A PRISA NÃO ENTROU NA CAMPANHA ELEITORAL!

Para além de um forte espírito de malvadez que perpassa naquele ambiente persecutório e provocador dos seus programas televisivos, para o que também contribui o seu constante arregalar de olhos e um fácies congestionado a ameaçar situações de constante transe, da pantalha também se desprendem gestos e trejeitos a ameaçarem perversos estádios de uma certa orgia de quem se compraz em sacrificar a vítima enquanto a sangra com requintado prazer. É uma impressão muito desagradável se conseguimos manter-nos a assistir ao espectáculo. Marinho Pinto, conhecido pela sua truculência e combatividade, seria por certo a presa desejada para a colecção da "fera" implacável, daí o convite para o palco do suplício. Porém a fera, neste caso não dominou o guião e, como puro transmontano que é, Marinho aplicou-lhe o princípio de nunca deixar de se dizer, cara a cara, o que em verdade deve ser dito, sem subterfúgios... e no final da triste contenda, derrotada, deixando transparecer que lá no fundo, tem o seu lado humano, deixou bem patente que se Marinho aperta mais um bocadinho as lágrimas se teriam soltado e um drama nacional estaria assegurado. Mas essa mulher é de pedra, não chora!
Na realidade trata-se de uma coitada que, sem arte para se dedicar a tarefas que exijam grandeza de alma, dedica-se ao que a sua índole lhe permite fazer, limitando-se a teatralizar o lado mais ignóbil do ser português que é o proverbial bota-a-baixo e a mesquinhez da má língua e da insinuação soez. E nisso se esgota...
Sem comentários:
Enviar um comentário