PP.
Alberto João Jardim, que há mais de 30 anos preside ao Executivo regional, justificou a dívida da Madeira com o "ataque financeiro" do Governo socialista através da Lei das Finanças Regionais.
Para o dirigente do PSD-M, a situação destruiu o que estava planeado e as "legítimas expectativas" que existiam face à lei que estava em vigor.
 "Com este rombo nas finanças da Madeira, eu só tinha duas hipóteses: ou fazia como no boxe, jogava a toalha ao chão e desistia (...) ou então enfrentava-os como enfrentei e aumentei a dívida da Madeira", declarou Alberto João Jardim, referindo que preferiu a "derrapagem financeira" para "resistir à agressão socialista (que grande lata!..tem a insaciável criatura...) e agora poder negociar com o Governo que é liderado pelo PSD" a ter que se "render e ter parado com tudo".
Nota: O problema da liquidez da R.A.M apenas se resolverá com a liquidação política da criatura

Dar o exemplo
                                                                                                                                         
Ao PM caberá, certamente. Mas ao fim de, nas suas palavras, "nem dois meses de Governo", e num momento em que apela à "não conflitualidade social" em nome do desígnio comum de salvar o País, Passos despejou a direcção do Executivo e o enfrentar das feras no regaço do inexperiente politicamente e claramente a precisar, ele sim, de sol Vítor Gaspar para ficar em Manta Rota a dar entrevistas às revistas cor-de-rosa. E por lá continua quando o ministro da Economia admite que a coligação dê o dito pelo não dito quanto ao TGV (causando uma apoplexia ao deputado independente do PSD Abreu Amorim) e o Expresso noticia que o ministro adjunto Relvas, o mesmo que nomeou uma comissão para definir o que é serviço público de TV (coisa que o seu antecessor e colega de partido Morais Sarmento fez em 2002), "sondou" Mário Crespo para correspondente da RTP em Washington, um "lugar" que este assegura almejar há muito.«Quando foi noticiado que Passos ia a Bruxelas em classe económica, houve quem visse isso como pura demagogia populista e quem lesse no gesto uma deliberação saudável de exemplo. A declaração de que o Governo não teria férias devido ao muito que há a fazer e ao estado de emergência terá suscitado o mesmo tipo de reacções. Sucede que, como é público e notório, Passos tirou mesmo férias. Fez até questão de aparecer em vários media em calção de banho, em convívio familiar e "no meio do povo". Dir-se-á: coitado do homem, também tem direito. E tem até o direito de querer capitalizar a sua intimidade e exibir humildade. Mas, atenção, ninguém encomendou a Passos o sermão sobre a recusa de ir de férias. E, tendo feito esse anúncio solene, o mínimo seria que cumprisse o anunciado.

Não o fez. O que não o impediu de, no discurso do Pontal, afirmar que "o Governo ainda não teve tempo para se sentar". Isto na mesmíssima semana em que deixou o ministro das Finanças, um denominado independente, dar a cara isolado por um Conselho de Ministros que segundo os jornais terá durado dez horas e sido "muito duro" devido a uma alegada discussão de cortes na despesa - cortes na despesa que, ficámos a saber na conferência de imprensa dada por Vítor Gaspar, se concretizaram afinal num aumento brutal de impostos na electricidade e no gás. Uma reviravolta que o ministro tentou explicar - mal, de resto - em entrevistas televisivas, nas quais embatucou com o despesismo, criticado pela "tróica" (e por Portas), da Madeira. "Não me cabe fazer esse tipo de observação", respondeu Gaspar a Judite Sousa, aproveitando no entanto para, com desfaçatez, associar os Açores à ideia de despesismo. Ora se não cabe ao ministro das Finanças e segunda figura do Governo, investido, no caso, em primeira, fazer observações sobre despesismo, quando ainda por cima outro ministro já o fez, cabe a quem?


                                                                               
Que é um exemplo, é, Passos. De dizer uma coisa e fazer outra, de populismo infrene, de calculismo e marketing desavergonhados. E isto em dois meses. Chapeau.» [
DN]-por Fernanda Câncio






Fernanda Câncio.

CORREIA DE CAMPOS E OS DETRACTORES DO SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE

DISCURSO DIRECTO


Correia de Campos foi ministro da Saúde durante quase três anos: entre 12 de Março de 2005 e 29 de Janeiro de 2008. Mais do que pretendia:

«Quando aceitei as funções, disse ao primeiro-ministro que devia ficar apenas dois anos, porque iria fazer uma gestão tão dura e tão difícil que ao fim de dois anos estaria completamente queimado.»
Esta e outras afirmações constam da entrevista feita por Liliana Valente, hoje publicada no i.
Considero, e não de é hoje (escrevi-o várias vezes), que Correia de Campos foi o melhor ministro da Era Sócrates. A sua demissão, a reboque da Santa Aliança — sindicatos afectos ao PCP, Manuel Alegre, PSD, media, Cavaco: o chamado vodka-laranja —, foi a primeira derrota de Sócrates.

