21 janeiro 2011

CANDIDATURA ALGO ESPÚRIA

.Entre o apoio de dois partidos que se digladiam, Manuel Alegre acabou por ficar condicionado nas mensagens ao eleitorado ao longo da campanha. Falou pouco do desemprego - referiu algumas vezes as dificuldades e a necessidade de se mudar o "modelo económico", mas não foi um tema central - e não falou da dívida pública externa, temas sensíveis ao governo.
Falou do medo, "instrumento da campanha de Cavaco Silva", daqueles que querem a entrada do Fundo Monetário Internacional no país e do risco de Portugal vir a ter uma "uma maioria, um governo e um Presidente" de direita. Caso Cavaco seja reeleito, seriam postas em prática as ideias neoliberais dos dois partidos que apoiam o adversário (PSD e CDS), que "querem o poder todo" e dos quais Cavaco "é refém"
Além do condicionamento dos partidos que o apoiam, Alegre viu-se a braços com respostas e reacções ao que surgia do lado de lá, ficando ainda mais reduzido nas respostas depois de Castelo Branco, dia em que Sócrates apareceu ao seu lado pela primeira vez. Mesmo assim, criticou a carga policial sobre os sindicalistas à porta da residência do primeiro-ministro. Nos seus discursos repetiu diversas vezes as "mangueiradas" e as "bastonadas" a manifestantes dos governos de Cavaco Silva.








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