A entrevista que podemos ler hoje no i é esclarecedora:
«Podia ter feito [mais] se tivesse tido mais apoio de alguns sectores do PS. Não tenho nenhuma queixa genérica sobre o partido, militantes ou autarcas do PS, mas tenho uma imensa mágoa de pessoas com responsabilidade política como o dr. António Arnaut ou Manuel Alegre, por eles terem combatido as políticas de racionalização do SNS, dentro da linha de manter o essencial da solidariedade e de aperfeiçoamento que eu conduzi. Não posso esquecer que essas pessoas são os principais responsáveis por se chegar a um ponto em que há dívidas dificilmente controláveis e de haver tentações da direita para desmantelar o SNS. Se o SNS vier a ser desmantelado, e todas as semanas luto contra isso, essas personalidades — não foram os únicos mas foram sempre os mais vocais, com a imprensa sempre atenta a favor deles porque eram vozes contrárias ao pensamento oficial do PS — fizeram dos piores erros, dos mais graves que foram cometidos em Portugal em matéria social. Não queriam que se fizesse nada. Queriam que se mantivesse tudo congelado como estava. Não era possível fazer racionalização de urgências, não era possível encerrar SAP, maternidades.»
Sobre Paulo Macedo, actual ministro da Saúde, diz: «É uma pessoa de uma extrema capacidade, extrema disciplina e capacidade de cumprimento dos objectivos públicos, cívicos. Na sua qualidade de gestor financeiro, pode ser excelente no Ministério da Saúde. Daquilo que conheço das suas características humanas, não me parece que seja uma pessoa apenas com cifrões nos olhos.»

Acerca do memorando da troika, também é claro: «Conheço muito bem o memorando. Até fui convidado para ter uma conversa com os membros da troika, mas não fui, entendi que não tinha de ir.»

DAR UM SENTIDO À VIDA



19 agosto 2011

A ENTREVISTA DO GASPAR À JUDITE

Entrevista do ministro das Finanças à TVI [2]





Já completamente à nora com as perguntas básicas de Judite de Sousa, o ministro das Finanças não arranjou melhor forma para sair ileso do estúdio do que garantir que o anterior governo é que fez os necessários cortes na despesa. Extraordinário.
Caro leitor, se não acredita no estado de desnorte de Vítor Gaspar, reveja a entrevista
aqui.

CRESPO

19.1.09

                                                                                                                             

MÁRIO CRESPO BY HIMSELF

Um amável leitor enviou-me este clip, com pouco mais de seis minutos, que recomendo. Crespo não se recorda em quem votou há quatro anos e afirma que "provavelmente" votará em Sócrates este ano. O argumentário que enuncia para justificar a opção revela, de facto, o quanto tem aprendido nas "conversas" que mantém frequentemente com Pedro Silva Pereira ou Augusto Santos Silva no seu "Jornal das 9". Logo no início, afirma-se conservador de maneira muito trapalhona e sem sequer ter uma ideia do que é ser conservador. Fala com displicência dos EUA (e "do Obama") onde residiu. Este vídeo devia passar em todos os cursos de comunicação social e cultural. É que Crespo, até pela idade, devia ser considerado um "exemplo" para a classe jornalística. Durante muito tempo, eu, humilde espectador, pensava assim. Sucede que Crespo, o jornalista (não o cidadão), partiu numa direcção inesperada rumo ao que de pior o jornalismo português nos tem oferecido nestes "anos Sócrates". Há dias inventou uma crispação com Belém para se vitimizar de "perseguição". Pressurosa, a rapaziada "Sócrates friendly" seguiu-lhe religiosamente os passos. Não lhe serviu de nada. Até o pequeno Vitorino o ultrapassou em "share" na estreia das suas entrevistas na SIC. Crespo quer chegar ao milhão de espectadores. Não merece dez.

18 agosto 2011

Quinta-feira, Agosto 18, 2011



MONS KALLENTOFT


Hoje na Sábado escrevo sobre Anjos Perdidos em Terra Queimada, segundo volume da tetratologia que o sueco Mons Kallentoft (n. 1968) dedica às estações do ano. Não tem a espessura de Henning Mankell nem a velocidade de Stieg Larsson, mas cumpre o catálogo multicultural. Também escrevo sobre Amor Livre, da inglesa Ali Smith (n. 1962), uma colectânea de doze contos entre o bom e o muito bom. O meu preferido é Assustador. A 1.ª frase do 1.º conto (e, portanto, do livro) é de antologia: «A primeira vez na vida que fui para a cama com alguém foi com uma prostituta de Amesterdão.» Quando isto aconteceu, Smith tinha 18 anos.


CRESPO, DC


Mário Crespo, 64 anos, jornalista da SICN e colunista do Expresso, foi convidado por Miguel Relvas, ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, para o lugar de correspondente da RTP em Washington, vago há seis meses. Deste modo, Crespo voltará a desempenhar as funções que exerceu entre 1992-98. O convite está a gerar forte turbulência na RTP, uma vez que a estação estava a organizar um concurso interno para preenchimento da vaga, de acordo com os critérios estatutários: 1) É dada primazia a jornalistas do quadro da RTP interessados em trabalhar no estrangeiro. 2) A direcção de informação selecciona os candidatos. 3) Um júri avalia. 4) A administração avaliza a escolha final. Crespo nem sequer é do quadro: foi despedido da RTP há doze anos. Chama-se a isto, em linguagem plano inclinado, dar o pote aos boys. Este assessor de Relvas é que os topa.

QUEM SABE SABE...



Quem sabe, sabe!..

Este, da foto em cima, “nunca vai voltar à cadeia”!..
Já este  que,  ao que parece, desviou cerca de 600 euros, não sei não!...

PERDIDOS EM TERRA QUEIMADA

Quinta-feira, Agosto 18, 2011



MONS KALLENTOFT


Hoje na Sábado (Eduardo Pitta) escrevo sobre Anjos Perdidos em Terra Queimada, segundo volume da tetratologia que o sueco Mons Kallentoft (n. 1968) dedica às estações do ano. Não tem a espessura de Henning Mankell nem a velocidade de Stieg Larsson, mas cumpre o catálogo multicultural. Também escrevo sobre Amor Livre, da inglesa Ali Smith (n. 1962), uma colectânea de doze contos entre o bom e o muito bom. O meu preferido é Assustador. A 1.ª frase do 1.º conto (e, portanto, do livro) é de antologia: «A primeira vez na vida que fui para a cama com alguém foi com uma prostituta de Amesterdão.» Quando isto aconteceu, Smith tinha 18 anos.


CRESPO, DC


Mário Crespo, 64 anos, jornalista da SICN e colunista do Expresso, foi convidado por Miguel Relvas, ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, para o lugar de correspondente da RTP em Washington, vago há seis meses. Deste modo, Crespo voltará a desempenhar as funções que exerceu entre 1992-98. O convite está a gerar forte turbulência na RTP, uma vez que a estação estava a organizar um concurso interno para preenchimento da vaga, de acordo com os critérios estatutários: 1) É dada primazia a jornalistas do quadro da RTP interessados em trabalhar no estrangeiro. 2) A direcção de informação selecciona os candidatos. 3) Um júri avalia. 4) A administração avaliza a escolha final. Crespo nem sequer é do quadro: foi despedido da RTP há doze anos. Chama-se a isto, em linguagem plano inclinado, dar o pote aos boys. Este assessor de Relvas é que os topa.

QUANDO O TERRENO NÃO SE ENCONTRA FÉRTIL...

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À BEIRA DO PRECIPÍCIO

Moeda única e Europa estão "à beira do precipício" - Jacques Delors

Bruxelas, 18 ago (Lusa) - O euro e a União Europeia estão "à beira do precipício", afirmou o antigo presidente da Comissão Europeia Jacques Delors

     

Moeda única e Europa estão "à beira do precipício" - Jacques Delors

 
 O euro e a União Europeia estão "à beira do precipício", afirmou o antigo presidente da Comissão Europeia Jacques Delors numa entrevista hoje publicada nos jornais Le Soir (belga) e Le Temps (suíço).
"Temos de abrir os olhos: o euro e a Europa estão à beira do precipício. Para que não caiam, a escolha parece-me simples: ou os estados-membros aceitam a cooperação económica reforçada que sempre defendi, ou transferem mais poderes para a União" afirmou Delors.
O antigo presidente da Comissão afirmou ainda que "desde o início da crise" que os dirigentes europeus "têm passado ao lado da realidade", acusando os líderes das grandes potências da Zona Euro, Alemanha e França, de "formular respostas vagas e insuficientes".
"Tal como estão, não servem para nada", disse Delors sobre as propostas do Presidente francês, Nicolas Sarkozy, e da chanceler alemã, Angela Merkel, de reforma das instituições comunitárias para responder à crise da dívida.
Delors, francês de 86 anos, foi presidente da Comissão entre 1985 e 1995.
Na entrevista aos dois jornais francófonos, Delors defendeu a mutualização das dívidas dos estados-membros "até 60 por cento" do respetivo Produto Interno Bruto (PIB).
"A mutualização parcial da dívida (...) devolveria sentido à cooperação comunitária. Os estados-membros devem, simultaneamente, levantar as suas últimas objeções aos seis projetos de diretivas sobre governação económica, que o Parlamento Europeu logicamente reforçou para tornar mais automáticas as sanções em caso de derrapagem orçamental", afirmou Delors.